8.1.15

Projeto Circular comemora os 399 anos de Belém

No centro histórico, onde há quase quatro séculos os povos da antiga e da atual Belém habitam, o Projeto Circular realiza sua 5º edição, neste domingo, dia 11, em comemoração ao 399º aniversário da cidade, através da parceria de mais de vinte espaços e iniciativas culturais sediadas nos bairros da Campina, Cidade Velha e Reduto.

O evento busca ativar o centro histórico da capital paraense também como território de cultura e de convivência, promovendo a circulação de pessoas pelas ruas com espaços culturais abertos, praças públicas habitadas, bares e restaurantes com oferta gastronômica variada.

Inicialmente projetado por galerias de arte, rapidamente o Projeto Circular ganhou maiores proporções, agregando a cada edição novos parceiros e importantes apoios institucionais, tais como o Instituto do Patrimônio Histórico – IPHAN, a Universidade Federal do Pará e a Polícia Militar. No mesmo caminho, o Circular inaugura as Crônicas do Bairro, uma nova seção no site, com textos escritos pelo jornalista e morador do bairro da Campina, Elias Ribeiro Pinto, confira.

Nesta edição, novos parceiros ganham destaque, como o Espaço Cultural Valmir Bispo e o Casulo Cultural, recém inaugurado, com exposições de artistas belenenses. 

O Porto do Sal, na Cidade Velha, participa da programação com atividades organizadas por artistas e gestores do local a partir das 10h: exposição de Del Tetto Jr. e Elaine Arruda na Metalúrgica Santa Terezinha; ação de pintura dos artistas Éder Oliveira e Luís Júnior; e o costumeiro churrasco de domingo do Dinho. 

A Praça das Mercês recebe a Belchior Escola de Beats para atividades a céu aberto com oficina de iniciação à música eletrônica a partir das 14h.
  
Para os interessados em começar o dia com uma boa caminhada histórica pelos casarios do berço da cidade, o Grupo de Estudos GeoTurismo da UFPA realiza o Roteiro GeoTurístico ‘Belle Époque’, saindo da Praça das Sereias (em frente ao Cinema Olympia) às 8h30 da manhã, com término na Praça dos Estivadores. 

Outra novidade para esta edição, é a participação da Igreja do Rosário, que abre o dia com um café da manhã na Praça do Rosário, apresenta o Canto Chão às 10h, e em seguida, realiza a única missa rezada em latim na cidade, a partir das 11h.

O projeto Circular acontece simultaneamente em 20 espaços culturais da cidade, a partir das 10h, com a programação oficial até às 18h. No site, está disponível o Circular de Bolso, onde você pode baixar e imprimir em sua casa, ou pegar nos espaços parceiros. Acesse www.projetocircular.com.br

Espaços parceiros que participam desta edição:

1. Casulo Cultural - Travessa Frutuoso Guimarães 562 - Campina - Espaço para arte, cultura e educação. Contato: (91) 983065660. Aberto das 14h às 18h. 

  • Exposição coletiva Cidades Íntimas, de Cynthia Marques, Renata Aguiar, Maurício Franco e Isabela do Lago.

2. Espaço Cultural Valmir Bispo Santos - Travessa Padre Prudêncio, 681 - Campina - Contato: (91) 988895322. Aberto das 10h às 18h.

  • Exposição coletiva de Deivid Santos, Mauro Barbosa, Marilía Melo, Michelle Quadros, Nedia Barbosa e Vânia Santos.

3. Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos - Travessa Padre Prudêncio, esquina com Aristides Lobo. 

  • Café da manhã na Praça a partir das 8h. Canto de Chão às 10h. Missa em Latim às 11h.

4. Porto do Sal - Rua São Boaventura com Gurupá - Cidade Velha. 

  • A partir das 10h: exposição de Del Tetto Jr. e Elaine Arruda na Metalúrgica Santa Terezinha; ação de pintura com os artistas Éder Oliveira e Luís Júnior; churrasco do Dinho. 

5. Kamara Kó - Travessa Frutuoso Guimarães, 611 – Campina. Contatos: (91) 3261 4809 · kamarakogaleria@gmail.com · http://kamarakogaleria.com. Aberto das 10h às 18h.

  • Abertura da Exposição  “Inquietude”, individual da fotógrafa Ana Mokarzel.

6. Associação dos Amigos do Arquivo Público do Pará - Av. Portugal, 267 (altos) – Campina. Aberto das 10h às 18h. Contatos: (91) 3353-6335 · 3353-6336 · cursos.arqpep@gmail.com · http://arqpep.blogspot.com.br

7. Hope Skatehouse - Rua Aristides Lobo, 134 – Campina. Venda de artigos para skate. Aberto das 10h às 18h Contato: (91) 3086 9719 · hopeskate134@gmail.com · http://hopeskate.com.br

8. Belchior Escola de Beats - Rua Aristides Logo, 134 – Campina.  Contatos: (91) 98149-1991 · 99231-6531 · https://www.facebook.com/belchiorbeats

  • A Escola de Beats ocupa a Praça das Mercês, no bairro da Campina, com Oficina de Iniciação à Música Eletrônica, de 14h às 18h.

9. Discosaoleo - Trav. Campos Sales, 628, porão, entre Riachuelo e General Gurjão – Campina - Contato: (91)  30831758 / 988327274. Aberto das 11h às 18h. 

  • Mini concertos e venda e colagem de pôster lambe-lambe com a fotógrafa Evna Moura. 
  • 11h30 Rafael Azevedo Trio; 
  • 15h30 Delinquentes Acústico; 
  • 17h30 Marcel Barretto.

10. Gotazkaen - Trav. Rui Barbora, 543. Contato: (91) 33476632. 
  • Aberto das 11h às 19h.

11. Atelier Drika Chagas - Trav. Capitão Albuquerque, 300 – Cidade Velha. Contatos: (91) 98155-5926. 
  • Aberto das 10h as 18h.

12. Espaço Oficina Assim - Trav. Frei Gil de Vila Nova, 215 – entre Manuel Barata e Ó de Almeida – Reduto. Contato: (91) 32228397 · 98417-5387 · 

  • Aberto a partir das 10h. 
  • 09h às 12h - Aula prática de desenho livre pelas ruas da Campina e Cidade Velha, como parte da oficina de sketches urbanos, com técnicas de perspectiva, grafite sobre papel e desenho de observação, para a apropriação da linguagem através do olhar de uma “cidade invisível”. Ministrada por Nelson Carvalho que acontece de 9 a 19 de janeiro. Informações e inscrições pelos telefones: 98100-9610; 98304-3371 e 98052-0070.
  • 11h às 15h - A Risoteria da Oriana será montada novamente na cozinha aconchegante do Assim para o preparo, na hora, de risotos deliciosos e variados para o almoço dos circulantes.

13. Atelier do Porto - Travessa Gurupá, 104 – Cidade Velha. Contato: (91) 98099 4110 · http://atelierdoporto.blogspot.com.br. 
  • Aberto das 10h às 18h.

14. Fórum Landi - Praça do Carmo, nº 60 - Cidade Velha. 

  • Aberto das 10h às 19h.
  • A Editora da UFPA participa com venda de títulos em até 50 % de desconto, da Ed.UFPA, Edusp, Editora da UNIFESP, Companhia das Letras, Ateliê Editorial, Boitempo, Paka-Tatu, Cortez e outras. Contato: (91) 98272 0888 · http://www.ufpa.br/editora

15. Geo Turismo da UFPA - Roteiro da Belle Époque - Contato: (91) 988.31.14.80 · roteirosgeoturisticos@gmail.com. Horário: 8h30. Saída: Praça das Sereias (em frente ao Cinema Olympia).

  • Roteiro: Cinema Olympia - Praça das Sereias - IEP - Avenida Nazaré - Palacete Bolonha - Avenida Governador José Malcher - Coretos e Praça da República - Teatro da Paz - Grande Hotel - Presidente Vargas - Rua Santo Antônio - Paris N´América - Praça dos Estivadores.

16. Centro Cultural do Carmo - Alameda do Carmo, 40/48, Praça do Carmo - Cidade Velha
Contato: (91) 98304-3371 · http://facebook.com/culturadocarmo. 
  • Aberto das 10h às 18h.

17. Xícara Voadora - Travessa Piedade, 599. Altos – Reduto – comida vegetariana, loja de vinis, estúdio de ensaio e de gravação. 
  • Aberto a partir das 11h. Contatos: (91) 3347-2167 · (91) 98115-8209.

18. Tapioquinha da Dona Cléia – Trav. Frutuoso Guimarães, 691 – entre Carlos Gomes e General Gurjão – Campina. 
  • Funciona a partir das 10h, com bolos, cuscuz e tapioquinhas.

19. Restaurante Dona Joana - Trav. Campos Sales, 482, entre Aristides Lobo e Ó de Almeida - Campina. 
  • Aberto das 11h às 16h com comida 100% sem glúten. Contato: (91) 98819 5513 ·

20. Bar do Rubão - Trav. Gurupá, 312 – entre Cametá e Dr. Malcher – Cidade Velha. 

  • Aberto a partir do meio-dia, com a tradicional casquinha de carangueijo mais famosa da cidade velha. Contato: (91) 991224232

7.1.15

Solano Star: clima de revival, lata e rock na veia

Discosaoleo: Travessa Campos Sales, 628, porão.
Quem nunca viu uma apresentação dessa banda, que figura entre as mais expressivas do rico cenário rock paraense, anos 1980, que tente ver agora. 20 e tantos anos depois, a Solano Star faz um show singular, nesta quinta-feira, 8, às 19h30, na Discosaoleo, loja de vinil que tem investido em shows de bolso, com no máximo 50 pessoas na plateia. Garantir lugar ao sol não vai ser fácil. O ingresso custa R$ 15,00.

Não foram muitos os neurônios bons que me sobraram após os anos 1980. O nome da banda, inspirado no famoso navio que naufragou no litoral brasileiro, o Solana Star, em 1987, carregado com latas de maconha, é apenas um detalhe na história da banda paraense Solano Star. 

Por isso, recorri à memória de dois integrantes da banda, Cláudio Coimbra, o idealizador, e Clemente Schwartz, o primeiro vocalista, além de consultar também o “polêmico” Decibéis Sob Mangueiras, livro do amigo roqueiro de longas datas também, o jornalista Ismael Machado, para para abrir o bate papo do Holofote Virtual com Cláudio e Clemente. Os dois me concederam relatos incríveis sobre a formação da banda, lembrando aqueles anos loucos que vivemos.

O navio afundou, mas o rock paraense emergiu!
Vendo o cenário musical de hoje, mais profissional, com espaço não só pro rock, e com bandas e artistas reverberando nacionalmente, não se pode imaginar o campo de guerra que já tivemos, naquela outra época, em Belém, e nem estou me referindo ao lendário e fatal Rock 24 Horas, que transformou a Praça Kennedy (hoje Waldemar Henrique) em campo de batalha, nos idos anos 1990, causando um enorme vazio, transformando roqueiro em marginal, e seguindo assim por anos até a retomada em meados dos anos 2000. Mais detalhes sobre isso consultem mesmo no livro do Bill (Ismael Machado). Ainda que o digam polêmico, o livro é um recorte importante da história do rock paraense nos anos 1980.

Quando tudo começou...

“O grupo de rock Solano Star começou precisamente em 1988 (ou seria 1987?), num show no Deodoro de Mendonça a convite do Marcius Cabral, onde estavas lá por sinal!”, me diz Cláudio Coimbra, remexendo a memória, no início da madrugada desta quarta-feira, 7, via Ipad. 

O início de tudo está linkado à Icoaracai, a querida Vila Sorriso, situada a alguns quilômetros de Belém, reduto importante de toda esta cena. Foi lá que, de certa forma, nasceu a Solano, assim como foi onde muitos dos nossos principais roqueiros e atuais astros da música paraense andavam, se reuniam e criavam bandas inacreditáveis. Até hoje há um aboa movimentação por lá  ebandas da anitga, ainda se reencontram, vez em quando, pra tocar.

“Formamos a Solano Star quando eu saí de uma banda, em Icoaraci, que queria revolucionar o mundo com um som pós moderno, enquanto eu queria fazer Rock'n Roll. Juntei o Clemente a um baixista e um baterista de Icoaraci (Xande e Pascoal) e a coisa começou”, continua Coimbra.

Foto histórica (Luciana Medeiros) da 1a apresentação 
da Solano Star (1988, no Colégio Deodoro de Mendonça)
Clemente Schwartz conta a mesma coisa, com mais detalhes: Cláudio já havia tocado no Nó Cego e numa outra banda de Icoaraci (do Bill, o Ismael Machado, na tal banda que queria mudar o mundo), mas que o guitarrista estava mesmo era a fim de formar a dele, com a proposta que ele queria: puro rock´n´roll.

“Após me apresentar as primeiras músicas, dentre elas, a “Pirado rock”, que vai rolar neste primeiro último show, o Cláudio me convidou para ser o vocalista, uma vez que, a essa altura eu havia estreado como cantor de banda rock, no Nó Cego, substituindo interinamente o Sérgio Darwich, que tinha ido fazer um curso em Recife”, conta Clemente, o Cleo. Os ensaios começaram, portanto, em Icoaraci, como também conta Ismael no livro. 

“Ensaiávamos num barracão da casa de nosso amigo Getúlio, cuja família nos aturou durante um bom tempo fazendo barulho, naquele quintal. A guitarra do Cláudio era uma coisa tosca e eu a chamava de “pau elétrico”. Eu não tinha microfone e cantava com um que tanto fazia ser eu cantando ou o Cauby Peixoto, a desgraça seria a mesma. A parte mais prática é que o local de ensaio era pertíssimo do final da linha de ônibus, o que nos garantia uma volta todos sentados. Nesta época, eu e Cláudio tocávamos com o Pascoal no baixo e o Alexandre na bateria, ambos de Icoaraci”, lembra o vocalista.

“Entre 1988 para 1990, Pascoal e Alexandre, mais entusiasmados com as bandas deles, foram se desanimando com a gente e então recorremos ao Rodolfo Klautau para a batera, e o Toni Soares, que queria tanto participar da banda, se dispondo a aprender a tocar baixo. Só que até que isto acontecesse, vários baixistas, inclusive nosso querido Claudio Darwich, e bateristas como Mauro Farias, passaram pela Solano Star”, continua.

Ensaio na Discosaoleo, sem Clemente ainda
Clemente saiu da banda logo depois, em 1990 , para fazer carreira-solo, cantando no Clube do Blues, fazendo shows pela noite com o Renato Torres, Ulisses Moreira, Rubens Stanislaw. 

“Hoje canto até no carnaval de Bragança. Acabei de confirmar minha presença, com Olivar Barreto e Alba Maria, com o Trio Balancê, na Segunda Feira Gorda no Largo de São Benedito. Depois da minha saída, Marianinho assumiu o vocal. Com a tomada de rumo de cada um, a banda se desfez naturalmente”, busca no fundo do baú.

O último show valendo da Solano Star, segundo Coimbra, foi em 1995, no saudoso bar Go Fish, que tinha a frente entre os sócios, a jornalista e hoje presidente da Funtelpa, Adelaide Oliveira. Noites memoráveis, aliás, naquele lgar cheio de bibelôs. A presença marcante da banda no cenário também rendeu três troféus Edgar Proença, em 1993.

Entre os melhores shows já realizados pela Solano Star, figuram, na opinião de Cláudio, o que foi realizado no Teatro Waldemar Henrique, em 1990, os das três edições do Rock 24h, e o da Estação Verão, em 1991, em Salinas, quando a banda abriu o show do Barão Vermelho, uma influência mais do que clara da Solano Star, que nasce sob a égide do bom e velho rock`n roll. Felizmente eu estive em todos!

Os anos se passaram e depois da banda, cada um tomou seu rumo. Clemente é correspondente do Diário do Pará, em Bragança, onde mora e tem um jornalzinho quinzenal sobre o município. Cláudio Coimbra é geólogo, em Brismane, na Austrália; Rodolfo Klautau tem uma pousada na Ilha Grande (RJ). O Jonas, bem, ninguém dizer ao certo, mas acho que foi morar em Brasília. Antes integrou a banda Tribo, depois Epadu, entre Belém e o DF.

Ana Clara, Toni Soares, Rui Paiva, Sonia Nascimento 
e Cláudio Darwich - mais do que convidados especiais!
A Solano Star ainda voltou a se encontrar nos anos 2000, em um show na Mystical na boate do André Kaveira. 

Na Discosaoleo

Depois disso, só mesmo amanhã (08). Chamado de primeiro último, o show  na Discosaoleo terá participações da cantora Sônia Nascimento, que já gravou música do Solano Star e do músico Toni Soares, que já passou pela banda, além de Ana Clara Matos, representando, ali, a nova geração da música paraense. 

O baixo será assumido por Cláudio Darwich (Nó Cego) e a bateria, por Rui Paiva (Álib de Orfeu). No repertório estarão, sem dúvida, as emblemáticas, “Meu Amor Brigou Comigo” e “Punk de Nada”, que até hoje rolam de vez em quando na rádio Cultura. As duas canções e outras da época foram gravadas numa demo K7, lançada no início dos anos 1990 e que hoje podem ser ouvidas no soundcloud da banda: https://soundcloud.com/solano-star. Trilha que ontem só me ajudou a imergir, ontem, nos velhos tempos e que rendeu o papo que vocês conferem a seguir. Com a palavra, Cláudio Coimbra e Clemente Scwhartz.

ENTREVISTA

Memória do rock paraense e outras boas histórias

Solano Star (1990). Foto do acervo de Cláudio Coimbra
Holofote Virtual: O show desta quinta está mexendo um tanto com nossos corações de eternos adolescentes. O que vocês lembram daquela época?

Cláudio Coimbra: Lembro de uma cena efervescendo na cidade. A gente se relacionava com outras bandas e músicos. Conhecia artistas plásticos, atores de teatro. É sempre vinham várias ideias bacanas de todos os lados. Mas também tinha uma certa disputa suja, vindo de algumas bandas, jornalistas e pessoas ligadas ao meio musical. Acho que isso ajudou um pouco a atrapalhar a carreira de muita gente boa na época.

Clemente Schwartz: O mais fantástico de tudo era o movimento no Teatro Waldemar Henrique. Nós fazíamos o monopólio das pautas (risos). Na véspera da abertura das pautas para o semestre, estávamos nós no Bar do Parque para amanhecer já a caminho do Waldemar Henrique. Resultado: pegávamos todas as datas e uma ou duas bandas abriam para as outras, o que proporcionava uma ciranda roqueira de-li-ci-o-sa. É claro que todos os outros segmentos de manifestações artísticas têm toda razão em ficar com ódio do que fazíamos, porque não sobrava pauta para ninguém. Mas se não fosse essa fissura, jamais teria havido aquele movimento.

Banda original, com Cláudio, Marianinho, Rodolfo e Jonas
Holofote Virtual: Pelo jeito esse navio não afundou de vez, né ? Voltou para fazer o último show, a despedida oficial que nunca houve, é isso? Um revival?

Clemente Schwartz: A Solano não naufragou, ficou à deriva, foi indo, foi indo... até que deu uma encalhada num porto seguro e ficou quietinho. Acho que enquanto o Cláudio Coimbra estiver vivo, o Solano Star sempre estará também, o problema é que agora, na idade adulta, os afazeres nos impedem de nos ver. 

Cláudio Coimbra: Na verdade, o Solano Star sempre seguiu de alguma forma, enquanto eu estivesse compondo e expressando essas musicas em algum meio (no Soundcloud, por exemplo, há musicas de 2012 a 2014, novas e gravadas em Estúdio). Mas é muito complicado fazer isso com a distância entre nós e, principalmente, sem estar junto a um público fisicamente. Afinal isso é Rock'n roll.... Então eu sempre sonhei em estar de volta, tocando, divulgando. E Belém sempre foi o porto seguro desse navio.... Agora a curiosidade é saber como será esse reencontro depois de tantos anos, com diferentes gerações que jamais nos viram ao vivo...

Holofote Virtual: A banda não está completa.  Rodolfo não veio. Falem dessa configuração que vai estar na Discosaoleo.

Cláudio Coimbra: Infelizmente Rodolfo está atarefado no trabalho dele e não pode vir. Mas vamos com o Rui Paiva, que viveu essa coisa do rock daquela época conosco. O Cláudio Darwich também foi uma pessoa muito envolvida musicalmente comigo e chegou a fazer show com o Solano. O Clemente foi o nosso primeiro vocalista, e marcou uma época no Solano. Interessante que ele marcou demais a banda mesmo tendo tocado conosco por um curto espaço de tempo relativamente. Mas sempre esteve também envolvido conosco em relação a curtir som, ter ideias, etc.

Cláudio Coimbra e Toni Soares (acervo do Claudio Coimbra)
Holofote Virtual: E nesse hiato de espaço e tempo, vocês estão ensaiando como? No reper’torio vão ter músicas novas?

Clemente Schwartz: Tenho ensaiado aqui em casa, em Bragança, sozinho, ouvindo gravações e cantando junto. Escolhemos 12 músicas no total. Umas, bem dos primórdios; outras, dos tempos em que o Marianinho fazia o vocal e eu só vim conhecê-las depois, em 2007, quando participei de uma gravação com Cláudio, Rodolfo e Jonas, em Brasília-DF; e mais duas que o Cláudio fez recentemente, ambas em inglês, em parceria com um letrista londrino. Além disso, o Toni vai fazer participação cantando “Tome Nota”, composição do Cláudio Coimbra com o Torquato Neto (uma letra do Torquato que o Coimbra musicou) e o Toni gravou. É uma pena, mas, não dá para tocar tudo que a gente tem vontade.

Cláudio Coimbra: Estamos ensaiando na loja do Leo. É uma coisa meio "tiro curto", porque serão pouquíssimos e curtos ensaios, já que tenho muito pouco tempo aqui no Brasil, e cheio de compromissos familiares. Então estamos montando primeiramente as músicas pra que o Clemente e os convidados possam, nos últimos ensaios, chegar pra cantar com tudo pronto. O repertório, pela familiaridade dos músicos com as músicas, privilegia as da antiga, mas vamos tentar incluir algumas musicas desse período 2012-2014.

Clemente Schwartz (Bruno Pellerin)
Holofote Virtual: Cena rock Brasil x Pará... Comentem...

Cláudio Coimbra: Tenho visto, hoje, muito mais espaço, muito mais organização e também um novo formato de trabalho com a acessibilidade a equipamentos e divulgação em mídias sociais. Isso é bacana. Você vê algumas músicas de artistas locais no Soundcloud e até no Spotify, como o Delinquentes, por exemplo. Quanto ao Solano, hoje eu não tenho mais a vontade e nem a disponibilidade de correr atrás de buscar espaço pra banda, mas de divulgar a minha arte, então eu estou satisfeito de poder completar o ciclo de produzir, gravar, divulgar e tocar. Por isso esse show está sendo importante pra mim, que não toco ao vivo há anos com o Solano.

Clemente Schwartz: Acho que cena do rock nunca esteve tão robusta, bem diferente dos primórdios do Solano e do Nó Cego, final dos anos 80, quando havia muitas bandas bacanas, mas a produção deixava muito a desejar. Sou fã incondicional dos meninos do Se Rasgum, mais até do que de qualquer banda local. Acho que eles fazem uma diferença enorme em Belém, tanto para quem gosta do Tom Zé, do Cachorro Grande ou do Macalé. 

Há uma música do Solano Star que se chama “Dias de sol”, de autoria do Marianinho e do Cláudio Coimbra, que eles fizeram logo após o quebra-quebra do Festival 24 Horas, que a letra vislumbra que haja um novo tempo para o rock paraense uma vez que após o corrido todas as portas iriam se fechar para as bandas locais.

Quando Cláudio me apresentou este roquinho em Brasília, e me explicou o motivo da letra, eu de supetão, falei que ele podia ficar tranquilo, pois o sol já havia brilhado mais uma vez para o rock paraense, e então contei os feitos dos meninos dos Se Rasgum, realizando festas quinzenais com bandas ao vivo, no Café com Arte e ainda por cima o festival anual. O Cláudio ficou maravilhado com o que contei para ele, que nem conhece os integrantes. 

Cláudio Coimbra
Holofote Virtual: Legal tocar numa loja de vinil, né? (risos)

Cláudio Coimbra: Fantástico! Além de ser uma loja de vinil, é na Cidade Velha, num ambiente "vintage" e na casa de duas pessoas fantásticas (Leo e Sergio), onde se respira musica! Estamos adorando!

Clemente Schwartz: Bem, eu sou dependente químico de vinil (risos).

Holofote Virtual: Com certeza vão aparecer uns e outros personagens ali. Vamos ver a força do rock paraense anos 1980 se rematerializar?

Cláudio Coimbra: Acredito que não. Não temos essa força mais. Mas espero ver diferentes gerações. Umas curtindo uma época e outras conhecendo um testemunho do que era o rock daqueles tempos. Vai ser pra mim uma celebração! 

Clemente Schwartz: Eu espero, pelo amor de Deus, que o Carlos Ruffeil apareça para nos ver (risso)!

Holofote Virtual: Cláudio Coimbra, ficas até quando em Belém? Como assim fostes parar na Austrália?

Cláudio Coimbra: Toco na quinta-feira e volto pra Austrália no dia seguinte. Por ser geólogo, tive um convite em 2007 pra gerenciar uma mina de níquel e passar 2 anos por lá. Já se vão 8 anos, e das 4 maiores mineradoras do mundo eu trabalhei em todas. Aprendi a amar a Austrália e sou cidadão australiano hoje em dia. Em termos de som, amo tomar café na mina ouvindo Led, Stones, ACDC, Aerosmith no rádio. E toco numa banda de rock na mina, covers de Creedence, Stones, Eagles, etc. É muito bacana, e recomendo a todos fazerem uma "trip downunder".

6.1.15

Reator: mês híbrido e sensorial nas Onze Janelas

O ano começa ousado, com a abertura da Ocupação REATOR, nesta quinta-feira, 8 de janeiro, no Centro Cultural Casa das Onze Janelas. A programação traz ao público um recorte da produção já desenvolvida, em quatro anos de fundação do Estúdio REATOR, um espaço que para além das experimentações, traz vivências sensoriais aos que o frequentam. Nando Lima, fundador do espaço, conversou com o Holofote Virtual e falou mais sobre o pensamento do Reator e da ideia da ocupação.

“O REATOR vai bem obrigado”, me diz Nando Lima, quando pergunto sobre o planejamento para este ano. 

“Estamos começando o ano assim, saindo um pouco de casa, nos expondo”, continua o cenógrafo, diretor teatral e performer paraense, uma das cabeças mais inventivas e criativas que eu conheço no meio artístico paraense, um mestre em se apropriar da solidão e criar, através da performance, uma personagem para melhor se conhecer.

Desde 2010, quando iniciou suas atividades, o Estúdio Reator já foi o "palco" e o laboratório, não importa em que ordem isso acontece, de espetáculos diversos, híbridos, que abraçam várias linguagens - a dança, o teatro, a performance, a música, a instalação sonora, uma exposição fotográfica, a criação de vídeos, projeções, e muitas vezes, isso tudo se mistura, resultando em algo que pode ficar entre o sonho e o irreal, o absurdo e a realidade, mas se concentra em arte, aquela que em seu estado puro, provoca o homem.

Há quatro anos, acreditando na experimentação da performance, na troca artística e sensorial, em produzir coisas que possam mexer um pouco com o marasmo que existe dentro de nós, presos em nossos cotidianos, o Estúdio Reator parece que não coube mais em si, somente ali, localizado na Trav. 14 de Abril, em Belém do Pará.

A ideia da Ocupação Reator, na Casa das Onze Janelas, é levar para um espaço público, a sua própria vivência,  pontuar um pouco do tudo que nestes último anos, artistas que passaram por lá, criaram, colaboraram ou se fundiram com o Reator, como, entre outros, Andreia Rezende, Milton Aires, Pedro Olaia, Leo Bitar, David Matos, Danilo Bracchi, Jeferson Cecim, Sônia Nascimento, Maurício Franco, Marcia Lima, Thiago Ferradaes, Luciana Medeiros, Ana Lobato, Adriana Cruz, Marluce Oliveira, Valeria Andrade, Marcelo Rodrigues, Ana Cláudia e Cristina Costa. Vindos de áreas de diversa, eles se encontram no que seriam os princípios do Reator.

“Começamos a achar algumas identidades possíveis, mostrando nossas performances híbridas e arriscadas, não conformadas e ou debochadas. Repercutimos na cidade, participando de bolsas  de criação artística, ou recebendo alunos da ETDUFPA para visitas, e para além; em frentes como São Paulo, e nos pixels da internet. Além do trabalho do 'ar', que são os encontros para conversas regadas ao vinho e ao pão na 'laje' , de onde tem saído parcerias e projetos.

Para melhor traduzir o clímax do Estúdio, na abertura, dia 8, a partir das 19h, além da instalação, já disponível na ocupação, haverá apresentação de performances e o Bar Reator estará aberto ao público, que vai interagir com trechos de “Red Bad”, performance de Jeferson Cecim, que já esteve mais de uma vez em temporada no Estúdio Reator, sendo depois disso, também apresentada em São Paulo; de Sweet Batata, com Nando Lima e Moon, com Andreia Rezende. Todas estas montadas e apresentadas no Reator.

Depois da abertura da Ocupação, o público será convidado a participar de várias Fusões, que se estenderão até dia 23 de janeiro, último dia da ocupação. Quem estiver ou passar por lá, poderá compreender melhor o espírito do Estúdio Reator, so qual nos fala mais, Nando Lima, na entrevista que segue. Após o bate papo com ele, você tem mais detalhes sobre a programação e links com textos sobre s ações do Reator, que já foram publicados pelo blog.

Holofote Virtual: Nando, qual a ideia principal desta ocupação?

Nando Lima: Essa Ocupação REATOR acontece a partir do convite do Armando Queiroz, para ocupar o Centro Cultural Casa das 11 Janelas, agora em janeiro de 2015. 

O REATOR gera, há 4 anos, performances em progresso, trabalhos assinados individualmente mas cujo os processos de construção admitem e assimilam interferências de outros artistas, e ao serem colocados à publico necessitam interagir,como um pingue-pongue sensorial. Essencialmente a Ocupação REATOR abarca esses trabalhos revigorando as suas interfaces, misturando-os, retroalimentando construtos, relendo-os.

Holofote Virtual: A programação escolhida é tudo o que já passou pelo Reator?

Nando Lima: A programação engloba quase tudo que foi feito no REATOR desde 2010, ano em que abri o Estúdio. A proposta veio em dezembro, a partir de uma conversa com o Armando, o que me deu um tempo curto e por isso quase impossível para produzir os conteúdos, parcerias, mídia, etc, já que vamos abrir a Ocupação REATOR publicamente nesta quinta-feira, 08 de janeiro 2015, às 19h.

Holofote Virtual: Como vem sendo construída a ocupação?

Nando Lima: O programa foi e está sendo discutido com os parceiros com quem costumo trabalhar, em reuniões com as pessoas e longas horas de elaboração das "oficinas".

Fizemos visitas ao espaço da Casa: a sala Valdir Sarubbi, para prospecção; a construção do espaço virtual no Second Life, do ambiente da Ocupação REATOR. Tudo isso vai determinando o que será mostrado, ou o que acontecerá, o que será posto e se instalará: Simbiótica mistura de vídeos, fotografias, objetos e adereços cenográficos, sonoplastias, equipamentos, que constroem um ambiente propício para a convivência e o estímulo entre artistas e público.

Holofote Virtual: Por onde passa a interação com o público?

Nando Lima: Intensamente, a Ocupação REATOR, além de ser um espaço que está aberto a visitação pública, será um lugar de trabalho permanente. De 08 a 23 teremos um "túnel" interativo, com conversas, troca de experiências, exercícios de linguagem. Será um lugar de passagem, mas principalmente, um ambiente de confluências com atmosferas diferenciadas, em permanente alerta ao ato criativo, as subjetividades, a filosofia, ao risco.

Holofote Virtual: O que há de novo em 2015?

Nando Lima: Em fevereiro de 2015 começamos a mostrar a performance "à Sombra dos Homens Ausentes", um trabalho sobre narcisos, espelhos, abraços, e saudades, contando comigo e Dudu Lobato.

Holofote Virtual: Você acha que Belém vem atentando mais para os espaços independentes?

Nando Lima: Eu acho que finalmente estamos percebendo que a liberdade de criação cabe em fortes, potentes, e pequenos frascos, e que essas essências podem ser raras, e que decidimos para quem queremos oferecer.

Holofote Virtual: E o que mais podemos esperar de você em 2015

Nando Lima: "Eu sempre quis muito/ Mesmo que parecesse ser modesto/ Juro que eu não presto/Eu sou muito louco, muito..."  (Caetano Veloso)

Holofote Virtual: Você é massa, massa.... (risos)

Nando Lima: Eu permanentemente estou em estado de criação; fiz 51 anos e descobri que eu adoro ter essa idade, e poder fazer o que me interessa, acordo e rego as plantas, tomo café... e penso: qual é a performance  que vou fazer hoje? Tenho tantos projetos e tantas possibilidades, e melhor: o meio para realizá-los...

Estou fazendo isso neste momento, enquanto escrevo e respondo pra vc; a criação  não "vem" ela é! o cotidiano e suas burrices estão nos cercando o tempo todo... mas há uma dimensão em que as outras coisas vibram... dou um pulo e nessa "vibe"  permaneço.

Veja + detalhes da programação

De 09 a 11 (15h às 19h), tem a FUSÃO 1- MODOS Híbridos vai propor e realizar a gravação, em vídeo, com depoimentos de artistas que passaram pelo REATOR e suas propostas. 

Dirigido e gravado por Ana Lobato e Marcelo Rodrigues, essa atividade acontece de maneira aberta dentro do espaço da Ocupação, e após a gravação, os arquivos de vídeo se incorporarão, ao acervo do Reator que estará sendo mostrado. No dia 10, às 19h, também está o lançamento do filme “Rosalina”, de Ana Lobato.

De 13 a 17 de janeiro, a FUSÃO 2 (15h às 19h) – Casa da Performance convida artistas e outros interessados, a participarem do programa, que focado na performance, dialogará com o público através de interações e exercícios de linguagem; que acontecerão dentro da OCUPAÇÃO REATOR. Os temas debatidos e os exercícios sensoriais vão ser trabalhados durante 4 dias seguidos, de maneira a construir uma performance a ser mostrada no dia 17 de janeiro.

De 20 a 23 de janeiro, a FUSÃO 3 (15h às 19h) traz o  workshop RESOLUME, ministrado por Nando Lima. Ele repassará as noções básicas do Resolume, um programa para interações em performances com vídeo e som, uma prática de Nando, dentro do Estúdio Reator. Ele abordará desde o modo de Construção de "Composições", no programa, até a interação entre som e imagem, chegando ao Clímax, chamada apresentação final.

Para participar da Fusão 2 – Casa da Performance, é necessário se inscrever no dia da abertura da Ocupação, ou baixar o aplicativo do Reator no link  http://apps.appmakr.com/reator1 e se inscrever desde agora através dele.

Anote: Ocupação REATOR. De 8 a 23 de janeiro de 2015, no Centro Cultural Casa das Onze Janelas – Complexo Feliz Lusitânia (Rua Siqueira Mendes, s/n - Cidade Velha, Belém-PA). Realização: Casa das Onze Janelas e Estúdio Reator.

O que já rolou pelo Reator

Parceiro do Reator, o blog tem acompanhado diversas de suas criações. Fiz aqui um apanhado de links, com textos que já foram publicados ou construídos pelo Holofote Virtual, e que também podem ajudar a percorrer as entrelinhas desta história. São textos sobre o show Invento, com Sônia Nascimento, a estreia do espetáculo À Sombra de Dom Quixote, Red Bag, Sweet Batata, entre tantas outras ações de Nando Lima, que partem da pesquisa sobre uma performance tramada à luz e som.

LINKS

Em 2011

Em 2012

Em 2013

Em 2014

5.1.15

Pirão Coletivo leva sua mistura a bairros de Belém

O projeto Pirão Coletivo realiza nos primeiros dias do ano mais uma ação em Belém. “Tem Pirão no Bairro” vai chegar, entre 6 e 11 de janeiro, a Outeiro, Pratinha e Guamá, com seis workshops, oito contações de histórias e oito apresentações cênicas.

O Pirão Coletivo surgiu em 2013, reunindo atores, artistas circenses, bailarinos, músicos, produtores e profissionais do audiovisual, que integram seis grupos artísticos da cidade: Companhia de Teatro Madalenas, Companhia de Investigação Cênica, Dirigível Coletivo de Teatro, Produtores Criativos, Grupo Projeto Vertigem e In Bust Teatro com Bonecos.

Em 2014, o coletivo realizou duas ações: O "Sábado Tem. Domingo que vem", no primeiro semestre, e a Mostra Pirão, já no final do ano. Cada um dos grupos traz poética própria. A mistura destas diferenças renova e fortalece suas produções, trazendo ainda novas proposições para as artes cênicas na cidade de Belém.

Outeiro é o primeiro a receber a programação

A programação não é curta, é intensa, ficando dois dias em cada bairro, iniciando por Outeiro, no Ponto de Cultura Ninho do Colibri (Rua Tito Franco, 183), que receberá, no dia 6, o workshop de circo, com Marina Trindade, integrante do Projeto Vertigem, as contações de histórias: “Menino do Rio Doce”, com Leonel Ferreira, “Quem matou Honorato, o Rato?”, “Gelim” e  ainda “O lobo e a coruja”, com Vandiléia Foro, além do espetáculo “La Fábula”, da Cia Madalenas.

No dia 7, ainda em Outeiro, tem mais um workshop, desta vez na área da dança.  Intitulado “Corpo Criativo”, terá como ministrante o bailarino Danilo Bracchi (Cia. Cênica). A programação deste dia conta ainda com o divertido e educativo espetáculo “Curupira”, do In Bust Teatro com Bonecos, seguido de “Sucata & Diamante”, do Coletivo Dirigível de Teatro.

Pratinha também é contemplado

No bairro da Pratinha, o workshop será realizado na sede do Projeto Brincando, Criando e Aprendendo (Rodovia Arthur Bernardes, Passagem Johny Engelard, Alameda 2, n. 80, Pratinha2) e os espetáculo, no Campo do Rubilota (passagem Johny Engelard, 821, Pratinha 2), nos dias 8 e 9 de janeiro.

Na quinta-feira, 8, a programação tem workshop de circo, com Marina Trindade (Projeto Vertigem) e dois espetáculos: “Sucata & Diamante”, do Coletivo Dirigível de Teatro e “La Fábula”, com Cia Madalenas.

Já no dia 9, a Pratinha recebe Teatro e Música, com Ana Marceliano e Armando de Mendonça (Dirigível Coletivo de Teatro) e as contação das histórias:  “Quem matou Honorato, o Rato?”, “Gelim” e ainda “O lobo e a coruja”, com a atriz Vandiléia Foro. E ainda tem “O Círculo do Destino”, outra contação, desta vez com Armando de Mendonça e Ana Marceliano, e a apresentação do espetáculo “Curupira”, do In Bust Teatro com Bonecos.
Guamá, a última parada

Já no Guamá, o terceiro bairro a ser visitado pela mistura do Pirão Coletivo, a programação será realizada com workshop no Centro Educacional Moaraná (Travessa Vinte e Cinco de junho, 329) e apresentações na Praça Benedito Monteiro (Av. Barão de Igarapé Mirim). No dia 10 de janeiro, Marina Trindade (Projeto Vertigem) leva seu workshop de circo, para criancas, jovens e adultos do bairro.

Tem também a Contação das histórias: “Clarinha na Ilha”, com Vandiléia Foro, e “A Lua Solitária”, com Paulo Ricardo Nascimento, além do espetáculo espetáculo “Sucata & Diamante”, do Coletivo Dirigível de Teatro.

No dia 11, também no Guamá, tem Teatro e Música, com Ana Marceliano e Armando de Mendonça (Dirigível Coletivo de Teatro) e a contação das histórias: “Reconto de histórias”, com Nanan Falcão e “O Pato que Partiu”, com Maycon Douglas e Luciano Lira. O espetáculo “La Fábula”, com Cia Madalenas, encerra a incrusão do Pirão Coletivo no início de 2015.

Inscrições: As inscrições para os workshops devem ser feitas nos locais de realização: Ponto de Cultura Colibri/Outeiro (91 9886.16467), Projeto Brincando, Criando e Aprendendo/Pratinha (91 98186.4966) e Espaço Cultural Nossa Biblioteca/Guamá (98151 9178).

O Pirão Coletivo é uma iniciativa independente, que conta, nesta ação, com os parceiros: Design Criações, Hiléia, blog Holofote Virtual, Na Figueredo, Ponto de Cultura Colibri, Projeto Brincando, Criando e Aprendendo e Espaço Cultural Nosso Biblioteca.

PROGRAMAÇÃO

Outeiro - Oficinas e apresentações: Ponto de Cultura Ninho do Colibri (Rua Tito Franco, 183)

06 de Janeiro

  • 15h às 17h | Workshop de circo, com Marina Trindade (Projeto Vertigem) 
  • 18h |Contação de História Menino do Rio Doce, com Leonel Ferreira
  • 18h30 |Contação de história Quem matou Honorato, o Rato? & Gelim & O lobo e a coruja, com Vandiléia Foro
  • 19h |Espetáculo La Fábula - Cia Madalenas

07 de Janeiro

  • 15h às 17h | Workshop Teatro e Música, com Ana Marceliano e Armando de Mendonça (Dirigível Coletivo de Teatro)
  • 18h | Espetáculo Curupira - In Bust Teatro com Bonecos
  • 19h | Espetáculo Sucata & Diamante - Coletivo Dirigível de Teatro

Pratinha - Oficinas: Sede do Projeto Brincando, Criando e Aprendendo (Rodovia Arthur Bernardes, Passagem Johny Engelard, Alameda 2, n. 80, Pratinha2 - oficinas) + Apresentações: Campo do Rubilota (passagem Johny Engelard, 821, Pratinha 2)

8 de janeiro

  • 15h às 17h | Workshop de circo, com Marina Trindade (Projeto Vertigem)
  • 18h | Espetáculo Sucata & Diamante - Coletivo Dirigível de Teatro
  • 19h |Espetáculo La Fábula, com Cia Madalenas

9 de janeiro

  • 15h às 17h | Workshop Teatro e Música, com Ana Marceliano e Armando de Mendonça (Dirigível Coletivo de Teatro)
  • 18h30 |Contação de história Quem matou Honorato, o Rato? & Gelim & O lobo e a coruja, com Vandiléia Foro
  • 18h30 | Contação de história O Círculo do Destino, com Armando de Mendonça e Ana Marceliano
  • 19 h | Espetáculo Curupira - In Bust Teatro com Bonecos

Guamá - Oficinas: Centro Educacional Moaraná (Travessa Vinte e Cinco de junho, 329) + Apresentações: Praça Benedito Monteiro (Av. Barão de Igarapé Mirim)

10 de Janeiro

  • 15h às 17h | Workshop de circo, com Marina Trindade (Projeto Vertigem)
  • 18h | Contação de história Clarinha na Ilha, com Vandiléia Foro
  • 18h30 |Contação de história A Lua Solitária, com Paulo Ricardo Nascimento
  • 19h | Espetáculo Sucata & Diamante - Coletivo Dirigível de Teatro

11 de Janeiro

  • 15h às 17h | Teatro e Música, com Ana Marceliano e Armando de Mendonça (Dirigível Coletivo de Teatro)
  • 18h | Contação de história Reconto de historias, com Nanan Falcão
  • 18h30 | Contação de história O Pato que Partiu, com Maycon Douglas e Luciano Lira
  • 19h |Espetáculo La Fábula, com Cia Madalenas. 

22.12.14

Festival do Carimbó realiza inscrições até janeiro

O IX Festival do Carimbó de Marapanim prorrogou, até o dia 3 de janeiro, a inscrição de músicas que irão disputar, em 2015, o troféu Mestre Lucindo. O evento será realizado de 16 a 18 de janeiro, com uma vasta programação.

“Recebemos muitas solicitações para estender o prazo e resolvemos acatar, mas agora os interessados, que estiverem em Belém e outros municípios, devem entrar em contato com o músico Pedrinho Callado, pelo telefone (91) 981525757, para efetivar a sua inscrição”, explica Ranilson Trindade, organizador do festival. Ele informa também que em Marapanim, as inscrições estão sendo realizadas na Informec, localizada na Rua Diniz Botelho, n. 1969 - fone: (91) 3723.13.18 e 9605.4955. A ficha de inscrição pode ser baixada através do blog www.carimbodemarapanim.blogspot.com.br, onde também está disponível o regulamento.

Um encontro importante na agenda cultural do estado, o festival será aberto no dia 16 de janeiro, na Cidade do Carimbó (Praça da Bandeira), no município de Marapanim, com uma homenagem à memória de Mestre Osvaldo, um exemplo de luta em prol das tradições do carimbó.

Além da premiação, que este ano tem duas modalidades: carimbó livre e carimbó de raiz, o evento, que segue até dia 18 de janeiro, conta com mostras de Comidas Típicas e de Artesanato de Marapanim.

Além da música, o festival também enfatiza a dança, realizando a mostra coreográfica “Carimbó de Marapanim, Patrimônio do Brasil!”, com participação dos grupos de carimbó de raiz do município: Os Originais, Uirapuru, Borboletas do Mar, Raízes Da Terra, Japiim, Flor do Mangue e Beija flor de Marudá.

“Vamos fazer uma festa bonita, comemorando também o registro do carimbo como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil”, diz Ranilson. A conquista foi obtida em setembro deste ano, após um longo processo de comprovações entregues ao IPHAN.

Criado no século XVII por negros africanos do nordeste do Pará e com influências indígena e ibérica, o carimbó é uma das mais tradicionais expressões culturais do estado do Pará e da região amazônica brasileira. E a cidade de Marapanim é considerada um pólo cultural, nessa área, mantendo mais de quarenta grupos de Carimbó, que executam o ritmo e a dança.

Serviço
IX Festival do Carimbó de Marapanim. De 16 a 18 de janeiro de 2015. Inscrições de músicas para concorrer ao troféu Mestre Lucindo, abertas até dia 3 de janeiro, na Informec (Rua Diniz Botelho, n. 1969), em Marapanim. Em Belém e demais municípios, com Pedrinho Callado, pelo telefone (91) 981525757. Outras informações: (91) 3723.13.18 e 9605.4955. A ficha de inscrição pode ser baixada através do blog www.carimbodemarapanim.blogspot.com.br. Realização: AMATUR - Associação Marapaniense de Agentes Multiplicadores de Turismo, com patrocínio da TIM, por meio do apoio da Lei Semear de Incentivo à Cultura do Governo do Estado.

19.12.14

Mestre Vieira faz um baile de bolso na Discosaoleo

Essa é para quem gosta de encarar uma boa guitarrada às 11 da manhã. Mestre Vieira, criador da guitarrada paraense, faz concerto de bolso de Natal, neste sábado, 20 de dezembro, na Discosaoleo, loja especializada em discos vinis, que fica na Trav. Campos Sales, 628 – porão – entre Riachuelo e General Gurjão, bairro da Campina. Além de tocar, o guitarrista vai conversar com o público. O músico também estará disponível para autografar LPs (de colecionadores), seu CD e  DVD dos 50 Anos de Guitarrada, que estarão com precinhos de final de ano. 

Para acompanhar Mestre Vieira neste concerto de bolso, foram convocados músicos que já vem ao longo de suas carreiras pesquisando e se apropriando da sonoridade da guitarrada em seus trabalhos. Bruno Rabelo é guitarrista, produtor, pesquisador e compositor, e já integrou grupos como o Mohamed (1994-98), Cravo Carbono (1998-2008) e Maquine (2010-2012). Atualmente é integrante do Cais Virado, bandas em que a guitarrada de alguma forma se faz presente.

Foi na banda Cravo Carbono (de que fez parte Pio Lobato, produtor, músico e pesquisador responsável pela retomada da carreira de Mestre Vieira em cena nacional) que Bruno tocou com o guitarrista, nascido na cidade de Barcarena, no Pará.

“Eu sempre me emociono com o Mestre. É uma felicidade muito grande tocar com ele neste sábado. Desde os tempos da Cravo Carbono, ele para mim sempre será uma grande referência. A guitarrada está muito presente no meu trabalho também no Cais Virado", diz Bruno Rabelo.

Também estará no concerto, ao lado de Vieira,  André Macleuri, multi-instrumentista, que iniciou suas atividades sobre a guitarrada com a realização do projeto ¨Suite Guitarradas Amazônicas¨, contemplado com bolsa de pesquisa, criação e experimentação artística pelo Instituto de Artes do Pará. Ele assume o baixo. 

André atualmente desenvolve a  uma obra composicional deste gênero musical com o grupo Guitarrada-Açu. Em 2012 ele participou da gravação do “DVD Mestre Vieira 50 Anos de Guitarrada”, gravado ao vivo no Theatro da Paz. O músico tocou com Vieira a composição “Força Total”, que alias, está no repertorio deste sábado (20).

“Está sendo maravilhoso, tanto que nem dormi na noite passada”, diz André. “É algo completamente diferente tocar as músicas do Vieira e tocar com o Vieira. Há uma troca de energia e linguagem, é uma interação formidável. É uma emoção muito grande, tenho muito respeito por ele. Quando ouço Vieira, algo é tocado dentro de mim”, comenta André.

A bateria no concerto  seria assumida pelo filho do mestre, mas por motivos também profissionais, ele não poderá estar em Belém neste sábado, e passou a importante tarefa para Carlos Brito Canhão, que inicialmente faria a percussão.

Carlos Brito Canhão é baterista e percussionista. Já atuou em vários grupos pela Fundação Carlos Gomes, como o grupo de Percussão Erudita, e também integrou a célebre Banda A Euterpia, o Grupo Instrumental Até Jazz, Blues & Cia, Albery Albuquerque Quinteto. Guitarrada será novidade, mas ele garante que já está afinado com o ritmo.

“É uma honra tocar com Mestre Vieira e ao lado de dois grandes amigos, como o André e o Bruno. Vamos fazer bonito e esperamos que os amigos compareçam. A música é uma celebração à Amazônia e a causa é nobre”, diz Canhão.

Porto Musical - Os ingressos custam R$ 15,00, antecipados, e R$ 20,00, na hora. Selecionado para participar do Porto Musical (http://www.portomusical.com.br/2015/programacao/showcases), encontro musical internacional que será realizado em Recife, em fevereiro de 2015, tudo que for arrecadado será investido na viagem para capital Pernambucana. Vieira foi selecionado por meio de edital para realizar um show case no evento, que recebeu cerca de 400 inscrições vindas de todo o país. A apresentação dele em Recife será dia 6 de fevereiro, sendo oportunidade para mostrar o trabalho de Mestre Vieira para um público diverso e especializado.

A guitarrada é uma festa – Fonte de inspiração e patrimônio cultural imaterial do Estado do Pará, a guitarrada tem sido referência para compositores e músicos interessados em pesquisar as sonoridades que nascem nas beiradas da região Amazônica.

O ritmo contagiante, que influencia e dita tendências desde o final dos anos de 1970, foi criado pelo paraense Joaquim de Lima Vieira, que inicialmente o chamou de Lambada, gíria utilizada por um radialista de sua época.

Em 1978, com ao lançamento do primeiro LP “Lambada das Quebradas”, pela Continental, a banda Vieira e Seu Conjunto, como se chamava à época, fez turnê pelo nordeste, vendendo quase 300 mil cópias, já do segundo LP, lançado em 1982. Foram, ao todo, 14 LPs lançados.

Serviço
Concerto de Bolso de Natal – Guitarrada com Mesre Vieira. Os ingressos custam: R$ 15,00 (antecipados) e R$ 20,00 (na hora). Podem ser adquiridos na Discosaoleo, das 11h às 18h desta sexta-feira (Campos Sales, 628) e às 11h de sábado, 20.  Mais informações: 91 981347719 (produção). ​

Arraial do Pavulagem lança o primeiro DVD oficial

O projeto é realizado pelo Instituto Arraial do Pavulagem, pelo edital de patrocínio do Banco da Amazônia, e da Lei Tó Teixeira. O show de lançamento ocorre no dia 23 de dezembro, no Largo de São Benedito, a partir das 22h, em Bragança, com entrada franca, integrando a programação da Festividade de São Benedito de Bragança.

Gravado em março do ano passado, o DVD “Céu da Camboinha” traz registros do show de lançamento do disco homônimo realizado na Praça do Povo, no Centur, em 2013, e entrevistas com integrantes da banda. 

“Fizemos um bom registro do show, com uma parceria da Funtelpa e o apoio cultural do Banco da Amazônia. Conseguimos fabricar os DVDs”, comenta Junior Soares, vocalista e um dos fundadores do grupo. Em janeiro, será a vez do público de Belém conferir o material. A banda apresenta o trabalho em um show no Margarida Schivasappa, no dia 21.

Na estrada há quase 30 anos, a banda Arraial do Pavulagem chega ao final de 2014 com um balanço positivo de ações desenvolvidos por meio da ONG criada pelo grupo em 2003, o Instituto Arraial do Pavulagem. 

“Conseguimos realizar os arrastões com ganho de qualidade. Mesmo com a crise econômica, que diminui os investimentos em cultura, conseguimos conquistar parceiros importantes como a Vale e Banco da Amazônia, utilizando Leis de Incentivo à Cultura das três esferas de governo (municipal, estadual e federal)”, comemora Junior.

Mudanças - O ano também trouxe mudanças em um dos principais projetos do Instituto, o Cordão do Peixe-Boi. O cortejo cultural pautado na educação cultural ligado ao meio ambiente passou por uma reestruturação.

“Ele, momentaneamente, deixa de ser apresentado em Belém, para ser o nosso brinquedo ‘viajante’, que visita outras cidades. Temos ações que começam a ser desenvolvidas em outras cidades, como Marabá e, no processo de construção são levados os nossos símbolos/brinquedos. 

E optamos por ser o "Peixe-boi" o nosso emissário. Cada cortejo realizado nas ruas demanda muito esforço coletivo e muitos recursos financeiros, então é necessário que a gente reestruture as nossas ações para otimizar o tempo e dedicação das pessoas que trabalham diretamente nos projetos e os reduzidos recursos disponíveis”, afirma o músico, que responde às perguntas que sempre aparecem nas redes sociais à respeito da realização do cortejo. 

Na Ilha do Marajó, o Instituto buscou fortalecer o Cordão do Galo. Criado há seis anos, a partir da necessidade de se realizar uma ação cultural e educativa voltada para crianças e idosos em Cachoeira do Arari.

O Projeto Oralidades, na última atividade de 2014 do Instituto, trouxe para a roda de conversa a pesquisa “Ouro Fino”, do compositor Allan Carvalho, que refaz a trajetória musical de Mestre Cardoso com 12 toadas de boi, criadas por Allan para homenagear o artista. Produzimos ainda disco Folias de Belém e o lançamento do DVD, que fecha o ciclo deste ano, nos consolidando como uma referência no trato da cultura popular”, conclui Soares. 

Ficha Técnica do DVD

Produção Executiva: Junior Soares
Direção de Imagem: Paula Maneschy
Cinegrafistas: Paulo Afonso, Samuel Rodrigues e Hélio Furtado
Coordenação de pós-produção: Felipe Cortez
Edição, Autoração e Finalização: Láercio Cubas Jr
Projeto Gráfico: Carol Abreu
Fotos: Dah Passos
Ilustração: Elton Galdino
Som: Fernando Dako (PA), Denilson Sousa (monitor), Derberson Miranda (auxiliar) e Taca Nunes (coordenador)
Luz: Erivaldo Santos (técnico) e Sandro Junior (auxiliar)

Serviço
Lançamento do DVD “Céu da Camboinha”
Bragança – 23 de dezembro
Belém – 21 de janeiro de 2015
Preço do DVD no lançamento: R$ 30
Depois estará disponível para venda nas Lojas Ná Figueiredo

17.12.14

Magia circense é celebrada no Casarão do Boneco

Trapézio, lira, tecido acrobático, malabares, magia, palhaçaria e o encantamento de adultos e crianças. É o que o Varieté Vida de Circo ofrece nesta quinta-feira, 18, a partir das 19h30, no Casarão do Boneco. A apresentação do espetáculo, inédito, encerra o mês dos cursos regulares da escola circense, desenvolvida naquele espaço, e comemora o primeiro ano de suas  atividades acrobáticas.

Realizado mensalmente, o Varieté Vida de Circo é um espetáculo de variedades, com predominância na linguagem circense e reúne, em uma noite de diversão e magia, as mais diversas habilidades circenses desenvolvidas por artistas da cidade. 

“O grande sucesso das apresentações do primeiro e segundo semestre de 2014 nos permite a alegria de comemorar nossa 7° edição, em um esperado encontro com o público que, fielmente, nos prestigia a cada primeira sexta feira do mês”, diz Virgínia Abasto, que comanda a escola e o grupo. 

O encontro de diferentes grupos e companhias, vem trabalhando também a união da diversidade artística da região, abrindo um espaço cada vez maior aos espetáculos de Circo, e permitindo que a plateia possa desfrutar das artes feitas com dedicação e carinho, dentro do universo do circo local. 

“Cabe destacar que se trata de um projeto no qual, artistas e organizadores, vêm se unindo para aprimorar o espetáculo de circo e o espaço do Vida de Circo que, estruturado com aparelhos de circo, abriga tanto treinamentos e oficinas regulares quanto cursos e workshops de formação artística e acadêmica. 

Já foram realizados, ao longo de um ano, o Seminário de Pesquisa em Artes Circenses, concluído na última semana de agosto do corrente ano, assim como apresentações de espetáculos de companhias independentes, pesquisas artísticas e de suporte a estágios supervisionados de alunos de graduação em artes, dentre outras coisas. 

Serviço
O 7° Varieté Vida de Circo apresentar, nesta quinta-feira, 18, a partir das 19h30, seu espetáculo de final de ano. O ingresso custa R$ 10 e R$ 5 (estudantes).  O Casarão do Boneco fica na rua 16 de Novembro, 815, Cidade Velha, Belém. Aberto a todos os públicos. Ingresso: R$ 10 e R$ 5 (estudantes). Mais informações: (91)98430-4419 e 98118 – 7916 (whatsapp).