19.6.24

Casarão do Boneco abre com mais 2 apresentações

Fotos: Edson Elias
A programação da Mostra In Bust neste mês de junho traz para o Casarão do Boneco, dois espetáculo por final de semana. Aos sábados, a criação mais recente do grupo, Aguar o Tempo que estará em cartaz nos dias 22 e 29, às 19h30. Aos domingos sempre uma novidade. Neste, dia 23, por exemplo, estará em cartaz O Conto que eu vim Contar, às 17h. 

Em cena desde 1996, a In Bust Teatro com bonecos é referência no teatro de formas animadas na Amazônia. Desde 2003, o grupo habita o Casarão do Boneco, um espaço que hoje congrega vários outros coletivos e que por ser uma edificação centenária, carece de cuidados e reparos constantes.

Uma das formas encontradas para manter o casarão limpo e seguro para receber o público é por meio de doações e arrecadação na bilheteria das apresentações. Aguar o Tempo é o espetáculo mais recente do grupo, com projeto selecionado pelo Prêmio FCP de Incentivo à Arte e Cultura. 

Em uma noite imaginária, todas as pessoas participantes do espetáculo se reúnem em roda para um encontro com as memórias que submergem e emergem em um rio-tempo, águas passadas e águas futuras atravessam o território de cenas fluidas, em transformação, a cada vez que forem vivenciadas. 

Em cena, conduzindo a roda, Adriana Cruz, Aníbal Pacha, Cincinato Jr e Paulo Ricardo Nascimento, e uma atuante em torno da roda: Cris Costa. Cada atuante dentro da roda traz depoimentos para narrar aos partícipes, movidos pelo desejo de compreender acontecimentos no território-tempo, sobre os seres que o habitam e caminham no passado e no futuro, querem dizer de quando vêm. 

No domingo um conto que remete ao Marajó

Era uma vez um homem muito brabo, dono de uma fazenda no Marajó, no Pará. Seu Bastião tem uma filha linda, Hosana, que sonha ser chamada de mãe. Desde que a mãe de Hosana se foi, o Bastião nunca mais sorriu. Ele tem medo de perder a filha, por isso não deixa a menina sair de jeito nenhum! Num lugar banhado por um rio cheio de segredos, guardado pela Mãe D’água, vivem muitas criaturas, inclusive o Boto.

O texto de Adriana Cruz é inspirado na obra “Um Conto de Natal”, criada por David Matos, para o programa Catalendas, da TV Cultura do Pará.  O espetáculo traz moradores do Marajó contando o conto, com bonecos de manipulação por vara, confeccionados com patchouli, de acordo com a encenação, ora na fazenda, ora no fundo do rio.

Na direção está Aníbal Pacha e no elenco, além de Adriana, os atores-manipuladores Paulo Nascimento e o próprio Aníbal Pacha, que também assina os cenários e bonecos. A sonoplastia é de Paulo Nascimento, a produção de Cristina Costa e o figurino de Aníbal Pacha e Mariléia Aguiar.

Apresentações visam a manutenção do espaço

Os ingressos podem ser adquiridos na hora ou de forma antecipada pelo whatsapp (91) 98171.8282. Todos os recursos arrecadados com a bilheteria serão revertidos à manutenção do espaço, um casarão centenário que vem sendo cuidado pelos artistas e público apoiador.

Programação

AOS SÁBADOS, 19h30: 

22 e 29/06 - Espetáculo Aguar o Tempo 

AOS DOMINGOS, 17h: Apresentação de espetáculos de repertório 

23/06 - O Conto que eu Vim Contar 

30/06 - Os 12 Trabalhos de Hércules 

Ingresso - Inteira R$ 30,00 / Meia R$ 15,00 - Vendas antecipadas pelo whatsapp (91) 98171.8282.

Ficha Técnica

In Bust Teatro Com Bonecos, com Adriana Cruz, Anibal Pacha, Paulo Ricardo Nascimento e Cristina Costa, com os convidados: Cincinato Marques Jr. (Aguar o Tempo), Thiago Ferradaes (apoio técnico), Irís Nascimento (apoio técnico), Nanan Falcão (Curupira e no apoio técnico), Izidorio José (apoio técnico), Fafá Sobrinho (apoio de produção) e Andréa Rocha (apoio de produção). Visualidade e Design: Carol Abreu. Assessoria de Imprensa: Luciana Medeiros. Realização: In Bust Teatro Com Bonecos e Casarão do Boneco. Apoio: Holofote Virtual e Padaria Verderosa.

O Circulando Cinema no Boulevard da Gastronomia

Fotos: Cláudio Ferreira/Circular
Depois de desbravar o vão de concreto da Praça da Bandeira, neste sábado, 22, é hora de transformar o Boulevard da Gastronomia em um grande cinema a céu aberto. Haverá cadeiras, esteiras e pipoca de graça, além de interprete em LIBRAS. Tudo a partir das 18h.

O diretor Fernando Segtowick abre a programação com um bate papo com o público sobre Produção Audiovisual na Amazônia, assunto que ele conhece na prática. Em seguida, num grande telão, seis curtas serão exibidos.

A iniciativa é do Circulando Cinema, projeto da Associação Circular, idealizado por Adelaide Oliveira e selecionado no Edital de Cinema de Rua da Lei Paulo Gustavo/Secult-Pa. O ponta pé inicial foi dado, na semana passada (15), na Praça da Bandeira. Ela comenta os resultados.

“Primeira sessão foi lindamente executada, uma praça tão importante como aquela precisa de mais ações culturais. O Circular voltará ali, com certeza. Emoção extra de ver a comunidade Warao participando. A próxima acontecerá num espaço revitalizado, que também receberá sessão de cinema ao ar livre pela primeira vez, oportunidade principalmente para trabalhadores do entorno, além de turistas usufruirem do bate papo e dos filmes que serão exibidos”, diz Adelaide Oliveira, coordenadora do projeto e presidente da Associação Circular.

A ideia também é que o Circulando agregue parceiros do projeto Circular Campina Cidade Velha. Nesta edição, conta-se com o movimento Mulheres Por Elas, que entrega kits de higiene para mulheres em situação de rua pela capital paraense. O público pode contribuir. Voluntários estarão recebendo, antes e durante a exibição dos curtas-metragens, doações de roupas, desodorantes e shampoos, entre outros itens.

Fernando Segtowick Bate-papo ao ar livre 

Além de pipoca e de um telão de tirar o fôlego, o público também será contemplado, neste sábado, 22, com venda de comidas típicas e o primeiro bate-papo previsto nesta edição do Circulando Cinema, com o premiado diretor Fernando Segtowick, que falará sobre “Produção Audiovisual na Amazônia”.

Diretor do documentário “O Reflexo do Lago”, que estreou na Mostra Panorama do Festival de Berlim 2020, Fernando tem dirigido, desde 2000, curtas e séries de TV focados na Amazônia, incluindo “Matinta” (2010), premiado no Festival de Cinema de Brasília,  e “Sabores da Floresta” (2020). Mais recentemente, ele também assina a direção geral da série “Olhares do Norte: Pará”, criada pelo jornalista Ismael Machado, e que traz relatos, trajetória e um registro que reverencia e valoriza a fotografia como meio de comunicação e arte revolucionária.

Curtas da vez trazem temas culturais e livres

Os filmes deste sábado, 22, exploram temas culturais, históricos e místicos através de diferentes gêneros e abordagens. “Meu Nome é Maalum” (2021), uma animação de Luísa Copetti, abre a sessão com seus 7 minutos e 39 segundos de pura sensibilidade, trazendo a história de Maalum, uma menina negra brasileira crescendo em um lar repleto de amor e referências afrocentradas. A animação, com classificação livre, é uma obra-prima que deve tocar corações de todas as idades.

Logo após, “Ciranda Feiticeira” (2023), dirigido por Tiago Delácio e Lula Gonzaga, nos transporta para a Ilha de Itamaracá em um encantador ritual de pesca. Com 8 minutos de duração, este curta explora os ciclos da vida através dos olhos de Janaína e sua mãe, entrelaçando sonhos, poesia e música. Mais uma animação que promete envolver o público com sua narrativa lírica e visualmente encantadora.

“Benzedeira” (2021), de Sann Marcelo e Pedro Olaia, traz uma abordagem live action com 15 minutos de duração. Este filme nos apresenta a fascinante figura de Maria do Bairro, uma benzedeira e conhecedora de ervas que escolheu o silêncio como forma de dividir sua sabedoria. Ambientado na isolada comunidade de Tamatateua, no interior de Bragança, o curta é um retrato profundo e comovente de uma personagem única e de sua missão de cura.

A sequência continua com “Garotos Ingleses” (2022), um documentário dirigido por Marcus Curvelo. Em seus 15 minutos, o filme investiga a ancestralidade e as possíveis conexões de dois baianos com o Cemitério dos Ingleses na Bahia, reservado a cidadãos de origem inglesa. Este curta promete provocar reflexões sobre identidade, pertencimento e as complexas camadas da história e da memória.

“SolMataLua” (2022), dirigido por Rodrigo Ribeiro-Andrade, é outro documentário que se destaca na programação. Em uma odisséia de 15 minutos, o filme percorre territórios ancestrais e contemporâneos através de uma jornada mística que celebra vozes e presenças negras. Com uma mistura vertiginosa de sons e imagens, “SolMataLua” é uma verdadeira homenagem às poesias pretas que ancoram memórias e descobrem futuros.

Encerrando a exibição, “Cabana” (2023), de Adriana de Faria, nos leva ao coração da Floresta Amazônica. Live action de 14 minutos, o filme apresenta a história tensa e intrigante de uma mulher que recebe a visita inesperada de um guerrilheiro da Revolução Cabana. A narrativa promete explorar o impacto desse encontro em meio ao ambiente selvagem e misterioso da floresta.

Ao todo, o projeto em sua primeira edição, prevê a realização de três sessões, reunindo curtas metragens da mais nova safra da produção brasileira, incluindo entre estes, filmes de diretores paraenses. A curadoria é da jornalista e crítica de cinema Lorenna Montenegro. Depois da Praça da Bandeira (15) e do Boulevard da Gastronomia (22), no bairro da Campina, o Circulando Cinema fará a última sessão, na Cidade Velha, na Praça do Carmo, no dia 29 de junho.

Programação

Local: Boulevard da Gastronomia: 18h

  • Meu Nome é Maalum (Brasil – RJ, 7min39seg) – 2021 De Luísa Copetti – Animação – Classificação livre
  • Ciranda Feiticeira (PE, 8 min) – 2023 – De Tiago Delácio e Lula Gonzaga – Animação – Classificação livre
  • Benzedeira (Brasil-PA, 15 min) – 2021 – De Sann Marcelo e Pedro Olaia – Live Action – Classificação livre
  • Garotos Ingleses (Brasil-BA, 15 min) – 2022 – De Marcus Curvelo – Documentário – Classificação livre
  • SolMataLua (Brasil-SC, 15 min) – 2022 – De Rodrigo Ribeiro-Andrade – Documentário – Classificação livre.
  • “Cabana” (Brasil-PA, 14 min) – 2023 – De Adriana de Faria – Live Action – Classificação livre

Serviço

Circulando Cinema. Realização da Associação Circular e Projeto Circular Campina Cidade Velha, com apoio do Edital de Cinema de Rua da Lei Paulo Gustavo/Secult-Pa. Próximas sessões:  22 de junho, no Boulevard da Gastronomia, e no dia 29 de junho, na Praça do Carmo, sempre a partir das 18h. Entrada gratuita.

18.6.24

Fotografia com oficinas e roda de conversa no Sesc

Foto: Miguel Chikaoka
O Centro de Cultura e Turismo Sesc Ver-o-Peso realiza em junho, o projeto "Territórios de Memória e Patrimônio", que valoriza manifestações culturais a partir das territorialidades e relação com detentores de saberes. 

Há várias atividades previstas, entre elas, a proposta de experiência "Caminhos do Patrimônio: Imagem e Identidade no Bairro da Campina em Belém do Pará", conduzida pelo professor e historiador Michel Pinho. 

A atividade inclui oficina, no dia 22, das 09h às 13h, que visa oferecer um olhar sensível sobre as práticas culturais e a existência no bairro da Campina, um dos mais antigos de Belém, rico em patrimônios históricos e culturais. Os participantes irão explorar a história do bairro através de imagens e mapas dos séculos XVII a XIX, seguido por uma caminhada para documentar e experimentar visualmente a Campina. 

A roda de conversa vai ocorrer na semana seguinte, dia 29, das 10 às 12h, com a finalidade de compartilhar com o público as experiências e imagens produzidas durante a oficina, permitindo um diálogo entre o presente e o passado do bairro da Campina. 

Oficina com Miguel Chikaoka

Miguel Chikaoka
Foto: Cláudio Ferreira
Outra ação formativa que será a oficina "Lab Olhar Embalado", ministrada pelo fotógrafo e educador Miguel Chikaoka , de 26 a 28 de junho, sempre das 14h30 às 18h30. Esta vivência coletiva incluirá exercícios de leitura, reflexões e criações inspiradas no "estar, aqui e agora". 

O objetivo é estimular práticas sustentáveis através da técnica e linguagem fotográfica, promovendo uma comunhão com a essência das coisas e um olhar atento ao fluxo que nos rodeia. Trabalhadores do comércio e dependentes têm inscrição gratuita, enquanto o público em geral pode participar por R$ 23,00 e empresários e conveniados por R$ 15,00.  

Projeto "Máquinas para Filosofar"

A unidade possui um acervo composto por 89 de câmeras fotográficas, ampliadores e projetores de cinema artesanais, confeccionados nos séculos XIX e XX, consideradas uma das mais representativas coleções desta natureza na América Latina.

Em exposição permanente no 3º piso do Centro de Cultura e Turismo Sesc Ver-o-Peso, é aberta ao público diariamente de 09 às 18h, de segunda a sexta-feira.  Visitas mediadas à coleção "Máquinas para filosofar" são realizadas por meio de uma mediação onde se compartilha com o público informações históricas, técnicas e curiosidades sobre o acervo de máquinas antigas. 

O Núcleo de Fotografia oferece anualmente um conjunto de ações pautadas na sensibilização e no atendimento individualizado, onde cada participante é estimulado a vivenciar seu processo de criação e vislumbrar suas possibilidades. 

As leituras de portfólio são ações gratuitas, oferecidas de janeiro a dezembro, sempre as sextas-feiras, entre 10h e 15h. Tudo a partir de agendamento prévio pelo email psampaio@pa.sesc.com.br. Os atendimentos serão realizados por meio virtual (chamada de vídeo via WhatsApp, Google Meet, entre outros) ou presencialmente. 

Atividades

  • Núcleo de Fotografia do Sesc Ver-o-Peso promove programação especial em junho Oficina “Caminhos do Patrimônio: Imagem e Identidade no Bairro da Campina em Belém do Pará”, com Michel Pinho. Público: a partir de 16 anos - 15 vagas. Dia 22 de junho, das 09h às 13h  As solicitações de inscrições são gratuitas e devem ser encaminhadas para o email psampaio@pa.sesc.com.br, informando nome completo, fone para contato e idade do participante. 
  • Roda de conversa “Caminhos do Patrimônio: Imagem e Identidade no Bairro da Campina em Belém do Pará”, com Michel Pinho. Dia 29 de junho, das 10h às 12h. Programação livre para todos os públicos, sem necessidade de inscrição. Participação sujeita a lotação do espaço.  
  • Oficina "Lab Olhar Embalado", com Miguel Chikaoka. De 26 a 28 de junho, das 14h30 às 18h30. Inscrição: gratuita para Trabalhadores do Comércio e seus Dependentes. R$ 23,00 para Público em Geral - R$ 15,00 para Empresário/Conveniado . 

Diário Contemporâneo 'habla' com as Themônias

A conversa informal ou “Hablação com as Themônias” será neste sábado (22), às 14h30, na Casa das Onze Janelas, com mediação do Coletivo NoiteSuja, um dos premiados desta edição. Entrada franca.

“Hablar” é uma gíria para “falar", no dialeto pajubá. O diálogo vai partir da obra “Santa Ceia”, criada em 2018 e premiada em 2024 no Diário Contemporâneo. Matheus Aguiar, integrante do Coletivo NoiteSuja, conta que os artistas Themônias surgiram em ambientes de troca, de coletividade. 

“São artistas que também se veem como família, porque família é quem te ouve e quem habla mesmo quando necessário! Acredito que a ‘Hablação com as Themônias’ vai ser mais esse lugar de encontro, da gente se olhar. Gostaria de ver todo o tipo de público. De poder conhecer novas pessoas”, disse.

De acordo com ele, a sugestão é que a conversa (hablação) possa ter como tema disparador a obra “Santa Ceia”, em exposição no Diário Contemporâneo. O trabalho faz lembrar os acontecimentos no ano de 2018 no Brasil, quando foi realizada. Onde e como estávamos? Como sobrevivemos a tantos deslocamentos? 

A sagrada ceia é também símbolo da celebração, da festa, da arte e vida presente nas ações do grupo NoiteSuja, que sempre coletivizou o fazer Themônia, entendendo-o como expressão artística genuinamente amazônica. Por onde passa, com sua arte, sua gente, sua trajetória, a NoiteSuja deseja ouvir o outro e construir coletivamente.

Sobre a participação e premiação do coletivo na 13ª edição do DCF, Matheus comenta que “participar do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é poder entrar em contato com as pessoas. O museu faz essa mágica de reunir gente tão diferentes de nós. E também pessoas que podem se reconhecer vendo nossas imagens. O mais bacana pra mim tem sido saber que as escolas estão visitando a exposição. Que sorte a dos alunos e dos professores, de conhecerem trabalhos tão plurais”.

Exposição entra na reta final

As exposições do 13° Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia entraram na sua última semana, encerrando nos diversos espaços no domingo,  23,  na Associação Fotoativa, Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, Museu da UFPA, Galeria Fidanza e Museu Paraense Emílio Goeldi. O projeto selecionou e premiou obras a partir da proposição de Lívia Aquino, curadora convidada deste ano. 

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é aberto a todos os artistas brasileiros ou residentes no país. Trata-se de um projeto nacional que, em seus mais de dez anos de atuação, contribuiu para a consolidação do Pará como lugar de reflexão e criação em artes, além de proporcionar o diálogo entre a produção local e nacional.

Projeto realizado por meio da Lei de Incentivo Federal à Cultura Rouanet. Patrocínio: Banpará. Parceiros Institucionais: Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), Associação Fotoativa, Museu da UFPA (MUFPA), Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SECULT), Sistema Integrado de Museus e Memoriais (SIMM) e Espaço Cultural Casa das Onze Janelas. Colaboração: Sol Informática. Apoio Cultural: Diário do Pará e RBA. Realização: Céu Caótico, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Serviço

Diário Contemporâneo promove encontro com as Themônias, Neste sábado, 22, às 14h30, no Museu Casa das Onze Janelas (Rua Siqueira Mendes,  s/n – Cidade Velha). Entrada franca.

17.6.24

Circulando Cinema abre sessão com público warao

Fotos: Cláudio Ferreira
A Associação Circular deu início ao Circulando Cinema, projeto selecionado no Edital de Cinema de Rua da Lei Paulo Gustavo/Secult-Pa, com o objetivo de levar exibição de filmes ao ar livre à população.

No último sábado (15), o projeto realizou sua intervenção na Praça da Bandeira, no bairro da Campina, com cerca de 180 pessoas participando da ação, sendo 40% delas idosos, jovens e crianças venezuelanas indígenas da etnia Warao, que habitam o centro histórico de Belém.

Antes da exibição dos cinco curtas programados, houve tempo para interagir, encontrar amigos e degustar aquela pipoca distribuída gratuitamente, assim como a comidinha do chef Rubão, um arroz com galinha dos deuses e das deusas. Um dos chefs de cozinha mais requisitados de Belém, ele fez questão de preparar, em seu restaurante, no bairro da Cidade Velha, e depois ir servir na praça. Teve Mingau da Dona Ray também, afinal, enquanto iguaria da época, também não poderia faltar.

A sessão abriu com “Contos Mirabolantes”, animação com direção de Petrônio Medeiros e Andrei Miralha. Andrei esteve presente e falou um pouco do filme aos presentes. Em apenas oito minutos, o filme consegue prender completamente a atenção das crianças e pessoas de todas as idades, trabalhando a técnica da contação de história, mas pelo olhar de uma criança.

Também foram exibidos Os Muitos Mundos de Piero Maria (Brasil-SP, 17 min), Escasso (Brasil-RJ, 16 min), Ciranda Feiticeira (PE, 8 min),  e Mutirão: O Filme (Brasil-SP, 10 min). A curadoria dos filmes é da jornalista e crítica de cinema Lorenna Montenegro.

Público prestigiando

Entre os representantes dos moradores do bairro da Campina, estava a ativista Joana Lima, presente com o MPE – Movimento Por Elas, iniciativa que estará presente em todas as sessões do projeto, recebendo doações de produtos de higiene pessoal e roupas, com a finalidade de gerar kits para mulheres em situação de rua em Belém, uma situação que tem se multiplicado nos últimos anos. Antiga moradora do bairro da Cremação, ela vive há 25 anos no bairro da Campina, onde é uma das pioneiras no incentivo e apoio aos Warao, desde que os primeiros chegaram ao centro histórico.

Também estiveram presentes artistas, produtores e empreendedores criativos como as atrizes Ester Sá e Anne Dias, os artistas visuais Camila Fialho, Miguel Chikaoka e Alexandre Sequeira, a empreendedora de moda sustentável Tainah Fagundes, da Da Tribu; além da artista visual Roberta Carvalho, da cantora Aíla e de Matheus Vieira, que produzem o Olympia Na Rua e foram lá prestigiar. Outra presença importante na praça foi a da galerista e produtora cultural Makiko Akao, uma das idealizadoras do projeto Circular Campina Cidade Velha, que inspira e se desdobra no Circulando Cinema, entre tantas outras.

Próximas sessões terão bate-papo

O Circulando Cinema segue sua jornada com mais duas sessões ao ar livre nos próximos sábados, tendo, antes de cada sessão, um super bate-papo sobre cinema, audiovisual e Amazônia. A programação inicia sempre às 18h, com tradução em LIBRAS.

Dia 22, às vésperas do Dia de São João, no Boulevard da Gastronomia, o bate-papo será sobre “Produção Audiovisual na Amazônia”, com o cineasta paraense premiado, Fernando Segtowick. Diretor do documentário “O Reflexo do Lago”, que estreou na Mostra Panorama do Festival de Berlim 2020, Fernando tem dirigido, desde 2000, curtas e séries de TV focados na Amazônia, incluindo “Matinta” (2010) e “Sabores da Floresta” (2020). Atualmente, ele coordena o MARAHU LAB e é mestrando em Artes pela Universidade Federal do Pará.

Já em 29 de junho, Dia de São Pedro, na Praça do Carmo, antes dos filmes, vamos bater um papo com a pesquisadora e professora-adjunta do curso de Bacharelado em Cinema e Audiovisual e do Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal do Pará (PPGArtes/UFPA), Cláudia Melo, sobre a importância do audiovisual para o patrimônio e na formação das memórias e identidades humanas.

Cláudia é Doutora em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Mestra em Ciências da Comunicação e especialista em Cinema pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos/RS). Atua nas áreas de Arte, Comunicação e Patrimônio, com ênfase em teoria e estética do Cinema e do Audiovisual, Culturas e Memórias, Gênero e Sexualidade.

Os curtas em cartaz no dia 22

Local: Boulevard da Gastronomia: 18h

Meu Nome é Maalum (Brasil – RJ, 7min39seg) – 2021 De Luísa Copetti – Animação – Classificação livre

Sinopse: Maalum é uma menina negra brasileira que nasce e cresce em um lar rodeado de amor e de referências afrocentradas.

Ciranda Feiticeira (PE, 8 min) – 2023 – De Tiago Delácio e Lula Gonzaga – Animação – Classificação livre

Sinopse: Janaína compartilha com a mãe o ritual da pesca na Ilha de Itamaracá. Enfrentam a dor e a beleza dos ciclos da vida com sonhos, poesia e música.

Benzedeira (Brasil-PA, 15 min) – 2021 – De Sann Marcelo e Pedro Olaia – Live Action – Classificação livre

Sinopse: Benzedeira Maria do Bairro escolheu o silêncio para dividir a sabedoria que lhe foi confiada. Esta ciência da natureza se esconde ao longe em uma ilha na comunidade do Tamatateua, interior do município de Bragança. Manoel Amorim, conhecido como Maria do Bairro, a bicha preta conhecedora de ervas e benzedor, se dedica à cura do corpo e da alma de quem a procura.

Garotos Ingleses (Brasil-BA, 15 min) – 2022 – De Marcus Curvelo – Documentário – Classificação livre

Sinopse: O Cemitério dos Ingleses, na Bahia, é reservado aos cidadãos de origem inglesa e seus descendentes. Dois baianos fazem exames de DNA em busca de uma possível ancestralidade que os qualifique ao espaço.

SolMataLua (Brasil-SC, 15 min) – 2022 – De Rodrigo Ribeiro-Andrade – Documentário – Classificação livre.

Sinopse: Em uma odisseia afro-diaspórica, divindades, paisagens, becos e vielas encontram-se nas encruzilhadas do tempo. Com uma constelação de vozes e presenças negras, SolMataLua percorre um vertiginoso itinerário entre territórios ancestrais e contemporâneos. Nessa jornada mística, devires sonoros e imagéticos celebram as poesias pretas que ancoram memórias e descobrem futuros.

“Cabana” (Brasil-PA, 14 min) – 2023 – De Adriana de Faria – Live Action – Classificação livre

Sinopse – Em meio à Floresta Amazônica, uma mulher recebe a visita indesejada de um guerrilheiro da Revolução Cabana.

Ficha Técnica – Circulando Cinema

Equipe

Adelaide Oliveira – Coordenação e Produção Executiva

Luci Azevedo – Coordenação de Produção

Luciana Medeiros – Coordenação de Comunicação

Nielson Bargas e Andrea Rezende – Produção

Juan Cabral e Vivian Araújo – Assistente de Produção

Márcio Alvarenga – Designer

Cláudio Ferreira – Fotógrafo e Coordenador Financeiro

Curadoria

Lorenna Montenegro 

Convidados

Felipe Cortez (Oficina Documentário e Memória)

Cláudia Melo (Bate Papo)

Fernando Segtowick (Bate Papo)

Projeção e Som

MM Produções

Serviço

Circulando Cinema. Realização da Associação Circular e Projeto Circular Campina Cidade Velha, com apoio do Edital de Cinema de Rua da Lei Paulo Gustavo/Secult-Pa. Início em  15 de junho, na Praça da Bandeira. Próximas sessões:  22 de junho, no Boulevard da Gastronomia, e no dia 29 de junho, na Praça do Carmo, sempre a partir das 18h. Entrada gratuita.

(Texto escrito e publicado originalmente no site projetocircular.org / do projeto Circular Campina Cidade Velha)

13.6.24

Circulando Cinema com sessões ao ar livre

Cinema, cinema, cinema. E o que é melhor, com acesso livre. Durante três sábados consecutivos, o projeto Circulando Cinema, selecionado no Edital de Cinema de Rua da Lei Paulo Gustavo/Secult-PA, levará mostras de curtas-metragens da produção brasileira recente a espaços públicos de Belém. Todas as sessões contarão com intérprete em LIBRAS.

A iniciativa é da novíssima Associação Circular, que agora abriga, tanto o Projeto Circular Campina Cidade Velha, de onde ela emerge, quando o Circular Cinema e ainda o Histórias da Campina, projeto de curta metragem que muito em breve vamos ver em projeções no centro histórico de Belém e outros espaços de exibição. 

O Circulando Cinema exibirá 15 obras audiovisuais, em sessões de cinema de rua. E a primeira delas já será neste sábado, na Praça da Bandeira. No dia 22, haverá a segunda, no Boulevard da Gastronomia, e no último sábado de junho, dia 29, na Praça do Carmo, sempre começando as exibições às 18h.

“Vamos ocupar espaços que já recebem ações culturais, mas também explorar novas possibilidades em lugares que muitas vezes são apenas de passagem. Por isso, começamos na Praça da Bandeira. Queremos levar cinema para uma população que está ali perto, mas quase sempre invisível”, diz Adelaide Oliveira, coordenadora da ação e presidente da Associação Circular, proponente do projeto.

Visando ampliar o acesso ao audiovisual e democratizar a exibição, o Circulando Cinema leva para as praças um recorte plural e expressivo da produção curta-metragista brasileira dos últimos quatro anos, reunindo filmes de classificação livre.

“A mostra nas praças de Belém traz um recorte do que de mais interessante tem sido produzido em curta-metragem no Brasil nos últimos quatro anos, a partir da classificação livre das obras audiovisuais. As sessões também vão destacar curtas da recente produção audiovisual paraense”, diz Lorenna Montenegro, convidada do projeto para realizar a curadoria.

Crítica de cinema, curadora, roteirista, jornalista cultural e professora de roteiro na Academia Internacional de Cinema (AIC), Lorenna integra o Coletivo Elviras, a ABRA (Associação Brasileira dos Roteiristas Autores) e a Abraccine. Ela ressalta a relevância da iniciativa.

“Fico contente de ter podido pensar, junto à equipe de programação, como ampliar o acesso ao nosso cinema e exercitar a democratização da exibição com 15 filmes tão plurais e diferentes entre si, com sotaques, temáticas e histórias diversas que espero que o público de Belém aprecie”, complementa.

Primeira Sessão - Praça da Bandeira

Neste sábado, 15 de junho, a primeira sessão, na Praça da Bandeira, traz os filmes paraenses: "Contos Mirabolantes", de Andrei Miralha e Petrônio Medeiros, uma animação de aventura na floresta Amazônica que destaca a contação de histórias no universo criativo da menina Maria Estrela, e "Cabana", de Adriana de Faria, uma ficção experimental sobre duas mulheres sobreviventes na época da Revolução Cabana.

O público também poderá conferir os curtas paulistas: "Mutirão, O Filme", de Lincoln Péricles, que aborda o olhar de uma criança sobre fotos antigas da construção do seu bairro e a luta popular pela moradia, com papel determinante das mulheres.

Também estará em cartaz "Os Muitos Mundos de Piero Maria", de Helena Guerra, com um gatinho cheio de ideias mirabolantes pronto para resgatar seus donos do isolamento social. Para encerrar com humor, será exibida a produção carioca "Escasso", de Gabriela Gaia Meirelles, uma comédia escrachada e inventiva sobre uma mulher preta que ocupa uma casa abandonada e se assume como dona do local, como se fosse uma reparação histórica.

Pipoca, comidinhas e solidariedade

Além dos filmes, as sessões de cinema ao ar livre vão agregar ações de parceiros do Projeto Circular Campina Cidade Velha. “O envolvimento voluntário desses parceiros tem sido muito interessante, muitos abraçaram o projeto, o que dá ainda mais sentido a tudo”, complementa Adelaide.

É o caso do MPE - Mulheres Por Elas, movimento que, durante a exibição dos curtas-metragens na Praça da Bandeira, estará recebendo doações de roupas, desodorantes e shampoos para a ONG, que trabalha com mulheres em situação de vulnerabilidade e entrega kits de higiene para as que estão em situação de rua pela capital paraense. 

A primeira mostra do Circulando também contará com distribuição de pipoca, mingau (Dona Ray) e arroz com galinha preparado pelo chef de cozinha Rubão. “Será um prazer participar desta ação com minhas comidinhas. O Circulando Cinema é uma iniciativa que só tende a enriquecer a cultura e, ao mesmo tempo, trazer entretenimento de qualidade à população”, diz ele, que é também um dos parceiros mais ativos na rede do projeto Circular. 

Bate-papo nas próximas sessões

Cláudia Melo, no bate papo do dia 29
Além da exibição de filmes, para o entretenimento de todos, o projeto também faz um convite à reflexão e propõe, antes das exibições que serão realizadas no Boulevard da Gastronomia, um bate-papo sobre “Produção Audiovisual na Amazônia”, com o premiado Fernando Segtowick, diretor de vários filmes paraenses, entre eles o documentário "O Reflexo do Lago", que estreou na Mostra Panorama do Festival de Berlim, em 2020.

Já na Praça do Carmo, dia 29, a programação vai iniciar com o bate-papo “A importância do audiovisual para o patrimônio e na formação das memórias e identidades humanas”, com Cláudia Melo, Pesquisadora e professora-adjunta do curso de Bacharelado em Cinema e Audiovisual e do Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal do Pará (PPGArtes/UFPA) e que atua nas áreas da Arte, Comunicação e Patrimônio, com ênfase em teoria e estética do Cinema e do Audiovisual, Culturas e Memórias, Gênero e Sexualidade.

Programação

DIA 15 DE JUNHO - PRAÇA DA BANDEIRA

18h

Contos Mirabolantes – (Dir. Andrei Miralha e Petronio Medeiros, PA, Animação - 8 min.)

Cabana – (Dir. Adriana de Faria, PA, Animação - Live Action - 15 min.)

Mutirão, O Filme – (Lincoln Péricles, SP, Documentário - 10 min.

Escasso (Dir. Gabriela Gaia Meirelles, RJ, Live Action - 16 min.)

Os Muitos Mundos de Piero Maria (Dir. Helena Guerra, SP, Animação - 17 min.)

DIA 22 DE JUNHO - BOULEVARD GASTRONOMIA

18h – Bate papo Fernando Segtowick

Ciranda Feiticeira – (Dir. Lula Gonzaga, Tiago Delácio, PE, Animação - 8 min.)

Benzedeira (Dir. San Marcelo e Pedro Olaia, Live Action - PA, 15 min.)

Garotos Ingleses (Marcus Curvelo, BA, Documentário - 15 min.)

SolMataLua (Dir. Rodrigo Ribeiro Andrade, SC, Documentário - 15 min.)

Meu nome é Maalum (Dir. Luísa Copetti, RJ, Animação, 7min39seg)

DIA 29 - PRAÇA DO CARMO

18h – Bate Papo Cláudia Melo

Aurora, A Rua Que Queria Ser Rio – (Dir. Radhi Meron, SP, Animação - 10 min.)

Hospital de Brinquedos (Dir. Natasha Silva, CE, Documentário - 13 min)

Big Bang (Dir. Carlos Segundo e Cristiano Barbosa, MG/França, Live Action  - 14 min.)

O Barco e o Rio (Dir. Bernardo Ale Abinader, AM, Live Action  - 17 min.)

Bença – (Dir. Mano Cappu, SP, Documentário - 15 min.)

Ficha Técnica

Equipe

Adelaide Oliveira – Coordenação e Produção Executiva

Lorenna Montenegro – Curadoria

Luci Azevedo – Coordenação de Produção

Nielson Bargas e Andrea Rezende – Produção

Vivian Araújo – Assistente de Produção

Luciana Medeiros – Comunicação 

Márcio Alvarenga – Designer

Cláudio Ferreira – Fotógrafo e Coordenador Financeiro

Convidados

Felipe Cortez (Oficina Documentário e Memória)

Cláudia Melo (Bate Papo)

Fernando Segtowick (Bate Papo)

Projeção e Som

MM Produções

Serviço

Circulando Cinema. Realização da Associação Circular e Projeto Circular Campina Cidade Velha, com apoio do Edital de Cinema de Rua da Lei Paulo Gustavo/Secult-Pa. Dias 15 (Praça da Bandeira), 22 (Boulevard da Gastronomia) e 29 de junho (Praça do Carmo), sempre a partir das 18h. Entrada gratuita.

10.6.24

Cine Diáspora inicia filmagens de curta em Outeiro

‘Carrinho de Rolimã - Uma Aventura em Alta Velocidade” foi selecionado no edital de audiovisual curtas da LPG/Secult-Pa, e vem retratar as descobertas da infância, a partir da tradicional brincadeira de rua.

Essa é a temática central , curta-metragem infantil que começa a ser gravado nesta quarta-feira (12), na Ilha de Outeiro, distrito de Belém. As filmagens seguem até domingo (16). A produção é uma realização da produtora Cine Diáspora.

Uma competição de carrinho de rolimã agita a Ilha de Outeiro. Dandara e Ayara querem participar do torneio, mas, para isso, precisam construir o mais veloz carrinho e superar os desafios da infância. Essa é a sinopse da produção, que conta com um elenco de 20 crianças nativas da ilha e terá como cenário as próprias ruas do distrito, além da Escola Municipal Helder Fialho Dias.

“O carrinho de rolimã foi uma brincadeira muito recorrente na década de 90 e simboliza bem um passado não tão distante onde as ruas eram a maior opção de diversão, principalmente para as crianças periféricas. A falta de recursos e aparelhos tecnológicos, imposta a essas populações, fazia com que suas habilidades manuais e criatividade se sobressaíssem”, enfatiza o roteirista do filme Rafael F. Nzinga, criador da produtora Cine Diáspora.

Ele também conta que o filme abordará temas como sociabilidade na infância, bullying, machismo, respeito aos mais velhos e a luta antirracista. O roteiro prevê cenas dentro de uma escola antirracista. “Buscamos dar leveza a temas que são complexos, utilizando o humor e a aventura para atrair o público e fazer o telespectador refletir e se divertir através da obra”, adianta.

Sobre a escolha de Outeiro como cenário do curta, Rafael F. Nzinga explica que a ideia é exaltar os pontos positivos das comunidades periféricas. Para isso, a própria Ilha de Caratateua, como também é chamado Outeiro, será um personagem da obra, mostrando o encontro entre o rio, a floresta e o cenário urbano, que fazem da ilha um lugar especial e uma das principais rotas turísticas da Região Metropolitana de Belém. 

“Queremos tirar o estigma da violência e carência das nossas periferias, e mostrar as habilidades desenvolvidas pelas pessoas que nelas moram, que utilizam os recursos que possuem para construir novas experiências”, diz Nzinga.

“Carrinho de Rolimã - Uma Aventura em Alta Velocidade” é um curta-metragem de ficção, do gênero aventura/comédia, com 20 minutos de duração. A expectativa é que a obra tenha o seu pré-lançamento no dia 12 de outubro de 2024, Dia das Crianças.

Oficina de preparação de elenco

Para a participação nas cenas do filme, foi necessário preparar os atores. A oficina de interpretação para cinema, realizada na Escola Municipal Helder Fialho Dias, foi ministrada pela diretora e roteirista Tarsila Rosa. 

“Na oficina, eu procurei introduzir como pauta os temas presentes no roteiro. A gente tem, por exemplo, uma das cenas em que uma menina sofre discriminação de gênero, ao ouvir que meninas não podem participar de disputas de carrinho de rolimã. tEntão eu trouxe o tema do machismo em rodas de conversa, para que elas refletissem sobre o assunto”, diz Tarsila.

Serviço

Gravação do curta-metragem “Carrinho de Rolimã”

Onde? Ilha de Outeiro, distrito de Belém

Quando? De 12 a 16 de junho de 2024

Redes sociais: instagram.com/cinediaspora/

(Holofote Virtual, com assessoria de imprensa do projeto)

8.6.24

Mostra traz 5 peças de repertório da Cia In Bust

Vai começar neste sábado, 8, e vai até o final do mês, sempre aos sábados e domingos, 17h,  início a  Mostra Junina da Cia In Bust Teatro com Bonecos. Aos sábados, às 19h30, e domingos, às 17h, no Casarão do Boneco. 

Neste sábado, 8, o público assiste "Aguar o Tempo", que estreou no finalzinho de 2023. Em cena, depoimentos que narram sobre ancestralidades, propondo um território-tempo ficcional e poético, forjado através de sons, objetos, máscaras e bonecos.  

Conduzido por Adriana Cruz, Anibal Pacha, Cincinato Jr e Paulo Ricardo Nascimento, e uma atuante em torno da roda: Cris Costa. O espetáculo foi selecionado pelo Prêmio FCP de Incentivo à Arte e Cultura 2023 e estreou em novembro do ano passado. E será apresentado todos os sábados da Mostra, atendendo a pedidos das pessoas que não conseguiram ainda assistir. 

Já em cada domingo haverá um outro espetáculo, já conhecido do público. Neste dia 9, entra em cena a versão da Cia In Bust para a história de  "Pinóquio", a história do boneco de madeira que, por merecimento, se transforma em menino de verdade, vem à cena no estilo do grupo, com muito bom humor e misturando atores e bonecos. 

O repertório do grupo In Bust Teatro com Bonecos vem se constituindo de experimentações na linguagem do teatro de animação, desde 1996. Além de Pinóquio e Aguar o Tempo, a mostra traz ainda O Curupira, O Conto que eu vim Contar e Os Doze Trabalhos de Hércules - espetáculo prestes a sair do repertório. 

Os ingressos podem ser adquiridos na hora ou de forma antecipada pelo whatsapp (91) 98171.8282. Todos os recursos arrecadados com a bilheteria serão revertidos à manutenção do espaço, um casarão centenário que vem sendo cuidado pelos artistas e público apoiador.

Coletivo Casarão do Boneco

A Cia In Bust Teatro com  Bonecos habita o Casarão do Boneco, um espaço que tem o propósito de abrigar, desenvolver,  produzir e apresentar produtos artísticos, dos habitantes do espaço, de outros artistas parceiros de Belém e de outros lugares do Brasil. 

“Para nós que habitamos este espaço, apresentar espetáculos ao público tem o intuito de colocar arte no cotidiano das pessoas, entendendo a sua relevância política, social e afetiva, pois compreendemos que arte deve fazer parte da cesta básica de todo cidadão”, diz Adriana Cruz, integrante do In Bust Teatro Com Bonecos, fundado em 1996.

O espaço já conhecido nacionalmente, se mantém com este trabalho, ou melhor, com a parceria entre pessoas que frequentam e portanto, tornam-se colaboradoras desse projeto, proposto por artistas de forma independente. 

“É com este propósito de manter a casa de pé, funcionando com as despesas pagas, dar acesso a arte e promover as alegria e afetos que um bom espetáculo com bonecos pode oferecer, que abrimos a casa neste final de semana com vários espetáculos do nosso repertório”, complementa Adriana. 

Um mergulho no teatro de formas animadas

Está aí também, uma ótima oportunidade para desbravar a obra da companhia, fundada em 1996, em Belém. Reconhecida pela criatividade e inovação, a In Bust se especializa na arte do teatro de formas animadas, combinando elementos tradicionais e contemporâneos para criar espetáculos. 

Utilizando técnicas variadas de manipulação de bonecos, desde marionetes até fantoches e bonecos de sombra, a In Bust traz à vida personagens e histórias que resgatam a rica herança cultural do Pará e do Brasil.

Além das apresentações teatrais, a In Bust também se envolve em projetos educacionais, promovendo oficinas e cursos para crianças, jovens e adultos. Esses projetos buscam não apenas ensinar a arte do teatro de bonecos, mas também estimular a criatividade, a expressão artística e o interesse pela cultura popular.

Ao todo, a In Bust tem 16 espetáculos montados, sendo 6 deles em repertório ativo, enquanto Os 12 Trabalhos de Hércules não sai (aproveitem para ver nesta mostra). Além destes há um espetáculo inacabado. quem sabe em breve a gente também veja.

PROGRAMAÇÃO:

Sábados, 19h30: 

08, 15, 22 e 29/06

Espetáculo AGUAR O TEMPO

Domingos, 17h: 

Espetáculos de repertório 

09/06 - PINÓQUIO

16/06 – CURUPIRA

23/06 - O CONTO QUE EU VIM CONTAR 

30/06 - OS 12 TRABALHOS DE HÉRCULES 

Ingresso 

Inteira R$ 30,00 / Meia R$ 15,00 - Vendas antecipadas pelo whatsapp (91) 98171.8282.

Ficha Técnica

In Bust Teatro Com Bonecos: Adriana Cruz, Anibal Pacha, Paulo Ricardo Nascimento e Cristina Costa. Convidados: Cincinato Marques Jr. (Aguar o Tempo), Thiago Ferradaes (apoio técnico), Irís Nascimento (apoio técnico), Nanan Falcão (Curupira e no apoio técnico), Izidório José (apoio técnico), Fafá Sobrinho (apoio de produção) e Andréa Rocha (apoio de produção), Visualidade e Design: Carol Abreu, Assessoria de Imprensa: Luciana Medeiros.

Realiação: In Bust Teatro Com Bonecos e Casarão do Boneco

Apoio: Holofote Virtual - Com Arte Mídia e Padaria Verderosa

Sesc Ver-o-Peso traz sessões e oficina de cinema

Cena de Uýra - A Retomada da Floresta
A mostra "Ecossistema dos Afetos" traz sessões de documentários sobre a Amazônia com a oportunidade de vivenciar ouvir as línguas originárias com legendas em português. Entrada gratuita, a partir deste sábado, 8.

Neste sábado, 08, às 17h, e no dia 26, às 19h, vamos assistir as sessões de “Uýra - A Retomada da Floresta", com direção de Juliana Curi, que mostra a artista indígena trans Uýra Sodoma em sua jornada performática pela Amazônia, onde educa jovens indígenas sobre suas ancestralidades e lidera um movimento de ativismo ambiental e LGBTQIA+. 

Nos dias 19, às 19h, e 29, às 17h, será exibido o documentário "A Última Floresta", dirigido por Luiz Bolognesi, e que traz a história do xamã Davi Kopenawa Yanomami em sua luta para preservar os espíritos da floresta e as tradições de seu povo contra a ameaça de garimpeiros. 

A Invenção do Outro (Divulgação)
Já o longa metragem "A Invenção do Outro", dirigido por Bruno Jorge, estará em cartaz no dia 22, às 17h. O documentário narra a expedição da Funai liderada por Bruno Pereira na Amazônia, antes de seu trágico assassinato em 2022. O filme explora o contato acidental entre membros de uma tribo amazônica isolada e outra tribo, destacando a missão da equipe de pesquisa para reintegrá-los à sua comunidade. 

Experimentação em vídeo 

De 17 a 21/06, das 09h às 13h, o Núcleo Audiovisual do Sesc Ver-o-Peso sediará o "Laboratório de Experimentação em Vídeo", ministrado por Tarcísio Gabriel. A oficina, com carga horária de 20 horas, é destinada a maiores de 16 anos e oferece 20 vagas. 

As inscrições estão abertas até 17/06, com valores acessíveis para diferentes públicos. Trabalhador do Comércio e Dependentes com a Credencial Sesc atualizada têm gratuidade, a taxa para Empresário/Convênio é R$ 15,00, já para o Público em Geral o valor é de R$ 23,00. 

Serviço

Sesc Ver-o-Peso anuncia programação de cinema para junho  

Cine Sesc Ver-o-Peso  

Sessões regulares sempre às quartas (19h) e sábados (17h) 

Entrada gratuita  

Oficina Laboratório de Experimentação em Vídeo 

Ministrante: Tarcísio Gabriel 

Dias: 17 a 21/06/2024 

Horário: 09h às 13h 

Carga horária: 20 horas  

Faixa etária: a partir de 16 anos 

Vagas: 20 

Informações: (91) 3084-0472 (Centro de Cultura e Turismo Sesc Ver-o-Peso) 

5.6.24

Boi-Bumbá Flor da Juventude pelas ruas de Belém

A cultura do Boi-Bumbá também vive em Belém! Neste sábado (8), tem início os cortejos juninos do Boi-Bumbá Flor da Juventude. A largada ocorre às 19h, na Passagem Bugarim, e às 21h do mesmo dia, na Passagem Ezeriel, ambas no Guamá, bairro-sede do grupo com mais de 20 anos de trajetória.

As apresentações continuam ao longo de toda a quadra junina. No dia 15, é a vez da Passagem Francisco Lobato receber a toada e ser colorida pela passagem do boi, a partir das 21h. A programação encerra no dia 22 com duas apresentações: às 20h, na Sede do Clube do Remo, bairro de Nazaré; e às 22h, na Passagem Tiago Way, na Cremação.

A expectativa é que mais de 50 crianças, jovens e adultos participem dos cortejos. Ao longo dos meses de abril e maio, os brincantes participaram das oficinas de barricas, confecção de adereços, bordado e costura e produção do boi, além dos ensaios para os Autos do Boi. As atividades ocorreram na sede-curral do Boi-Bumbá Flor da Juventude, localizada na Rua Caraparu.

Tradição popular com inclusão e acesso à cultura

O artesão Benedito Oliveira, fundador e presidente do Boi-Bumbá Flor da Juventude, conta que o projeto cumpre um importante papel de promover inclusão social e acesso à cultura popular para crianças em situação de vulnerabilidade social. “É uma gratificação imensa a gente acolher essas crianças e jovens e trazer eles para dentro do nosso barracão”, diz.

André Abrão, de 13 anos de idade, é uma das "tripas do boi", como é chamada a pessoa responsável por conduzir o protagonista da festa. Ele afirma que é uma “grande responsabilidade” comandar os cortejos. “A primeira vez que eu dancei com o boi foi aos 11 anos e, hoje, vejo que é uma grande responsabilidade e alegria”, declara o jovem.

Em Belém, a cultura do boi-bumbá está relacionada à história da cidade. No século 19, com as manifestações de batuques e toadas em festas de São João, já se fazia menção a um “turbulento Boi Caiado” em jornais da cidade. Os espetáculos ocorriam nos subúrbios e contavam com a presença do povo, que tinham nesse ato uma forma de extravasar.

“Nos inspiramos nos grupos de boi-bumbás nortistas, que atuam no trabalho comunitário com crianças e jovens, fornecendo acesso à cultura regional e periférica. O boi-bumbá construiu a identidade cultural coletiva nas periferias da cidade, por isso a importância de fomentar essa grande representação da cultura popular e resgatar suas origens”, explica a produtora cultural do projeto, Jamilly Lopes.

O projeto ainda prevê a produção de um curta-metragem e a implementação do programa “Conhecendo o Boi-Bumbá” nas escolas locais. O Boi-Bumbá Flor da Juventude foi contemplado pela Lei Complementar Nº 195/2022, conhecida como “Lei Paulo Gustavo”.

Serviço

Cortejos juninos do Boi-Bumbá Flor da Juventude

08/06, 19h - Passagem Bugarim 

08/06, 21h - Passagem Ezeriel

15/06, 21h - Passagem Francisco Lobato

22/06, 20h - Sede do Clube do Remo

22/06, 22h - Passagem  Tiago Way 

Redes sociais: @bbflordajuventude (Instagram)

(@holofote_virtual com informações da assessoria de imprensa)