7.6.14

"Balada de Um Homem Comum" no Cine Estação

O mais novo filme de Joel e Ethan Coen, estreia no Cine Estação das Docas neste domingo, 8, em sessão matinal às 10h, e mais duas às 18h e 20h30. Inspirado na trajetória do guitarrista Dave Van Ronk, que vivei na Nova Yoork da década de 60. Exímio guitarrista de blues e ativista político, Dave Van Ronk, no filme rebatizado de Llewyn Davis, foi um artista fundamental da cena folk do Greenwich Village (de onde saíram Bob Dylan e Joni Mitchell).

Com Oscar Isaac, Carey Mulligan, Justin Timberlake e John Goodman no elenco, o filme acompanha a vida de um jovem cantor que se encontra em uma encruzilhada sob o rigoroso inverno de Nova York.  Com seu violão a tiracolo, é cercado por obstáculos insuperáveis, vivendo à mercê de amigos e desconhecidos. 

As desventuras de Llewyn o levam das casas do Village a um clube em Chicago, em uma verdadeira odisseia que o conduz a um teste de audição com um poderoso magnata da música. Por um lado, ele fica muito ansioso, quase desesperado pelo sucesso, para poder ganhar algum dinheiro; por outro lado, ele quer permanecer fiel a si mesmo, preocupado com sua autenticidade, sem se vender.

Na trilha sonora, músicas interpretadas pelo próprio Isaac, Justin Timberlake e Carey Mulligan (que vivem o casal de amigos do Village), além de Marcus Mumford, Punch Brothers e Bob Dylan com a canção “Farewell”. Na mesma tradição de “E aí, Meu Irmão, Cadê Você?”, a trilha é embalada por músicas de outro lugar e época. 

Um épico em escala íntima que traz à tela a quarta colaboração dos irmãos Coen com o produtor musical T-Bone Burnett. 

“Nesse filme, queríamos músicas que fossem realmente interpretadas pelos atores,” diz Ethan. “No filme E Aí, Meu Irmão, a música é utilizada de maneira mais convencional. Há pequenas partes das músicas na trilha sonora. Queríamos músicas inteiras”, complementa.

A produção foi preterida para indicações ao Oscar 2014, sendo mencionado em duas categorias técnicas: fotografia e mixagem de som. Lançado no Festival de Cannes 2013, ganhou o segundo prêmio mais importante, o Grand Prix, e desde então vem conquistando o público e o respeito da crítica especializada.

Mais
Inside Llewyn Davis - Balada de Um Homem Comum. Direção: Ethan e Joel Coen. Com:  Oscar Isaac, Carey Mulligan , John Goodman e Justin Timberlake. 105 min.  2013. Cor. 12 anos. Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=cUVQ3tvWj90

PROGRAMAÇÃO

08 (domingo), às 10h, 18h e 20h30
11 (quarta), às 18h e 20h30
15 (domingo), às 10h, 18h e 20h30
18 (quarta), às 18h e 20h30
19 (quinta), às 18h e 20h30
21 (sábado), às 18h e 20h30
22 (domingo), às 10h, 18h e 20h30
28 (sábado), às 18h e 20h30
29 (domingo), às 10h, 18h e 20h30.

Ingressos: R$ 8,00 (com meia-entrada para estudantes). Realização: OS Pará 2000, Secretaria de Estado de Cultura – Secult e Governo do Estado.

“Anáguas” ganha duas apresentações em Belém

Depois de Campina Grande (PB), Porto velho, Macapá (AP), Palmas (TO), o espetáculo da Cia Oxente será apresentado, neste sábado, 07, e no domingo, 08, às 20h, no Teatro Cláudio Barradas. “Anáguas” vem da Paraíba, contemplado com o prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2013, trazendo três atividades, uma oficina, a apresentação do espetáculo e uma exposição.

A oficina “Danças Folclóricas e sua utilização no Teatro” trabalha as danças folclóricas do nordeste para a utilização no teatro, utilizando ritmos como cocos de roda, xaxado, ciranda e cavalo marinho, e ainda a dança de salão regional como xote, baião, forró, dança do camaleão e araruna, além da quadrilha junina. 

A exposição “Memórias do teatro Paraibano” reúne fotos, textos e documentos que descrevem os 30 anos de atuação da Companhia Oxente, além da vida e obra da dramaturga Lourdes Ramalho, celebrada como grande dama da dramaturgia nordestina. Premiada no Brasil, em Portugal e na Espanha em inúmeros concursos de dramaturgia e festivais de teatro, ela tem um lugar ímpar na história do teatro da Paraíba, no contexto do teatro nordestino e, mais amplamente, no quadro do teatro brasileiro contemporâneo. 

O espetáculo, dirigido por José Maciel, com texto de Lourdes Ramalho, retrata a história de três mulheres: Maria das Graças, a mãe; Maria Exaurina, a filha, esteio da família; e Maria Cândida, a mais nova, considerada a ovelha negr. As três, apesar de suas diferenças, lutam cada uma, a sua maneira, para se manterem fiéis aos seus princípios. 

Elas são capazes de passar por cima de seus próprios egos, liberando o que há de mais cruel no ser humano, seus conflitos, desarmonia, egoísmo, injustiças e senso de condenação, sentimentos que permeiam o espetáculo do inicio ao fim.  As três mulheres mostram, também, suas fraquezas e se apoiam no próprio seio familiar. 

A direção optou por uma montagem triangular e atemporal, três escadas definem o espaço trabalhado pelas atrizes que dão vida as personagens; As escadas definem bem a intenção do poder que essas mulheres pretendem exercer diante da família. 

O espectador é pego de surpresa, ao mesmo tempo em que vislumbra o espetáculo, é parte essencial dele, chegando a contracenar com as atrizes em meio ao desfecho da peça. O público vai sendo envolvido nesse triangulo, uma das formas geométricas de maior ligação entre as pessoas ou qualquer outra manifestação. No caso de Anáguas, o próprio espetáculo propõe essa aproximação entre a obra e seus apreciadores.

Ficha Técnica


  • Atuação: Margarida santos/Mônica Macedo/Palmira Palhano.
  • Dramaturgia: Lourdes Nunes Ramalho.
  • Montagem: Cia Oxente de Atividades Culturais.
  • Encenação: José Maciel.
  • Cenografia: José Maciel e Jacinta de Lourdes.
  • Figurinos: Tainá Macedo.
  • Plano de Luz: Edilson Alves.
  • Execução de Luz: Tainá Macedo.
  • Produção Executiva: Focos Produções.
  • Produtor: Jamil Richene.
  • Músicas Originais: Angélica Lacerda, Marcos Fonseca, Misael Batista.
  • Programação Visual: Tainá Macedo e Regina Negreiros.


6.6.14

Individual de Vermelho reinaugura o Oficina Assim

Irrequieto, antropofágico, ele absorve tudo o que vê, ouve e sente e os transforma em ilustração e quadrinhos com uma fome digna dos artistas mais intrépidos. É com este trabalho que Fábio Vermelho reinaugura, nesta sexta-feira, 6, a partir das 17h, o Espaço Oficina Assim. A primeira exposição individual do artista, intitulada "Weird Works, é um convite para adentrar no mundo irrequieto do jovem artista.

Também ilustrador, e com forte influencia em sci-fi, cultura da década de 1950 e muito rock'n'roll, Vermelho aponta Robert Crumb - um dos fundadores do movimento underground dos quadrinhos americanos e figura mais importante desse movimento - como sua maior influência.

“Crumb me inspira, totalmente”, diz. ”Gosto também dos trabalhos de Matthias Schultheiss e as gravuras de Gustave Doré. Eles são incríveis!”, arremata Fábio, que aproveita para reafirmar sua antropofagia: “Também sou inspirado por músicos e diretores de cinema, como os Cramps e o John Waters”, complementa.

Apesar de ter apenas 22 anos, Vermelho já foi visto em muitos trabalhos. Em 2012, trabalhou para o evento “Grito do Rock”, onde desenhou cartazes para o festival e para algumas bandas envolvidas, e também esteve junto como poeta Caco Ishak, ilustrando o livro “Não precisa dizer eu também”, de 2013. Mais recentemente, esteve nas páginas da revistas Gotaz, ilustrando a seção “poemas visuais”, da edição número 3.

Autodidata, Vermelho começou muito cedo. Com apenas 4 anos copiava os desenhos dos gibis mais populares, como Dragon Ball Z e Pokemon.

“Quando eu era criança, desenhava tanto quanto uma criança normal, eu acho. Quando era pré-adolescente, fazia uns quadrinhos malfeitos... mas as pessoas da minha sala até gostavam. Eu, realmente, levei a sério esse negócio de desenho, ilustração, em 2010, quando entrei na faculdade”, conta o artista, que pela habilidade se formou em designer, com habilitação em projetos de produtos.

“Eu desenho pessoas estranhas para pessoas estranhas”, brinca Vermelho ao tentar descrever seu próprio trabalho. Porém, o que se vê em seus traços é o mais puro processo de amadurecimento da produção diária, que o deixa às vezes oito horas dentro de seu estúdio/quarto. 

“Gosto de desafios. Passo horas estudando o estilo de outros artistas para extrair o que eles têm de melhor. Eu baixo da internet, livros sobre desenhos da figura humana, livros sobre perspectiva etc. Pratico muito, desenho coisas diferentes do meu mundo. Encaro tudo como um grande estudo”.

Agora além de ter seus trabalhos espalhados por revistas,cartazes e livros nacionais, Vermelho está despontando no mercado editorial Americano. Recentemente publicou uma curta história em quadrinhos na edição número 5, da antologia norte-americana Seqapunch. 

Oficina Assim - Esse universo delirante e incrivelmente talentoso de Vermelho estará em exposição durante todo o mês de junho, no Espaço Oficina Assim já integra o Circular Campina-Cidade Velha, projeto independente, criador de uma rede de espaços culturais para divulgação, comercialização e socialização da arte e promoção da cidadania nos bairros históricos de Belém. O Circular também, aliás, retoma as atividades neste domingo, 08. 

Depois das primeiras experiências de produção de cursos e oficinas de formação, aperfeiçoamento em arte e exposições, o Assim prepara outras grandes surpresas para esse ano, que vão desde a climatização do espaço de oficinas, cursos e exposições, a ser inaugurado já na exposição de Fábio Vermelho; passando pela revitalização do quintal do casarão do século XIX, onde funciona atividades culturais distintas. O espaço também disponibilizará livros de arte,  para leitura no local.

Serviço
Exposição Weird Works. Individual de Fábio Vermelho.  Abertura dnesta sexta, 06, das 17h até 22h.
Visitação até 6 de julho, de quarta a sábado, de 17h às 22h. No Espaço Oficina Assim - Rua Frei Gil de Vila Nova, 215, entre Manoel Barata e Ó de Almeida.

5.6.14

Espaços de arte abertos ao público neste domingo

Com o intuito de estimular a visitação do público e desenvolver uma rede de ações socioculturais, o projeto “Circular Campina – Cidade Velha” retoma as atividades no próximo domingo (8), das 11h às 18h, em diversos espaços de arte de Belém. Participam a Kamara Kó Galeria, Gotazkaen, Atelier do Porto, Elf Galeria, a loja de discos discosaoleo, Espaço Oficina-Assim , Casa do Palhaço e Restaurante Dona Joana.

O projeto realizou a primeira edição ano passado e a oferta de produtos culturais é diversa: são exposições de fotografia, pinturas, gravuras, desenhos, projetos de música, além de uma feirinha de troca de objetos artísticos e espetáculo de teatro. 

Dessa forma, o projeto foi criado para divulgar atividades artísticas na capital e também como forma de preparação para as celebrações dos 400 anos de Belém, a ser comemorado em 2016. Esta é uma primeira etapa do “Circular Campina – Cidade Velha” para conquistar parceiros das iniciativas pública e privada. 

O mote principal é sair para as ruas dos dois bairros do centro histórico e elaborar programações junto às comunidades da região, a fim de que a partir da arte, projetos de inclusão social e cidadania possam ser desenvolvidos, com estímulo à preservação do patrimônio.

Kamara Kó
“A proposta pretende, além de valorizar a área histórica, a melhor apropriação e utilização das estruturas e edificações ali existentes, subutilizadas, sobretudo nos finais de semana e período noturno, por atividades culturais, estimulando a criação e fortalecimento de negócios culturais e associados”, defende Makiko Akao, idealizadora do projeto.

 Aliado a esse objetivo, o projeto tem ainda missão de formar apreciadores e consumidores de arte, já que Belém possui um cenário que ainda precisa ser desenvolvido, aproximando o público dos espaços que produzem bens culturais. 

“Todos tem um objetivo comum, que é abrir seus espaços para facilitar o acesso do público ao consumo de arte, divulgar os artistas e seus trabalhos, criar novos colecionadores ou interessados em arte e assim fomentar mercado artístico”, diz Makiko.

Programação

  • A Kamara Kó apresenta a exposição “Navegante da Luz”, de Miguel Chikaoka, além de obras de Flavya Mutran, Alberto Bitar, Ionaldo Rodrigues, Pedro Cunha, Octávio Cardoso em pequenos formatos – que mostra a diversidade da produção fotográfica contemporânea de Belém.
  • Na loja de discos discosaoleo haverá a inauguração do espaço, com pocket shows do The Tump!, Molho Negro acústico, banda Zeromou e a participação da cantora Ana Clara.
  • Com uma feirinha de trocas, a Galeria Gotazkaen realiza o “Poukas Trancaz”, com horário diferenciado, a partir das 16h. Para o evento, o visitante pode levar sua fotografia, desenho, pintura, poema, e etc, no formato 10x15cm, em papel fotográfico ou couché para a realização da troca. Além disso, haverá exposição do fotógrafo Laércio Esteves.
  • A Elf Galeria apresenta exposição "Notas sobre o Esquecimento, Caderno das Águas e Outras Páginas", do artista Armando Sobral, com obras feitas em suportes diversos. O artista trata da memória, esquecimento e transitoriedade. Obras de pequenos formatos também estarão disponíveis.
  • O Atelier do Porto vai apresentar obras do acervo, recentemente expostas na feira “Demográfica”, com diferentes linguagens. São trabalhos de artistas de diferentes gerações, entre pinturas, gravuras, desenhos e fotografias.
  • O espaço Oficina Assim vai apresentar exposição de desenhos do ilustrador Fábio Vermelho, influenciada pela ficção científica, cultura da década de 1950 e muito rock’n’roll, além de obras de PP Condurú.
  • A Casa dos Palhaços Trovadores vai apresentar o projeto "Tem Gente na Casa", com Cia Uó de Palhaçaria, apresentando o espetáculo "Síndrome de Clown”.
  • O Restaurante Dona Joana servirá pratos saborosos e livres de gllúten, recebendo os circulantes com a simpatia de sempre, boa música, sobremesas e café.

3.6.14

Barrela, de Plínio Marcos em Belém pela 1ª vez

A obra narra as relações conflituosas de cinco presos, que estão o tempo todo buscando maneiras de se assegurar perante os outros, por brigas, olhares, imposições e até mesmo pela demência. O espetáculo vai ser apresentado dias 7, 8, 14 e 15 de junho, na Casa da Atriz. Tem que chegar cedo, poucos lugares.
          
O espetáculo do grupo "Os Varisteiros" busca discutir a relação de opressão dentro dos presídios, mas estabelecendo uma visão maior para o social, a partir da sua disposição espacial e seus símbolos que entram em confronto com quem assiste. A direção é de Maycon Douglas. No elenco, estão os atores Bruno Rangel, Gabriel Antunes, Leonardo Moraes, Marcelo Andrade, Marcus Silva e Raoni Moreira.

A partir das imagens simbólicas de oprimido e opressor, o espetáculo mostra como os presidiários estabelecem uma ordem dentro da cela, o sistema carcerário que estabelece uma ordem dentro da prisão, a justiça federal que estabelece uma ordem no sistema, o governo que instaura a sua justiça e a sociedade que compactua. Mostrando um sistema frágil em todas as suas relevâncias.

“O ímpeto de sobreviver é que os deixa em um estado de prontidão e de ataque. Esta obra provoca o olhar para a direção dos excluídos, os que estão à margem da sociedade, mas sem um ponto de repúdio ou defesa, ela apenas mostra ao espectador um fato da própria realidade carcerária”, explica o diretor do espetáculo, Maycon Douglas.

Esta é terceira montagem do grupo "Os Varisteiros" realizada este ano. No início do primeiro semestre foram encenadas as obras “Nó de 4 Pernas” e “Sonho de Uma Noite de Inverno” , ambas do dramaturgo paraense, Nazareno Tourinho.

Os Varisteiros nasceu da união dos egressos do Curso Técnico de Formação em Ator (2011) da Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará - UFPA, com o intuito de permitir a inserção dos recém-formados atores no celeiro de produção teatral da cidade de Belém. 

Fundado em 2012, fora dos parâmetros da academia, o grupo surgiu possibilitando a estes artistas à atividade criadora de pesquisa e experimentação cênica, as próprias montagens, a descoberta de uma poética de trabalho, a vivência em grupo de teatro e, sobretudo, viabilizando a realização de espetáculos ao grande público paraense.

Sobre o autor -  Considerado um autor maldito, o escritor e dramaturgo  paulista, Plínio Marcos, foi um dos primeiros a retratar a vida dos submundos de São Paulo. Poucos escreveram sobre homossexualismo, marginalidade, prostituição e violência com tanta autenticidade. Era, segundo ele mesmo afirmava, "figurinha difícil". Além de dramaturgo e escritor,  foi diretor, ator e jornalista.

Mais informações: 

Site: http://www.osvaristeiros.com
Página: https://www.facebook.com/osvaristeiros
Teaser: https://www.youtube.com/watch?v=yCc5Lujjgi4&feature=youtu.be

Serviço
Data: 7, 8, 14 e 15 de junho. Sessões: 19h e 20h. A Casa da Atriz (Rua Oliveira Belo, 95 - Entre Av. Generalíssimo Deodoro e Trav. Dom Romualdo de Seixas).  Ingresso: R$20 (Inteira)/R$10 (Meia)
Censura: 18 anos. Parceria com o Dirigível Coletivo de teatro.

Festival de música segue com vasta programação

Dando continuidade às atrações do XXVII Festival Internacional de Música do Pará, nesta terça, 03, o grupo Pampa Brass, da Argentina se apresenta no Theatro da Paz e o Sátira In Concert, no CamarIN Cultural. Você toda a programação no site da Fundação Carlos Gomes.

“O festival vem se firmando com um dos melhores do Brasil, com  atrações de peso de músicos daqui e de fora do país. Considerado um dos melhores da América Latina, o interessante é que o foco não está nas apresentações artísticas, mas  nas oficinas e intercâmbio entre nossos alunos e professores cujos resultados são apresentados ao público e se tornam grandes atrações”, comentou o superintendente da Fundação, Paulo José Campos de Melo.

A noite reserva ainda a apresentação da Orquestra Jovem da Fundação Carlos Gomes, sob a regência de Rodrigo Santana, na igreja de Santo Alexandre; o Grupo de Flautas Doces da Fundação Carlos Gomes, com direção musical de Acácio Cardoso, na Catedral metropolitana de Belém e Muiraquitã Jazz, no anfiteatro São Pedro Nolasco – Estação das Docas. 

Além da apresentação da noite, os integrantes do Sátira In Concert realizam a palestra  ‘Elementos teatrais para a performance musical‘, que mistura teatro com música erudita. Outra programação imperdível será o espetáculo do grupo Anima: Matrizes da Música Brasileira, na Sala Ettore Bósio.

O Fimupa oferece 36 concertos e quase 50 atividades pedagógicas (oficinas musicais, palestras e cursos). Os concertos estão sendo realizados em seis espaços culturais da cidade e a parte educativa no Campus da UEPA, no telégrafo, e no Instituto Estadual Carlos Gomes (IECG).

Mais - O festival segue até o dia 8 e terá a participação de grandes nomes da música erudita nacional como o Quinteto Villa-Lobos, Quarteto Radamés Gnatali, Grupo Ânima, Quarteto de Cordas Guanabara, Quinteto de Cordas Catarinense e trará à Belém atrações internacionais de renome como Valerius Ensemble, Rostock e Pampa Brass. 

A pauta de concertos populares terá Renato Borghetti, Hamilton de Holanda, a cubana Yusa entre outros. As noites do jazz que acontecerão no CamarIN Cultural. Vale ressaltar que o festival deste ano presta homenagem aos professores Lícia Arantes, Aline Onace e Paulo Keuffer, pela contribuição com o ensino musical no Pará.

O Festival foi um dos 25 projetos culturais selecionados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em todo o país e está entre os oito eventos musicais contemplados com patrocínio do banco em cinco regiões brasileiras. 

A seleção teve um total de 658 inscrições válidas, realizadas pelo site do BNDES de 13 de novembro a 18 de dezembro de 2013. A escolha levou em conta as características e o mérito de cada projeto, além da distribuição regional e temporal dos eventos, de modo a evitar concentração excessiva em um determinado local ou mês do ano.

Serviço
XXVII Festival Internacional de Música do Pará. Nesta terça, às 12h30 – Grupo Anima – Matrizes da Música Brasileira – Sala Ettore Bosio; 18h – Muiraquitã Jazz, às 18h, no anfiteatro São Pedro Nolasco (Estação das Docas); 19h, Orquestra Jovem da Fundação Carlos Gomes, na Igreja de Santo Alexandre; 19h, Grupo de Flautas Doce da Fundação Carlos Gomes, na catedral metropolitana de Belém, às 20h, Pamp Brass (Argentina) e Sátira In Concert, às 22h30, no CamarIN Cultural. 

Um papo de produção e cinema com Fábio Gullane

O produtor de "Amazônia", produção franco-brasileira, dirigida Thierry Ragobert, está em Belém. Hoje à noite, ele participa da sessão especial do filme, para convidados,  no Cinépolis, e amanhã, 04, bate um papo aberto ao público, às 11h, na sede do Banco da Amazônia. No encontro “Produção cinematográfica: transformando realidade em magia”, Gullane vai falar sobre o processo de produção deste e de outros filmes que já produziu, como "Bicho de Sete Cabeças", de Lais Bodanzky, "O ano em que meus pais saíram de férias", de Cao Hamburger e "Carandiru", de Hector Babenco.


Considerado, por Thierry Ragobert, um filme de “ficção naturalista”, ‘Amazônia’ foi realizado em 3D, tem elementos de documentário e relata a história de um macaco-prego que vive no Rio de Janeiro. O animal, após um acidente de avião onde morrem todos os passageiros menos ele, tem que aprender a sobreviver na Amazônia. "Amazônia", que tem patrocínio do Banco da Amazônia, já foi mostrado, em 2013, em festivais como o de Cannes e o do Rio de Janeiro. 

O Encontro “Produção cinematográfica: transformando realidade em magia” é um evento aberto ao público. “Entendermos a Cultura como um valor essencial para o desenvolvimento de nossa Região e para aqueles que aqui vivem, logo precisa ser disseminada e ter seus produtos acessíveis, por isso estamos realizando este encontro”, relata Leudah Gallo, gerente de Imagem e Comunicação do Banco da Amazônia.

Durante o Encontro, Gullane, que é sócio da produtora que leva seu nome, falará das etapas de produção, desde seu processo inicial (pré-produção), onde se organiza de forma sistemática como serão conduzidas as filmagens, passando pela produção, que chega a confundir-se com a própria ação de fazer cinema, já que é nesta fase que ocorrem as filmagens, até a pós produção, quando acontece a desprodução do set de filmagem e a finalização do filme. 


Trajetória de sucessos -  Fabiano Gullane também é responsável por outras obras cinematográficas  que se destacaram no Brasil e no exterior, como ‘A sorte em suas mãos’, de Daniel Burman, uma coprodução Argentina-Brasil-Espanha, filme exibido no Tribeca Film Festival – EUA 2012 e ganhador do prêmio de Melhor Roteiro no Festival do Rio 2012. 


Ele também produziu ‘Tabu’, de Miguel Gomes, uma coprodução Portugal-Brasil-Alemanha-França, ganhador do Prêmio Alfred Bauer no Festival de Berlim, em 2012, e ‘Meu país’, de André Ristum, vencedor do Festival de Brasília 2011 com os Prêmios de Melhor Direção, Melhor Ator (Rodrigo Santoro), Melhor Montagem e Melhor Trilha Sonora.

Na lista de filmes premiados que tiveram a participação de Gullane na produção estão, ainda, ‘As melhores coisas do mundo’ e ‘Chega de Saudade’, de Laís Bodanzky, este último eleito como Melhor Filme do Festival de Genebra, em 2008, ‘Viajo porque preciso, volto porque te amo’, de Marcelo Gomes e Karim Ainouz, que ganhou os prêmios de Melhor Filme e de Melhor Ator (Irandir dos Santos), no Festival de Cinema Brasileiro em Paris.

Bicho de Sete Cabeças
Gullane também esteve na produção de ‘O ano em que meus pais saíram de férias’, de Cao Hamburger; ‘Carandiru’, de Hector Babenco; e ‘Bicho de sete cabeças’, de Laís Bodanzky. Sócio da produtora Gullane, Fabiano também foi responsável pela produção dos filmes ‘Até que a sorte nos separe’, I e II, de Roberto Santucci, que tiveram, juntos, 7 milhões de espectadores, um verdadeiro recorde.

Serviço
O produtor de cinema bate um papo com o público nesta quarta-feira, 04, às 11 horas, na sede do Banco da Amazônia (Av. Presidente Vargas, nº 800 – auditório Rio Amazonas).  Fabiano Gullane é produtor de ‘Amazônia’, filme dirigido por Thierry Ragobert, com patrocínio do Banco da Amazõnia. ,  que patrocinou a obra. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail imprensa@bancoamazonia.com.br ou no local, até o preenchimento das vagas disponíveis. 

2.6.14

Aila lança o clipe "Preciso ouvir música sem você"

A cantora encarna a feminilidade intrigante e o calor latino de Frida Kahlo, o movimento e exuberância dos parangolés de Helio Oiticica, a intensidade de Marina Abramovic e os tons coloridos e estilizados da Pop Art.  A partir desta terça-feira, 3, o clipe estará disponível no perfil oficial da cantora no Facebook. 

Irônica e divertida, a música é marcada pela batida da salsa e da guitarrada paraense, e revela a cantora em suas múltiplas facetas. O lançamento do novo clipe marca um momento especial da carreira da cantora, que vive entre Belém e São Paulo.

Ao decidir interromper o plano de tornar-se diplomata e começar a tocar na noite de Belém, em 2008, a jovem cantora se reinventou: lançou disco, virou produtora cultural, realizou festivais e shows pelo país, colecionou as mais diversas experiências, desafiou os próprios limites e agora veio parar na maior capital do país. “Desde a primeira vez que pisei em São Paulo, percebi que poderia realizar meus sonhos nessa cidade, e isso me trazia uma vontade enorme de mudar, experimentar”, conta. Aíla não quer pouco. 

“Preciso ouvir música sem você”, composição de Felipe Cordeiro, abre o disco de estreia de Aíla, “Trelelê”, e reflete a sonoridade desse primeiro trabalho. “Felipe me mostrou essa canção e disse que tinha tudo a ver comigo e com a estética do meu disco. De cara, eu amei a letra. Coloquei no meu canto a força e a identidade que eu pensava para ela, um canto com notas mais graves, com estrofes mais fortes, debochadas e irônicas, e um refrão mais libertário, intenso e alegre”, lembra.

O disco revelou a jovem cantora para o país e possibilitou que ela ganhasse os palcos de importantes festivais independentes pelo Brasil, como o Quebramar (AP), Conexão Vivo (PA), Feira da Música (CE), Semana Internacional de Música de São Paulo (SP), e Levada Oi Futuro (RJ), que destaca novos talentos da música brasileira. Aíla também tem sido destaque em importantes publicações da mídia nacional.

“Tomar a decisão de seguir a carreira da música em Belém do Pará não é fácil, pelo contrário, é extremamente difícil. Não se tem perspectiva de mercado para a área cultural em Belém e muito menos nos interiores. Mas eu amo isso, então segui meu coração e fui com tudo”, conta Aíla, que deu vazão à carreira artística sob influencia da convivência com seu avô, ainda na infância. Alexandre Magalhães era compositor e multi-instrumentista, e era com quem ela escutava desde o rock da Jovem Guarda a Bossa Nova de Jobim, durante as férias escolares na distante Conceição do Araguaia, no sul do Pará.

“Eu sou muito feliz com o que faço, e não tem preço poder levar a identidade cultural do Pará junto comigo, no meu som, nas minhas referências, e poder mostrar que existe muita coisa legal que o Brasil ainda precisa conhecer”, celebra.  

Concepção - Realizado com patrocínio do Shopping Pátio Belém, via Lei Municipal de Incentivo à Cultura Tó Teixeira, o videoclipe tem roteiro e direção da paraense Carolina Matos. No enredo, Aíla acorda e se vê sozinha em casa. A partir daí, inicia um jogo em que percorre vários cenários e em cada um deles assume uma nova personagem. “Na verdade não são outras pessoas, mas as várias faces dela mesma”, conta Carol. 

“A cena do ‘Ceci n'est pas une pipe’ é muito marcante, pois é onde temos uma Aíla nua, no meio de um closet, cheio de possibilidades, segurando um quadro que é um marco da arte conceitual. Quando Magritte desenha um cachimbo e diz que isso não é um cachimbo, é o mesmo que derrubar todas as fronteiras e abrir pra todas as possibilidades. A Aíla não é só uma, ela é quem ela quiser ser, da forma que ela quiser ser”, diz.

Para dar forma ao roteiro, foram necessários quatro meses. O trabalho, gravado em São Paulo, mobilizou uma equipe formada por 13 paraenses, 3 paulistas e um cearense. 

O resultado, para Carolina, extrapola a intenção de videoclipe e se revela um manifesto da artista. “Aíla é um ponto de cor na cidade cinza, ela é a transgressão dela mesma. ‘Preciso ouvir música sem você’ não pretende ser só um clipe, mas ser uma possibilidade de Aílas, em forma de clipe, todas em uma só", declara.

Serviço
Lançamento do clipe “Preciso ouvir música sem você”, de Aíla, dia 3 de junho, no perfil oficial da cantora no Facebook (www.facebook.com/ailamusic) e também no seu site (www.ailamusic.com).

1.6.14

Festival de Música abre no Theatro da Paz

Fotos: Walda Marques

Muita música e troca de experiências entre músicos e estudantes no XXVII Festival Internacional de Música do Pará, que abre neste domingo, 01, com apresentação da Banda Sinfônica da Fundação Carlos Gomes, às 11h, e da Orquestra sinfônica do Theatrod a paz, às 20h30, tudo no Theatro da Paz, com entrada franca.

O concerto da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz traz a participação do pianista Daniel Burlet, músico premiado nesse instrumento que também se dedica ao magistério. Na apresentação, ele executará o Concerto para Piano no 4, de Rachmaninoff e regência de Miguel Campos Neto.

“Entendo a orquestra como membro e como músico”, diz o regente, ao lembrar do músico Ângelo Pereira, fundador da OSTP. “Na época eu sonhava em ser titular da orquestra. Depois disso saí, fui estudar. Nos Estados Unidos, me interessei por regência e, depois de formado comecei uma carreira como maestro assistente da Orquestra Amazonas Filarmônica de Manaus”, lembra.

Além das composições para orquestra, haverá solos do pianista carioca Daniel Burlet, que vive em Petrópolis, cidade que sedia um dos maiores festivais de inverno. O músico, que toca piano desde os seis anos de idade, tem no currículo várias premiações em concursos nacionais e internacionais.  Na apresentação com a orquestra paraense, Daniel Burlet irá executar concertos para piano do compositor russo Rachmaninoff.

O pianista está em Belém pela primeira vez e fará estreia no Festival de Música da Fundação Carlos Gomes. “São quatro concertos, os três primeiros são muito românticos, apesar dele ser um compositor moderno”, comentou.

Além da extensa programação musical com apresentações de artistas locais, nacionais e internacionais, o evento reunirá também durante uma semana diversos concertos e quase cinquenta atividades pedagógicas voltadas para a capacitação de estudantes e professores.

Dentre as atividades pedagógicas, destaque para a oficina da cearense Marlui Miranda, compositora, musicista, cantora e pesquisadora da cultura indígena brasileira. Ela ministrará a oficina Cantos dos Indígenas Brasileiros: relatos e experiências de viagens à Amazônia Indígena a partir de  1978. Será no dia 03 de junho, às 15h, na Sala Étore Bosio.

Os concertos, que acontecerão até o dia 08 serão realizados no Theatro da Paz, Sala Ettore Bosio, Teatro Waldemar Henrique, Anfiteatro São Pedro Nolasco (Estação das Docas), Catedral Metropolitana de Belém, Igreja de Santo Alexandre e CamarIN Cultural.  

Além das atrações artísticas, o festival também será uma grande oportunidade para o aprendizado e a troca de experiências. Os músicos profissionais que participarão do festival irão ministrar oficinas musicais e toda a programação educativa que inclui cursos, oficinas, palestras e workshops será realizada na Universidade do Estado do Pará (Uepa) e também no Instituto Estadual Carlos Gomes (IECG).

Atrações – O festival conta com a participação de grandes nomes da música erudita nacional como o Quinteto Villa-Lobos, Quarteto Radamés Gnatali, Grupo Ânima, Quarteto de Cordas Guanabara, Quinteto de Cordas Catarinense e trará à Belém atrações internacionais de renome como Valerius Ensemble, Rostock e Pampa Brass. 

A pauta de concertos populares terá Renato Borghetti, Hamilton de Holanda, a cubana Yusa entre outros. Vale ressaltar as noites do jazz que acontecerão no CamarIN Cultural.

Homenagem - O Festival deste ano irá homenagear professores que contribuíram para o ensino musical no Estado e deixaram um legado ao elevar a um nível de excelência a atividade musical no Pará como Lícia Arantes, Aline Onace e Paulo Keuffer. “O trabalho dos mestres será lembrado por seus alunos e colegas e receberão das instituições o devido reconhecimento pelo trabalho realizado”, disse Paulo José Campos de Melo, superintendente da FCG.

O Festival foi um dos 25 projetos culturais selecionados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em todo o país e está entre os oito eventos musicais contemplados com patrocínio do banco em cinco regiões brasileiras.

A seleção teve um total de 658 inscrições válidas, realizadas pelo site do BNDES de 13 de novembro a 18 de dezembro de 2013. A escolha levou em conta as características e o mérito de cada projeto, além da distribuição regional e temporal dos eventos, de modo a evitar concentração excessiva em um determinado local ou mês do ano.

Serviço
XXVII Festival Internacional de Música do Pará.  De 01 a 08 de junho - Theatro da Paz, Sala Ettore Bosio, Teatro Waldemar Henrique, Anfiteatro São Pedro Nolasco (Estação das Docas), Catedral de Belém, Igreja de Santo Alexandre e CamarIN Cultural. Programação de abbertura às 11h e 20h30, no Theatrod aPaz.


30.5.14

Feira Pan Amazônica tem cultura árabe e futebol

Até dia 8 de junho, serão 10 dias de programação, com seminários, encontros literários, shows e espetáculos teatrais, além de mostra de cinema, que este a não será mais realizada no Cine Estação, mas sim, dentro do próprio Hangar Centro de Convenções da Amazônia, em Belém do Pará. Trazendo como tema “Qatar, uma janela para o mundo Àrabe”, a abertura da XVII Feira Pan Amazônica do Livro será nesta sexta-feira, 30, ás 19h, no Hangar, com um concerto da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, no auditório Benedito Nunes,  e com a inauguração do 6º Salão de Humor da Amazônia, que tem seu espaço no corredor do andar térreo.

Já neste final de semana, a programação reúne programações artísticas imperdíveis tanto para o público adulto, quanto infantil. NO sábado, às 20h30, por exemplo, tem show de lançamento do CD “Waldemar Caymmi – A travessia das águas”, de Cissa de Luna com participação de Danilo Caymmi , pelo Selo Amazônia é Brasil – Secult/PA , no Auditório Benedito Nunes.

O Seminário “Literatura e Sustentabilidade”, sucesso na edição anterior, está de volta este ano, com realização do  Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), reunindo num bate papo os jornalistas André Trigueiro (RJ), às 14h30, “Tasso Azevedo (PR ) e Matthew Shirts – EUA (16h30) e ainda Míriam Leitão (MG), às 17h30. Para participação neste Encontro, solicitar convite via e-mail: imazon@imazon.org.br

A feira terá a presença do embaixador do Qatar, Mohamed Al Kayki; da coordenadora do projeto Qatar Brasil 2014, Rafah Mouafak Barakat, que irá falar sobre o papel da mulher no Qatar, e do escritor libanês naturalizado brasileiro Assaad  Yoessef  Zaidan. 

Poemas árabes serão recitados no Sarau Literário e o escritor paulista descendente de libaneses, Mamede Mustafa, lançará o “Livro das Mil e Uma Noites”, com tradução integral feita a partir de manuscritos árabes. Tudo isso na conferência “Qatar uma janela para o mundo árabe”, neste sábado, 31, das 11h30 às 12h30. No final desse texto você confere toda a programação do final de semana.

Homenagens - Também no sábado e no domingo, a feira conta com a presença do escritor homenageado deste ano, Milton Hatoum (AM). Também tradutor, professor, descendente de libaneses ele comemora os 25 anos de sua primeira obra, Relato de um Certo Oriente, com a marca de 40 mil exemplares vendidos.  

No sábado, ele ele bate um papo com o público, às 19h, no auditório Dalcídio Jurandir, com a mediação da jornalista e apresentadora Renata Ferreira, e no domingo, participa do Seminário “Um Certo Milton Hatoum”, no auditório Eneida de Moraes, das 15h às 18h.

A ideia de homenagear a cultura árabe na feira surgiu após a visita da Sheika Al Mayassa Hamad, que veio ao Pará em novembro do ano passado, com o objetivo de conhecer a realidade da educação indígena na região. “O mundo árabe também está em pauta e a comissão que escolhe o país homenageado na feira optou pelo Qatar porque este será o ano da Cultura do Brasil no Qatar”, disse o secretário de cultura do Pará, Paulo Chaves, ontem pela manhã, na tradicional entrevista coletiva com a imprensa. Na opinião dele, a homenagem possibilitará um crescimento mútuo. “Vamos contribuir para o conhecimento de uma cultura que é muito falada, mas ainda pouco entendida”, ressaltou.

Assim, a programação está voltada para a cultura árabe, com seminários sobre o Qatar, mostra de filmes que exploram a questão árabe, comidas típicas do país e espaços temáticos, onde haverá a apresentação de músicos do Qatar. 

Futebol - Às vésperas da Copa do Mundo no Brasil, o futebol irá ganhar um destaque na feira do livro deste ano. Em um espaço chamado “Gol de letras”, haverá três mil livros, de 20 editoras voltadas para o tema do futebol. 

Já no último dia da feira, 8 de junho, será apresentado o espetáculo “A bola pede passagem”, com grandes nomes da música paraense. “A Feira Pan-Amazônica do Livro tem este diferencial. Mesmo tendo o Qatar como o país homenageado, não podemos deixar de falar na copa do mundo que acontecerá no nosso país, assim como não vamos deixar de falar dos escritores paraenses e da cultura paraense”, enfatizou o secretário Paulo Chaves.

Além da programação cultural que caracteriza e torna um exemplo a Feira Pan Amazônica para as demais feiras de livro no país, uma área de 24 mil metros quadrados, com 96 mil títulos expostos, 500 editoras, 215 estandes, é disponibilizada ao público. Este ano a expectativa é de receber mais 400 mil visitantes e vender cerca de R$ 16 milhões em venda em livros. 

O representante da Associação Brasileira de Difusão de Livro (ABDL), Robério Silva, afirmou que a Feira Pan-Amazônica do Livro tem uma movimentação diferenciada das feiras do restante do país. Segundo ele, a feira Pan-Amazônica é vista como um dos eventos mais importantes do mercado literário brasileiro e serve de modelo para outros Estados. “Hoje existe uma lista de espera de mais de 50 editoras em todo o país aguardando a oportunidade para participar desta feira”.  Na opinião dele, as bienais de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro são mais focadas no aspecto comercial e aqui no Pará, a feira do livro é voltada para a questão cultural. “Esse é o grande diferencial, além é claro, da excelente estrutura oferecida”, completou Robério.

Para o secretário Paulo Chaves, o livro em si é apenas um dos elementos da feira Pan-Amazônica. “Quando nós pensamos em fazer uma feira do livro aqui no Estado, há 18 anos, pensamos justamente nisso, em promover um espaço cultural para os paraenses, com uma programação variada e rica em cultura. Por isso, ao ver que hoje a feira Pan-Amazônica se tornou exemplo para outros Estados e que a expectativa de venda é de R$ 16 milhões em livros, fico muito feliz e isso deve ser motivo de orgulho para todos nós”, finalizou o secretário.

Estante Virtual - Assim como aconteceu no ano passado, a feira irá contar este ano com a Vitrine Virtual, um sistema de busca de livros desenvolvido em 2013 para a Feira Pan-Amazônica do Livro, cujo propósito é permitir que expositores criem suas bases de dados, para que os visitantes do evento possam consultar lojas, títulos e preços de forma ainda mais rápida e confortável, através do site do evento, assim como de sua versão mobile. A ferramenta visa oferecer aos expositores e leitores um serviço que, a exemplo do que vem sendo feito em grandes eventos em todo o mundo, emprega a tecnologia a favor da praticidade, diferente de tudo que já foi apresentado até hoje nas edições da Feira Pan-Amazônica do Livro e em grandes feiras Brasil afora.

PROGRAMAÇÃO para este final de semana

ENCONTRO LITERÁRIO - Auditório Dalcídio Jurandir
Mediadora: Renata Ferreira (PA) - 19h
31/05 – Sábado - Milton Hatoum – AM
01/06 – Domingo - Sérgio Rodrigues – RJ

SEMINÁRIO “QATAR: UMA JANELA PARA O MUNDO ÁRABE” 
Auditório Eneida de Moraes
31/05 – Sábado 
  • 10h30 às 11h30 - Conferência: “Qatar uma janela para o mundo árabe” - Mohamed Al Kayki – Embaixador do Qatar
  • 11h30 às 12h30 - Conferência: “A mulher qatari na sociedade atual” - Rafah Barakat – Qatar 
  • 15h - Conferência: “A influência da cultura árabe na cultura brasileira” - Assaad Zaidan – Líbano     
  • 16h - Conferência: “As traduções do árabe para o português  no Brasil: um roteiro” - Safa Alferd Abou Chahla Jubran – SP 
  • 17h - Conferência: “As mil e uma noites: a arte da narrativa entre os árabes” - Mamede Mustafá Jarouche – SP 
01/06 – Domingo -11h às 12h30
Sarau Literário – Textos poéticos da literatura árabe - Coordenação: Lilia Silvestre Chaves - Intervenção artística: Cia. do Sarau

SEMINÁRIO “UM CERTO MILTON HATOUM” - Auditório Eneida de Moraes
01/06 – Domingo - 15h às 18h - Organização: Lilia Silvestre Chaves
Conferência: “Travessias poéticas de Milton Hatoum às manoas que a memória reinventa” - Amarílis Tupiassú  – PA.

Mesa: Crônicas das duas cidades:

  • Belém de Benedito Nunes - Lília Silvestre Chaves – PA 
  • A Manaus de Milton Hatoum -Amarílis Tupiassú – PA
  • Conferência: “Passagens para certo Oriente” - Milton Hatoum – AM

SEMINÁRIO “LITERATURA & SUSTENTABILIDADE”
Sábado - 14h30 - Recepção dos participantes
Auditório Dalcídio Jurandir. Realização: Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia). Apoio: Hydro / Sol Informática / SECULT-PA. Produção: Bruno Oliveira e Stefânia Costa. Para participação neste Encontro, solicitar convite via e-mail: imazon@imazon.org.br.

  • 15h - Bate-papo - André Trigueiro – RJ 
  • 16h30 - Bate-papo - Tasso Azevedo – PR e Matthew Shirts – EUA 
  • 17H30 - Bate-papo  - Miriam Leitão – MG 

PALESTRAS  
31/05 – Sábado - 18h às 19h

“Um artista como editor e escritor”
Bené Fonteles
Local: Sala 03

01/06 – Domingo  - 17h

“As viagens de Pedro Teixeira na Amazônia”
Anete Ferreira
Local: Sala 03

PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICA
Teatro e Apresentações Musicais
31/05 – Sábado

  • 11h -Espetáculo de teatro Infantil - “O Conto que eu vim contar” - In Bust - Auditório Benedito Nunes 
  • 17h - Espetáculo de teatro infantil - "Primavera Árabe" - Cia Circense Fênix - Auditório Benedito Nunes
  • 19h - Espetáculo de teatro - “Chão dos Lobos” - Sobre a obra de Dalcídio Jurandir - Organização: Waldinei do Carmo de Souza, Willi Bolle, Marinilce Coelho - Participantes: Alunos e professores da E.E.E.F.M. Dr. Celso Malcher - Local: Sala Marajó.
  • 20h30 - Show de lançamento do CD “Waldemar Caymmi – A travessia das águas”  - Cissa de Luna com participação de Danilo Caymmi - Selo Amazônia é Brasil – Secult/PA - Local: Auditório Benedito Nunes
01/06 – Domingo

  • 11h - Espetáculo de teatro Infantil  - "Primavera Árabe" - Cia Circense Fênix - Local: Auditório Benedito Nunes
  • 17h - Espetáculo de teatro infantil - “O Conto que eu vim contar” - In Bust - Local: Auditório Benedito Nunes 
  • 19h - Espetáculo de teatro - Teatro Cordel do Amor Sem Fim - Direção: Juliana Porto - Local: Sala Marajó
  • 20h30 - Show musical “Entre Muros e Mouros” - Simone Almeida 
  • Local: Auditório Benedito Nunes


ESPAÇO INFANTIL
31/05 – Sábado

  • 10h30 - Espetáculo de Teatro- A gata que odiava livros - CIA do Sarau
  • 11h30 -  Curtas do Festival Decididamente Animados : “7,2  toneladas” (França, 2004, 3 min.) de Nicolas Devaux; “A dança da chuva” (França, 2006, 8 min.) de Vijaya Kumar Arumugam; “A  harmonia  cósmica” (França,2005, 6 min.) de Jean-Marc  Rohart.
  • 15h - Contação de história- O conto que te conto - As mil e uma noites - Vandiléia Foro.
  • 16h -  Curtas do Festival Decididamente Animados: “Até os patos vão para o paraíso” (França, 2007, 9 min.) de Samuel Torneux, “Borboleta” (França, 2005, 3 min.) de Zhi Yi Zhang, “Entre duas migalhas”França, 2005, 5 min.) de Sylvain Ollier
  • 17h - Espetáculo de Teatro - Maninho, cadê as árvores? - Trupe de Bubuia
  • 18h - Contação de história - As mil e uma noites com Sherazade e Aladim - Cleber Cajun e Camila Góes
  • 19h - Espetáculo de Teatro - Mocambo - Grupo Pião Rodado


01/06 – Domingo
  • 10h30 - Espetáculo de Teatro - Vento norte além-mar - Mana'Vú
  • 11h30 - Curtas do Festival Decididamente  Animados: “Migração  assistida” (França, 2006,  5 min.) de Pauline Pinson, “O castelo dos  outros” (França,2004, 6 min.) de Pierre-Luc  Granjon, “O rabo do camundongo” (França, 2007, 5 min.) de Benjamin Renner
  • 15h - Contação de história - Quintal - Achadouros de infância - Cirandeiros da Palavra
  • 16h - Curtas do Festival Decididamente  Animados: “Pamplemousse” (França, 2003, 7 min.) de Coralie Van Rietschoten, “Primeira viagem” (França, 2007, 10 min.) de  Grégoire Silvan.
  • 17h - Contação de história - Sindebar Marinho - Gil Ganesh
  • 18h - Contação de história - Vai Qatar histórias - Milton Aires e Patrick Mendes
  • 19h - Espetáculo de Teatro - Rabiolas - CIA Extraordinários

TRIBUTO A VICENTE  SALLES
Sala 05 - Organização: Editora da Universidade Federal do Pará. Ciclo de palestras e mesas que irá abordar a trajetória de vida e de pesquisa do historiador, sociólogo e folclorista paraense Vicente Juarimbu Salles (1931-2013), com destaque para a Coleção Vicente Salles, abrigada no Museu da Universidade Federal do Pará.

01/06 – Domingo  - 17h às 18h - “Olhando Vicente Salles: trajetória de vida e de pesquisa do folclorista e historiador paraense”, com Rose Silveira - Coordenação: Simone Neno (UFPA)


MOSTRA DE CINEMA - Auditório II 
Curadoria: Elias N. Gonçalves / Co-Curadoria: Geraldo Campos (ICArabe
31/05 – Sábado 


  • 11h - “As aventuras de Azur e Asmar” (França, 2006, 99 min.) - Direção: Michel Ocelot - Cesura: Livre 
  • 16h30 - “A cor das oliveiras” (The color of olives - México/Palestina, 2006, 97 min.) - Direção: Carolina Rivas - Censura: 12 anos  
  • 18h30 - “Baba Aziz – O Príncipe que  contemplava a sua alma” (França/Alemanha/Irã/Tunísia/Reino Unido, 2006, 96 min.) - Direção: Nacer Khemir - Censura: 12 anos

01/06 – Domingo 


  • 11h - “Forget Bagdah” (Suiça, 2002, 111 min) - Direção: Samir - Censura: 12 anos  
  • 17h - Mesa Redonda: Cinema  de Cultura Árabe - André Albregard - SP - José Augusto Pacheco – PA  
  • Mediação: Elias Neves Gonçalves – PA
  • 18h15  - “A Última Estação” - (Brasil/Líbano, 2012, 115 min.) - Direção: Marcio Curi - Censura: 12 anos  


PONTO DO AUTOR 
31/05 – Sábado 

  • 19h  -Míriam Leitão, André Trigueiro, Matthew Shirts
  • 19h30 - Bené Fonteles - Livro: Prata, São Francisco e Amazonas: o imaginário das bacias fluviais brasileiras
  • 20h30 - Milton Hatoum - AM  

01/06 – Domingo

  • 17h30 - Armando Moraes 
  • 18h - Anete Ferreira
  • Pedro Teixeira - uma aventura épica na Amazônia
  • 20h30 - Sérgio Rodrigues – RJ

EXPOSIÇÕES
De 31 de maio a 08 de junho de 2014 – Diariamente de 10h às 22h. 

  • “Exposição – Salão do Humor” - Corredor Lateral -Realização: V Salão Internacional de Humor da Amazônia.
  • Exposição "Espia o Pará"- Corredor Lateral - Realização: IOEPA.
  • Exposição Fotográfica "Três cores, uma paixão" - Hall Foyaer  1º piso - Realização: Hangar Convenções e Feiras da Amazônia

Serviço
A XVIII  Feira Pan-Amazônica do Livro será realizada de 30 de maio e 8 de junho, no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém. A entrada é franca.  A abertura será nesta sexta-feira, 8, às 19h, com abertura dos portões às 18h. Nos demais dias a feira abrirá das 10h da manhã às 22h. A programação está diponível no site da feira, através do endereço: www.feiradolivro.pa.gov.br. As inscrições para participar de oficinas e cursos também podem ser feitas pelo site.