20.5.11

Larissa Wright em temporada no Sesc Boulevard

A artista australiana radicada em Belém rende homenagem a suas cantoras preferidas de jazz, blues, bossa e soul. No repertório tem Etta James, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Nina Simone e Billie Holiday. E tem mais. “Também vou apresentar, pela primeira vez, algumas musicas de minha autoria”, avisa.

Até final de maio Larissa estará sempre aos sábados mostrando seu trabalho, acompanhada por Edagr Matos (piano), Patrick Florêncio (baixo) e Edvaldo Cavalcante (batera). Neste final de semana, especialmente, o show também traz participações de Jô Ribeiro (trombone), Kim Freitas (guitarra), Elias Coutinho (saxofone) e Kalie Akel (violino).

A cantora, que cresceu no Sul da Austrália na cidade de Adelaide, começou a cantar com o pai dela, que tocava violão. Larissa quando criança já se destacava, a partir de seus 10 anos ela já tocava clarinete. 

Na mesma cidade, Larissa teve a oportunidade de aperfeiçoar sua voz através de aulas de canto, assim como aprimorar seus conhecimentos como instrumentista, aprendendo a tocar flauta e clarinete baixo.

Desde 2000, a cantora já percorreu vários lugares do mundo cantando muito pop, rock, reggae, bossa nova, blues e jazz. Os brasileiros tiveram a oportunidade de conhecer o talento de Larissa quando em 2008 ela foi uma das atrações do Jeri Sport Music Festival, evento que ocorreu na cidade de Jericoacoara no Ceará.

A vinda de Larissa para Belém se concretizou através de um convite dos integrantes da banda Juca Culatra e Power Trio, que naquela época estavam se apresentando em Jericoacoara e estavam hospedados na casa da cantora. Entre as influências musicais estão as cantoras Janis Joplin, Ella Fitzgerald, Etta James e Billie Holiday.

Em Belém, Larissa já teve a oportunidade de passar por lugares como o Cosa Nostra Caffe, Baiacool Jazz Club, Studio Pub e Leblon. Agora chega a vez do SESC Boulevard. Todo sábado de maio, a partir das 19h – Av. Boulevard Castilho França, n°522/523, em frente à Estação das Docas. Informações: (91) 3224-5654/5305 (Centro Cultural SESC Boulevard). Entrada franca.

18.5.11

Gruta estreia espetáculo premiado com texto de Gero Camilo

Aldeotas traz de volta à cena teatral, o grupo Gruta e os atores Adriano Barroso e Ailson Braga, com direção de Henrique da Paz. A peça estreia nesta quinta-feira, 19, no Teatro Cuíra, ficará em temporada até dia 29 de maio, sempre de quinta a sábado, ás 21h e nos domingos, às 20h.

O texto é do ator-poeta e dramaturgo Gero Camilo, artista mais conhecido pelas excelentes atuações no cinema, como em Carandiru (Hector Babenco), Bicho de Sete Cabeças (Lais Bodansky), que lhe rendeu o prêmio de melhor ator coadjuvante no 33º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e no Festival de Cinema de Recife, ambos em 2001, e em “Narradores de Javé” (Dir. Eliane Caffé), ao lado de José Dumont e Matheus Nachtergaele.

Formado pela Escola de Arte Dramática da USP, Camilo também atuou em “Cidade de Deus”, “Madame Satã”, “Abril Despedaçado”, “Cronicamente Inviável”, “Domésticas”. Em televisão, participou dos episódios “As aventuras de Chico Norato contra o boto vingativo” e “Hoje É Dia de Maria”, direção de Luis Fernando Carvalho na TV Globo.

Encontro à beira do Tapajós - No ano passado, Gero Camilo passou alguns meses em Santarém, filmando “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios”, longa de Beto Brant, com estreia marcada para agosto deste ano nos cinemas.

Foi à beira do rio Tapajós, aliás, que teve início a parceria com Adriano Barroso, que também trabalhou no filme de Brant e que vinha há algum tempo procurando um texto como este para o Gruta montar. Será a primeira montagem de Aldeotas em que Gero não estará. O espetáculo está em cartaz desde 2004, quando estreou também com o ator Caco Ciocler no elenco.

“Tô achando ótimo isso tudo”, disse o ator em entrevista por telefone, já ansioso com sua estreia em Belém do Pará. “Há tempos que eu nutria o desejo de ver o Aldeotas montado por outros, só para ter esta sensação de público, conseguir vê-lo de fora. A partir do reconhecimento narrativo de um depoimento em cena, é como puxar o baú da memória, a partir de uma dramaturgia já feita”, diz Gero.

Desafio - Para o elenco e direção tudo se torna um desafio. Fundado em 1969, o Grupo Gruta de teatro é um dos mais antigos de Belém, com 42 anos de atuação, que depois de um intervalo de dois volta à cena com muitos desafios.

Em Aldeotas , o trabalho do ator se triplica, pois além de atuar, ele também é o próprio narrador-personagem, condutor da história. “Estamos trabalhando em uma linha mais despojada, minimalista, quebrando os segredos do teatro, mas ao mesmo tempo mantendo seus mistérios”m diz Henrique da Paz. “Quando o público entra no teatro, já vê os atores, que estão se aquecendo, conversando, observando todos que entram”, complementa.

O texto ganhou em 2004 um Prêmio Shell de Teatro, sem nada de panfletário ou um posicionamento exatamente político, de acordo com Henrique, ele envolve, porém, temas como a violência, amizade e tem como linha mestra a homofobia, a vivência familiar e também reminiscências da infância.

Em cena Levi (Adriano) retorna à pequena cidade de Coti das Fuças, onde conviveu com o amigo Elias (Ailson). “… um dia desses na vida, depois de bastante ter ido, regressei aldeota de amigos. Tinha quase outro olho. Era tudo mesmice de boa gente. A casa, a rua, passeios de adormecer de sol. Até o tempero era o mesmo, banhando a boca de desejo de comida de mãe…”, diz Levi.

“Acho que celebração é a palavra chave pra este momento, pois há dez anos que estou fora do teatro. No ano passado tive a felicidade de ter encontrado com o Gero e desta amizade que rolou, bem relacionada ao trabalho mesmo, me vem o Aldeotas, que é um dos textos mais bonitos desta nova safra do teatro nacional”, diz Adriano. “E estar voltando ao palco com amigos, acho que tudo é bem amigo mesmo, o Henrique e o Ailson, o Gruta, todo, para mim, é muito significativo neste momento”, finaliza.

Elogios - “Aldeotas” vem recebendo inúmeros elogios da crítica especializada. O texto comove e diverte. Depois desta estreia, cuja temporada será de duas semanas, a idéia do grupo é manter-se pelo menos um dia por semana ela em cartaz, mas o espaço para isso ainda está sendo negociado. O melhor é não perder a oportunidade que se abre no Teatro Cuíra.

“Este é um grande desafio e um enorme prazer ao mesmo tempo, marcando também o meu retorno ao palco, ao lado do Adriano e dirigido pelo Henrique da Paz, que é um diretor muito exigente. Já havia visto o espetáculo Aldeotas antes e está sendo maravilhoso estar interpretando o Elias”, diz Ailson Braga.

Com patrocínio dos Postos PDV Brasil e apoio cultural do Colégio Moderno, Grupo Moderno de Dança, Grupo Cuíra e Palhaços Trovadores, a peça traz na ficha técnica, também, profissionais com longa experiência e atuação no teatro, como a iluminadora Sonia Lopes, além da equipe do Gruta, com Kaio Sesári, na contra-regragem, Monalisa da Paz, na produção executiva, Belle Paiva, na assistência de produção. O designe gráfico é de Frank Costa e as fotos de divulgação, de Marcelo Lelis.

Serviço
Aldeotas. Estreia nesta quinta-feira, dia 19 de maio, às 21h, no Teatro Cuíra - R. 1º de Março, esquina com Riachuelo - Bairro da Campina - Belém do Pará. Temporada até 29 de maio, de quinta a sábado, às 21h, e domingos, às 20h. Ingressos: R$ 20,00. Mais informações: 91 8163.0775 e 91 8134.7719.

Werner Herzog fala de sua produção em documentários e participa de congresso em SP

Luiz Zanin, com Werner Herzog
O cineasta alemão, aos 68 anos, esteve presente, nesta última segunda-feira, 16, no Instituto Goethe, na mostra que está sendo dedicada à sua prolífica carreira documental, e cuja programação seguirá até sábado, 21 de maio. 

Nesta terça-feira, 17, ainda no Brasil, ele participou do primeiro dia de programação do 3º Congresso Internacional de Jornalismo Cultural, da revista "Cult", que acontece até a próxima sexta-feira, 20, no Sesc Vila Mariana.

Deixando transparecer o prazer de estar no Brasil, o cineasta falou de jornalismo cultural, de sua produção cinematográfica, Glauber Rocha e contou ainda inúmeras histórias sobre os bastidores de alguns de seus filmes e de sua relação conflituosa e notória com o ator Klaus Kinski, inclusive narrada no filme “Meu Inimigo Íntimo”.

“Uma vez eu disse que ia matá-lo. A imprensa chegou a afirmar que atirei nele, mas nem estava armado, só o ameacei”, cotou. O ator segundo ele era mais selvagem que os índios. Certa vez os nativos, que não temiam as loucuras de Kinski, chegaram a perguntar a Herzog se ele não gostaria que eles mesmos dessem fim em Klaus.

"Vou distribuir meus documentários no Brasil"
Documentários - Com uma obra oceânica, como foi frisado pelo escritor e crítico de cinema do Jornal O Estado de São Paulo, Luiz Zanim, Werner Herzog possui vários documentários ainda desconhecidos pelos brasileiros. O diretor diz, porém, que está cuidando para mudar a estratégia de distribuição de seus filmes e fazer com que eles cheguem aqui e não fiquem restritos aos Estados Unidos, onde ele ganhou espaço fazendo um sucesso nunca visto antes.

“Faço muitos filmes por ano. Adoro filmar, escrever, dirigir tudo que é cinema e quis fazer isso mais rapidamente, por isso deixei de produzi-los para só filmar. Mas vou retroceder e voltar ao controle da produção para melhor distribuí-los, tendo subtítulos em português e mostrá-los mais no Brasil”, disse.

Sua produção é intensa, só este ano são oito novos filmes, cinco deles devem ser entregues até agosto, revelou ontem à platéia do III Congresso de Jornalismo Cultural, formada por profissionais da área cultural, jornalistas, estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e demais interessados no segmento.

Foi uma manhã como poucas. Afinal não é todo dia que se tem oportunidade de estar de frente com o diretor de clássicos como "O Enigma de Kaspar Hauser" (1974) e “Fitzcarraldo” (1982) e ainda, de quebra, ouvir suas histórias à respeito da convivência que teve nos anos 70 com o cineasta brasileiro Glauber Rocha, o homenageado do evento este ano.

Lembranças da época em que conheceu Glauber Rocha
“Fiquei hospedado na mesma casa que o Glauber, em 1975, nos Estados Unidos. Ele falava sobre andar a pé, viajar muito, ler e escrever, mas era desorganizado, deixava tudo espalhado, tinha muitos papéis escritos. 

Ele chegou a esquecer que já poderia voltar do exílio para Brasil e quando lembrou ficou muito feliz, correu pela casa, espalhando seus escritos todos pela cama, escrivaninha e perdeu milhares deles. Eu recuperei umas 150 páginas. Glauber está no meu coração e para mim, ele continua iluminando o Brasil”, disse à Paloma e Sarah Rocha, a filha e a neta do cineasta que completa este ano, 30 anos de morte. As duas também estiveram presentes à abertura do congresso.

Cult e novas tecnologias - Quando abordou o jornalismo cultural feito no mundo, hoje, Herzog disse que ficou feliz com a homenagem da Revista Cult, que também traz Glauber Rocha na capa da edição deste mês, onde há uma extensa documentação de sua obra.

“Estou impressionado com a vivacidade desta revista que possui um discurso inteligente”, elogiou e disse mais. “Há pouco ou nada como isso nos EUA. Não há crítica, vemos muitas notícias sobre celebridades e na França, bem lá há um discurso muito intelectual. É muito francês... e às vezes essa coisa é complicada para mim”, disse. E foi aplaudido pela pateia.

Filmagens na carvema no sul da França
Quanto às novas tecnologias, ele pondera, mas sabe que precisou render-se a ela para, por exemplo, filmar em 3D “Caverna dos Sonhos Esquecidos”, documentário que retrata as pinturas que datam de mais de 20 mil anos no interior da caverna de Chauvet, no sul da França. Veja o trailler.

De acordo com ele, foi necessário se utilizar desta tecnologia, pois as pinturas foram feitas em alto relevo e são de altíssima qualidade artística. 

Por este cuidado que precisava ser tomado, Herzog teve que utilizar diferentes técnicas de filmagem. Para preservar a integridade do local, apenas uma equipe, de quatro pessoas, em períodos de quatro horas puderam entrar na caverna e filmá-la. Além disso, todos precisavam usar roupas especiais e tinham movimentos restritos e muito cuidadosos.

Sobre redes sociais, como twitter e facebook, ele diz que não usa muito, prefere estar perto das pessoas e convidar seus atores para um almoço feito por ele mesmo.  "Vejo que há benefícios, mas os jovens às vezes estão em uma mesma sala se comunicando pelo twitter", espanta-se.

"Glauber não está morto. Ele está vivo, acreditem"
Brasil - Sobre o cinema nacional, Herzog disse que viu algumas coisas, pois não costuma e nem tem tempo para ver muitos filmes mesmo, diz que vê entre dois a três, por ano, com exceção do ano passado, quando viu uns 20, pois era presidente do júri da 60a edição do Festival Internacional de Berlim.

“Acredito que o cinema brasileiro esteja crescendo, principalmente por causa das facilidades que se tem hoje, você pode comprar uma câmera, filmar e editar em seu lap top. Com 10 mil dólares você faz, hoje, um longa metragem. É só trabalhar e este é o meu conselho”, disse.

Para ser um bom cineasta, segundo ele, é preciso mais ainda. “É preciso conhecer o coração do ser humano. O cinema tem esta missão de desvendar. Você tem que ser poético e fazer uma conexão direta com o público. Através da poesia e do cinema, devemos contar uma história que vá além dos textos. Por isso, voltemos a Glauber. Acreditem, ele não está morto”, finalizou, agradeceu e se despediu de todos, informando que não ficaria mais por causa dos cinco filmes que ele precisa finalizar.

Debate com editores Júlian Gorodische e Sylvia Colombo
Congresso – Herzog deixou emocionado o público que lotou o auditório do Sesc Vila Mariana. Pela parte da tarde na programação do III Congresso de Jornalismo Cultural ainda foram debatidos: “A responsabilidade do Editor” , com participação de Julián Gorodischer, editor-chefe da revista Ñ, do jornal El Clarín (Argentina) e de Sylvia Colombo, ex-editora do Caderno Ilustrada, Folha de S. Paulo, com mediação: Ivan Giannini, superintendente de comunicação social do SESC São Paulo.

Em seguida, o tema abordado foi “Os riscos e ameaças para o exercício do jornalismo cultural”, com Paulo Werneck, editor do caderno Ilustríssima, Folha de S. Paulo; Robinson Borges, editor de cultura do jornal Valor Econômico e mediação de Rodolfo Carlos Martino, coordenador de jornalismo da Universidade Metodista.

A programação do primeiro dia fechou com a palestra: “A Teoria de Lyon”, de Enrique Vila-Matas, escritor espanhol, com Paulo Roberto Pires, escritor e diretor de redação da revista Serrote.
O congresso segue até sexta-feira, 20. Veja a programação, aqui

(Holofote Virtual, de São Paulo/SP)

17.5.11

Carlos Malta em Belém com o projeto Tudo Azul

As inscrições para o oficinão, nesta quarta-feira, 18, ainda podem ser feitas no Centro Cultural Sesc Boulevard, onde ela acontecerá dads 16h às 18h. Na quinta-feira, 19, o músico e seu quarteto fazem show no Ginásio do Sesc. Os ingressos custas R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia).

Tudo Azul chega em Belém com Carlos Malata, Quarteto, com  os músicos Daniel Grajew, Guy Sasso e Richard Montano, além do próprio Malta. A oficina e a palestra é aberta a todos que se interessam por música, o projeto aborda a diversidade existente na música brasileira, com sua riqueza e variedade, com a valorização do instrumentista. Na oficina será proposto um trabalho interativo com o grupo, através de motivos rítmicos e melódicos simples e a utilização de instrumentos de percussão, sopros e cordas.

Carlos Malta faz um histórico do desenvolvimento da música popular no século XX e explica como surgiram os principais estilos que formam a base da nossa música, sempre com enfoque na música instrumental e seus principais expoentes.

Show - O show, que traz repertório baseado no CD Tudo Azul (independente, 2010) lançado pelo quarteto, também engloba o conteúdo mostrado na palestra e vivenciado na oficina. Em composições desenvolvidas e apresentadas dentro de uma concepção onde a liberdade de expressão e a exploração timbrística são os fios condutores para o desenvolvimento dos temas, a brasilidade está sempre presente: nas melodias, nos ritmos e na forma de interpretação. E na busca de novos horizontes, Carlos Malta não deixa de valorizar a tradição, procurando sempre o equilíbrio dentro da modernidade.

Além da preservação cultural e do estímulo aos jovens para a descoberta de uma forma de música mais aprimorada, com a possibilidade de se criar improvisos e variações sobre os temas, o objetivo maior deste projeto é a possibilidade de levar para todos, estudantes de música ou não, o conhecimento dos ritmos e estilos que formam a base cultural em que está calcada a nossa música popular, através de composições que são executadas com uma linguagem que recria e transforma, fazendo o elo perfeito entre a tradição e a modernidade .

Carlos Malta - Multi-instrumentista, compositor, orquestrador, band-leader e educador musical, Malta possui estilo original, que pode ser ouvido nos nove CDs já lançado, depois de 12 anos participando do grupo de Hermeto Pascoal, quando partiu para carreira solo em 1993.

Daniel Grajew - Estudou piano popular e erudito com Paulo Braga, Silvia Góes, Roberto Sion, Nilze Kruze e José Eduardo Martins (USP). Trabalhou como pianista e arranjador em cruzeiros marítimos e em hotéis como Maksoud Plaza, Caesar Park, Transamérica, Novotel. Acompanhou diversos artistas como Célia, Vânia Bastos, Carlos Malta, JJ Jackson, Patricia Marx, Ana Cañas, Edwin Pitre, entre outros.

Participa de concursos de música erudita e recitais de piano solo. Compôs trilhas para o projeto da Cinemateca Brasileira, “Resgate do Cinema Silencioso” e para comerciais como Fiat, Chandelle, Tok Stok.

Guy Sasso - Realiza trabalhos em estúdio como produtor e instrumentista, em gravações de discos, trilhas e jingles. Participou de shows e gravações ao lado de artistas como Alaíde Costa, Laércio de Freitas, Rosa Marya Colin, Eliana Pittman, Cida Moreira, Miele, Izzy Gordon, J.J. Jackson, Carlos Malta, Bocato, Teco Cardoso, Mozar Terra entre outros. Trabalha com projetos na área de educação e cultura, ministrando cursos, palestras e workshops.

Richard Montano - Iniciou seus estudos em Santa Catarina, tocando em grupos de baile e acompanhando artistas locais. Estudou bateria com Nenê, Kiko Freitas e piano com Silvia Góis. Participou de oficinas com Zé Eduardo Nazário e Airto Moreira. Desde 1999 em São Paulo, desenvolve intensa atividade didática e participa de shows e gravações no Brasil e exterior ao lado de nomes como Nuno Mindelis, Rosa Marya Colin, Carlos Navas, Patrícia Marx, Adriana Peixoto e os americanos J.J. Jackson, Deacon Jones e Matthew Robinson.

Circulação - Além da capital paraense, o Projeto Tudo Azul seguirá ainda para as cidades de Natal, Fortaleza, Teresina, Manaus e Rio Branco. O patrocínio da Petrobras, via Lei Rouanet. Em Belém, o apoio é do Sesc Pará, dos restaurantes Spazzio Verdi e Cia Paulista de Pizza, das rádios Cultura FM e Unama FM, da Doceria Abelhuda e da Nossa Água.

Programação

OFICINA - Dia 18 de maio de 2011 (quarta feira).
Local: Centro Cultural SESC BOULEVARD
Hora: 16h às 18h
Endereço: Boulevard Castilho França, 522 (Em frente o Estação das Docas)
Fone:3224-5305 / 3224-5654

SHOW - 19 de maio (quinta feira)
Show Projeto Tudo Azul com Carlos Malta
Local: Ginásio Sesc da Doca
Hora: 20h
Endereço: Av. Doca de Souza Franco S/N (entrada pela Rua Manoel Barata)

Ingressos: Sesc Doca / Loja Ná Figueredo -  R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia e Comerciários com carteira do Sesc Para)

Apoio: Sesc Pará / Restaurante Spazzio Verdi / Restaurante CIA PAULISTA DE PIZZA / Rádio Cultura FM / Rádio Unama FM / Doceria Abelhuda / Nossa Água. Realização: Petrobrás - Lei Rounet. Produção executiva: Luizão Costa.

Livro reúne pensamentos escritos por Gandhi na década de 40

Na próxima quinta-feira, 19, a editora Paka-Tatu lança a tradução em português do livro “A Thought for the Day”, com o título “Gandhi, eterna semente”. O evento, aberto ao público em geral, tem apoio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e será realizado no Teatro Gasômetro em Belém, às 18h30. 

Estado campeão de trabalho escravo, no topo dos índices de violência no campo e com uma das dez capitais mais violentas do Brasil, o Pará nunca precisou tanto dos ensinamentos do líder pacifista Mahatma Gandhi.

O jurista Zeno Veloso, o historiador José Alves Júnior e o padre Bruno Sechi, do Movimento República de Emaús, participam de uma mesa-redonda sobre Gandhi durante o lançamento. Zeno Veloso abordará o lado político de Gandhi. José Alves discutirá a figura histórica do indiano que lutou pela independência da Índia sem usar a violência. Padre Bruno contribuirá com o debate com reflexões sobre a vida religiosa de Mahatma.

É a primeira vez que uma editora da Amazônia, e genuinamente paraense, traduz para a língua portuguesa a obra. O livro faz parte de um projeto idealizado pelo empresário e engenheiro civil Valdemiro Gomes. A proposta é promover a adesão de novos sócios, solidários ao Movimento República de Emaús. Quem preencher uma ficha de inscrição no dia do lançamento para tornar-se sócio do Emaús, e doar 50 reais no ato da inscrição, receberá um exemplar do título em troca.

O fundador da entidade, padre Bruno Sechi, admira desde criança a vida de Gandhi e ficou honrado com o destino do projeto. “É gratificante perceber na prática o carinho que é demonstrado ao Movimento de Emaús. Recebi com sentimento de gratidão”, afirma o italiano naturalizado brasileiro e que há quarenta anos luta pelos direitos das crianças e adolescentes.

Até o início de julho, a campanha de adesão ao Movimento Emaús estará na academia Companhia Athletica e algumas praças de Belém, aos domingos, para conquistar novos sócios e explicar as ações do Movimento. Para virar sócio do Emaús, basta contribuir mensalmente com uma quantia mínina de 10 reais.

Livro - “Gandhi, eterna semente” reúne pensamentos escritos por Gandhi entre 1944 e 1946 no dialeto devanagari. O nome original da obra é ‘A Thought for the day’ e traz ideais que pregam a não violência e o uso irrestrito da Verdade, por exemplo. Em 1968, o governo indiano publicou a primeira edição do livro, traduzido para o híndi e para o inglês.

Valdemiro Gomes ganhou a versão original de um empresário indiano, há mais de 20 anos. Um ex-colaborador de trabalho - o alemão/polonês, ex-padre, filósofo e professor de línguas -, Emanuel Lamprect, fez a tradução da obra, que foi guardada com a promessa de ser publicada e divulgada por Valdemiro. Em 2009, a ideia começou a ganhar forma com a parceria da Paka-Tatu. A Embaixada da Índia foi procurada para autorizar a publicação do trabalho. Sem uma resposta afirmativa, o projeto foi feito a revelia.

“Enquanto os trabalhos estavam sendo realizados, o livro original caiu em domínio público. Quando pensei e pedi a tradução ao meu amigo, decidi que, o dia em que o livro fosse feito, eu o daria ao Movimento Emaús, para promover a adesão de novos sócios, cujo fundador é um Mahatma vivo, o padre Bruno”, afirma o engenheiro civil.

A edição publicada pela Paka-Tatu tem páginas em papel reciclado, capa dura revestida de um tecido feito especialmente para lembrar a vestimenta de Gandhi. Em um determinado momento da história da Índia, Gandhi incitou o povo a fabricar suas roupas em casa e parar de comprá-las da Inglaterra. Para dar o exemplo, ele mesmo produzia o fio para o tecido de sua vestimenta, como símbolo de desobediência cível às leis inglesas.

”Gandhi, eterna semente” contém quase 700 lições que amplificam o lado religioso, histórico e político do homem que se tornou líder do movimento de resistência ao domínio britânico sobre a Índia, sem o uso da violência. Protestando sempre, mas revidando nunca.

“Sempre fui admirador de Gandhi, pela força transformadora da não violência. [Ele era] profundamente espiritualista e profundo respeitador e valorizador de todas as religiões. Só encontraremos o caminho da construção de um mundo de dignidade para todos pelo caminho da não violência, do respeito e da justiça”, avalia padre Bruno.

Emaús - O Movimento República de Emaús é uma associação civil, sem fins lucrativos e de utilidade pública. Ela foi fundada em 10 de setembro de 1971, em Belém do Pará. Tem como missão institucional lutar pela defesa e garantia dos direitos de crianças e adolescentes em situação de risco e exclusão social na região amazônica.

O Movimento atende diretamente cerca de duas mil crianças, adolescentes e suas famílias, através do Centro de Defesa-Emaús, República do Pequeno Vendedor e Cidade de Emaús, localizadas nos bairros do Bengui, Jurunas e Umarizal. Recebe apoio da sociedade civil para o desenvolvimento de suas ações por meio da Campanha de Emaús e Programa Sócio solidário ( Prossol ).

O nome do Movimento de Emaús refere-se à passagem bíblica (Lucas, 24, 13-33) do caminho de Emaús, uma exaltação à solidariedade que transforma, pelo ato de repartir o pão: pão da dignidade, da justiça, da fraternidade. Parte do trabalho da instituição é feito através de doações e do voluntariado.

Serviço
Lançamento da edição em português do livro “Gandhi, eterna semente”, a partir das 18h30, no Teatro Gasômetro (Parque da Residência). Av. Governador Magalhães Barata, número 830. Entrada Franca

(Texto: Yorranna Oliveira – Assessoria de Imprensa Editora Paka-Tatu).

16.5.11

Começa o II Seminário de Dramaturgia Amazônida

Elenco de "O pequeno grande aviador e o planeta do invisível"
No Teatro Cláudio Barradas e em vários espaços da Escola de Teatro e Dança da UFPA (ETDUFPA), a programação reúne artistas e realizadores culturais da região em debates sobre dramaturgia, território, e história do teatro feito na Amazônia.

Culminando com apresentação de espetáculos e a interação direta com o público, de 16 a 18 de maio, a programação ainda conta com a presença de palestrantes do Amazonas e de São Paulo.
O evento é cooordenado pela professora Bene Martins, que vem pesquisando em seu trabalho “Memórias da Dramaturgia Amazônida: Construção de acervo damatúrgico”, a vasta produção de material dramatúrgico da Amazônia, ainda pouco estudado.

O objetivo do seminário é também discutir a dramaturgia da atualidade , como um importante campo de pesquisa nas Artes Cênicas.“O evento pretende promover encontro de dramaturgos amazônidas, de divulgar suas produções e também de oportunizar aos estudantes e profissionais das artes cênicas momentos de trocas de experiências sobre o escrever ou adaptar textos literários para a cena.”, informa a professora.

A abertura acontecerá às 18h30, seguida das palestras “Poética de Ramon Stergman, que será proferida pelo dramaturgo, jornalista e músico, Walter Freitas, e “O regional e o universal na obra de Ramon Stergmann”, por Dinelson Serrão da Silva. Finalizando a segunda-feira, serão realizdaas leituras de textos deste autor, conduzida pelo Grupo Maromba.

No segundo dia, Jorge Bandeira fará um “Panorama da dramaturgia manauara”. O encontro também recebe o ator, diretor e dramaturgo Paulo Faria(Cia Pessoal do Faroeste), que falará sobre “A história contemporânea paraense no texto teatral - o povo está no teatro que a gente cria?”.

Outra palestra importante, no último dia, será “O teatro urbano das mulheres de Lazone”, por Sérgio Cardozo, e “O Teatro e os dois territórios culturais da Amazônia”, pelo escritor Márcio Souza.

Dentro da programação cultural, serão apresentados os espetáculos “Em algum lugar de mim” (Sala de corpo), “O pequeno grande aviador e o planeta do invisível” e “Máquina” (Sala 05).

Nesta edição, o evento tem apoio da Pró-reitoria de Extensão da UFPA (PROEX), Teatro Universitário Cláudio Barradas, Escola de Teatro e Dança, Programa de Apoio a Eventos no País (PAEP-CAPES), Instituto de Ciências da Arte (ICA) e Fox Vídeo e da equipe organizadora: Profa. Dra. Bene Martins (Coordenadora do Seminário), Profa Dra. Wlad Lima, Profa. Dra. Olinda Charone, Profa. Josefa Magalhães, Prof. Paulo Santana, Profa. Marluce de Oliveira, Prof. Paulo Santana, Prof. Alberto Silva, Prof. Cláudio Dídima, Tamilis de Abreu Lima (bolsista-PIBIC) e Terezinha Cantanhede Moreira (bolsista-voluntária). Designer gráfico: Davi Almeida.

PROGRAMAÇÃO

Segunda, 16 de maio

18h30 – Abertura do Segundo Seminário de Dramaturgia Amazônida - Profa Bene Martins
19h00 – Palestra “Poética de Ramon Stergmann” - Walter Freitas
19:50 – Momento de interação entre o palestrante e os participantes
20:20 – Palestra “O regional e o universal na obra de Ramon Stergmann” - Dinelson Serrão da Silva
20:50 – Momento de interação entre o palestrante e os participantes
21:00 – Intervalo
21:15 – Leitura de fragmentos de peças de Ramon Stergmann - Grupo Maromba

Terça, 17 de maio

19h00 – Palestra “Panorama da dramaturgia manauara”, por Jorge Bandeira
19:50 – Momento de interação entre o palestrante e os participantes
20:20 – Palestra “A história contemporânea paraense no texto teatral - o povo está no teatro que a gente cria?”, por Paulo Faria (Cia Pessoal do Faroeste)
21:10 – Momento de interação entre o palestrante e os participantes

Dia 18 de maio

19h00 – Palestra “O teatro urbano das mulheres de Lazone” - Sérgio Cardozo
19:50 – Momento de interação entre a palestrante e os participantes
20:20 – Palestra “O Teatro e os dois territórios culturais da Amazônia” - Márcio Souza
21h10 – Momento de interação entre o palestrante e os participantes

21h20 – Programação cultural

Peças 
Em algum lugar de mim (Sala de corpo)
Dramaturgia e Direção: Mailson Soares

O pequeno grande aviador e o planeta do invisível-GTU (Sala 04)
Dramaturgia: Ives Oliveira
Direção: Ana Carolina Nunes

Máquina (Sala 05)
Dramaturgia: Ives Oliveira e Breno Monteiro
Direção: Ives Oliveira

Onde: ETDUFPA - Trav. D. Romualdo de Seixas, 820 (Esquina com Jerônimo Pimentel). 

15.5.11

Nilson Chaves fala do Conexão Vivo e dos novos projetos da Fundação Tancredo Neves

Dona Onete, na Imersão Regional do Conexão Vivo
O presidente da fundação, o cantor e compositor Nilson Chaves, participou da Imersão Regional do Programa Conexão Vivo em Belém. Na ocasião,  conversou com  coordenadores do programa e artistas sobre a Lei Semear. Em entrevista ao Holofote Virtual ele também falou sobre os novos projetos da FCPTN em 2011.

Com a missão de se aproximar de todos os segmentos artísticos, Nilson Chaves informa que a FCPTN vai lançar, até o início de junho, um Portal, e implantar vários eventos culturais que ocuparão os espaços da fundação, abertos ao grande público.

“Estamos querendo focar imediatamente na área da literatura, muito descoberta, e na guitarrada, que é patrimônio cultural do estado. Então, vamos lançar os projetos ‘Baile das Guitarradas’’, que deverá acontecer às segundas-feiras, trazendo mestres desse ritmo a Belém, e “A Noite é uma Palavra”, sempre às terças-feiras, reunindo escritores e poetas para apresentações e vendas de livros”, avisa Nilson.

O Portal, de acordo com ele, ferecerá uma conexão geral entre artistas de todo o estado, oferecendo uma rádio e uma web TV. “Vamos funcionar como um facebook. Vai ser muito bom. O projeto está pronto para entrar no ar, faltando ajustar alguns aspectos burocráticos apenas. Outra novidade é que nossos espaços também receberão melhorias para receber artistas e público”, afirma.

Nilson Chaves
Conexão Vivo – Presente na Imersão Regional do Conexão Vivo, que aconteceu nos dias 12 e 13 de maio, no Beira Rio Hotel, Nilson Chaves disse aos artistas, gestores, produtores e representantes da Vivo, que a Lei Semear passa por algumas revisões antes de ser aberta este ano.

“Vamos revitalizar a Lei Semear em todos os sentidos, por isso viemos ao encontro do Conexão Vivo para conhecer de perto suas estratégias. Já havia feito uma reunião com o Kuru Lima, coordenador do programa Conexão Vivo e já dissemos que vamos colaborar”, informa Nilson.

O encontro promovido pelo programa teve como objetivo discutir novos rumos a serem tomados para o fortalecimento da cadeia produtiva da música no Pará, em rede com o resto do país, a partir dos projetos que receberão patrocínio do programa através da Lei Semear.

Entre os presentes no encontro estiveram as cantoras Lia Sophia, Aíla Magalhães, Gláfira Fonseca, Juliana Sinimbú e Iva Rothe, o cantor Marco André, o empresário Ná Figueredo, os realizadores do Festival Se Rasgum, Marcelo Damaso e Renee Chalu, além de produtores culturais como André Nascimento, Márcio Macedo, Cláudio Figueredo, os músicos Junior Soares, Juca Culatra e Calibre, além de representantes de artistas como Mestre Vieira, da Guitarrada, Coletivo Rádio Cipó, entre muitos outros.

Vários artistas participaram do evento
No primeiro dia, o evento encerrou com coquetel e show de Dona Onete. Em dois dias de programação, foram tratados, ainda, a cena musical brasileira, planejamento estratégico, sustentabilidade e qualidade técnica dos projetos. O encontro também foi uma oportunidade para estreitar laços entre gestores, produtores, artistas e governantes, dentro de uma atuação coletiva.

“Minha primeira impressão foi muito positiva. Muito bom que a classe artística do estado comece a enxergar que a cadeia produtiva da arte é de extrema importância para que os projetos se desenvolvam e obtenham resultados mais à frente”, disse Nilson Chaves em entrevista ao Holofote Virtual.

Iniciado há 11 anos como festival de música, em Belo Horizonte, o Conexão Vivo cresceu, ganhou espaço Brasil afora e, hoje, abrange projetos de todas as etapas da cadeia produtiva musical. Além de shows, o Conexão Vivo contempla projetos de gravação de CDs e DVDs, circulação de artistas e turnês, mostras musicais, apoio a estúdios, programas de TV e rádio, além de propostas de pesquisa, formação e qualificação. Sem contar a iniciativa voltada para o audiovisual, com foco na animação. Trabalhando com a lógica de redes, este ano, o programa conta com 170 projetos culturais patrocinados em diversas regiões do país. Só no Pará são 32 projetos.

O coordenador da Lei Semear, o escritor Marcos Quinam, e o secretário de Comunicação, o jornalista Ney Messias, também participaram do encontro e se reuniram com a equipe do Conexão Vivo, a fim de traçar estratégias de parceria.

Parceria entre artistas, patrocinador e governo
Nilson Chaves disse que a Semear será realinhada, com objetivo de se rever, entre outras coisas, o possível aumento do valor da renúncia fiscal para investimento e movimentação da economia da cultura no estado. A idéia, de acordo com ele, é estudar a necessidade de se aumentar o teto de captação dos projetos, hoje fixado em R$ 150 mil para música, teatro, literatura e dança, e em R$ 300 mil para projetos do audiovisual.

“Também estamos percebendo que há uma demanda enorme de projetos culturais de grande porte no estado, não só na área da música, mas também no teatro, cinema, dança. 

Queremos firmar a parceria com o Conexão e fortalecer a Lei, mas também criar um Fundo para a Cultura e nos aproximar de projetos que já estão estabelecidos, como alguns festivais de cinema e dança, além de trazer para mais perto o pessoal das artes plástica, da fotografia e da literatura. Essas coisas todas vão ser levadas ao Governador Simão Jatene, com objetivos de criarmos estratégias que nos permitam apoiar o que já acontece, de forma intensa”.

Edital - Sobre a abertura do edital da Lei Semear este ano, Nilson pede um pouco mais de paciência. “Queremos reabrir o edital o mais breve possível, mas precisamos reordenar muitas coisas. Estamos conversando também com o Governador para aumentar a renuncia para algo em torno de R$ 10 milhões, superando os R$ 5 milhões e meio disponibilizados atualmente”, explica.

Kuru Lima, coordenador do Conexão Vivo
Ele informa que será retomado o diálogo com o empresariado local. “Queremos conversar com eles e acabar com a cultura do não investimento de suas contrapartidas, sabemos que isso vem acontecendo e prejudicando o andamento dos projetos aprovados pela Lei", diz.

"É preciso que o empresariado compreenda os benefícios de associar seu nome à Lei Semear e aos projetos aprovados. Neste ponto, espero que o Conexão Vivo sirva de exemplo para todos aqueles que ainda tenham dúvidas sobre os resultados positivos que isso pode gerar a suas empresas, junto ao desenvolvimento cultural”, ressalta Nilson. “Disse ao governador que temos muitos sonhos e vamos trabalhar duro para poder concretizá-los”, finaliza.

14.5.11

Relato e demonstração cênica com Rodrigo Braga no SESC Boulevard

O ator Rodrigo Braga, em Corpo Santo
A Companhia de Teatro Madalenas mostra “Os Caminhos do Corpo Sagrado do Ator", com o ator Rodrigo Braga, no Centro Cultural SESC Boulevard. O espetáculo demonstrativo acontece nos dias 15 e 22 de maio, às 10h, com entrada franca.

Rodrigo Braga, que também esteve à frente do espetáculo “Corpo Santo: São Jorge a Ogum”, integra aCompanhia de Teatro Madalenas, que começou suas atividades no início dos anos 2000.

A Companhia surgiu da reunião dos alunos do curso de formação de atores da Escola de Teatro e Dança da UFPA (ETDUFPA) e que desde 2002 compôs diversos espetáculos como “À Flor da Pele”, "Eu Quero Botar Meu Bloco da Rua" e “Elas e Elis".

Em 2010, a “Madalenas” foi agraciada com Prêmio Myrian Muniz na categoria Montagem, o projeto da Companhia havia sido selecionado pela FUNARTE. O prêmio foi a concretização para o espetáculo “Corpo Santo: São Jorge a Ogum”, que foi concebido após dois anos de pesquisa e pelo encantamento de Rodrigo Braga pela figura de São Jorge.

“Corpo Santo: São Jorge a Ogum” é uma interseção de música, teatro e dança e tem um quê de sincretismo religioso. “Corpo Santo” é um monólogo, em que Rodrigo interpreta um contador, uma criança, São Jorge e Ogum. Para o espetáculo, o ator carrega uma carga enorme de expressividade corporal.

No SESC Boulevard, Rodrigo Braga realizará um relato cênico sobre a técnica de ator utilizada na criação do espetáculo “Corpo Santo”, expondo os caminhos que o corpo percorreu para se tornar em um signo estruturado em cena, abordando pela via do corpo a voz, a capoeira a dança e a pesquisa realizada em casas de terreiro da Amazônia.

"Os Caminhos do Corpo Sagrado do Ator" com Rodrigo Braga será encenado nos dias 15 e 22 de maio, sempre às 10 horas. O Centro Cultural SESC Boulevard fica localizado no Boulevard Castilho França, n°522/523, em frente à Estação das Docas. A entrada será franca.

Serviço
Espetáculo "Os Caminhos do Corpo Sagrado do Ator". Nos dias 15 e 22 de maio (domingo), às 10h, no Centro Cultural SESC Boulevard (Boulevard Castilho França, n°522/523). Informações: (91) 3224-5654/5305 (Centro Cultural SESC Boulevard). Entrada franca.

(com informações do Centro Cultural Sesc Boulevard).

13.5.11

Caiana Filmes investe em novas parcerias e na formação em audiovisual

Focada na formação e na produção audiovisual, a produtora Caiana Filmes acaba de firmar parceria com a ABDeC e busca  outras formas para fortalecer a cena do audiovisual. Fundada em 2005, a Caiana já desenvolveu o projeto “Cinema BR em Movimento”, no Estado do Pará, e é responsável pelo DocTV “Camisa de Onze Varas” e da Mini-serie “Vida de Cão” , como também os curtas “Eleanor e “Shala”, ambos em finalização. 

Desde então vem disponibilizando ao público diversos tipos de debates, estudos e oficinas de cinema. Reúne em seu time profissionais atuantes, como Marco Antonio Moreira, no que diz respeito aos estudos de escolas e crítica cinematográfica; César Sarmento e Ana Mokarzel, em fotografia; Miguel Raoni, quanod o assunto é história (s) do cinema e ainda Fábio Rendeiro, que aborda cinema como recurso pedagógico e produção de vídeos didáticos.

“Não dá para produzir sem formar gente para o mercado. Por isso este é um dos nossos principais objetivos. Queremos multiplicar conhecimento com tudo que aprendemos e ajudar pessoas a fazer seus trabalhos autorais mas também temos nossa própria produção que agora incorporamos alunos também”, explica João Inácio, fundador da Caiana.

Marco Antonio Moreira, em noite de estudos em cinema
Ainda que as dificuldades existam para se manter o ritmo, tanto de uma produção, quanto para a realização dos cursos, João Inácio diz que a experiência com a produtora tem sido gratificante.

“Estou muito feliz com a Caiana, mas ainda não temos patrocínio, mesmo ela se tornando ponto de referência e abraçando parceiros importantes como a ACCPa, ABDeC-PA e agora com o grupo ideal para lançar edital de cinema digital, precisamos reformar o espaço, pois a casa é antiga. A vontade é que esta nova geração faça a renovação do cinema paraense, propondo mudanças no cenário audiovisual”.

João Inácio diz que os cursos oferecidos trazem qualidade e com certeza estão contribuindo para isso. “Ele são incríveis e o Marco Moreira já está formado um grupo nunca antes mobilizado na cidade. As oficinas de prática tem despertado uma galera bem bacana para fazer filmes baratos e possíveis para nossa região”, afirma.

Tornando-se uma das boas referências e um ponto de encontro entre cinéfilos e pessoas que querem aprender cinema, a Caiana está em busca de mais parceiros para dar continuidade ao seu projeto. “Para tudo isso continuar, precisamos de parceiros e é esse a nossa maior batalha, pois só conseguiremos prosseguir se nos unirmos. Juntos podemos muito mais que individualmente”, acredita.

Caina é ponto de encotro para cinéfilos e produtores
O momento, porém, não tem se mostrado um dos mais frutíferos para a produção cultural. Politicamente, nem o governo estadual e nem o federal nortearam ações para impulsionar a produção cinematográfica no estado do Pará, que já mostrou mais de uma vez o seu potencial, com premiações e levando o nome do estado e seus patrocinadores a salas de cinema pelo país.

Mas comparados ao número de projetos e filmes que estão parados por falta de incentivo tanto público quanto privado, esses resultados ainda são ínfimos.

“Meu filme está montado faltando pagar o labarotório e não temos patrocínio para a finalização. Estamos tentando por todos os lados, mas esse semestre parece tudo muito difícil, o poder publico não parece muito sensibilizado. Na esfera municipal, então, nem se fala, é um governo quase falido, resta a iniciativa privada, mas para cinema tudo é muito caro e grande investidor é complicado. No entanto, falta pouco. Com 20 mil reais, termino o Shala”, conclui João Inácio.

11.5.11

Espetáculo da Cia Avuados é mergulho nos subterrâneos do texto

Pontuado por divagações, provocações, imperativos e fugas, estreia nesta sexta-feira, 13, na Casa dos Palhaços, o primeiro espetáculo da Companhia Avuados do Teatro. Com três atores em cena há quase nada de figurino e nenhum cenário. Com uma iluminação precária, alguns candeeiros à vela, “Em algum lugar de mim” é um encontro marcado com possíveis respostas, outros adendos e novas inquietações.

O espetáculo é resultado do trabalho que a Cia. Avuados do Teatro vem desenvolvendo em uma experimentação cênica, com sotaque nortista, paroara. O grupo surge do encontro de um grupo de amigos atores, interessados em investigação teatral com dramaturgia própria, focando o "dizer teatral" a partir de suas histórias de vida.

Em cena as personagens A, B e C revezam-se até a exaustão em busca de um lugar onde estar (perdendo-se em si e no outro) ora distanciados, ora aproximados da vela-mor que os faz olhar pra dentro, pros lados, pra fora do território que por alguma centelha de instante os retém.

Neste primeiro espetáculo do grupo os movimentos e cenas transitam num terreno movediço que pode - ou não- ser de sonho, dor, ilusão, entrega, medo, desejo. Juntos, os três mergulham nas profundezas das águas límpidas ou turvas que o espectador traz consigo, “porque muito provavelmente é lá, em algum lugar das águas subterrâneas deles mesmos, em algum lugar de si que encontraremos respostas para olhar a vida como espelho vazado que é”. 

O texto (pretexto) atravessa o "ser ator" chegando à platéia por meio desta travessia feita a remo pela voz, como um raio que se refrata multiplicando- se quando tocá-la como luz multiforme contida em cada espectador diante de nós. 

O ator é este prisma que possibilita as mais variadas formas possíveis de dizer em cena, onde e como a ventania deste nevoeiro interpretativo nos projeta. Diferente de um espelho que apenas reflete, o intérprete acolhe a fala, sua e do outro, a reelabora na memória corporal e sonora presente no seu tempo vivencial, devolvendo-a com outras camadas carregadas de sentidos. 

É como uma teia que atravessada pela luz do sol, deixa vazar o feixe de luz, mas que dependendo da hora e do estado da mesma, este feixe vai ter tons e formatos variados.

“O trabalho do ator aqui consiste apenas em uma leve e certeira condução na qual deixar-se ir é a única forma de ficar" (Rosilene Cordeiro, Atriz que interpreta personagem C, sobre o espetáculo).

"É um embaçado espelho quebrado. Com seus pequenos fragmentos refletindo um lugar interno e coletivo. Onde fica esse lugar? É por conta de quem nele se mira." (Fabrício de Souzsa, ator que interpreta o personagem A, sobre o espetáculo).

"Em algum lugar de mim são três pessoas emanando uma energia interrogativa e cortante. É como uma raiz que silenciosamente domina e destrói muros e casarões" (Dario Jaime, ator que interpreta personagem B, sobre o espetáculo).

Serviço
Em Algum Lugar de mim. Com Dario Jaime, Fabrício Souzsa, Rosilene Cordeiro. Texto e Encenação: Mailson Soares. Curadoria: Wlad Lima. Temporada: 13, 14 e 15 de maio, às 20h, na Casa dos Palhaços (Tv. Piedade Nº 533, esquina com a Tiradentes, Bairro Comércio). Contatos: (91) 8195-4808/ 3297-7512 (Rosilene)/ 8873-7147/ 8330-9206 (Mailson).