
Baseado em fato real, o filme consagrou definitivamente o diretor Werner Herzog como um dos grandes nomes do cinema novo alemão.
O crítico Marco Antônio Moreira explica que “O Enigma de Kaspar Hauser” questiona, através dos olhos e da pureza do personagem, as convenções sociais e o que se chama de “normal” dentro da estrutura de uma sociedade contraditória.
“Além da genial direção de Herzog, também é destaque a atuação de Bruno S. , que não era ator profissional e passou toda a juventude em instituições para doentes mentais. Visto por Herzog em um documentário, Bruno foi, logo em seguida, convidado para fazer o filme, trazendo à interpretação uma naturalidade determinante para a construção do personagem”, diz o crítico.
Kaspar Hauser é um jovem que foi trancado a vida inteira num cativeiro. Quando ele é solto nas ruas sem motivo aparente, a sociedade se organiza para ajudá-lo, mas Kaspar, que sequer conseguia falar ou andar, logo acaba se tornando uma atração popular.
Serviço
“O Enigma de Kaspar Hauser”, de Werner Herzog. Exibição nesta segunda-feira, dia 29, às 19h, no Cineclube Alexandrino Moreira, do Instituto de Artes do Pará (IAP), ao lado da Basílica de Nazaré. Entrada franca. Após o filme, debate entre o público e a Associação de Críticos de Cinema do Pará (ACCPA).
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