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22.4.24

Theatro da Paz traz comédia romântica em maio

A apresentação é única em Belém, no dia 2 de maio, às 20h, no Theatro da Paz. Ingressos a preços populares de 10, 20 e 40 reais.  O patrocínio é da Bradesco Seguros por meio da Lei Rouanet.

Em Amantes do Teatro, uma atriz e um ator encenam um espetáculo enquanto compreendem a si mesmos e a dimensão da duradoura amizade entre os dois. Diálogo que também envolve debates sobre a passagem do tempo e conquistas humanas. 

Interpretando distintas personagens, que provocam reflexões com humor, ator e atriz levam o público a transitar pela história do teatro por entre clássicos consagrados. Nesse mergulho através de um túnel do tempo da dramaturgia, o texto de Ana Guasque traz obras que datam da Grécia Antiga, do Renascimento até os dias de hoje, passando por autores como Moliére e Tchekhov.

Segundo a diretora e autora do espetáculo, Amantes do Teatro é uma comédia firmada nos alicerces históricos da cultura, “os quais serão apresentados ao público de maneira descontraída e carinhosa, para cativar os corações com leveza e muito humor”, diz Ana.

Turnê nacional

No roteiro da turnê nacional estão previstas temporadas nas cidades de Ouro Preto, Uberlândia, Ilhéus, Luís Eduardo de Magalhães, Fortaleza, Recife, Vitória, Campina Grande, Palmas, Goiânia, Cuiabá, Campo Grande e São Paulo. 

Inclusão e formação - bate papo aberto ao público

Como meio de promover a democratização do acesso à cultura, em cada cidade será realizada uma palestra com o tema “A História do Teatro” e entrega do texto do espetáculo em braile para bibliotecas acessíveis. Em Belém, o bate papo será no espaço Atores em Cena, às 16h, na Av. Nazaré 435, aberto ao público.

E como contrapartida social, foram disponibilizadas cortesias para alunos da Funbosque , do Ejai, Ciir e Escola Estadual Guadalupe Emaus. Em todas as cidades a sessão conta com recursos de acessibilidade em Libras e audiodescrição. 

Sobre a realização e elenco

Este projeto é uma realização da Ana Guasque Artes & Entretenimentos, empresa dedicada à realização de espetáculos, filmes, séries, teatro, dança e formação cultural, com o intuito de ampliar acessos à cultura.
 
Ana Guasque é diretora, atriz, bailarina e produtora cultural, natural de Porto Alegre, e reside em São Paulo desde 2006. É formada pela Escola de Artes Dramáticas da USP e atualmente leciona de teatro nas Faculdades Integradas Campos Salles, onde também cursa Direito. 
 
Possui cerca de 35 espetáculos de teatro e dança no currículo, além de participações em novelas. É proprietária e coordenadora do Ballet Ana Guasque, em São Paulo, escola de ballet clássico e dança contemporânea que vem transformando a vida de crianças, jovens e adultos. No mesmo local, funciona a Del Vecchio Aulas de Música, administrada por seu marido Fernando Del Vecchio. 
 
Já Eduardo Mossri, é ator com uma sólida carreira no teatro, televisão e cinema, conhecido por seus papéis marcantes em novelas e séries. Em 2019, viveu o médico Faruq na novela Órfãos da Terra, de Duca Rachid e Thelma Guedes, na Rede Globo, obra que ganhou um Emmy Internacional em 2020 como Melhor Telenovela. 
 
Também foi destaque no elenco fixo das 4 temporadas da série Escola de Gênios, do canal Gloob, além do filme Coração de Leão de Alê McHaddo, Black Mirror. Série com Direção Owen Harris da Netflix, Vida Secreta dos Casais, de Bruna Lombardi, para a HBO, dentre outras.
 
Ficha Técnica:
Texto e Direção: Ana Guasque
Elenco: Ana Guasque e Eduardo Mossri
Design de Luz: Mário de Castro
Sonoplastia: Marcos Teixeira
Cenário: Augusto Vieira
Figurinos: Ana Guasque
Confecção de Figurinos: Judite de Lima
Fotografias: Ary Brandi
Coordenação de Artes Gráficas: Gabriela Cima
Apresentado e Patrocinado por: Bradesco Seguros
Produção e Realização: Ana Guasque Artes & Entretenimentos
Acessibilidade: Intérprete de Libras e audiodescrição 
 
Serviço
Espetáculo “Amantes do Teatro - A Comédia”
Data: 02 de Maio de 2024
Local: THEATRO DA PAZ
Horário: 20 horas
Classificação: A partir de 12 anos
Ingressos: R$ 10,00, R$ 20,00 e R$ 40,00
Na bilheteria digital: https://www.theatrodapaz.com.br/informa-es-do-evento-e-registro/amantes-do-teatro/form
Endereço: Avenida da Paz, Praça da República, S/N - Campina, Belém - PA, 66017-060

22.5.12

Cartas para a Paz ganha vida em livro e espetáculo

Ester Sá e Sandra Perlin
Projeto lançado em dezembro do ano passado, pela Fundação Arte de Educar – Gogente, chega agora em livro e peça. Cada mensagem foi reunida num livro, intitulado “Cartas para Paz”, e que será lançado nos próximos dias 25, 26 e 27 de maio, no Teatro Cláudio Barradas, onde também haverá um espetáculo com o mesmo nome, baseado em cada uma das 33 cartas. Adaptado pela atriz paraense Ester Sá, a peça tem 40 minutos de duração, e será encenado por ela em dueto com Sandra Perlin.

Antônio Juraci Siqueira, Monja Coen, Domingos Cunha, Elpídio Alves Pinheiro. Poetas, psicólogos, terapeutas, sociólogos, buscadores... 

Estes são alguns dos mensageiros que concordaram em doar um pouco mais de si, escrevendo mensagens sobre e para a paz, num projeto destinado a auxiliar na clareza da consciência de cada um nós, sobre a missão de cultivar a paz. Para Ester, a adaptação foi um momento de alegria e desafio. 

“Primeiramente percebi que em uma manhã inteira de trabalho, quatro horas, sem interrupções, eu não consegui ler todas as cartas. Era um material muito grande para que eu 'resumisse' em 40 minutos, e transformasse em imagens e jogo com a plateia. Percebi então tinha em minhas mãos uma metáfora sobre o trabalho: muito a dizer e uma limitação real do tempo”, explica a atriz.

Espetáculo busca reflexão
A solução encontrada foi tratar cada carta com um “corpo só”, e separá-las por blocos e assuntos. 

“Desse material cheguei a assuntos em comum que as multiplicidades das falas traziam como mais latentes. E destes assuntos nascem as cenas (...). O roteiro do espetáculo nasce deste coletivo uno, buscando um caminho possível, mas sem indicar conclusões, que por si só seriam soberbas, e sim convidar a plateia a refletir e retomar a caminhada, conscientemente”, analisa Ester Sá sobre o seu próprio trabalho e a disseminação da cultura de paz.

O Projeto - Criado com o propósito de disseminar ideias e informações com base na cultura de paz no planeta, o projeto Cartas Para a Paz é uma iniciativa da Fundação Arte de Educar- Cogente, pela ocasião da comemoração do 2° aniversário da Creche Casulo, em dezembro de 2011.

O objetivo principal é sensibilizar os leitores para seu potencial e sua responsabilidade pessoal e social para a construção da Cultura de Paz, e com isso motivar a criação de uma rede em que as pessoas possam expressar sua adesão à construção da Cultura de Paz no planeta. 

A partir da consolidação dessa rede, o projeto também pretende ser um instrumento divulgador de ações, pensamentos e sentimentos de pessoas, instituições e organizações que atuam na construção da Cultura de Paz. 

No projeto, cada carta foi redigida por um mensageiro da paz, que são pessoas ligadas à promoção da cultura de paz, dentro da sua área de atuação. Em Belém, dois desses mensageiros são grandes artistas de talento e carisma reconhecidos: o músico Paulinho Assunção e o poeta Juraci Siqueira. Além deles, no lançamento do projeto outras pessoas atuantes também serão convidadas a redigir as mensagens de paz que serão direcionadas para todo o mundo.

Sandra Perlin: o jogo da encenação
Fundação Arte de Educar Cogente - Premiada em 2010, com o selo “Certificado de Mérito Comunitário”, do Programa Mesa Brasil do Sesc/Pará, a Fundação Arte de Educar Cogente, atende crianças de 02 a 08 anos de idade em situação de risco social, na região norte do País, com apoio da Pedagogia Waldorf. 

Atuando na cidade de Ananindeua desde 2009, a Fundação Arte de Educar Cogente é a mantenedora da Creche Casulo atende 160 crianças e suas famílias, gratuitamente. A Creche Casulo, surgiu a partir das pesquisas realizadas pela Fundação, que perceberam o alto risco social das crianças desta comunidade. Fundamentada na Pedagogia Waldorf, ela é o principal projeto da Fundação Arte de Educar Cogente, e considera que a criança, nos primeiros anos de vida, absorve inconscientemente, todos os aspectos, caráter e os sentimentos do ambiente ao seu redor. 

Com esta premissa, na Creche Casulo todas as atividades são um cultivo da vida real, buscando a interação do sentir, pensar e agir. Os profissionais da Creche Casulo são capacitados por meio do curso “Arte de Educar”, adquirindo base teórico-metodológica, que propicia as crianças e seus familiares, a educação, o acolhimento, e o desenvolvimento integral através dos princípios da Pedagogia Waldorf. 

Ficha técnica do espetáculo
  • Organização Dramatúrgica – Ester Sá
  • Elenco e encenação – Ester Sá e Sandra Perlin 
  • Concepção visual – Maurício Franco 
  • Iluminação – Malu Rabelo 
  • Fotos – André Mardock 
  • Produção – Desabusados Cia 

Serviço
Lançamento do livro e espetáculo “Cartas Para a Paz” . No Teatro Cláudio Barradas – anexo à Escola de Teatro e Dança da UFPa – Rua Jerônimo Pimental, 546 – Umarizal. Nos dias 25, 26 e 27 de maio (sexta, sábado e domingo), às 20h. Ingresso: 01 quilo de alimento não perecível – a ser doado para a Creche Casulo.

(com informações de Dani Franco, da assessoria de imprensa)

29.8.10

Cia. Madalenas leva Corpo Santo à Praça dos Estivadores

A próxima apresentação do espetáculo "Corpo santo", da Cia de Teatro Madalenas, vai ser na sexta-feira, 03 de setembro, a partir das 19h, na Praça dos Estivadores, em frente ao prédio histórico do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal, o SINDIFISICO.

Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz, o espetáculo estreou em maio deste ano, no Teatro Universitário Cláudio Barradas.

Mas quem foi ver na época, pode assistir novamente, pois a nova versão deve trazer várias adaptações para acontecer ao ar livre.

A iniciativa parte da parceria entre a companhia e o SINDIFISCO, que pretende transformar o local em um grande corredor cultural. Por isso, além do espetáculo, o espaço também será palco de outros tipos de manifestações culturais.

“Corpo Santo” aborda o sincretismo religioso, presente nas pesquisas do grupo. As simbologias afro-brasileiras marcam o espetáculo, na personificação da figura de Ogum, orixá correspondente a São Jorge na tradição da cultura negra brasileira, reverenciado na umbanda, no candomblé e no tambor de mina.

Em cena, a atuação e o trabalho de corpo do ator Rodrigo Braga, na composição dos personagens.

Para chegar aos resultados alcançados, o ator fez uma intensa pesquisa de expressividade corporal, do estudo do corpo do ator em cena, constituindo a "mímica dramática" que ilustra, de forma poética e simbólica, a figura do santo.

No espetáculo, ele se torna um contador de histórias, que narra a vida inusitada de um homem chamado Jorge.

“Corpo Santo” é “metáfora que perpassa pelos valores populares ligados a São Jorge e cria uma reflexão sobre os desafios que a vida nos desvela, pontuando de forma sutil a presença do mostro e do herói existente em cada um de nós, um eterno construir de novos desafios para desbravar outros caminhos”, disse Rodrigo.

“Escolheu-se a matriz de São Jorge sincretizado em Ogum, pois existe uma relação muito forte deste com os elementos da natureza, com a terra, com as nossas origens. Porém o espetáculo demarca muito bem as passagens de São Jorge e de Ogum, seja através de um canto, de uma oração ou mesmo no corpo do ator em cena”, afirmou o diretor do grupo Leonel Ferreira, em entrevistas à época da estreia.


Há nove anos - A Companhia de Teatro Madalenas surgiu em 2001, formada um ano depois da estreia de “Paixão Barata, Madalenas”, de onde vieram os atores que a integram até hoje.

Montado como resultado do curso técnico de arte cênica da Escola de Teatro e Dança da UFPA (ETDUFPA), o espetáculo causou impacto e atraiu a atenção da imprensa e do público de Belém, ao se inspirar na via-crúcis de Cristo, para tratar temas polêmicos e de intensa crítica político-social.

Teve roteiro de Luiz Otávio Barata, adaptação e direção de Karine Jansen e Wlad Lima, ambientação cênica de Nando Lima, iluminação de Iara Souza, sonoplastia de Fábio Cavalcante e concepção e projeção de imagens, de Patrícia Gondim.

A companhia Madalenas pode-se dizer, é fruto de um momento importante e de consolidação ETDUFPA, que se afirma definitivamente com o curso de graduação em dança e teatro. É hoje a principal formadora de artistas cênicos paraenses.

Não por acaso, a companhia segue sua trajetória buscando, no teatro, um meio de comunicação, de encontro e de troca, focando uma reflexão mais crítica sobre o seu fazer artístico. Além de Corpo Santo, o grupo também montou, em 202, "Aurora da Minha Vida" e "À Flor da Pele"que, em 2003, ocupou e foi apresentado em outro espaço histórico, o Palacete Bolonha.



7.8.10

Deu Cuíra na Zona

"Boa Noite Cinderela", em cartaz no Teatro Cuíra

O ano era o de 2006, quando o produtor da Ópera “Aquiry - A Luta de um Povo”, um espetáculo grandioso, obra do maestro Mário Brasil, sobre a revolução acreana, andou aqui por Belém.

Estava resolvendo questões de produção do espetáculo e acompanhando os ensaios quando se deparou com uma situação nada agradável. O cenário da ópera, que chegara poucos dias antes da estreia, simplesmente não entrava no Theatro da Paz.

Claro que ele quase enlouqueceu. Onde guarda-lo para fazer os ajustes necessários? Precisava de um galpão. Não só isso, deveria ser um espaço próximo ao Theatro da Paz. Felizmente, ele o encontrou e fácil. Na esquina da Travessa 1º de Março com Riachuelo, um galpão adquirido recentemente pelo Grupo Cuíra de Teatro.

Na época, a notícia de que um grupo independente como o Cuíra, estava conquistando um espaço próprio, no centro da cidade, corria largamente entre o meio artístico e na imprensa.

Graças a isso, não foi difícil para o produtor da Aquiry encontrar o que queria, através da produção local e das indicações que recebeu dos amigos que já tinha na cidade. O Galpão passou então, por aquele período, mais ou menos um mês, sendo ponto de referência para os técnicos que, trabalhando no cenário, ficavam num trânsito entre o Galpão e o Glamouroso Theatro da Paz.

“Nossa eu me lembro muito bem disso. Ficaram aqui, quando ainda estávamos de mudança sem nenhuma infra, pintando todos aqueles painéis”, (foto) comentou Zé Charone, ontem à noite, por telefone, com o Holofote Virtual.

Passados quase cinco anos, o Espaço Cuíra agora é referência na cidade. Instalado em plena zona do meretrício, no bairro da Campina, vem criando projetos e montagens de espetáculos que valorizam e envolvem as personagens reais que vivem naquele entorno e, ao mesmo tempo, provocando suas platéias com espetáculos que mergulham, muitas vezes, neste universo de forma crítica e poética.

Cito à exemplo, o espetáculo inaugural, Laquê, que seria dirigido por Luiz Otávio Barata, diretor de teatro falecido, há quatro anos, no mês de julho, em São Paulo. Além de diretor, Luiz Otávio era amigo de Zé Charone, Edyr Proença, Wlad Lima, Olinda Charone, Cláudio Barros e Papi Nunes, na época todos integrantes do grupo Cuíra. Quando foi finalmente encenada em 2007, lembrando a época em que o meretrício era perfumado por laquê, a peça acabou sendo uma grande homenagem a ele.

O Espaço Cuíra resistiu ao tempo e nestes últimos anos vem aprovando trabalhos dentro da política nacional de editais. Mas no final do ano passado, um passo muito mais importante foi dado e vem marcando de forma profunda a vida de todos do grupo e das pessoas com as quais eles trabalham.

Através do IPHAN, o Teatro Cuíra é, hoje, um Ponto de Cultura, indicação feita, principalmente, por ele estar situado em um bairro tombado pelo Patrimônio Histórico. Estes convênios do IPHAN com diversos outros pontos, vem dotando vários centros de difusão cultural com infraestrutura para o desenvolvimento de seus trabalhos.

Com o Ponto devidamente instalado, em abril deste ano o Cuíra deu início ao projeto “Zolhos da Zona”, que vem sendo desenvolvido junto ao público do bairro da Campina, tendo, entre outros, o objetivo de fazer o registro do lugar, das casas, das pessoas, de suas vidas.

Foram realizados Workshop de Introdução à Linguagem Audiovisual, Intervenção Artística Urbana, Cenografia, Teatro e Figurino, tendo em cada oficina cerca de 20 alunos.

“O Cuíra virou uma usina de produção, com todos os seus espaços ocupados”, diz Edyr Proença (na foto com Zê Charone), escritor e dramaturgo do Cuíra.

O resultado dessas atividades começa a ser mostrado ao grande público neste final de semana, com a estréia do espetáculo “Boa noite Cinderela”, que ficará em cartaz no Teatro Cuíra, sempre aos sábados e domingos (hoje e amanhã, tem), até novembro, quando, ao completar um ano, encerrará o contrato com o IPHAN.

Isso, de alguma forma já começa a preocupar o grupo. “Apesar de aprovar nossos espetáculos em editais, estes nunca nos permitiram adquirir bens permanente, então o Ponto de Cultura veio preencher esta lacuna”, explica Zé.

“Por isso, ao mesmo tempo em que tenho felicidade de poder realizar isso com maior tranquilidade, o fato de estarmos finalizando o processo já nos preocupa. Torcemos para renovar o contrato, pois com o Ponto de Cultura aumentamos a equipe de trabalho, envolvemos várias pessoas desta comunidade que já começam a nos perguntar quando serão as próximas oficinas”, explica.

A atriz e também uma das coordenadoras do projeto diz que esta experiência, além de estar sendo rica, já serviu, inclusive, para definir com mais clareza a vocação do Ponto de Cultura do Cuíra, ali no bairro. “As pessoas que nos procuram, querem fazer teatro”, conclui.

Com texto de Saulo Sisnando e direção de Marluce Oliveira, a peça "Boa Noite Cinderela" é justamente a colagem de testemunhos dos atores, em grande parte, moradores ou profissionais que moram na Campina misturada com o conto de fadas “Cinderela” e o desfile carnavalesco dos Boêmios da Campina, repetindo o mote de “Laquê” (foto).

“Estamos finalizando o projeto. E o Boa Noite Cinderela faz um síntese de tudo que produzimos nas oficinas. A temporada do espetáculo vai até final de novembro, mas pode ser que dê muito certo e a gente estenda por mais tempo”, assim espera Zé Charone, o Grupo Cuíra, os moradores da Campina e nós, o público, também.

Serviço
A peça Boa Noite Cinderela faz as apresentações de estréia hoje, 07, e amanhã, 08. Depois continua em cartaz aos sábados e domingos, até novembro, sempre às 21h, no Teatro Cuíra. Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).

27.3.10

Entrevista: Alberto Silva Neto dirige novo projeto teatral inspirado em obra de Dalcídio Jurandir

Ponta de Pedras, ilha do Marajó, Pará, 10 de janeiro de 1909. Nasce ali e naquela data uma das maiores expressões da literatura paraense.

Dalcídio Jurandir morreu no final dos anos setenta, deixando um enorme legado, a sua obra, amazônica em todos os sentidos.

O romancista, que recebe homenagens pelo seu centenário, continuará sendo homenageado sempre e, mais do que isso, inspirando outras obras, de leituras próprias. A Associação Cultural Usina Contemporânea de Teatro acredita nisso e está bebendo na fonte.

No mês de fevereiro, o grupo deu início a uma grande empreitada nesta direção, ao realizar o Seminário de Preparação para o projeto “Mimese Corporal e Vocal na Ilha do Marajó”, vencedor do Prêmio Myriam Muniz da Funarte.

O espetáculo também ganhou apoios culturais do Hotel Regente, Academia de Danças Ana Unger e do Instituto de Artes do Pará.

“Nosso seminário teve como objetivo fundamental estudar alguns temas que julgamos essenciais para o trabalho como, por exemplo, compreender a estrutura narrativa do romance que pretendemos encenar, para o que contamos com a valiosíssima colaboração do professor Gunter Pressler”, conta o diretor Alberto Silva Neto.

Além dos atores Valéria Andrade, Nani Tavares e Milton Aires, e de Alberto Silva Neto e Nando Lima, todos do Usina Contemporânea de Teatro, as conversas e apresentações tiveram a participação do autor e diretor da Cia Faroste Caboclo, Paulo Faria, e da atriz mineira Vandiléia Foro.

Na foto ao lado, o grupo reunido. Olhando da esquerda para a direita: Milton Aires, Alberto Silva Neto e Nani Tavares, de pé, e Valéria Andrade, Vandiléia Foro, Nando Lima e Paulo faria, sentados.

Faria, que mora em São Paulo e foi indicado este ano ao Prêmio Shell de Melhor Autor pelo espetáculo “Meio Dia do Fim”, virá mais vezes a Belém para acompanhar de perto o trabalho.

Silva Neto, que também é jornalista diz que entre a fase dos ensaios do espetáculo, que já está acontecendo, até a estréia, serão cerca de seis meses de muito trabalho, o que ele comemora.

“Trabalharemos até julho, diariamente. Vamos juntos ao Marajó, visitar os municípios onde Dalcídio nasceu e viveu: Ponta de Pedras e Cachoeira do Arari. Muita coisa vai acontecer”.

Tudo vai exigir rigor da equipe, dado a proposta ousada de linguagens que estão sendo experimentadas para expressar Dalcídio Jurandir.

Na direção do espetáculo, Silva Neto já tem um reconhecimento de longa data no teatro paraense. Entre outros trabalhos, atuou em "Hamlet, Um Extrato de Nós", em 2002, com direção de Cacá Carvalho e em "Nunca Houve uma Mulher como Gilda", em 1995, ambos do grupo Cuíra. Um ano antes, em 1994, atuou em "O menigo ou o cachorro morto", de Bertolt Brecht, com direção de Kil Abreu.

Na carreira jornalística, chegou a trabalhar, nos anos 90, nos jornais Diário do Pará e na extinta Província do Pará. Entre 2002 e 2008, ele foi apresentador e produtor do Cultura Paidégua, na TV Cultura do Pará, uma invenção que nasceu das conversas com outro jornalista ligado ao teatro, José Carlos Gondin. Na época, o programa nascia para cobrir uma lacuna enorme na Tv Paraense, de um programa que desse amplo espaço às discussões e divulgação de arte e cultura.

Mas hoje, o teatro volta a ser mais presente na sua trajetória. No ano passado dirigiu "Ágora Mandrágora", também pelo Usina, e este ano esteve em cartaz dirigindo "Solo de Marajó", com o ator Cláudio Barros.

Mas o teatro de Alberto não está só nos palcos ou na direção de espetáculos , já que este ano ele foi aprovado em concurso público federal para professor da Escola de Teatro e Dança da UFPA – ETEDUFPA, onde está lecionando a disciplina Teoria do Teatro.

Antes do início do ano letivo, ele participou da programação da Semana de Calouros. “Dei uma aula espetáculo relatando minha pesquisa sobre as partituras de ações físicas aplicadas ao processo de criação atoral”, diz.

O projeto premiado pela Funarte ainda prevê várias ações e requer rigor, mas entre os ensaios, a semana de calouros e a produção toda do projeto, Alberto achou tempo e respondeu à entrevista do Holofote Virtual.

Abaixo, ele conta como está o processo de construção do espetáculo, como foi o reencontro com Paulo Faria e fala desse novo caminho que inicia dentro da academia de artes cênicas.


Holofote Virtual: Vocês mergulharam na obra Chove nos Campos de Cachoeira, mas o seminário trouxe mais contribuições. Como foram as discussões?

Alberto Silva Neto: Também refletimos sobre as implicações no processo de transposição da literatura para a cena teatral, a partir de uma fala do Paulo Faria. Falamos de semiótica teatral, processo colaborativo e outros assuntos.

Paralelamente, cada criador teve um espaço para fazer um relato pessoal de seu processo criativo e de seus referenciais estéticos, o que gerou um compatilhamento de experiências muito enriquecedor para todos.

No final, fizemos uma atividade lúdica na qual cada criador apresentou suas propostas de processo e encenação, a partir dos temas debatidos no seminário. O resultado foi muito interessante e acabou determinando os princípios do trabalho.

Holofote Virtual: Além dos integrantes do Usina, dois artistas de fora do grupo foram convidados a participar da montagem. No que eles estão somando?

Alberto Silva Neto: A participação do Paulo Faria, como dramaturgo, e da Vandiléia Foro, (na foto ao lado) como atriz, são dois presentes para nós. O Paulo é um artista maduro e experiente, que além da competência possui uma relação afetiva com Belém, com as pessoas e com a obra do Dalcídio, e isso é essencial.

A chegada dele deverá representar um salto para o grupo na criação dramaturgica, uma das áreas mais carentes no teatro paraense, na minha opinião. Já a Vandi é uma atriz muito talentosa e apaixonada, que vem de uma rica experiência com os oficinões do grupo Galpão, em Minas. Convidamos, ela topou, e ficamos muito felizes.

Holofote Virtual: Foi produtivo este primeiro encontro com Paulo, em Belém?

Alberto Silva Neto: Bastante. Foram três dias aqui e ele deverá voltar mais algumas vezes por curtos períodos durante o processo criativo, que vai até final de julho. Nos intervalos, faremos a experiência de criação à distância, pela internet. Os depoimentos dele foram sempre precisos e muito úteis para o trabalho.

Holofote Virtual: Disseste que não será feita uma adaptação da obra e que o espetáculo será fruto de um processo de experimentações. Explica a estrutura de funcionamento disso.

Alberto Silva Neto: Existem muitas maneiras de abordar um romance para levá-lo à cena. Você pode, por exemplo, adaptar a obra criando uma peça teatral inspirada nela, e depois montar esse texto, ensaiando as falas e os diálogos.

Mas também existem outros modos, nos quais o processo vai indicando de que modo aquela obra será incorporada à encenação, que possui também outros indutores espaciais, visuais, corporais, que podem não ter relação direta com o universo da obra literária.

No nosso caso, estamos partindo de quatro pesquisas individuais de cada um dos atores e atrizes: Valéria Andrade, Nani Tavares, Vandiléia Foro e Milton Aires. Uma delas vai buscar o teatro narrativo épico, experimentando o simples ato de narrar a história diretamente ao espectador. Outra vai investigar o teatro dramático, buscando a metamorfose em um ou mais personagens ficcionais do romance.

A terceira vai experimentar colocar o romance em diálogo com a linguagem da performance, com as novas tecnologias e com a visualidade da pós-modernidade, experimentando uma dramaturgia pós-dramática.

O ator, enfim, vai partir para um exercício com narrativas íntimas, nas quais as experiências e histórias de vida se misturem com as de um personagem da obra. O grande desafio será fazer isso tudo convergir numa encenação só. Ou será que faremos quatro solos? Somente o processo de criação e o dia-a-dia dos ensaios poderão responder essas questões.

Holofote Virtual: Dalcídio Jurandir é uma paixão tua?

Alberto Silva Neto: Não apenas minha, mas de todos nós. É um grande escritor que merece de todos, admiração e respeito pela obra monumental que criou.

Segundo Benedito Nunes, é ele que inaugura a literatura urbana na Amazônia, e o faz com grande valor artístico, superando o exotismo que vitima a literatura regional e levando o drama do homem amazônico à dimensão universal que ele merece.

É uma grande honra partir de uma obra dele, mas também não podemos incorrer no erro de idolatrá-lo a ponto de almejar apenas transpor sua obra para à cena (até porque isso é impossível, em tese).

Devemos, isso sim, confrontá-lo com nosso discurso pessoal e coletivo, e ver o que nasce desse conflito.

Holofote Virtual: A experiência com "Solo de Marajó" foi determinante para o surgimento desse projeto?

Alberto Silva Neto: Não exatamente. Quando o Cláudio Barros me convidou para dirigi-lo o projeto do Usina já tinha sido aprovado há muito tempo. Mas foi muito importante pra mim, encenar a obra do Dalcídio antes de assumir este novo processo, afinal, trata-se de um mesmo universo ficcional. Apesar disso, o resultado da montagem do Usina deverá ser muito diferente do Solo de Marajó.

Holofote Virtual: Acabas de ingressa no mundo acadêmico, agora como professor da ETEDUFPA. Quais teus sentimentos em relação a isso?

Alberto Silva Neto: Estou muito feliz. Terminei uma especialização em estudos contemporâneos do corpo, que defendi em janeiro, e pretendo partir para o mestrado em artes cênicas, o mais brevemente possível.

Paralelamente, ministro quatro disciplinas teóricas ao mesmo tempo, o que exige muito estudo e dedicação. Os desafios são grandes, mas quando a gente ama o que faz tudo fica mais fácil.

Holofote Virtual: Sempre caminhastes entre o jornalismo e o teatro. Hoje, como é esta relação? O teatro volta a ser mais presente?

Alberto Silva Neto: Sim, muito mais. O teatro, felizmente, está ocupando quase todo meu tempo. Digo felizmente porque esse sempre foi meu projeto de vida, que agora se concretiza. Teatro pela manhã, teatro à tarde e teatro à noite. É muito bom.



29.10.09

In Bust encerra projeto “Bonecos na Estrada em Caravana”

Mais três comunidades quilombolas e dois municípios recebem “O Curupira”. Em Ipixuna do Pará haverá oficina de confecção de bonecos com Aníbal Pacha

Atravessar as estradas que nos levam aos inúmeros municípios paraenses ou adentrar em pequenas comunidades e vilarejos cravados em regiões de difícil acesso, a fim de chegar às comunidades mais distantes, na maioria das vezes com quase nada de estrutura para receber um espetáculo cênico pode parecer apenas dificuldade, mas para o grupo In Bust – Teatro com Bonecos é missão.

Para o grupo, chegar nestes pequenos lugares é o maior compromisso do projeto Bonecos na Estrada – Em Caravana, que a partir desta quinta-feira, 29, inicia a sua terceira e última etapa de 2009, patrocinado pelo Banco da Amazônia através da Lei Rouanet de Incentivo Federal à Cultura.

Com 12 anos de formação, o In Bust Teatro com Bonecos tem circulado por estradas, ramais, rios, baías e igarapés levando seus espetáculos a praças, escolas, galpões, ruas, centros comunitários e teatros, atingindo um público extremamente diversificado, tanto na capital como no interior do estado do Pará.

O projeto “Bonecos na Estrada – Em Caravana” começou no mês de julho e já passou por São Francisco do Pará, Igarapé-Açu, e Peixe-Boi, na primeira etapa. A segunda aconteceu no mês de setembro e chegou em Tomé-Açu, Concórdia do Pará, Inhangapi, Bujaru e São Domingos do Capim. Nesta etapa, entraram no roteiro as comunidades quilombolas de São Judas, próxima a Bujaru, e Pitimandeua, nos arredores de Ihangapi.

Já para a etapa de encerramento, o projeto conta com mais cinco apresentações do espetáculo “Curupira - Um Milhão de Nós”, três delas em comunidades quilombolas e duas nos municípios de São Miguel do Guamá e Ipixuna do Pará, onde também será realizada uma oficina de confecção de bonecos.

“O Curupira – Um milhão de nós” foi criado para o programa Catalendas da TV Cultura do Pará e o episódio, adaptado para ser apresentado como espetáculo. Há dez anos em cartaz, “Curupira” traz o linguajar caboclo, que tem palavras como “mundeado”, “sumano”, entre outros, ligando o público à cultura de nossa região.

Os personagens utilizam paródias das toadas de boi, carimbó e samba de cacete – ritmos da cultura paraense e os bonecos são manipulados com vara, acompanhados por máscaras, mamulengos e outros mais.

Roteiro - Com a saída de Belém programada para esta tarde de quinta, o grupo se apresenta já à noite, na Comunidade Quilombola Nossa Senhora de Fátima do Cracateua, próxima a São Miguel do Guamá.

Com 51 famílias morando na região, o único local possível para a apresentação do espetáculo é uma palhoça de esteios com cobertura de palha e chão de terra.

“Propus de vermos na hora um descampado onde talvez seja possível fazer a apresentação à céu aberto”, diz Cristina Costa, da produção, que uma semana antes visita os locais. A eletricidade será puxada também na hora para onde ficar definida a apresentação.

Acostumado com situações adversas, a maior preocupação do grupo é com a possibilidade de chuva. “Caso isso aconteça, não será possível fazermos a apresentação, pois o barracão não segura a chuva”, explica Cris.

O ritmo do grupo é intenso. Muitas vezes são feitas mais de uma apresentação por dia, a fim de conseguir atingir o maior número de espaços possíveis, aproveitando a estadia do grupo em cada região.

Em São Miguel do Guamá, por exemplo, estão previstas mais três apresentações. Na sexta-feira, 30, a primeira delas acontecerá pela manhã, na comunidade quilombola São Pedro do Crauateua. O grupo precisará de um guia para levá-los à região, onde vivem 112 famílias.

Á tarde, a Comunidade Quilombola Santa Rita de Barreiras já estará aguardando o grupo. Distante cerca de 11 km do município, a apresentação será realizada no barracão, sede da comunidade, de estrutura bastante simples.

“Nesta comunidade tem apenas 48 famílias. O espaço é muito parecido com o que encontramos na comunidade quilombola de Pitimandeua, em Inhangapi (na 2ª etapa do projeto, realizada em setembro), com alguns bancos de madeira no local e sem camarins. Vamos improvisar isso dentro da Van mesmo”, explica Cristina.

No sábado, 31, o In Bust faz a última apresentação em São Miguel do Guamá, no centro urbano do município, na quadra Getúlio Batista, na praça de mesmo nome, que fica no bairro Padre Ângelo. Com 18 mil moradores é um bairro pobre, sem estrutura e com altos índices de violência. A praça é chamada pelos próprios moradores como Praça do Iraque.

“A Secretaria de Cultura, que fica ao lado da quadra, tem procurado desenvolver um projeto de inclusão desta área às programações municipais e luta contra o estigma do local”, diz Cristina que esteve há uma semana no município fazendo os contatos e levantando este tipo de informação para facilitar a chegada do In Bust.

Neste sábado, é aniversário de São Miguel do Guamá. Haverá programação esportiva acontecendo pela manhã na beira do rio, além da apresentação do In Bust, na praça da cidade.

Á noite, enquanto a população de São Miguel participa das programações de música e grupos parafolclóricos, o In Bust já estará no município de Ipixuna do Pará, onde a apresentação acontece, às 19h, na Praça da Família.

Inaugurada recentemente, a praça tem público natural e é bem estruturada, com uma grande concha acústica, que possui um palco de 1,20m de altura. Será a última apresentação de “O Curupira, um milhão de nós”, pelo projeto “Bonecos na Estrada – Em Caravana – 2009”.

Oficina e apoios - O projeto, porém, ainda não termina de vez. Enquanto a maior parte do grupo retorna a Belém, Aníbal Pacha, um dos integrantes, fica no município para ministrar, até dia 5 de novembro, a oficina “Confecções de Bonecos”. Os interessados em participar devem procurar a Secretaria de Educação e Promoção Social de Ipixuna.

Como em todas as etapas do projeto, as apresentações do espetáculo Curupira são precedidas da exibição de episódios do programa Catalendas, exibido pela TV Cultura do Pará em Rede Nacional, feito pela equipe do In Bust em parceria com a equipe da televisão.
Fazem parte do projeto os atores manipuladores do In Bust, Paulo Ricardo Nascimento, Adriana Cruz, Aníbal Pacha. Na produção, Cristina Costa e na equipe técnica, Milton Aires.

Nesta última etapa, o grupo conta, em todas as apresentações, com o apoio da Coordenação Estadual das Associações das Comunidades Remanescentes de Quilombos – Malungu, e da Funtelpa. Em São Miguel do Guamá, o grupo recebe apoio da Câmara Municipal, das secretarias municipais de Educação, Cultura, Desportos e Turismo e do Hotel Rio Guamá. Em Ipixuna, o apoio vem da Prefeitura, através das secretarias municipais de Cultura, Desportos e Turismo; Educação, e de Promoção Social, além do Plaza Hotel.

O projeto Bonecos na Estrada – Em Caravana é a 5ª edição desta ação que o grupo realiza desde 2004, com apresentações e oficinas pelo interior do estado do Pará, buscando dar mais um passo no seu compromisso social de que a arte deve fazer parte da cesta básica do povo.


Com este projeto, o In Bust já viajou, incluindo esta última etapa, por 56 municípios e cinco comunidades quilombolas paraenses e atingiu um público direto de mais de 20 mil pessoas. O Banco da Amazônia já o patrocinou em duas edições: em 2005, Bonecos na Estrada – Em Cortejo, e em 2007, Bonecos na Estrada – O Conto que Eu Vim Contar.


PROGRAMAÇÃO

Quinta-feira – 29
São Miguel do Guamá
Comunidade Quilombola Nossa Senhora de Fátima do Crauateua
Hora:19h
Local: centro da comunidade

Sexta-feira – 30
São Miguel do Guamá
Comunidade quilombola São Pedro do Crauateua
Hora da apresentação: 10h
Local: Sede do centro comunitário
Comunidade quilombola Santa Rita de Barreiras
Hora: 18h30
Local: barracão sede

Sábado – 31
Município de São Miguel do Guamá
Hora: 10h
Local: Quadra de Esportes da Praça Getúlio Batista - Bairro Padre Angelo
Município Ipixuna do Pará
Hora: 19h
Local: Praça da Família – Rua Padre de Anchieta – ao lado do hospital Santa Clara

02 a 05 de novembro
Município: Ipixuna do Pará
Oficina de confecção de bonecos
Local: CRAS – Rua Magalhães barata, 1202 - bairro Vila Nova
Horário: dia 02/11, das 14h às 18h e nos dias 3, 4 e 5, das 8h às 12h e das 14h às 18h

Serviço
O In Bust tem sede em Belém do Pará – Casarão do Boneco, que fica na Av. 16 de Novembro, 815, próximo ao complexo São José Liberto. Mais informações: 3241.8981. e 8843.6931. Assessoria de Imprensa: 8134.7719.