19.7.12

Documentário mostra o original Boi de Máscaras

Patrocinado principalmente pelo Banco da Amazônia e pela prefeitura de São Caetano de Odivelas, "Boi de Máscaras’ será lançado nesta quinta-feira, 19 de julho de no Instituto de Artes do Pará e no sábado, 21, na praça principal de São Caetano de Odivelas.
 
Nos fundos da casa da família Zeferino, em São Caetano de Odivelas, nordeste do Pará, um boi ‘descansa’ depois de um mês inteiro de atividades. Há mais de sete décadas pelo menos, é um ritual que se repete. O boi em questão é o ‘Boi Tinga’, uma das maiores tradições culturais de um município que ainda costuma acordar de madrugada ao som de uma banda de música que percorre as principais ruas da cidade. 

Ver e acompanhar o boi pelas ruas de São Caetano durante o período junino, sempre fez parte do universo da jornalista Angela Gomes. Um universo que continuou acompanhando a jornalista mesmo anos depois dela já não morar no município e que a ele agora retorna a partir de um documentário. “Boi de Máscaras”, co-direção de Cezar Moraes é, ao mesmo tempo, registro histórico e homenagem. Resgate e reconhecimento. 

Ao documentar a festa do Boi de Máscaras, uma espécie de “boi-bumbá”, que ocorre em São Caetano de Odivelas, município de quase 20 mil habitantes a 120 km de Belém, o filme se propõe a ser também um instrumento de valorização da cultura regional. Não é pouca coisa. 

O conhecimento que se tem sobre a origem da manifestação do ‘boi’ em São Caetano é o surgimento do Boi Tinga, na década de 1930 como uma brincadeira de pescadores da cidade que estavam na região do Marajó, e tiveram a ideia de “botar” um boi como brincadeira nos dias santos da quadra junina, que eram os dias em que não se trabalhava, os dias dedicados ao descanso e ao lazer ou à veneração aos santos do dia. 

Um dos pescadores era Laudelino Zeferino, que trouxe do Marajó uma cabeça de boi que compôs o primeiro cortejo. Como relíquia, os chifres ainda são preservados pela família de Laudelino no Boi Tinga. “Tudo começou quando um grupo de pescadores aproveitava os domingos para lavar os barcos de pesca. Desse momento de quase descontração entre eles surgiu a ideia de criar o Boi Tinga”, conta Lucival Zeferino, neto de Laudelino.

Depois dele, outros bois, como o Faceiro, por exemplo, passaram a fazer parte da tradição nas ruas de São Caetano. “Mas a verdade é que há pouco ou quase nenhum registro sobre a verdadeira história ou origem, dando margem a versões e memórias que se reproduzem e se perpetuam pela oralidade. Assim, ele atravessou gerações puramente por mérito da cultura oral, a exemplo do que ocorre com as tradições, crenças, lendas e mitos populares”, explica a diretora.

Com 52 minutos de duração, “Boi de Máscaras”, também é uma homenagem particular. A ideia surgiu em 2010, quando um grupo de amigos unidos por um programa de oficinas de audiovisual no Instituto de Artes do Pará, resolveu formar um “coletivo de cinema” para colocar em prática ideias e projetos. Angela lembrou tempos passados. A manifestação em São Caetano acabou sendo escolhida como foco. Em três finais de semana o grupo foi ao município. 

O resultado foram 20 horas de gravação. Inicialmente foi produzido em 2011 o documentário ‘Toda Qualidade de Bicho’, de 10 minutos, sobre o trabalho, a sabedoria e a história de vida do Mestre Dorrês, o artesão que foi por mais de 60 anos o único confeccionador dos bois usados na manifestação do boi de máscaras do município. O filme foi premiado no último dia 30 de junho no 3º Festival Curta Amazônia, em Porto Velho (RO), como o curta de melhor produção amazônica. 

Foi o quinto festival que o filme participou, tendo estado na competitiva de festivais em Recife e Manaus. Mas o fato é que o material era tão rico que o projeto tomou rumos maiores. Acabou virando um média metragem com 52 minutos de duração. No meio do processo, Bruno Assis, diretor de fotografia do documentário morreu em fevereiro de 2011. Um golpe duro de assimilar pela equipe. “O Bruno era o maior incentivador e catalisador da equipe. 

A morte dele foi uma espécie de balde de água fria para todos nós”, diz a diretora. Por conta da perda, o projeto só foi concluído em 2012, mais de um ano depois da morte de Assis. O documentário é também uma homenagem a ele.

A narrativa do documentário é desenvolvida a partir de depoimentos dos principais envolvidos na manifestação, como os responsáveis pelos bois, os descendentes das famílias dos fundadores, os artesãos que confeccionam as máscaras e capacetes dos pirrôs e as “cabeças” dos cabeçudos; os alfaiates das roupas típicas; e os músicos que formam as orquestras de boi quando junho chega. “Ou seja, a história contada por quem faz a manifestação, daí não haver opinião ou análise de ‘autoridade’ como de antropólogo ou historiador, sobre o boi. 

O documentário lança um olhar com o objetivo de constituir-se, não em um retrato, mas em um registro da manifestação e da cultura local, através de uma narrativa construída sobre entrevistas e imagens do cotidiano de quem preserva parte desse patrimônio imaterial,” diz Angela Gomes. 

 A participação no ‘boi’ é espontânea e natural entre a população. Qualquer pessoa pode participar e brincar. E foi a adesão espontânea da população que fez o boi de máscaras resistir ao tempo, deixar de ser apenas uma brincadeira de amigos e instituir-se como parte da cultura local, como ocorre com toda manifestação popular. 

A brincadeira foi absorvida e elaborada pelas gerações seguintes e, mesmo tendo nascido sob forte influência do tradicional boi-bumbá, ao longo dos anos adquiriu características próprias e hoje é uma manifestação que ocorre apenas no Pará, fato comprovado em pesquisa de doutorado do professor Guilherme Fernandes, da Universidade Federal do Pará (2004), que analisou manifestações do gênero no Norte e Nordeste.

“O trabalho é fruto da colaboração e boa vontade das pessoas de lá, que aceitaram contar suas histórias”, diz Angela Gomes. “É uma grande responsabilidade fazer um documentário retratando a história da própria comunidade, porque se cria uma expectativa enorme nas pessoas que serão retratadas ali, já que são histórias reais e não de ficção, são pessoas com quem continuarei convivendo durante o resto da minha vida. Sempre ‘vivenciando’ o boi”, diz.

Serviço
Lançamento do documentário Boi de Máscaras. Nesta quinta-feira, 19, às 19h30, no Instituto de Artes do Pará (IAP) – Praça Justo Chermont, 236, Nazaré – ao lado da Basílica de Nazaré. No sábado, dia 21, às 20h, na Praça da Prefeitura Municipal - São Caetano de Odivelas (nordeste do Pará).

17.7.12

Olho D'Água circula com espetáculo premiado

Vindo de Santarém, no Oeste do Pará, o grupo Olho D´Água está novamente em Belém para apresentar o premiadíssimo “’As Bondosas’ Mulheres Chordeiras”, nesta quarta-feira, 18, no Teatro Maria Sylvia Nunes - Estação das Docas - às 20h. A entrada custa 2 kg de alimentos não perecíveis. Recomendado para maiores de 14 anos, o espetáculo foi mais uma vez premiado, desta vez, contemplado com o Prêmio Funarte Myriam Muniz de Teatro para circular pelo país.

O grupo ganhou o Prêmio de Teatro Myriam Muniz da Funarte, na categoria circulação, mas a verdade é que desde que o espetáuculo estreou em 2005, já esteve em várias cidades, participando de festivais e eventos teatrais, entre eles, o II Festival de Teatro da Amazônia, realizado em Manaus, no mesmo ano de sua estreia, e já saiu dali premiado - Melhor Espetáculo (Júri Oficial), Melhor Ator (Adriano Feitosa) e Melhor Direção (Elizangila Dezincourt).

O grupo foi inicialmente formado por Tamara Saré, Clodoaldo Corrêa, Rosinaldo Garcia, Amilton Matsunaga, todos fotógrafos que também faziam parte do Olho D’água Produções de imagens, agregando a eles Elder Aguiar e Elizangila Dezincourt, que iniciaram um trabalho na área teatral. Em 2002 montaram o primeiro espetáculo “As Dez Mais Do Córtez Cerebral”, uma comédia pastelão em um ato, seguido pelas “’As Bondosas’ Mulheres Choradeiras” e ainda “Contos, Cantos e Encantos Tapajônicos”.

Comédia de costumes - As Bondosas Mulheres Choradeiras é baseado no texto do ator, diretor, dramaturgo e produtor maranhense Ueliton Ronton. 

A história se passa no velório de uma aristocrata chamada Tereza e mostra na trama, as situações vividas pelas personagens Astúcia, Prudência e Angústia, três carpideiras, que traduzem sentimentos individuais universais do ser humano.

O espetáculo tem duração de 80 minutos e discute o mundo sob o ponto de vista das choradeiras que, interpretada por atores, fazem uma caricatura do feminino em favor da Sátira à hipocrisia, discutindo o mundo sob a ótica das questões existencialistas que atormentam a humanidade.

Os integrantes do grupo Olho D'águagua conheceram o trabalho de Rocon em 2004, ao participar da Mostra de Artes do Cariri, no Ceará. Na mostra, o grupo santareno apresentou seu primeiro espetáculo e assistiu a montagem de “As Bondosas”, encenado pela Cia. Lua, dirigida por Ueliton Rocon. Foi o início de um intercâmbio que resultou na montagem do Olho D’água.

No ano seguinte, o espetáculo foi apresentado no mesmo local. “O teatro ficou lotado. As pessoas já conheciam a montagem do Rocon e queriam ver como ficou a nossa versão”, lembra Elder Aguiar, produtor do GRUPO Olho D’Água, que bateu um papo com o Holofote Virtual.

Holofote Virtual: Pelo que li à respeito no portfólio de vocêss, o espetáculo foi montado pela primeira vez em 2006. É isso mesmo? Como surgiu o projeto de montagem?

Elder Aguiar: Fomos selecionados pelo SESC – Crato no Ceará para participar da IV Mostra de Artes que acontece no Cariri. Fomos com o espetáculo “As Dez Mais do Córtex Cerebral”, onde nos apresentamos num circuito chamado Over12 de Teatro que consiste em 12 horas de apresentações ininterruptas nos mais variados espaços do SESC. Antes da nossa apresentação, assistimos a este espetáculo com o título de “As Bondosas” e foi paixão a primeira vista, conversamos com o autor – Ueliton Rocon e em seguida já estávamos trabalhando nele. 

Holofote Virtual: Exato. O atual espetáculo foi baseado no texto do Ueliton Roncon, mas vocês deram um enfoque diferente e um toque mais do próprio grupo. Quais as diferenças? 

Elder Aguiar: Sim! Na montagem, o próprio autor fala que seu espetáculo tem característica de um teatro que ele denomina de Claustrófobo, um teatro mais “sombrio”, fechado com uma luz bem focada. Um figurino feito com pano de rede. Enquanto direção, no trabalho dos atores a Elizangila, se procurou um novo ritmo para o espetáculo, uma nova pulsação, com um tempo de comédia diferenciado.

Já no nosso figurino, buscamos algo que remetesse a nossa realidade. Foi quando surgiu a ideia de utilizar algo parecido com o figurino que a Saraipora (personagem da Festa do Sairé) usou no ano de 1986, iguais no modelo, porém, diferente nas estampas. Nossa luz é mais aberta, mais chapada no palco e também focamos muito na questão da linguagem, adicionando ao texto, expressões da mais regionalistas. 

Holofote Virtual: Houve algum tipo de investigação sobre estas mulheres carpideiras, que costumavam chorar nos velórios? O que o espetáculo traz da pesquisa? 

Elder Aguiar: A montagem tem um de seus eixos centrais a visão de mundo que essas carpideiras tem, assim, precisávamos retratar prática de trabalho que elas desenvolviam, foi difícil, mas conseguimos encontrar uma em Santarém, onde pudemos entrevistá-la e perceber como era o seu ofício, a partir daí ficou mais fácil transformar essa prática em linguagem teatral. 

Holofote Virtual: Em 2011, vocês ganharam o Prêmio Myriam Muniz de Circulação. Para onde vão ainda e onde já estiveram?

Elder Aguiar: O projeto consiste em 11 apresentações, em 04 Estados do eixo Norte-Nordeste. Começamos pelo Estado do Maranhão, onde fizemos São Luiz, Santa Inês e Imperatriz. No Pará faremos Belém, Castanhal e Ananindeua. Vamos também para Amazonas, em Parintins, Itacoatiara e Manaus. Finalmente em Roraima, vamos estar Caracaraí e Boa Vista, mas não podemos deixar de apresentar em Santarém, onde encerraremos o projeto. 

Holofote Virtual: O espetáculo já foi mostrado aqui em Belém, no Teatro Gasômetro, em 2006. Há alguma novidade de lá pra cá dentro da montagem?

Elder Aguiar: Sim! A novidade além do figurino novo é o elenco que mudou com a entrada dos atores Ádrio Denner e Braz Filho com os personagens Prudência e Angústia, respectivamente, mudando completamente a cara do trabalho, comparando com as apresentações no Gasômetro. 

Holofote Virtual: O elenco trás vários fotógrafos, como é isso? (risos) 

Elder Aguiar: (risos) O único fotográfo profissional é o Ádrio Denner, que já expôs em várias universidades da cidade de Santarém, com projeto na área de fotografia, contemplado com bolsa do IAP 2011 e incentivado com a Lei Rouanet, na sua pesquisa intitulada Flâneur – Um Novo Olhar, mas todos os componentes fazem fotos sim, mas não de forma profissional. 

Holofote Virtual: Como é a produção de teatro em Santarém? As dificuldades de sempre em se produzir na Amazônia? Como é a cena teatral da cidade?

Elder Aguiar: Santarém tem em média uns 15 grupos de teatro, mas ativamente, apresentando sistematicamente, são pouquíssimos. Isso se dá realmente pela falta de incentivos principalmente do Governo que não tem política cultural para suprir a demanda da produção local, por isso grande maioria não apresenta seus trabalhos e acabam ficando mais no exercício do que propriamente na ação. Na Amazônia as dificuldades são imensas, haja vista que os custos são muito altos, além disso, estamos sentindo na pele a problemática da falta de espaços (teatros) para apresentar nosso trabalho.

Ficha Tècnica: Direção Geral, Figurino, Operação de Luz e Produção Executiva: Elizangila Dezincourt; Assistente de Produção: Kennedy Harilal; Ely Nunes; Maquiagem: O Grupo; Elenco: Prudência: Ádrio Denner; Angústia: Braz Filho; Astúcia: Elder Aguiar; Pesquisa musical: Levi Beltrão; Dramaturgia: Ueliton Rocon.

Serviço
Turnê das Bondosas Mulheres Choradeiras. Em Belém, nesta quarta-feira, 18 de julho, no Teatro Maria Sylvia Nunes, às 20h. Este Projeto foi contemplado com o Prêmio Funarte Myriam Muniz de Teatro. Apoio: Fundação Nacional de Artes – Funarte, Ministério da Cultura, Governo Federal, Brasil país rico é país sem pobreza, SESC – Pará, SECULT. A entrada custa 2 kg de alimentos não perecíveis.

Da Tribu mostra peças de papel machê e crochês

Nos modelos: Ana Marceliano, Michele Campos e Camila Honda
A coleção “O que vejo da minha janela”, da marca paraense de acessórios ‘Da Tribu’, será lançada nesta terça-feira, 17. Os acessórios contemporâneos são incríveis, impressionam. Trazem a assinatura da designer e artesã Kátia Fagundes. Às 20h, no Festival Cultura de Verão - Píer da Casa das 11 Janelas.

O trabalho é meticuloso e trazem cores que, aliadas ao intrínseco comprometimento com o meio ambiente, resultam em peças únicas e sofisticadas. Tendo a paisagem da sua casa como uma especie de ‘altar’, a designer capturou com seu olhar imagens e sons, transformando-os em colares, brincos, pulseiras, goleiras, anéis, casquetes e arranjos inspirados. 

A poética do que vê, ganhou nas mãos de Kátia ares de experimentação com materiais como o papel machê e o aprimoramento de técnicas de trabalho com o papel, além de muita pintura à mão livre. A pirografia e modelagem ajudam a dar uma forma delicada as peças exclusivas e carregadas de sentido. O interesse em resignificar materiais obsoletos que poderiam ser descartados, continua sendo uma preocupação presente na produção da Da Tribu. 

Os fios, tecidos e produtos que aparentemente não tem mais vida útil são matéria prima com a qual a marca cria e produz suas peças autenticas banhadas num conceito da Moda Sustentável. A coleção “O que vejo da minha janela” surge com peças sensoriais, que brincam com e integram a natureza com a cultura urbana, seja nos pequenos dramas cotidianos – como os moradores de rua que freqüentam a praça vizinha – ou na beleza dos traços dos Ipês. 

Cotidiano - Em paralelo à criação autoral, a marca desenvolve parcerias com outros artesãos, cujos produtos integram a coleção “Todo Dia”, perfeita para mulheres e homens modernos. Os produtos, para serem utilizados no cotidiano, privilegiam o conforto e a praticidade para todas as ocasiões, com estampas e design descontraídos e leves. 

A linha é clean e agrega qualidade à portabilidade, com objetos como Cases para notebook e net book, porta-celular, porta-carregador de celular, necessaire, carteira de mão, porta-cédula, porta-moeda, porta absorvente, organizador de bolsa, porta maquiagem, porta esmalte, e o que mais a imaginação permitir. 

Histórico - Presente no mundo virtual desde 2009, a Da Tribu aceita encomendas no blog e comercializa suas peças em bazares, mercados e feiras de moda como a Amazônia Fashion Week. Kátia, que gerencia a marca com a ajuda dos outros habitantes da oca ‘Da Tribu’, os filhos Tainah, Moahra e Kauê, resalta que o seu processo é orgânico e colaborativo. “O ateliê e a loja que estamos reformulando com a consultoria do Sebrae funcionam dentro de casa. Busco sempre fazer peças sustentáveis com acabamento refinado” acrescenta a artesã. 

Ficha Técnica: Criação: Kátia Fagundes e Walter Steel Fagundes; Produção: Kátia Fagundes, Walter Steel Fagundes, Iacy Steel Fagundes, Mariléa Aguiar; Pesquisa, argumento e texto: Moahra Fagundes; Marketing e vendas: Tainah Fagundes; Fotografia: Estúdio Lazuli. 

Serviço
Lançamento da coleção “O Que vejo da minha janela”. 6º Festival Cultural de Verão  - Da TribuDia, nesta terça-feira,  17 de julho, às 20h, no Pier das Onze Janelas. Entrada Franca. Mais informações: Blog: datribu.blogspot.com e (91) 8274-4770. 

16.7.12

Teatro é + uma vez destaque no Cultura de Verão

Ailson Braga e Adriano Barroso - Aldeotas (Foto: Marcelo Lélis)
Realizado em julho pela Cultura Rede de Comunicação, na capital e em outros municípios, o Festival Cultura de Verão vem diversificando sua programação. Em sua sexta edição, além de música ao vivo na Praça do Carmo, às segundas, e no Píer das Onze Janelas, às terças e quartas, onde também há exibição de filmes, desfile de moda e estímulo à leitura, o evento traz, pela segunda vez, espetáculos com sessões gratuitas, no Espaço Cuíra, às terças e quartas, 19h. Imperdível. 

Anotem aí e não percam o excelente espetáculo que o Grupo Gruta vai apresentar nesta terça-feira, 17. “Aldeotas” tem texto do poeta, ator e diretor Gero Camilo. F e foi montado em 2010 pelo grupo, e já esteve por duas temporadas no Espaço Cuíra. 

Com direção de Henrique da Paz, o espetáculo começa com o retorno do personagem Levi a Coti das Fuças. Ao longo da narrativa, há idas e vindas no tempo. Drama e humor se misturam na história de dois amigos de infância, lançando um olhar sobre temas como saudade, amizade e memória. Criado em 1969, o Grupo Gruta de Teatro é um dos mais antigos de Belém. Após dois anos sem montar um novo espetáculo, o grupo retornou aos palcos com “Aldeotas”, que tem direção de Henrique da Paz e, no elenco, Adriano Barroso e Ailson Braga. 

Na quarta-feira, 18, haverá também mais uma oportunidade para assistir “Batista”, da Companhia Teatral Nós Outros. Escrito pelo dramaturgo Carlos Correia Santos, o espetáculo põe em cena um dos grandes personagens da história da Amazônia: o famoso Cônego Batista Campos. 

A peça celebra os 230 anos do sacerdote e jornalista apontado com um dos grandes mentores da Cabanagem. “Batista” deu origem ao projeto “Ruínas da Memória”, que chama a atenção da sociedade para a necessidade de revitalização e manutenção das Ruínas do Murutucu, sítio arqueológico ligado ao movimento cabano. 

Os espectadores são convidados a assinar uma petição pública que dará suporte a esse pleito. Hudson Andrade interpreta o personagem principal e também dirige o espetáculo, que tem participação especial da cantora e atriz Cacau Novais.

Você que gosta de teatro é melhor se agendar. Na semana passada já foram apresentados “Catalendas”, da In Bust Teatro com Bonecos, inspirado na série homônima, realizada há dez anos pela TV Cultura do Pará e com exibição nacional, e “As Gatosas”, do Grupo Cuíra, com texto de Edyr Augusto e Vera Cascaes. Na semana que vem, já estão confirmadas as apresentações de “La Fábula”, da Cia Madalenas (dia 24), e “Pró-Ensaio Geral”, do Bando de Atores Independentes (dia 25). 

“La Fábula” mergulha no universo mágico dos contos da literatura universal e do teatro de rua, fazendo releituras de personagens como Dom Quixote e Homem de Lata, sob direção e dramaturgia de Ester Sá. Traz no elenco Dina Mamede, Gil Ganesh, Leonel Ferreira e Michele Campos, com direção musical de Armando Mendonça.

Já “Pro-Ensaio Geral”, mistura comédia, drama, pastelão e escracho para contar a história de Científica, mãe de Divina, uma transexual que deseja realizar um sonho: ser atriz e montar um grande espetáculo. Divina, que perdeu o pai aos seis anos e foi criada pela mãe, é hoje uma artista da noite, que faz dublagens de grandes divas da música. 

"Pro ensaio geral" é comédia. Direção de Maurício Franco.
A peça tem direção de Vandiléia Foro e traz no elenco Maurício Franco, Malu Rabelo e Sandra Perlin. A dramaturgia é de Maurício Franco e Sandra Perlin. Figurino de Maurício Franco, iluminação de Malu Rabelo, sonoplastia de O Bando e produção de Rafael Couto. 

A proposta de incluir teatro na programação do Festival Cultura de Verão surgiu no ano passado, quando foram apresentados dois espetáculos no Espaço Cuíra.  “A experiência foi um sucesso, com casa cheia, gente voltando da porta”, diz Andréia Rezende, curadora da mostra. “Este ano ampliamos a programação. São oito espetáculos, de várias vertentes, desde o teatrão tradicional até espetáculos mais intimistas. Tem para todos os gostos”, resume ela. 

Veja a programação completa em Belém

Shows 
Praça do Carmo – às segundas-feiras, às 19h 
16/07 – Nego Nelson e Bob Freitas 
23/07 – Big Band Abaeté Latin Jazz (Abaetetuba).

Píer das Onze Janelas – às terças e quartas, às 20h
17/07 – Mário Mouzinho, Strobo e Johny Rockstar 
18/07 – Espoleta Blues (infantil), Trio Lobita e o Quarto Elemento e Aíla Magalhães
 24/07 – Simone Almeida, Projeto Charmoso e Banda Sayonara
25/07 – Raiz de Cafezal, Quaderna e Pinduca 

Teatro
Espaço Cuíra – às terças e quartas, às 19h
17/07 – Aldeotas (Grupo Gruta) 
18/07 – Batista (Companhia Teatral Nós Outros) 
24/07 – La Fábula (Cia Madalenas) 
25/07 – Pró-Ensaio Geral (BAI - Bando de Atores Independentes)

Serviço 
6º Festival Cultura de Verão. Espetáculos de teatro todas as terças e quartas-feiras do mês de julho, às 19h, no Espaço Cuíra (Riachuelo com 1o de Março). Entrada franca. Realização: Cultura Rede de Comunicação.

11.7.12

Theatro da Paz entra em ritmo de guitarrada

Trabalho duro, mas o sorriso está fácil no rosto da equipe do projeto "Mestre Vieira - 50 anos de guitarrada". É garra, é coisa maravilha. Os shows para a gravação do DVD duplo de Mestre Vieira serão nesta quarta, 11, e quinta, 12, às 20h. A entrada é franca, sem retirada de ingressos. Cheguem cedo. 

Dois ícones. Monumentos da cultura imaterial e material paraense. O Theatro da Paz e Mestre Vieira. É um encontro pra ficar na história. Em dois dias emocionantes, os shows de gravação do DVD de Mestre Vieira vão provocar muitos outros encontros. Os Dinâmicos, que reúne os músicos da banda original de Mestre Vieira, já estão em Belém. 

É com eles que Mestre Vieira dá início à festa musical que irá passear por 50 anos de história, nesta quarta-feira, 11 de julho. Lauro Honório (guitarra base), Idalgino Cabral (baixo), Luís Poça (teclado) e Dejacir Magno (voz), integraram o grupo “Vieira e Seu Conjunto”, que gravou diversos LPs de Mestre Vieira, entre o final dos anos 1970 e o início dos anos 1990. No palco do Da Paz, além deles, Jairo Rocha (baterista), que integra a banda mais recentemente e que também é de Barcarena.

Reforçando o molho sonoro da guitarrada, Félix Robatto, que dirige musicalmente o DVD não resistiu e vai tocar percussão, junto a Itanaã Figueredo, herdeiro do talento do pai, o percussionista Aritanã. E tem mais. Keila Gentil e William Pereira, da Gang do Eletro, farão os back vocals, e convidados como Luiz Pardal (bandolim), que toca “Melô do Bandolim”, Iva Rothe (voz), que vai cantar “Mariazinha”. 

Fernanod Catatau com o Mestre

O guitarrista Fernando Catatau, da banda Cidadão Instigado, também estará presente. Chegou nesta madrugada de terça pra quarta-feira em Belém. 

Ele que nasceu no Ceará, ouviu muito o som de Vieira e Seu Conjunto, que estourou em Fortaleza no início dos anos 1980, vendendo quase 300 mil cópias do LP Lambada das Quebradas Vol. 2. Catatau escolheu para tocar e cantar, a música “Vendi o Bode”, música resposta ao Melô do Bode, que foi o sucesso daquele segundo LP. 

Já Lia Sophia nasceu na Guiana Francesa, território europeu-caribenho e um dos lugares de onde vieram as sonoridades que influenciaram o inconsciente musical de Mestre Vieira. Ela vai tocar banjo e cantar “Eu voltei pra você”, um roquinho, acreditem. E já disse: quer gravar em seu próximo disco. Toninho do Carmo foi convocado pra tocar “Delicioso”, música que pede um bom sax. 

O dia 11 vai focar o início da carreira de Mestre Vieira. No segundo dia entramos em outras fases, daí a importância de se presenciar os dois dias de show. Mestre será acompanhado por uma banda base, formada pelos músicos Elvis (guitarra base), Givaldo Pastana (guitarra base), Junior Dusik (Baterista), Ulisses (teclado), Itanãa (percussão) e Adalberto Junior (baixo), além dos vocais de Keila Gentil e William Pereira, da Gang do Eletro, que estão pautados para os dois dias de shows. 

Com Manoel Cordeiro e Lia Sophia
Nesta ocasião, os convidados serão Sebastião Tapajós, Paulinho Moura e Trio Manari, que tocarão “Sou Mais eu”, e Manari ainda toca “Dançando no Rio”, de um LP lançado já em 2002 e que, por um acaso que só mesmo um mestre provoca, é homônima de uma música já gravada por Kleber Paturi, Márcio Jardim e Nazaco Gomes. Paturi se supreendeu ao ouvir do diretor o nome da música que tocarão. 

“Mas qual música, a nossa?”, espantou-se, e todos ficaram se olhando ao descobrirem que Mestre Vieira já tinha lançado a sua “Dançando no Rio” também, no disco Lambadão do Vieira. Mestre Curica tocará “Cidade Linda” e “Lembrando Portugal”. Além dele, ainda tem Pio Lobato, Gorayeb, Breno Oliveira e Vovô, que já tocam com Mestre Vieira em shows pelo país, e vão mandar “Bolinha”, “Viajando” e “Lambada do Motoqueiro”. 

Tem também o guitarrista André Macleuri, pesquisador em música e um apaixonado pela guitarrada, que vem há muitos anos acompanhando a trajetória de Mestre Vieira. Ele toca “Lambada Força Total”. Antes de fechar o segundo dia, o público vai ver no palco Felipe Cordeiro e seu pai Manoel Cordeiro, que tocarão Loirinha, um hit arrebatador. Felipe também toca com Manari a já citada “Dançando no Rio”. 

Félix, Curica e o Mestre Vieira
Gaby Amarantos não ia perder a festa e vai cantar “Vamos dançar a Lambada”, do primeiro LP de Mestre Vieira. No final do show, um tipo de indicação ao recomeço. 

Mestre Vieira tocará com seus filhos Waldecir (bateria), Wilson (teclado) e seus netos Éric e Kim Vieira (ambos na percussão), músicas que foram gravadas com eles no CD “Guitarrada Magnética”, o primeiro solo na carreira de Mestre Vieira, um disco independente, gravado num estúdio em Barcarena, cidade onde o músico nasceu, e que traz as músicas de maior sucesso na atualidade do Mestre. Neste time joga ainda o baixista Beto, também de Barcarena. Este CD é, de cara, um futuro disco histórico, tenha certeza disso. Ainda devem ter exemplares no Ná Figueredo. Corram! 

No repertório dos dois dias estão sucessos como Jamaicana, e as históricas Lambada das Quebradas, Lambada da Baleia, Lambada do Fantasma e Lambada do Mapinguari. É ou não é, Mestre Vieira, o rei da lambada? Tem ainda Colombiana, Maravilha e Bailarina, entre outras, mas é claro que muita coisa vai ficar de fora. Precisaríamos de mais alguns dias pra dar cabo de tudo que Mestre Vieira já criou, mas o que se planeja é alçar um vôo alto e rasante pela trajetória do Mestre Vieira. 

Para entender o projeto inteiro 

Mestre Vieira – 50 anos de guitarrada é o projeto que retoma a trajetória de Mestre Vieira, criador da Lambada, ritmo precursor da atual guitarrada, que vem contagiando o país. Com apresentação do programa Conexão Vivo, tem patrocínio é da Vivo e Lei Semear – Fundação Tancredo Neves – e Governo do Pará. Os apoios são inúmeros: Albras, prefeitura de Barcarena, Sol Informática, Instituto de Artes do Pará, Funtelpa, Theatro da Paz, Secult, entre tantos outros, além de uma lista de agradecimentos quilométrica. 

Dividido em três fases distintas, o trabalho está gerando um documentário, um DVD duplo e um site oficial – www.mestrevieira.com.br. Os lançamentos serão em outubro deste ano, mês de aniversário de Mestre Vieira, que completará 78 anos. O site, já está no ar.

No projeto, entre músicos, artistas convidados e equipe técnica de filmagem, gravação de áudio, produção e direção, estão envolvidas mais de 70 pessoas só na equipe do DVD. Na equipe do filme estiveram ligados diretamente mais de 40 profissionais, entre técnicos, produção, músicos e entrevistados, sem falar de parceiros, apoiadores e eventuais colaboradores, aumentando a soma para umas 150 pessoas que se dedicaram e ainda se dedicam ao projeto “Mestre Vieira – 50 anos de Guitarrada”. 

Com André Macleuri
O que reúne 

DVD – Duplo, o DVD vai trazer dois shows. No primeiro será enfatizado o repertório de músicas dos LPs de Mestre Vieira, lançados entre 1978 e 1992, com participações de Os Dinâmicos e de artistas convidados. No segundo, Mestre Vieira toca com uma banda base, recebendo músicos influenciados pelo som da guitarrada e encerra a festa tocando com seus filhos e netos. 

Documentário - O filme “Coisa Maravilha – Mestre Vieira 50 anos de Guitarrada” tem direção de Luciana Medeiros e foi captado entre setembro e novembro de 2011, em Belém e Barcarena, no Pará. 

Site - O site oficial - www.mestrevieira.com.br - com biografia e discografia é também um espaço para a difusão da guitarrada através de notícias, agenda de shows, galeria de fotos e vídeos, colocando o ritmo paraense à disposição do mundo.

9.7.12

Estamos em ritmo de guitarrada com Mestre Vieira

Faltam apenas dois dias para a gravação do DVD duplo de Mestre Vieira e mal tenho tido tempo de atualizar o blog. Faremos dois shows, nos dias 11 e 12 de julho, no Theatro da Paz para reverenciar o criador da guitarrada nestes 50 anos de carreira. A entrada é franca e a homanegam das mais sinceras. Chegue cedo, ás 19h. Vamos começar às 20h. 

Para mais enaltecer as duas noites, teremos convidados super especiais a cada um dos dois dias de festa. Mais tarde pretendo escrever e postar aqui mais informações sobre toda essa história que ainda não termina com o DVD. Temos que finalizar o documentário Coisa Maravilha e colocar finalmente o site no ar. 

Agradeço o apoio que estamos recebendo da imprensa, do público em geral, das nossas famílias e dos amigos queridos que já vinham acompanhando isso desde 2008. Chegou a hora. Mestre Vieira está muito feliz, entusiasmado e empenhado, como sempre. Ele, eu e toda a equipe aguardamos vocês por lá. O projeto Mestre Vieira 50 anos de guitarrada tem patrocínio da Vivo, via Conexão Vivo, através da Lei Semear, Fundação Tancredo Neves - Governo do Estado. O DVD tem apoio da Secult, Theatro da Paz, Sesc e Funtelpa.

5.7.12

Mr. Dagga e vários DJs na Black Soul Samba

Mr. Dagga
A Black Soul Samba faz a despedida do semestre, emanando muita energia nesta sexta-feira, 06, para você encarar o verão que já chegou. “Força na peruca”, pois a festa vai contar com DJs residentes e convidados, além da atração principal, Mister Dagga, um dos pioneiros do Ragga Dancehall no Brasil, mais conhecido como RaggaDeMente. É tudo junto e misturado pra entrar naquele clima quente de julho! A partir das 21h, no Palafita, Cidade Velha. 

Ele tem mais de 400 músicas gravadas como RaggaDeMente (www.4shared.com) e disponíveis para download. Já fez muito sucesso nas rádios da Europa onde gravou em mais de 19 coletâneas entre 2002 a 2005. 

Também foi recordista em download com mais de 250.000 pela CNET, que comprou o site MP3.COM, além de ter diversas parcerias com cantores de várias partes do mundo, como o jamaicano Lorna Bennet. Sua última participação em CD de Reggae foi no CD da Banda Brasucas, ao Aldo de Mykal Rose, o lendário líder do Black Uhuru, e de David Simpson. 

Atualmente ele considerado o maior produtor latino de Ragga Dancehall, ou pelo menos ele é o mais ativo, e seus instrumentais de Regga Dancehall são semelhantes aos feitos na Jamaica, com produções compradas até mesmo por jamaicanos. Mr Dagga está produzindo novos discos de riddims, em parceria com cantores como Buyaka San, Ghetto I, PapaDjaMan, e muitos outros. 

Mais recentemente ele conheceu a cena reggae de Belém, e já produziu Juca Culatra em um novo projeto, onde juntos estão experimentam a mistura do Brega Antigo paraense com o Dancehall jamaicano. Mr. Dagga - Como RaggaDeMente, o artista lançou a primeira coletânea de Ragga Dancehall em 2005 pela gravadora Riddim Records, por onde ele lançou seus discos também. 

Proefx
A partir dessa coletânea, ele resolveu se tornar produtor musical e se focou em produção, parou com os shows, e em 2008 se mudou para Brasília, onde voltou a fazer shows com a Banda Brasucas. Depois, com a Crew Batidão Sonoro, Mr. Dagga começou a fazer a festa Ragga Jam que inicialmente acontecia em São Paulo, tornando-se um sucesso. Em todas suas edições teve RaggaDeMente como produtor e atração do evento junto com o Batidão Sonoro, influenciando muitos Mc´s e cantores de reggae do local.

Mais tarde RaggaDeMente se focou novamente em produção musical, criando instrumentais para artistas do mundo todo, pois não existia uma cena no Brasil que pudesse absorver todas suas produções, começou a trabalhar com empresas de fora do Brasil e em 2011 ele voltou aos palcos com um novo formato, cortou seus dreads, barba, mudando o visual e seu nome para Mister Dagga. Foi quando começou a desenvolver letras românticas, mas dançantes na batida do Ragga Dancehall.

É, a noite promete sacudir o Palafita. Abre com os DJs da Black Soul Samba, Uirá Pinheiro, Homero da Cuíca, Fernando Wanzeller e Eddie Pereira, segue com Mr. Dagga e ainda encerra com as super participações de Bruno BO, Dj Morcegão, Pro EFx, Guamat e Gaspar Du Norte.

Serviço 
No Palafita. Black Soul Samba fechando o semestre com DJs da Black Soul Samba - Uirá Pinheiro, Homero da Cuíca, Fernando Wanzeller e Eddie Pereira - , show de Mr. Dagga e, fechando a noite, com os convidados Bruno BO, Dj Morcegão, Proefx, Guamat e Gaspar Du Norte. A partir das 21h. Quanto: R$10,00 – com meia entrada para estudantes. Informações: Produção – 8413 0861 e blacksoulsamba@yahoo.com.br . Leia nosso Blog: www.blacksoulsamba.blogspot.com.

70 anos do Banco da Amazônia tem Portinari

Em 1957, Candido Portinari criou um mural para a nova sede que seria construída para o Banco de Crédito da Borracha, atual Banco da Amazônia, que está completando 70 anos de Fundação. A obra , que nunca saiu do papel, é um raro estudo em óleo sobre cartão, e será mostrada, a partir desta quinta, 05, no Espaço Cultural do Banco, dentro da exposição “Seringal”.

A obra original será apresentada através de um painel com recortes: o Seringal, a Natureza, o Trabalho e o Controle da Produção (Borracha). A programação vai contar ainda com um painel sobre o histórico do banco e um núcleo com a breve biografia de Portinari. 

A ideia foi apresentada ao Banco da Amazônia pelo professor e historiador Aldrin Figueredo, curador da exposição. “A obra que estamos expondo como parte das comemorações dos 70 anos do banco é muito significativa. Entre as infinitas imagens da Amazônia, o Seringal talvez seja a mais densa e eloquente. Um emblema, um símbolo e, ao mesmo tempo, a própria história que parelha à belle-époque equatorial”, diz Aldrin na apresentação da mostra. 

Na mostra, além da obra original, será mostrada também uma reprodução feita em escala maior, remetendo ao mural que nunca foi executado, além de reproduções de trabalhos de Portinari, alusivos à temática dos seringais e textos elaborados pela curadoria. 

Convidada pó Aldrin para fazer a expografia da exposição, a artista Nina Matos explica que tudo na montagem gira em torno deste estudo feito por Portinari, em 1957, na técnica óleo sobre cartão, com o tema Seringal. Na ocasião também será também exibido o filme Soldados da Borracha, de César Garcia Lima, que já participou de vários festivais de cinema. 

Seringueiros, outra obra de Portinari
“O estudo de Portinari é na verdade um tipo maquete para a execução de um mural para a nova sede do Banco de Crédito da Borracha, o atual Banco da Amazônia”, diz Nina. Para realçar a importância desta ação, em agosto também será lançada uma publicação, contendo a pesquisa do professor Aldrin sobre o assunto, acompanhado de uma palestra.

“Considero um presente maravilhoso estar envolvida neste projeto, no qual trabalho efetivamente pra difusão e valorização desta obra emblemática do acervo do Museu de Arte de Belém”, conclui Nina. 

Serviço 
“Seringal”  - 70 anos do Banco da Amazônia. Nesta quinta-feita, 5, às 19h, no Espaço Cultural do Banco da Amazônia (Avenida Presidente Vargas, 800). Visitação de 6 a 31 de julho, de 8h30 às 17h30. Entrada franca.

4.7.12

Você ainda pode se inscrever no Clic em Cena

A produção de cinema em documentários, videoclipes e animação, e o diálogo do audiovisual com o teatro, a dança, a literatura e a animação, além da história do centenário Cinema Olympia fazem parte dos temas que serão discutidos entre 8 e 10 de agosto no Culturas, Linguagens e Interfaces Contemporâneas – CLIC 2012. Os interessados ainda podem se inscrever e quem quiser também pode enviar seu curta para a exibição.

Aprogramação ainda não está completa, mas a organização do evento avisa que haverá espaço para exibir e falar sobe as produções que farão parte da mostra Clic em Cena. Mas corra, porque as vagas são limitadas.

Para inscrever seu filme através do blog do evento: http://portalclic.blogspot.com.br. O tema é livre e não haverá premiação.  No site também há como baixar e preencher o formulário. Até esta quarta-feira, 04, a inscrição custa R$ 10 e até o final de julho, R$ 15,00. 

O CLIC em Cena 2012 visa apresentar e discutir a produção audiovisual contemporânea, em especial a amazônica, de Belém, além de provocar intercâmbio e troca de experiências entre produtores e criadores em audiovisual da região, incentivando a criatividade e a produção técnica e conceitual dos interessados em tal temática. 

Já estão confirmado para os debates, Mônica Vieira, mestra em Letras e doutoranda em Antropologia, os atores e diretores Adriano Barroso e Saulo Sisnando, o Prof. Dr. Relivaldo de Oliveira, autor dos livros "Cinema na Amazônia: textos sobre exibição, produção e filmes" (CNPq, 2004) e "Amazônia, cidade e cinema em - Um dia qualquer e Ver-o-Peso" (IAP, 2012), além de Renato Nogueira, coordenador do Festival Osga, o publicitário e produtor Lucas Escócio e Marco Antônio Moreira, crítico de cinema e responsável pela programação do Cine Olympia.


1.7.12

Cênica Corporal Uma inicia suas ações em Belém

Contemplado com o Prêmio Funarte Klauss Vianna de Dança – Circulação/2011, o projeto “Cênica Corporal Uma” chega a Belém com a dança instalação móvel “Figuras Transitórias/Figuras Caminhantes”, resultado do trabalho desenvolvido por Francisco Rider, artista independente, nascido em Manaus, Amazonas. Com produção local da Produtores Criativos, o projeto vai realizar também debate e ação de convivência com artistas locais sobre a pesquisa corporal do ator e seu processo de criação.

Construído a partir do Prêmio Funarte Klauss Vianna de Dança, em 2007, o projeto agora mais uma vez premiado, está em circulação pelo país, provocando o encontro entre o intérprete, o público e o espaço urbano. As intervenções vão acontecer de 3 a 7, entre a Praça da República em um roteiro que vai da Praça da República ao Ver o Peso, sempre a partir das 9h30. Tendo como espaço a Casa da Linguagem, o debate só acontecerá no dia 6 de julho, aberto ao público, mas a convivência já inicia nesta segunda-feira e os interessados ainda podem se inscrever. No final desta matéria, você confere os detalhes da programação. 

As ações do Cênica Corporal Uma são baseadas nos fundamentos teórico-práticos desenvolvidos por Francisco Rider, durante dez anos em que ele viveu e trabalhou na cidade de Nova York, entre 1996 e 2006-EUA, destacando-se dentro da organização Movement Research e na Trisha Brown School. Trata-se de uma síntese de pesquisas e experimentações baseadas em práticas corporais, como a contact improvisation, o teatro físico, a improvisação, o movimento autêntico, a dança moderna e pós-moderna norte-americana, e de algumas abordagens somáticas, a partir da yoga, body-Mind Centering, Técnica de Alexander e Klein technique.

Através da obra Figuras Transitórias/Figuras Caminhantes, Rider e sua equipe proporcionam ao espectador mais do que um espetáculo, abrindo-lhe possibilidades inúmeras para se vivenciar o fenômeno artístico que pode estar em qualquer esquina da cidade e em meio às atividades cotidianas da rua. Ao mesmo tempo em que tudo é visível aos que caminham e transitam nesse ambiente, a performance traz vendedores ambulantes e ações comuns que muitas vezes passam despercebidas, em meio ao público circulante. É por tanto, uma performance, dança, teatro, arte visual, música, que juntos evidenciam a polifonia humana visual sonora, unindo o ambiente urbano à partitura coreográfica e à instalação artistica, com seus dispositivos sonoros imagéticos.

O Uma tem na trajetória inúmeros outros trabalhos premiados que também são resultado da pesquisa do ator, como o “Verde Banguelo/Alteração” (Prêmio Funarte Klauss Vianna de Dança 2009) e “BloCorpo” (Rumos Dança 2009/10 do Instituto Cultural Itaú de São Paulo). Francisco também já levou suas obras para fora do país, como o Love collection, a apresentado no Danspace-Saint Mark’ s Church - NYC – 2006; Reservoir, mostrado na histórica Judson Memorial Church – NYC – 2004 e The Amazon Invention, em Judson Church e no Performance Space 122 – NYC – 1997.

PROGRAMAÇÃO

Ação Convivência - inicia nesta segunda-feira, 02, será realizada até dia 06, sempre das 14h30 às 17h30, na Casa da Linguagem (Av. Nazaré, 31). 

Francisco Rider fará um trabalho cênico corporal para artistas, amadores ou profissionais, que tenham tem pelo menos um ano de experiência na área artística, em dança, teatro, circo, performance, música, street dance, capoeira, artes visuais ou plásticas. Para participar tem que ter idade mínima de 16 anos.  Inscrições pelo email produtorescriativos@gmail.com (Nome, Profissão/Função artística e carta de intenção) ou na Casa da Linguagem, com a equipe da Produtores Criativos (Av. Nazaré, 31).

Diálogo – nesta ação o projeto traz para um debate com artistas locais o seu processo de construção e a relação entre arte/social/política/visibilidade/ invisibilidade social. Em Belém, a conversa será mediada pelo Prof. Dr. Paulo Paixão, em colaboração com a equipe do Projeto Uma, no dia 06 de julho às 18h, na Casa da Linguagem (Av. Nazaré, 31). Entrada franca (não é necessário inscrição).

Intervenções urbanas - "Figuras Transitórias / Figuras Caminhantes -Projeto Circular", vai estar de 03 a 07 de julho, às 09h30, se deslocando da Praça da República ao Ver-o-Peso.

Veja o roteiro – julho

  • Terça-feira, 03 – Praça da República, calçada de confluência da Presidente Vargas, Assis de Vasconcelos e Serzedelo Correa.
  • Quarta-feira, 04 – Praça da República, calçada Presidente Vargas com a Riachuelo.
  • Quinta-feira, 05 – Calçada em frente ao Banco do Brasil (Av. Presidente Vargas, 230, Entre 28 de setembro e Santo Antônio.
  • Sexta-feira, 06 – Espaço da Palmeira, Senador Manoel Barata, entre Frutuoso Guimarães e Padre Prudêncio.
  • Sábado, 07– Feira do Ver-o-Peso, em frente ao Solar da Beira.

Serviço
Projeto Cênica Corporal Uma(Manaus/AM). Direção artística: Francisco Rider. Criação e Performers: DamaresD`Arc ou Francisco Rider. Videomaker: Ednaldo Passos. Diretor técnico: Diego Batista em colaboração com Jorge. Produção Local: Produtores Criativos. Informações: (91) 8198.9394 (tim) / 8805.0595 (oi) / 9111.2076 (vivo).