20.2.16

Lucas Estrela faz show de lançamento do 1º disco

Fotos: Gustavo Aguiar
“Sal ou Moscou” será ouvido, ao vivo, hoje (20), a partir das 20h, na Sala Mestre Laurentino, na loja Na Figueredo (Gentil - entrada franca). Além da apresentação, o lançamento também é on line, nas principais plataformas digitais, incluindo iTunes, Spotify e Deezer.

O álbum é instrumental. Traz nove faixas, em que Lucas experimenta guitarrada e tecnobrega, ritmos que remetem a visualidade de praias populares do Pará e pintam experiências urbanas da cidade de Belém, como a vida na feira do Ver-o-Peso entre outras cenas do cotidiano paraense.

As matérias primas do álbum independente recebem influências do músico Pio Lobato, ídolo e parceiro de trabalho, e imprimem as visões sensoriais, referências e linguagem próprias de Lucas, deixando o ritmo mais pop, apontando em direção à consolidação de uma nova leitura para a guitarra paraense.

Duas músicas que introduzem o disco, “Sal ou Moscou” e “Te Abicora” foram resgatadas de produções já existentes. A terceira faixa, “Atalaia 2000” é uma homenagem à popular praia de Salinópolis, um dos balneários paraenses mais visitados nas férias. “Eletrocarimbó”, “Saudades de Belém” e “Esquina do Veropa” são as faixas que consagram o disco como um produto paraense. 

Da parceria com Pio Lobato há registro também na música “2x2”, em que ambos assinam a composição, lançada no disco homônimo de Pio, em 2015. A mesma música fecha o disco com releitura produzida pela dupla de rappers ingleses Mixtape Brothers. 

A parceria entre os dois, fruto de uma amizade iniciada em São Paulo, rendeu ainda uma música cantada, com letras que falam de belezas brasileiras. O disco homenageia os tecnobregas românticos com “Brega da Babi”, completando o álbum de estreia de Lucas Estrela.

As guitarras foram gravadas em seu home estúdio, ainda em São Paulo, e deram corpo à textura de Sal ou Moscou, que ganhou corpo a partir de experimentações com os sintetizadores de computador, já anunciando a estética final do trabalho. A outra metade da produção foi feita em Belém, tendo finalização do engenheiro de som paraense Assis Figueiredo.

Sobre o artista - Lucas Estrela tem apenas 23 anos, mas já desenvolve um dos trabalhos mais curiosos da cena contemporânea de música paraense. Experimentando a música instrumental, o músico também é apaixonado por audiovisual, produzindo em 2015 o cine-concerto “Arboreal”, que apresenta imagens de diversas cidades brasileiras e de Buenos Aires, com música ao vivo, sendo composta para traduzir os lugares em “paisagens sonoras”. 

Para chegar até alguns desses sons, o músico desenvolveu instrumentos próprios, que são usados no show/exibição do longa, que integrou a programação do 10º Festival Se Rasgum, também no ano passado. Residindo em Belém, Lucas integra a banda do parceiro Pio Lobato e da cantora Liège, com a qual divide composições que complementam o trabalho da artista.

Serviço
Show "Sal ou Moscou". Neste sábado, 20 de fevereiro, a partir de 20h. Na Figueredo – Av. Gentil Bittencourt, 449, entre Tv. Benjamin Constant e Tv. Dr. Moraes – Nazaré. Entrada gratuita.

(Holofote Virtual com informações da assessoria de Imprensa - Gustavo Aguiar)

18.2.16

Clei Souza de volta às origens "À plenos pulmões"

O lançamento será neste sábado, 20, no bar Sabor Gentil, abrindo com um sarau de poesia, seguido das apresentações das bandas Folha de Concreto, Khoan e Muitos Séculos de uma Vez, além da participação de Josi dos Santos - voz e violão.

Não é só um livro. "Ã Plenos Pulmões" vem acompanhado de um CD, com as canções, cujas letras de autoria de Clei de Souza alimentaram trabalhos das bandas Coisa de Ninguém, Folha de Concreto e Kem Pariu Eutanásio. O livro-musical, digamos assim, reune uma produção que se encontrava até então dispersa. "É um diálogo com as minhas origens poéticas, pois o primeiro contato com a poesia se deu por meio de algumas letras de canções, inicialmente no rock, depois na MPB", diz Clei. 

"Em grande parte, foi o contato com essa produção que me levou a buscar conhecer mais profundamente a poesia nos livros. Isso também influenciou na minha decisão de fazer meus livros artesanais e vendê-los na cidade, e de aceitar o convite para ser letrista de banda”, revela.

Embora se trate do mesmo letrista, as composições se diferenciam, ao se adequarem às propostas dos grupos. As letras para a banda Coisa de Ninguém são as mais antigas e mais conhecidas, em que a dicção poética é mais ácida. Em seguida temos as letras feitas para a banda de blues Kem Pariu Eutanásio? -  com uma atmosfera mais boêmia e maldita.

As letras mais recentes são para a banda Folha de Concreto, criada em 2012 pelo autor em parceira com Jeová Ferreira, do Coisa de Ninguém. Clei diz que há uma forte tradição brasileira no que diz respeito à poesia cantada. O Escritor afirma que no Pará, essa tradição já era forte desde Waldemar Henrique.

Sobre o autor - Clei Souza é poeta, Mestre em Estudos Literários. Autor de contos, poesias e poemas publicados em livros autorais e antologias. O primeiro o livro de poemas "Úmido", foi lançado pela Fundação Tancredo Neves, resultado do prêmio literário Dalcídio Jurandir, em 2012.

Em 2009, premiado pelo edital Literatura da Escola de Governo do Pará na categoria de poesia visual. No ano de 2010, recebeu menção honrosa no prêmio Dalcídio Jurandir de Literatura e o prêmio Inglês de Souza de Literatura, da UFPA, na categoria poesia.

Em 2011, gravou o álbum Folha de Concreto e no ano seguinte, ganhou o concurso de Literatura de Castanhal. Em 2013, menção honrosa no prêmio de poesia Belém do Grão Pará e realizou a Mostra Universitária da Canção Paraense. Em 2014 organizou o ciclo literário Conversa com Versos, com diversos poetas e também a II Mostra Universitária da Canção Paraense, em Marabá. Ano passado, lançou "Asa Que-Brada", seu segundo livro de poemas.

Serviço
Lançamento do Livro Música de Clei Souza. Neste sábado, 20 de fevereiro, a partir das 20h, no bar Sabor Gentil - Av. Gentil Bittencourt, entre as ruas Alcindo Cacela e 14 de Março (próximo ao bar Botequim. O livro estará disponível para venda: R$ 15,00.

17.2.16

Allan Carvalho lança o primeiro CD da carreira solo

Unindo suas influências locais com a música brasileira e do mundo, o músico, compositor e cantor, lança “Oura", nesta sexta, 19, às 11h, ao vivo, pela Rádio e TV Cultura, e no sábado, 20, no Espaço Cultural Apoena, às 22h. O trabalho teve início ainda em 2010, de forma independente, com apoio de amigos e familiares, além do selo Na Music, Rede Cultura de Comunicação e do edital do Programa Seiva, de projetos artísticos, da Fundação Cultural do Pará.

“Eu mandei fazer uma bandeira de ouro amarela/para hastear quando for mês de junho/verão”, diz a letra da toada de boi em homenagem a Mestre Cardoso e ao Arraial do Pavulagem. "Bandeira", que abre caminho, anuncia chegadas e abençoa partidas, na faixa de abertura de “Oura”, álbum de estreia de Allan Carvalho, é carregada de simbolismo. A canção dá título ao disco exalta as raízes musicais do artista e pede passagem à cultura popular para trilhar outra jornada.

“Eu quis iniciar com a tradição de uma toada de boi-bumbá apontando para o futuro, pela singeleza dos meninos. Por isso os trouxe para o CD, de cara, na primeira canção. É uma forma política de entoar uma sonoridade tradicional no meio de uma de tendências descartáveis no mercado”, explica o compositor paraense, que canta a faixa ao lado dos filhos Heitor, 13, e Hermeto, 5. O mais novo, ao tentar pronunciar a palavra ouro, acabou ajudando a cunhar o nome do álbum.

A toada prepara o ouvinte para um diálogo com a cidade e sua confusão de sons e olhares. No decorrer de nove composições, Allan faz sátiras das modas radiofônicas e televisas, alfineta a indústria de massa, posiciona-se contra as armadilhas do mercado e à intolerância do mundo. 

Inspirando-se na poesia de ontem e de agora para absorver toda a forma de arte e apresentar sua própria versão, "Oura" é um disco que canta o amor. O cafona, o brega, o que dilacera e alucina. O clichê. O amor em todas as suas possibilidades. 

“Tento encontrar, no meio das minhas produções com outros parceiros (do fazer tradicional), uma outra forma de olhar o meu lugar e seus fenômenos. Encontrei nesta forma mais solta de compor e olhar, me debruçando sobre o modo descartável das modas, porém necessários de investigar, uma saída, uma fresta... E não podia deixar de tirar uma onda com esse modelo massivo.  Usei desses esquemas pra criar uma FM paralela em minha música, com letras leves, especialmente sobre o amor, com ritmos - inclusive ‘inventei’ uns- bem badalados deste circuito”, explica o artista.

Da canção de abertura, o trabalho segue com a brega-rock “Tá Russo”, que traz inserções de Menudos até Arrigo Barnabé.  “Ela dá uma alfinetada na comunidade artística que se sujeita ao modismo, vendendo a aura ao capeta capital”, comenta o artista. Na sequência, a tango-bossa “Que Brega É Você?” narra o drama de uma personagem cafona às voltas ao ter de admitir que o amor é maior que seu status e intelecto.

No bilhete amoroso, com toque anos 80, “Corticoide”, declarações e entrega. Na balada “Sei Lá, Entende?”, o romance e o desespero para manter sempre pulsando o afeto estão presentes na carta de amor à mulher, Aninha Moraes.  

O romance também marca “Vai”, balada com cara de trilha sonora de novela das sete. “Vem pra falar de um amor escondido, proposto a viver num paralelo mundo afora”, completa o músico. Em “Tudo”, o artista canta a devoção amorosa, capaz de tudo pelo outro. E, para falar novamente sobre amor, há “Tchê-Tchê-Tchê”, em uma levada reggae-axé music, o peso da oralidade na letra em citações musicais e poéticas, com inserção das vozes de Manuel Bandeira e Ronaldo Silva.

“Profissionais do meio artístico, produtores, familiares, amigos de longa data e os mais recentes, que contribuíam com seus trabalhos e recursos para que o CD nascesse. Amizade mesmo! Isso tornou o caminho mais tranquilo, embora duradouro”, comenta Allan. Com a amizade, ele encerra o disco com “Tá, meu bem?”, canção-bandeira em defesa dos amigos gays. um funk-sumba em homenagem a todas as formas de amor.

Serviço
Disco “Oura”, de Allan Carvalho. Lançamento, dia 19, às 11h, pela Rádio e TV Cultura, canal 2. No dia 20,  de fevereiro, no Espaço Cultural Apoena (Av. Duque de Caxias n°450), a partir das 22h. Ingresso: R$ 10 + 1kg de alimento não perecível. Valor do disco: R$ 20,00.

16.2.16

Shows apoiam percussionista Arythanan Figueiredo

Arythanan Figueiredo recebe solidariedade e carinho dos amigos, que em apoio ao artista fazem um show dia 18, a partir das 21h, no espaço Fiteiro, e ainda uma feijoada pra sambar muito no dia 28 de fevereiro, domingo, a partir do meio dia, no Templários. Veterano e companheiro de grandes jornadas musicais, ele recentemente passou por uma intervenção cirúrgica e vai ficar uns seis meses de ‘molho’, por recomendação médica. As iniciativas têm como objetivo ajudá-lo a obter um fundo financeiro ao tratamento, até que volte a ativa! E ele voltará, com toda a força de um tambor!  

Intitulado “Batuque da Alma”, a apresentação da próxima quinta-feira, 18, no espaço Fiteiro, conta com participação de vários músicos. Já estão confirmados Adilson Alcântara, Félix Robatto, Márcio Montoril, Mundo Mambo, Pedrinho Cavallero, Vitor Lima, Alcyr Guimarães e Maurício Nery, entre outros. No domingo, 28, vai ter banda Jorge Ben Cover, Pedrinho Cavallero, Pedrinho Callado, Cabinho Lacerda, Bilão e Convidados.

Além das duas apresentações, também está on line uma campanha de financiamento coletivo, pelo site Eu Patrocino (http://www.eupatrocino.com.br/arytana-e-a-base). O público ganha duas belas oportunidades para homenagear o percussionista e ainda pode contribuir com valores bem acessíveis, aderindo à campanha, podendo ganhar, entre outras recompensas, CD´s, livros e DVD´s de artistas paraenses, companheiros de trabalho de Arythanã, que gentilmente estão cedendo seus produtos ao projeto.

Depois de passar o final de 2015, de 24 a 31 de dezembro, com uma apendicite que supurou, e realizar uma cirurgia delicada, que levou 25 pontos por dentro e por fora, Arythanan espera que todas as iniciativas tragam este apoio financeiro que está sendo uma grande preocupação, já que seu ganha pão, a música está comprometido com seu estado de recuperação. 

“Não posso me queixar dos amigos colegas e da família. Só tenho que agradecer. É como dizia minha mãe Pura (falecida aos 88 anos ) ‘quem quer fazer por mim, que faça em vida, porque depois , não preciso de nada’. O pior já passou só não posso fazer esforço algum, por isso peço essa ajuda porque a recuperação vai durar meses, e só me recuperando direito é que aí sim vou poder trabalhar e fazer o que mais gosto na vida, que é musica e a arte da percussão”, diz o artista.

Pioneiro na arte e cultura da percussão

Em sua trajetória, Ary, como é carinhosamente chamado pelos amigos, já integrou grupos igualmente pioneiros na cena musical paraense como o Sol do Meio Dia, na década de 1970, Os Panteras, nos anos 1980, fundando em 1987, o Arraial do Pavulagem e banda Warillou, em 1990.

Pai de dois filhos, sendo que um deles também é músico como ele. Ytanaã Figueiredo, formado pela Fundação Carlos Gomes e UEPA, com Licenciatura em Música, tem especialidade em canto Lírico e é percussionista, que fez carreira tocando na banda La Pupuña e que hoje acompanha Félix Robatto. “No show de quinta-feira, ele vai cantar uma música minha chamada ‘Pera Eu’, gravada pelo Pavulagem na voz do Rui Baldez, em 1997, no primeiro CD do Arraial”, conta Arythanan.

Já o segundo filho, Oranyan Moraes é desportista. “Ele enveredou para o lado dos esportes, mas os dois na realidade vieram com o meu DNA, porque se eu não fosse artista, teria sido um desportista, que sempre foi algo presente na minha infância”, confessa.

Carreira de 45 anos

O artista tem 45 anos de carreira, formando outros músicos e com vasta pesquisa de ritmos amazônicos. “São pesquisas não só de ritmos Amazônicos, mas qualquer ritmo que venha contribuir pra minha vida como músico”, enfatiza. “Durante esses anos elas só têm me ajudado a entender que todos os ritmos são irmãos, apesar das diferenças de continentes. É como diz Eliakim Rufino, tudo índio tudo parente”, diz o músico.

Atualmente ele também trabalha para a realização de um projeto Lítero-Percussivo, que reúne poemas do livro Batuque, obra do poeta Bruno de Menezes. “Esse trabalho começou em 2008, era uma ideia antiga, pois eu sempre fui apaixonado pelos poemas do Bruno de Menezes, sempre gostei de desafios e esse é um deles, musicar poemas. Ainda falta muita coisa pra finalizar o trabalho, até porque não é algo comum, e tive e estou tendo algumas dificuldades, mas isso não vai me impedir de concluí-lo. Gostaria de registrar o apoio forte do Ná Figueiredo, Thiago Leite e de dos poetas e dos músicos que vão fazer deste CD, um marco na historia do PARÁ”, explica.

Filho do Marajó, nascido no dia 3 de março de 1958, Arytanan é um símbolo vivo da diversidade musical amazônica. Já gravou e tocou com a maioria dos artistas dessa região, como Ruy e Paulo André Barata, Nazaré Pereira, Waldemar Henrique, Guilherme Coutinho, Nilson Chaves, Luccinha Bastos, Marco Monteiro, Eloy Iglesias, Alfredo Reis, Sebastião Tapajós, Daniel Benitez, Adermo Matos, Guimarães de Barros, Altino Pimenta, Álvaro Ribeiro, Orlando Pereira, Grupo Anestesia Geral, Pinduca, Banda Nova, Fafá de Belém, Alípio Martins, Beto Barbosa, além de Cláudio Nucci, João do Vale, Márcia Ferreira, Orquestrar Sinfônica do Teatro da Paz. A lista é interminável. 

Teatro e arte de construir instrumentos

Ary trilhou ainda espetáculos de dança, com Vera Torres e Clara Pinto, e espetáculos de grupos marcantes da história do teatro em Belém, como o Cena Aberta e o Experiência, Clara Pinto. 

“As experiências são muitas e me ajudaram na formação desse aprendizado, como as manifestações populares. Cito, por exemplo, o cordão de pássaro, do boi, de peixe, grupos folclóricos, escolas de samba, grupo de dança, de teatro, terreiro de macumba. Do Arraial do Pavulagem fui um dos fundadores, junto com Ronaldo Silva, Júnior Soares e Rui Baldez, todos fizeram parte da minha vida”, conta Ary.  

Arythanan também é um mestre na confecção de instrumentos.  Foi um dos primeiros a construir instrumentos de percussão, até porque na época em que iniciou a carreira não havia muita facilidade em se adquirir um por bom instrumento por aqui. “Era década de 60. Quem constrói ou transforma tem que ter um olhar mais sensível e estar atento no que pode ser transformado, então hoje sou um transformador que constrói com alma de Luther. Vocês vão ter oportunidade de vê-los, em breve”, revela, finalizando a entrevista.

Serviço
Show Batuque da Alma, nesta quinta-feira, 18, a partir das 21h. No Fiteiro: Av. Visconde De Souza Franco, 555 (Av. Senador Lemos e Av. Jerônimo Pimentel), Ingressos ON LINE já à venda R$ 20,00. Mais informações: Telefone (s): 91 9819.08453. Feijoada no Templários, no dia 28 de fevereiro (domingo), a partir do meio dia - Rua Vinte e Oito de Setembro, 1155 - Reduto, Belém - PA, 66052-355
Telefone:(91) 3224-4070.

15.2.16

Dramaturgia de Ilo Kruglí chega em solo paraense

Fotos: Cacá Bernardes
Circulando pela primeira vez na Região Norte, a Cia. São Jorge de Variedades (SP) traz ao público paraense o espetáculo “São Jorge Menino”. Elaboado pelo diretor Ilo Krugli, fundador do Teatro Ventoforte (SP), à convite da companhia, a dramaturgia inédita surge a partir da figura legendária do cavaleiro São Jorge. A programação, que inclui também uma oficina de teatro, será realizada em Santarém Novo e Belém,  nos dias 16 e 17, e 19 e 20, respectivamente. Tudo gratuito e aberto ao público de todas as idades. 

O dramaturgo llo Krugli ao falar de seus trabalhos infantis – inúmeros e de excelência incontestável – diz que trata-se de um teatro feito para crianças de até 100 anos. Um dos maiores artistas do teatro brasileiro, Ilo tem em sua trajetória larga experiência em movimentar o imaginário de todas as idades.

A circulação também é comemorativa aos 15 anos de existência da companhia, que se aventurou numa experiência artística voltada para o público infantil e seus familiares. Com esta montagem, o grupo concretiza o sonho antigo de criar uma peça em que as crianças e seus familiares participam ativamente da apresentação, festejando a possibilidade de encontro e sonho que o teatro proporciona.

O texto de Ilo Krugli, São Jorge Menino, conta a história de Jorge, um menino de rua, que dorme em cima de uma estátua de São Jorge no momento de sua inauguração. Ao retirar os panos que cobrem a estátua, todos ficam em dúvida sobre o verdadeiro santo, o menino ou a estátua. E assim, Jorge começa a caminhar e a levar o público por uma verdadeira saga de São Jorge. 

Já na saída, a grande mãe, a nossa mãe da rua, o batiza de São Jorge e o menino segue a sua trajetória por uma imensa rua de papel que surge aos olhos do público. Jorge conhece os pintores Candinho e Dica, que pintarão o futuro e o passado dentro do espetáculo, uma homenagem clara aos pintores Candido Portinari e Di Cavalcanti.

Uma imensa Lua traz o descanso, os momentos onde Jorge dorme e pode sonhar. O menino conhece também os habitantes de um muro, onde estão presos como escravos, índios, e trabalhadores. Jorginho conversa com o muro e com as pessoas que estão presas atrás dele, sonhando um dia poder libertá-las.

Das lágrimas de Jorge surge Glauber, uma referência ao cineasta Glauber Rocha, que o ajuda a enfrentar os dragões da Maldade e o ensina sobre utopia. Por fim - após perder a visão na luta com os dragões ao tentar libertar sua amiga, Mariela do Campo Limpo, que estava presa num arranha-céu moderno, espelhado e muito alto - Jorge volta à estátua de São Jorge, se encaixando na mesma posição do início da história. 

Nesse momento, Mariela do Campo Limpo retorna após fugir da ‘Torre’ e de suas lágrimas Jorge volta a enxergar. A peça termina com a festa de casamento de Mariela e Jorge. “São Jorge Menino” é apresentado em espaços abertos e acontece no formato de um grande cortejo cênico que se desenvolve no percurso de uma ponta à outra de uma “rua”. Em cima da concretude empoeirada da cidade, desenvolve-se a história e constrói-se uma rua poética. 

Em Santarém Novo, o espetáculo será apresentado no Ginásio da cidade e em Belém, na área aberta do Centur, na Fundação Cultural do Pará. A peça investiga o tempo/espaço dos rituais e das festas, numa manifestação artística onde a plateia interage diretamente na encenação celebrando o encontro. Crianças e seus familiares são também protagonistas da obra tanto quanto os artistas em cena. A montagem conta com dez atores e quatro músicos que regem a festa no intuito de transformar a encenação numa grande e gostosa brincadeira.

A direção geral  é de Rogério Tarifa.  A direção musical é de Lincoln Antonio, que também é integrante do grupo A Barca. As composições são de Jonathan Silva , o cenário é assinado pelo Ateliê La Tintota e os figurinos por Anahí Santos.

Todo o cenário e os figurinos são confeccionados com diferentes tipos de papéis. Já que no espetáculo são prestadas homenagens aos pintores Cândido Portinari e Di Cavalcanti, a ideia é que esses corifeus junto com seu coro (público), literalmente pintem o cenário. 

Como a encenação acontece em uma “rua” feita de papel, ela é construída diariamente junto com o público e ao final de cada apresentação temos uma rua diferente numa grande instalação construída por todos. Nessa via, as crianças conhecem os pintores Dica e Candinho,  participam com os atores da apresentação e descobrem que o teatro é invenção de mundo, é jogo, é uma relação criativa com a vida.

Oficinas - Além das apresentações, a Cia. São Jorge de Variedades oferece também gratuitamente a oficina “Ao Coro Retornarás” para interessados em geral. A oficina é ministrada por integrantes do grupo e aborda temas e processos que fundamentam a criação do espetáculo e a prática artística da Cia. São Jorge.

Todas as atividades são realizadas com o apoio da FUNARTE, pelo Prêmio Myriam Muniz – Circulação de espetáculos de Teatro. No Pará o espetáculo tem parcerias com a Fundação Cultural do Pará, Casa Sesc de Artes Cênicas, Secretaria Municipal de Assistência Social e Diretoria de Esporte e Lazer de Santarém Novo.

Serviço
  • Em Santarém Novo
  • Dia 16/02 (terça) – Oficina “Ao Coro Retornarás” – de 15 às 18 h, no Salão do CRAS (Av. Francisco Martins, Centro) – Inscrições Gratuitas.
  • Dia 17/02 (quarta) – Apresentação do espetáculo – às 19 h, no Ginásio Municipal – Entrada Franca.
  • Em Belém
  • Dia 19/02 (sexta) – Oficina “Ao Coro Retornarás” – de 9 às 12 h, na Tv. Pe. Eutíquio, próximo ao Shopping Pátio Belém, Batista Campos - Inscrições Gratuita.
  • Dia 20/02 (sábado) – Apresentação do espetáculo – às 19 h. na Praça do Povo do CENTUR – Entrada Franca.
Informações: 
Isabel Soares / Produtora – (11) 99644-8014
Isaac Loureiro / Prod. Local – (91) 99993-2613 / 98191-6690

14.2.16

Uma história de amor em plena floresta amazônica

Utilizando elementos do universo clown e música ao vivo, "A Poção do Amor", espetáculo infantil do grupo Art Palco (TO), será apresentado no próximo final de semana, no Teatro Waldemar Henrique, com três sessões: às 19h, no sábado (20) e, no domingo (21), às 15h e 17h. O ingresso custa R$ 20,00, mas cada sessão tem 50 lugares gratuitos destinados a crianças de ONGs e escolas públicas de Belém. Mais informações: (91) 98327 6779.

Adaptação de "A Poção Mágica", do dramaturgo mineiro, Mauro Alvim, o espetáculo que chega agora ao público paraense, traz a história de uma pombinha que deseja conquistar nada menos que o amor do Uirapuru, o pássaro mais lindo e de canto mais belo de toda a floresta Amazônica.

Para conseguir seu amor, ela conta com a ajuda de sua amiga Maritaca. O que a pombinha não sabe é que o Dr. Carcará, o feiticeiro mais malvado da floresta, fez uma poção do amor justamente para conquistar o coração dela, criando assim uma grande aventura ao lado do ganancioso Urubu.

Com direção de Luiz de Lima Navarro, e adaptação de George Henrique e Tatiane Cristina, "A Poção do Amor" está em sua primeira circulação. Após as apresentações em Belém, ainda passará pelos estados de Roraima, Amazonas, Maranhão, encerrando a turnê no Tocantins, na cidade de Araguaína, onde o grupo hoje é sediado, desde 2012.

Em 2013, o espetáculo chegou a ser indicado aos prêmios de Melhor Iluminação e Melhor Trilha Sonora no Festival Ipitanga de Teatro, na cidade de Lauro Freitas, Região Metropolitana de Salvador - Bahia e, em 2014, foi aprovado na categoria Circulação de Espetáculos pelo Edital da Fundação Cultural do Estado do Tocantins – Prêmio Arnaud Rodrigues. 

No mesmo ano participou da Mostra Cultural Aldeia Jiquitaia (SESC) e do Festival de Esquetes (SESC) em Palmas/TO, no qual arrebatou prêmios de Melhor Ator, Melhor Atriz e Melhor Direção.

Para as apresentações em Belém, o grupo ressaltou sua importância social, destinando 150 ingressos para estudantes de escolas públicas e ONGs, colaborando assim tanto para a formação de plateia quanto para inclusão social de uma parcela da sociedade que pouco tem acesso ao teatro. Com 55 minutos de duração, A Poção do Amor é um convite para toda a família, unindo a leveza de uma história de comédia romântica com a linguagem do clown.

Nascido em Uberlândia - MG, a origem do Art Palco está relacionada diretamente a um projeto chamado "Amigos da Escola". Em 2002, partindo para espetáculos de autoria própria, monta "Um dia a casa cai" (Saulo Gonçalves), "Uma história real" (George Henrique) e "Adolescência" (criação coletiva). No ano seguinte estreia "Apocalipse: Entre o Bem e o Mal" (Tatiane Cristina), um drama comportamental com uma repercussão muito positiva.

Em 2004, o espetáculo “Cadê o riso do palhaço” propõe uma reflexão lúdica sobre os benefícios do sorrir e entre 2005 e 2010, o grupo monta a série de espetáculos chamados "Casos Insanos', com os quais circulam pelas mineiras de Horizonte, Prata, Monte Alegre de Minas, Patos de Minas, Araxá, Araguari e Uberaba, recebendo, em 2009, o prêmio de Melhor Espetáculo pelo júri popular no 1º Festival de Comédia de Uberlândia - MG.

Serviço
Espetáculo infantil A Poção do Amor -  Grupo Artpalco (TO). No Teatro Waldemar Henrique – Praça da República s/n. Sábado, 20 de fevereiro – 19h. Domingo, 21 de fevereiro – 15h e 17h. Ingressos: R$ 20,00. Informações: (91) 98327 6779. Produção local: Companhia de Teatro. Apoio: Casa de Antônia, Navegantes Bar e Restaurante, Rádio Cultura - Funtelpa e EcoPousada Miriti. O patrocínio é do Atacadão, via Lei Rouanet.

(Holofote Virtual, com informações da assessoria de imprensa local: Dani Franco)

12.2.16

Cia AfroMundi traz suas obras premiadas a Belém

Desenvolvendo a dança afro-contemporânea e amazônica, a companhia nos apresentará os espetáculos de dança "Lágrimas Secas" e "Nascente em Chamas", um seguido do outro, com pequeno intervalo entre eles, hoje (12) e amanhã (13), no SESC Boulevard, sempre às 19h - Av. Castilhos França, 522. Informações: (91) 3224-5654.

A AfroMundi, que já se apresentou em várias capitais do país, na Colômbia e nos EUA, é uma das frentes do projeto "Rios de Encontro", que, desde 2009 vem desenvolvendo um trabalho social na comunidade ribeirinha afro-descendente Cabelo Seco, na ponta entre os Rios Tocantins e Itacaiúnas, na cidade amazônica de Marabá, que sofre o terceiro maior índice de violência no país. 

Afirmando excelência artística, ação comunitária e colaboração internacional para advogar direitos humanos e cuidado eco-social em defesa de uma Amazônia sustentável, o projeto "Rios de Encontro" tem coordenação artística de Dan Baron, dramaturgo, teórico cultural e arte-educador inglês, que vive há muito anos no Brasil, desenvolvendo trabalhos nesta área, e é formado por jovens gestores inseridos em micro-projetos artístico-culturais da comunidade Cabelo Seco, apoiados por um núcleo gestor de suas mães produtoras na sua Casinha de Cultura. A gestão cultural do projeto é de Manoela Souza.

O "Rios de Encontro" tem, hoje, em seu repertório, o grupo musical Latinhas de Quintal, o projeto de jornalismo social Nem Um Pingo; o coletivo audiovisual Rabeta Videos, um Cine Coruja, Folhas da Vida: bibliotecas familiares e pela Cia  AfroMundi Pés no Chão, cujas apresentações de hoje (12) e amanhã (13) se tornam uma oportunidade única de ver de perto como a arte é um fator irreversivel de transformação social e ambiental.

O solo "Nascente em Chamas", que será mostrado nesta sexta-feira, teve estreia aqui mesmo, com a dançarina fundadora da AfroMundi, Camylla Alves, no final do 2015. A apresentação foi realizada com o Prêmio "Projetos Artísticos 2015", do Programa de Incentivo à Arte e à Cultura (SEIVA), da Fundação Cultural do Estado do Pará.

O espetáculo dialoga sobre a tragédia ecológica e social em Mariana, Minas Gerais. Após a recente classificação do rompimento das barragens como a pior catástrofe na história da mineração no mundo, e o deslizamento de mais lama em Mariana no dia 27 de janeiro, 'Nascente em Chamas' vem se tornando símbolo pela preocupação mundial sobre o futuro do planeta.

"Nascente em Chamas" dramatiza a noite quando a dançarina Mariana volta ao seu bairro 'revitalizado', e perdida, desce à margem do Rio Tocantins e cai num vinco de memória profunda na Orla. Vivencia a história feminina oculta da violação da Amazônia e começa entender o descuido, medo e silêncio do presente. Lutando para respirar nas fumaças da seca, Mariana se alivia no rio tóxico e contaminado, se transforma em uma alerta poético mundial. "Inspirado por artistas africanos e lendas amazônicas, o espetáculo relaciona a cicatrização do povo afro-descendente com a proteção dos rios amazônicos.

Já o "Lágrimas Secas ', amanhã, foi lançado também no ano passado numa balsa no Rio Tocantins durante o IV Festival Beleza Amazônica,  com  Camylla Alves, Lorena Melissa e João Paulo Souza, e recebe sua primeira temporada em Belém. 

"No espetáculo, nossa vida e as lendas do rio pegam fogo", explica Dan Baron, diretor artístico de AfroMundi. "Tudo seca, até a própria nascente. Buscamos situações extremas e poéticas para estimular nossas plateias reconhecerem sua realidade cotidiana que muitos pensam não podem transformar." Com 'Lágrimas Secas', AfroMundi foi contemplada com prêmio 'Novos Talentos 2014' da Funarte, do Ministério da Cultura.

A coragem da Cia AfroMundi de tratar questões sensíveis, a perda de comunidade e do equilíbrio ecológico, vem inspirando outros países se solidarizarem com a preservação da Amazônia e vislumbrar bairros excluídos como fontes de sabedoria e transformação social a partir da cultura popular. Depois de Belém, Camylla Alves e Dan Baron levarão 'Nascente em Chamas' e darão oficinas eco-culturais na China e em Nova Zelândia no mês de Abril.

11.2.16

AF exibe animação e drama do cinema francês

Em fevereiro, o Cine Club AF Belém exibe a animação “O Rei e o pássaro” (Le Roi et l'oiseau), de Paul Grimault e o drama Renoir, de Gilles Bourdos. Sessões, respectivamente, no dia 14, às 10h, no Sesc Boulevard e no dia 21,  às 15h, no Cine Líbero Luxardo. Entrada Franca.

A programação é promovida na cidade pela Aliança Francesa de Belém em parceria com o Centro Cultural Sesc Boulevard, o Governo do Estado do Pará por meio da Fundação Cultural do Estado do Pará, a Cinemateca da Embaixada da França no Brasil e o Institut Français, que por meio da plataforma online IFcinéma disponibiliza ao público paraense clássicos e contemporâneos da produção cinematográfica francesa.

O Rei e o pássaro (França, 1980) - No mundo dos desenhos animados, há um reino chamado Taquicardia. Nele, o rei é muito vaidoso, caprichoso, um tanto quanto cruel e, mesmo tendo uma péssima pontaria, adora cometer a crueldade que é caçar passarinhos. Como todo rei, esse também tem súditos falsos que realizam todas as vontades de Sua Majestade. Tudo muda quando em uma noite as estátuas e os personagens dos retratos do Rei ganham vida e se divertem pelo castelo e pelo mundo em volta.

Renoir (França, 2012) - Ambientada em 1915, a produção retrata os últimos anos de vida do pintor impressionista Pierre-Auguste Renoir, quando passa pelo tormento da perda da esposa, as dores de artrite e velhice, e a terrível notícia de que o filho Jean foi ferido em batalha. 

Neste triste cenário, uma jovem entra no mundo de Renoir, que é preenchido com uma energia nova e totalmente inesperada. 

Em chamas com a vida e beleza radiante, Andrée vai se tornar sua última modelo, além da fonte de um rejuvenescimento notável. De volta à casa da família para convalescer, o filho Jean também cai sob o feitiço da nova estrela ruiva do pintor. Mesmo com a forte oposição do pai, o jovem se apaixona pela moça. Enquanto isso, dentro de um Jean de vontade fraca, ainda abalado pela batalha, um cineasta começa a crescer.

  • O Rei e o pássaro

Data: 14 de fevereiro
Hora: 10h
Local: Centro Cultural Sesc Boulevard (Blvd. Castilhos França, 522)
Em francês com legendas em português
Entrada franca.

  • Renoir

Data: 21 de fevereiro
Hora: 15h
Local: Cine Líbero Luxardo (Av. Gentil Bitencourt, 650)
Em francês com legendas em português
Entrada franca.

9.2.16

Minc reúne contemplados do PRODAV 8 em Belém

O encontro terá dois momentos, na próxima segunda-feira, 15 de fevereiro, na sede da Representação Norte do Minc, sediada em Belém. Pela manhã, às 10h, reunem-se os produtores contemplados em 2015 e, às 18h30, a reunião será aberta, sobre a segunda edição do edital, que está com inscrição aberta até o dia 31 de março.

Em 2015, ao todo, 18 projetos da Região Norte foram aprovados no PRODAV 8, uma das Chamadas Públicas regionais da Linha de Produção de Conteúdos destinados às TVs Públicas, do Programa Brasil de Todas as Telas, e estão em produção. Destes, seis são de produtoras paranses. 

A reunião presencial entre os aprovados do primeiro PRODAV 08 das TVs Públicas e as Unidades Técnicas Norte e Central servirá para esclarecimento das próximas etapas de desenvolvimento das obras contempladas. “Apresentaremos um histórico da linha, prazos, veremos os cronogramas e as particularidades de cada projeto. Lembrando que é importante a presença de ao menos um integrante do projeto”, diz Clemilson Farias, da UT Norte.

Em 2015, produtoras das 26 unidades federativas participaram dos editais PRODAV/FSA, gerando 768 propostas inscritas, o maior número já alcançado por uma linha do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Do total de propostas inscritas, 94 foram selecionadas, contemplando 83 empresas brasileiras independentes, seis delas, no Pará, somando as 18 na Região Norte. No Amazonas foram oito propostas aprovadas, em Rondônia e Tocantins, uma proposta em cada, e mais duas no Acre.

Participação dos realizadores nas oficinas de 2015
No Pará, já estão em produção: “Amazônia ocupada”, da Green Vision, “Amazônia Postal”, da Rizoma Produções Audiovisual Ltda; “As lendas da turma do Jambú”, da 3D Produções; “Aurá, eu sou de lá” e “Squat na Amazônia”, da Visagem Serviço de Produção de Video Ltda, e "Os Dinâmicos", da Central de Produção Cinema e Video na Amazonia.

Produto da parceria entre a Agência Nacional do Cinema – ANCINE, a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SaV) e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a chamadas púbica tem como objetivo regionalizar a produção de conteúdos audiovisuais independentes. Além do Norte, todas as demais regiões tiveram projetos aprovados. Foram 16 propostas da Região Nordeste, mais 19 na Região Centro Oeste. Na Região Sudeste foram 23 e, na Região Sul, mais 18 propostas.

Até 2017, serão produzidas aproximadamente 250 horas de programação inédita (20h de obras seriadas de animação; 51h de obras seriadas de ficção; e 179h de obras seriadas e não seriadas de documentários) para cerca de 200 canais de programação da TV paga e emissoras que exploram a licença de radiodifusão educativa dos segmentos comunitário, universitário e educativo e cultural do Campo Público de Televisão.

Inscrições para nova edição e oficinas 

Oficina de documentário, focada na primeira edição do edital
As inscrições para a segunda edição das cinco Chamadas Públicas regionais da Linha de Produção de Conteúdos destinados às TVs Públicas, do Programa Brasil de Todas as Telas, que já estão abertas, serão o tema do segundo momento do encontro. 

Em Belém, as oficinas de formatação para projetos para o PRODAV iniciam na semana que vem, sendo uma de  animação, de 19 a 21 de fevereiro;  de ficção, de 2 a 5 de março e, de documentário, de 18 a 20 de março. As inscrições são on line.

Pelo segundo ano consecutivo, vai disponibilizar R$ 60 milhões, sendo 12 milhões para cada região, em recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), para investimentos em obras destinadas ao campo público de televisão, nos segmentos de TV universitária, comunitária e educativa e cultural.

Nos dois momentos do encontro a polêmica acerca da liminar que isenta as operadoras de telefonia fixa e celular do pagamento anual da Condecine, a Contribuição para o Desenvolvimento Cinematográfico Nacional, deve ser abordada, afinal o referido recolhimento representa mais da metade dos recursos do Fundo Setorial Audiovisual (FSA).

Seviço
Representação Regiolnal Norte - Ministério da Cultura: Av. Governador José Malcher, 474, Nazaré. Mais informações: (21) 9 6464 5716/ (92) 3215-4762 /(92) 3215-4736. Acesse o EDITAL do PRODAV 8 - 2016.

4.2.16

Cultura do bem comer no foco de Leonardo Brant

Pesquisador em cultura, escritor, documentarista e diretor, um mestre em gestão de patrocínio e planejamento cultural, Leonardo Brant estará em Belém, assim que o carnaval passar. Vem lançar “Comer o quê?”, no Teatro Gasômetro - Parque da Residência -, com exibição às 18h. A noite tem participação de chefs que foram entrevistados no documentário, lançamento de livro e bate papo.

Veganos, vegetarianos, saúde alimentar, produtos orgânicos. O posicionamento político, a crueldade praticada com animais. Uma indústria alimentícia desumana, visando o lucro a qualquer custo. 

A alimentação nunca foi um tema tão debatido.“Concordo”, diz Leonardo Brant, que na tarde de ontem atendeu a solicitação de entrevista para o Holofote Virtual. 

“Alimentação hoje é uma questão cultural, de saúde pública, de cidadania, de micro e macro economia. O modelo e a opção alimentar de uma pessoa é algo estruturante em sua vida, porque envolve sua cultura, sua identidade, suas crenças, consciência ambiental, tem repercussão na vida econômica, na saúde a curto, médio e longo prazos”, continua.

Produzido pela Deusdará Filmes, “Comer o quê?” teve desdobramentos como web série, mas chega agora ao público em formato de longa metragem.  O pré-lançamento de “Comer o que”, em Belém, é uma parceria entre o Instituto ATA, Instituto Paulo Martins e Centro de Empreendedorismo da Amazônia.

Para realizar o documentário, o diretor entrevistou vários chefs e pequenos produtores, indo para dentro de suas cozinhas e quintais. “Nossa ideia foi mostrar como cada um desses personagens se relacionam na vida cotidiana com a comida. E acabamos mostrando que uma opção alimentar é uma opção de vida”, diz o diretor. 

Alex Atala, Bela Gil, Helena Rizzo, Josimar Melo, Neka Menna Barreto, Marcos Palmeira, Marcio Atalla, Roberto Smeraldi, Fabiolla Duarte, Claudia Visoni, entre outros, conduzem o espectador por um passeio pela gastronomia nacional, apresentando melhor os hábitos alimentares dos brasileiros.

São chefs consagrados, produtores rurais, especialistas em nutrição, economia e gastronomia, que abordam temas como agronegócio, a comida como forma de sociabilidade, a incorporação de paisagens brasileiras à mesa, alimentos orgânicos, saúde e outros.

A noite conta com a presença de Bela Gil, que lança livro, e de Roberto Smeraldi, jornalista e diretor da OSCIP Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, além Leonardo Brant, que é também diretor de filmes como “À Distância”, “Prazeres & Pecados”, “Ctrl-V e da série “Os Criativos”. Codirigiu com Pedro Caldas “Luz na Crise” e “Tudo o que há no mundo”, além de “Ódio”, em parceria com José Sampaio, e “Encruzilhada”, com Lisiana Kieling.

Enfim, há muito o que conversar com Leonardo Brant, mas aqui, focamos no “Comer O Quê?”. “Estamos fazendo uma série de pré-lançamentos e capturando impressões que serão necessárias até o filme chegar, de fato, nas pessoas, pelos festivais, cinemas, televisão e meios digitais”, explica ele. Leia mais do nosso  papo vespertino, a seguir. 

Holofote Virtual: Acabei de ver alguns episódios da web série. Esteticamente, me parece que o documentário é como uma revista sobre saúde, pincelando um bocado de assuntos dentro do mesmo tema, nos enveredando pelo universo da gastronomia, do cultivo da terra, nos fazendo perceber questões relevantes da alimentação, também social e economicamente. Acho que tem vários assuntos ali, que realmente renderiam, por si só, um filme inteiro.

Leonardo Brant: Adorei sua definição. Não sei te dizer se isso é intencional. Acho que não. Mas não quero impor a minha visão sobre o filme. É uma obra aberta a diversas definições, gostos, interpretações. Acho que ela possibilita a abertura de muitos campos do conhecimento, muitas buscas. Mas antes de qualquer coisa, quis fazer algo despretensioso, trazer a questão para a simplicidade, para o cotidiano das pessoas. Se falar mais vou tentar definir ou tentar induzir uma leitura sobre a obra. 

Holofote Virtual: O interesse é amplo neste setor. Hoje em dia tem sempre alguém bem do seu lado falando sobre alternativas que fujam dos agrotóxicos, da lactose, do glúten, pessoas que dão exemplos de boa conduta alimentar... 

Leonardo Brant: Isso tudo não é uma questão apenas individual, pois tem impacto em toda a sociedade, pois envolve a relação desta sociedade com os recursos naturais, está intimamente ligada com a definição do modelo econômico, a estrutura social, política e cultural de todos. 

A gente vive sem carro, sem andar de avião e sem usar cosméticos, mas ninguém vive sem comer. E nunca paramos para pensar que a escolha do que comer é antes de tudo uma questão de cidadania, de uma vontade e uma consciência do indivíduo. É daí que vem a ideia do filme. 

Holofote Virtual: Você teve aprendizados que colocou em prática depois de dialogar com tanta gente especializada e que tem muito a dizer sobre o assunto?

Leonardo Brant: Eu já tinha uma consciência alimentar bem desenvolvida quando me envolvi com a produção. Já fiz, por exemplo, uma dieta higienista, que me privou por muito tempo de glúten, lácteos, alimentos transgênicos e com agrotóxicos, carnes, café, álcool, por exemplo. 

Esse processo traz muito auto conhecimento e sobretudo, uma consciência muito grande sobre o efeito de cada tipo de alimento sobre a sua saúde e bem estar. Mas aprendi muito com o filme. E continuo aprendendo, pois cada encontro para discuti-lo é um aprendizado. 

Holofote Virtual: O que dizer da gourmetização? Um mesmo prato, dependendo do lugar e de sua apresentação, pode variar muito de valor... Será que se alimentar bem, implica em ter um poder aquisitivo diferenciado?

Leonardo Brant: A indústria gastronômica é algo muito saudável, pois via de regra valoriza produtos locais, fortalece a cadeia produtiva e a cultura. Mas é claro que tem seus exageros. Isso é coisa do capitalismo, que alimenta e celebra os excessos e incentiva a gula. 

Holofote Virtual: Aqui você sabe temos um pé fincado na gastronomia. Expectativas para o encontro com o publico paraense?

Leonardo Brant:  Não há nada mais gratificante do que ver uma obra ganhar o mundo. As expectativas são traiçoeiras. Prefiro estar aberto para o que vier, ter humildade para aprender com cada momento que me é proporcionado. Receberei de peito aberto.

Holofote Virtual: Você está realizando um novo projeto, ou outros projetos no momento quais?

Leonardo Brant: Muitos projetos, mais do que eu daria conta. Estou fazendo uma outra parceria com a Graziela Mantoanelli, que fez a pesquisa e a produção executiva do COMER O QUÊ?. É um filme sobre amamentação, chamado De Peito Aberto

Acabamos de fazer uma campanha bem sucedida de financiamento coletivo e começamos a filmar há duas semanas. No final do ano fiz uma ópera-filme chamada Psiquê, que será lançada ainda no primeiro semestre de 2016 e estou trabalhando no desenvolvimento de outras propostas e projetos próprios que não estão maduros o suficiente para divulgar.