12.11.18

Geraldo Teixeira abre exposição inédita em Belém

Ao conhecer os Jardins de Giverny, na França, o artista plástico Geraldo Teixeira deparou-se com uma explosão de cores e flores que o remetaram à natureza amazônica. Essa experiência o inspirou a produzir a exposição “Geografia do Espelho”, que será aberta ao público nesta terça-feira, 13 de novembro, as 18h30, no Espaço Cultural Banco da Amazônia. A mostra conta com dez telas que abordam essas similariedades entre a paisagem francesa e a da Amazônia. A curadoria é de Jussara Derenji.

Contemplada pelo Edital de Artes Visuais 2018 do Banco da Amazõnia, a mostra traz uma releitura da estética dos Jardins de Giverny, utilizando técnicas impressionistas dentro de uma perspectiva contemporânea, com fluidez de cor, sensibilidade, plasticidade e arqueologia da paisagem no imaginário. Vale dizer que a cidade que o inspirou, fica localizada no Norte da França e é visitada por turistas do mundo inteiro devido a beleza de sua flora. O pintor impressionista Claude Monet viveu na cidade e inspirou-se na natureza da região para criar algumas de suas obras.

Geraldo Teixeira,  43 anos de carreira, afirma que a emoção e as expectativas de abrir uma nova exposição é a mesma de sempre. “Espero que a obra não dependa das minhas informações para que as pessoas entrem em contato, e sim, que se estabeleça sempre uma conversa entre o espectador e a obra, pois cada um tem seus critérios próprios de percepção”, disse Geraldo Teixeira.

Para o Coordenador de Patrocínio do Banco, Ewerton Alencar, a exposição consegue propor uma aproximação de identificação regional. “É possível observar nas pinturas as semelhanças de culturas e que nos proporcionam conhecer os problemas existentes na sociedade em relação à preservação dos jardins na cidade e é com grande satisfação que apresentamos este trabalho do Geraldo”, salientou.

Geraldo Teixeira iniciou a carreira em 1975 e participou de várias exposições individuais e coletivas pelo Brasil, Estados Unidos e Europa. Possui obras em acervos de vários museus brasileiros. Fundador da Associação dos Artistas Plásticos do Pará, além de ser curador geral do Salão Paraense de Arte Contemporânea. Utiliza em suas pinturas a encáustica, processo artístico  que reúne referencias culturais diversas. 

Além da pintura, trabalham no campo tridimensional, utilizando madeira, alumínio, ferro e vidro usando como tema a construção náutica, característica dos rios da Amazônia, especificamente os “cavernames” (conjunto de peças que dão forma ao casco da embarcação). Trabalha também, com arte pública, produzindo obras em grandes dimensões. Atualmente vive e trabalha em Belém.

Serviço
Exposição “GEOGRAFIA DO ESPELHO”, de Geraldo Teixeira
Local: Espaço Cultural Banco da Amazônia - Avenida Presidente Vargas, 800 - Campina
Data: 13 de novembro
Hora: 18h30

Vem aí mais uma edição do Show Arte Pela Vida

O pescador Epaminondas Gustavo, personagem criado pelo juiz Claudio Rendeiro, que vem arrastando multidões às gargalhadas nos últimos tempos, é uma das principais atrações do Show Arte pela Vida de 2018, no Teatro Margarida Schivasappa, dia 2 de dezembro, às 19h.

Há 22 anos o comitê homônimo trabalha em prol de Pessoas Vivendo com o HIV-Aids (PVHA) realizando ações de valorização e solidariedade, como os cafés de acolhimento que seus voluntários realizam mensalmente na Uredipe Belém, onde circulam mais de 200 pessoas em uma única manhã .

O show é uma das ferramentas de arrecadação de recursos do grupo: as doações serão transformadas em cestas a serem entregues aos pacientes no Café de natal. Mas também é o momento de culminância dos trabalhos do comitê, que sempre realiza o espetáculo no início de dezembro, pra lembrar o dia mundial de luta contra a aids, e chamar atenção para o avanço da doença entre os jovens, principalmente, e a premência de políticas mais eficazes a fim de conter a epidemia.

Música, teatro, dança, mímica, performance, poesia e humor são as expressões que o público assistirá no espetáculo, com a participação ainda de Joelma Klaudia, Cacau Novais, Cia. de Teatro Mãos Livres, Sarah D Montserrat, Renato Torres e Renato Gusmão, Cia. de Dança Waldete Brito, Anibal Pacha e Mariléa Aguiar, Danniel Lima e a Cia. de Dança Lucinha Azeredo. A direção é de Nando Lima. 

Serviço
Show Arte pela Vida 🌻
Teatro Margarida Schivasappa
Dia 2/12/2018
Às 19h.
Ingressos: $20/$10 (meia) 
ou 3k de alimentos não perecíveis.

Contatos/Informações
Maria Christina 91.981989370 
Davidson Porteglio: 91.982506161

Apoios:
TMS/FCP
Cultura Rede de Comunicação
Malícia Pub
Gráfica Garrido
Eti Mariqueti
Reator
Distribuidora Estrela do Norte

8.11.18

Em breve "Palavra de Mulher" no Teatro do SESI

Para colocar na agenda. Lucinha Lins, Tania Alves e Virgínia Rosa chegam a Belém com o espetáculo “Palavra de Mulher”, um misto de show e teatro em que as cantoras/atrizes interpretam personagens femininas da obra de Chico Buarque. Canções famosas serão interpretadas por elas, que estarão acompanhadas pelos músicos Ogair Júnior, Ramon Montagner e Robertinho Carvalho.  

Apresentações:
30 de nov. (sexta-feira) às 21h
1º de dez. (sábado) às 21h
2 de dez. (domingo) às 19h.

Serviço
Ingressos já à venda na Bilheteria no Teatro do SESI (Alm. Barroso - entrada pela Dr. Freitas). Valor: 60,00 / meia entrada: 30,00. Obs: Pessoas com carteira de identificação do SESI pagam meia entrada. Contato: (91) 3366-0971/0972. Patrocínio: VIVO.

Casarão do Boneco realiza Amostraí neste sábado

Tu já sabes que no segundo sábado de cada mês tem Amostraí ? Pois é! Quer dizer que no dia 10, deste mês, o Casarão do Boneco estará aberto a partir das 18h, resistindo em Belém como lugar de encontro para as pessoas dispostas ao cultivo das expressões livres, com programação de artes cênicas que possibilita momentos partilhados com espectadores de todas as idades, junta crianças de colo com as de mais de oitenta anos. E neste dia é pague quanto puder como contribuição consciente, não tem bilheteria para o acesso à apreciação de espetáculos e contações de histórias. Pois então, vem pro Casarão! 

A programação começará com bonecos, música e diversão. O artista Jef Cecim apresentará variadas cenas, criadas ao longo de sua trajetória. São personagens diversos: uma crooner que canta sem saber o que fazer, um rato que curte jazz, uma cobra cantante, um cachorro que interage com a plateia, dentre outros.  

Em seguida, mais duas histórias: O Pastor de Nuvens e A Lenda da Iara. Na primeira, Karla Pessoa retrata a descoberta do sentimento de afeto e admiração de uma menina por seu avô, que todas as tardes sentava no banco da praça e observava o céu. A narrativa é feita pela menina, que envolve o público em situações cotidianas, das relações familiares e chama atenção para a beleza do movimento que as nuvens causam na imaginação das pessoas. 

A segunda história, é do repertório de histórias amazônicas de Adriana Cruz. Narra por um jogo com tecido e objetos, como a índia Iara, uma excelente guerreira e filha preferida de sua tribo, foi transformada em um mito das águas. Numa cena poética em teatro de bonecos, conta como encantou, com seu canto, um forte índio caçador, Jaraguaribe, mundiando-o e levando-o para o fundo do rio. Encantamento pela palavra e pela visualidade. 

E ‘‘Tomara que não chova’’, é o espetáculo da Cia. Los Gaiatos, com Ruber Sarmento e Rodolpho Sanchez. Os palhaços Trapo e Bolonhesa, em meio à atrapalhadas e dizendo que sabem tudo, se veem ocupados na função de organizar uma festa. Com muito empenho e o auxílio do público, os dois vão deixar tudo pronto à espera do grande anfitrião, Monsieur Royal. 

Entre arrumar o picadeiro, decorar o circo a céu aberto e ensaiar as músicas, eles relembram histórias circenses e de grandes mestres palhaços. Herdeiros de uma tradição cômica, prestam uma homenagem ao circo no embalo de um festejo caloroso, com esquetes clássicas, gags, claques, números de mágica e com a participação essencial do público para se realizar. Vem e traz todo mundo!

Não perde, que a lojinha coletiva que habita o Casarão do Boneco, acionada por Nanan Falcão, Victoria Rapsódia, Maurício Franco e Inaê Nascimento, a Dell'arte, estará com brechó, sebo, cosméticos naturais artesanais, acessórios, moda autoral e algumas comidinhas. O intuito é fazer circular as próprias produções e produções que emerjam do Casarão, gerar alguma renda e colaborar com a manutenção do próprio Casarão, mas se movendo através da economia criativa, colaborativa, consciente e justa. 

É que o Casarão do Boneco é um espaço cultural autogestionado, que contribui para o movimento teatral e para diversidade cultural da cidade. O Amostraí é produzido e realizado colaborativamente pelo coletivo de artistas do Casarão, pelas parcerias do Holofote Virtual e da Panificadora 16 de Novembro, pela Dona Estrela e Seu Estevão, com o seus carros de pipoca na calçada e pelo público, que vem ser feliz com a programação.

Programação
Cenas Curtas com Jef Cecim
O Pastor de Nuvens" com Karla Pessoa
A Lenda da Iara com Adriana Cruz
Tomara que Não Chova com Cia. Los Gaiatos
Lojinha Dell'arte

Serviço
Amostrai - Mostra mensal de artes cênicas do Casarão do Boneco
Data: 10/11
Hora:18h
Local: Casarão do Boneco
Av. 16 de Novembro 815.
Pague Quanto Puder

Informações
(91) 32418981
http://bit.ly/ListaZapCdB

Casarão virtual do boneco

7.11.18

Iphan debate Patrimônio Cultural Norte em Belém

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) deu início ontem (6) em Belém, ao Seminário Internacional Gestão do Patrimônio Cultural do Norte. O evento segue até esta quarta-feira, 7, no Teatro Maria Sylvia Nunes, na Estação das Docas.

Pesquisadores, gestores governamentais, estudantes, equipes do Iphan e representantes das comunidades locais visam ampliar o debate sobre o tema, trabalhando o Patrimônio Cultural como um ativo para o desenvolvimento social, econômico e sustentável.

Ontem a programação de abertura contou com as falas da presidente do Iphan, Kátia Bogea e convidados, e em seguida contou com a conferência Patrimônio, desenvolvimento e políticas de reconhecimento, ministrada pela antropóloga e arqueóloga australiana Laurajane Smith, além de uma apresentação da Política de Patrimônio Material do Brasil e duas mesas: Os desafios da Identificação do Patrimônio Cultural do Norte e Novos Olhares para o Reconhecimento do Patrimônio Cultural do Norte.

Nesta quarta-feira, 7, acontecem duas conferências: Patrimônio, autenticidade e diversidade, ministrada pelo museólogo português António Ponte e Patrimônio Imaterial e povos indígenas no Brasil. Haverá ainda as mesas Estratégias de Promoção para a Valorização e Difusão do Patrimônio Cultural e Dilemas para o Fortalecimento da Gestão do Patrimônio Cultural. 

A riqueza cultural do Norte impressa na Revista do Patrimônio

A arqueóloga australiana Laurajane Smith
em conferência no primeiro dia do evento.
Os participantes do Seminário Internacional Gestão do Patrimônio Cultural do Norte participarão também do lançamento da edição especial da Revista do Patrimônio, composta por dois volumes temáticos sobre o Patrimônio Cultural do Norte.

A publicação tem o patrocínio da Vale e traz temas relevantes sobre as culturas de diferentes etnias da região Norte, mitos, tradições, formas de expressão, problemas locais e regionais, situações de impacto ambiental e cultural, e visões do trabalho do Iphan nessa extensão territorial e cultural. 

A nova Revista do Patrimônio mantém a qualidade autoral e iconográfica reconhecida por sua excelência, tradição e importância de uma das publicações institucionais mais antigas do Brasil, editada pelo Iphan desde 1937. Os números 37 e 38 da Revista, que serão lançados conjuntamente, apresentam mais de 30 artigos de renomados autores, importantes pesquisadores e especialistas. Os textos se organizam em quatro eixos: os desafios para a identificação; novos olhares para o reconhecimento; estratégias de promoção para valorização e difusão; e dilemas para o fortalecimento da gestão. 

O desafio de romper as fronteiras do Brasil 

Grupo de carimbó "Quentes da Madrugada" (Santarém Novo)
Foto: Isaac Loureiro
O Iphan tem como um de seus desafios promover a compreensão do Patrimônio Cultural como vetor de desenvolvimento social, em uma interlocução direta com a comunidade, setor público, pesquisadores e detentores das práticas culturais.

Busca, assim, uma aproximação com os moradores de Centros Históricos e comunidades locais, a fim de promover o uso social do Patrimônio Cultural. O objetivo é romper as fronteiras entre os trabalhos de preservação e salvaguarda e engajar as comunidades na responsabilidade compartilhada de gestão dos bens culturais. 

Em 2018, o foco do Instituto é o Norte do país. Formada por sete estados - Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins a região Norte está no bioma Amazônia, que se caracteriza por uma variedade de ecossistemas como florestas densas de terra firme, florestas estacionais, florestas de igapó, campos alagados, várzeas, savanas, refúgios montanhosos e formações pioneiras. Todo o território é entrecortado por cursos d’água abundantes, que perfazem uma hidrografia inigualável no país.

Com mais de 3,8 milhões de km2 de extensão, dezenas de edificações, monumentos preservados, belezas do Patrimônio Natural e mais de 5 mil sítios arqueológicos, a região Norte também é formada por marcantes expressões imateriais. São representações de vários povos responsáveis pela sua formação que deixaram suas tradições e festas impressas na identidade dos brasileiros. Entre elas estão o Círio de Nazaré, no Pará, e a Arte Gráfica Wajãpi, do Amapá, que são, também, Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. 

Serviço
Seminário Internacional Gestão do Patrimônio Cultural do Norte. Até esta quarta-feira, 7, das 09h às 18h, no Teatro Maria Sylvia Nunes, Estação das Docas, Belém (PA). O evento, patrocinado pelo BNDES, tem a participação de renomados especialistas brasileiros e estrangeiros, com atuação no campo do Patrimônio.  Mais informações: http://portal.iphan.gov.br/seminariodonorte

3.11.18

"A Besta Pop" em cartaz no Cine Líbero Luxardo

Vai uma dica para quem ainda não viu. "A Besta Pop" estará em cartaz de 8 a 14 de novembro, no Cine Líbero Luxardo. Iniciativa de um grupo de estudantes do Bacharelado em Cinema e Audiovisual, da Universidade Federal do Pará, o filme foi realizado via financiamento coletivo, pela plataforma CATARSE além de ter conquistado o V Prêmio Proex de Arte e Cultura, recurso investido na pós-produção do filme.

Para saber mais destacamos a seguir o link da reportagem publicada aqui, em junho, data de sua estreia com sessão no Centro de Convenções Benedito Nunes, na UFPA, com apoio da Reitoria e dentro das comemorações de aniversário de 61 anos da Universidade.

Serviço
De 08* a 11, 13 e 14/11 | 20h
De 22 a 25, 27 e 28/11 | 18h
*Projeto Plateia: Entrada franca para estudantes na sessão de estreia

Ingresso:
Inteira: R$ 12,00
Meia: R$ 6,00

Para saber:

Leia a matéria
http://bit.ly/2OoxPb6

Ouça entrevista à rádio Web UFPa
http://bit.ly/2PHklvO

31.10.18

Suspense brasileiro tem sessões extras no Líbero

“O Animal Cordial”, de Gabriela Amaral Almeida, poderá ser visto nos dias 01, 02, 03, 04, 06 e 07 de novembro, sempre às 16h. A obra é de terror que, para além do entretenimento, aborda temas  comuns à realidade do Brasil. No Cine Líbero Luxardo, da Fundação Cultural do Pará (FCP). Entrada R$ 12,00 (inteira) e R$ 6,00 (meia).

Inácio é o dono de um restaurante de classe média, por ele gerenciado com mão de ferro. Tal postura gera atritos com os funcionários, em especial com o cozinheiro Djair. Quando o estabelecimento é assaltado por Magno e Nuno, Inácio e a garçonete Sara precisam encontrar meios para controlar a situação e lidar com os clientes que ainda estão na casa: o solitário Amadeu e o casal endinheirado Bruno e Verônica.

Ao longo da narrativa, Gabriela Amaral aborda vários temas comuns à realidade de nosso país. Feminismo, racismo, homofobia, xenofobia e desigualdade social aparecem em diferentes camadas, mas não de maneira panfletária. Em nenhum momento o filme tem sua narrativa claustrofóbica e violenta atravessada diretamente por esses discursos. Para a diretora, a intenção é mostrar que todo mundo é capaz, sob pressão, de atos terríveis, não havendo, de fato, vilões e mocinhos. 

O longa já rendeu prêmio de melhor ator a Murilo Benício no Festival de Cinema do Rio de Janeiro. Gabriela Amaral e Luciana Paes levaram as premiações de melhor diretora e melhor atriz, respectivamente, na premiação FantasPoa 2018.

Sessões Extras
O Animal Cordial (2018I Brasil I Gabriela Amaral Almeida I Suspense I 97 minutos I 18 anos)
Local: Cine Líbero Luxardo do Centur
Data: 01 a 04 e 06 a 07 de novembro de 2018
Hora: 16h
Preço: Inteira: R$ 12,00 | Meia: R$ 6,00

"Em Cada Verso Um Contra-Ataque" na versão vinil

Fotos: Julia Rodrigues
O disco ganha edição especial, em 180 gramas, na cor vermelho-sangue translúcido, produzido especialmente na República Tcheca, em uma das fábricas mais renomadas de LPs do mundo. O design, elegante e minimalista, tem assinatura da artista visual Roberta Carvalho e faz dele um objeto de arte, com capa dupla, encarte e tiragem limitada. "Em Cada Verso Um Contra-Ataque", de Aíla, ganha a perenidade do vinil. A edição de luxo do LP marca ganha show de lançamento em Belém será dia 31 de outubro, no SESI.

De pegada “artivista”, o disco discute temas urgentes, como feminismo e questões de gênero. Após dois anos fazendo shows de norte a sul do país, a cantora e compositora paraense nascida na Terra Firme, bairro da periferia de Belém diz que está feliz em chegar a Belém com esse show. "Tenho certeza que o público vai se impressionar. A turnê chegou na sua melhor fase, circulamos bastante este ano, tá tudo super redondinho, tá quente! Estamos muito afim de trocar essa vibração. Vamos fazer uma noite linda", afirma.

A banda vem com nova formação, como a presença da multi-instrumentista baiana Aline Falcão, que se integra à banda, e assume os sintetizadores do Show. No visual, um inédito cenário multimídia, criado especialmente pela artista Roberta Carvalho, com LEDs e projeções, que leva o público a outra dimensão, uma relação transmídia potente. Música e imagem entrelaçadas.

O segundo disco da artista, "Em Cada Verso Um Contra-Ataque", lançado pelo edital Natura Musical (2016), investe em uma sonoridade pop, dançante, que flerta com as distorções do rock e ao mesmo tempo com os beats eletrônicos, reflexo também da conexão Belém, cidade de origem da cantora, e São Paulo, onde reside hoje. O disco traz canções próprias e de parceiros, como Dona Onete, e entrou nas principais listas de melhores do ano. 

“Esse negócio de ter vinil é muito legal. Tem memória, tem afeto, tem resistência. Desde sempre, eu fui estimulada a ouvir todo tipo de música, de todos os cantos. Nasci em 88, a mudança do analógico para o digital tava a todo vapor, o CD tomando conta de tudo. Que astral poder lançar meu vinil nos tempos de agora, e ainda numa edição de luxo, super bonita. Tô realmente muito feliz”, comemora. 

O show é nervoso, e já passou por palcos emblemáticos, como Circo Voador (RJ) e Coala Festival (SP). Com o trabalho, a paraense percorreu diversos festivais nacionais, viveu encontros musicais inéditos e se firma como uma das principais vozes da nova música do Pará, e vai além da Região Norte, sendo um nome fundamental da nova música brasileira. 

“Esse é um disco muito especial, que tem me trazido momentos inesquecíveis, além de transformações pessoais também. Fizemos shows incríveis, como em 2017 no Sesc Copacabana (RJ), com ingressos esgotados e participação do grande Chico César”, destaca Aíla, que segue na estrada com a Turnê "Em Cada Verso Um Contra-Ataque", e planeja, para 2019, circulação na Europa e América Latina, onde já esteve no ano passado, fazendo Show na Argentina. Para celebrar toda esta trajetória, Aíla lança o primeiro LP da carreira

Serviço
Aíla – Show Lançamento Vinil “Em Cada Verso Um Contra-Ataque”, dia 31 de outubro, no Sesi Belém, Av. Alm. Barroso, 2540, às 20h30. Valores: R$ 20 (inteira) / R$ 10 (meia e associado Sesi).

30.10.18

"Sinfonias de Inclusão" recebe mais de 100 idosos

O “Sinfonias de Inclusão” recebeu mais uma turma, nesta terça-feira, 30 de outubro, 120 pessoas idosas. Elas ouviram uma apresentação e visitaram as instalações do Theatro da Paz, por meio de contração de histórias, e ouviram a Sinfonia n. 39, de Mozart sob a batuta da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP).

A visita começa com cotação de histórias sobre o próprio teatro. Logo em seguida todos são convidados à Varanda, onde aplaudem a OSTP e dizem o quanto gostaram da audição. Alguns estiveram pela primeira vez no teatro, querem voltar, repetir a experiência. É com este sentimento que os participantes do "Sinfonias de Inclusão" têm saído das ações realizadas desde junho no Theatro da Paz.

Além da música, o público ainda assistiu a mais um trecho de contações de histórias, desta vez alusivas ao espaço do Foyer e seu uso como salão de bailes no século XIX, inclusive carnavalescos. Maria Aldenora Neves, de 66 anos, chegou a ficar emocionada com a visita, as lágrimas vieram à tona. Sentada na varanda, local onde no início do século XX ficavam os grandes barões da Era da Borracha, ela se sentiu privilegiada em participar da ação. “Achei lindo, é a primeira vez que venho aqui. Fomos convidados para vir e eu não sabia o que era, fiquei surpresa, adorei. Também não conhecia música erudita, teve um momento que estava ouvindo e me deu vontade de chorar de ter visto essa orquestra”, comentou. 

Ela também conheceu mais sobre a estrutura do teatro, como os locais para o público (varanda, frisas, camarote e paraíso) e sobre a lenda do Uirapuru pela música do maestro Waldemar Henrique, com a interpretação da atriz e arte educadora Karla Pessoa. A dona Laurinda Chagas da Silva, 65 anos, também pisou no Da Paz pela primeira vez.

“Achei lindo, foi um dia muito feliz. Só tinha visto orquestra e o teatro pela televisão. Me senti em êxtase, como se estivesse flutuando com essa música, a alma da gente fica leve. Deu para aliviar o coração”, contou a idosa, que agora pretende voltar ao Theatro. Irene Santos, 70, agradeceu à equipe do projeto e à orquestra e revelou que a visita ajudou a minimizar os sintomas da depressão. Atuante em grupo de idosos, ela pretende chamar as amigas e também voltar à casa de espetáculos para assistir os concertos da OSTP.

“Foi muito bom para a minha mente, estou aprendendo a superar a depressão. Me senti muito bem, estou feliz! Transmite muita coisa boa para nossa mente”, disse. Maria Feitosa, 69, também revelou sua história de vida: nascida no interior do Pará, em São Francisco, ela nunca teve oportunidades de frequentar teatros. Foi a primeira vez no Da Paz e à frente de uma orquestra profissional. “Minha filha mora em Macapá e vejo na casa dela, mas nunca tinha visto ao vivo. Tinha um desejo enorme de ver, mas tem a distância, moro na Cidade Nova [Ananindeua, na Região Metropolitana]”, contou.

No total, participaram 120 idosos. Foram 40 do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Terra Firme e 80 idosos do Instituto Cynthia Charone. O projeto é coordenado pela produtora cultural Carmem Ribas e é uma realização é do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e Academia Paraense de Música (APM), com apoio do Banco da Amazônia. 

(Holofote Virtual com informações da assessoria de imprensa)

Paulo André Barata lança um novo CD após 20 anos

Duas décadas sem gravar e Paulo André Barata apresenta disco homônimo trazendo canções inéditas e sucessos de sua carreira. O show de lançamento conta com a presença de convidados especiais, como João Donato, Alba Mariah, Andréa Pinheiro, Lucinnha Bastos e Lia Sophia. No Theatro da Paz, nesta quinta-feira, 1º de novembro, às 21h. Ingressos à venda na bilheteria do teatro e pela internet.

O novo álbum traz regravações como “Nasci para Bailar”, em parceria com João Donato, e “Porto Caribe”, canção famosa pelo refrão: “Eu sou de um país que se chama Pará”. Há ainda seis composições em colaboração com Paulo César Pinheiro e “Abismo”, que Paulo André Barata assina juntamente com João de Jesus Paes Loureiro. Dentre as novas faixas estão “Boiuna”, “Juriti Pepena, "Capelobo", “Bar da Condor”, “Boitatá” e "Maranduera", que falam sobre o universo amazônico caboclo, cenário que se fez uma de suas marcas registradas.

O disco contou com arranjos de Tynoko e Luiz Pardal, e gravação, edição e mixagem das canções por Jacinto Kahwage. “Esse trabalho do Paulo é uma bela amostra do estilo de compor dele, com suas harmonias e melodias muito bem elaboradas, juntamente com alguns parceiros, autores de textos carregados de sentimentos, imagens, que muitas vezes remetem à Amazônia ou até coisas típicas da região, como por exemplo, lendas e certa latinidade. Esse trabalho é uma bela síntese da obra do Paulo André Barata e está sendo uma honra muito grande estar participando do projeto”, diz Jacinto. 

Considerado um dos grandes nomes da música brasileira, o compositor teve as suas primeiras obras, "Indauê Tupã" e "Esse Rio é Minha Rua", gravadas por Fafá de Belém em 1976 no LP "Tamba Tajá", que lançou a cantora nacionalmente. No ano seguinte, Fafá de Belém também gravou "Pauapixuna" e "Foi Assim", essa última um dos maiores sucessos da carreira da cantora, que também gravou no LP "Banho de Cheiro" (1978), as canções "Carta noturna", "Baiuca's Bar" e "Banho de Cheiro". Neste mesmo ano, Paulo lançou seu primeiro LP, “Nativo”, pela Continental. 

Fotos: Walda Marques
Paulo compôs "Mesa de Bar" e, com o pai Ruy Barata, escreveu "Pacará"; ambas as canções foram gravadas no LP “Estrela Radiante", também de Fafá. Em 1997, lançou o CD duplo "Uirapuru", trabalho patrocinado pela Secretaria da Cultura do Estado do Pará, e contou com as participações especiais de Sérgio Ricardo, Jane Duboc, Lucinha Lins, Gilson Peranzzetta, Robertinho Silva e Maurício Einhorn, entre outros.

O projeto do CD foi selecionado pelo Natura Musical por meio do edital 2016 e com o apoio da Lei Semear, Fundação Cultural do Pará (FCP) e Governo do Estado do Pará, além da realização da AmpliCriativa. 

“Acreditamos na força do Natura Musical para conectar pessoas, valorizar a criatividade brasileira e revelar a diversidade de cada região do país”, diz Fernanda Paiva, gerente de Marketing Institucional da Natura. “O programa já circulou por 18 Estados, apostando em talentos locais. No Pará, por exemplo, o edital já ofereceu recursos para 39 projetos da música, como Felipe Cordeiro, Luê, Arthur Nogueira, Aíla, Strobo, Sammliz e Lia Sophia e, agora, Paulo André Barata”, complementa. 

Serviço
Show de lançamento do CD Paulo André Barata. Dia 01 de novembro (quinta-feira), 21 horas, no Theatro da Paz – Rua da Paz, S/N, Centro – Belém – PA. Duração: 1h30. Classificação: Livre. Ingressos à venda na bilheteria do teatro e pela internet em: http://bit.ly/pauloandrebarata

Valores dos Ingressos:
Plateia, Varanda e Friza: inteira R$100,00 reais / meia R$ 50,00 
Camarote 1ª Ordem e 2ª Ordem: inteira R$ 80,00 / meia R$ 40,00 
Galeria: inteira R$ 60,00 / meia R$ 30,00 
Paraíso: inteira R$ 40,00 / meia R$ 20,00
*meia para estudantes, professores e pessoas com mais de 60 anos.

Onde encontrar
CD’s e LP’s à venda na Fox Vídeo (Dr. Moraes) e Ná Figueredo (Estação das Docas). 
Compre e escute o disco online no link http://trato.red/pauloandrebarata
Ouça o disco: http://bit.ly/2CR3nnT

(Holofote Virtual com informações da assessoria de imprensa)