19.8.10

Abertas inscrições para festivais de cinema de Parauapebas e Porto Velho

Voltado às produções em curtametragens, e realizado na região norte em uma cidade do interior do estado do Pará, o CurtaCarajás está com as inscrições abertas para mostra competitiva, oficinas e palestras que acontecerão de 09 a 13 de novembro de 2010, em Parauapebas.

Realizado na região norte em uma cidade do interior do estado do Pará, onde a cultura do cinema nacional tem seu espaço reservado anualmente, o festival reúne filmes brasileiros dentro de um ciclo de fomento, produção e difusão da sétima arte. Mais informações: www.curtacarajas.com

Rondonia - Integrando o circuito nacional de festivais, também estão abertas as inscrições ao Fest Cineamazônia®. Produtores cinematográficos do Brasil e de outros países tem até o dia 27 de agosto para se inscrever na 8ª edição do Festival Latino Americano de Cinema e Vídeo Ambiental que acontece em Porto Velho, Rondônia, de 9 a 13 de novembro.

Esta será a primeira edição do festival com participação de filmes e vídeos em português e espanhol. O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site do www.cineamazonia.com.

18.8.10

Terreiro eletrônico de José Celso Martinez esquenta turbinas para a estréia

A mega estrutura do Grupo Teatro Oficina, construída para duas mil pessoas, e montada na Praça da Bandeira, começa a chamar atenção dos passantes.

Na noite de terça-feira, 17, José Celso Martinez fez o último ensaio oficina antes da estréia da maratona de espetáculos que começa amanhã, 19, às 20h, com “Taniko, o Rito do Mar”.

O Teatro Extádio está pronto, é um grande terreiro eletrônico. Ontem, na passagem de Cacilda!, já entraram luz, algum figurino e foram feitos os ensaios de câmera. O espetáculo dura seis horas, mas ainda é pouco diante da história da atriz.

Em contato com sua trajetória, o público recebe uma verdadeira aula de história do teatro, da música e do cinema brasileiro. Estamos em uma década de guerra, glamour e da criação do Teatro Brasileiro Moderno, onde Cacilda Becker é um dos maiores mitos. Para Zé Celso, seis horas ainda é pouco. Seriam necessárias nove peças para dar conta de tudo.

Os ensaios extrapolam, obviamente, o tempo do espetáculo. Zé Celso é extremamente exigente. “Não, vamos de novo” é uma frase constante até que tudo fique exatamente afinado.

O diretor é imbatível, nada lhe escapa e olha que a parafernália é gigantesca. Tudo impressiona, mas nada mais do que a agilidade de José Celso Martinez neste processo todo.

Orquestrar um teatro para multidões e contagiá-la, como acontece com as torcidas de futebol não é fácil. Por isso, ele conta com os oficineiros paraenses que estarão na platéia e também no centro da arena auxiliando o grupo neste contágio do público.

A montagem da Cia Teatro Oficina para Uma Estrela Brasyleira a Vagar, Cacilda! é musical, eletrônica e animada. A pista é transformada em rua, asfalto e calçada, emoldurada pelas linhas improváveis de um Pão de Açúcar inflável.

Todos os elementos de uma época estão atualizados, trazidos para o presente, e mais palmeiras, o mar, o Rio de Janeiro, em cenário real e virtual.

Estão ali várias fases da vida de Cacilda. Na primeira, entre 1940 e 1947, Cacilda revela-se uma escritora extraordinária, uma filósofa precoce do Teatro.

Em cena, um anjo leva suas cartas às amigas Sonia Oiticica e Maria Clara Machado.

O passeio pela década de 40 em Cacilda!! é cantado pelo Uzyna Uzona em múltiplas camadas da realidade brasileira e da atriz. É o momento de sua entrada nos palcos, aos dezoito anos.

A música é executada ao vivo por uma banda de grandes músicos, que interpretam as trilhas das peças vividas por Cacilda. Um coro acompanha tudo em performances musicais.

Cacilda começa no TEB Teatro do Estudante do Brasil. É indicada pra trabalhar com Dulcina de Moraes, mas recusa. Vai para a Cia de Raul Roulien, o galã brasileiro de Flying Down to Rio, filme de Hollywood com Fred Astaire e Gigers Rogers.

Cacilda mostra-se encantada pela liberdade da capital carioca, pelos palcos, o Cassino Copacabana, o Cassino da Urca.

Bandas e mais bandas chegam ao país, Disney lança Alô Amigos imortalizando o encontro animado de Zé Carioca e Pato Donald. E Getúlio Vargas assina um decreto e cria a Cidade Cinema, 1º plano de implantação de uma indústria do Cinema Brasileiro.

Além dos americanos muitos artistas europeus chegam ao Brasil fugindo da Segunda Guerra. E Cacilda contracena com tudo isso.

É a protagonista deste espetáculo: filma ao lado de Grande Othelo, é dirigida por Ziembinski, por Willy Keller, tem uma experiência na Cia de Bibi Ferreira, trabalha no Rádio com Jean Sablon.

Em outro momento, ela se encanta e se desencanta com a carreira, chega a desistir, mas o paraense Sérgio Cardoso a traz de volta aos palcos pra fazer Gertrudes, a mãe de Hamlet.

A terceira parte desta tetralogia narra a fase da atriz no TBC – Teatro Brasileiro de Comédia e sua saída dessa companhia para a fundação de sua própria, o TCB – Teatro Cacilda Becker.

Serviço
Espetáculos do Dionisíacas em Belém. Nesta quinta-feira, 19, Taniko, Rito do Mar, às 20h. Sexta-feira, 20, Cacilda, às 19h; Sábado, 21, Bacantes, às 19h e domingo, 22, O Banquete, às 19h. Entrada é um kilo de alimento não perecível a ser torcado no Teatro Extádio, na Praça da Bbandeira.

Fonte: Holofote Virtual, com informações do Grupo Teatro Oficina.

17.8.10

Cineclube Pedro Veriano exibe Histórias do Cinema Brasileiro

Nesta terça-feira, 17 de agosto, o Ponto de Exibição da ABDeC-Pa, Cineclube Pedro Veriano exibe programação da Programadora Brasil que retrata momentos do cinema no Brasil. Dentre eles, está a re-exibição do documentário "Que filme tu vai fazer?", produzido em 1992 com depoimentos de realizadores paraenses.

"Que filme tu vai fazer?" de Denoy de Oliveira registra um momento de perplexidade e resistência. Quando o governo Fernando Collor de Mello fecha a Embrafilme e outros órgãos de regulamentação do cinema brasileiro, o diretor começa a entrevistar cineastas de norte a sul do país. Dessa prospecção resulta um inventário de projetos, sonhos, frustrações e esperança, antes da “retomada” da produção audiovisual a partir de meados dos anos 1990.

Já Kátia Maciel, no documentário "A fila", registra a absurda burocracia a que foram submetidos os cineastas brasileiros no início da “retomada”. O trio Henrique Silveira, Luciana Tanure e Marília Rocha, no curta-metragem "Duralex, sedlex", documenta as rememorações de Zé Japonês, técnico mineiro em conserto e manutenção de equipamentos cinematográficos. E, na ficção "A hora vagabunda", Rafael Conde lança seu olhar sobre as inquietações de uma juventude que aspira ao cinema ao mesmo tempo em que é marginalizada por ele.

Programação - A fila ( Katia Maciel, RJ, 1993), A hora vagabunda ( Rafael Conde , MG, 1998) Duralex, sedlex ( Henrique Silveira, Luciana Tanure e Marília Rocha, MG, 2001 ) Que filme tu vai fazer? ( Denoy de Oliveira, SP, 1992).

Sobre o CCPV - O Ponto de Exibição Cineclube Pedro Veriano, é uma parceria entre a ABDeC-Pa e a Fundação Curro Velho, através do projeto do Governo Federal Cine Mais Cultura.

Atualmente as exibições do CCPV são realizadas todas as terças-feiras, sempre às 18h30 no auditório da Casa da Linguagem em Belém, no entanto ainda neste semestre a sede da Fundação Curro Velho, no bairro do Telégrafo, contará com exibições do Cineclube.

Serviço
História do Cinema Brasileiro, nesta terça, 18/08/10, às 18h30 no Ponto de Exibição - Cineclube Pedro Veriano - Casa da Linguagem, que fica na Avenida Nazaré s/n. Entrada franca.

Fonte: ABDeC-PA

16.8.10

"O Percurso do Olhar" de Luiz Braga no Museu Casa das Onze Janelas

O Museu Casa das Onze Janelas inaugura, nesta quarta-feira, 18, a mostra “O Percurso do Olhar”, que reúne fotografias da coleção “Verde-Noite, 11 raios na estrada nova, fotografia, nigthvision”, do fotógrafo Luiz Braga.

Ao todo, estarão na exposição, cinqüenta fotografias. Algumas já faziam parte do acervo da instituição. Outra onze delas acabam de ser adquiridas pelo museu graças ao Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça/Funarte concedido ao fotógrafo no ano passado.

“Recorrendo à tecnologia da nightvision, adaptada à uma técnica toda própria, Luiz Braga mostra claramente a versatilidade da obra de um artista que, tendo participado do processo referente à ‘visualidade amazônica’, à ela não se enclausurou, conseguindo desenvolver uma produção que, partindo de referências locais, extrapolaram esse campo, adicionando a ele uma visão mais comprometida com a interpretação pessoal que faz do mundo”, diz Nina.

“Essa ação é importantíssima para a afirmação e memória da arte, no entanto esbarra na falta de recursos”, diz Luiz Braga que além desta série doou ao museu um conjunto de fotografias da série matricial de sua produção, focada na visualidade popular do Norte do Brasil, de obras em P&B e demais trabalhos de determinadas fases de sua trajetória. “O prêmio implicava na doação da serie 11 trabalhos produzidos com a verba do prêmio e "complementei" com mais 31 que mapeiam o meu percurso em PxB e cor”, explica.

Depois da participação na 56ª Bienal de Veneza, como um dos dois representantes brasileiros na tradicional mostra internacional de arte é a primeira exposição dele no Brasil desde 2005, quando realizou a grande mostra de sua produção no projeto “Arraial da Luz".

Esta mostra é, portanto, oportunidade para que o público local possa acompanhar a trajetória deste importante fotógrafo paraense, que integra a história da arte produzida no Brasil.

O Museu Casa das Onze Janelas, com mais esta ação, se iguala em quantidade e potência à coleção do Museu de Arte Moderna de São Paulo, e equipara-se às instituições brasileiras e internacionais que possuem em seus acervos, coleções públicas de trabalhos emblemáticos da trajetória do artista.

Entre os exemplos, estão a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o Museu de Arte Moderna da Bahia, Museu de Arte Contemporânea – MAC/USP, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, entre outros.

No dia 17 de setembro, Luiz Braga conversará com o público, ao lado da crítica de arte Mariza Mokarzel, a partir das 19h. “Pretendo falar sobre o meu caminho desde os anos 80 até enfim me transformar num autor”, adianta o fotógrafo.

Serviço
Exposição “Percurso do Olhar”, de Luiz Braga o percurso do olhar. Vernissage, nesta quarta-feira, 18, às 19h30. Visitação de 19 de agosto a 03 de outubro, de terça a domingo, de 10h às 16h. Nos feriados, das 9h às 16h. Museu de Arte Contemporânea Casa das Onze Janelas, Praça Frei Caetano Brandão s/nº- Cidade Velha.



15.8.10

"Dionisíacas" incorpora cultura paraense e homenageia o ator Sérgio Cardoso


Foi com muito canto e ensaio vocal que, na última quinta-feira, 12, iniciaram as oficinas do projeto “Dionisíacas”, do mitológico Grupo Teatro Oficina, de Zé Celso Martinez, na Escola de Teatro e Dança da UFPA.

“Amazônia que me pariu, no meu Pará. Ele é filho teu também, veio de cá. Nasceu na Terra do açaí, gostoso. Batizemo-nos, Sérgio Cardoso”, diz a canção “Nascimento de Sérgio Cardoso”, que faz parte de “Estrela Brasyleira a vagar – Cacilda!”.

Cacilda! é o segundo espetáculo a ser apresentado, na sexta-feira, dia 20 de agosto, em Belém. Na peça, Sérgio Cardoso surge como responsável em não deixar que Cacilda deixe os palcos, em um dos momentos difíceis de sua trajetória.

A estréia de Dionisíacas acontece com “Taniko - O Rito do Mar”, na quinta, 19, e, depois do “Cacilda!”, segue com “Bacantes”, na sábado, 21, e encerra com “O Banquete”, no domingo, 22. Com exceção de Taniko, o mais curto (1h40), que inicia às 20h, todos os outros começam às 19h, com entrada franca, mediante troca por 1kg de alimento não perecível.

"Cacilda!" e "Bacantes", tem seis horas de duração, terminarão 1h da madrugada. Já, "O Banquete", às 2h. Por isso, no entorno do Teatro Extádio está sendo montado, também, uma praça de alimentação para maior conforto do público.

Voltando ao trecho da canção, citado acima, importante dizer que ele sofreu uma pequena adaptação do original que está no Hinário do Oficina, e que será distribuído ao público.

A brincadeira com o açaí foi para colocar a turma paraense no clima da peça, durante os ensaios e homenagear o ator Sérgio Cardoso da Fonseca Matos, que nasceu em Belém, na década de 20, e se tornou, na opinião de muitos críticos, um dos mais importantes nomes da história do teatro brasileiro no século XX.

Depois de ter ido morar com a família, em Portugal, nos primeiros anos de vida, voltou para o Brasil na década de 30, instalando-se no Rio de Janeiro, onde deixou a carreira de advogado, ainda recente, para fazer teatro, estreando em 1948, como protagonista de Hamlet, peça de William Shakespeare (foto).

“Não vi a primeira montagem, mas a segunda, maravilhosa”, diz Zé Celso Martinez ao lembrar da história de Sérgio, que nesta quarta-feira, dia 18 de agosto, completa 38 anos de morte.

Na época, Sérgio estava com apenas 47 anos e iria estrear a novela "O Primeiro Amor", de Walter Negrão, ao lado de outra paraense, Rosamaria Murtinho, na Rede Glogo. Deixou para trás uma carreira enorme, marcada por grandes epetáculos, novelas e filmes.

Teatro de Extádio - Há uma semana por aqui, o diretor e agitador cultural-político-social, Zé Celso Martinez, nos traz uma experiência inédita que ele e sua companhia de teatro, reunindo mais de 80 pessoas, entre atores, técnicos e músicos, vivenciam desde o mês de abril, em uma turnê iniciada na cidade de São Paulo, o Teatro de Extádio ou Teatro de Multidões.

Iniciativa que, apesar de toda a estrutura e foco do projeto, traz sempre coisas imprevisíveis. "Nunca podemos prever o que vai acontecer. Em cada cidade os espetáculos se reconfiguram. Cacilda! em Salvador foi de um jeito, em Recife, de outra", diz a atriz e produtora dos espetáculos, Camila Mota.

Segundo Camila, a ideia da turnê foi inspirada nas peregrinações do poeta e romancista Mário de Andrade pelo Brasil, pesquisando a cultura brasileira.

O Teatro Extádio, estrutura que recebe o público do Dionisíaca, já montado na Praça da Bandeira, tem espaço para duas mil pessoas, permitindo assim, que a arte carnavalizada de Zé Celso, obtenha o envolvimento energético com o público e se torne contágio e apaixonamento, numa “festa e celebração, que sacraliza o corpo nu, livre de tabus, livre de preconceitos”.

“Desta forma, a intenção é se aproximar das manifestações populares, do êxtase, da paixão do futebol, da ópera, da tragicomediorgia”. Em cada região, portanto, os espetáculos sofrem transformações, o que torna tudo mais desafiador para todos os envolvidos. E a cada mudança, Zé Celso vibra.

No Pará, além da ênfase na homenagem a Sérgio Cardoso, por ele ser daqui (em Brasília, a ênfase foi para Dulcina de Moraes), já estão nas montagens, inúmeras referências a nossa cultura.

Em “Taniko”, por exemplo, será formada uma corda humana lembrando a procissão do Círio e o ritmo da dança do boto, o lundum (ou lundu), foi incorporado à encenação.

“Não me interessa que era diferente, aqui será desta outra forma, é assim que a gente chega em Belém”, diz ele aos músicos que, na hora, precisam se adaptar às novas versões da trilha, assim como os atores às novas encenações. Os artistas que participam da oficina, ajudam.

“Nos entreguem o ouro”, brada Zé Celso após indagar aos participantes da oficina, os traços marcantes da cultura paraense, para serem integrados aos ritos do Dionisíacas.

As oficinas fazem parte das montagens. E os participantes podem participar dos espetáculos, tanto no coro que faz parte da encenação, quanto na equipe de video que faz as imagens que são projetadas nos telões do Teatro Extádio e transmitidas, via internet, estendendo o raio de alcance do projeto.

O resultado é um exercício de troca e aprendizado, junto a um dos mais importantes e controversos teatros da cena cultural brasileira.

Para o dramaturgo, diretor, ensaísta e tradutor brasileiro, Aimar Labaki, José Celso Martinez é “o diretor de teatro que ajudou a produzir alguns dos mais importantes espetáculos brasileiros - tão inovadores e contestadores como indispensáveis para a construção de um país melhor”, segundo escreveu em “José Celso Martinez”, um dos volumes da coleção Folha Explica (Ed. Publifolha, 2002).


Coisas de Cinema apresenta "O Hospedeiro", de Bong Joon-Ho

O cinema sul-coreano despeja vitalidade e beleza em suas ultimas obras. Uma nova geração de cineastas preocupa-se em exorcizar a esterilidade cinematográfica que acomete alguns países. O diretor Bong Joon-ho é um dos bravos da Coréia e com o belíssimo "Memorias de Um Assassino", mostrou ao mundo sua habilidade com a câmera.

Em "O Hospedeiro" temos um belo filme de gênero que, se por ventura, carrega algum viés político, este é apenas retido e sentido na periferia da trama, com o dispositivo da mise-en-scene que o diretor habilidosamente se encarrega de cravar em cada fotograma da obra. Algumas convenções são destruídas em segundos; o protagonista/herói do filme nos é apresentado dormindo, babando, é mais cuidado pela filha do que cuida.

A obra vai girar sua roleta na família do herói, uma família torta, que procura ir atrás da menina que foi seqüestrada pelo monstro. O Hospedeiro é um dos filmes da década e exala vigor cinematográfico, obra que a APJCC escolheu para homenagear os pais e será exibida no Coisas de Cinema.

Serviço
Coisas de Cinema: Dia 18, às 19h30. No Espaço Cultural Coisas de Negro – Av. Lopo de Castro (antiga Cristávão Colombo), 1081/ Icoaraci. Realização: Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) e Espaço Cultural Coisas de Negro. Entrada Franca.

Fonte: Aerton Martins (APJCC - 2010)

14.8.10

Sessão Cult exibe “Música e Fantasia”, obra irônica da animação italiana

A programação da Associação dos Críticos de Cinema do Pará - ACCPA - está imperdível neste sábado, 14, em sua Sessão Cult. E põe cult nisso.

Allegro non Troppo (em cor, 85 min - 16 anos), com direção de Bruno Bozzetto é um dos filmes mais chapantes que eu já assisti, ainda na década de 90, numa cópia em VHS que nem lembro mais como veio parar nas minhas mãos e sob meus olhos.

Embora já esteja disponível em DVD, quem puder, não perca a oportunidade de ver esta grande obra numa tela cinema.

Trata-se de uma produção italiana, parceria entre a Bozzetto Film e o Ministero del Turismo e dello Spettacolo, realizada em 1977, e agora também disponível em DVD. Misturando três estilos: animação, musical e comédia, o filme tem roteiro assinado por Bruno Bozzetto, Guido Manuli e Maurizio Nichetti.

Na tela, o personagem principal é um cineasta que pensa ter tido uma brilhante idéia: fazer uma animação que introduz a música clássica. Entra na trilha, Debussy, Dvorák, Ravel, Sibelius, Vivaldi e Stravinsky. Mas ele fica sabendo que um tal de Prisney, ou algo como isso, já fez o mesmo nos Estados Unidos.

Ora, isso nada mais é do que uma sátira da animação Fantasia, realizada por Walt Disney em 1940. Bruno Bozzetto utiliza os mesmos recursos de Disney, animando peças musicais clássicas e ainda acrescentando uma mordaz crítica social em cada quadro.

Em Bolero, de Ravel, um dos momentos mais mágicos e críticos, o filme mostra que, a partir de um resto de Coca-cola abandonado por uma nave espacial, se desenvolve toda a evolução das espécies e, de maneira crítica e irônica, o aparecimento do homem.

Já durante Pássaro de Fogo, de Stravinsky, o diretor satiriza a gênese bíblica de forma a identificar o "castigo divino" com a moderna sociedade.

No elenco, o engraçadíssimo Maurizio Nichetti, além de Marialuisa Giovannini, Néstor Garay, Maurizio Micheli, Mirella Falco, Osvaldo Salvi, Jolanda Cappi e Franca Mantelli.

A sessão começa às 16h, com entrada franca, no Cine Líbero Luxardo - Fundação Tancredo Neves - Centur Endereço: Av. Gentil Bitencourt, 650, Térreo Tel (91) 3202-4321 cinelibero@gmail.com

Orçamento do Fundo Nacional de Cultura está protegido em 2011

Emenda Ministério da Cultura garante a proteção do tistas comemoram emenda que protege Fundo Nacional de Cultura

Os recursos do Fundo Nacional de Cultura (FNC) não poderão mais ser bloqueados. A definição está na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2011, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada terça-feira (10 de agosto) no Diário Oficial da União (Seção 1, página 38, Anexo IV).

O Ministério da Cultura conseguiu, em negociação com o Congresso Nacional, criar uma emenda protegendo o FNC de qualquer forma de contingenciamento. A decisão foi ratificada pelo Presidente da República.

“É uma vitória gigantesca para a Cultura, fundamental para a mudança de modelo de fomento que estamos fazendo”, comemorou o ministro da Cultura, Juca Ferreira (na foto). “No mundo todo, o financiamento público da produção cultural é feito por meio de fundos, e não pela renúncia fiscal. Essa decisão acaba com a dúvida que o Fundo poderia ser contingenciado e dá segurança à mudança que estamos fazendo”, afirmou, referindo-se ao projeto de lei enviado ao Congresso Nacional propondo o Procultura.

O Fundo Nacional da Cultura (FNC) é um fundo público constituído de recursos destinados exclusivamente à execução de programas, projetos ou ações culturais. O MinC pode conceder este benefício por meio de programas setoriais realizados por edital, ou apoiando propostas que, por sua singularidade, não se encaixam em linhas específicas de ação, as chamadas propostas culturais de demanda espontânea.

Em 2007, foram disponibilizados R$ 472,8 milhões do FNC para serem investidos em programas e projetos culturais no ano de 2008. O valor investido em 2009 - aprovado em 2008 - subiu para R$ 523,3 milhões. No ano de 2010 - aprovado na LDO de 2009 - o Ministério da Cultura conseguiu R$ 898,1 milhões para o FNC.

Fonte: Heli Espíndola, Comunicação Social/MinC


13.8.10

Mais três espetáculos, hoje, no Festival Territórios de Teatro

Na Casa da Atriz, às 19h, será apresentado "A Troca e a Tarefa"; no Teatro da Fundação Curro Velho, no mesmo horário, será apresentado Águas de Mariana e no Teatro Universitário Cláudio Barradas, às 21h, tem “Meio Dia do Fim” (foto), espetáculo inédito em Belém, com texto e atuação de Paulo Faria, indicado ao prêmio Shell de Teatro como melhor autor.

Meio Dia do Fim é o espetáculo mais recente da Cia. Pessoal do Faroeste. Apresenta a história de um casal que, mesmo sem amor, está junto há trinta anos. Ao descortinar os motivos que sustentam este relacionamento o espetáculo lança luz sobre a questão do latifúndio e cria paralelos entre os conflitos do casal e o conflito inevitável entre a propriedade privada e a função social da terra.

A Cia. Pessoal do Faroeste há alguns anos se dedica a pesquisar as questões relacionadas à formação histórica da cidade de São Paulo. Esta pesquisa, para além do interesse específico por São Paulo, busca entender a formação humana, política e cultural das cidades, e intervir nela. É neste ponto que o Meio Dia do Fim se integra ao projeto do grupo: entender como o acúmulo improdutivo da propriedade privada interfere profundamente nas dinâmicas sociais.

Neste espetáculo, antes de entrar no teatro o público é convidado a ocupar o teatro, mais do que se apropriar da sua cadeira (lugar privativo da platéia).

O espetáculo usa da metáfora da ocupação para refletir sobre a função social, não só da terra, mas da cidade, das salas de teatro e da arte. É deste lugar que o público vê o esfacelamento de uma relação e a escolha entre o amor ou a propriedade.

Já “A troca e a tarefa” (foto), comYeyé Porto em cena, está de volta em cartaz. Com texto baseado na obra homônima de Lygia Bojunga, tem direção do ator e dramaturgo, Adriano Barroso.

Águas de Mariana é montagem do GeMTe - Grupo Experimental de Teatro. Faz um mergulho nas Terras da Encantaria e traz um olhar cênico sobre a entidade Dona Mariana, Princesa Turca Encantada, que também se manifesta como Marinheira e como Arara Cantadeira.

A 3ª edição do Festival Territórios de Teatro acontece até este domingo, em vários espaços da cidade. Criado em 2008 como uma mostra não competitiva, vem reunindo a produção de teatro de Belém utilizando os espaços conquistados como territórios de utilização teatral pelos grupos e artistas.

“A produção teatral de Belém e do estado do Pará há anos toma iniciativas para conseguir manter suas práticas. Dentre estas ações que vem sendo feitas estão, por exemplo, a criação de Teatros - sedes de grupos, ou ainda a utilização de espaços alternativos (praças, ruas, galpões, residências, porões) nas temporadas, para manutenção de suas produções, e ainda, a criação de espetáculos que com facilidade técnica e baixo custo, possam circular em diversos espaços da cidade”, observa Ester Sá, da Direção Geral.

O Festival também tem direção do ator, diretor e cenógrafo Nando Lima, além de Cristina Costa, na produção.

Programação

DIA 13 - SEXTA

A Casa da Atriz – 19h – A TROCA E A TAREFA

Teatro da Fundação Curro Velho – 19h - ÁGUAS DE MARIANA

Teatro Universitário Cláudio Barradas – 21h – MEIO DIA DO FIM

Dia 14 - SÁBADO

Praça Ver-o-Rio 17h – Grupo de Experimentação Teatro Miniatura

Teatro da Fundação Curro Velho – 17h - QUEM TEM RISO VAI A LONA

Memorial dos Povos Indígenas (Ver-o-Rio) – 19h – 6 MESES AQUI

Teatro Universitário Cláudio Barradas – 21h – FROZEN

DIA 15 - DOMINGO

Teatro Universitário Cláudio Barradas – 18h – OS DONS DE QUIXOTE

Teatro Maria Sylvia Nunes - 21h - IN BETWEEN

IAP prorroga inscrições para Bolsa no Canadá

Edital é voltado exclusivamente para artistas visuais paraenses

Atenção artistas paraenses: o Instituto de Artes do Pará (IAP) recebe até dia 24 de agosto inscrições ao Concurso de Bolsa para o Exterior de Pesquisa e Criação em Artes Plásticas, um dos principais incentivos à produção e ao intercâmbio artístico do Brasil.

O edital está disponível na sede do instituto e também na internet para download.

Por meio da bolsa, o IAP vai conceder incentivo cultural a um artista plástico, residente no Pará há pelo menos três anos, dando-lhe oportunidade de desenvolver um trabalho artístico na cidade de Quebec, Canadá, na área das artes visuais. São aceitos projetos em desenho, pintura, escultura, gravura, fotografia, instalação e videoarte. O artista terá à sua disposição a estrutura da Cooperativa de Ateliês Meduse (http://www.meduse.org), importante centro de pesquisa edifusão da arte contemporânea.

Os artistas interessados na Bolsa para o Canadá deverão inscrever apenas um projeto de trabalho inédito, individual, concebido e a ser desenvolvido pessoalmente em Quebec durante o período da bolsa, que vai de 1º de outubro a 1º de dezembro de 2010. O valor total do incentivo é R$ 12.000,00 (doze mil reais), destinado a custear as passagens de ida e volta e alimentação, bem como todas as despesas do projeto.

“O edital tem como prioridade a pesquisa artística e o intercâmbio com centros referenciais da produção contemporânea. A bolsa oferece oportunidade ao artista local de ampliar o horizonte de suas pesquisas a partir do contato com novas tecnologias e processos artísticos diferenciados”, explica Armando Sobral, gerente de Artes Visuais do IAP.

O convênio de cooperação cultural foi firmado em 2007 e começou no ano seguinte, com a vinda da artista canadense Helene Lord e a ida da fotógrafa paraense Maria Christina. Em 2009, veio a Belém a artista Allison Moore, enquanto a fotógrafa Nailana Thiely foi para Quebec. O intercâmbio teve desdobramentos, como a exposição “Traçado das Horas”, de Helene Lord, no Laboratório das Artes do IAP.

Este ano, o IAP foi convidado a participar do Res Artis 2010, evento internacional sobre residência artística, que será realizado em outubro, no Canadá. Aproveitando a oportunidade, o IAP irá realizar a coletiva “A Gravura na Amazônia”, com curadoria de Armando Sobral e participação de seis artistas paraenses, na Galeria Engramme, em Quebec, ligada à Cooperativa Meduse.

Serviço
Bolsa para o Exterior de Pesquisa e Criação em Artes Plásticas. Inscrições até dia 24/08, na sede do IAP (Praça Justo Chermont, ao lado da Basílica de Nazaré), de segunda a sexta-feira, de 9h às 14h. Demais informações sobre regulamento, formatação do projeto, documentação, assim como a ficha de inscrição, estão no edital, que pode ser baixado AQUI. Mais informações: 4006-2910/ 2911/ 2912.

Fonte: Assessoria de Imprensa do IAP