20.6.15

Neste sábado tem Curupira no Casarão do Boneco

Não é pra assustar! O Curupira, além de ser protetor da floresta, é a estrela do espetáculo do In Bust, inserido na programação do “Sábado Tem e Domingo que Vem”, do Pirão Coletivo, projeto contemplado pelo edital de incentivo do Banco da Amazônia. Pra conferir, vá hoje, às 19h, no Casarão do Boneco.

Conhecido como o protetor de todas as florestas e animais, o Curupira, personagem lendário da região amazônica, aparece em forma de moleque com os pés voltados para trás. Ele é temido por todos aqueles que caçam ou desmatam por mera ganância.

Depois de iniciar a programação, apresentando no dia 6 de junho, "Catolé e Caraminguás", neste sábado, 20, às 19h, o In Bust conta outra história. Um “causo” amazônico, que ganha falas, formas e cores, através de paródias contadas por três cantadores (atores manipuladores), que se utilizam de toadas de boi, carimbó e samba de cacete – ritmos da cultura paraense - e de bonecos manipulados com vara, acompanhados por máscaras, mamulengos e outros, para encantar a plateia. 

Criado para o programa Catalendas da TV Cultura do Pará, o espetáculo está há mais de uma década em cartaz. Em “Curupira – Um Milhão de Nós”, o linguajar caboclo se faz evidente em palavras como “mundeado” e “sumano”, trazendo para bem perto do público da cidade a cultura de nossa região.

Nesta montagem do In Bust um caçador acaba mundeado por não respeitar a premissa de se caçar apenas para sobrevivência. Desta forma, ele é ajudado por um Pajé e sai do transe aplicado pelo moleque Curupira e aprende mais sobre como cuidar do meio ambiente.

Pirão Coletivo - Formado por grupos que desenvolvem poéticas artísticas diferenciadas, reunindo atores, artistas circenses, bailarinos, músicos e profissionais do audiovisual, o Pirão Coletivo iniciou a programação desta primeira edição patrocinada do projeto, no sábado, 6 de junho, com apresentação de Catolé e Caraminguás”, do in Bust, seguido de programação do Dirigível Coletivo de Teatro, no domingo passado, dia 14 de junho. 

Grupos envolvidos: Dirigível Coletivo de Teatro, Cia de Teatro Madalenas, Cia de Investigação Cênica, Grupo Projeto Vertigem, Produtores Criativos e In Bust Teatro com Bonecos, além de vários colaboradores. Em cada sábado e domingo, até dia 12 de julho, cada um deles trará para a programação, um espetáculo, contações de história e até oficina, fiquem ligados. 

É possível acompanhar tudo pela página do projeto Pirão Coletivo, no facebook, mas desta vez, o In Bust teatro com Bonecos, de volta à cena, apresenta “Curupira”, um de sues espetáculos mais apresentados.

Ficha Técnica
Atores e Manipuladores: Adriana Cruz, Anibal Pacha e Paulo Ricardo Nascimento
Produção e Apoio Técnico: Cristina Costa
Figurino: Anibal Pacha
Cenário, Adereços e Bonecos: Anibal Pacha
Criação de Sonoplastia: In Bust
Texto: David Matos e Paulo Ricardo Nascimento
Assistência de Direção: Adriana Cruz e Paulo Ricardo Nascimento
Direção: Anibal Pacha
Realização: In Bust – Teatro com Bonecos

Próximas atrações
28/6, Domingo que vem
11h - Cia. de Teatro Madalenas
04/7, Sábado Tem
19h -Dirigível Coletivo de Teatro
12/7, Domingo que vem
11h- In Bust Teatro com Bonecos

Serviço
Programação do projeto Sábado Tem, do Pirão Coletivo: espetáculo “Curupira, um milhão de Nós”, do In Bust Teatro com Bonecos. Neste sábado, 20 de junho, às 19h, no Casarão do Boneco – 16 de novembro, 815. Pague quanto puder. Mais Patrocínio: Banco da Amazônia. Realização: Pirão Coletivo Grupos. Apoio: Ná Figueredo Design Criações Refry Distribuidora Estrela do Norte James Brownie Panificadora 16 de Novembro. Mais informações: 98110.5245 (tim). Ou: https://www.facebook.com/piraocoletivo. .

19.6.15

Black homenageia Jackson do Pandeiro e Ary Lobo

Após homenagear diversos ícones da cultura nortista e nordestina, como Luiz Gonzaga, em anos anteriores, a Black Sou Samba traz para os seus festejos juninos de 2015, uma homenagem a dois cancioneiros populares do Brasil: o paraense Ary Lobo e o paraíbano Jackson do Pandeiro. O show da noite fica por conta do grupo Quaderna, que pela primeira vez se apresenta num palco da BSS. Nesta sexta, dia 19, a partir das 21h, no Tábuas de Maré. 

Como em todo arraial, a noite de sexta terá comidas típicas de São João, banho de cheiro e um animador pra montar a quadrilha da Black Soul Samba. Pra isso, o coletivo incentiva a quem for trajado de roupa junina: paga só metade do valor do ingresso até a meia-noite. Além dos DJ's Uirá Seidl, Kauê Almeida, Eddie Pereira e Homero da Cuíca, o Arraial terá também participação da DJ Ana Flor, com cenário de Aldo Paz e projeções de Kauê Lima e Diogo Vianna.

Um arraial com o Quaderna

Allan Carvalho e Cincinato Júnior, desenvolvem pesquisas musicais desde 2003. O primeiro CD do Quaderna, lançado em 2006, abordou a influência da cultura nordestina na Amazônia, em especial no Pará. O estudo foi feito a partir da Bolsa de Pesquisa e Experimentação Artística, do Instituto de Artes do Pará (IAP). Bem-sucedido, conquistou o ‘‘Destaque Regional’’ do Prêmio Dynamite/SP, em 2008. O grupo ainda foi convidado a criar a trilha sonora dos cinco documentários da série “Barcos da Amazônia".

O trabalho sobre o universo dos pregões começou em 2011, com Bolsa de Criação, Experimentação, Pesquisa e Divulgação Artística do Instituto de Artes do Pará (IAP). Em 2012, o projeto ingressou na circulação do Prêmio PROEX de Arte e Cultura da Universidade Federal do Pará (UFPA). 

Em 2013, os dados da pesquisa sobre os pregões da capital paraense circularam em 10 capitais do País com o Festival HotSpot - Tanque de Ideias, evento paulista, e o projeto ganhou impulso com a seleção no edital Pará Natura Musical, via Lei Semear de Incentivo à Arte e Cultura, do Governo do Estado do Pará.

Allan destaca que o grupo vem tocando composições de Ary Lobo desde 2004, ainda durante o processo de produção da pesquisa do IAP, seguido de uma série de shows em em homenagem a Ary, realizados pela TV e Rádio Cultura. 

"Vale lembrar também que em no ano 2000, na I Primeira Bienal de Música de Belém, quando ainda fazia carreira solo, apresentei o show "Pedra Bruta da Pedreira", especialmente sobre a obra de Ary Lobo, show que circulou em alguns teatros da cidade", ressalta Allan. 

Para o Arraial da Black Soul Samba, o grupo destaca duas canções de Ary que estão em seu segundo disco: Filho de Tupinambá (Ary Lobo e Barbosa da Silva) e Patrulha da Cidade, também gravada por Ary; além de canções como "Olha o Amendoim", "O Cascalheiro", entre outras, além de forrós, xaxados, xotes e baiãos clássicos como "Sebastiana" e "Forró no Limoeiro", de Jackson do Pandeiro.

Serviço
Arraial da Black Soul Samba com grupo Quaderna. Nesta sexta-feira, 19 de junho, a partir das 21h, no Tábuas de Maré (Rua São Boaventura, entrada no final da Avenida Almirante Tamandaré, próximo à Praça do Arsenal, Cidade Velha). Ingressos: R$20,00. Promocional: Meia - entrada até meia-noite para quem estiver com trajes juninos. Informações: (91) 98915 0504.

Ateliê397 abre a exposição “Alastramento” em SP

A última etapa do “Circuito independente: aproximações possíveis entre Belém e São Paulo”, projeto realizado com apoio do Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais 11a edição, conta com participação de 14 artistas que trabalham em Belém (PA), revelando o panorama diversificado da produção do local, trazendo obras em linguagens como pintura, fotografia, poesia, vídeo, instalação e performance. O início da programação é neste sábado, 20, às 16h, com curadoria de Camila Fialho e Véronique Isabelle.

O projeto contou com uma série de encontros abertos ao público, promovidos aqui no mês de março deste ano, nos quais foram realizadas falas e debates sobre temas ligados à gestão de espaços independentes. A mostra é um desdobramento do processo de interlocução entre o Ateliê 397, de São Paulo, e três espaços independentes de Belém/PA: Associação Fotoativa, Atelier do Porto e Gotazkaen.

Alastramentoconta com a participação dos artistas Alexandre Sequeira, Armando Queiroz, Elaine Arruda, José Viana, Keyla Sobral, Lucas Gouvêa, Wellington Romário, Luciana Magno, Luis Junior, Marcílio Costa, Miguel Chikaoka, Nando Lima, Pablo Mufarrej e Paula Sampaio.

A última etapa, realizada em São Paulo, terá, neste sábado, 20, Alexandre Sequeira, Miguel Chikaoka, Nando Lima e Pablo Muffarej, que realizarão ações artísticas seguidas de uma festa na qual o também artista, Lucas Gouvêa, faz a discotecagem. Será um momento privilegiado para trocar ideias e ver alguns trabalhos mais efêmeros.  

De acordo com as curadoras, os artistas que participam da exposição compartilham um histórico de pesquisa e trabalho na/com a cidade, enquanto campo de investigações, muitas vezes através de projetos baseados no estabelecimento de redes de colaboração que, não raro, se desenvolvem longe dos holofotes. 

Assim, a idéia de uma trama invisível que se estende por baixo da terra é um ponto de partida para a mostra, que propõe um transbordamento desta produção, imbuída de questões oriundas de suas experiências junto às dinâmicas da capital paraense, para o espaço do Ateliê 397, estabelecendo um canal de diálogo com o circuito paulistano.

“Alastramento” conta com a participação dos artistas Alexandre Sequeira, Armando Queiroz, Elaine Arruda, José Viana, Keyla Sobral, Lucas Gouvêa e Wellington Romário, Luciana Magno, Luis Junior, Marcílio Costa, Miguel Chikaoka, Nando Lima, Pablo Mufarrej e Paula Sampaio. 

O que mais vem aí

A programação desta última etapa traz ainda outras ações pontuais nos dias 22, 24 e 30 de junho. No dia 22 de junho, às 19h, o artista Alexandre Sequeira apresenta “a fala como obra”. No dia 24 de junho, às 19h, a artista Elaine Arruda realiza uma fala, seguida de chorinho, e às 21h30, Lucas Gouvêa e Wellington Romário realizam uma ação com mingau e banho de cheiro de viva São João. A mesma dupla faz outra ação no dia 30 de junho, às 17h, desta vez com a artista Gisele Vasconcelos.

Serviço
Alastramento, curadoria de Camila Fialho e Véronique Isabelle. Neste sábado, 20 de junho a partir das 16h. Visitação: de 22 de junho a 17 de julho, das 14h às 19h.

18.6.15

Os 20 anos de "Fête de la Musique" em Belém

Na capital paraense, várias apresentações locais e internacionais convidam a todos para um domingo inesquecível de ritmos que misturam Brasil e França. A programação tem início às 17h, no Anfiteatro São Pedro Nolasco, na Estação Das Docas. A entrada é gratuita.

Sob o tema “Vivre ensemble la musique !” ou, em português, “Viver juntos a música!”, a Fête de la Musique, sediada pela primeira na França para comemorar o verão de 1982, traz a ideia de uma experiência musical coletiva entre culturas. 

Em Belém, a festa celebra 20 anos com uma programação que comemora a pluralidade sonora. Segundo a diretora da Aliança Francesa de Belém, Myriam Mugica, a festividade se consolidou no calendário paraense e confirma o interesse dos brasileiros em conhecer outras culturas: “Há 20 anos, artistas da França e do Brasil animam o público belenense no dia 21 de junho, por isso, a Fête de la Musique é uma importante festividade que celebra a diversidade cultural”, afirma.

Dedicada a todos os amantes da música, o evento conta com as apresentações da Orquestra de Violinos Vale Música, Tambores do Conde, Gigi Furtado e a seleção dos finalistas do Festival da Canção Francesa – etapa Pará, com as participações de Camila Honda e Ana Paula Martins. Para finalizar a noite em grande estilo, os franceses do grupo “Sweet Way” prometem animar a todos com um bom zouk, que traz influências dos ritmos da Guiana, Antilhas, Haiti e Estados Unidos.

Edouard Phanis e Laurent Kreber formaram o “Sweet Way” em 1998. Os jovens se conheceram em um projeto comum na aula de música do colégio em que estudaram. A partir da amizade, a descoberta da paixão na música os uniu ainda mais. Aos poucos, começaram a escrever suas próprias canções. Em 2004, o primeiro álbum "Sweet Way" foi lançado. 

O segundo álbum veio em 2008, intitulado “Autrement”. Várias semanas entre os mais vendidos no Itunes, o terceiro álbum "The Shadow Of The Light", em 2013, consolidou o sucesso dos artistas. Antes da única apresentação em Belém, o grupo se apresenta na consagrada Casa de Espetáculo La Cigale, em Paris.

A Fête de la Musique é uma realização da Aliança Francesa de Belém e tem o patrocínio da Imerys, apoio da Direction des Affaires Culturelles de Guyane, da Fundação Amazônica de Música e do Governo do Pará por meio da Secult e da Pará 2000.

Serviço
Fête de la Musique, dia  21 de junho, a partir de 17h, no Anfiteatro São Pedro Nolasco - Estação Das docas (Boulevard Castilhos França, 792). Entrada franca. Festival da Canção Francesa 2015: http://afbelem.com/index.php/agenda/41-eventos/444-festival-cancao-2015

17.6.15

RockOn faz festa com o bom e velho rock and roll

“Hands of Doom (Black Sabbath Cover)”
Essa é a hora de sair do casulo. Tem festa de rock nova na cidade, a “RockOn – Rock and Roll em Alta Voltagem”. O evento será neste sábado, 20, às 21h, no Saahara Lounge (Av. Senador Lemos, 35). Os ingressos custam 15 reais.

Quem gosta de rock em Belém já percebeu que nos últimos tempos as festas voltadas para esse gênero andam cada vez mais raras, fazendo com que o público tenha que esperar um show grandioso ou um festival para sair de casa. 

A ideia da "RockOn - Rock and Roll em Alta Voltagem"é fazer um passeio musical pelo rock através das sequências inacreditáveis dos DJ's e do repertório das quatro bandas da noite, além de unir bandas autorais e covers no mesmo espaço, dialogando sempre. Estilos como Blues Rock, Garage, Hard, Heavy, Prog, Punk / Hardcore/Pós Punk, Doom, Stoner, Indie e Alternative, sem limite de décadas, dos 50 até as mais furiosas atualidades.

Oscaravelho apresenta trabalho autoral

Oscaravelho: "Do progressivo a música brasileira"
A abertura será da banda “Oscaravelho”, banda autoral, que apresentará músicas do segundo disco da carreira. 

A banda tem influências que vão do hard rock progressivo a música brasileira. Oscaravelho é formado por Augusto Macola (voz e violão), Alexandre Riberio (guitarra e voz), Bruno Ferreira (baixo e voz), Sérgio Siqueira (teclado) e Rodrigo Jorge (bateria). Segundo Alexandre Ribeiro o nome da banda foi escolhido por conta da idade dos integrantes, pois na primeira formação todos tinham mais de 40 anos. 

A vontade da banda é sempre se renovar, buscando interagir da melhor forma com o público. “Hoje a música desenvolve um papel cada vez mais concreto em nossas vidas, tanto pelo prazer de compor como também a satisfação de tocar nossas canções para as pessoas”, pontua Alexandre.

Também vai rolar “Hands of Doom (Black Sabbath Cover)”, “Nirvana Cover” e“Dead Level” nesta edição da “RockOn”.  No time dos DJ's, estão Uirá Seidl, Daniel Bandeira, Eddie Pereira e Kauê Almeida, já conhecidos na cidade por conta de outros coletivos musicais. 

Algumas surpresas esperam o público no sábado, como o “debut” da banda “Dead Level”, que traz para a apresentação clássicos de artistas como Jimi Hendrix, Eric Clapton, Led Zeppelin, The Who, Deep Purple, Neil Young e The Doors. Além de duas músicas autorias de autoria de Daniel Dú Blues, chamadas “Sigo” e “Marginal”. A banda é formada por Uirá Seidl (vocais), Beto Brasil (bateria), Guibson Landim (baixo) e Daniel Dú Blues (guitarra).

Os fãs dos anos 90 vão delirar com o repertório do “Nirvana Cover” que promete tocar um apanhado do melhor da discografia da banda grunge, como “School”, “Drain you” e “Smells like teen spirit”, essa última, que é praticamente um hino de uma geração. Segundo Marcelo Kahwage, o Nirvana tem uma grande importância na história do rock. 

Vai rolar Nirvana
“Dentre outras coisas, o Nirvana popularizou o rock alternativo, galvanizou toda uma escola de rock de vanguarda que vinha desde o Velvet e transformou em algo popular”, explica Marcelo. A banda é formada por Marcelo Kahwage (vocais e guitarra), Fuad (baixo), Bruno Oliveira (bateria), Bruno Rafael (guitarra).

Fechando a noite, os adoradores da banda “pai do heavy metal”: Black Sabbath, vão adorar saber que os maiores sucessos serão tocados, fazendo todo mundo viajar no tempo com qualidade musical. Esse feito ficará por conta do grupo Hands of Doom, com especial destaque para a discografia com Ozzy Osbourne nos vocais. A banda é formada por Fábio Viana (guitarra), José Pedro Carvalho (bateria), Yuri Martins (vocal), Vinicius Carvalho (guitarra) e Thales Campelo (baixo).

Serviço
RockOn – Rock and Roll em Alta Voltagem”. O evento será neste sábado, 20, às 21h, no Saahara Lounge (Av. Senador Lemos, 35). Os ingressos custam 15 reais.

16.6.15

Cia Balagan realiza imersão artística em Belém

Melissa Vetore em Sacromaquia (Foto: Ale Catan)
Provocar centelhas da paixão, da Arte e da ação dormentes em cada atriz e cada ator é o objetivo de Palavras e Corpos – um ator narrador, programada para o período de 6 a 10 de julho, pela parceria do Espaço Oficina Assim, de Belém, com a Cia Teatro Balagan, de São Paulo. Com inscrição gratuita para atores com experiência em atuação e/ou direção, a oficina será ministrada pela diretora, Maria Thais, e a seleção feita através de currículo.

Durante cinco dias de imersão artística, atores e atrizes terão oportunidades de mexer, acender ou reacender, provocar e incendiar novos e antigos focos de paixão para trabalhar a própria arte na troca e (re)interpretação dela para si, com o grupo aqui formado e com a Diretora, que também é fundadora e diretora artística da Companhia Balagan; pesquisadora de Artes Cênicas, além de estudiosa de danças, como a moderna, afro-brasileira, flamenco, capoeira, expressão corporal e outras.

Em Belém, o trabalho na oficina será desenvolvido “a partir da palavra, explorada como arma que atravessa territórios e transita entre o passado, o presente e o futuro; e com a materialidade do corpo, na sua potência relacional de afetar e ser afetado, de ajustar-se ao ambiente, tornando visível o invisível”, conta a Diretora, que adianta mais sobre a oficina.

Algumas experimentações serão feitas com outras matérias criativas, como textos e poemas de diferentes tradições ameríndias, assim como com os princípios expressivos para o movimento cênico, organizados nos estudos biomecânicos, pelo encenador russo V. Meierhold, e investigados a partir de um operador comum: o ato,  verbal e gestual, que evocado ou encarnado pelo/no ator cria a expressão cênica. 

Antonio Salvador (primeiro plano) e Eduardo Okamoto (ao fundo) em Recusa

Foto: Ale Catan
"Em Palavras e Corpos – um ator narrador, o corpo e a palavra transitarão por imagens, sujeitos e perspectivas, sugerindo uma atitude para o ator, análoga a do caçador que ao adentrar  em um campo desconhecido não submete os materiais e o próprio processo criativo às estruturas e modos de fazer predeterminados mas, ao contrário, se dispõe ao silêncio, à escuta”, revela Maria Thais.

O Espaço Oficina Assim prepara, além de Palavras e Corpos – um ator narrador, a exposição sobre espetáculos produzidos pela Cia Teatro Balagan, dirigidos por Maria Thais e cenografados por Márcio Medina, parceiro e cofundador da Companhia, com figurinos, cartazes, objetos de cena, e o lançamento de dois livros - Na Cena de Dr. Dapertutto: poética e pedagogia em V.E. Meierhold, de Maria Thais, editado pela Perspectiva, e Cia Teatro Balagan, organizado pela Diretora.

“A vontade de realizar a produção é antiga, mas dependia de muitos fatores, desde a agenda de todos até a dificuldade de produzir sem apoio de leis de incentivo e editais, como é o caso... por outro lado, recompensa muito encontrar pessoas e empresas sensíveis à produção artística, como a PREMAZON, destaque no mercado de pré-fabricados de concreto, patrocinadora oficial do projeto", lembra Patrícia Gondim, coordenadora do Espaço Oficina Assim.

Antonio Salvador em Prometheus - a tragédia do fogo. Foto: J. Viegas 
"Outros apoios vierma do Hotel Crowne Plaza Belém; o Centro Cultural do Carmo; além, é claro, do Teatro Waldemar Henrique - o espaço ideal para a oficina, pelo seu caráter experimental, que acabamos de conseguir como apoio da Fundação Cultural do Pará; isso sem mensurar o trabalho incansável de muitos amigos, como a Monalisa da Paz, do Grupo Gruta de Teatro; o Edyr Augusto e a Zê Charone, do Grupo Cuíra; a Sâmia Batista e o Rafael Gondim, pela identidade visual; a Lívia Sampaio com ideias pra escrita do projeto, e o incentivo da própria diretora, Maria Thais, que sempre alimentou a ideia”, complementa.
           
Balagan - Um espaço de pesquisa teatral, uma oficina do fazer artesanal, uma casa onde o trabalho ocupa todos os espaços, dia a dia, inclusive a cozinha - lugar de passagem obrigatória para a sala de ensaio e onde acontece a cena Cozinha Teatral, uma das atividades desenvolvidas pela Companhia.

Na Balagan, os artistas sempre se reúnem em pesquisas e realizações teatrais, a partir da experimentação e do trabalho permanente sobre o caráter pedagógico de seus processos criativos e da formação continuada, inclusive a dos espectadores, instigados à outras perspectivas do olhar para a cena.

Maria Thaís
A palavra balagan é encontrada em diversos idiomas, como o turco, o hebraico, o árabe, o russo... e pode expressar confusão, baderna, bagunça, teatro de feira... 

A Balagan brasileira também pode evocar essas e outras situações em vários momentos do processo criativo, nas trocas, construções e  desconstruções, descobertas de ideias, definições de pesquisas, ações, espetáculos, cadernos e agendas, até nas confecções de cenários, figurinos, luz, adereços... Tudo em busca da “aprendizagem com o incerto”, como fala uma das apresentações, no sítio da Companhia - http://www.ciateatrobalagan.com.br/.

Novos desafios ao Espaço Oficina Assim

Maria Thas
A vinda da diretora Maria Thais é o mais novo desafio e maior investimento do Espaço Oficina Assim. “A proposta é mergulhar na experiência e visualizar novos caminhos artísticos, novas pesquisas e montagens – uma motivação também, quem sabe, à criação de novos textos em parceria, ou não, com dramaturgos reconhecidos nacionalmente”, ressalta Oriana Bitar, diretora do Assim, que há mais de dois anos planeja a produção.

“Apesar de ainda precisarmos de alguns apoios, o sonho agora já é realidade e podemos, inclusive, oferecer gratuidade na inscrição, especialmente porque o nosso investimento é para concretizar não só a oficina, mas plantar a semente de novas realizações em grupo”, comemora Oriana, que também dirige a produção do projeto.

Os desafios têm sido grandes para o espaço cultural independente, em busca da continuidade da formação e de processos de conhecimento artístico. Desde 2013, o Assim já realizou mais de 20 ações, entre oficinas, workshops, bate-papos, apresentações, palestras, exposições, experimentações, além da produção de três grandes projetos culturais: 50 Anos da Escola de Música da Universidade Federal do Pará (EMUFPA); 60o ENARTE – Encontro de Arte da EMUFPA; e o espetáculo nacional, Recusa, da Cia Teatro Balagan, vencedor de vários prêmios, entre os quais, o Shell de Teatro e o APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte, em 2012.

Atualmente, além dos projetos autorais, o Oficina Assim participa do Projeto Circular Campina-Cidade Velha, investindo no reconhecimento e na preservação do patrimônio e da memória de Belém, promovendo atividades culturais, incentivando o mercado de artes em vias públicas e nos espaços culturais independentes. 

A risoteria da Ori, que integra o espaço
O Espaço Oficina Assim é um dos cinco espaços pioneiros do Circular, que participam de sua realização desde o projeto-piloto, em dezembro de 2013, quando integrou com a exposição de pintura, Odd Norten, de Tadeu Lobato.

As inscrições para a oficina Palavras e Corpos – um ator narrador estão abertas e as vagas são limitadas. Os interessados devem enviar currículo para o email: espacoficinassim@gmail.com, até o dia 21 de junho e o resultado será divulgado até o dia 26. 

A exposição e os lançamentos dos livros também já tem datas definidas: 3 de julho – Lançamento do Livro da Cia Balagan e abertura da exposição, no Centro Cultural do Carmo; e dia 10 de julho – Lançamento do Livro Na Cena do Dr. Dapertutto: poética e pedagogia em V.E. Meierhold, no Espaço Oficina Assim. Todos às 19 e com entrada gratuita.

Agende-se
Oficina Palavras e Corpos – um ator narrador
Público alvo: atores com experiência artística em atuação e/ou direção teatral
Número de vagas: 25
Inscrições até 21 de junho: seleção de currículos via email - espacoficinassim@gmail.com
Resultado até: 26 de junho
Período de realização: 6 a 10 de julho de 2015
Horário: 8h30 às 14h30
Local: Teatro Experimental Waldemar Henrique – Av. Pres. Vargas/Praça da República

Lançamento do Livro e Exposição Cia Teatro Balagan
Dia: 3 de julho de 2015
Local: Centro Cultural do Carmo / Praça do Carmo 40/48 – Cidade Velha
Hora: 19h

Lançamento do Livro Na Cena do Dr. Dapertutto: poética e pedagogia em V.E. Meierhold
Dia: 10 de julho de 2015
Local: Espaço Oficina Assim / Trav. Frei Gil de Vila Nova, 215 - Campina
Hora: 19h

(enviado pela assessoria de imprensa, edição do blog)

8.6.15

Em cena o Festival Internacional de Música do Pará

Nelson Faria
A 28ª edição do Fimupa celebra os 120 anos do Instituto Estadual Carlos Gomes e seu fundador, o Maestro Carlos Gomes. A programação foi aberta ontem pela Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, com transmissão ao vivo pela Rede Cultura de Comunicação. A programação é inteiramente e gratuita, indo até dia 14 de junho, em diversos espaços de Belém. Veja mais no site: http://fimupa.com.br/

Theatro da Paz, Teatro Waldemar Henrique, Igreja de Santo Alexandre  e Espaço Tábuas de Maré. Estes espaços recebem até o próximo domingo, 14, várias atrações, entre elas, as internacionais ‘Como Nascem as Estrelas’, espetáculo lusófono, do Toy Ensemble; o maestro holandês Jacob Slagter, regendo a grande orquestra do Fimupa; a soprano paraense Adriane Queiroz e o trompetista Eric Vloeimans. Ao todo são 46 apresentações de artistas que ajudaram a construir a história do IECG. 

Entre as atrações nacionais o destaque é para o Quinteto Villa-Lobos, o Quinteto de Metais de Porto Alegre e os maestros Tim Rescala, Tobias Volkman e Marcelo Jardim. Já entre os grupos artísticos paraenses estão a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz e a Amazonia Jazz Band, além de instrumentistas e cantores líricos que integram os grupos artísticos da Fundação Carlos Gomes.

Além dos espaços tradicionais, como o Teatro Waldemar Henrique, Igreja de Santo Alexandre, sala Ettore Bosio e o já citado Theatro da Paz, o Festival Internacional de Música do Pará também estará presente do Tábuas de Maré - Espaço Cultural, onde se apresentarão atraçõs como Amazonas do Tapajós, Sandra Duailibe e Hamleto Stamato, entre outros.

Orquestra de Choro Uirapuru
Não só o aniversario de mais de cem anos do Instituto será lembrado. O festival também homenageia, claro, o seu fundador e primeiro diretor, o maestro Carlos Gomes. Durante oito dias serão executados trechos de peças de Carlos Gomes, interpretadas por artistas convidados.

O Fimupa foi idealizado com a premissa de oportunizar a execução e troca de experiencias aos seus alunaos, bem como se abrir ao público, mostrando o resutado do trabalho realizados por alunos e professores do conservatório. Por isso, o evento também conta com uma programação pedagógica a parte, que oferta uma série de cursos, oficinas musicais, masterclasses e encontros com compositores. No total, são mais de 50 cursos, gratuitos, que capacitarão e qualificarão cerca de 700 músicos, entre alunos e profissionais.

PROGRAMAÇÃO DE HOJE

12h30 – Sala Ettore Bosio – IECG
Av. Gentil Bittencourt, entre Generalíssimo e Quintino
  • Projeto Tocado, Falado e Riscado - Making off de “Como Nascem as Estrelas”, com o grupo Toy Ensemble (Portugal)

17h – Jardim do IECG
Av.Gentil Bittencourt, entre Generalíssimo e Quintino
  • Alunos do Instituto Estadual Carlos Gomes Classe Prof. Laudiel Padilha

18h – Igreja de Santo Alexandre
Complexo Feliz Lusitânia – Cidade Velha
  • Duo Pilger-Rincón – Hugo Pilger (cello) e Carla Rincón (violino) - Lançamento do CD/DVD “Presença de Villa-Lobos na Música Brasileira para Violoncelo e Piano”
  • Quinteto Villa-Lobos - Rubem Schuenck (flauta), Luis Carlos Justi (oboé), Paulo Sérgio Santos (clarineta), Aloysio Fagerlande (fagote) e Philip Doyle (trompa)

19h  - Teatro Waldemar Henrique
Av. Pres. Vargas, Praça da República
  • Orquestra de Choro Uirapuru - Direção musical: Prof. Cizinho

20h30 – Theatro da Paz 
Av. da Paz - Praça da República
  • Orquestra Sinfônica Carlos Gomes - Solista: Adriane Queiroz / Regente: Ronaldo Sarmanho / Regente convidado: Tobias Volkmann

22h30 – Tabuas de Maré
Rua São Boaventura, 156 – Cidade Velha
  • Nelson Faria e Convidados - Nelson Faria (guitarra), Chico Chagas (acordeon), Thiago do Espírito Santo (baixo elétrico), Rafael Barata (bateria)

Mais informações: (91) 98886 1054 / 98802-4832.

Reforma e ampliação para comemorar os 120 anos

Aos 120 anos, o prédio do Instituto Estadual Carlos Gomes (IECG), ganhou na semana passada, uma ampliação, restauração e reforma, iniciadas em 2014. A cerimônia de reinauguração do antigo conservatório aconteceu na última terça-feira, 3 de junho, com programação artística nos espaços que foram reformados: sala Ettore Bosio e jardim. 

Na ocasião, a mais antiga professora da instituição, a pianista Doris Azevedo, responsável pela formação da maioria dos atuais professores do instituto, recebeu uma comenda produzida em Portugal, que traz a imagem do maestro Antônio Carlos Gomes e um trecho de “O Guarani”, uma das obras mais famosas do maestro Carlos Gomes, que foi o primeiro diretor do conservatório.

O novo prédio traz mais doze salas de aula, além da reforma das 49 já existentes, equipadas com piso e forro acústicos, conforme exigências do Ministério da Educação (MEC). O prédio central, onde funcionava a parte administrativa da escola, foi restaurado, assim como a sala Ettore Bosio e o anexo Henrique Gurjão. O projeto de ampliação, restauração e reforma teve início em fevereiro do ano passado, sob a coordenação da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop).

História – Responsável pela formação de músicos no Pará desde 24 de fevereiro de 1895, o Instituto Estadual Carlos Gomes é uma das mais antigas e respeitadas escolas de música do Brasil. Ao completar 120 anos, a instituição também será homenageada no XXVIII Festival Internacional de Música do Pará (Fimupa). 

A missão da Fundação Carlos Gomes é difundir a educação musical como instrumento de socialização, promover a inclusão social através da música e garantir ensino musical de qualidade para crianças, jovens e adultos no Pará, por meio de cursos regulares na capital e de ações de interiorização que levam atividades musicais para municípios do interior do Estado.

Para isso, a instituição desenvolve atividades na área de ensino, pesquisa e extensão, atuando na formação profissional de músicos, potencializando talentos e documentando a memória da música regional. Desenvolve diversos projetos voltados para o desenvolvimento da educação musical em todo o Estado, como a interiorização, que, por meio de parcerias com prefeituras e organizações da sociedade civil, possibilita a criação e manutenção de escolas e bandas de música.

6.6.15

Bate Papo com Jorane Castro no Museu da Ufpa

O público terá a oportunidade de participar no dia 10 de junho (quarta-feira) de um encontro com a artista convidada desta edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, Jorane Castro, no Museu da UFPA, lugar que abriga sua exposição individual "Diante das cidades, sob o signo do tempo". O bate-papo “Fotografia, cinema e o tempo” ocorre às 19h e tem entrada franca. A mediação será de Mariano Klautau Filho.

Jorane Castro é diretora, roteirista, produtora e professora do Curso de Bacharelado em Cinema e Audiovisual da UFPA. Mestre em Ethnometodologia pela Universite de Paris VII – Universite Denis Diderot, U.P. VII, França, com ênfase em Sociologia aplicada ao Cinema, ela coordena a Cabocla Produções e desenvolve pesquisas na área da linguagem audiovisual, privilegiando a Amazônia.

O bate-papo “Fotografia, cinema e o tempo” será um relato das experiências da cineasta, que desde muito nova esteve envolvida com o fazer fotográfico, reconhecendo que sua referência estética passa muito pela conexão com a fotografia de Belém.

Jorane sempre foi muito mais subjetiva do que factual. Quando fazia suas fotografias, construía sequências e já tinha, presente nos seus trabalhos, a influência da linguagem cinematográfica. Já na década de 80 transformava as pessoas em personagens das suas micronarrativas fotográficas.
  
Um panorama dessa trajetória pode ser observado na exposição "Diante das cidades, sob o signo do tempo", que exibe trabalhos de diversas fases da artista, desde suas apropriações de filmes, os quais ela resinificava, até a sua atual fase, na qual se aproveita do recurso do Instagram para ter uma fotografia rápida e de fácil compartilhamento. Jorane faz isso pensando nos filmes em que vai trabalhar, como anotações visuais do cotidiano.

A pesquisa do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia envolve a realização de exposição inédita do artista convidado no Museu da UFPA, e a conversa com o público será editada e publicada no catálogo assim como foram feitas com os demais artistas paraenses homenageados. É um trabalho do projeto dedicado à produção e trajetória dos fotógrafos do Pará. Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um projeto nacional que incentiva a cultura, a arte e a linguagem fotográfica em toda a sua diversidade.

Serviço
Bate-papo com Jorane Castro no Museu da UFPA. Data: 10 de junho de 2015. Horário: 19h. Local: Museu da UFPA (Av. Governador José Malcher (esquina com Generalíssimo Deodoro). O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará, com patrocínio do Shopping Pátio Belém e Vale; apoio institucional da Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/ Secult-PA, Sol Informática e Museu da UFPA (MUFPA). Informações: Rua Aristides Lobo, 1055 (entre Tv. Benjamin Constant e Tv. Rui Barbosa) - Reduto. Contatos: (91) 3355-0002; 98367-2468; premiodiario@gmail.com , contato@diariocontemporaneo.com.br e http://www.diariocontemporaneo.com.br.

(Texto enviado pela assessoria de imprensa)

Pirão lança 2º “Sábado Tem e Domingo que Vem”

Catolé e Caraminguás, da In Bust, abre a programação, neste sábado, 06, a partir das 19h. O projeto se estende até 12 de julho, em cada semana, alternando entre o Casarão do Boneco, aos sábados à noite, e aos domingos pela manhã, na Praça Barão do Rio Branco (Praça da Trindade), com participação dos grupos e artistas do Pirão Coletivo. Eles trarão para a programação espetáculos e contações de história. A forma de entrada já se tornou uma marca, é Pague Quanto Puder.

O Pirão Coletivo é formado pelos grupos artísticos Dirigível Coletivo de Teatro, Cia de Teatro Madalenas, Cia de Investigação Cênica, Grupo Projeto Vertigem, Produtores Criativos e In Bust Teatro com Bonecos, além de vários colaboradores.

Em cada sábado e domingo, até dia 12 de julho, cada um deles trará para a programação, um espetáculo, contações de história e até oficina, fiquem ligados. É possível acompanhar tudo pela página do projeto Pirão Coletivo, no facebook.

O projeto surgiu em 2014, de forma independente, com apresentações de fevereiro a junho, já reunindo diversas linguagens das artes cênicas, grupos que desenvolvem poéticas diferenciadas entre si, são atores, artistas circenses, bailarinos, músicos e profissionais do audiovisual, uma mistura de diferenças que renova e fortalece as produções que trazem novas proposições para as artes cênicas da cidade de Belém.

In Bust e Commedia Dell’Arte para começar

O primeiro “Sábado Tem” abre com “Catolé de Caraminguás”, espetáculo do In Bust teatro com Bonecos, inspirado na Commedia Dell’Arte. 

O trabalho, que estreou em 2009, pelo prêmio Cláudio Barradas do Edital Estadual de Fomento às Artes Cênicas, depois da estreia, já realizou outras apresentações em Belém e em mais 05 municípios da região nordeste e sudeste do Pará, além dos projetos de circulação do grupo, e esteve em 10 estados da Amazônia Legal e Santarém, pelo projeto Amazônia das Artes, do SESC.

Em 2015, retornando com alterações no elenco, com os  atores-manipuladores: Adriana Cruz, Aníbal Pacha, Charles Wesley, Paulo Ricardo Nascimento e Tetê Cantanhede. “Com essa mudança, mudam também os personagens. Tentamos manter os tipos, mas as construções são muito relacionadas aos atores que compõem os personagens. E consequentemente muda um pouco o jogo de cena. mas o espetáculo permanece o mesmo”, diz Paulo Ricardo, que junto com Tetê estão nesta nova formação da peça.

A montagem foi desenvolvida a partir da linguagem de teatro com bonecos peculiar ao grupo, inserida numa pesquisa sobre o trabalho das companhias da commedia dell’arte, pautada no jogo entre os atores e na improvisação premeditada. 

Em cena uma trupe teatral, formada pela família Peperone, que atua em teatro de bonecos, e que acaba de apresentar um espetáculo “sem graça”, ensaiando com seus bonecos (personagens do seu cotidiano de trabalho). 

O texto em questão é “Tem Gato no Telhado”, uma adaptação para teatro com bonecos da peça “Os Ciúmes do Pedestre, ou O Terrível Capitão do Mato”, de Martins Pena. 

Os bonecos de luva utilizados no jogo com os atores, originários das trupes europeias dos séculos XVII e XVIII e populares nas brincadeiras de mamulengo do nordeste do Brasil, são representações de personagens tipos: O Capitão, O Casal Apaixonado, O Galanteador Covarde, O Senhor Culto, A Senhora Sofrida, traçando-se um paralelo entre os personagens da Commedia e os do Martins Pena.

A riqueza desse processo chegou a um resultado simples, colorido, muito divertido e trouxe à investigação da relação do ator com o boneco (proposto nos trabalhos do In Bust Teatro com Bonecos) um equilíbrio consciente e maduro na sua realização. É a afirmação de uma linguagem estabelecida por um grupo paraense, universal nas referências.

Agende-se para o Sábado Tem e Domingo que Vem

6/6, 19h Sábado Tem
19h - In Bust Teatro com Bonecos | Espetáculo Catolé e Caraminguás

20/6, 19h Sábado Tem
19h - Projeto Vertigem

14/6, Domingo que
11h- Dirigível Coletivo de Teatro

28/6, Domingo que vem
11h - Cia. de Teatro Madalenas”

04/7, Sábado Tem
19h -Dirigível Coletivo de Teatro

12/7, Domingo que vem
11h- In Bust Teatro com Bonecos

Serviço
O Pirão Coletivo apresenta “Sábado Tem”, com o espetáculo “Catolé e Caraminguás”, do In Bust Teatro com Bonecos. Dia 6 de junho, às 19h, no Casarão do Boneco - Av. 16 de Novembro, 815, próximo ao São José Liberto, Praça Amazônia. Pague quanto puder. Mais Patrocínio: Banco da Amazônia. Realização: Pirão Coletivo Grupos. Apoio: Ná Figueredo Design Criações Refry Distribuidora Estrela do Norte James Brownie Panificadora 16 de Novembro.

5.6.15

Congresso de carimbó discute rumos do patrimônio

Começa hoje vai até o próximo dia 7 de junho, o I Congresso Estadual do Carimbó. O evento ocorre no Centro de Cultura e Formação Cristã (Seminário Pio X), na BR 316, Km 6, em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém. A realização é da coordenação da Campanha do Carimbó – movimento cultural e social organizado por mestres, grupos e comunidades carimbozeiras do Pará, responsável pela luta vitoriosa  pelo registro o Carimbó como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, objetivo conquistado no dia 11 de setembro de 2014.

O I Congresso Estadual do Carimbó reunirá mestres e representantes de dezenas de grupos e comunidades para a discussão da próxima etapa desse processo: a construção do Plano de Salvaguarda do Carimbó e a proposta de auto-organização em âmbito estadual e nacional.

O evento é a culminância de uma ampla mobilização e escuta das comunidades carimbozeiras sobre a temática da salvaguarda e da auto-organização comunitária, articulada pelas lideranças da Campanha desde dezembro do ano passado. A Campanha do Carimbó promoveu Encontros Municipais Preparatórios em mais de vinte municípios em várias regiões do Estado, discutindo propostas e demandas para a salvaguarda e elegendo os delegados de cada grupo/comunidade de carimbó para participarem do Congresso.

Estão confirmados cerca de 200 delegados/as e observadores vindos de 25 municípios das regiões do Salgado, Bragantina, Marajó, Tapajós, Baixo Tocantins e Metropolitana. 

O objetivo do Congresso é, entre outros, definir as propostas dos grupos e comunidades para as ações de salvaguarda, escolher os representantes comunitários para o Coletivo Gestor da Salvaguarda e discutir a criação da entidade coletiva e representativa do carimbó em âmbito estadual e nacional. Portanto, o evento terá caráter deliberativo e organizativo, com uma representatividade política e territorial até então inédita na história do carimbó.

Esta iniciativa é um desdobramento e continuidade do processo de registro do carimbó como patrimônio cultural nacional, bandeira levantada e sustentada por grupos e mestres tradicionais de carimbó desde 2005, quando foram iniciadas as primeiras discussões com o IPHAN e o Ministério da Cultura na cidade de Santarém Novo, região litorânea do Pará.

“É uma etapa crucial da longa luta dos nossos mestres, grupos e comunidades em prol da valorização e reconhecimento efetivos de nossa cultura popular tradicional, dessa manifestação que é uma das principais matrizes culturais do povo paraense e amazônida. É também uma valiosa oportunidade para afirmar a importância e a riqueza de nossa diversidade cultural, nutrida por nossas raízes ancestrais, definidora de nossa multifacetada identidade nacional”, explica Issac Loureiro, um dos coordenadores da Campanha.

O Congresso é uma instância deliberativa e organizativa do movimento da Campanha do Carimbó, por isso não será aberto ao público em geral. O evento disponibilizará vagas limitadas para observadores e convidados, que devem enviar sua solicitação de participação para o email carimbopatrimonioculturalbr@gmail.com, informando seus dados pessoais e o objetivo de sua participação.

O I Congresso Estadual do Carimbó tem o apoio do Ministério da Cultura, IPHAN-PA, Ministério da Pesca e Aquicultura, Movimento Slow Food Brasil, Secretarias Municipais de Cultura de vários municípios, entre outros parceiros e apoiadores no Pará e no Brasil.

Serviço
I Congresso Estadual do Carimbó. De 5 a 7 de junho, no Centro de Cultura e Formação Cristã / Seminário Pio X, na BR 316, Km 6, em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém.