30.10.10

Dança Concerto encerra Paralelo no Forte do Presépio

Trata-se de um evento que reúne, no mesmo palco, vinte e quatro bailarinos de doze grupos de dança de Belém que dançaram no festival. 

O objetivo da apresentação é celebrar a realização do Paralelo e oferecer para o público uma mostra resumida da dança que se faz em Belém.

A idéia inicial do espetáculo era reunir os vários bailarinos e a Orquestra Sinfônica do teatro da Paz, mas a OSTP infelizmente ficou impedida de cumprir seu compromisso, o que não impedirá a apresentação dos bailarinos. A música escolhida foi A História do Soldado do compositor russo Igor Stravinsky sugerida pelo regente da OSTP, Enaldo Oliveira. A direção geral do espetáculo ficou por conta do professor e coreógrafo Paulo Paixão.

Dança Concerto ressalta diferentes estilos de dança e propõem um dialogo entre estes, tal proposta se dá através de um roteiro em que cada grupo mostra um pouco do seu trabalho e interage com os outros.

O espetáculo é composto por dez partes que seguem um esquema de improvisação estruturada. Esse modo de organizar a dança permite que os bailarinos dancem livremente seguindo indicações previamente estabelecidas pelo diretor. O trabalho foi elaborado em dez horas de ensaio que resultaram numa explosão de estilos, talento, profissionalismo e criatividade.

Dançam no espetáculo Anahy de Oliveira, Barbara Correia (2º ano do Curso Técnico em Dança da UFPA); Camila Viana e Ronilson Cruz (Cia. Ballare de Dança); Tatiane Costa e Leonardo Gutemberg (Cia. Compassos da Dança); Nyl´Lords e Wanzeler Brito (Cia. de Ballet Jaime Amaral); Ícaro Gaya e Breno Julyam (Cia. Investigação Cênica); Luiza Monteiro e Luiz Thomaz Sarmento (Cia. Moderno de Dança); Clariane Machado e Carlos Martins (Cia Municipal de Dança); Caroline Castelo e Rafael Dorn (Cia. Experimental de Dança Waldete Brito); Manuel Souza e Gilvana Santos (Etnias da Dança); Barbara Dias e Christian Perrotta (Grupo de Dança Moderno em Cena); Angélica Monteiro e Franco Salluzio (Mirai Cia. de Dança) e Suzi Guerreiro e Monike Taborda (Singular Cia. de Dança).

Serviço
O Paralelo é uma realização da APAD e SECULT, tem apoio do IAP e produção de Produtores Criativos. O espetáculo Dança Concerto acontece nos dias 29 e 30 de outubro (sexta e sábado) no Forte do Presépio às 19h30, com duração de 30 min. e a entrada é gratuita.

Teatro Comunidade chega ao bairro do Jurunas neste sábado


Neste final de semana, o In Bust Teatro com Bonecos leva mais um espetáculo de seu repertório à periferia de Belém.

O projeto Teatro Comunidade está neste sábado, 30, na comunidade Instituto Educativo e Recreativo Timbirinha, organização que desenvolve, há oito anos, um trabalho voltado ao esporte e cultura no bairro do Jurunas, envolvendo hoje cerca de 200 pessoas em diversas atividades, sendo a principal, a escolinha de futebol. Além do instituto, também vão participar da programação, os alunos da Escolinha de Futebol Nova Florentina, que em um ano de trabalho envolve cerca de 250 alunos, também na mesma área.

O que eles vão assistir? Um dos espetáculos mais aplaudidos do grupo “Fio de Pão - a lenda do Cobra Norato”, inspirado na lenda mais famosa da Amazônia sobre um jovem encantado que durante a noite se desencanta e vira gente, assumindo sua condição humana.

Na versão do In Bust, a lenda que também inspirou o poeta modernista Raul Boop, é contado em forma de cordel pelos atores-manipuladores Adriana Cruz, Aníbal Pacha e Paulo Ricardo Nascimento, que representam uma família nordestina.

A história resgata do imaginário popular, a lendária história de uma cabocla que, ao ser conquistada um cobrão embruxado, engravida e dá luz a duas cobras: Norato e Caninana. As duas cobrinhas são bem diferentes uma da outra, sendo Caninana muito má e Norato de alma boa. Esta última, porém, tem um sonho impossível. Quer virar gente.

Há várias outras versões da lenda. Boop, por exemplo, nascido no Rio Grande do Sul (1898-1984), escreveu o poema que foi uma das sensações da Semana de Arte Moderna de 1922. Cobra Norato (Nheengatu da margem esquerda do Amazonas) é seu livro principal e a obra mais importante do movimento antropofágico.

Na Amazônia, a lenda diz que uma cabocla de nome Zelina deu à luz um casal de gêmeos: Honorato e Maria Caninana, duas cobras. Jogou-as no rio, onde se criaram, mas Maria Caninana vivia fazendo malvadezas até que foi morta pelo irmão, que tinha bom coração.

Outra Versão, conta que em uma certa tribo indígena da Amazônia, uma índia, grávida da Boiúna (Cobra-grande, Sucuri), deu à luz a duas crianças gêmeas. Um menino, que recebeu o nome de Honorato ou Nonato, e uma menina, chamada de Maria. Para ficar livre dos filhos, a mãe jogou as duas crianças no rio.

O In Bust, porém, busca o humor e a interação com o público que é convidado a participar de algumas cenas. O espetáculo já foi apresentado em várias cidades paraenses dentro dos projetos de circulação do grupo, além de já ter rompido as fronteiras e ter sido assistido em outros estados, sempre arrancando boas risadas e aplausos calorosos da plateia.

O patrocínio do Teatro Comunidade é do Banco da Amazônia, com apoios da Refry, Hiléia, SESC PA, Malungo - Coordenação Estadual das Comunidades Remanescentes de Quilombo, Associação dos Moradores do Vai-quem-quer (Cotijuba) e Rio Ligth Sanduiches.

A apresentação deste sábado, 30, será no Galpão da Florentina (Rua Fernando Guilhon, 621 - Entre Monte Alegre e Bom Jardim), às 10h. O espaço pertence a bar-boite, que lembra a Pororoca, tendo nos fundos, um galpão amplo e aberto, que receberá o público da comunidade de forma gratuita.

Serviço
Teatro Comunidade, projeto do In Bust Teatro com Bonecos que apresenta, neste sábado, 30, às 10h, o espetáculo Fio de Pão – A Lenda do Cobra Norato, no Galpão da Florentina - Rua Fernando Guilhon, 621 - Entre Monte Alegre e Bom Jardim. Entrada franca. Mais informações: 91 8134.7719 e 91 8110.5245.

27.10.10

Poesia de Bruno de Menezes volta ao palco

Teatro do Gasômetro recebe, nesta quarta, apresentação especial do espetáculo “Bento Bruno”

Tambores e metáforas se unem no palco para celebrar um dos maiores nomes das letras produzidas no Pará. O teatro Gasômetro, no Parque da Residência, recebe nesta quarta, 27, a partir das 19h, sessão especial do espetáculo “Bento Bruno”, de Carlos Correia Santos. A entrada é franca.

Montado pelo grupo cênico da Casa da Linguagem, com direção de Ástrea de Lucena e Leonel Ferreira, a peça celebra a vida e a poesia de Bruno de Menezes, apontado como um dos introdutores do Modernismo na Amazônia. A encenação é toda pontuada pelo grupo de percussionistas da Fundação Curro Velho. Na trama, a trajetória biográfica e artística de Bruno é conduzida pelos quatro elementos: o fogo, a terra, a água e o ar.

Levar para o palco traços, aspectos e preciosidades sobre a vida e a obra de grandes nomes da nossa cultura significa contribuir para que a arte das cenas cumpra seu principal papel: o de fazer ver. Na origem do termo, teatro (teatrium) quer dizer “lugar de ver”. Assim, a Memória aplaude quando as cortinas se abrem para espetáculos que fazem platéias verem melhor a herança criativa de grandes artistas. 

Nos últimos anos, tem ganhado força em todo o mundo um nicho narrativo chamado Dramaturgia Histórico-Investigativa. Um gênero que se dedica a reinterpretar importantes biografias através do cinema, da televisão e do teatro. Exemplos notórios disso são trabalhos como o premiado filme “Piaf”, inspirado na trajetória da cantora francesa Edith Piaf, a minissérie global “JK”, sobre o Presidente Juscelino Kubistchek, e diversos espetáculos teatrais, como “Chanel”, montagem baseada na trajetória da célebre estilista Coco Chanel e protagonizada por Marília Pêra.

Investigação histórica – Desde 2003, o dramaturgo paraense Carlos Correia Santos tem apostado na Dramaturgia Histórico-Investigativa como ferramenta destinada a dar maior conhecimento e reconhecimento para nomes fundamentais do patrimônio cultural nortista. Dentro deste segmento, o autor criou premiados espetáculos, como “Nu Nery” (inspirado na vida e obra do poeta e pintor Ismael Nery), “Julio Irá Voar” (obra dedicada ao legado do inventor Julio Cezar Ribeiro de Souza) e “Theodoro” (montagem baseada na biografia do pintor Theodoro Braga), dentre outros.

O novo capítulo desta jornada se chama “Bento Bruno”. Especialmente escrito para o grupo cênico da Casa da Linguagem, o espetáculo mergulha no fantástico legado do poeta Bruno de Menezes. Apontado como um dos primeiros autores brasileiros a apostar na criação de uma poesia de raiz efetiva negra, tido como um dos introdutores do Modernismo na Amazônia, pioneiro na defesa de causas sociais e ideológicas como a doutrina do cooperativismo, Bruno parece ter nascido bento. Um artista ungido para quebrar barreiras e unir classes sociais.

De origem humilde, quase um autodidata, o escritor fundou grupos artísticos populares como a Academia dos Novos e a Academia do Peixe Frito (que se reunia em plena feira do Ver o Peso), mas também chegou ao posto de Presidente da Academia Paraense de Letras e foi consagrado como um dos maiores folcloristas do país. 

Em “Bento Bruno”, o que se vê em cena é uma tentativa poética de passear por todas as referências que alimentaram esse importante pensador. Sob as luzes do palco, uma grande celebração para tentar descobrir: o que benze um poeta? As águas da pureza de sua infância? O fogo da ousadia que surge em toda juventude? Os ares da modernidade que sopram no rumo do futuro? Ou as raízes que vêm de sua terra natal? Esperemos tocar a terceira campa para descobrir.

Serviço
"Bento Bruno", de Carlos Correia Santos. Com Grupo Cênico do Curro Velho. Direção Astreia de Lucena e Leonel Ferreira. Nesta quarta, às 19h, no Teatro do Gasômetro, no Parque da Residência. Entrada franca.

Cine CCBEU exibe Tarantino Bônus

Espaço de exibição de grandes obras da cinematografia mundial e fórum regular de debates sobre arte, cultura e cinema, esta programação do cine CCBEU é fruto da parceria com a Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema (APJCC) e o Cineclube Amazonas Douro, com o apoio da Rede Norte de Cineclubes.

Toda quinta-feira, às 18h30, é apresentado um clássico. Esta semana, está em cartaz Tarantino Bônus com fragmentos do filme "O Aniversário de meu Melhor Amigo", o episódio "Maternidade", da série "Plantão Médico", dirigido pelo cineasta, e o capítulo "O Homem de Hollywood", do filme "O Grande Hotel", encerrando o ciclo "Quentin Tarantino”, que contou com a curadoria especialíssima de Max Andreone (APJCC).

No dia 04 de novembro será exibido o filme "Exilados" iniciando o ciclo "Johnnie To e o balé do silêncio". Sempre com entrada franca

Serviço
No Cine CCBEU, nesta quinta, 28, às 18h30. Padre Eutíquio, 1309. Entrada franca. Realização: APJCC e CCBEU. Apoio: Cineclube Amazonas Douro e Rede Norte de Cineclubes. Mais informações: Orkut / e-mail: cineccbeu@gmail.com ou no Twitter da APJCC. 

26.10.10

Zarabatana Jazz prepara-se para gravar seu primeiro Dvd

A boa música instrumental paraense vai ganhar mais um importante registro fonográfico. Trata-se do primeiro DVD do grupo instrumental Zarabatana Jazz que será gravado durante grande espetáculo no Teatro Margarida Schivasappa, nesta quarta-feira, 27, 20h, pelo projeto Uma Quarta de Música.

O repertório é formado por composições autorais e arranjos assinados por Ziza Padilha, diretor musical do grupo. Além de Ziza no violão e guitarra, ainda fazem parte os músicos: Beto Taynara no contrabaixo, Lenilson Albuquerque no piano elétrico, Harley Bichara nos saxofones alto e tenor, Edvaldo Cavalcante na bateria acústica e Bila Boy e Thiago D’Albuquqerque na percussão. Como convidados o pianista Tynnoko Costa e a cantora Dayse Addario.

Formado há 12 anos, o grupo instrumental Zarabatana Jazz foi criado para fazer a base do CD “Monólogo Urbano”, da cantora Dayse Addario. Entrosados e identificados com o mesmo estilo, o grupo continuou acompanhando-a em seus shows, passando a ser sua banda oficial.

Apresentando-se em projetos como no inesquecível espetáculo Landi que reuniu em praça pública grandes nomes da música instrumental em Belém, o Zarabatanma também fez parte da CD de Música Instrumental da Sol Informática e, ao longo desses doze anos de carreira, vários músicos paraenses participaram de sua formação. 

Para o espetáculo de gravação do DVD, a ênfase serão nas músicas do compositor Ziza Padilha que navegam tendo com referência as influências do jazz e da música popu­lar brasileira, desembocando na sua linguagem musical amazônica. 

25.10.10

Abertas inscrições para o I Festival Curta Cultura

A Rede Cultura de Comunicação em parceria com a Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas do Pará abre, de 13 a 29 de outubro, as inscrições para o I Festival Curta Cultura, que visa divulgar obras de audiovisual nas categorias ficção, animação, documentário e video minuto, de caráter educativo.

Os vídeos das categorias ficção, animação e documentário devem ter o mínimo de quatro minutos e o máximo de 20 minutos, além de terem sido produzidos a partir do ano de 2000. Na categoria video minuto, que são programetes informativos rápidos, criativos e dinâmicos, os materiais serão recebidos em vídeos de qualquer formato e resolução, mas com o mínimo de 30 segundos e máximo de um minuto de duração.

Os vencedores em cada categoria serão conhecidos no dia 5 de novembro. O vencedor da categoria interprogramação será eleito por voto popular através do Portal Cultura e os vídeos serão exibidos na grade da TV Cultura a partir do dia 8 de novembro. Os vencedores receberão prêmios em dinheiro e um netbook. Para garantir a lisura, não serão aceitas inscrições de funcionários da Fundação Paraense de Radiofusão (Funtelpa), assim como parentes até segundo grau. 

24.10.10

Paulo Paixão mostra espetáculo hoje e prepara encerramento do Paralelo

Enquanto apresenta seu espetáculo neste domingo, coreógrafo já pensa no ensaio final, nesta segunda, 25, do espetáculo “Dança Concerto” que encerra o festival nos dias 29 e 30.

Um mosaico emocionante, divertido e instigante. É assim que o professor e coreógrafo Paulo Paixão define “As Palavras e as Coisa”, espetáculo dirigido por ele para os bailarinos do 2º ano do Curso Técnico em Dança da UFPA.

A estréia aconteceu há quase um ano, em novembro de 2009, ficando em temporada no Teatro Universitário Cláudio Barradas por três semanas, sempre com casa cheia. Em abril deste ano fez nova temporada no Teatro Waldemar Henrique como parte das comemorações do Dia Internacional da Dança.

“As Palavras e as Coisas” está de volta e já foi apresentado, na última quinta-feira, 21, Teatro da Paz, dentro do Paralelo Festival de Dança do Pará. Mas neste domingo, há nova oportunidade para vê-lo, a partir das 18h30, no mesmo festival, só que desta vez em pleno por do sol, no Forte do Castelo.

Com titulo homônimo de uma das principais obras do filosofo francês Michael Foucault, o espetáculo explora a relação entre as coisas e seus nomes, dando ênfase a pessoa, a dança e a cidade.

Desenvolvido sobre certa ótica da arte contemporânea que investe num processo de criação com a participação coletiva e centra sua narrativa na singularidade dos interpretes.

As Palavras e as Coisas dispensa uma estrutura de encenação linear e opta por uma postura estética política que aposta na inovação da linguagem e pressupõem uma re-elaboração do sensível da audiência.

A idéia para criar esse espetáculo surgiu a partir do encontro com a turma do Curso Técnico em Dança, na época com 22 alunos, que tinham formações de diferentes estilos e gêneros de dança. A palavra dança se desdobrava em muitas danças diferentes, não se referia a uma única coisa”, explica Paulo Paixão.

De acordo com ele, a pesquisa para criar o espetáculo durou três meses e consistiu em experimentar o quanto se poderia desdobrar o sentido da palavra dança. “O mesmo aconteceu com cada bailarino, tentamos encontrar contradições entre sua auto-imagem e seu jeito de ser e assim também com a cidade, contrastando a exuberância da arquitetura e vegetação com a realidade nua das ruas”, diz o coreógrafo.

Paulo conta que o Curso Técnico tem um público bem específico, alunos que não podem pagar aulas numa escola de dança particular. “E isso é muito determinante para os resultados, em minha percepção o Técnico é o primeiro passo para o aluno entender a dança como uma prática profissional e como uma área de conhecimento”, acredita.

Para ele a dança contemporânea só tem crescido em Belém. Paulo Paixão, que é baiano, chegou aqui há 12 anos. “Naquela época quase não havia espetáculos inteiros de dança, hoje existem grupos consolidados fazendo história que já tem 10 anos”.

No entanto ele percebe que deve haver mais investimento no setor, como na formação, pesquisa acadêmica, registro histórico, produção, criação, intercâmbios, residências artísticas, circulação dos produtos na cidade, no estado e no país e etc. 

Espetáculo final - O coreógrafo Paulo Paixão é quem está assinando a montagem do espetáculo “Concerto e Dança”, que será apresentado nos dois últimos dias do Paralelo Festival de Dança, nos dias 29 e 30, no Forte do Castelo.

Unindo a Orquestra Sinfônica do Teatro da Paz e bailarinos de várias das companhias que estão participando do Paralelo, será um espetáculo de improvisação, mas bem estruturado.

“Eu inventei uma estrutura de acordo com a música de Stravinsky e o grupo, de excelentes bailarinos faz o espetáculo, ao todo 22 bailarinos, que trabalharão com as diferentes linguagens, dando espaço para que cada dois bailarinos das diferentes cias mostrem um pouco de seu trabalho. O próximo ensaio será nesta segunda-feira, 25, às 19h, no Instituto de Artes do Pará.

Serviço
O Paralelo Festival de Dança do Pará faz suas últimas apresentações desta semana para ser retomado na outra quinta-feira, 28. Neste domingo, no Forte do Castelo, a partir das 18h30, “As Palavras e as Coisas”, seguido de “Cartas de Mim”, da "Singular Cia. de Dança”. Entrada franca. No Teatro da Paz, pague quanto quiser para ver ”Reforma”, da Cia. Moderno de Dança e a Mirai Cia. de Dança, a partir das 20h. 

23.10.10

A literatura no ciclo "Amazônias: paisagens, narrativas, sentidos"

"Uma literatura amazônica parece ser algo tão improvável quanto uma literatura regionalista. 

Ambos os conceitos são invenções recentes. O regionalismo, por exemplo, é uma invenção nordestina, um rótulo geográfico e ideológico que os nordestinos – que nunca inventaram a idéia de uma cultura do latifúndio, embora certas manifestações da literatura daquela região tenham um caráter tipicamente latifundiário – fomentaram para se contrapor ao esforço varguardista do modernismo paulista e carioca. Modernismo, aliás, que partcipamos na primeira hora. Abguar Bastos, Pereira da Silva e Bruno de Menezes que o digam."

A fala é do escritor Márcio Souza, que estará em Belém na próxima segunda-feira, 25, participando do ciclo de debates “Amazônias: paisagens, narrativas, sentidos”, do Programa Nacional Cultura e Pensamento, que acontecerá, de 25 a 27 de outubro, no auditório David Mufarrej.

Na terça-feira, 26, iniciam os debates com a primeira Mesa Redonda, às 15h. Márcio participa da segunda rodada de discussões, a partir das 19h, falando sobre “Estética amazônica: do local ao global”, que abordará as diversas linguagens simbólicas, considerando-se uma “poética” amazônica pautada no trânsito entre o local e o global.

Com coordenação do professor Paulo Nunes (Unama), a discussão também terá como debatedores, o escritor, poeta e professor João de Jesus Paes Loureiro e a crítica de arte e professora Marisa Mokarzel.

Márcio Souza é autor amazonense, famoso por obras que estão inseridas no ambiente sociocultural da Amazônia. A estreia como ficcionista aconteceu, em 1976, com a publicação do romance, “Galvez, imperador do Acre”. Logo depois vieram “A resistível ascensção do Boto Tucuxi”; “O fim do terceiro mundo”, “Mad Maria”, “Plácido de Castro contra o Bolivian Syndicate”, “Zona Franca, meu amor” e “Silvino Santos: o cineasta do ciclo da borracha”, entre outras.

Romancista, dramaturgo e ensaísta, um dos mais destacados ficcionistas brasileiros, sua obra está traduzida em vários idiomas. Começa sua trajetória aos 14 anos como escritor, seguindo carreira no jornalismo, escrevendo crítica de cinema para o jornal O Trabalhista, de Manaus.

Em 1966 estudou Ciências Sociais, na Universidade de São Paulo, onde também trabalhou como roteirista de cinema, assistente de direção e produtor de comerciais de televisão. Em 1973, ao retornar a Manaus, participou ativamente da movimentação cultural que se criou em torno do Teatro Experimental do Sesc. Foi nessa fase que ele escreveu a maioria de suas peças de teatro.

A partir de 1996, o escritor começa a publicação de sua tetralogia, intitulada “Crônicas do Grão-Pará e Rio Negro”, da qual já publicou: Lealdade, Desordem e Revolta. No teatro, merecem destaque as peças: A paixão de Ajuricaba, A Maravilhosa Estória do Sapo Tarô-Bequê e Dessana, Dessana.

Como ensaísta, ele escreveu textos reveladores sobre a realidade amazônica: A expressão amazonense: do colonialismo ao neocolonialismo e O empate contra Chico Mendes, além de um livro de contos, Caligrafia de Deus.

Debatedores - Também estão participando do ciclo de debates em outras mesas redondas, os professores paraenses Amarílis Tupiassu, Lúcio Flávio Pinto, Maria das Graças Silva, Rosely Risuenho Viana, além de Paulo Nunes (Unama), Josebel Fares (UEPA) e José Guilherme (UFPA), que juntos fizeram a curadoria do evento.

Além deles, o ciclo ainda traz para as mesas redondas, outros nomes do pensamento crítico sobre a região, como os estrangeiros já radicados no país, Eduardo Jaime Huarag Álvarez, do Peru; Henryk Siewierski, que vem de Brasília (UNB), mas formou-se em seu país, Polônia, mestre em Filologia Polonesa (Uniwersytet Jagiellonski, 1974) e é doutor em Ciências Humanas (Uniwersytet Jagiellonski, 1980).

Também participam, professores vindos de outras universidades brasileiras, como Jerusa Pires Ferreira (ECA/USP), Marcos Frederico Kruger Aleixo e Ricardo José Batista Nogueira (ambos da UFAM).

Veja a programação do ciclo de debates

PROGRAMAÇÃO

Dia 25/10 (segunda feira ) - 20h
Auditório Davi Mofarrej ( Campus UNAMA – Alcindo Cacela ). Apresentação artística lítero-musical do Coro Cênico da UNAMA. Abertura da exposição com textos e imagens sobre a Amazônia.

Dia 26/10 (terça feira)

15h00 – Mesa redonda I Amazônias: territórios, fronteiras e culturas - tratará de assuntos relacionados à história social da Amazônia, pertinente aos movimentos migratórios e à flexibilização das fronteiras - Coordenação – José Guilherme Fernandes (PA).

Participantes: Lúcio Flavio Pinto – Belém (PA); Graça Silva – Belém (PA); Ricardo Nogueira – Manaus (AM).

19h00 – Mesa Redonda II Estética amazônica: do local ao global - abordará as diversas linguagens simbólicas, considerando-se uma “poética” amazônica pautada no trânsito entre o local e o global - Coordenação – Paulo Jorge Martins Nunes (PA).

Participantes: João de Jesus Paes Loureiro – Belém (PA); Márcio Souza – Manaus (AM); Marisa Mokarzel – Belém (PA).

Dia 27/10 (quarta feira)

15h00 – Mesa redonda III Representações discursivas I: mito e imaginário na Amazônia - abordará a construção dos discursos do imaginário mítico amazônico a partir da perspectiva do local, considerando-se mito como um discurso fundador de realidades - Coordenação – Rosely Risuenho Viana (PA)

Participantes: Jerusa Pires Ferreira – São Paulo (SP); Eduardo Jaime Huarag Álvarez – Lima (Peru); Marcos Frederico Krüger Aleixo – Manaus (AM).

19h00 – Mesa IV – Representações discursivas II: literaturas de viagem - abordará a construção de discursos de viajantes, na perspectiva do “Outro”, que enuncia a realidade amazônica na fronteira entre o mítico e o científico - Coordenação – Josebel Akel Fares (PA).

Participantes: Henryk Siewierski – Brasília (DF); Willi Bolle – São Paulo (SP); Amarilis Izabel Alves Tupiassu – Belém (PA)

Mais informações: www.amazonias.blog.br


22.10.10

Paraleloº agita cenário da dança em Belém e marca retomada da APAD

Cia. Ribalta
É sob um vento constante e dentro de um cenário histórico que a equipe de produção do Paralelo Festival de Dança do Pará tem trabalhado, desde a semana passada, no Forte do Castelo, berço da cidade e um dos espaços onde o evento estará acontecendo até dia 30. 

O visual não poderia ser melhor. De um lado, os espetáculo de dança, no palco, do outro, a maré e a lua cheias, como estavam na última quinta-feira. 

O Paralelo Festival de Dança do Pará é um evento da APAD – Associação Paraense de Dança, com realização da Secult-Pa em parceria com o IAP, mas para colocar tudo de cima e organizar a programação, entrou em cena a Produtores Criativos, uma nova associação de produtores, dispostos a movimentar a cena artística de Belém.

O evento mostra à cidade o quanto se produz em dança, e o quanto ainda se tem de avançar para que a produção desses artistas possa ecoar para o resto do Brasil e do Pará. No Forte do Castelo, o público que chega cedo, ainda vê os últimos ensaios dos grupos, antes de subirem ao palco.

O novo presidente da Associação Paraense de Dança – APAD - Danilo Bracchi, comenta que já existem vários festivais de dança em Belém. Mas o Paralelo acaba somando com eles ao se diferenciar, levando a dança na rua, mais próximo e com acesso gratuito a todos os públicos.

Danilo Brachhi
“Estamos para fora, não dentro de um teatro, apesar deste primeiro ano termos aproveitado uma pauta e estarmos também com apresentações no Teatro da Paz.

O grosso das apresentações está mesmo no Forte do Castelo”, diz Bracchi. Mesmo assim, no Teatro da Paz, a entrada também é franca, pois a Associação Paraense de Dança está decidida a dar acesso e formar mais platéias para a dança. 

A ideia começa a dar certo. Nesta sexta-feira, 22, por exemplo, duas escolas e um grupo de teatro comunitário agendaram sua participação e juntas levarão ao teatro quase 200 jovens, da Escola Estadual de Ensino Fundamental Manoel Sanches, do bairro do UNA, e da Escola Estadual de Ensino Fundamental Américo Sousa de Oliveira, do Tapanã, além do Grupo de Teatro Monturo da Ilha de Caratateua (Outeiro).

De madeireiro a coreógrafo - Danilo tomou à frente da APAD há poucos meses, com a meta de recolocar a entidade na cena. “Estamos nos reestruturando, depois de um longo tempo adormecidos enquanto associação. Queremos congregar os antigos associados e buscar novos, a fim de nos fortalecer e representar a classe”.

Apesar de não ser paraense e sim paulista, Danilo já morou em Belém de 1991 a 1997 e depois de morar 10 anos na Bahia, onde se formou em Dança, retornou a Belém, em 2008, montando seu grupo, a Cia. de Investigação Cênica. “Eu era madeireiro, vim atrás de madeira, mas comecei a fazer fotografia com o Miguel Chikaoka e depois conheci a Marluce Oliveira, me apaixonei por dança e resolvi me dedicar”, explica.

"Homens", da Cia. de Investigação Cênica
Em seguida mudou-se para Salvador, na Bahia, onde fez sua graduação e entrou para o grupo Teatro Vila Velha, do qual faziam parte vários atores conhecidos hoje, como Lázaro Ramos. Foi a oportunidade que Danilo teve de viajar todo o Brasil e para alguns países da Europa como França, Itália e Alemanha, apresentando-se e conhecendo tudo o que se faz nesta arte mundo afora.


É com este olhar e experiência que agora ele se vê, há poucos meses, à frente da APAD. “Vamos melhorar nossos serviços, cadastrar todos que quiserem se associar e verificar de que forma as Companhias podem tirar seu DRT e ter também um CNPJ, pois são exigências de muitos editais de dança locais, nacionais e internacionais. Isso as ajuda a entrar em editais e outros tipos de concursos e premiações”.

O Paralelo é uma das primeiras ações da APAD, nesta retomada. A entidade percebeu que a boa safra da dança em Belém, atualmente, principalmente das companhias que trabalham com a dança contemporânea, precisavam chegar ao público. O festival, porém, não excluiu, por isso, o hip hop, o regional e nem o ballet. “Tudo é bem vindo. É dança”, diz Danilo.

“A dança contemporânea, no entanto, não vem com os códigos já conhecidos do público. É uma obra aberta, cada um vê o que quer. Ela abarca várias linguagens: plásticas, teatro, trilhas sonoras, correntes filosóficas”, acredita.

Espetáculos de Danilo Brachhi no Paralelo - De volta a Belém, em 2008, ele passou a dirigir a Cia. de Investigação Cênica que apresentará, neste sábado, dois espetáculos dentro do festival. Um deles, “Homens” já foi mostrado duas vezes, na semana passada e nesta última quinta. Com dez atores bailarinos em cena, o espetáculo investiga as emoções masculinas. “Homens está em processo e ainda será visto outras vezes em Belém, mas na rua, local para onde foi criado. É uma intervenção urbana”, diz.

Ícaro Gaia, em Taobonitodetaofeio
O espetáculo deste sábado, 23, será no Teatro da Paz. “Tãobonitodetãofeio” é contemplado com o Prêmio Klauss Viana de Dança da Funarte de 2008. E desde sua estréia vem se moldando aos espaços em que é mostrado, estreou no Espaço Cuíra, já esteve em cartaz no Cláudio Barradas e agora é a vez de encarar o pomposo palco do Teatro da Paz, conectando o diálogo entre dança, teatro, música às estéticas do corpo.

Com trilha sonora original, de Leonardo Venturieri, consultoria dramatúrgica de Wlad Lima, concepção de figurino e adereço de Aníbal Pacha, design de máscaras de Maurício Franco e cenografia, arte gráfica e animação (Second Life), de Nando Lima, o espetáculo traz no elenco atores bailarinos, alguns veteranos e outros iniciantes, mas com talento já reconhecido. É o caso de Ícaro Gaia , que cursa graduação de teatro na ETDUFPA, e desde 2008 integra a Cia. Investigações Cênicas.

Danilo Bracchi, que este ano ganhou a Bolsa de Residências em Artes Cênicas, da Funarte selecionou o ator-bailarino para fazer parte de um trabalho que envolverá, durante seis meses, a parti de janeiro do ano que vem, passagens por escolas e grupos de dança na Itália, Inglaterra e Alemanha. 

PROGRAMAÇÃO

DIA 22 – SEXTA-FEIRA

Forte do Castelo
19h30 – Cia Movimento a Dois - Avassalador e Uma Vertente do Samba
20h30 – Cia. Municipal de Dança - Formatos

Teatro da Paz - 20h
Cia.Experimental de Dança Waldete Brito - (Des) Vestidos

Cia. de Ballet Jaime Amaral – Icamiabas

DIA 23 - SÁBADO

Forte do Castelo
19h30 – Cia. Ribalta de Dança
20h30 – Singular Cia. de Dança – Cartas de mim

Teatro da Paz - 20h
Cia. de Investigação Cênica - TAOBONITODETÃOFEIO
Cia. Umá de Dança – MADEIRA

DIA 24 - DOMINGO

Forte do Castelo
19h30 – 2º Ano do curso Técnico de Dança UFPA – As Palavras e as Coisas
20h30 – Singular Cia. de Dança – Cartas de mim

Teatro da Paz - 20h
Cia. Moderno de Dança - Reforma
Mirai Cia. de Dança

A cultura popular encontra o Teatro da Paz

Neste domingo, 24, o Teatro da Paz, considerado o templo da cultura clássica, se abre para a apresentação de um legítimo representante da cultura popular: o pássaro junino.

O espetáculo, com entrada franca, trará o Pássaro Tem Tem, do bairro do Guamá, com o espetáculo “A Justiça de Piapotira”, vencedor do Edital de “Pauta dos Teatros”, da Secult.

Fundado em 1930, o Pássaro Junino Tem Tem acumula premiações, como os editais do Ministério da Cultura, Mestre Duda 100 anos de Frevo e Mestra Dona Izabel, e o Prêmio Culturas Populares Adelermo Matos, do Governo do Estado.

Guardiã do Pássaro, como é conhecida a pessoa responsável pelo grupo, Marilza Amaral falou da emoção do grupo em se apresentar no TP. “Olha, tá todo mundo emocionado só de pensar. Todo mundo só ta pensando em bater fotos pra guardar toda essa emoção. É muita grandiosidade, né?”, disse.

No sábado,23, pela manhã, o coração já começa bater mais forte, no ensaio que os integrantes do Pássaro fazem já no teatro. Uma expectativa para todos, uma vez que a maioria nunca entrou no Teatro da Paz. “Temos 70 pessoas no Pássaro. Desses, só três já entraram no Teatro. Eu mesma nunca entrei. Fico emocionada só de pensar na apresentação”, declara.

Serviço
Espetáculo A Justiça de Piapotira, do Pássaro Tem Tem. No Teatro da Paz. Domingo, 24, às 11h. Entrada Franca. A programação, que integra também o "Puxirum - Nazaré de Todos Nós", faz parte do Atelier Aberto de Artes, projeto da Fundação Curro Velho - Governo do Estado com o objetivo de homenagear o Círio de Nazaré. Mais informações: 91 3184. 9100 e Casa da Linguagem 3241. 9786.


Encontro Latino Americano com Sabor Marajoara

Nilson Chaves está em MG para falar de cultura musical amazônica.  Ao lado, o compositor na arte do ilustrador jornalista Airton Nascimento. No domingo, ele também canta, no encerramento do evento.

A Amazônia será tema de um dos debates que acontecerão neste final de semana em Minas Gerias, na cidade de Pedro Leopoldo, próxima a Belo Horizonte. É lá que está acontecendo, desde o dia 16 de outubro, o “América Latina Um Encontro Necessário”, evento que tem como meta incentivar e Escreverpromover integração entre culturas latino-americanas através das artes.
Além de mostra de cinema, shows, teatro e tantas outras manifestações artísticas, também fazem parte da programação, oficinas e mesas redondas.
No sábado, 23, será a vez de falar sobre “Amazônia Latina: Interesses e soberania”. Entre os convidados para este bate papo, está o cantor e compositor paraense Nilson Chaves, que vai conversar sobre música amazônica com um público latino, com representantes de países que fazem parte da Amazônia internacional, além do Brasil, a Venezuela, Colômbia, Bolívia e Peru.
“Tive a honra de ser escolhido e convidado como  representante brasileiro da Amazônia para falar sobre música. Acredito ser importante nos aproximarmos e conhecermos as culturas dos países vizinhos, além de vivenciar suas experiências, e saber sobre as dificuldades que enfrentam e que imagino, sejam bem parecidas com as nossas”, diz.

Nilson pretende abordar a música amazônica, a partir de sua experiência prática. “Tenho um contato permanente com muitos artistas da região, o que me permite entender estas dificuldades da classe de forma mais ampla. Não vou falar especificamente sobre o Pará mas sim de um todo da Amazônia,  pois é assim que sinto necessidade e tenho desejos claros de unirmos todas as diversidades rítmicas e poéticas da região, porque entendo que só assim poderemos nos fortalecer”, justifica.

Além de fazer parte dessa discussão, no encerramento de domingo, 24, Nilson se apresenta na Praça da Estação, na mesma noite em que também subirão ao palco, Chico César e o músico venezuelano José Alejandro.

“Não faremos shows juntos, pelo que sei serão três apresentações na noite, porém é provável que eu e Chico cantemos juntos como sempre acontece quando estamos no mesmo palco. Chico é um irmão de estrada e um dos grandes desse país”, afirma.

Com uma trajetória voltada às sonoridades e temas da floresta e da cultura nortista, o compositor já debateu a cultura amazônica em um evento semelhante, aqui em Belém, no ano de 2004, o I Seminário de Cultura Amazônica, que reuniu representantes vindos das cidades que fazem parte da Amazônia Legal. 

O encontro era uma prepração para a participação da Amazônia no Fórum Cultural Mundial, que aconteceu em 2005, na cidade de São Paulo. Lembro que teve participação do poeta Thiago de Melo, de representantes indígenas. Havia plenárias, discussões e programação cultural envolvendo artistas de outros estados amazônicos.

Amazônia Além de sua participação no evento, em MG, Nilson Chaves diz que as coisas estão sempre acontecendo por aqui também e conta. “Estou lançando um novo trabalho. Está chegando o DVD "Sina de Ciganos", feito junto a Vital Lima, gravado no começo desse ano em Belém”. 

“Também estou preparando um CD/DVD novo que se chamará ‘Amores`. E no começo do ano que vem estaremos gravando o novo DVD do Trilogia (Nilson Chaves, Mahrco Monteiro e Lucinnha Bastos) com o título ‘Ser do Norte’”.

Em 2011, já há mais um compromisso. Seguir em turnê, com o show do DVD "Gente da mesma Floresta". Gravado em São Paulo, este ano, teve participação de Célio Cruz, do Amazonas; Eliakin Rufino, de Roraima; Graça Gomes, do Acre; Zé Miguel, do Amapá; e Bado, de Rondônia, além de dele, pelo Pará.

É Nilson, pra segurar o pique, com certeza: muito açaí, tapioca e farinha d’água. O “tal” do sabor marajoara! Bom show, na terra dos hermanos mineiros!


21.10.10

Festival promove integração das artes em Belém

O Festival de Artes integradas Circuito Polifônico terá sua primeira edição realizada em Dezembro de 2010, com oficinas, workshops, seminários, intervenções artísticas, mostras, shows de artistas e grupos independentes do Pará. O festival está sendo realizado de forma colaborativa por vários coletivos culturais que passam a formar o grande Coletivo Polifônico.

Já neste mês de outubro a programação já está pronta para promover uma série de ações que utilizarão a arte como ferramenta e a interação como proposta. A primeira delas será “O Circuito na Mesa” que acontecerá nesta sexta, 22, das 18h às 22h, no espaço cultural Café com Arte.

Serão quatro mesas focadas em temas como comunicação livre, direito autoral, circulação, distribuição, legislação e arranjos produtivos locais, e terá a presença de vários coletivos culturais, pontos de cultura, associações e cineclubes, além dos convidados Painelistas: Rodrigo Bouillet, coordenador de Rede do Cine Mais Cultura (RJ); Juca Culatra, representante do Música Pra Baixar (PA); Samir Raoni, Comissão Paraeanse de Pontos de Cultura/Gt Audiovisual (PA); Macelo Damaso, representante da Se Rasgum (PA) e Marcel Arede, representante do Conexão Vivo (PA).

No sábado, dia 23, a partir das 16h, haverá “Arte nossa de Cada Dia”, que vai reunir artistas de todas as áreas como; música, pintura, artes digitais, stickers, grafite, áudio-visual, teatro e mais, para realização de uma imensa pintura comunitária no chão da Passagem do Horto, a fim de lançar em 20 metros de pista, a mensagem que nasce da soma de sensibilidades.

Feito a várias mãos, diversas perspectivas, congregando todas as expressões e aberto para todos que quiserem participar de uma intervenção artística conjunta inédita em Belém. Depois, às 18h30, começa um circuito cheio de atrações, que passam pelo Audiovisual, Design sustentável, Artes Visuais, Performances e Jam Sessions, tudo isso com a cobertura completa feita pela Rádio Manga Sonora e Tv Mangueirosa.

O Festival de Artes Integradas Circuito Polifônico trabalha para abrir oportunidades de intercâmbio, circulação de pessoas e bens culturais, fortalecimento de uma rede de relacionamento nacional, democratização do acesso a informação e a produção do conhecimento, bem como a celebração da diversidade brasileira e de estimulo da produção e difusão da música, do audiovisual e da cultura alternativa independente local.

E não termina por aí, a integração é tamanha que a publicidade de todo o festival vai ser produzida dos registros desse dia. Uma transpiração em nome da livre criação. Um dia para consagrar com arte, acreditando que ela liberta.

20.10.10

Atelier Aberto de Artes comemora 20 anos da Fundação Curro Velho

Além de oficinas, a programação terá culminância neste domingo,24, na Praça da República, dentro da programação do "Puxirum - Nazaré de Todos Nós"


A Fundação Curro Velho vai se transformar em um grande laboratório de experimentação de diferentes linguagens artísticas com o foco no meio ambiente e na diversidade cultural.

Desta sexta, 22, até o dia 04 de novembro estará funcionando o Atelier Aberto de Artes, com atividades a serem desenvolvidas na sede da Fundação, pela manhã, e, à tarde, na Casa da Linguagem. O projeto inicia uma série de programações em comemoração ao aniversário de 20 anos de criação da Fundação.

“As atividades serão abertas para a comunidade, escolas, alunos e instrutores. Será um espaço da experimentação a partir do reaproveitamento de materiais e experiências artísticas”, explica Jorge Cunha, Diretor de Oficinas, do Curro.

Além de oficinas, artistas e pesquisadores que possuem trabalhos voltados para a temática do meio ambiente e reaproveitamento de materiais serão convidados a participar da programação dividindo suas experiências e trocando idéias com os participantes.

As oficinas são gratuitas, para participar basta ir à sede do Curro Velho, no bairro do Telégrafo, ou na Casa da Linguagem, em Nazaré, e escolher a sua temática entre as ofertadas: Audiovisual; Cênicas: expressão corporal e jogos dramáticos; Música: percussão e canto; Plástica: construção de bonecos e adereços, a partir de reaproveitamento de materiais; e Verbal: colagem na confecção de cartazes e Leitura Dramatizada de Contos Populares da Amazônia.

Puxirum - A programação do Atelier terá uma culminância neste domingo,24, na Praça da República, dentro da programação do "Puxirum - Nazaré de Todos Nós", realizada pelo Governo do Estado com o objetivo de homenagear o Círio de Nazaré. Resultado da mistura entre o tupi, o português e o espanhol, a palavra "puxirum" significa uma ação que reúne um grande número de pessoas para realizá-la.

No domingo, na praça, nos Teatros Waldemar Henrique e da Paz e no Instituto de Ciências da Arte (ICA), da UFPa, acontece a apresentação das principais atividades desenvolvidas pela Fundação, como as oficinas de iniciação artística, e a apresentação de grupos variados, nas áreas de cênicas, música, plástica, fotografia e outras. No ICA, o Cineclube Pedro Veriano, apresenta uma Mostra de Curta Metragens Brasileiros.

“Teremos uma programação recheada de atrações, com mostra de produções desenvolvidas na Fundação e também de grupos que iniciaram a partir das oficinas desenvolvidas pelo Curro”, diz Jorge.

O público também poderá conferir uma parte da produção que está sendo feita nas oficinas do projeto Cultura Cidadã nas Escolas, fruto de uma parceria entre o Curro Velho e a Seduc. Ao todo, o Projeto atinge 20 escolas públicas estaduais de ensino médio e as comunidades do entorno na Região Metropolitana, formada pelos municípios de Ananindeua, Belém, Benevides, Marituba, Santa Bárbara do Pará e Santa Izabel.

Mais de três mil alunos estão tendo acesso a atividades em diferentes áreas, como as que envolvem cultura, tecnologia e informação (o áudio visual e a cultura digital, p. exemplo), e também de iniciação artística, como desenho, pintura, dança e teatro.

Boa parte do primeiro módulo de oficinas está encerrando nestes dias com bons resultados, tanto no que diz respeito à participação quanto na produção de materiais. A Escola Hilda Vieira, no Conjunto Médici, por exemplo, está com outros ares depois das oficinas de arte mural, que, com suas pinturas, deu nova cara para Escola. Esta oficina já encerrou, mas o Curro Velho já recebeu pedido para realização de mais uma turma devido o sucesso do primeiro módulo.

A oficina de Cultura Digital também agrada bastante os jovens. Alunos que antes eram considerados problemáticos mudaram de comportamento com a participação nas aulas que falam de internet e as possibilidades de utilização do mundo virtual. Ainda em andamento, cerca de 20 alunos participam das aulas.

As oficinas também estão com bons resultados nas áreas de serigrafia, bastante procurada por conta do uso da técnica para aquisição de renda, como a venda de bonés e camisas customizadas. E também na valorização de ações culturais já existentes nas escolas, como o fortalecimento de grupos de teatro e música e também de dança, como o Hip Hop.

Fundação Curro Velho - A Fundação Curro Velho é vinculada à Secretaria de Estado de Cultura do Pará, desde 2007. Tem como grande desafio garantir a inclusão social e cultural de crianças, prioritariamente, de 06 a 12 anos e jovens de 13 a 24 anos; pela educação estética e poética; em ações e atividades de curtos, médios e longos prazos; se orgulha de estar entre as melhores instituições públicas do Estado a ter, em caráter regular, cursos e oficinas de iniciação para as artes e ofícios criativos gratuitos, desde a sua criação, sem nenhuma interrupção e com estabilidade.

Serviço
Fundação Curro Velho - Rua Profº Nelson Ribeiro, s/n. Telégrafo. Tel. 3184 9118. Casa da Linguagem - Av. Nazaré, 31, esquina com a Assis de Vasconcelos. Tel. 3241 9786.

Fonte: Fundação Curro Velho

O alemão Willi Bolle vem a Belém debater e lançar livro sobre a Amazônia

Escritor e professor da USP, o alemão Willi Bolle chega em Belém nesta quinta-feira, 21, onde fica até dia 27, para participar do ciclo de debates “Amazônias: paisagens, narrativas, sentidos” do Programa Cultura e Pensamento, que acontecerá de 25 a 27 de outubro, no auditório David Mufarrej da Unama (saiba mais em www.amazonias.blog.br). 

Nesta quinta-feira, 21, porém, ele lança aqui o livro "AMAZÔNIA -- região universal e teatro do mundo", organizado por ele, Edna Castro e Marcel Vejmelka.  O livro reúne doze artigos de pesquisadores de Belém, Manaus, São Paulo, Rio de Janeiro e da Europa e é uma introdução multidisciplinar às principais questões ligadas à Amazônia, sob a ótica das Ciências Humanas. 

A parte I é dedicada a expedições, viagens e etnografias, desde a travessia pioneira da região por Francisco de Orellana (1541-1542) até a etnografia participativa de Constant Tastevin e Curt Nimuendaju (anos 1920 a 1940).

A parte II focaliza as dinâmicas econômicas, políticas e sociais da Amazônia contemporânea: políticas de estado, diálogo com comunidades ribeirinhas, agronegócio e mercado de terras, econegócios e alta tecnologia no meio da selva.

A parte III dá voz aos habitantes da região amazônica através das obras literárias de Karen Tei Yamashita, Dalcídio Jurandir e Robert Musil – e termina com a apresentação da Ópera Amazonas, que estreou em maio deste ano em Munique, com índios yanomami representando a voz da Floresta ameaçada.

Não é a primeira vez que vem ao Pará. Já esteve aqui ministrando oficinas sobre os romances de Dalcídio Jurandir, no Marajó e em Belém. Nascido em 1944 perto de Berlim, Willi Bolle é desde 1977 professor de Literatura Alemã na Universidade de São Paulo, onde defendeu tese de livre-docência sobre Walter Benjamin (1892-1940) e a cultura da República de Weimar. 

Outros livros  -Já publicou, entre outros, Fórmula e fábula: teste de uma gramática narrativa, aplicada aos contos de Guimarães Rosa (1973) e Fisiognomia da metrópole moderna: representação da história em Walter Benjamin (1994). Para escrever Grandesertão.br, fez várias viagens ao norte de Minas Gerais, onde começa o sertão, cujo eixo é o rio São Francisco com seus afluentes, o coração do Brasil.

Em Fisiognomia da Metropole Moderna, ele faz uma leitura da grande cidade contemporânea, pelo prisma da obra de Walter Benjamin, retomando diversos escritos do filósofo alemão, concentrando-se nas suas duas obras maiores, “Origem do Drama Barroco” e “Paris, Capital do Século XIX” .

O livro “Grandesertão.br: o romance de formação do Brasil” abre novas perspectivas para a interpretação de Grande Sertão: Veredas , romance de João Guimarães Rosa (1908-1957) publicado em 1956. Willi diz que Guimarães Rosa é precursor da intenert.

Ao partir da idéia de que o livro de Guimarães Rosa ganha em complexidade quando lido como uma reescrita crítica de Os Sertões (1902), de Euclides da Cunha (1866-1909), Bolle defende que ambas as obras "são discursos de narradores-réus-e-testemunhas diante de um tribunal em que se julgam momentos decisivos da história brasileira". 

Em seu estudo, o professor mapeia toda a rede de relações existentes entre Grande Sertão: Veredas e os principais ensaios de interpretação do Brasil, desde a obra euclidiana até os estudos fundamentais de Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Caio Prado Júnior, Raymundo Faoro, Antonio Candido, Celso Furtado, Florestan Fernandes e Darcy Ribeiro, que considera ensaios de formação .

Serviço
Lançamento do livro "AMAZÔNIA -- região universal e teatro do mundo" (Orgs: Willi Bolle, Edna Castro e Marcel Vejmelka - Editora Globo (São Paulo, 2010). 306 p.). Nesta quinta-feira, 21, às 18h, na Universidade da Amazônia -- Campus BR. Na apresentação e lançamento estarão presentes os professores Edna Castro (NAEA-UFPA), Rosa Acevedo (NAEA-UFPA), Neusa Pressler (UNAMA), Gunter Pressler (UFPA) e Willi Bolle (USP). 

Paraleloº leva espetáculos premiados ao Teatro da Paz e Forte do Castelo

Elementos indígenas, traços contemporâneos, performances, circo e muita inovação. É assim que as principais companhias de dança de Belém estão se mostrando e surpreendido o público do Paraleloº Festival de Dança do Pará.

O evento iniciou na quinta-feira, 14, mas esta semana, além dos espetáculos que tomam conta do palco montado no Forte do Castelo, (na foto ao lado, o grupo Etnias, no clic de Thiago Araújo) a programação se estende ao Teatro da Paz.

E o que é melhor, a entrada no Forte continua sendo franca e, no Teatro da Paz, o público paga o quanto achar que deve. Isso porque a iniciativa da Associação de Dança do Pará – APAD, tem como objetivo a formação de platéia para o novo cenário da produção de dança em Belém. O apoio é da Secult e do IAP.

Até agora, oito espetáculos já foram mostrados. Mas esta semana promete. A programação está quentíssima, recheada de espetáculos premiados. Tem participação das companhias Experimental de Dança Waldete Brito, Ana Unger, Jaime Amaral, Moderno de Dança, Experimentações Cênicas, entre outras.

Para começar, nesta quinta-feira, 21, a Cia. Ballare de Dança apresenta “Paquita”, seguida da Cia. Investigação Cênica, que mostra o novo trabalho intitulado “Homens”, no Forte do Castelo, mas que também apresentará no sábado, 23, “Tãobonitodetaofeio”, no Teatro da Paz.

Ganhador do Prêmio Klauss Vianna de Dança (Funarte/Petrobras) de 2008, o espetáculo traz no elenco, Alessandra Nogueira (Palhaços Trovadores), France Moura, Marluce Oliveira (Dramática Companhia), Natalia Simão, Ícaro Gaya, Danilo Bracchi, Milton Aires (Usina Contemporânea).

A trilha sonora é original de autoria de Leonardo Venturieri, diretor musical do espetáculo. A montagem contou com a consultoria dramaturgica de Wlad Lima, concepção de figurino e adereço de Aníbal Pacha, design de máscaras de Maurício Franco e cenografia, arte gráfica e animação (Second Life) de Nando Lima.

Trechos - Ainda na quinta, 21, no Teatro da Paz, o 2º Ano do curso técnico em dança da ETDUFPA mostra “As Palavras e as Coisas”e, em seguida, a Cia. Municipal de Dança apresenta trechos de “Formatos”, que também poderá ser visto na sexta, 22, no Forte do Castelo.

Na sexta-feira, 22, a Cia. Ana Unger marca presença, além da Companhia Experimental de Dança Waldete Brito, que já mostrou “Corações Suburbanos”, no domingo passado. Desta vez, será mostrado “(Des) Vestidos” (foto acima), espetáculo que já percorreu outras cidades brasileiras, e foi merecedor do Prêmio Klauss Vianna da Funarte.

“É uma poética coreográfica em dança contemporânea que parte do cerne do poema O Caso do Vestido, de Carlos Drummond de Andrade, para tecer a dramaturgia da dança”, explica a coreógrafa do grupo Waldete Brito. Na cena, o texto coreográfico cruza-se com o texto poema, porém, não se encena a literalidade do poema, mas, o modo como ele é sentido na essência da narrativa que permeia o caso do vestido.

Ao lado, a performance circo de Charles Wesley, na abertura durante a semana passada (Foto: Thiago Araújo)

“(Des)vestimos o poema de diferentes modos, e pelo movimento corporal revelamos a nossa leitura em gestos e movimentos que traduzem outros poemas que se deslocam no tempo e espaço das 11 cenas da dramaturgia geral”, explica. 


Outros destaques - Outros destaques desta semana é o novíssimo espetáculo da Cia. de Ballet Jaime Amaral, “Icamiabas”, uma coreografia inspirada na lenda amazônica da tribo das mulheres guerreiras chamadas também de Amazonas.

De acordo com a pesquisa do bailarino, essas mulheres habitavam as proximidades do rio Nhamundá, as Amazonas. A lenda conta que em noite de lua cheia, na festa dedicada a Iaci (entidade mãe de Muiraquitã – a Lua), essas guerreiras mantinham relações sexuais com homens de outra tribo, os Guacaris.

“As Icamiabas ofertavam a seus parceiros um talismã confeccionado de argila ou pedra na cor verde na forma de sapinho, o famoso Muiriquitã, que é considerado um amuleto de sorte e felicidade. Após o acasalamento todos voltavam para suas tribos revigorados”, explica Jaime.

No sábado, 23, tem Cia. Ribalta de Dança volta a se apresentar no festival, e a “Singular Cia. de Dança” estreia “Cartas de mim”. Já a Cia. Umá de Dança, que surpreendeu no primeiro dia do evento com seus “Improvises” (Na foto de Thiago Araújo, abaixo), mostrará agora o espetáculo “Madeira”.

Encerramento desta semana – No domingo, no Forte do Castelo, o público vai conferir “As Palavras e as Coisas”, do grupo do 2º Ano do curso Técnico de Dança UFPA e o “Cartas para mim”, da Singular Cia. de Dança. Já no Teatro da Paz, a Cia. Moderno de Dança mostra novamente “Reforma”, e a Mirai Cia. de Dança encerra a programação.

O Paraleloº Festival, porém, ainda não termina e na próxima semana haverá novas apresentações no Forte do Castelo. Dica imperdível é a apresentação da OSTP -Orquestra Sinfônica do Teatro da Paz, nos dias 29 e 30, com participação de bailarinos de todas as companhias envolvidas no festival.

PROGRAMAÇÃO

DIA 21 – QUINTA-FEIRA

Forte do Castelo
19h30 – Cia. Ballare de Dança - Paquita
20h30 –Cia. Investigação Cênica - Homens

Teatro da Paz - 20h
2º Ano do curso técnico em dança – As Palavras e as Coisa
Cia. Municipal de Dança – Trechos do Formatos

DIA 22 – SEXTA-FEIRA

Forte do Castelo
19h30 – Cia Municipal de Dança – Formatos
20h30 – Cia. Ana Unger

Teatro da Paz - 20h
Cia.Experimental de Dança Waldete Brito - (Des) Vestidos
Cia. de Ballet Jaime Amaral – Icamiabas

DIA 23 - SÁBADO

Forte do Castelo
19h30 – Cia. Ribalta de Dança
20h30 – Singular Cia. de Dança – Cartas de mim

Teatro da Paz - 20h
Cia. de Investigação Cênica - TAOBONITODETÃOFEIO
Cia. Umá de Dança – MADEIRA

DIA 24 - DOMINGO

Forte do Castelo
19h30 – 22º Ano do curso Técnico de Dança UFPA – As Palavras e as Coisas
20h30 – Singular Cia. de Dança – Cartas de mim

Teatro da Paz - 20h
Cia. Moderno de Dança - Reforma
Mirai Cia. de Dança

19.10.10

Matinta: é mais um curta paraense no circuito nacional dos festivais de cinema

A equipe está nas nuvens. Apenas uma dúzia de curtas metragens foi selecionada para a Mostra Competitiva do Festival de Brasília, que acontecerá de 23 a 30 de novembro deste ano e entre os escolhidos pelo primeiro júri está “Matinta”, de Fernando Segtowick. 

É mais uma conquista do audiovisual paraense que vem se destacando em vários festivais de cinema neste ano de 2010.

O curta, filmado em setembro do ano passado em uma pequena comunidade situada nas entranhas ribeirinhas da ilha de Mosqueiro, na região metropolitana de Belém, tem Dira Paes, Adriano Barroso, Astréa Lucena, Andrea Rezende e Nani Tavares, entre outros atores paraenses no elenco.

Na direção de fotografia e câmera está o carioca Pablo Baião (Tropa de Elite 2, longa de José Padilha), que trouxe para o filme de Fernando a agilidade e a temperatura de luz certa para as cenas, a maioria delas feitas à noite, dentro do mato, um bravo enfrentamento de toda a equipe que conseguiu driblar todas as dificuldades que há em se filmar dentro da floresta.

O filme que competirá na mostra competitiva de curtas 35 milímetros, ainda está sendo finalizado. Segtowick esteve semana passada no Teleimage/Cinecolor, em São Paulo, onde trabalhou arduamente. 

“Mantei uma versão em DVD para inscrever no festival. Foi feita cópia da master em HD, com som mixado e tudo, ficando em 20 minutos”, justifica Fernando que já considera uma vitória ter entrado pra mostra. “Ter entrado já é ótimo porque a seleção é muito rigorosa. Só 12 curtas do Brasil todo”, suspira.

O diretor diz que gostou muito do resultado final do filme. “ O resultado me agradou muito porque consegui fazer tudo o que eu queria em termos de fotografia, som e atores. Fazer um filme em 16 mm e ampliar para 35mm scope é uma coisa rara hoje ainda mais com o suporte digital”, diz ele, que já demonstra certa expectativa. “ O legal da seleção é pensar que o filme que tem uma temática mais regional possa funcionar para outras platéias”, comemora.

Fernando irá a Brasília, claro, para apresentar o filme. E diz que também comemora outros feitos do nosso audiovisual. “Fico feliz que os filmes paraenses voltem aos festivais, como o “Mãos de Outubro”,(Vitor Souza Lima) e “Quando a chuva chegar” ( Jorane Castro). Em Belém, Matinta deverá ser visto em dezembro.

Para o futuro Fernando diz que ainda não tem outro projeto exatamente engatilhado. “Sempre fico muito envolvido em um projeto, mas a idéia agora é desenvolver o roteiro do longa”, finaliza. Pelo visto, o tabu de décadas, vivido pelo cinema paraense, que desde Libero Luxardo não produz longas, começa a ser quebrado.

Ao lado, Matinta, em finalização (SP)

A minissérie “Miguel Miguel”, de Roger Elarrat, já lançada na telinha da TV Cultura do Pará, deve se tornar longa, finalizado em película para o ano que vem. A cineasta Jorane Castro está concorrendo com o projeto de longa “As Amazonas” no edital de filmes de baixo orçamento (BO) do MinC, para realização em 2011. Agora vamos aguardar que Fernando também tire o seu da gaveta e que novos ventos audiovisuais soprem por aqui.

O Festival de Brasília tem 43 anos de existência e é um dos mais tradicionais do país. A seleção rigorosa só escolhe 6 longas e 12 curtas para concorrer a diversos prêmios. A 43ª edição do Festival acontece de 23 a 30 de novembro no Distrito Federal. Para saber mais sobre a seleção dos filmes que entram para as competitivas do festival, clique aqui.

Aldeia Círio reúne espetáculos cênicos além e várias outras programações artísticas


Ao lado, a Mimulus Cia. de Dança, que apresenta "Dolores" , pleo Palco Giratório.

A programação é extensa, reúne música, exposições, oficinas, espetáculos. Acontece em diversos locais da cidade, como o Teatro Cláudio Barradas, Instituto de Artes do Pará, Casarão do Boneco, Sesc Boulevard e Sesc da Doca. Em qualquer um desses espaços você consegue pegar a programação completa.

Pelo sexto ano consecutivo, é realizado em Belém, o Aldeia Círio - Mostra de Artes, do Serviço Social do Comércio (SESC) Pará, tendo como objetivo incentivar a produção local abrindo espaço para diálogo, reflexão, formação, confraternização e troca de experiência.

Sendo assim, até o dia 24 você pode escolher a sua programação, que inclui as linguagens de teatro, dança, circo, música, artes plásticas, literatura, cinema e cultura popular.

Nesta terça-feira, 19, entre outras coisas que estão acontecendo, serão mostrados dois espetáculos. A partir das 19h, tem Eutanázio e o Princípio do Mundo, do Usina Contemporânea de Teatro, no IAP e às 21h, “Corpo Santo”, da Cia de Teatro Madalenas, no Teatro Universitário Cláudio Barradas – TCB.

Na quarta-feira, 20, mais teatro. No Sesc da Doca, às 19h, tem Cia. Entreatos, com “Eu aqui brigando com o mundo e vocês aí fazendo palhaçada” e no Cláudio Barradas, às 20h30, a Cia Experimental Waldete Brito apresenta (Des) Vestidos.

Na quinta-feira, 21, inicia o Palco Giratório com o grupo Mimulus Cia. de Dança, que apresenta “Dolores”, às 20h30, também no TCB e repete a dose, na sexta-feira, 22, mesmo horário e local. Ainda na sexta, 22, a Ribalta Cia. de Dança mostra “Remir”, às 19h, no Sesc da Doca.

O sábado é para a garotada. A Cia Bric Brac, apresenta às 19h, o Contos da Floresta, no IAP e a Cia. Cênica Sesc Pará, o “Ser Estar”, às 20h30, no TCB.

Serviço
VI Aldeia Círio – Mostra de Artes. Até 24 de outubro. Entrada franca. Informações: 4005-9512/8805-2692 (Coordenação: Michela Bezerra). 4005-9587 (Assessoria de Comunicação do Sistema Fecomércio/SESC/SENAC - Pa).