23.4.10

Revistas digitais para crianças e adultos desnudam obra de Hélio Oiticica

O Itau Cultural acabou de lançar duas revistas digitais. Uma delas, a Oiticica - A Pureza É um Mito que apresenta, entre outras coisas, a repercussão e o diálogo de sua obra com outras áreas de expressão.

Há depoimentos de Tom Zé, Nelson Motta, Eduardo Rossetti, Zé Celso Martinez Corrêa, Rubens Machado, Paulo Ramos, Isobel Whitelegg e Paulo Monteiro.

A revista traz ainda galeria de imagem das obras, entrevistas em vídeo e imagens dos Penetráveis espalhados pela cidade.

A outra edição também está muito bacana. Feita para o público infantil, a Cosmogolé terá três edições eletrônicas. Neste primeiro número, as crianças conhecem uma exposição de arte na qual, para aprender, tem que tocar nas obras. Dá pra ficar por dentro da infância de Oiticica e descobrir o dia em que a cor saiu do quadro e invadiu o espaço, além de participar da próxima edição, em atividade interativa!

Acessível e, ao mesmo tempo, profunda e complexa, a obra de Oiticica é inspirada nas "quebradas", na vida que brotava nas ruas, nas favelas. A extensa produção desenvolvida pelo artista nasceu, também, de intensa e constante reflexão.

Desde o mês de março, que o Itaú Cultural vem homenageando este artista, um dos maiores artistas brasileiros. Artista consciente do próprio trabalho, Oiticica deixou um extenso legado não só pelas muitas obras referenciais, mas também por sua visão incomum sobre o papel do artista.

A exposição “Hélio Oiticica - Museu É o Mundo”fica aberta até dia 16 de maio na Sala Itaú Cultural e Espaço Educativo 2S (Av. Paulista 149 - Paraíso - São Paulo SP). Reúne aproximadamente 117 de suas obras.

Paralelamente também acontecem eventos paralelos, como seminário que acontecerá nos dias 28 e 29, na Paparazzi Galeria (Av. Pedroso de Morais 99 - Pinheiros - São Paulo), com entrada franca.

Quem não estiver na capital paulista neste período, ainda pode se deliciar com as revistas digitais. Acesse aqui: Oticica - A Pureza É um Mito e Cosmogolé.

Informações: Itaú Cultural


20.4.10

Cia de Teatro Madalenas estreia novo espetáculo

"Corpo Santo" estreia nesta quarta, 21, e fica em cartaz até dia 02 de maio, sempre de quarta a domingo, no Teatro Universitário Cláudio Barradas (Travessa Dom Romualdo de Seixas, 820, esquina com a Jerônimo Pimentel), da Escola de Teatro e Dança da UFPA.

Michele Campos, que assina a assistência de direção da peça, diz que o trabalho começou a ser desenvolvido há dez meses, a partir de um estudo sobre a performance corporal do ator em cena.

O ator em cena, Rodrigo Braga (foto), iniciou sua pesquisa analisando imagens de São Jorge. "Aquela postura sempre me trouxe algo lúdico, artístico, e isso me cativava, por isso esse ponto de partida", explica ele.

Em seguida, o trabalho expandiu essa análise da memória cultural religiosa ligada ao santo e para outros itens da cultura negra no Brasil, como a umbanda, o candomblé, o tambor de mina e a capoeira angola.

Criada há oito anos, a Cia de Teatro Madalenas põe em cena mais um espetáculo inédito e diferente do que se vê em outros círculos, e não esconde a expectativa de dar ao público exatamente isso: o novo, o fora do comum, o que toca e prende. Vamos conferir Os ingressos custam R$ 20 e R$ 10 (meia entrada).

Na Memória exibe “Cândido Portinari, o Pintor de Brodósqui” e discute as artes plásticas no Pará

Com objetivo de puxar para depois da sessão uma discussão entre o público presente e artistas sobre a situação das Artes Plásticas no Estado do Pará, será exibido nesta quinta-feira, 22, no Cineclube Na Memória, um documentário que revive a vida e obra de Cândido Portinari.

Produzido em 1968 pelo cineasta mineiro João Batista de Andrade, o filme reconstitui cenas da terra natal do artista que marcaram seu imaginário e estão presentes na sua obra – como o futebol de meninos, o enterro infantil com caixãozinho azul e os camponeses e trabalhadores em seus afazeres.

O documentário faz parte do acervo do Centro Técnico Audiovisual (CTAV/ SAV) do Rio de Janeiro e estará sendo exibido graças a iniciativa do “Cine Clube na Memória”, uma ação do Sistema Integrado de Museus e Memoriais (SIM), através do Museu da Imagem e do Som (MIS).

O Cineclube Na Memória acontece quinzenalmente, sempre às quintas-feiras, às 19h, no mini auditório do Museu de Arte Sacra (MAS). Entrada Franca. Informações: 4009-8817. Realização: Governo do Estado do Pará, Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e Museu da Imagem e do Som.

Mostra ABDeC prorroga inscrições e Festival Dança em Foco já tem nova data

Será apenas em maio, de 18 a 21, a programação do Dança em Foco, Festival Internacional de Vídeo & Dança.

Deveria ter acontecido no início deste mês, mas as fortes chuvas no Rio de Janeiro impediram que os coordenadores viajassem de lá para Belém naquela data.

Mas agora está tudo certo. Será de 18 a 21/05, com a oficina Videodança e Haikai, de Luciana Ponso, Mostra Internacional de Videodança (de 19h às 21h) e mesa-redonda “Olhares sobre a Videodança” (dia 21, às 17h). As inscrições para a oficina já estão encerradas e os participantes inscritos serão contactados pelo IAP. Maiores informações: 4006-2915.

ABDeC Pará - As inscrições para a 1a Mostra ABDeC-Pa foram prorrogadas até esta sexta-feira, dia 23 de abril. Esta é a oportunidade para os sócios regularizarem sua situação e assim participarem da jornada.

Lançada no dia 30 de março, durante as comemorações de aniversário da Associação, a ABDeC-Pa continua recebendo inscrições dos associados interessados em participar da sua 1a Mostra, que será realizada entre os dias 26 e 30 deste mês, no Cineclube Pedro Veriano (Casa da Linguagem). Regulamento, ficha de inscrição e mais informações disponíveis no blog da Associação: http://www.abdecpara.blogspot.com/

Mostra de cinema nas comemorações da Escola de Samba Deixa Falar

Na programação, três curtas paraenses feitos em Mosqueiro, Marajó e na África, além de um longa metragem de Nelson Pereira dos Santos.

As possibilidades de espaços para a exibição cineclubista são vastas. Na rua, na praça, em instituições, mas também em terreiros de candomblé e até em escolas de samba.

É numa sede dessas que o Cinclube Inovacine, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará - Fapespa, apresentará duas sessões. A primeira nesta terça-feira, 20, logo mais, às 19h, e amanhã, 21, no mesmo horário, com entrada franca.

A iniciativa faz parte da comemoração pelos 19 anos da Escola de Samba Deixa Falar, em parceria com o Cineclube Amazonas Douro e da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema, responsável pela coordenação e curadoria dos filmes.

Serão exibidos quatro filmes, sendo três realizados por paraenses e um nacional, “Rio Zona Norte”, de Nelson Pereira dos Santos.

Entre os paraenses, o destaque é a para a estréia de um filme do “ciclo mosqueirense” de Márcio Barradas: “O filho de Xangô”, realizado na Ilha do Mosqueiro.

Além dele, também entram na programação, o curta rodado no Marajó “São Sebastião de Cachoeira do Arari”, de Francisco Weyl (produção de 2010), e ainda um curta produzido por um paraense, ano passado, na África, “Guiné-Bissau”, de Hilton P. Silva.

PROGRAMAÇÃO

Dia 20 de abril, 19 horas

“Rio, Zona Norte” (Nelson Pereira dos Santos. 1957. p/b. 90’): Auto-questionador dos rumos do cinema, Nelson experimenta a montagem ao flerta com a narrativa clássica moderna, afastando-se da “fórmula neo-realista” para atingir a “forma nelsonpereirista”.

O filme é um dos momentos de luz máxima dessa extensa carreira que segue até hoje. Neste filme de ensaio, a partir do samba imortal de Zé Ketti, Nelson constrói Espírito da Luz Soares (Grande Otelo).

Dia 21 de abril, 19 horas
“São Sebastião de Cachoeira do Arari” (Francisco Weyl. 2010. COR. 10’): Um filme sincrético com a força mítica do povo marajoara, Amazônia, Brasil, com trilha sonora original dos cantadores de ladainha de Cachoeira do Arari.


“Guiné-Bissau: colorido de ritmos e movimentos” (Hilton P. Silva e Neto Soares. 2009. COR. 9’): Uma abordagem na linha do “docuficção” com uma perspectiva etnovisual, antropológica e arrojada sobre movimento, dança, ritmo e cultura na Guiné-Bissau, a partir de imagens colhidas em tempos diferentes, por diversos atores sociais, e interpretadas por olhares artísticos-estéticos-criativos, que envolvem a produção realizada por novos talentos regionais e a colaboração de guineenses que vivem na Amazônia.

“O filho de Xangô” (Márcio Barradas. 2009. COR. 30’): Curta-metragem baseado em fatos reais, extraídos do cotidiano de pessoas simples que habitam o norte do Brasil. Registra a realidade vivida na Amazônia, revelando à magia a grandeza e o sofrimento destes brasileiros que sobrevivem heroicamente numa das regiões mais sofridas do Brasil.

Mais Informações: 9605.5576.

19.4.10

Saber da Fonte discute a Linguagem e identidade afro-indígena na Amazônia

A produção de novas práticas culturais a partir da mescla de diferentes elementos da cultura indígena e africana na Amazônia é o foco da palestra “No Rastro/ Resíduo da História: Linguagens e Identidades Afro-indígenas no coração da Amazônia” , nesta terça-feira, 20, a partir das 18h30, no Instituto de Artes do Pará.

Texto: Luciana Kellen

A palestra faz parte do Projeto “Saber da Fonte” que todas as terças-feiras do mês de abril apresentam pesquisas acadêmicas desenvolvidas a partir do universo cultural da Amazônia e suas mais diversas manifestações.

O tema de hoje é um resumo dos projetos de mestrado e doutorado do Professor Doutor em História Social pela PUC-SP, Agenor Sarraf, que documentou registros da presença indígena, africana e mestiça e suas trocas culturais, captados nos campos e florestas do arquipélago do Marajó.

O professor Sarraf investigou trajetórias de vida de antigos moradores do município de Melgaço e cidades fronteiras, especialmente Breves e Portel, entre os anos de 1927 e 1998.

Posteriormente desenvolveu sua tese de doutorado buscando entender como os povos da floresta enfrentaram os conflitos sociais, sob as orientações dos padres espanhóis agostinianos que se instalaram na ilha de Soure, a partir de 1928.

“Este trabalho fala de viagens, rotas e raízes de populações de tradições orais marajoaras, detentoras de ‘saberes locais’. Um mergulho realizado sobre a experiência de marajoaras em Melgaço, especialmente em suas expressões religiosas, modo de ser e lutar por suas tradições”, afirma Sarraf.

Segundo o professor, as pesquisas permitiram reunir material que ajudam a compreender as relações e tensões compartilhadas pelas populações marajoaras, desde o período colonial.

“Inicialmente é preciso entender o caráter dinâmico, movente e criacional das culturas populares. Nenhuma cultura, seja ela qual for, consegue permanecer igual ao seu nascimento ou a sua dita primeira invenção. As modificações são processos que expressam a historicidade das práticas culturais”, explica.

O professor espera que o público presente na palestra possa refletir sobre a influência cultural afro-indígena na Amazônia, principalmente a partir da lei 10.639/03, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira e africana na Educação do Ensino Fundamental e Médio.

“A perspectiva desta apresentação é abrir discussões com professores, alunos e público interessado pela temática, para que possam valorizar em seus campos de atuação, experiências de vida de grupos de tradições orais africanas, indígenas e mestiças que se esparramaram, interagiram e conformaram marcas das identidades materiais e sensíveis amazônicas”, finaliza.

Pássaros Juninos - Na próxima semana, dia 27, o projeto vai abordar a riqueza cultural dos Pássaros Juninos. Três trabalhos serão apresentados:

Na foto de Hélio Neto, ao lado, o Pássaro Tucano

“A Função Dramática do Figurino nos Pássaros Juninos”, de Margarete Refkalefsky, Drª em Artes Dramáticas e diretora do Teatro Cláudio Barradas da Escola de Teatro da UFPA (ETEDUFPa);

“Cordões de Pássaros Juninos: a Função da Música no Espetáculo”, de Rosa Maria Mota da Silva, mestre em Musicologia e prof. da Escola de Música da UFPA;

“Os Grupos de Pássaros Juninos como uma Escola de Formação de Brincantes”, de Olinda Charone, Drª em Artes Cênicas e prof. da ETEDUFPa.

Serviço
Projeto “ Saber da Fonte”. Todas as terças-feiras do mês de abril, 18h30, com entrada franca, no auditório do Instituto de Artes do Pará (Nazaré, ao lado da Basílica).

Curta paraense ganha dois prêmios no Festival É Tudo Verdade

“Mãos de Outubro”, de Vitor Souza Lima acaba de levar os prêmios Canal Brasil e ABD - São Paulo de Melhor Curta-Metragem Brasileiro, no mais importante festival de documentários do Brasil.

Os vencedores da 15ª edição do Festival É Tudo Verdade foram anunciados na noite do sábado, 17.

“Foi mais um grande ano para a cultura do documentário no Brasil”, afirma Amir Labaki, fundador e diretor do festival. “A premiação distingue cineastas renomados e uma nova geração. Melhor impossível”, disse.

Realizado em 2008, o curta Mãos de Outubro foi vencedor Prêmio MIS-PA de Estímulo a Realização de Curta-Metragem e produzido pela Cabocla Produções. Ainda inédito em Belém, o curta, que agora traz na bagagem estas duas importantes premiações, cria ainda maiores expectativas de lançamento por aqui.

Finalizado em película, preto-e-branco e com 20 minutos de duração, retrata a importância das mãos que fazem a festa do Círio de Nazaré, manifestação religiosa das mais importantes que ocorre em Belém do Pará, toso os anos no mês de outubro.

O júri internacional do É Tudo Verdade foi formado por Bill Nichols, Marek Hovorka e Yoav Shamir. O júri brasileiro foi constituído por Andréa Pasquini, Carlos Eduardo Lourenço Jorge e Mariza Leão.

O É Tudo Verdade 2010 apresentou 72 documentários, dos quais 32 participaram das mostras competitivas, selecionados entre mais de 1000 títulos inscritos.

Maiores detalhes sobre os documentários premiados encontram‐se no site do festival.

18.4.10

Semana de cinema documental no Museu Casa das Onze Janelas

Começou neste domingo uma ótima programação de cinema documental, no Museu Casa das Onze janelas.

Estão programados, entre outros filmes, “Eles Mataram Irmã Dorothi”, documentário vencedor da primeira edição do Amazônia Doc, no ano passado, “Pachamama” , de Érik Rocha e “Balsa Boieira” , do paraense Chico Carneiro.

Os filmes fazem parte da mostra de 2009 do I Amazônia Doc e serão exibidos, todos os dias, de terça a domingo, das 10h30 às 16h, até dia 28 de abril, na Sala Getuliano Bibas.

Na terça-feira, 20, será exibido “A arca dos Zo`é”, que mostra o encontro entre os índio Waiãpi, com os Zo’é, comunidade indígena que eles conheceram através de imagens em vídeo.

Produzido pelo projeto Vídeo nas Aldeias, o documentário mostra os Zo’é proporcionando aos visitantes o reencontro com o modo de vida e os conhecimentos dos seus ancestrais.

Os Waiãpi, em troca, informam aos Zo’é sobre os perigos do mundo branco que se aproxima, e que os isolados estão ansiosos por conhecer.

“A arca dos Zo`e” foi exibido ano passado dentro da 4a mostra Cinema e Direitos Humanos na América Latina e já recebeu inúmeros prêmios, desde seu lançamento em 1993.

Entre eles, o Sol de Ouro (Primeiro Prêmio) no 9° Rio Cine Festival, Rio de Janeiro,1993; JVC President’s Award, 16 Tokyo Video Festival, Tóquio, Japão, 1993; Prêmio Curta Metragem, 16 Festival International de Films Ethnographiques et Sociologiques CINÉMA DU RÉEL, Centre George Pompidou, Paris, França, 1994 e Prêmio de Melhor Vídeo, II Mostra Nacional de Cinema e Vídeo de Cuiabá, 1994.

A programação é gratuita. Veja quais são os filmes, sinopses e outras informações no Blog do Museu Casa das Onze Janelas. Tel.: 4009.8821 / 4009.8823.







17.4.10

Semana dos Povos Indígenas abre com música, exposição e debates

Nós Indígenas – Guardiões da Floresta é o tema da IV Semana dos Povos Indígenas, que abre neste domingo, 18, com a apresentação da Orquestra Sinfônica do Teatro da Paz e o Coral Guarani. A apresentação tem participação dos povos Tembé, Asurini, Kayapó e de Liliane Xipaia. No Forte dos Castelo, às 19h.

Até dia 25 de abril, o evento pretende destacar a presença dos povos indígenas no Estado, reafirmando para a sociedade o protagonismo dos povos indígenas enquanto agentes sujeitos da nossa história.

A programação intitulada “Circuito Cultural Nós Indígenas” pretende dar visibilidade de expressões culturais materiais e imateriais indígenas. São várias exposições em diversos espaços em Belém que reúnem acervos indígenas que darão um panorama completo da cultura indígena desde os primeiros contatos com os não indígenas até os tempos atuais.

Um ciclo de debates vai movimentar a IV SEPI, abrindo uma discussão dividida em quatro eixos temáticos: Meio ambiente, sustentabilidade e produtividade; Educação, cultura e tecnologias; Saúde, segurança alimentar e habitação; Justiça, cidadania, direitos humanos e assistência social, que nortearão os debates nas aldeias e nos municípios com população indígena.

Na segunda-feira, 19 de abril, quando é comemorado o dia nacional do índio, será realizado o debate virtual “Grandes Projetos da Amazônia e os Impactos Socioculturais às Comunidades Indígenas”.

A trasmissão será via web TV para toda a Amazônia Legal, com presença da Governadora Ana Júlia Carepa em Tucuruí, na aldeia Asurini, juntamente com o Ministro da Cultura, Juca Ferreira. Para participar acesse webtv.pa.gov.br .

Faz parte da programação, o lançamento de um catálogo, com 40 páginas de imagens e textos sobre as atividades artística e cultural indígena dando um panorama desta produção desde a era pré-colombiana até os dias de hoje.

A publicação traz um DVD com documentários produzidos pelos próprios povos indígenas sobre a I Conferência Estadual dos Povos Indígenas; I, II e III Semana do Povos Indígenas, e as duas Conferências Regionais de Educação Escolar Indígena realizadas no Estado do Pará.

A IV SEPI aproveita este momento e reforça a importância da comunicação como ferramenta de valorização cultural e de fortalecimento da identidade. Estão sendo implantados Pontos de Cultura Indígena estão sendo implantados nas aldeias Trocará e Cateté.

Cada uma está recebendo um kit multimídia composto de computador com acesso à internet de banda larga e placa de vídeo para edição, filmadora e fitas, além de outros equipamentos de áudio visual.

A comemoração não acontece só em Belém, mas também nas aldeias indígenas e seus respectivos municípios: aldeia Trocará do povo Asurini (foto acima) / Tucuruí, aldeia Cateté do povo Xikrin/ Parauapebas, aldeia em Alter-do-Chão do povo Borari/Santarém, São Félix do Xingu, Altamira.

Nas aldeias Trocará (em Tucuruí) e Cateté (em Parauapebas) serão realizadas as oficinas de “Formação de documentaristas indígenas”. Durante três dias, os indígenas vão desenvolver temas a partir do aspecto étnico-cultural de suas realidades, importante para o enredo documental.

Ao final serão apresentados curtas e/ou minidocumentários criados por estes povos ao longo do processo de aprendizado e experiência com a linguagem audiovisual. Indígenas que foram capacitados durante o ano de 2009 vão prestar apoio técnico aos “novos documentaristas”.

EXPOSIÇÕES

Museu do índio do Solar da Beira - Mostra Fotógráfica “Asurini Araweté – Gente de Verdade”, com obras dos fotógrafos paraenses João Ramid, Alberto Ampuero e Diana Figueroa.

São mais de sessenta fotos selecionadas, que retratam a vida, a arte, força e a cultura do povo Asurini do Xingu.

Museu Paraense Emilio Goeldi – a exposição “Kayapó Mebengokre nhõ pyka” mostra o cotidiano, os fazeres e rituais do povo Kayapó Mebengokre.

Para composição da exposição, três aldeias participaram do processo de produção: Moikarakoa, Las Casas e Kikretum, através de histórias contadas pelos mais velhos, confecção de flechas, artesanato e captação de imagens.

Forte do Presépio - veja a exposição com cerâmica primitiva e artefatos indígenas do Museu do Encontro. A mostra está na sala Gauaimiaba, reunindo objetos tapajônicos e marajoara, além da cultura material recolhida no próprio sítio histórico: fragmentos de cerâmica e porcelana, balas, moedas, etc.

Museu Histórico do Estado do Pará – MHEP - a exposição “Sene Maeté – Espaço Sagrado” simboliza o universo humano antepassado, as trocas culturais e o cenário atual vivenciado pelos povos ameríndios.

Também no MHEP, a exposição das pinturas do artista plástico indígena Pituku Waiãpi traz os trabalhos desenvolvidos por ele através de uma técnica especial de pintura com a boca (foto abaixo).

Pituku nasceu na aldeia Amapari, terra indígena Waiãpi no Amapá. Aos dois anos de idade teve paralisia infantil e desde os 18 ele utiliza a arte para se expressar.

Fundação Curro Velho - a mostra “Formas e Cores da Cultura dos Tembé”reúne telas, objetos e artesanato produzidos pelos índios, na aldeia Teko Haw, localizada à margem esquerda do rio Gurupi, na divisa do Pará com o Maranhão. A exposição foi montada entre uma parceria do Instituto Goethe e Instituto de Artes do Pará.

1ª Comissão Demarcadora de Limites - a exposição “Fronteira Norte” mostra, através do acervo da CDL, as técnicas de aproximação com os povos indígenas que habitam as regiões de fronteira.

A IV Semana Estadual dos Povos Indígenas é uma realização do Governo do Estado através do Comitê Instersetorial de Política Indigenista, que reúne todos os órgãos do Estado, voltados ao trabalho com os povos indígenas; Museu Paraense Emílio Goeldi, Fundação Nacional do Índio (Funai), Universidade Federal do Pará e Ministério da Educação.



Uma Quarta de Música recebe Maria Lídia, Adilson Alcântara e convidados

O show “Em se plantando, tudo dá”, com os compositores e intérpretes Adilson Alcântara e Maria Lidia, acontecerá no dia 21 de Abril de 2010, pelo projeto uma Quarta de Música, no Teatro Margarida Schivasappa, às 20h.

No repertório “Aquarela do Brasil” (Ary Barroso), “Brasil pandeiro” (Assis Valente), “Cocar” (Adilson Alcântara – Maria Lidia), “Geléia geral (Gilberto Gil), “Querelas do Brasil” (Maurício Tapajós – Aldir Blanc), “Aqui é o país do futebol” (Milton Nascimento – Fernando Brant), “Meninas do Brasil” (Moraes Moreira – Fausto Nilo), “Ciência e arte” (Cartola – Carlos Cachaça), “Pedro Brasil” (Djavan), “Canta Brasil” (Alcir Pires Vermelho – David Nasser), “Diz que tem” (Vicente Paiva – Aníbal Cruz) e outras.

Tudo em homenagem aos 1.510 anos de descobrimento do Brasil. Com especialíssimas de Lucinnha Bastos e Olivar Barreto, acompanhados por teclado, baixo, percussão e sopros, além dos violões de Adilson e Maria Lidia.

Na concepção visual, serão utilizados tons e elementos temáticos, de acordo com o roteiro criado pela direção artística.

Elenco

Intérpretes
Adilson Alcântara – Voz/Violão
Maria Lidia – Voz/Violão

Convidados
Lucinnha Bastos – Voz
Olivar Barreto – Voz

Músicos
Lenilson Albuquerque – Teclado
Betinho Taynara – Baixo/Direção Musical
Thiago D’Albuquerque – Percussão
Eduardo Lima – Sax Soprano/Sax Tenor

Roadie
Adson Renato

Concepção Visual
Laurinho Matos

Roteiro/Direção
Adilson Alcântara/Maria Lidia

Serviço
Projeto Uma Quarta de Música. Teatro Margarida Schivasappa – CENTUR. Dia 21 de abril de 2010 – quarta – 20H00. Ingressos: R$ 10,00 (estudantes pagam meia-entrada).