3.12.18

Márcio Jardim fala do primeiro DVD do Trio Manari

Fotos: Alan Soares. Ilustração e arte : Vilson Vicente
As gravações do 1o DVD do Trio Manari iniciam amanhã com entrevistas, que serão realizadas em locações externas, em Belém, mas o público poderá participar, nesta quarta-feira, 5, do show no Teatro Waldemar Henrique, às 19h, com entrada gratuita. Os ingressos começam a ser distribuídos nesta terça-feira, na bilheteria do teatro, que fica na Praça da República. Intitulado “Sons da Floresta”, o projeto foi contemplado pelo Programa Rumos Itaú Cultural 2018.  

Foram necessários 18 anos para chegar ao primeiro DVD, mas isso é só um detalhe. Formado por Márcio Jardim, Nazaco Gomes e Kleber Benigno “Paturi”, o Trio Manari vem pesquisando e difundindo a música amazônica, focada na questão instrumental percussiva e, mergulhado numa "orquestra" de sons que a floresta produz naturalmente, o grupo ganhou reconhecimento, assim como os percussionistas são hoje referências, com trabalhos pessoais e inúmeras parcerias e participações.  

O blog vai publicar até quarta-feira, uma entrevista exclusiva com cada um dos percussionista, iniciando com Márcio Jardim, que além do Trio Manari, hoje, vem se apresentando, produzindo e tecendo arranjos percussivos com Sebastião Tapajós, Lia Sophia, Fafá de Belém, Nilson Chaves, Pepeu Gomes, Paulinho Mosca, Celso Viáfora, dentre outros artistas, além de viajar o mundo com turnês pelo Canadá, Argentina, Suriname, Portugal, França, Alemanha, Bélgica, Inglaterra e Estados Unidos. Marcio Jardim também atua como professor, e recentemente criou e dirige o Grupo Jardim Percussivo, que com ajuda de amigos lançaram seu primeiro CD.

Nascido  em família de músicos, desde muito cedo ele já tinha o pé no batuque. Foi nas rodas de samba em sua casa que ele encontrou o primeiro palco. Desde então, passou a se dedicar à música, tendo como seu primeiro instrumento, o pandeiro. Depois disso foi estudar no conservatório Carlos Gomes, na turma de percussão clássica e lá conheceu seus dois grandes parceiros, com os quais criou, em 2000, o Manari. Na entrevista a seguir, realizada durante a sessão de fotos no Museu Emílio Goeldi, Márcio Jardim dá a sua versão do surgimento do grupo e fala de momentos importantes em toda essa trajetória. 

Holofote Virtual: De repente, 18 anos. Como foi que tudo isso aconteceu?

Márcio Jardim: Faz até mais tempo, a gente se juntou para fazer um estudo da percussão. No início o Nazaco não podia, ele é um pouco mais velho que nós e já tinha muitos compromissos na época. Eu e Paturi resolvemos encarar e como o Nazaco não podia na época, a gente chamou o Edson (Santana), que é percussionista também, e foi muito legal com o Edson, mas a liga não era a mesma que rolava entre nós três. Ficamos um tempo com Edson, ele tocava muito Atabaque, vinha do Candomblé, tocava muito, mas só que não deu aquela liga, e aí a gente deu uma pausa e quando nos reencontramos com o Nazaco, retomamos os estudos. E aí é que tudo começou a andar um pouco mais e fundamos o Manari.

Holofote Virtual: As pessoas muitas vezes se perguntam se o Manari terminou... Esse DVD significa aí uma volta definitiva do Trio Manari?

Márcio Jardim: Na verdade não é bem uma volta, porque a gente nunca parou, mas como a gente fez muita coisa separadamente, fica parecendo. Fazemos cada um muitos trabalhos e estamos envolvidos com muitas coisas. Eu tenho o projeto Jardim Percussivo, o Paturi tem as coisas dele, o Nazaco tem as coisas dele, então a gente não deu uma parada, a gente deu uma distanciada pra cuidar de outras coisas da própria vida mesmo. 

O Paturi tá fazendo faculdade, então todos começaram a fazer outras coisas, e no fundo, no fundo isso foi bom pro Manari. O meu trabalho com o Jardim Percussivo formando outros garotos, o Nazaco também formando outros alunos, então as pessoas não veem a gente tocando muito nesses últimos anos, acha que a gente está parado, mas na verdade a gente nunca separou, sempre trabalhamos e gravamos com muita gente, fizemos grandes trabalhos e seguimos assim.

Holofote Virtual: Qual é a concepção desse trabalho do DVD?

Márcio Jardim: O Manari, desde o início, tem a questão instrumental percussiva, e ele teve uma caminhada diferente, hoje a gente voltou pra onde o trabalho iniciou. Antigamente, o trabalho era mais raiz com percussão e sempre teve outros instrumentistas, mas a percussão sempre esteve mais na frente. Com o tempo, a gente foi trabalhando com vários cantores, compositores, as coisas foram mudando um pouco, ficou até muito popular, e a gente ficou trabalhando muito em função dos outros, do que do nosso próprio trabalho.

Agora a gente voltou para essa raiz, vão ter peças de percussão realmente grandes, com todo mundo fazendo partes diferentes, compartilhando mesmo dos tambores, porque os últimos trabalhos que a gente fez, como te falei, foi muito em cima das músicas das outras pessoas, trabalhamos mais para acompanhar, e agora não, estamos voltando às nossas raízes mesmo, e os tambores estão na frente.

Holofote Virtual: O DVD está trazendo músicas inéditas e uma regravação. Fala um pouco sobre o trabalho.

Márcio Jardim: São sete músicas, sendo que três chamei os meninos para trabalhar em cima do que eu já tinha escrito. Vão ter músicas do William (Jardim), que é meu filho. É música dele que o Davi Amorim (guitarrista) fez o arranjo. Tem um Merengue também, que era uma batida que a gente já tinha, e aí pegamos essa batida e pedimos pro Manasses (Malcher – trombonista) fazer um arranjo, que também está muito bacana.

Holofote Virtual: Como é que é o nome?

Márcio Jardim: Pois é, essa não. Os nomes ainda estão em andamento (risos), mas já tem a Suíte e a Titurito, que é o apelido de infância do William, e que agora foi pro disco. Tem um Boi, que foi o Nazaco que fez, e tem música que a gente está arrumando nome ainda, mas tá praticamente tudo pronto. 

Além das inéditas vamos regravar Dançando no Rio, que é uma música nossa que tocou muito aqui em Belém, tocou muito nas rádios, na rádio Cultura aqui, e marcou. Onde toca todo mundo sabe que é do Manari, então o Paturi teve a ideia de reformular essa música, chamando um amigo nosso, o Ziza (Padilha, músico, produtor arranjador) para fazer o arranjo para Marimba e Vibrafone, para dar outra sonoridade.

Holofote Virtual: Porque a escolha do Teatro Waldemar Henrique para a gravação?

Márcio Jardim: A gente até tentou outros lugares, mas Deus sempre faz as coisas do jeito certo, o Waldemar Henrique sempre foi um lugar onde a gente trabalhou muito, fizemos grandes shows lá, sempre com a casa cheia, então acho que acertamos na escolha, lá a gente se sente em casa mesmo.

Holofote Virtual: Quais as melhores lembranças e conexões do Manari ao longo dessa trajetória?

Márcio Jardim: Participamos de vários festivais por aí. Os mais fortes, que eu me lembre, foi o festival PERCPAM (Panorama Percussivo Munidal), produzido pelo Nana Vasconcelos e que que acontece em SP, RJ, BH. Participamos em SP, e foi quando a gente encontrou o (Giovanni) Hidalgo, o (Marcos) Suzano. A gente encontrou muita gente. O Naná Vasconcelos, inclusive, e foi quando a gente conversou com ele sobre nossa possível ida ao PASIC (Percussive Arts Society Internacional Convention), que é o maior encontro de percussão do mundo. 

Tivemos que correr atrás aqui por Belém. Falamos com o Ricardinho (Ricardo Coelho de Souza, percussionista paraense residente nos EUA, professor na University of Oklahomaa School of Music). Mandamos o material pra ele e conseguimos. O PASIC festival é assim o ápice da carreira do percussionista, um grande encontro de percussão mesmo, porque lá está todo mundo, os melhores bateristas, percussionistas do mundo, fomos realmente contemplados em estar lá.

Na época a gente ia fazer um show com o Naná Vasconcelos, mas como ele adoeceu não pôde ir, fomos nós três. Lembro que chegando lá encontramos novamente com o Giovanni Hidalgo, mas tu sabes como é, esses caras são famosos, e a gente achava que ele não ia mais lembrar da gente, mas nada disso, quando nos viu lá nos EUA, de longe, ele já começou a sorrir, veio abraçar a gente, nos reconheceu.

Acho que, querendo ou não, temos um trabalho que passa uma mensagem da alegria. Nós o convidamos pra tocar com a gente neste festival, já que o Naná estava doente e ele topou, mas a gente acreditou muito não. O cara é “endoser” da LP, que é a maior fábrica de instrumento de percussão do mundo, fica todo mundo atrás dele, mas ele falou que ia ... 

Nosso concerto ia ser às seis da tarde, quando deu cinco horas ele bateu lá, a gente não acreditou, ele chegou lá e aí passamos as músicas com o cara, ele ficou louco, queria tocar todas as músicas, só não conseguiu tocar todas na hora porque algumas eram complexas pra pegar na hora, tinha que entender melhor o que estava acontecendo, as figuras rítmicas e tal, mas ele tocou praticamente metade do show, ficou alegre, solou, foi maravilhoso, um negócio assim de outro mundo, inesquecível. 

Holofote Virtual: Quais os CDs já gravados pelo Manari?

Márcio Jardim: Temos o “Braços da Amazônia”, CD instrumental que nos lançou nestes festivais e shows mundo afora; temos outro CD com músicas cantadas, que fizemos junto com o Marco André. Gravamos o CD “Manari” com Sebastião Tapajós e o Ney Conceição. E tem um CD também com um baixista chamado Rubem Farias, que é de São Paulo, ainda não foi lançado, mas é um CD pancada também.

Holofote Virtual: São composições de vocês?

Márcio Jardim: É misturado. Tem músicas nossas, músicas dos caras, música em conjunto e tem um trabalho com o Dante Ozetti também. Então são cinco CDs na verdade.

Holofote Virtual: Outra peculiaridade desse trabalho está nos instrumentos do grupo, em busca de uma sonoridade mais autêntica da Amazônia. Como isso repercutiu no universo da percussão?

Márcio Jardim: No mundo percussivo mundial, tem aqueles instrumentos que já são bem batidos, mas que funcionam em qualquer trabalho, como Congas, Timbales, Bongo, e coisa brasileiras, como surdos, coisas assim, e quando a gente começou a trabalhar com os ritmos da Amazônia, a gente quis colocar nossos instrumentos na frente. Os primeiros a virarem a cara pra gente foram os próprios produtores, porque eles eram acostumados com esses outros instrumentos. 

A gente meio que impôs os nossos, que eles nem conheciam, porque antes, não sei se estou falando bobagem, mas as gravações que a gente escuta, tem muito as batidas nordestinas, né? Muito triângulo, zabumba, que é muito legal, mas empurramos mesmo nossos instrumentos. Usamos o Marabaixo e o Curimbó, e isso já foi uma coisa diferente, porque quando tu escutas as músicas nos discos, ou nos shows, a sonoridade é outra, mesmo trabalhando com os ritmos brasileiros e mundiais, a gente sempre preferiu usar nossos instrumentos.

Holofote Virtual: Tem alguma coisa que querias acrescentar, para encerrarmos, algo que aches importante?

Márcio Jardim: Eu acho importante falar das gerações que estão trabalhando junto com a gente, a gente já está um pouco mais velho, agora tem os meus filhos, os garotos que vão tocar, tem a geração dos meninos do sopro que também vão tocar, tem o Felipe (Ricard – saxofonista), tem o Manasses (Malcher – trombonista), que é outra geração já, então tem várias gerações e, dentro disso, acho importante essa troca com o Manari, porque a gente acaba dando uma linguagem atual para o trabalho. 

1.12.18

A 24ª edição do Circular está em clima sustentável

O Circular Campina Cidade Velha chega a sua 24ª edição, no domingo, 2 de dezembro, celebrando conquistas e realizações. Este ano, além das edições, o projeto ter recbido o 31º Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, uma das principais premiações de reconhecimento do Iphan às ações de preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro, e também realizou o Fórum Circular – Patrimônio, Cidadania e Sustentabilidade, realizado em setembro, agregando diversos segmentos sociais e academia para conhecer diferentes experiências relacionadas às grandes intervenções urbanas, patrimônio cultural.  Ao final foi criada uma CARTA MANIFESTO, que pode ser lida e assinada no site da Avazz.Org (http://bit.ly/2ysaQqB).

Nesta edição derradeira do ano, o Circular traz novos parceiros. Desta vez, entra na circulação um novo espaço cultural na cidade, o Studio FDEZBelém, situado na Praça do Ferro de Engomar, onde ficava localizado o lendário Bar 3 x 4, marco do surgimento da Fotoativa em Belém. Na sua programação oferecerá ao público, como principal atividade, a educação através da linguagem fotográfica digital e suas vertentes. 

Na Galeria estará a exposição “Sob a Luz”, na loja, tem blusas, bolsas, camisas, etc. Na Praça, um FotoVaral de temáticas livros será atração, além do Studio Aberto, oferecendo exercícios práticos de ensaio fotográfico à luz do dia. Também haverá uma aula aberta sobre o tempo na fotografia, com participação da bailarina e professora de dança Nanssy Brandão, da Ballare Escola de Dança.

Foto: Otávio Henriques
O Instituto Histórico e Geográfico do Pará, localizado no histórico Solar do Barão do Guajará, um prédio belíssimo, situado na Praça D. Pedro I, entrou na circulação e abrirá com visitações e uma palestra sobre história da arte, em que será abordada a restauração da tela de D. Pedro I, de autoria de Manuel Pastana.

A Lojinha do Instituto Peabiru, inaugurada recentemente, está dentro do projeto a partir desta edição, reforçando as ações do bairro do Reduto, junto à Casa do Fauno. O novo espaço abrirá pela manhã com exposição de seus produtos, café da manhã, bate papo e um cortejo pela parte da tarde, seguido da apresentação do grupo Nação Ogan.

Outra boa nova desta edição é a programação vasta que o Largo de São João vai receber, com a participação de oficinas do Bike Anjo Belém, CIURB, Laboratório da Cidade e Verde Cidadão. Não deixe de visitar esta charmosa pracinha que fica na frente da Capela São João, uma jóia rara da nossa arquitetura. A programação inicia pela manhã com Yoga, venda de produtos dos Microempreendedores da Passagem do Carmo, Oficina de plantio e distribuição de mudas e muita brincadeira de rua. Leva a molecada que todos vão adorar.

Diversão e opções de presentes sustentáveis

O Espaço Cultural Banco da Amazônia traz uma programação variada e já em total clima natalino. Logo cedo pela manhã tem Aula de Ginastica e Ritmos para manter a saúde em dia, apresentação do Auto de Natal do Notáveis Clowns, Coral Vozes da Amazônia e às 11h, Pocket Show de Arthur Espíndola.

Na Associação Fotoativa, a programação é diversa e inicia pela manhã com yoga e café da manhã, seguindo o dia com oficinas, brechó, economia criativa, com a Da Tribu, comidinhas, Feira Marca D’Água, com impressos e publicações independentes, mesa de debate “Palavra: grito de guerrilha”, com participação de Bruno Passos (bike-som ludibriosa - viramundo), Priscila Duque (canto e poesia) e Paulo Meira (Rádio Catimbó), com mediação de Débora Oliveira (Coletivo Aparelho). Também haverá relato de experiência com Slam - Dandaras do Norte e música ao por do sol, com Lariza e João Urubu.

No Espaço Cultural Valmir Bispo Santos tem um Bazar Cultural recheado de novidades e presentinhos sustentáveis. E também tem comidinhas de origem orgânica com a Toró Gastronomia, além de lançamentos da Pizza de Jambú. Delícia!

Na Kamara Kó Galeria também novidade. Além da 7ª edição da exposição fotográfica “Coletivo de Dezembro”., que tem como objetivo facilitar o contato do público em geral com o mundo do colecionismo artístico, o espaço também estará inaugurando em suas instalações a Lojinha da Kamara Kó Galeria. Serão oferecidos Múltiplos de Arte de Andréa Feijó, Flavya Mutran, Guido Elias, Ionaldo Rodrigues Lucas Negrão, Paulo Meira e Pedro Cunha. A ideia é oferecer objetos pensados para serem produzidos em série, sem que exista uma peça original, mas que contenha a ideia que o artista quer propagar.

Tem sebo de livros na circulação, com a participação do Relicário, espaço que se dedica a celebrar a paixão literária, oferecendo um acervo de mais de 5 mil itens, incluindo raridades entre seus materiais, como um álbum de Belém de 1908.

A sede social da Assembleia Paraense abre com a exposição ARTEPHOTOCLUBE AP, que traz trabalhos de autoria de associados integrantes do coletivo Photoclube AP, além de obras de artistas plásticos paraenses. A exposição que apresenta uma diversidade de obras em desenho, pintura, gravura e fotografia tem um caráter de bazar filantrópico, com a venda dos trabalhos doados por esses artistas convidados destinada às obras assistenciais de uma instituição.

No Ouriço Arte e Bar haverá o estímulo ao desapeg, com a participação doo Bazar Zen e do Bazar Olê Olá, que se fundem com a proposta de brechó alternativo e itinerante. Em tempos que roupas e acessórios são produzidos, consumidos e descartados com muita rapidez, mudar um pouco a ordem desse ciclo e reintroduzir esse material no mercado é uma maneira para minimizar desperdícios. Também haverá oficinas e programação musical com os Djs Bruno Titan e Ian Vieira tocam brasilidades.

Para matar a fome, ouvir, passear e conhecer

Foto: Otávio Henriques
Nesta edição, termos a participação do Arquivo Público do Estado do Pará, onde o público poderá conhecer um pouco mais da história desta importante instituição arquivista, assim como dos documentos que estão sob sua guarda. Além disso, quem visitar o prédio vai poder conferir uma exposição montada somente para esse dia, vai ver também a exposição de 30 iconografias que formam uma coleção pertencentes à documentação manuscrita dos períodos colonial e imperial da história do Pará.

Também abrem para visitação o Centro Cultural Da Justiça Eleitoral e o Centro Cultural Sesc Boulevard, que traz o espetáculo "Risos&Sabores", com os palhaços Black e Estrelita, que embarcam em uma deliciosa aventura sobre o quanto é bom se alimentar bem e praticar atividades físicas. O Sistema Integrado de Museus também está na edição, abrindo para visitação, gratuitamente, das 9h às 13h, o Forte do Presépio, o Museu do Círio, o MEP, e a Corveta Museu Solimões.

Para matar a fome, além das comidinhas oferecidas na maioria dos espaços que integram a circulação, também abrirão nesta edição os Restaurantes Dona Joana e Retiro da Sé, um na Campina e outro na Cidade Velha, onde também o Bar do Rubão oferece iguarias bem paraenses além da sua famosa comidinha de boteco. Outro Bar Restaurante na circulação é o Nosso Recanto, na Praça do Carmo. A Tapioquinha da Dona Clea, na Carlos Gomes, 55, também estará aberta com suas deliciosas tapioquinhas, cuscuz e empadas, entre outros itens.

Na Discosaoleo tem três pockets shows. Começando às 11h, com o grupo de carimbo Caruana, um projeto experimental que mistura ancestralidade dos tambores com o som universal contemporâneo, e seguido pela parte da tarde com shows de Camila Barbalho e Nathalia Petta.

E temos também ROTEIROS GEO-TURÍSTICOS sbre a Belle Epoque. O ponto de saída será da Praça da Sereia, em frente ao Cinema Olímpia, às 8h30. O projeto é realizado pela Faculdade de Geografia e Programa de Pós Graduação em Geografia da UFPA. A ação promove caminhadas a pé gratuitas no Centro Histórico de Belém, em que são abordados o patrimônio material e imaterial, cultural e ambiental da cidade de Belém.

Pura arte em circuitos colaborativos

Na Cidade Velha abre o Ateliê e Galeria Jupati. Administrado pela fotógrafa Ursula Bahia, reúne fotografia, artesanato, apresentação de música, performance e também espaço de trabalho colaborativo, oficinas além de hospedarem temporário pelo aplicativo Airbnb. Na programação deste domingo, entre outras atrações, terá duas exposições “Maria - Um Olhar Feminino Sobre o Círio”, coletiva de fotografia, e “Encontros e Afetos”, do fotojornalista Paraibano Mano de Carvalho.

Também haverá oficina, bate papo, apresentação de Circense – Palhaço Espoleta, musical com Ian Lemos & Henrique Souza e infantil “Cantos de Encantaria”, com Renato Torres e Carol Magno. No encerramento, o show será de João Urubu. Além da programação cultural, haverá uma feirinha repleta de opções para presentear neste natal. No Ateliê do Zoca/Papel Na Amazônia você também encontrará sugestões ótimas para presentear.

O Coletivo Aparelho, na ocupação artística no Mercado do Porto do Sal, traz contação de história “Cadê a estrela da árvore?”, com Patrick Marques e o espetáculo teatro “Tomara que não Chova”, com a Cia. Los Gaiatos. (Palhaço Bolonhesa, Palhaço Trapo e Palhaço Provisório Porenquanto). Tudo pela manhã atendendo o público infantil.

Ainda pela manhã haverá a I Mostra de audiovisual com a exibição de “Porto de Memórias”, um filme produzido no Porto do Sal, “Uma aventura no celular e outros parangolés”, além de curtas de animação. A partir do meio dia, a roda é de choro com o Mercado do choro, mas também Vivências “Narrativas visuais” (práticas envolvendo a produção de imagens e textos, enredos, histórias para vídeos do núcleo de audiovisual do Porto do Sal).

No Espaço Vem, a loja autoral traz mais de 15 marcas da cidade e de outros estados: Atelielas, Osada Handmade, Pagu, Flor de Sal, Kaly Acessorios, Aciremamoura Acessórios, Ruthely , Lambes do Mal (BA), Wonderwall Decoração (SP), Augusta costura (BH), Estúdio Livree, Pinalloca, Souina. O espaço oferece ainda um Quintal Paraense, com comidinhas, Flash Tattoo e programação musical, com o show Brasilidades, de Armando e Messias Lyra.

No Xibé Cultural, na rua Cametá, tem apresentação do Grupo Musical Sonata, diretamente de Icoaraci. No repertório, muito samba de raiz exaltando o trabalho dos mestres Cartola, Monarco, Candeia, Nélson Cavaquinho, Manacéa, Paulinho da Viola, João Nogueira, Ciro Aguiar, Luiz Américo e Roberto Ribeiro, dentre outros, além de chorinho instrumental e sambas autorais do grupo da Vila Sorriso, que conta em sua formação com os seguintes músicos: Walter Macedo (violão 7 cordas), Rick do Cavaco (cavaquinho), Rodrigo Macedo (surdo), Simita Macedo (pandeiro e afoxê) e Messias Lyra (vocal).

A programação cultural oferece ainda aos visitantes a exposição fotográfica de Sandro Barbosa, peças em tecido da Tucha Confecções, eco jóias em cerâmica da renomada artesã Val Genú para o Ateliê Art' Genuína e esculturas em madeira do cantador e artesão Sérgio Salles, com foco na Fauna Amazônica. A cozinha do espaço oferece nesta edição festiva, além da cervejinha gelada e caipirinha, uma deliciosa feijoada completa e como novidade também a versão vegana. Ainda, carne assada ao molho ferrugem, leitão ao molho e tábua de frios.

Mais um pouco adiante, nas confluências do bairro Batista Campos, abrirá também o Casarão do Boneco, um espaço cultural autogestionado que contribui para o movimento teatral e para a diversidade cultural da cidade de Belém. Na programação haverá oficina de colagem para crianças, com Victoria Rapsódia, Feirinha de Natal Dell’arte, organizada pela lojinha do Casarão do Boneco.

O objetivo é escoar a produção de artistas e gerar renda para a manutenção do casarão, estimulando a economia local, criativa, justa e sustentável. A novidade fica por conta do almoço e lanches veganos a partir de 12h, uma parceria com o Caldeirão da Herbívora. No final do dia tem shows musicais, com as bandas Mobile Lunar e Dois na Janela. Entrada: pague o quanto puder.

O projeto Circular Campina Cidade Velha conta com patrocínio da Lei Rouanet e Ministério da Cultura por meio do edital do Banco da Amazônia. A realização é da Associação Amigos de Belém. Apoio institucional do IPHAN e UFPA.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA
http://bit.ly/2FKJNgd

MAIS INFORMAÇÕES
Whatsapp: 91 98134.7719

30.11.18

Arte Pela Vida reúne vários artistas neste domingo

Epaminondas Gustavo
O pescador Epaminondas Gustavo, personagem criado pelo juiz Claudio Rendeiro, que vem arrastando multidões às gargalhadas nos últimos tempos, é uma das principais atrações do Show Arte pela Vida de 2018, no Teatro Margarida Schivasappa, dia 2 de dezembro, às 19h. Ingressos: $20/$10 (meia) ou 3k de alimentos não perecíveis.

Há 22 anos o comitê homônimo trabalha em prol de Pessoas Vivendo com o HIV-Aids (PVHA) realizando ações de valorização e solidariedade, como os cafés de acolhimento que seus voluntários realizam mensalmente na Uredipe Belém, onde circulam mais de 200 pessoas em uma única manhã .

“Os anos de luta nos fez perceber e participar ativamente na luta contra a AIDS. Passamos a ajudar mais pessoas vivendo com HIV/AIDS, no início, principalmente o Paravida que necessitavam de muita ajuda como alimentos, remédios específicos, aulas de teatro e chegamos a criar ate um mini teatro lá dentro”, lembra Francisco Vasconcelos, coordenador do grupo ha 21 anos.

Cia de teatro mãos livres (atores surdos)
Ele diz que depois foram surgindo novas ações como bazares, chás beneficentes e exposições, cuja renda era toda destinada a causa. Nesse tempo todo já foram doadas inúmeras cadeiras de roda, remédios, cestas básicas e até coisas que ajudavam as pessoas a voltarem a ganhar sua própria renda, como rede de pescar, isopor com água e refrigerantes para recomeçarem suas vidas. 

“Estávamos vendo um número grande de abandono de tratamento e com a ajuda das psicólogas e assistentes sociais, iniciamos o café mensal de acolhimento na URE DIPE, onde é feito o tratamento. No início, eles nem levantavam a cabeça para receber as doações, como pães, café com leite, frutas e etc. Agora, após mais de três anos, mensalmente, eles já interagem e sentimos as melhoras dentro da unidade”, diz Chico. 

O coordenador lembra que barreiras foram rompidas ao longo do tempo. “Agora eles fazem questão de dar depoimentos durante o evento. Para mim, a pior doença que veio com a AIDS, foi a doença social, a doença do preconceito e estamos aos poucos quebrar com este estigima!”, diz.

Joelma Kláudia
O show é uma das ferramentas de arrecadação de recursos do grupo: as doações serão transformadas em cestas a serem entregues aos pacientes no Café de natal. Mas também é o momento de culminância dos trabalhos do comitê, que sempre realiza o espetáculo no início de dezembro, pra lembrar o dia mundial de luta contra a aids, e chamar atenção para o avanço da doença entre os jovens, principalmente, e a premência de políticas mais eficazes a fim de conter a epidemia.

“A gente reúne excelentes atrações e durante o espetáculo serão passadas informações muito relevantes sobre HIV/AIDS e por tudo isso vale muito a pena ir, além de vai ajudar no natal das pessoas vivendo com HIV/AIDS”, diz Chico.

Música, teatro, dança, mímica, performance, poesia e humor são as expressões que o público assistirá no espetáculo, com a participação ainda de Joelma Klaudia, Cacau Novais, Cia. de Teatro Mãos Livres, Sarah D Montserrat, Renato Torres e Renato Gusmão, Cia. de Dança Waldete Brito, Anibal Pacha e Mariléa Aguiar, Danniel Lima e a Cia. de Dança Lucinha Azeredo. A direção é de Nando Lima. 

Para quem quiser acompanhar mais o trabalho do Arte Pela Vida, pode acessar a fanpage no facebok comiteartepelavida, onde há sempre várias informações sobre as ações do Comitê Arte Pela Vida e informações relevantes sobre HIV/AIDS. Há contato também pelo telefone 91 982802188.

SHOW ARTE PELA VIDA 2018
Direção: Nando Lima
Som: Paulo Miranda e Miranda Jr.
Luz: Luciana Porto
Roadie: Lúcio Oliveira
Cenografia: Nando Lima e Afonso Gallindo
Roteiro: Maria Christina
Logística: Davidson Porteglio
Divulgação: Comitê Arte pela Vida
Arte gráfica: Afonso Gallindo/ Matapi Produções
Produção: Comitê Arte Pela Vida

ARTISTAS CONVIDADOS
Anibal Pacha
Epaminondas Gustavo
Cacau Novais
Cia de dança Lucinha Azeredo
Cia de Teatro Mãos Livres
Cia Experimental de Dança Waldete Brito
Danniel Lima
Joelma Kláudia
Marcos Puff Cardoso
Mariléa Aguiar
Renato Gusmão
Renato Torres
Sarah D Montserrat
Yeyé Porto
Músicos ( ou banda base)
Figueredo Junior (guitarra)
Jônatas Gouveia (baixo)

APOIOS
Teatro Margarida Schivasappa / Governo do Estado
Gráfica Garrido
Malicia Pub
Cultura Rede de Comunicação
Holofote Virtual
Distribuidora Estrela do Norte
Eti Mariqueti
Stúdio Reator
Matapi Produções
Holofote Virtual e imprensa em geral

AGRADECIMENTOS
Claudia Pinheiro e equipe técnica do Teatro Margarida Schivasappa 
Adelaide Oliveira
Amélia Garcia
Ana Flor
Beto Paes
Cary John
Célio Fernandes
Francisco Vasconcelos
Gabriel Patrick
Jacqueline Schalken
Luciana Medeiros
Renata Alves
Renata Taylor
Serginho Pinheiro
Silvia Malheiros

SERVIÇO
Show Arte pela Vida. No Teatro Margarida Schivasappa. Domingo, 2 de dezembro, às 19h. Ingressos: R$ 20/ R$10 (meia) ou 3k de alimentos não perecíveis.

27.11.18

2o Prêmio Mundie de Fotografia já tem vencedor

A obra será lançada dia 03 de dezembro no MIS em São Paulo. “Um corpo-consciência transita entre imagens desdobradas de si mesmo evadindo-se das estruturas racionalizantes. Levita em direção ao pensamento sobre o imponderável da existência e o que persiste segredado como mistérios ágrafos. É o que parece perguntar a artista Sheila Oliveira nesta obra Biblioteca Íntima. Um corpo em transmutações a pensar sobre o nada".

O texto acima, assinado pelos editores Eder Chiodetto e Fabiana Bruno revelam um pouco dos questionamentos da artista vencedora do 2º Prêmio Mundie de Fotografia, patrocinado pela Mundie e Advogados. De acordo com os editores, “A obra de Sheila Oliveira, é invariavelmente, uma reflexão obstinada a vasculhar, nas dobras da existência, o que nos é essencial.”

O fotolivro Biblioteca Íntima reúne imagens feitas por Sheila Oliveira em 7 anos. Segundo a artista “a ideia de como um livro pode nos afetar mudando todo o percurso de vida é eminente. Meu trabalho fala sobre isso, sobre possiblidades de transformações."

Durante a cerimônia de premiação, também serão projetados para o público os trabalhos que receberam menção honrosa do júri: "Por Onde Nunca Andei" de Fernanda Zgouridi, “A Última Travessia do Navio Azul" de José Diniz e “Cura Áspera” de Léo Sombra.

O 2º Prêmio Mundie de Fotografia reitera o intuito dos sócios de Mundie e Advogados em promover as artes, a livre expressão e a fotografia contemporânea brasileira. O valor total do Prêmio foi um investimento direto do escritório em cultura, sem contar com leis de incentivo. 

Sheila Oliveira nasceu em São Paulo, em 1968, formou-se em Biblioteconomia e Documentação pela FESP, com Pós-Graduação em Arteterapia.  Dedica-se a fotografia profissional desde 1995. É sócia fundadora do estúdio Empório Fotográfico, dirigido à fotografia de gastronomia e atualmente dedica-se a fotografia de arte pesquisando assuntos que se referem ao sentir e pensar, pensar e agir e todas as conexões e reações no corpo e na alma, utilizando-se na maioria das vezes de autorretratos.

BIBLIOTECA ÍNTIMA
700 EXEMPLARES
2018 Sheila Oliveira| 2018 Fotô Editorial
FOTOGRAFIAS E REPRODUÇÕES
Sheila Oliveira
EDIÇÃO E TEXTO
Eder Chiodetto e Fabiana Bruno
COORDENAÇÃO EDITORIAL
Elaine Pessoa
DESIGN GRÁFICO
Fábio Messias
PUBLISHER
Eder Chiodetto
IMPRESSÃO
Ipsis Gráfica e Editora

Serviço
Lançamento do fotolivro Biblioteca Íntima e Cerimônia de Premiação do 2º Prêmio Mundie de Fotografia.
Quando: 03 de dezembro, às 19h
Onde: MIS-SP, Av. Europa, 158, Jardim Europa
Evento exclusivo para convidados
Estacionamento gratuito

Pio Lobato: trabalho novo nas plataformas virtuais

Foto: Renato Reis
Na sexta-feira, 30, as plataformas virtuais de música como deezer e spotify recebem  o EP “Brinquedo”, novo trabalho do guitarrista Pio Lobato. Além do disco, o músico também lança um videoclipe no canal do YouTube e faz audição das músicas na Kasa Koentro, a partir das 22h.

Com produção artística e direção musical do próprio Lobato, em co produção com Leo Chermont, “Brinquedo” apresenta quatro músicas, sendo uma delas a suíte que dá nome ao trabalho. A canção “Casa Velha” virou videoclipe com produção da Montagem Paralela e Equipe Reduzida. O lançamento também será na sexta, 30, no canal oficial do artista, o PioTube. Para a execução de Brinquedo, Pio Lobato chamou os músicos Clenílson Almeida “Vovô”, na bateria; Ziza Padilha, no violão; Camila Barbalho, no baixo; e Nazaco Gomes, na percussão.

Filmado durante um único dia e com a colaboração de diversos amigos e parceiros de longa data, o clipe de Casa Velha contou com a direção do jornalista Ismael Machado e também estreia nesta sexta-feira, dia 30, pelo canal oficial do músico na internet, o PioTube, no endereço http://bit.ly/2KkFOFQ

No elenco estão emblemáticos personagens da Cidade Velha - bairro histórico de Belém - como Rubão; além de músicos que acompanham a trajetória de Pio Lobato, como Jayme Katarro (banda Delinquentes), Keila Monteiro (bandas Cais Virado e Coisa de Ningúem) e Lázaro Magalhães, do Cravo Carbono.

Elenco:  Andréa Reis , Breno Oliveira, Caroline Cardias, Clenilson Vovô, Davi Lobato, Didiane Trindade, Edpaulo Cardoso, Edvaldo Souza, Hellen Pompeu, Igor Alves, Ivan Braga, Jayme Katarro, Lucas Estrela, Keila Monteiro,  Marcos Machado, Marco Tuma, Melissa Alencar, Nátia Ney Machado, Pamella Lavôr, Paulo Silber, Raissa Gabriele, Raimundo Pacó, Roberta Mártires, Rosana Benfica, Rubens Lobão (Rubão), Thayná Varella e Wellington Carlos

Técnica do Videoclipe:
Produção | Equipe Reduzida e Montagem Paralela
Realização | MúsicaParaense.Org
Direção | Ismael Machado
Direção e Montagem | Márcio Cruxx
Direção de Fotografia | Edson Palheta
Produção Geral | Michelle Maia
Cenário e Produção de Locação | Roberta Mártires
Cinegrafistas | Éder Monteiro e Edson Palheta
Produção | Daiana Ribeiro e Yasmim Maia
Produção Executiva | Edvaldo Souza
Fotografia | Tiago Silveira 
Poema | Guaracy Brito Júnior

Agradecimentos: Leo Bitar, Discosaoleo | Roberta Mártires, Multifário Artes | Casa Velha, Marco Tuma | Rosana Benfica e Ivan Braga, Genuína. Cachaça com Jambú | Rubão, Bar do Rubão. O disco "Brinquedo" tem direção artística e Produção Musical de Pio Lobato; Coprodução de Leo Chermont; Produção Executiva de Edvaldo Souza; Assessoria de Imprensa de Dani Franco (PA) e Lui Machado (RJ); Release de Ismael Machado, Produção Audiovisual da Montagem Paralela e Equipe Reduzida. Além da versão virtual, o trabalho recebeu ainda Projeto Gráfico de Blue; Poemas de Guaracy Brito Júnior com traduções de Camila Barbalho e fotos de Tiago Silveira. Patrocínio do Natura Musical.

Serviço
Lançamento virtual de “Brinquedo”, de Pio Lobato. Lançamento do videoclipe de "Casa Velha". Sexta-feira, 30 de novembro em todas as plataformas virtuais. 
Audição do disco: festa H2K2 - Sons das baiúcas - 19h
Na Kasa Koentro - Travessa Angustura 2579, entre Duque e 25
Entrada: 5 reais até às 21h; 10 reis depois
DJs:  Azul, Gersinho paixão, Jeft Saudade
Acompanhe nas redes :: Twitter, Instagram, Facebook e YouTube: @piolobato e @opiolobato

Um papo com as atrizes Lucinha Lins e Tania Alves

Depois de publicar aqui o papo com Virgínia Rosa, que integrou a lendária Isca de polícia, de Itamar Assumpção,  o blog traz Lucinha Lins e Tania Alves. As três chegam a Belém nesta quinta-feira, 29, à noite, para apresentação do espetáculo "Palavra de Mulher", que estará em cartaz no Teatro do SESI nesta sexta, 30, e sábado, 1º de dezembro, às 21h, e no domingo, 2 de dezembro, às 19h.

Palavra de Mulher é um misto de show e teatro que há dez anos desde que estreou vem conquistando a crítica, sendo indicado, em 2014, em quatro categorias ao Prêmio Bibi Ferreira, e arrebatou o público por onde passou – e não foram poucos os palcos em que foi apresentado, passando por mais de 50 cidades país afora, visto por mais de 200 mil pessoas.  Lucinha Lins, Tania Alves e Virgínia Rosa interpretam as personagens femininas presentes na obra de Chico Buarque. 

Cantoras e atrizes, elas emprestam corpo e voz a tantas outras mulheres para, num clima de cabaré, falar, através da música, de amores, dores de amores, esperança, solidão, encontros, desencontros, sedução, felicidade, força, abandono, liberdade, sonhos e conquistas. No repertório, cantado com música ao vivo, estão “À Flor da Pele”, “Teresinha”, “Meu namorado”, “Palavra de Mulher”, “Bem-Querer”, “o Meu Amor”, “Folhetim”, “Atrás da Porta”, “Tango de Nancy”, “Tatuagem”, entre muitas outras. 

Lucinha Lins comemora a chegada do espetáculo na Região Norte. “Depois de três anos de muita luta, conseguimos vim para o Norte e Nordeste, Graças a Deus, e com o patrocínio da Vivo. E chegamos por estas bandas com muito amor, com muita honra, passando por teatros, meu Deus, como eu sonhava em passar pelos palcos destes teatros que fazem parte da Cultura deste país de uma forma deslumbrante”, diz a atriz e cantora. 

Ela conta que tem sido uma receptividade fantástica, e que a plateia canta junto todas as músicas, se emociona e ri, entrando no espírito do espetáculo já na primeira música, quando Virgínia Rosa entra em cena, ao som de Ópera do Malandro. Para as atrizes tem sido um privilegio estar 10 anos em cartaz circulando em várias cidades brasileiras. 

“Nesses 10 anos foi grande o amadurecimento do espetáculo. O Chico é uma “coisa” incrível, atemporal, desde que ele apareceu é unanimidade. É puro deleite pra nós que estamos cantando, e pra quem assiste é muita emoção garantida, é muita diversão, e entretenimento da máxima qualidade”, diz Tania Alves.

Para interpretar as músicas de Chico Buarque, celas contam com uma super banda que não sai do palco um só instante. “É um trio fantástico com o Ogair Júnior, maestro, arranjador e diretor musical, Ramon Montagner na bateria, Roberto Carvalho no contrabaixo, e com a direção magistral do Fernando Cardoso que foi tirando da gente o lado mais romântico e fantástico, no sentido da fantasia, da viagem que é a obra de arte”, continua Tania Alves.

Lucinha Lins cita um momento bem intenso quando ela divide uma música com Tânia Alves, só com o piano do Odair Júnior, até que abanda entre toda encorpando o som. 

“Falar de uma só emoção é pouco, porque esse espetáculo tem um repertório fora do comum, que mexe comigo, mexe com a plateia, e faz parte da trilha sonora de nossas vidas”, diz Lucinha Lins que ficou já tarimbada pela música “A História de Uma Gata”, papel que ela interpretou no filme Saltimbancos Trapalhões, lá nos idos anos 1980. Eu vi!

“A História de uma gata, meu Deus, essa música já tem o quê? Há 04 gerações que cantam essa música? Já não sei mais (risos). É um dos momentos do espetáculo que mais me emociona, quando a plateia se transforma em criança, independente das idades, todos viram crianças e cantam a história de uma gata junto comigo, tem dias que realmente eu tenho que segurar o choro, porque é muito emocionante”, diz ela.

A atriz já encenou Chico Buarque cantando também, “Viver de Amor”, em Ópera do Malandro. “É uma das músicas que dá o tom de cabaré, e que é uma delícia, porque eu imito um pouco do que fazia na primeira vez que interpretei essa obra do Chico. Já faz parte da minha vida. Eu fiz o Corsário do Rei, que é outro espetáculo teatral maravilhoso, que eu canto também neste espetáculo e por aí vai”, continua Lucinha.

Revisitar o universo feminino a partir das canções de Chico Buarque é também uma oportunidade para refletir sobre tão relevante tema na atualidade. O espetáculo, atual e oportuno, traz em Chico uma voz feminina, mas Tania faz questão de ressaltar que em meio a questões femininas elas tratam tudo com os sentimentos de acordo com determinadas relações.

“O Palavra de Mulher tem uma pegada teatral como postura, porque as músicas são tão ricas emocionalmente, que nos dá muito pano pra manga, na interpretação, mas depois do espetáculo tem um bate papo, uma espécie de “talk show” de 15 a 20 minutos. Daí falamos de tudo, até das questões femininas, já que elas são interpretadas no palco, durante as canções do Chico”, conclui.

Serviço
Espetáculo Palavra de Mulher. Os ingressos estão à venda a R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia entrada, inclusive aos trabalhadores do SESI), na bilheteria do teatro e na bilheteria digital:

Dia 30 Nov: http://bit.ly/2T3hA6R 
Dia 1º Dez: http://bit.ly/2PXZeG1 
Dia 2 Dez:  http://bit.ly/2qCxHv8 

26.11.18

Unama comemora o 1o ano do Museu de Arte

O Museu de Arte da Universidade da Amazônia comemora um ano com programação especial. Nesta semana haverá oficinas e palestras abertas à comunidade interessada. As inscrições estão disponíveis gratuitamente no site www.extensao.unama.br. A abertura será nesta terça-feira (27), às 9h, no auditório 1, do Campus Ananindeua.

No primeiro dia haverá mesa de debate sobre a importância dos museus na sociedade, com a exibição de documentários do projeto “Vídeo Memórias” e mostra do acervo UNAMA: Dalcídio Jurandir, Pedro Veriano, Gileno Chaves, Benedito Nunes, Clara Pinto, Juraci Siqueira, Paulo André Barata e as Damas do Rádio. O vídeo será projetado no átrio da Universidade, e uma feira de artesanato e Economia Solidária estará aberta para o público.

De acordo com a coordenadora do Museu de Arte da UNAMA, professora Veridiana Valente, este é um grande momento de celebração na Universidade. “A programação pretende destacar a memória de identidade amazônica, por meio da exibição de documentários sobre a vida e obra de escritores, pensadores, artistas e professores paraenses”, afirmou.

Nesta semana de aniversário, o museu conta com a exposição "Coração", que estará aberta à visitação do público em geral. Segundo a curadora do Museu de Arte UNAMA, professora Jonise Nunes, “a exposição completa um ano desde a inauguração e conta com uma vasta reflexão sobre os afetos e as sensibilidades no campo da arte paraense."

O Museu de Arte UNAMA fica no Campus Ananindeua da instituição, localizado na BR 316, KM 3, Ananindeua. Confira a programação da Semana de Aniversário do Museu no site www.unama.br 

Tv Cultura exibe série de animação "Os Dinâmicos"

Tá estreando nesta segunda-feira, 26, na TV Cultura do Pará, a série de animação “Os Dinâmicos”, uma grande homenagem a Joaquim de Lima Vieira, músico que ficou conhecido como Mestre Vieira, o criador da guitarrada, falecido em fevereiro deste ano, em Barcarena-PA. Os 13 episódios, cada um de 5 minutos, serão exibidos de segunda a sexta, às 16h, com reprise às 19h, para todo o Pará, até o dia 12 de dezembro. 

Depois de estrear nacionalmente pela TV Brasil, que não é transmitida no Pará em TV aberta, a série de aventura musical "Os Dinâmicos" chega enfim as nossas telinhas, exibida pela Tv Cultura do Pará. Inspirada na obra de Joaquim de Lima Vieira e nas animações dos anos 1970 e 1980, que traziam séries animadas com heróis e bandas musicais, é também uma homenagem ao grupo Vieira e Seu Conjunto, que existiu entre os anos 1970 e 1990 e lançou 14 LPs.

A série foi realizada entre 2016 e 2017 pela Central de Produção Cinema e Vídeo na Amazônia, produtora paraense, por meio do edital de financiamento Prodav 08 – 2014 - Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Audiovisual Brasileiro, que apoia a produção de conteúdos para Tvs públicas.  

Episódio "A Impostora"
Cada episódio inicia com ensaios da banda, num estúdio-casa que fica na copa de uma Samaumeira, próxima a uma praia na cidade de Barcarena. A aventura começa quando nossos músicos são  interrompidos com a cirene acionada, trazendo o pedido de socorro de alguma criança, sempre que a floresta está em perigo. Aí a palavra mágica é pronunciada: “DI NA MI ZAR”!! Mestre Vieira empunha sua guitarra mágica transformando todos em super-heróis.

Guitarreiro (Mestre Vieira) é o líder que aciona o poder da guitarra Milagrosa, já Spectro (Idalgino) consegue ficar invisível. Enquanto Ciclone (Lauro) tem a velocidade do vento; Alado (Dejacir) ganha asas; Ja nosso Trakitana (Poça) é o mestre das tecnologias, e Aprendiz (Batera), como o nome enuncia, ainda está aprendendo a ser super-herói. 

Episódio "A Lambda da Baleia"
As aventuras dos Dinâmicos revelam, através do mágico universo da animação, as características, o linguajar, os costumes e as lendas da Amazônia presentes na obra de Mestre Vieira, como a  história de uma baleia que encalhou em 1974 na praia em frente a cidade e se tornou letra da música "Lambada da Baleia", gravada no primeiro LP de Vieira e Seu Conjunto. Essa história já faz parte do imaginário da população de Barcarena, eternizada nessa música, então era sem dúvida era um episódio obrigatório.

O "Esse Bode dá Bode" é inspirado na música Melô do Bode, sucesso do segundo LP de Vieira e Seu Conjunto que estourou nas paradas de sucesso no Nordeste, vendendo mais de 300 mil cópias. Nem sempre, porém, a trilha sonora está diretamente ligada à história. Em "A Impostora", uma bruxa americana se traveste de Matinta Pereira para praticar suas maldades na Amazônia, a música tema é "Melô do Bandolim". 

Episódio "A Magia da Voz"
É também importante dizer que não  se roteirizou a história das lendas ou as letras das músicas, que são o pano de fundo das aventuras.  A ideia era tratar de forma sutil, engraçada e educativa as várias questões que temos na Amazônia.  Então se tratou do desmatamento no episódio ‘Pernas pra que te quero’, onde o Curupira (Lambada do Curupira), guardião da Floresta se vê em apuros.

O tráfico de animais silvestres está no episódio ‘Uma Boquinha’, que traz o Mapinguari (Lambada do Mapinguari) como herói. No episódio "Dragão Engolidor de Açaí" falamos da exploração indevida de nossas iguarias. Há episódios de botos e cobra grande, as lendas do Pretinho da Bacabeira e do Uirapuru. E lendas de fora da Amazônia. A do Cabra Cabriola, lenda nordestina, no episódio Esse Bode dá Bode, e a do Ipupiara, lenda contada no sudeste, e que está no episódio “Monstrinho de Estimação”. 

As vozes que deram vida aos Dinâmicos animados!
Uma animação se faz em várias frentes de trabalho, envolve muitos processos, ainda mais quando se trata de uma série. Foram 18 meses de dedicação, reuniões, decisões a serem tomadas, leitura de roteiros, com os atores que escolhemos para dar voz a nossos heróis, a gravação dos diálogos e a edição de som, a animação em si, até a finalização com acessibilidade.

Com argumento, direção geral  e produção executiva de Luciana Medeiros, roteiro de Adriano Barroso, também com direção de Afonso Gallindo, a série conta com atores Marton Maués, que faz a voz de Mestre Vieira; Henrique da Paz, a do Lauro; e Mário Filé, a do batera. 

Da nova geração, convidamos Leoci Medeiros, que vem desenvolvendo carreira no cinema, e que fez um Dejacir espirituoso, além de Lucas Alberto Cunha, interpretando um Poça sensacional, vocês vão ver. Tivemos um não ator, o baterista e produtor Carlos Canhão Brito, para a voz de Idalgino. Gravamos os diálogos no Ápice, com o Assis. 

Na equipe de animação, temos Cássio Tavernard, e os meninos do estúdio Muirak, coordenados por Gustavo Medeiros, Eliezer França. Na edição e finalização de som, contamos com Leo Chermont e Dan Bordalo, do Floresta Sonora. Os primeiros episódios foram sonorizados por Victor Jaramillo.

EXIBIÇÃO NA TV CULTURA DO PARÁ
26 de novembro a 12 de dezembro
De segunda à sexta
16h com reprise 19h

SINOPSES

EPISÓDIO 1 – ESSE BODE DÁ BODE (5”)
Vieira e seu Conjunto ensaia na Casa da Árvore, quando toca o telefone trazendo um estranho convite para fazer um show no Ceará. 

EPISÓDIO 2 – A IMPOSTORA (5”)
Um menino denuncia uma falsa Matinta Pereira, que está aprontando na floresta. Ela acaba encarando nossos heróis. 

EPISÓDIO 3 – A MAGIA DA VOZ (5”)
O grupo Vieira e Seu Conjunto é convidado para fazer um grande show em Belém, mas durante os ensaios, Dejacir perde a voz. 

EPISÓDIO 4 – CONFUSÃO NA BACABEIRA (5”)
Os Dinâmicos recebem um chamado desesperado de uma criança que está sendo castigada por um encantado raivoso.

EPISÓDIO 5 – A QUEBRADEIRA DO AMOR (5”)
Mestre Vieira fica encantado quando uma jovem passa por ele, com um perfume mágico. Enfeitiçado, ele perde o contato com o resto do grupo.

EPISÓDIO 6 – O DRAGÃO ENGOLIDOR DE AÇAÍ (5”)
Um monstro terrível está engolindo todo o açaí da ilha, trazendo sérios danos à floresta e à produção  e sobrevivência ribeirinha. 

EPISÓDIO 7 – UMA BOQUINHA (5”)
Depois de um almoço regado a muito açaí, Os Dinâmicos recebem um chamado de uma criança para salvar pássaros e outros animais da jaula de um colecionador.

EPISÓDIO 8 - A LAMBADA DA BALEIA (5”)
Uma baleia está encalhada na praia de Barcarena. Uma criança tenta salvá-la da fúria da população que já a enxerga como almoço. 

EPISÓDIO 9 – O MONSTRINHO DE ESTIMAÇÃO (5”)
Uma menina e seu amigo boto lançam um chamado desesperado aos Dinâmicos. Um monstro desconhecido está capturando vários botos. 

EPISÓDIO 10 – PERNAS PRA QUE TE QUERO (5”)
Os Dinâmicos recebem um chamamento para salvar uma criança e o Curupira das máquinas devoradoras da floresta.

EPISÓDIO 11 - BOITATÁ NÃO É BUMBÁ (5”)
Vieira e seu conjunto estão ensaiando pra tocar no "Festival Bumbá de Barcarena", quando recebem o chamado denunciando a floresta em chamas. 

EPISÓDIO 12 – A DOR DE BARRIGA DA COBRA GRANDE (5”)
A Cobra Grande está com uma baita dor de barriga e vem se comportando com fúria, colocando em perigo os pescadores.

EPISÓDIO 13 - LAMBADA DO FANTASMA (5”)
Os Dinâmicos estão se preparando para lançar um novo disco, quando são acionados para resolver um problema de assombração. 

FICHA TÉCNICA

DIREÇÃO
Luciana Medeiros/Afonso Gallindo

ARGUMENTO 
Luciana Medeiros

ROTEIRO
Adriano Barroso/colaboração: Mariana Paz Barroso 

TRILHA MUSICAL
DVD Mestre Vieira – 50 Anos de Guitarrada 

ANIMAÇÃO 
Muirak Studio LTDA 

Direção de Animação - Cássio Tavernard / Eliezer França 
Direção de Arte - Cássio Tavernard /Gustavo Medeiros 
Desenho Sonoro e Finalização de Som - Victor Jaramillo/Casarão Floresta Sonora
Produção Executiva - Luciana Medeiros 
Coordenação de Animação - Gustavo Medeiros / Eliezer França 
Designer de Personagens - AD Gomes/ Everton Leão 
Riggins - AD Gomes 
Animadores - Eliezer França / Everton Leão/ Moaccyr K./ AD Gomes 
Cenários - Cláudio Cordeiro/ Duann Paluma 
Storyboard/ Animatic - Eliezer França 
Composição e Edição de Vídeo - Gustavo Medeiros 

PRODUÇÃO EXECUTIVA
Luciana Medeiros

ELENCO/VOZES/HERÓIS
Marton Maués (Mestre Vieira – Guitarreiro) 
Henrique da Paz (Lauro – Ciclone) 
Mário Filé (Batera – Aprendiz) 
Leoci Medeiros (Dejacir – Alado) 
Carlos “Canhão” Brito (Idalgino – Spectro) 
Lucas Alberto Cunha (Poça – Trakitana) 

ELENCO/VOZES/LENDAS, VILÕES E CRIANÇAS
Adriana Cruz 
Ester Sá 
Astréa Lucena
Luana Medeiros Weyl 
Lucas Tavernard 
João Pedro Pinheiro Bittencourt 

REALIZAÇÃO
Central de Produção Cinema e Vídeo na Amazônia 

INFORMAÇÕES
Cel. 91 98134.7719.
E-mail: lume.com@gmail.com

22.11.18

Do Isca de Polícia ao feminino em Chico Buarque

Virgínia Rosa (Fotos: João Caldas)
Bisneta de índia e filha de mineiros, Virgínia Rosa nasceu e cresceu em São Paulo – mais exatamente no bairro da Casa Verde Alta, zona norte de São Paulo.  Começou a cantar na década de 1980 como vocalista da banda Isca de Polícia, de Itamar Assumpção e seguiu carreira musical, lançando CDs e realizando inúmeros shows pelo país, mas aqui em Belém será a sua primeira vez. 

Virgínia Rosa integra o elenco do espetáculo “Palavra de Mulher”, que será apresentado no Teatro do Sesi, nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro, às 21h, e no dia 2 de dezembro, às 19h. No palco, junto com ela, mais duas atrizes e cantoras, Lucinha Lins e Tania Alves.  Há dez anos circulando o país, esta é a primeira vez que o público do Nordeste e Norte tem a oportunidade de vê-lo. 

“É um show de música teatralizado, como nós dizemos, no qual interpretarmos as canções que o Chico Buarque compôs especialmente para personagens femininos. Vão surgindo diversos tipos de mulheres, através dos sentimentos, da postura. Há uma dinâmica muito interessante”, conta Virgínia Rosa.

O espetáculo tem emocionado o público por onde passa. Mais de 50 cidades, um público de mais de 200 mil pessoas. Abre com o instrumental de "Ópera do Malandro". Neste momento, as atrizes, uma a uma vão entrando num ambiente que reproduz a luz baixa e avermelhada de um cabaré, com objetos de cena e alguma mobília. Os músicos, no palco, tocam ao vivo. Ogair Júnior, maestro, arranjador e diretor musical, Ramon Montagner, na bateria, e Roberto Carvalho, no contrabaixo completam o clima necessário. O público aplaude. A direção é de Fernando Cardoso.

As três cantoras atrizes em cena
A partir daí, o repertório envereda por “À Flor da Pele”, “Teresinha”, “Meu namorado”, “Palavra de Mulher”, “Bem-Querer”, “O meu Amor”, “Folhetim”, “Atrás da Porta”, “Tango de Nancy”, “Tatuagem”, entre outras. Quem nunca se viu revirada do avesso nas canções de Chico Buarque, que soube compreender e interpretar a alma feminina, traduzi-la de forma poética, quase lírica e musicalmente provocante. 

Ao mesmo tempo, revisitar o universo feminino a partir de suas canções e emoções, num momento em a mulher está no centro do debate político do país, também é oportunidade para refletir, mas a atriz ressalta que para além de tudo, o espetáculo encanta, porque faz cantar, rir e chorar. 

“Acho que, muito mais do que levantar uma bandeira sobre as questões feministas, a grande essência desse espetáculo é a alma feminina que o Chico escreve tão bem, com toda sua complexidade, as emoções, os sentimentos, ou seja, como a mulher se posiciona diante da vida, de como ela exercita seus sentimentos, através ou diante das perdas, das frustrações, desencontros, desafetos, injustiças sociais”, diz. 

Além das questões femininas, de forma geral, passamos por momentos de retrocesso do pensamento crítico e da importância da arte e da cultura como fatores sociais. Essa ideia repassada pela mídia global e redes sociais parecem se tornar a única verdade, mas basta acionar o off line e dar uma volta neste país. Virgínia conta que durante a turnê do “Palavra de Mulher”, pelo Norte e Nordeste, tem vivenciado e constatado um grande interesse do público pela Cultura.

“Nós fazemos um bate papo de 15 a 20 minutos, após o show, e as pessoas além de darem seus depoimentos sobre o espetáculo, perguntam como foi concebido o show, perguntam sobre nossas carreiras individuais, perguntam o que achamos da situação atual da Música Popular Brasileira, como funciona a lei Rouanet”, diz a cantora.

Música e identidade cultural por este país

Cenário traz o ambiente de um cabaré
A identidade cultural nas regiões Norte e Nordeste chamou atenção da artista. “As pessoas têm orgulho da própria cultura, nos apresentam outros artistas, a comida local, suas tradições”, comenta  atriz. “É uma troca muito importante, porque às vezes a gente fica só no eixo Rio-São Paulo”, afirma. 

Virgínia diz que a turnê, além de quebrar esse eixo, tem sido uma oportunidade para conhecer o Brasil. “Temos uma cultura muito diversificada. Cada estado tem a sua particularidade, tem o seu sotaque, tem a sua tradição local, o que mostra a força cultural do Brasil, que está sempre muito latente, muito visceral, e sem Cultura um povo não tem identidade, a Cultura é que faz a ‘cara’ de um país, né? De uma Nação”, diz.

Virgínia iniciou a carreira de atriz recentemente em 2015. A estreia foi na televisão, na novela de Gilberto Braga, Babilônia, exibida na Rede Globo, onde também fez em 2017, Pega-Pega. No palco, Palavra de Mulher, é o primeiro trabalho. Embora envolva música, que é a sua praia, ela também precisa atuar e faz isso muito bem, de acordo com a crítica especializada.

4 CDs, inúmeros shows e turnês pela Europa

Virgínia em mais momento de Palavra de Mulher
A carreira solo de Virgínia iniciou nos anos 1990, fazendo diversos shows. O primeiro CD foi Batuque (1997) – com canções de Itamar Assumpção, Luiz Gonzaga, Lenine e Chico Science – lhe valeu a indicação de Cantora Revelação no Prêmio Sharp. Em 2001, veio o segundo disco, com músicas de Thomas Roth, Chico César, Herbet Vianna, Gilberto Gil e Luiz Melodia: A Voz do Coração.  Já em 2006, lançou Samba a Dois, onde cantou Cartola, Candeia e novos compositores. No quarto disco, homenageou o inesquecível Monsueto. 

Versátil, apresentou-se com a Jazz Sinfônica, de São Paulo, e com a orquestra da Paraíba. Cantou com Zeca Baleiro, Marcos Sacramento, Ney Matogrosso, Ná Ozzetti, Lucinha Lins, Célia, Fernanda Porto, Fabiana Cozza, Lenine, Chico César e foi acompanhada por músicos como Geraldo Flach e Dino Barioni.

Parabenizou a cidade onde nasceu e cresceu cantando com Jair Rodrigues em frente ao Prédio do Banespa, marco da cidade, em Alguma Coisa Acontece no Meu Coração – show comemorativo dos 454 anos de São Paulo. Interpretou canções de Paulo Vanzolini, Cartola, Candeia, Clara Nunes e muitos outros. Vale também dizer que antes da carreira solo, também nos anos 1980, Virgínia tornou-se vocalista do grupo Mexe com Tudo, com o qual trabalhou por sete anos e excursionou para França e outros países da Europa. 

Serviço 
Palavra de Mulher. Dias 30 de novembro e 1º de dezembro, às 21h, e 2 de dezembro, às 19h. Ingressos: R$ 60,00 e R$ 30,00 (meia), na Bilheteria no Teatro do SESI - Almirante Barroso, com entrada pela Dr. Freitas - e na bilheteria digital. Patrocínio: VIVO. Pessoas com carteira de identificação do SESI pagam meia entrada.

19.11.18

O Forró das Três e meia mostra "Tocador de Pífano"

O show "Tocador de Pífano", da  banda Forró das Três, mistura as tradições da música nordestina com os toques sonoros da cultura nortista. A noite conta com a apresentação do projeto Cantos de Areia e participação dos cantores Lariza, Otânia Freire, Cyro Almeida, Armando Hesketh, Thalia Sarmanho e de músicos convidados. Nesta sexta-feira, 23, a partir das 20h, no Núcleo de Conexões Na Figueredo. Entrada é R$ 10,00.

“O Tocador de Pífano” surge de um delírio em meio às estradas e caminhos do Brasil. O Forró das Três e Meia começou como o relato da história de Reebs Carneiro, sanfoneiro e viajante, enquanto descobria os segredos e magias do acordeon na cultura nordestina. Por isso, o trabalho conta através da música e da tradição nordestina com uma grande dose de relatos pessoais, tristezas acumuladas e lições aprendidas em meio aos quase três anos de experiência por veredas do sudeste e do nordeste. 

Com o retorno de Reebs a Belém, o projeto ganhou corpo criando uma tessitura sonora completamente tradicional, remetendo a rica sonoridade dos regionais de choro que compunham as primeiras formações de forró; mas, segundo Carneiro, também “indicando uma invasão sutil da sonoridade nortista que transborda destes amazônidas que compõem este forró, transcendendo fronteiras e sincretizando culturas populares”, afirma.
Canções populares conhecidas do baião e forró de pé de serra, e também algumas das músicas autorais que estarão em seu primeiro EP a ser gravado em breve pelo Selo Na Music, estão no repertório, dentre estas: “Suas Asas”, que no show será interpretada pela cantora Lariza, “Se Alguma Coisa”, cantada por Otânia Freire e “Forró Praiano”, que terá a voz de Cyro Almeida.

O show terá ainda participação da cantora Thalia Sarmanho e de Armando Hesketh cantando uma das músicas que integram a trilha do espetáculo teatro Verde Ver-o-Peso; assim como dos músicos Thales Branche, no violão de 7 cordas; Marcos Sarrazin, na flauta; e Rodrigo Ethnos na percussão. Ao lado do multi-instrumentista Reebs Carneiro e de Mari Morhy no triângulo, todos eles compõem o grupo para a apresentação do dia 23.

O projeto Cantos de Areia, que abre a noite, traz os músicos Reebs Carneiro e Mateus Moura como norteadores de suas canções. Através dos ventos das praias do Nordeste brasileiro, do frio das serras do semiárido, pelos picos nevados das cordilheiras e pelos mercados lotados de repúblicas bolivarianas, os dois artistas se utilizam daquilo que viram e atravessaram para compor a trilha deste espetáculo, definido por eles como “um apanhado das experiências e dos amores que as almas latino-americanas compartilham entre si”.

Ficha técnica:
Artistas convidados para Banda: Thales Branche, Marcos Sarrazin, Rodrigo Ethnos e Cyro Almeida
Artistas da banda: Reebs Carneiro e Mari Morhy
Abertura: Projeto Cantos de Areia com Mateus Moura e Reebs Carneiro
Participações especiais: Lariza, Otânia Freire, Thalia Sarmanho, Armando Hesketh e Cyro Almeida
Assessoria de Comunicação: Dani Franco
Produção, fotografia, audiovisual e arte gráfica: João Urubu

Serviço:
O Forró das Três e Meia apresenta O Tocador de Pífano
Dia 23 de Novembro de 2018 – sexta-feira – 20h
No Núcleo de Conexões Na Figueredo – Avenida Gentil Bittencourt, 449
Ingressos: R$15,00 (com meia-entrada)
Venda antecipada Loja Na Figueredo a partir de 12 de novembro: R$10,00

(Holofote Virtual com informações da assessoria de imprensa)