12.6.12

Evento discute novas possibilidades do audiovisual

Na próxima sexta-feira, dia 15, a organização do Culturas, Linguagens e Interfaces Contemporâneas (CLIC 2012) promove mais um pré-evento. Dessa vez, o tema abordado será “Novas possibilidades no audiovisual em Belém do Pará”, com os convidados Renato Nogueira e Joice Santos. O 4º Pré-CLIC será no Cine Olympia, às 15h, com entrada franca. 

Nos últimos anos, com o surgimento de novos e diversos suportes tecnológicos, mais portáteis e mais baratos, a produção audiovisual em Belém está cada vez mais expressiva.

Há também mais iniciativas como prêmios, cursos, editais de incentivo, mostras e festivais, a exemplo do recém-criado Festival Universitário de Criação Audiovisual (Festival Fusca), promovido pela faculdade Estácio FAP, e o já consolidado Festival Osga de Vídeos Universitários, coordenado pelo professor Renato Nogueira, da Unama.

Atento a essas questões, o CLIC 2012 convida a todos para a mesa ”Novas possibilidades no audiovisual em Belém do Pará”. Será uma oportunidade de conhecer e debater mais sobre o assunto com os convidados e também com os participantes. CONVIDADOS O 4º Pré-CLIC contará com a participação de Renato Nogueira, graduado em Comunicação Social pela Universidade da Amazônia e especialista pelo Centro de Pós Graduação. Atualmente, Renato é professor da Universidade da Amazônia e da Escola Superior da Amazônia e organizador do Festival Osga de Vídeos Universitários. 

A outra convidada para esta mesa é Joice Santos, bacharel em Comunicação Social (Jornalismo) pela Universidade Federal do Pará, especialista em Comunicação Cientifica e Tecnológica pela Universidade Metodista de São Paulo e mestra em Comunicação e Culturas Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia. Atualmente, Joice é membro da Diretoria da AssociaçãoBrasileira de Jornalismo Científico – ABJC e coordena o LabCom Móvel – Estudos e Práticas de Comunicação Pública da Ciência na Amazônia, projeto do Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG). 

O projeto apresenta webséries, como a "Naturalistas do século XXI", gravadas com celulares, câmeras digitais, notebook, tablet e mp4s, mostrando que, por um baixo custo e conhecimentos “básicos” sobre produção e edição, é possível utilizar aparatos tecnológicos comuns ao cotidiano e produzir conteúdo sobre ciência. Já a mediação da mesa ficará por conta de Thyago Pina, graduando em Comunicação Social (Publicidade e Propaganda) na Universidade da Amazônia e em Design na Universidade Estadual do Pará. Thyago atua na área de design gráfico e publicidade como profissional autônomo.

Além da mesa de debate, a organização do CLIC 2012 aproveitará a oportunidade para o lançamento oficial do cartaz do CLIC em Cena, que ocorrerá de 8 a 10 de agosto, também no Cinema Olympia. Como as vagas são limitadas e custam R$ 10,00 (preço único), quem quiser poderá se inscrever logo no evento. Haverá ainda sorteios de brindes e de inscrições gratuitas para o evento. 

Serviço
Pré-CLIC com o tema “Novas possibilidades no audiovisual em Belém do Pará”. Dia 15, às 15h, no Cine Olympia. O evento tem entrada franca e os participantes terão direito a certificado. Informações: 91 8205-3232 / http://portalclic.blogspot.com.br/

11.6.12

XI Feira da Música de Fortaleza quer guitarrada

Mestre Vieira e Os Dinâmicos
Fotos: Renato Reis

O grupo “Mestre Vieira e Os Dinâmicos” foi selecionado para representar a música do Pará, na XI Feira da Música de Fortaleza, que acontecerá em agosto deste ano, mas precisam de apoio para chegar ao Ceará.

A coordenação do evento entrou em contato na semana passada para informar que eles foram selecionados pelo júri para ser uma das atrações oficias. A produção dos músicos agora busca apoio para conseguir comprar as passagens pois a feira já garante  a hospedagem e alimentação dos participantes. O grupo recebeu a maior nota do júri especializado, encarregado de selecionar as 40 atrações do evento, que possui caráter internacional.

O reencontro entre o guitarreiro e os músicos que formaram com ele o grupo Vieira e Seu Conjunto (1978 – 1992) aconteceu durante as filmagens do documentário "Coisa Maravilha", que integra o projeto Mestre Vieira – 50 anos de guitarrada - patrocínio do Programa Conexão Vivo, via Lei Semear do Governo do Estado. 

Nas filmagens, o reencontro em Barcarena
O show, já apresentado em novembro do ano passado, no Festival Se rasgum, tem Mestre Vieira e Os Dinâmicos, formado por Luis Poça (teclado), Idalgino Cabral (baixo), Lauro Honório (guitarra base) e Dejacir Magno (vocal), além do mais novo integrante do grupo, Jairo Gomes, que assumiu a bateria no lugar de seu Pereira, já falecido. 

A história deles está sendo contada no documentário que traça a trajetória de Mestre Vieira. No filme, que será lançado em outubro deste ano, eles relatam entre outras coisas o momento inicial da carreira, quando juntos com Mestre Vieira fizeram dezenas de shows pelo nordeste, a maioria deles no Ceará, no início dos anos 1980. Na época, o grupo estourou com a música Melô do Bode e vendeu mais de 300 mil cópias do seu segundo LP, Lambadas das Quebradas Vol. 2. 

Internacional - Este ano, a Feira da Música de Fortaleza abrange três ações que acontecem em espaços distintos: O XI Encontro Internacional da Música, com palestras, oficinas, debates e aulas espetáculos; Feira de Negócios, com exposição e vendas de equipamentos, instrumentos, presença de mídias (TVs, rádios, revistas, sites), instituições financeiras e culturais; e a XI Mostra de Música Independente. 

Mestre Vieira - guitarrada
“Trabalhamos no sentido de abrir oportunidades de intercâmbio, circulação de grupos e produtos, fortalecimento de uma rede de relacionamento nacional, democratização de informações e reconhecimento da diversidade musical brasileira”, comentou Ivan Ferraro, coordenador geral do evento. 

Contando com um público de aproximadamente 30 mil visitantes, que se dividem entre as atividades apresentadas ao longo dos quatro dias, a Feira hospeda cerca de 350 músicos de todo o Brasil. Em sua décima primeira edição, o evento conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Fortaleza, Governo do Estado do Ceará, Ministério da Cultura, parcerias com o Sistema Sebrae, patrocínio do BNDES. 

Serviço 
Contatos com a produção de Mestre Vieira e Os Dinâmicos, pelo e-mail producaomestrevieria@gmail.come telefones 91 8134.7719/ 9241.9626/ 88544673/ 3088.5858. Mais informações sobre o grupo: http://mestrevieiraeosdinamicos.tnb.art.br/ . No Facebook: https://www.facebook.com/mestrevieirapa .

9.6.12

Boi Pavulagem é alegria e cor nas ruas de Belém

Chapéus de palha repletos de fitas esvoaçantes vão dar cor especial à paisagem Belém, a partir deste domingo, 10 de junho, com o início do Arrastão do Boi Pavulagem, que ocorrerá todos os próximos domingos, até 1º de julho.

Para dar início a esta programação, um cortejo fluvial chegará às 9h, na Escadinha da Estação das Docas, onde acontece uma roda cantada e de onde, em seguida, o público acompanha a saída do Arrastão que sobe a rua Presidente Vargas em direção à Praça da República. 

São 25 anos de história, cativando a cidade e fortalecendo a cultura popular, para construir um mundo novo, onde o fator cultural é tão importante quanto qualquer outra prática de conhecimento humano. Uma trajetória que coloca a música de raiz produzida no norte do Brasil no topo da cadeia produtiva cultural. 

Muito mais que espetáculo, o Arraial visa à transmissão de saberes ancestrais, presentes nas expressividades culturais populares. Os cortejos reafirmam e ressignificam símbolos tradicionais, transformando-se em um espaço vivo de interação coletiva. No cortejo, a tradição das festas juninas é reverenciada e reinterpretada, ganhando símbolos do universo amazônico.

Eles são adotados para manter viva a lembrança das culturas da região, como o boi, as bandeiras de santos, os mastros ornamentados com oferendas, bonecos cabeçudos, cavalinhos, chapéus de palha, o Batalhão da Estrela – comitiva de dançarinos, pernas-de-pau, percussionistas, cavalinhos, cabeçudos, entre outros brincantes, que se prepararam por quase 30 dias em oficinas e ensaios gratuitos de canto popular, dança, artes circenses e percussão, ministradas por arte educadores do Instituto Arraial do Pavulagem. 

O Arrastão do Pavulagem começa às 9 horas, com uma roda cantada ao som de carimbó, xote, quadrilha junina e boi-bumbá na concentração do folguedo na Escadinha da Estação das Docas, no bairro da Campina em Belém. O momento é de preparação para a chegada do Boi Pavulagem e dos Mastros de São João que chegam de barco no cortejo fluvial que percorre as águas da Baía do Guajará. As músicas da roda cantada estão disponíveis no blog do Arraial – www.arraialdopavulagem.wordpress.com 

Às 10h30, o Arrastão deve percorrer a Avenida Presidente Vargas rumo à Praça da República, onde a banda Arraial do Pavulagem realiza um show com a participação de artistas locais. Mas antes, há o hasteamento dos mastros, erguidos e fincados na Praça da República, simbolizando o início da quadra junina do Pavulagem. Eles ficam no local até o dia 1º de julho, quando último cortejo sai às ruas da cidade e são derrubados para encerrar os festejos da quadra. 

O evento é realizado pelo Instituto Arraial do Pavulagem, ONG criada em 2003 - e tem o patrocínio VIVO, através da Lei Semear, da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves, Secretaria de Estado de Cultura e Governo do Pará. 

Além do apoio da Prefeitura Municipal de Belém. Carimbó, quadrilha e boi-bumbá são os ritmos tocados ao longo do cortejo, e que se juntam ao repertório mais abrangente executado pela banda no show de encerramento, na Praça da República. 

Conexão Vivo - O Pavulagem integra desde o ano passado o programa cultural Conexão Vivo, que reúne shows, festivais independentes, gravação de CDs e DVDs, produção de videoclipes, programas de rádio, oficinas e seminários que compõem uma rede nacional e permanente de atividades culturais envolvendo artistas, gestores e produtores culturais, iniciativas públicas e privadas. 

Além disso, o programa também está presente em muitas das mais importantes iniciativas da cena musical brasileira, seja com o patrocínio de projetos ou parcerias artísticas em eventos de destaque no calendário nacional, e outros festivais independentes.  A construção e articulação de redes culturais nacionais, em diferentes segmentos artísticos, é o foco da Política Cultural da Vivo, que tem no Conexão Vivo uma de suas principais iniciativas. Para saber mais acesse www.vivo.com.br/cultura.

Serviço 
1º Arrastão do Pavulagem 2012. Neste domingo, dia 10 de junho, a partir das 9h, na Escadinha da Estação das Docas - Rua Boulevard Castilhos França, esquina com a avenida Presidente Vargas. Mais informações: www.arraialdopavulagem.com.br. (com informações da assessoria de imprensa do Instituto Boi Pavulagem - Fotos: Alexandre Yuri e Débora Flor).

8.6.12

Roberta Sá traz o show “Segunda Pele” para Belém

Consagrada como a melhor cantora de MPB no Prêmio da Música Brasileira, Roberta Sá se apresenta, pela primeira vez em Belém. O show acontece no Hangar, neste sábado, 9, como parte da turnê de lançamento de seu quinto disco, que traz canções de Caetano Veloso, Wilson Moreira, Lula Queiroga, entre outros compositores. 

Além das canções de “Segunda Pele” a cantora potiguar vai levar ao palco sucessos de outros discos, como “Braseiro”, “Que belo estranho dia pra se ter alegria”, Das 12 músicas de “Segunda Pele”, sete são inéditas e uma delas - No Bolso - foi composta por Roberta em parceria com Pedro Luís.

O álbum apresenta canções de Caetano Veloso (Deixa Sangrar), João Cavalcanti (O Nego e Eu), Rubinho Jacobina (Bem a Sós), Dudu Falcão (Você Não Poderia Surgir Agora), Carlos Rennó e Gustavo Ruiz (Segunda Pele), Pedro Luís e Mário Sève (Lua), Lula Queiroga (Altos e Baixos e Pavilhão de Espelhos), Moreno Veloso, Quito Ribeiro e Domenico Lancellotti (A Brincadeira), Wilson Moreira (No Arrebol) e Jorge Drexler (Esquirlas). 

A direção musical do show é de Rodrigo Campello, que também toca guitarra e violão tenor e assina os arranjos e as programações. Os músicos que acompanham Roberta no palco são: Antônia Adnet (violão de 6 e 7 cordas), Sacha Amback (teclados e programações), André Rodrigues (baixo); Paulino Dias (percussão); Edu Neves (flauta e sax), Élcio Cáfaro (bateria); e Moisés Alves (trompete e flugelhorn). 

Patrocinada pelo programa Natura Musical, a turnê de lançamento de “Segunda Pele” teve início no dia 1º de março, em Salvador, e, após a passagem por Belém, terá passado pelas cinco regiões do país. As outras paradas foram em Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Belo Horizonte, Brasília, São Paulo e Ribeirão Preto. 

Serviço 
Show da Roberta Sá em Belém. Neste sábado, 9 de junho, às 23h (abertura dos portões às 21h). No Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia - Av. Dr. Freitas s/n - Marco – Belém. Ingressos R$ 60,00 (inteira) e R$ 30,00 (meia-entrada) à venda na bilheteria do teatro (*Meia-entrada para estudantes, funcionários públicos, aposentados, policiais civis e militares). Mais informações: (91) 3344-0100.

6.6.12

Leo Chermont na música e no cinema paraense

Leo Chermont
Fotos: Renato Reis
 
A lua ainda vai estar próxima de cheia nesta quarta-feira, 06, véspera de feriado, iluminando e recebendo, pela primeira vez em Belém, Karina Buhr, cantora sensação da nova safra da música brasileira. Mas antes dela soltar a voz, cheia de manha e sotaque distinto para o público que lhe aguarda na capital paraense, uma outra luz há de brilhar no palco do Hotel Gold Mar. E será a do Strobo, que abre o show da musa pop pernambucana (mais sobre o show dela, aqui). A banda é formada pelo baterista Arthur Kunz e pelo guitarrista Leo Chermont, que estreia aqui no bate papo do Holofote Virtual.

A banda Strobo não demorou muito para cair na estrada, país afora, depois que surgiu em Belém em janeiro do ano passado. Vem provocando sensações, delírios e ganhando fãs e admiradores, em espaços diversos, enquanto já prepara o segundo CD, sempre procurando dar à música instrumental uma roupagem pop, e se utilizando da tecnologia para misturar timbres sintéticos e acústicos sem restrição.

De jeito aparentemente tranquilo, do tipo largadão, porém ligado, Leo Chermont, 28, se encontrou na música há muito tempo, e vem fazendo dela o seu modo de vida, extraindo de cada acorde, as possibilidades que a vida possa lhe oferecer para ser feliz e sentir-se realizado profissionalmente, seja fazendo o próprio som, com outras bandas ou fazendo trilhas, além de som direto para cinema, sua mais nova e promissora paixão. 

No Strobo, ele experimenta a delícia de já ter conquistado tanto. Em pouco tempo de existência a banda já tem três EPs virtuais lançados (“001?, “Bizarro Dance Club” e “Quando se perde a inocência”), dois clipes na programação da MTV Brasil, foi contemplada pelo edital de circulação “Conexão Vivo” e gravou recentemente o programa “Experimente” da emissora Multishow. 

Além disso, a banda participou da edição 2012 do Festival Abril pro Rock.  E planos não faltam, mas o guitarrista faz segredo sobre o que ele chama TVT, uma nova mídia. “É um produto secretíssimo, que ainda está sendo pesquisado e estudado. Acho que até fim do ano posso falar um pouco”, é tudo que ele adianta. 

A descoberta da guitarra aconteceu de forma inusitada e porque não dizer privilegiada. Ainda moleque, ao visitar uma tia que morava nos EUA, ele entrou na loja do Eric Clapton, em Miami, a Guitar Gallery.  “Parecia uma biblioteca de instrumentos, com aquelas escadas que correm de um lado para o outro. Acho que ali, foi o despertar. Fiquei meio abestalhado com tanta guitarra e acabei comprando uma, mesmo sem saber tocar nada. Aí comecei a fazer barulho em casa e foi”, diz, simples assim. Para ele, o maior sonho é viver tranquilo “e poder fazer os trabalhos que eu quero, na paz e com muito roquenrol. Um sítio, um curió e a conta do banco cheia”, ressalta. 

No show desta quarta feira, Leo diz que a Strobo vai mostrar música nova, Delírio Cromático, e ter junto, um terceiro elemento, o artista Lucas Gouvea, que vai fazer um set visual, seu Improvideo. E aqui neste bate papo, ele fala mais sobre tudo que vem conquistando, experimentando e descobrindo com a música.

Leo e Arthur Kunz, prontos pra cena
Holofote Virtual: Uma banda de dois. Como é isso, Leo. Que invenção é o Strobo? 

Leo Chermont: O Strobo nasceu de parto natural, identificação de pessoas e de sons. Eu já tocava com o Arthur e com outras bandas e artistas da cidade, e sempre rolou uma conexão massa de sonoridade mesmo. 

Antes do Strobo, entramos em estúdio para gravar um disco live, eu, Calibre (MG Calibre) e Kunz e acabou que o disco não saiu, mas nasceu uma banda nova e isso é o barato da parada: novas ideias. 

Holofote Virtual: Os figurinos chamam atenção.... 

Leo Chermont: Na real, no começo do Strobo rolou uma concepção mais futurista que é mesmo a sonoridade que fazemos. Duas pessoas no palco e muita coisa elétrica, logada, mas depois acabou que eu só tocava com calça de gari, enfim isso tudo mesmo é arte e forma de se expressar pelo som ou visual. Ficar à vontade no palco é o mais importante. Isso nada mais é do que espantar nossos fantasmas com a música, acho que o Strobo ao vivo é isso. 

Holofote Virtual: Parceria com Arthur Kunz... Ele é "o cara"? 

Leo Chermont: Tenho que admitir... Sacanagem... Arthur é um cara muito centrado e sabe o que quer com a banda, então fica fácil de trabalhar, além de ser um ‘puta’ batera, acho que rola um pouco de um completar o outro. Eu um pouco mais desligado, deixando o barco levar, e ele ali, sempre de olho, buscando o melhor caminho, parceria de alegria. Fico muito feliz de ter essa banda com Arthur. Nesse último ano, foi uma das minhas melhores surpresas. 

No palco, sensações sonoras
Holofote Virtual: Vocês têm feito muitos shows por aí. Conta como tem sido a carreira da banda. 

Leo Chermont: Tem sido bem louca. Temos um ano de banda e já temos um CD lançado e dois clipes na MTV rolando, além de muita coisa na rede. Então isso acabou abrindo portas rapidamente. Fizemos shows pela Funarte no Rio, Studio RJ, Festival Poraquê. Fizemos um em Manaus que foi massa demais, além do Abril pro Rock.

Acho nosso disco bom, mas ao vivo é mais legal mesmo e, paralelamente a isso, fizemos também o Multishow Experimente, que deu uma visibilidade massa. Está rolando esses tempos um programa no Canal Brasil de bandas novas que eu não to lembrado o nome, mas enfim, o que rola é que a produção da banda não pára e é isso que tá girando a roda.

Holofote Virtual: Antes do Strobo, tem outras bandas... 

Leo Chermont: Na real, já toquei e toco bastante por aí... Metaleiras da Amazônia, dos mestres do Sopro Manezinho, Pipira e Pantoja; com o pessoal do Coletivo Rádio Cipó, Mestre Laurentino, Dona Onete e fiz uma sequência também com o Felipe Cordeiro. Agora tô na estrada com a Luê (Soares), enfim, gosto de tocar com artistas que eu acredito e que me dão liberdade pra poder criar e tocar do meu jeito. 

Aí, na real, acompanhei já um pessoal que passaram por aqui, como a Andreia Dias, cantora de SP, Dago Miranda, Dudu Aires. Toco com quem acho válido, faço o som. Atualmente, acabei de fazer BH com os Metaleiras da Amazônia, e ainda vamos para Brasília. 

No mês que vem faço o Amazônia das Artes com a Luê, um projeto do Sesc. Então este ano tenho estas prioridades e, claro, o Strobo, que tem muita coisa no segundo semestre. Estamos finalizando o segundo disco. Também tô fazendo mais uma trilha para um desfile e sempre nos testes de sons, que é o que eu gosto mesmo. 

No Casarão Floresta Sonora
Holofote Virtual: Paralelo a isso, o “senhor” foi um dos mentores do Casarão Floresta Sonora, que fez muitas coisas, agitou a cena... 

Leo Chermont: Então, o Casarão era uma casa viva. Lá, as coisas aconteciam de uma forma mística e natural. 

Por lá passaram todos os tipos de músicos que se pode imaginar, e de artistas em geral. As pessoas se reuniram para experimentar bastante em um lugar que tudo se podia fazer. Como a casa era grande, podia-se pintar uma parede ou gravar uma banda ao mesmo tempo, e tudo estava interligado. 

Holofote Virtual: Acabou? 

Leo Chermont: Acho que o Casarão teve um papel muito importante na minha vida e de muitos outros que passaram por lá, de trazer uma firmeza que se pode viver da arte, do som e do sonho. Depois teve o papel de conectar as pessoas e agora o papel de profissionalizar. O Casarão é uma escola de vida. Acabar? Acho que o espírito do Casarão nunca vai sair de algumas pessoas que passaram por lá. 

Holofote Virtual: Agora tem o Labzone... 

Leo Chermont: Então, o Labzone veio justamente como uma continuidade do trabalho do Casarão, só que com a pegada do profissionalismo e a pegada é o Audiovisual em geral, documentário, clipes, curtas e por aí vai. Montamos a equipe que fica comigo no áudio, mixagem e som direto; a Suanny Lopes, na Produção; Lucas Escócio e Filipe Parolim tomando conta do vídeo, fora vários elementos fundamentais para o funcionamento da Casa Labzone, que fica em um porão. Todo homem tem que ter um porão. 

Com Mestre Vieira e Os Dinâmicos
Holofote Virtual: O nome Labzone é diferente. Eu até já sei, mas conta pra todo mundo de onde surgiu a ideia (risos)? 

Leo Chermont: O Batismo do nome veio do Mestre Vieira, um projeto lindão que a equipe participou. E ele, falando histórias de encantaria, falou do lobisomem e lá, como se fala no interior, ele falou Labisonho. 

Ali foi a sacada! O lobisomem é o processo do homem de se transformar, a natureza regendo tudo, e acho que estamos nesse processo no Labzone. Mas o nome pode ser apenas uma zona laboratorial da arte. 

Holofote Virtual: E vocês estão mandando ver, né?

Leo Chermont: Lá tá rolando mesmo e numa velocidade absurda. Já tô com a agenda de corre até fim do ano. A equipe tá respondendo bem e como já fizemos trabalhos anteriores juntos, já nos conhecemos e nos complementamos, todo mundo se afinando, aí não tem tempo ruim. Bem feliz nesse novo processo.

"Som foi", no set de Barcarena
Holofote Virtual: Estás fazendo documentários, ficção... A música e o cinema na veia... 

Leo Chermont: Massa demais esse momento, acho que isso sempre andou comigo até nas músicas que faço, sempre agrego atmosferas e sons de ambiente externos. 

Chegou um tempo que cansei de gravar banda na real, gosto de gravar a minha e poder experimentar o que rola. Então acabei indo para a rua gravar e fazer som direto. Montei os equipamentos e agora tô me deliciando com esse processo do agora e de se adaptar ao local e a estrutura que se tem. Tá tudo andando e o trabalho não pára.

Primeiro rolou contigo, o documentário sobre Mestre Vieira e aí já foi engatando um atrás do outro, como um doc institucional, com o Fernando Segtowick, depois o curta Certeza, minha primeira ficção, e agora tô fazendo o do Adriano Barroso, sobre os pássaros juninos. Esse tá começando essa semana e no fim do mês parto pro Marajó para fazer o documentário sobre o Mestre Damasceno, do Guto Baca. 

Acho massa documentário, que é o que se passa na vida real, e sempre fui fã e assisti muito mais documentário do que filmes de ficção, e agora poder trabalhar com isso tá sendo uma realização pessoal e tudo uma questão de entender o som.

Música, tecnologia e atitude eletrizante
Holofote Virtual: Agora é o futuro... 

Leo Chermont: O presente tá tão correria que o futuro não tô pensando muito não. O que quero nesse ano é lançar o disco novo do Strobo que tá ficando lindão e continuar deixando a música e os filmes me levarem onde quiserem, vivendo um dia de cada vez fica mais rápido o processo do ser. É isso mesmo... 

Ahhhh, o plano maior vai ser o estúdio na floresta, mas isso só pra mais uns dois anos. Todo erguido com bioconstrução, vai rolar meio junglesoundsystem. 

Holofote Virtual: O Pará na cena musical do país. Como tu estás enxergando tudo isso, achas que estamos no caminho certo? 

Leo Chermont: Acho que estamos andando, tudo isso é muito bom de ver e acho que esse é o caminho, usar a nossa cidade a nosso favor. Temos os elementos e todos querem ver. Acho bonito ver isso e me sentir parte do processo. Acho que o discurso tem que ser forte, válido e evolutivo. 

Pra mim, não adianta nada chegar, virar popstar e não passar mensagem nenhuma, não tentar mostrar que o mundo pode ser melhor, que as pessoas podem ser felizes e que existe um possibilidade. A partir do momento que você se torna mais do mesmo, é melhor aproveitar seu tempo de fama que logo mais vais passar. Espero essa consciência desses artistas que estão na grande mídia e que não seja mais um espelho para sua vaidade.

4.6.12

Festival de Curtas e prêmio literário em Castanhal

O IV Festival de Curtas-Metragens Curta Castanhal recebe inscrições de filmes em curta metragem até 23 de julho, na FUNCAST ou pelos Correios, para participantes de outros municípios e estados. O edital e a ficha de inscrição podem ser adquiridas na fundação ou pelo site da prefeitura www.castanhal.pa.gov.br. Este mês de junho, a literatura também será premaida no município.

Segundo o edital, cada vídeo deverá ter a duração mínima de 01 minuto e máxima de 15 minutos. O trabalho inscrito dever ser inédito. Os trabalhos inscritos no festival serão avaliados e selecionados por profissionais da área do audiovisual e técnicos do meio artístico-cultural. 

Dez filmes serão selecionados, dentre os quais cinco serão premiados na Categoria Geral, três na Categoria Estudante, um na Categoria Mix de Diversidade (filmes relacionados à temática LGBT) e um na Categoria Melhor Filme por Aclamação Popular. A premiação chega a mais de R$ 19.000,00. 

Os dez filmes selecionados participarão da Mostra Competitiva, em agosto, durante a qual acontecerá a votação do Melhor Filme Por Aclamação Popular. A premiação dos filmes vencedores do IV Festival de Curtas-Metragens Curta Castanhal está marcada para acontecer no dia 30 de agosto. 

Maiores informações você encontra no site www.castanhal.pa.gov.br ou no blog fundacaoculturaldecastanhal.blogspot.com.

Literatura - aproveitando a postagem, a Funcast avisa no próximo dia 15/06, a Prefeitura de Castanhal e Funcast vai realizar o "Cultura nos Trilhos da Estação Maria Fumaça", com apresentação musical, teatro e Literatura. Na ocasião, os escritores que tiveram suas obras selecionadas no 1º Edital de LIteratura Joaquim Amoras Castro, realizado pela prefeitura de Castanhal. 

As obras premiadas

  • “Diários de Bordo em Terras Paraoaras” (Contos, Flávio de Brito); 
  • "O Peixinho Dourado”(Literatura Infantil, Antonio Adalberto Torres
  • "Salomão pela Janela" (Literatura Infanto-juvenil, Anselmo Gomes); 
  • “Nu Olho da RUa” (Poesia, de Josiclei de Souza)
  • " O Guindaste Amarelo” (Romance, Roberto Monteiro de Carvalho)

Mais informações: (91) 9623-8051/8360-0394/3711-7137

3.6.12

Obra destaca ensino e pesquisa da música no Pará

Um nova publicação chega ao mercado editorial de Belém nesta segunda-feira, 4 de junho, para contribuir com os estudos musicais realizados no Pará. A obra “Cadernos do Grupo de Pesquisa Música e Identidade na Amazônia – GPMIA”, da UFPA traz um panorama das investigações de estudiosos em música nas instituições de ensino e pesquisa do estado. O lançamento será realizado na Escola de Música da Universidade Federal do Pará (EMUFPA), às 18h30.

Os textos que integram o livro, organizado pelos pesquisadores Paulo Murilo Guerreiro do Amaral e Líliam Cristina da Silva Barros, apresentam uma dimensão do que vem sendo produzido no campo acadêmico nos mais diferentes campos musicais. 

Os artigos exploram os caminhos da etnomusicologia, uma subárea do conhecimento que analisa a música no contexto cultural. É o caso de trabalhos que desbravam desde o tradicional Festival de Ópera do Theatro da Paz aos repertórios religiosos do Santo Daime, por exemplo. 

 Há ainda contribuições significativas para a memória musical da cidade, como o texto sobre a performance da pianista paraense Helena Nobre; o impacto e a interferência institucional na Marujada de Bragança (PA), ou o artigo reverência à obra de Vicente Salles, só para ficar em alguns nomes e símbolos. 

No que se refere à temática da educação musical, o segundo volume do “Cadernos do Grupo de Pesquisa”, tem dois artigos que discutem o assunto. Um sobre as possibilidades que a música oferece nas buscas pela qualidade de ensino para crianças com transtornos de déficit de atenção e hiperatividade; e na inclusão de crianças e adolescentes diagnosticadas com autismo. 

A terceira e última parte do livro aponta composições inéditas e as pesquisas em composição musical nas mais variadas vertentes e sobre os mais diferentes aspectos de abordagens e olhares. 

O Grupo de Pesquisa Música e Identidade na Amazônia – GPMIA foi criado em 2007 com o objetivo de reunir pesquisadores da Escola de Música da Universidade Federal do Pará – EMUFPA, com trabalhos voltados paras as linhas de pesquisa em Música Indígena, Diversidade Musical Paraense e História da Música Paraense. 

Desde a fundação, o grupo se consolidou nos subcampos da Etonomusicologia e da Musicologia Histórica. Gerou publicações e organizou eventos em parceiras com as instituições de pesquisa de Belém. 

Serviço
Lançamento do livro “Cadernos do Grupo de Pesquisa Música e Identidade na Amazônia – GPMIA”, na Escola da Música da Universidade Federal do Pará - Av. Conselheiro Furtado, 2007. Entrada franca, às 18h30.

(com informações da assessoria de imprensa da Paka Tatu - Yorrana Oliveira)

2.6.12

Peça sobre Schivasappa reestreia semana que vem

A segunda temporada de “Acorde Margarida”, que está de volta em cartaz, traz eventos paralelos gratuitos, como palestra, workshop, novidades sonoras, além de mais uma cantora no elenco. No Teatro Cláudio Barradas, de 07 a 10 de junho, às 20h. Os ingressos custam R$ 20,00, com meia para estudante. Os demais eventos terão entrada gratuita. 

Escrita por Carlos Correia Santos, com direção geral de Hudson Andrade, numa realização da Companhia Teatral Nós Outros, a peça traz para os holofotes a memória de Margarida Schivasappa, célebre professora de canto e artes cênicas que revolucionou a cultura amazônica. 

Após uma bem sucedida serie de apresentações no inicio do semestre, a produção retorna aos palcos o compromisso de partilhar mais informações sobre a homenageada pela dramaturgia e sobre os processos de construção de um musical.

No dia 09 (sábado), às 17h, o público poderá participar gratuitamente de uma palestra sobre Schivasappa, ministrada pelo pesquisador Antônio Pantoja, grande referência na coleta de dados sobre a biografia da artista considerada pioneira do canto orfeônico e do fomento à formação teatral no Pará. Pantoja é autor do livro “Margarida Schivasappa: a Primeira Dama do Teatro Paraense”, que está sendo editado pela Fundação Tancredo Neves. 

No dia 10, também às 17h, o musicista Júnior Cabrali fará o workshop “Direção Musical para Espetáculos Teatrais”. Responsável pelas trilhas da Nós Outros há mais de dez anos, o artista partilhará seus conhecimentos sobre os processos de criação e experimentação sonora especificamente voltados à cena. Para conferir as atividades gratuitas da programação paralela da peça não serão necessárias inscrições prévias. 

Os interessados precisam apenas estar no Cláudio Barradas quinze minutos antes do início dos eventos. Para a palestra será respeitado o limite de capacidade da sala de apresentações do Barradas. Para o workshop, no entanto, serão recebidos até 30 participantes por ordem de chegada.

Nova montagem - Cabrali entrou na equipe de “Acorde Margarida” com a tarefa de ampliar as possibilidades da trilha sonora. Mas o músico não é a única novidade na trupe que fará esta segunda temporada. 

O espetáculo aumentou seu naipe de cantoras com a entrada de Cacau Novais na trama. A artista, que tem apostado vivamente em experiências teatrais, tanto que acabou de cumprir temporada no espetáculo “Batista”, traz agora sua força vocal para o enredo que reaviva os passos de Schivasappa.

“O teatro tem me seduzido mais e mais”, afirma a intérprete. Autor e produtor da peça, Carlos Correia comemora a chega de Cacau: “Esse espetáculo é uma aposta no gênero musical por excelência. A qualidade dos recursos vocais é uma preocupação que estamos perseguindo. Até porque se trata de uma exigência deste segmento”. 

Ficha técnica

Além de Cacau, a montagem tem no elenco Maíra Monteiro, Fernanda Barreto e Tiago de Pinho. A luz é assinada por Sônia Lopes. A cenografia e figurinos originais são de Néder Charone. Coreografias originais de Waldete Brito. Melodias originais de Reginaldo Viana e Zé Neto. Os arranjos, adaptações e execuções musicais são conduzidos por Júnior Cabrali e Alberson Alves. 

Fotos e vídeos de Brends Nunes. A assessoria e a produção de conteúdo são feitas por Parla Página. O empreendimento tem incentivo da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves. Os apoios culturais são de Giostri Editora, Incra, Gráfica D´Avila, Espaço Experimental de Dança, EKO Estratégias em Comunicação, Revista Pará Mais, Unipop e Zarabatana Produções Musicais. 

Serviço
Segunda temporada do musical “Acorde Margarida”, de 07 a 10 de junho, sempre às 20h. Ingressos: R$ 20,00 inteira e R$ 10,00 a meia. Programação paralela gratuita nos dias 09 e 10, sempre às 17h. Tudo no teatro Cláudio Barradas. Informações: 8822-4453. Blog da peça: http://acorde-margarida.blogspot.com

(com informações da assessoria de imprensa do espetáculo)

1.6.12

Obra-prima de Luchino Visconti no Cine Estação

Com projeção em película, um dos melhores filmes de todos os tempos: “Violência e Paixão”, do mestre italiano Luchino Visconti, com Burt Lancaster, Silvana Mangano e Helmut Berger estreia nesta sexta-feira, 01, com sessões às 18h e 20h30, e fica em cartaz até o dia 10/06, no Cine Estação das Docas. Imperdível.

O filme foi realizado dois anos antes da morte de Visconti, ocasião em que se encontrava já com a saúde debilitada devido ao infarto sofrido durante as filmagens de “Ludwig”, que o prendeu a uma cadeira de rodas até a sua morte, em 1976. 

“Violência e Paixão” narra a história de um professor aposentado que leva uma vida solitária, cercado de livros e de muitos quadros de pintores famosos. Certo dia, ao receber dois representantes da Galérie Blanchard, de Paris, conhece a marquesa Bianca Brumonti (interessada em alugar um apartamento do palazzo); Lietta, sua filha, acompanhada de seu namorado, Stefano; e Konrad, amante da marquesa. 

A despeito da resistência oferecida pelo professor, este termina sendo envolvido pela senhora Brumonti e seu grupo. Quando os quatro se instalam no tal apartamento, eles transformam a monótona vida do professor num verdadeiro inferno.  Espécie de testamento estético e moral de Visconti, “Violência e Paixão” (Gruppo di famiglia in un interno) deixa de lado a suntuosidade de “Ludwig”, mas não abre mão do intimismo que marca a carreira do diretor, aliado aos desconcertantes diálogos escritos em parceria com Enrico Medioli e Suso Cecchi d'Amico; diálogos e mise-en-scène apoiados no contraste entre a rebeldia da juventude e os dissabores da velhice. 

Como cenário, a Itália dos anos 70 representada num suntuoso apartamento em Roma, em confronto direto entre a tradição cultural e a vulgaridade dos novos ricos, juntamente com os supostos revolucionários de espírito livre e o terror fascista fora daquele espaço, representado pelo marido ausente.

“Violência e Paixão” venceu o Prêmio Nastro D'Argento em cinco categorias, levou o Prêmio David di Donatello de Melhor Filme e Ator, e ganhou o troféu de melhor filme no Prêmio David Europeu, todos em 1975.

Visconti (1906/1976) - Logo em seu primeiro trabalho, uma amostra do que poderíamos esperar durante toda a sua existência cinematográfica: qualidade. Em “Obsessão”, de 1943, Visconti fez uma adaptação não autorizada do livro “The Postman Always Rings Twice”, de James Cain. Por causa do não pagamento dos direitos autorais da obra original, o filme foi proibido nos Estados Unidos até a década de 70. 

Em 1948, com “A Terra Treme”, Visconti explora as dificuldades sociais da época ao narrar a história de um jovem pescador que decide trabalhar por conta própria. Mas, ao desafiar um império, descobre os tristes caminhos daqueles que não têm recursos para seguir em frente. Visconti trabalhou aqui apenas com atores amadores. 

Em “Belíssima” (1951), o diretor dava os últimos passos neo-realistas, antes de realizar uma de suas obras-primas: Rocco e Seus Irmãos (1960), drama social elevado ao máximo da estética e narrativa, contanto a história da família que vai morar em Milão e deve, com o tempo, se adaptar à nova vida. “Noites Brancas”, de 1957, oferece novas dimensões narrativas para a obra de Dostoiévski. 

“O Leopardo” (1963) trouxe a Palma de Ouro em Cannes às mãos de Visconti, através da história de Dom Fabrizio Salina, um nobre príncipe que vive a decadência da nobreza e a ascensão da burguesia durante a Itália do ano de 1860. Aqui o luxo, grandiosidade e a fama já faziam parte de seus trabalhos, pois tudo ficou maior, mais rico. 

Com “Morte em Veneza”, de 1971, a polêmica característica de sua filmografia toma ares maiores. 

Baseado na obra de Thomas Mann, conhecemos a história de Gustav Aschenbach, um músico que vai passar férias no exterior e acaba vivendo uma paixão avassaladora e inesperada, confrontando-o com seus próprios ideais. “Ludwig” (1973) foi a sua antepenúltima obra, e também aquela que marcou o início de uma série de problemas em sua vida pessoal. 

A versão picotada de apenas duas horas, lançada pelos produtores na época, deu lugar a uma mais recente, nos anos 80, completa, se aproximando mais do que Visconti tinha em mente ao realizar o trabalho, com aproximadas quatro horas de duração. “Violência e Paixão” (1974), quase uma autobiografia, foi relançado no Brasil no ano passado, ficando meses em cartaz no Cine Sesc São Paulo. 

O canto do cisne, O Inocente (1976), foi dirigido já em cadeira de rodas e teve de ser finalizado após o falecimento de Visconti. A obra de Luchino Visconti remete ao um cinema de histórias marcantes, uma exaltação a beleza, grandiosidade e decadência. Um dos grandes nomes do cinema italiano e um dos mais importantes nomes da história do cinema mundial.  https://mail.google.com/mail/u/0/images/cleardot.gif 

Serviço
Violência e Paixão (Itália/França, 1974) De: Luchino Visconti. Com Burt Lancaster, Silvana Mangano e Helmut Berger. 120m. Drama. 18 anos. Exibições nos dias: 1º (sexta): 18h e 20h30 2 (sábado): 18h e 20h30 3 (domingo): 10h, 18h e 20h30 8 (sexta): 18h e 20h30 9 (sábado): 18h e 20h30 10 (domingo): 10h,18h e 20h30 Ingressos: R$ 7,00 (com meia-entrada para estudantes). Realização: OS Pará 2000, Secretaria de Estado de Cultura – Secult e Governo do Estado.

Nilson Chaves na Black Soul Samba

Não, você não leu errado. A maior expressão da música paraense estará mesmo no palco do Palafita, num show com todas as referências amazônicas possíveis e uma vibe que promete fazer a pista inteira dançar. Nilson Chaves & Banda chega com um trabalho cheio de novidades, incrementado pelos hits que marcaram sua carreira. 

Segundo ele, “o show será baseado em algumas releituras, canções do novo CD ‘Amores’, e canções conhecidas. Músicas com muito ritmo e nenhuma canção”, garante. Compositor, cantor e violonista amazônico, Nilson Chaves é um dos grandes representantes da música do Norte, com reconhecimento nacional e internacional pelo trabalho desenvolvido, buscando sempre uma linguagem poética e musical na sua arte de cantar a região.

Com 20 discos gravados, sendo 16 CDs e mais 04 DVDs, Nilson ganhou o prêmio “Sharp” de 1994, com o CD “Não Peguei o Ita”. Seu disco “Waldemar”, em parceria com Vital Lima, foi indicado entre os dez melhores CDs brasileiros do mesmo ano, pela critica do jornal O Globo. Lançou em 1997, o CD “Amazônia Brasileira”, com Sebastião Tapajós, na Europa, pelo selo alemão “Tupirama Music”, quando também foi incluído entre os cincos melhores CDs lançados no mercado europeu daquele ano. 

No início dos anos 2000, Nilson também foi indicado para o Grammy Latino, com o disco “25 anos”. Atualmente, Nilson Chaves possui três CDs lançados na Europa, também pelo selo alemão Tupirama Music e prepara o quarto lançamento com atual CD “Maniva”, já lançado no Brasil, com a coprodução de Zeca Baleiro. Artista Amazônico com sotaque brasileiro A consolidação do trabalho de Nilson, passa pelos cantos e sotaques de várias partes do Brasil.

Suas parcerias incluem desde o maranhense Zeca Baleiro, ao paraibano Chico Cezar, e o pernambucano Lenine. Os herdeiros do Clube da Esquina, também estão entre os amigos e parceiros de Nilson, como Flávio Venturine, Celso Viáfora, Ceumar e muitos outros, como o violeiro Xangai. Em suas incursões pelo Brasil, Nilson incluiu na bagagem o encantamento do “marabaixo”, ritmo vindo do extremo Norte, além, é claro, do carimbó paraense. 

No show de lançamento de “Maniva”, levou ao Teatro da Paz os artistas Celso Viáfora, Ivan Cardoso, Ceumar, Flávio Venturini, Edmar da Rocha, Jean Garfunkel, Vital Lima e Paulinho Moska, onde gravaram juntos o DVD homônimo, com lançamento previsto para 2012. Hoje também prepara o lançamento de seu 2º DVD, “Ser do Norte”, em parceria com os cantores Mahrco Monteiro e Lucinnha Bastos, e o CD solo “Amores” com previsão de lançamento para julho de 2012, gravado pelo selo japonês “Ctmusic”, e que será lançado em todo o Brasil e mais 17 países. 

O trabalho de “Amores”, será conferido na Black desta sexta, onde também sobem ao palco os músicos: Adelbert Carneiro, no baixo; Edvaldo Cavalcante, na bateria; Edgar Matos nos teclados; além, é claro, de Nilson Chaves no violão e voz, mandando o melhor do marabaixo, carimbó e todos os sons que ecoam dos tambores “afroamazônicos”. 

 Pra manter o ritmo, a noite segue com os DJs staff da Black Soul Samba. Uirá Seidl, Kauê Almeida, Eddie Pereira e Fernando Wanzeller, vão passear entre todos os estilos da música negra, incluindo os ritmos jamaicanos, cumbia, afrobeats e mais todos os temperos brasileiros que só a BSS consegue pôr nesse caldo.

Serviço
Nilson Chaves & Banda na Black Soul Samba Quando: Nesta sexta, 01 de junho de 2012, a partir das 21h. Onde: No bar Palafita – Siqueira Mendes, ao lado do Píer das 11 Janelas, na Cidade Velha Quanto: R$10,00 - com meia entrada para estudantes (com carteirinha).

(texo: Dani Franco)