10.10.18

Mestres Urbanos de Icoaraci no palco do Waldemar

Identidade visual/Vilson Vicente
Jaci (Os Caçulas da Vila), Lourival Igarapé (Tamaruteua e Carimbó de Icoaraci), Ney Lima e Thomaz Cruz (Os Africanos de Icoaraci) aportam no Teatro Waldemar Henrique. nesta quinta-feira, 11, às 19h. Ingressos: R$ 20,00.

“Quando chega outubro, alegria bate no meu coração, é a festa do Círio de Nazaré trazendo emoção”, canta Mestre Thomaz Cruz. É o que vamos ouvir ecoar entre outras canções a pau e corda que fogem da forma tradicional de confecção. Enquanto o natural é utilizar a matéria-prima na fartura da natureza: troncos, sementes, bambus etc, trabalha-se com a natureza da cidade, tendo o lixo como matéria-prima transformada em instrumentos de carimbó. 

São banjos com corte de panela de pressão, capacete de motociclista, paletes, tambor de cano de PVC, flauta de cerâmica etc. Carimbó autoral, poesia marcada entre o urbano e o imaginário ribeirinho, ‘caboclo’, são alguns dos atrativos do show da próxima quinta. Tudo isso faz parte da sabedoria popular dos mestres urbanos, reconhecida e fortalecida com o projeto ‘Mestres Urbanos’.

Foto: Uirandê Gomes
A ideia surgiu de uma vivência de quase três anos no Distrito de Icoaraci, na interação entre Hugo Caetano e Priscila Duque, ambos do grupo Cobra Venenosa, com o cotidiano dos mestres, com as rodas de carimbó, ‘levando carimbó de bike’, ‘mangueando’ nos ônibus da cidade, tocando nos batuques, nas ruas e praças. 

"O show ‘Mestres Urbanos’ é parte de um projeto que tem por objetivo produzir, difundir e valorizar a Cultura do Carimbó, suas mestras e mestres, estimulando a troca de saberes e a aproximação do carimbó pau e corda com as novas gerações”, afirma Priscila Duque.

Esta será também a primeira vez da comunidade carimbozeira da Vila Sorriso nas galerias deste teatro, contemplado pelo Prêmio Pauta Livre, da Fundação Cultural do Pará. Marcará um reencontro desses mestres e músicos, que já haviam realizado uma temporada com shows e vivências em 2017. O show também contará com a participação do grupo “Cobra Venenosa”, que apresentará canções autorais que fazem parte do primeiro álbum do grupo, o qual está em etapa de gravação em estúdio e será lançando no início do próximo ano.

Serviço
Show ‘Mestres Urbanos da Vila de Icoaraci’, 19h, no Teatro Experimental Waldemar Henrique - Praça da República. Ingresso: R$ 20,0 – meia entrada para estudante.

(Holofote Virtua com informações da assessoria de imprensa - Pricila Duque).

9.10.18

Animação: guitarrada de Mestre Vieira na TV Brasil

A TV Brasil começa a exibir nesta sexta-feira, 12, Dia das Crianças, a série de animação “Os Dinâmicos”, inspirada nas músicas e trajetória do grupo Vieira e Seu Conjunto, formado no final dos anos 1970, por Mestre Vieira, o criador da guitarrada paraense. A exibição segue de 15 a 19, às 13h10, e no domingo, 21, às 15h15..

Produzida com equipe de profissionais paraenses, a obra é inspirada nas músicas e trajetória do grupo Vieira e Seu Conjunto, formado no final dos anos 1970, por Mestre Vieira, o criador da guitarrada paraense. Na animação eles tocam um ritmo original e contagiante, animam festas e também guardam um segredo. Possuem super poderes e se transformam em Os Dinâmicos com a missão de cuidar das crianças, da floresta e da cidade em que vivem. 

Os personagens foram inspirados nos músicos reais e além de Mestre Vieira, que faz a Milagrosa, a guitarra mágica funcionar, temos Dejacir Magno (vocal), Lauro Honório (guitarra base),Idalgino Cabral (baixo) e Luis Poça (tecladista). Na vida real, o grupo estava há 37 anos sem tocar juntos, quando se reencontram em 2011 e resolvem fazer shows, desta vez como Mestre Vieira e Os Dinâmicos, o nome antigo do grupo.

Nesta sexta e no domingo serão exibidos os 2 primeiros episódios. "Esse Bode dá Bode" é inspirado na música Melô do Bode, sucesso do segundo LP de Vieira e Seu Conjunto que estourou nas paradas de sucesso no nordeste, vendendo mais de 300 mil cópias.

Na história animada, o grupo é chamado para fazer um show no Ceará, mas chegando lá se descobre que não havia show e que na verdade fora uma criança  que estava sendo assombrada pelo terrível Cabra Cabriola, quem os chamou para salvá-la. Os Dinâmicos enfrentam o encantado e resolvem o problema. 

No segundo episódio navegamos pelo universo das nossas lendas, mas trouxemos à tona "A Impostora", uma bruxa americana travestida de Matinta Pereira que vem para Amazônia praticar suas bruxarias. E ainda prendeu uma criança para lhe servir de escravo. Os Dinâmicos chegam e botam ela para correr. A Matinta agradece. 

Costumes e questões da Amazônia

No episódio "Pernas pra que te quero", temos uma questão com a derrubada da floresta. Já o  tráfico de animais silvestres é tratado no episódio "Uma Boquinha", e ainda o hilário episódio da 'goumertização' do nosso açaí, no episódio "Dragão Engolidor de Açaí". E por aí vai.

O mote, de modo geral, é uma criança em perigo, que chama Os Dinâmicos para ajudá-la. Na casa da árvore, onde estão ensaiando, o sonar toca e a guitarra Milagrosa é acionada transformando-os em super-heróis. Guitarreiro (Mestre Vieira), Spectro (Idalgino), Ciclone (Lauro), Alado (Dejacir), Trakitana (Poça) e Aprendiz (Batera), que se envolvem em aventuras que revelam, através do mágico universo da animação, as características, o linguajar, costumes e lendas da Amazônia.

"Não está retratado na série um personagem real importante da história da guitarrada que é Cassiano Pereira, o baterista, o cara que inventou 'o molho da guitarrada'. Não cheguei a conhecê-lo. Nos mais de 10 anos de carreira do grupo, foram 14 LPs gravados e um sucesso estrondoso no nordeste, na década de 1980, com guitarradas que traziam letras, como as lambadas da Baleia, do Curupira, do Mapinguari, todas elas inspiradoras para a nossa série, como você verão", diz Luciana Medeiros, da produção da série.

Equipe de profissionais paraenses

Elenco principal (Apce Stúdio, 2016)
Trazendo ainda como referência as animações dos anos 1970 e 1980, com séries animadas de aventura de heróis e suas bandas musicais, Os Dinâmicos foi toda produzida em Belém, com exceção do serviço de acessibilidade, feito por um estúdio no Rio de Janeiro.

O projeto de financiamento da série foi aprovado pelo Edital Prodav-8/2014 – TVs Públicas, com realização da Central de Produção Cinema e Vídeo na Amazônia. A Direção de Arte conta com a experiência de Cássio Tavernard (A Turma da Pororoca) e na equipe e direção de animação, Gustavo Medeiros, Eliezer Aido e todos os demais animadores que fizeram parte do processo, pelo Muirak Studio.

A direção é de Afonso Gallindo e Luciana Medeiros, que também assina o argumento e a pesquisa. O roteiro é de Adriano Barroso, com a colaboração de Mariana Paz. A gravação dos diálogos foi feita no Ápice Stúdio. O desenho e finalização de som é de Victor Jaramillo, na primeira fase, e de Leo Chermont e Dan Bordallo - Estúdio Floresta Sonora-, na segunda e na fase final.

No elenco grandes atores paraenses, como Marton Maués, Henrique da Paz, Lucas Alberto Cunha, Mário Filé e Leoci Medeiros, que fazem respectivamente as vozes de Mestre Vieira (Guitarreiro), o mentor da turma, Lauro (Ciclone), o guitarra base da banda, Poça (Trakitana), o tecladista; Batera (Aprendiz), o baterista; e Dejacir (Alado), o vocal; além do baterista e produtor Carlos Canhão Brito, que faz as vozes de Idalgino (Spectro), o baixista.

A série também contou com Adriana Cruz, Ester Sá e Astrea Lucena, que fizeram vozes de personagens que contracenam com no elenco principal, além de Luan Medeiros Weyl, Lucas Tavernard e João Pedro Pinheiro Bittencourt, que gravaram as falas das crianças da série.

"Houve outras pequenas participações também de voz do restante da equipe, como a voz de Cássio Tavernard, no episódio "Monstrinho de Estimação", enquanto Carlos Brito além de ser voz de Idalgino/Spectro, também gravou todas as 13 aberturas. Eu gravei a fala de uma menina. Todos nós nos divertimos de certa forma fazendo a série, principalmente nestes momentos em que estivemos com os atores. Cada fase é interessante. Nunca havia feito nada com animação. Aprendi muito e gostei, queremos muito que as pessoas assistam e torcemos para que gostem", finaliza Luciana.

Como ver na TV Brasil

Nas regiões onde não é exbida no mesmo horário ou período a programação da Tv Brasil pode ser vista pelas operadoras de TV por assinatura – SKY (Canal 23 - DTH), CLARO TV (canal 9 - DTH), GVT (canal 234) e NET ( canal 531 - em HD). 

FICHA TÉCNICA
Série Os Dinâmicos
13 episódios - 5 minutos

Elenco de vozes principais
Carlos Brito Jr.  - Idalgino - Spectro
Henrique da Paz - Lauro - Ciclone
Leoci Medeiros - Dejacir - Alado
Lucas Alberto Cunha - Poça 
Mário Filé - Batera - Aprendiz 
Marton Maués - Mestre Vieira - Guitarreiro

Elenco de vozes secundárias (fundamentais)
Astrea Lucena
Ester Sá
Luan Weyl
Lucas Tavernard
João Pedro Pinheiro Bittencourt
Argumento
Luciana Medeiros
Roteiro
Adriano Barroso
Colaboração: Mariana Barroso (colaboração)

Direção
Afonso Gallindo
Luciana Medeiros

Direção de Animação
Cássio Tavernard

Estúdio de Animação
Muirak Studio LTDA

Finalização de Som e Desenho Sonoro
Victor Jaramillo + Leo Chermont, Dan Bordallo (Estúdio Floresta Sonora)

Produção Executiva
Luciana Medeiros

Realização
Central de Produção Cinema e Vídeo na Amazônia

Contato:  91 98134.7719

Auto do Círio 2018: um grito de amor e diversidade

Trazendo como tema "Maria – Diversidade do Amor", este ano o Auto do Círio enfatiza o que vem nestes anos todos enaltecendo: a Belém diversa culturalmente. É nesta sexta-feira, 12, a partir das 19h, com a concentração na Praça do Carmo, na Cidade Velha.

O Pará votou contra o fascismo. Agora é hora de agradecer e se fortalecer nas ruas. O Auto do Círio parece bradar isso, ao enfatizar a diversidade religiosa da cidade, a diversidade artística, o amor, as  matrizes negras, indígenas e católicas, as matrizes dos encantados e das noções de circularidade, abrangendo o sentido da vida e o sangue que circula pelo corpo humano, pelas encruzilhadas e pela fé de cada um que cruza as ruas no mês de outubro nesta cidade. Esse é o recado para nós que estamos em um momento de decisões sérias para o futuro da nação!

O Auto do Círio 2018 conta os professores Tarik Coelho, na coordenação geral, Cláudio Didimano, na direção Cênica, e Miguel Santa Brígida, na curadoria. A realização dessa 24a edição é da Escola de Teatro e Dança ETDUFPA) e do Instituto de Ciências da Arte (ICA) da Universidade Federal do Pará (UFPA), através da Diretoria de Arte, Cultura, Esporte e Lazer (DACEL), da Pró-reitora de Extensão (PROEX). 

"É neste momento de celebração a Nossa Senhora de Nazaré que devemos refletir o nosso fazer artístico, que compromissos temos com os fatos sociais e históricos da capital paraense e do mundo. Aqui classificamos o nosso fazer artístico como plural e múltiplo", diz o diretor cênico Claudio Didimano. 

Ele lembra que a consolidação da cultura brasileira, apesar de ter construído historicamente mitos sobre o modo como lidamos com a diferença, é marcada por um sentimento de intolerância em relação a cultura do outro, no lugar do outro e com o outro. "Não é incomum vivenciarmos agressões e mortes que acontecem com as pessoas em nossa sociedade, o que desconstrói qualquer concepção mitológica sobre o modo como nos relacionamos com a vida", continua.

Para Dídimano, "o diálogo dessa vida é algo que compõe a condição humana e está intrinsecamente encruzilhada à ideia de humanidade, que só existe e só é possível na diversidade da própria vida. A diversidade do amor pode ser respeitada a partir de diferentes formas, sendo mais comumente relacionada às noções de variedade, pluralidade e diferença das cores de afetos. O diverso, portanto, é o diferente na medida em que ele também é igual a mim, enquanto eu sou o diferente do outro, o amor", comenta Claudio Didimano.

O Auto do Círio, enquanto programa de extensão universitária, foi criado em 1993, pelo Professor Marcos Ximenes, reitor da época, pela Professora Zélia Amador de Deus, vice-reitora, juntamente com Margareth Refkalefsky, diretora do Núcleo de Arte da UFPA, hoje Instituto de Ciências da Arte (ICA), com o objetivo de revitalizar o Centro Histórico de Belém por ocasião do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, possibilitando o exercício da prática e do ensino das artes por meio do Teatro de Rua.

O projeto contou inicialmente com o teatrólogo Amir Haddad, que realizou a primeira oficina de Teatro de Rua e dirigiu as montagens do cortejo nos anos de 1993 e 1994. De 1995 até 2009 o projeto foi transformado em programa de extensão e passou a ser coordenado e dirigido pelo prof. Miguel Santa Brígida. Em 2010 assumiram a coordenação do mesmo, assim como a direção do espetáculo os professores Francisco Edilberto Barbosa Moreira (Beto Benone) e Cláudia Suely dos Anjos Palheta. E em 2014, assume a direção cênica o professor Adriano Furtado, e a coordenação do projeto passa a ser realizada pela professora Cláudia Palheta.

A partir de 2015 o Auto do Círio passa a ser coordenado pelo professor Tarik Coelho, que por sua vez vem colaborando com o evento desde 2005, junto com uma equipe que vem colaborando com a realização das últimas edições do Programa Auto do Círio. 

A iniciativa vem se firmado como um cortejo belíssimo, que ano após ano consolida a identidade da UFPA nas ações do Círio de Nossa Senhora de Nazaré. O programa também visa estruturar ações junto à comunidade paraense que possam possibilitar o desenvolvimento sociocultural e aprimoramento técnico dos atores, bailarinos, cantores, cenógrafos, figurinistas e demais artistas envolvidos no projeto. 

Serviço
O Cortejo inicia às 19h, do dia 12 de outubro, na rua Dom Bosco/ Praça do Carmo, no bairro da Cidade Velha, seguindo pelas ruas Dr. Assis, rua Padre Champagnat /Largo da Sé, Rua Tomázia Perdigão até a praça D. Pedro II em frente aos Palácios Lauro Sodré e Antônio Lemos, onde acontece a apoteose e encerramento do cortejo.

8.10.18

"À Luz do Círio" iluminando as ruas da Cidade Velha

Fotografia de Ursula Bahia
A maior procissão do mundo pelos olhos de 17 fotógrafas e uma artista visual é o mote da intervenção “À Luz do Círio”, cuja programação em Belém já está se desenrolando no bairro da Cidade Velha, onde segue com projeções ao ar livre até este sábado, 13 de outubro.

Anote aí e se programe, pois há muitas opções, esta semana, na cidade, por conta das festividades do Círio de Nazaré. Até quinta-feira, 11, as projeções do projeto serão feitas no Forte do Presépio, com a música instrumental de Danny Lucio, Tiago Amaral e MG Calibre. Já na fachada do Museu do Círio, poderá ser visto na sexta, 12, e sábado, 13. Tudo, sempre a partir das 19h.

“À Luz do Círio” é um grande espetáculo audiovisual. Trata-se de projeções ao ar livre por equipamentos de alta tecnologia em que as fotos são espelhadas nos prédios aproveitando os recortes das fachadas. “É como um cinema que usa a arquitetura da cidade como tela”, diz uma das fotógrafas convidadas, Fatinha Silva.

O projeto iniciou no final de setembro, através de um  encontro com o publico envolvendo artistas, curador e  produtora. Também uma oficina Projeção Criativa foi ofertada gratuitamente a 15 inscritos. Depois de uma seleção feita pelo curador da mostra, o também fotógrafo Guy Veloso, as fotos foram ordenadas e resignificadas por Roberta Carvalho, uma das mais conhecidas artistas visuais que desenvolve trabalhos utilizando esta técnica. 

Fotografia de Evna Moura
“A possibilidade de explorar a arte no espaço público é uma forma de ressignificar nosso olhar para a arte e para os espaços da nossa cidade. Ver fotografias projetadas em proporções monumentais e ainda sobre a fachada de um dos museus de Belém é bem simbólico e potente”, diz Fatinha.

Além de Fatinha, mais 16 fotógrafas paraenses participam com seus trabalhos: Joyce Nabiça, Luciana Magno, Karina Martins, Ursula Bahia, Cinthya Marques, Bárbara Freire, Déia Lima, Evna Moura, Paula Giordano, Flavia Bassalo, Marise Maués, Irene Almeida, Nailana Thiely, Jaciandra Santos, Tília Koudela, Lorena Fadul.

O Projeto À Luz do Círio tem o selo do Ministério da Cultura via Lei Rouanet com o patrocínio de Atacadão e parceria da Secretaria de Cultura do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus –SIM, Sesc Boulevard, Museu do Círio e Forte do Presépio.

Projeções na Cidade Velha 

Forte do Presépio
- Projeções e música instrumental com Danny Lucio, Tiago Amaral e MG Calibre.  Desde o dia 6, até dia 11 de outubro – a partir das 19h.

Museu do Círio
Videomapping na fachada do Museu. Dias 12 e 13 de outubro - 6ª.feira e sábado - a partir das 19h

Tapajós reúne gerações no palco do Theatro da Paz

Uma apresentação repleta de afetos e parcerias. É assim que chega ao palco do Theatro da Paz, nesta sexta-feira, 12 de outubro, às 20h, o show “Gerações Tapajós”, cujos ingressos começam a ser distribuídos nesta quinta-feira, 11, a partir das 9h, na bilheteria do teatro e pelo www.ticketfacil.com na internet. 

Artistas, músicos, cantores e compositores que possuem influência e proximidade com o violonista, como Nilson Chaves, Jane Duboc, Leila Pinheiro, Mestre Solano, Salomão Habib, Ney Conceição, Nego Nelson, Luiz Pardal, Lúcio Mouzinho e Paulinho Moura, farão uma grande homenagem ao músico, que estará também acompanhado pelo violonista Igor Capela, que faz a direção musical do show, Márcio Jardim (percussão) e Andreson Dourado (teclado).

“Estou muito feliz de estar com Sebastião Tapajós e tantos artistas, músicos queridos nesta noite inesquecível na nossa Belém adorada e no Theatro da Paz. Muita emoção junta. Ufa! Vamos homenagear, louvar, reverenciar e nos emocionar com as músicas lindas e tocantes que Sebastião há tantos anos compõe e nos ilumina. Pequenino de tamanho - um gigante tocando.

A gente se reencontrou em 2017 e foi para o palco junto com a Orquestra Jovem Vale Musica e hoje, sob as bênçãos de N.S. de Nazaré vamos todos cantar suas músicas. Que noite nos espera!!! Saúde e muita paz, Tião querido, tu és o coração inteiro do Pará batendo forte”, diz Leila Pinheiro.

Será um encontro de artistas de diversas gerações que acompanham o trabalho e a trajetória de um dos mais importantes violonista do mundo. O espetáculo faz um recorte dessa trajetória que abrange composições eruditas, folclóricas e populares e que inspiram e influenciam diferentes gerações de artistas, alguns de expressão nacional e internacional.

No repertório,  20 músicas de Sebastião Tapajós, a maioria composições individuais e o restante em parceria. Não ficarão de fora sucessos como Milonga do sabiá, Pro Baden, Um pro Ney, Igapó, Cheiros do Pará, Ana Luíza, Luá Joá, Aos da guitarrada e Rei Solano, entre as autorais. Das parcerias estão Navio Gaiola (Letrista: Antonio Carlos Maranhão), que terá interpretação de Nilson Chaves, A flauta (Letrista: Billy Blanco), que terá interpretação de Jane Duboc, Desencanto (Letrista: Billy Blanco), com Leila Pinheiro e a novíssima Bem mais (tributo à Edna Savaget - Letrista: Lourdes Garcez), que será interpretada também por Leila Pinheiro.

“Vamos estar todos juntos nesta homenagem no dia 12de outubro, com Sebastião Tapajós e convidados. Ele que é o nosso amado mestre, um violão paraense dos mais conhecidos no planeta terra, e merece toda nossa homenagem. É o nosso compositor, anjo e amigo”, diz emocionada a cantora Jane Duboc que gravou “Da Minha Terra “, o primeiro e único álbum lançado da parceria entre a cantora e o violonista e compositor. Foi o 13o álbum dela e o 26o do Sebastião Tapajós.

Sebastião Tapajós se formou em música na Europa e realizou recitais em diversos países, tem cerca de 60 CDs lançados, sendo eles referências no Brasil e no mundo. O músico também chegou a ser professor de Violão Clássico no Conservatório Carlos Gomes, de 1966 a 1967. Nos últimos anos, o violonista vem compondo um grande número de novas obras, experimentando novas estéticas e revisando sua vasta produção.

Em 2010, fez a direção artística do CD Cristina Caetano interpreta Sebastião Tapajós e Parceiros. Em 2011, produziu e lançou os CDs Cordas do Tapajós e Conversas de Violões, com o músico Argentino Sérgio Ábalos. Em 2012, lançou Suíte das Amazonas e remasterizou o clássico Painel, uma de suas obras mais conhecidas em todo o mundo. Em 2013, lançou e realizou turnê nacional com o CD Da Lapa ao Mascote, e lançou o DVD Sebastião Tapajós e amigos solistas. Em 2017, lançou o CD Memórias.

“Conheci o Sebastião Tapajós em 1968 através de uma carta do maestro Waldemar Henrique quando estava indo para o Rio de Janeiro. A partir daquele momento nos tornamos amigos, parceiros e gravamos o disco 'Amazônia Brasileira', lançado na Europa, por um selo alemão. Desde então foram vários shows, apresentações. Ele é um grande amigo, irmão, parceiro, uma pessoa linda e generosa e transbordando de talento, musica”, ressalta Nilson Chaves.

O artista também já tocou com nomes conhecidos da música brasileira e internacional, incluindo Hermeto Pascoal, Zimbo Trio, Waldir Azevedo, Paulo Moura, Sivuca, Maurício Einhorn, Joel do Bandolim e Yamandu Costa, Gerry Mulligan, Astor Piazzolla, Oscar Peterson e Paquito D'Rivera. Além de sua obra como instrumentista, é autor de várias canções, em parceria com Marilena Amaral, Paulinho Tapajós, Billy Blanco, Antonio Carlos Maranhão, Avelino V. do Vale, Lourdes Garcez, Gonzaga Blantez e outros. 

Constam da relação dos intérpretes de suas canções, artistas como Emílio Santiago, Miltinho, Pery Ribeiro, Jane Duboc, Maria Creuza, Fafá de Belém, Nilson Chaves, Ana Lengruber, Cristina Caetano, Andréa Pinheiro, Alba Maria, Nanna Reis, dentre outros.

Bastante popular no exterior, onde é considerado um dos violonistas mais criativos e originais, Sebastião vê suas obras serem constantemente regravadas em CDs, nos diferentes países onde se apresentou. Seu disco "Guitarra Criolla", de 1982, ganhou diversos prêmios na Europa, incluindo o Grande Prêmio do disco da Alemanha, assim como "Terra" (1992). Por diversas vezes ganhou o Prêmio SOCIMPRO, por suas músicas serem as mais executadas no Brasil. Em 1997 registrou em disco sua parceria com Gilson Peranzzetta, no CD "Afinidades".

Serviço
Show “Gerações Tapajós”, com Sebastião Tapajós e convidados: Nilson Chaves, Jane Duboc, Leila Pinheiro, Mestre Solano, Salomão Habib, Ney Conceição, Nego Nelson, Luiz Pardal, Paulinho Moura e Lúcio Mouzinho. Entrada franca. Os ingressos poderão ser retirados a partir desta quinta-feira, 11, às 9h, na bilheteria do Theatro da Paz ou on line www.ticketfacil.com. Realização Teatro da Paz, SECULT, Governo do Estado. Informações à imprensa: 91 98134.7719. 

5.10.18

37ª edição do Arte Pará enfatiza temática indígena

Fotografia de Valdir Curz
Fotografias, pintura, videoarte, objetos e interferência urbana. A 37ª edição do Salão Arte Pará, com curadoria geral de Paulo Herkenhoff, traz como eixo central a área Indígena. Abertura, dia 10 de outubro, às 19h30, no Museu da UFPA, e dia 11, às 10h30, na Rocinha - Museu Paraense Emílio Goeldi.


Partilhar aproximações e estranhamentos culturais, além de preservar um patrimônio cultural indígena. "A ideia é dar voz desse a esse patrimônio e entendê-lo como atual e não apenas como algo do passado, seja um passado recente, seja um passado mais remoto”, diz Vânia Leal, curadora educacional do salão. Ela adiantou ao blog um pouco do que o público vai ver neste evento, que já integra o calendário cultural da cidade de Belém, no período do Círio de Nazaré. 

Este ano são 21 artistas convidados, que vão atravessar a temática da cultura indígena em diversos núcleos. "Haverá um núcleo de vídeos extraordinários com os artistas: Letícia Parente, Guerreiro do Divino Amor, Juliana Notari, Katia Maciel, Niura Bellavinha, Isabel Ramil, Octávio Cardoso e Armando Queiroz”, continua a curadora. 

Já no núcleo da pintura estão trabalhos de Nina Matos, Dina de Oliveira, Eder Oliveira, Armando Sobral e Ruma.  No núcleo da fotografia, Edu Simões, João Farkas, Rogério Assis,  Valdir Cruz, Claudia Andujar, Xadalu e Berna Reale trazem em suas obras o  reconhecimento da identidade indígena como parte integrante e ainda atuante na própria identidade brasileira. 

Videoperformance "Mimoso", de Juliana Notari
“Identidade que muitas vezes é pensada somente como uma participante ancestral na construção do Brasil, mas que, no entanto, é fator vivo em nosso país. O artista Xadalu (RS), da etnia Guarani, fará uma interferência urbana em pontos estratégicos. Ainda é surpresa mas deixará marcas na cidade”, adianta Vânia Leal.  

Ainda na fotografia, Walda Marques vai apresentar o vídeo resultado do Projeto Senhora Raiz, além de registros fotográficos, segundo a curadoria, ricos em detalhes do trabalho com foco na mão-de-obra feminina, que há muito está intimamente  ligada à atividade artesanal, desde a colheita, plantação e preparo da farinha.

“Por sua ação agregadora, a mulher é personagem principal nesse processo. Ela conduz com maestria, debulha, carrega o cesto, descasca, tritura, seca e transporta em canoas”, diz Walda ao ressaltar que, todo esse processo é foco do registro e está presente em cada etapa da cadeia produtiva da mandioca paraense até chegar às mesas de todas as classes sociais, sem distinção.

Serviço
37º Arte Pará. Abertura dia 10, às 19h30, no MEP, e dia 11, às 10h30, no Museu Emílio Goeldi. Patrocínio: FIBRA - Faculdade Integrada Brasil Amazônia. Apoio: SetransBel, Sol Informática e O Liberal na Escola.

Mariano Klautau Filho abre mostra na Kamara Kó

Mariano Klautau Filho abre neste sábado, 6, na Kamara Kó Galeria, a exposição "Transitivo – inéditos e dispersos, reunindo trabalhos de períodos diversos nos últimos dez anos. Há obras inéditas e séries parcialmente exibidas em coletivas. Período dedicado tanto ao uso da fotografia digital como às películas e às câmeras analógicas, o fio condutor entre os trabalhos surge no encontro entre diário e ficção, em que os lugares e personagens são vistos em constante trânsito.

O eixo da mostra é a série "Depois do Fim", quase toda inédita, pois alguns trabalhos foram exibidos na coletiva "O Olhar que veio da terra", na Galeria Virgílio em São Paulo em 2012 e em mais duas exposições que a Kamara Ko produziu em museus e espaços culturais, como "Além de um lugar", no Espaço Caixa Cultural de Brasília e "Imagéticas", no Museu do Estado – MEP, em Belém, ambas em 2014.  Trata-se de uma série toda em digital constituída de dípticos montados separadamente, porém com certa autonomia de combinação entre eles no sentido de imprimir uma dinâmica variável, descontínua intensificando o aspecto temporal e cinematográfico do conjunto.

Completam a exposição dois trabalhos da série em processo intitulada "Consertos para Olympus Pen", um tipo de diário de viagem captado com a câmera que foi muito popular nos anos 60 e 70; duas outras imagens que homenageiam a fotografia de rua colorida dos anos 70 e 80 entre outras apropriações, fotografias e um vídeo que remetem a memórias de viagem. A intenção do artista é mostrar processos inacabados e rascunhos de projetos futuros em que o aspecto ficcional é atravessado pela tradição documental de rua, pela vontade do registro e pela materialidade do suporte analógico.

A ideia de transitivo, para além da relação com o transitório e passageiro, é um elemento de conexão entre as imagens. São aproximadamente 15 trabalhos em que cada imagem pode funcionar como um verbo transitivo, um componente visual que precisa de outro para expandir os significados e o sentido de conjunto.

Sobre Mariano Klautau Filho 

Artista, pesquisador em arte e fotografia, Mariano Klautau Filho é curador independente. Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP e Doutor em Artes Visuais pela ECA/USP, é professor de Artes Visuais e do Programa de Pós Graduação de Comunicação, Linguagens e Cultura da Universidade da Amazônia.  É curador do “Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia” realizado no Museu Casa das Onze Janelas e Museu de Arte da UFPa desde 2010, e Curador Visitante e consultor de fotografia da Pinacoteca de São Paulo, nos anos de 2016 e 2017, onde realizou a mostra Antilogias: o fotográfico na Pinacoteca. 

Artista paraense, já participou das exposições Feito poeira ao vento – Fotografia na Colecão MAR – RJ (2017/2018), Cidades invisíveis – MASP – SP (2014), Pororoca – Amazônia no Mar – RJ (2014), Percursos e Afetos – Fotografias 1928/2011 – Coleção Rubens Fernandes Junior – Pinacoteca de São Paulo (2011), Finisterra (individual) – Fauna Galeria – SP (2010)  e Fotoclub – Montevideo – Uruguay (2009), Realidades Imprecisas – Sesc Pinheiros – São Paulo (2009), Finisterra_Carta Aérea – Wiesbaden – Alemanha (2008), Bienal del Fin Del Mundo – Ushuaia – Argentina (2007), Desindentidad – IVAM -Valência – Espanha (2006), IX Bienal de Havana (2006) entre outras.  Possui obras nos acervos do Museu de Arte Moderna de São Paulo, Museu de Fotografia da Cidade de Curitiba, Coleção Joaquim Paiva – RJ, Coleção Pirelli/MASP – SP, Museu do Estado do Pará – Belém, MABEU – Belém e MAR – Museu de Arte do Rio – RJ.

Serviço
Exposição: Transitivo – Inéditos e Dispersos, de Mariano Klautau Filho. Abertura: 06 de Outubro às 18h. Local: Kamara Kó Galeria – Trav. Frutuoso Guimarães, 611 | Campina – Belém – PA. Visitação: Quarta à Sexta de 15h às 19h. Sábados: 10h às 16h. Encerramento: 24 de Novembro.

4.10.18

O que rola no 2o Festival da Lambateria no Círio

São quase 20 atrações, numa celebração da música latino amazônica, paraense e brasileira, ou tudo isso misturado. Nos dias 11 e 12 de outubro, a segunda edição do Festival Lambateria no Círio terá artistas como Gaby Amarantos, Lia Sophia, Pinduca, Arraial do Pavulagem e Arthur Espíndola, entre outras novidades e destaques da nova geração. 

Para Felix Robatto, idealizador do evento, “a Lambateria já está no calendário cultural da cidade e é parada obrigatória pra quem quer conhecer as novidades da cena e artistas com trabalhos consolidados”. Além de música, o festival apresenta uma cena cultural paraense, com dança, gastronomia e economia criativa. Este ano, serão dez expositores que vão oferecer ao público delícias da nossa culinária e também lojinhas com produtos de artistas do Estado.

A iniciativa vem somar e potencializar atrativos culturais turísticos que já existem neste período festivo na cidade, por sua vez procurada por turistas de outros estados e estrangeiros que chegam aqui para o Círio de Nazaré. O segundo ano do festival está mais robusto. Enquanto em 2017, em apenas um dia, o Festival reuniu sete shows e 11 atrações, a segunda edição será dividida em dois dias. 

“Nosso Festival funciona como uma grande vitrine com diferentes recortes da nossa música. É um resumo do que realizamos na festa ao longo do ano”, explica Félix Robatto. Artista e um dos idealizadores do Festival, o guitarrista é um pesquisador da música latino-amazônica e produtor de trabalhos como “Treme” de Gaby Amarantos, indicado ao Grammy Latino, e o último trabalho de Lia Sophia. 

Ele conta que a ideia da festa surgiu quando ele também se preparava para lançar o segundo disco solo: “Belemgue Banger”, resultado de sua pesquisa sobre as origens da Lambada. “Eu já realizava uma festa semanal de música paraense, mas queria fazer algo mais completo, que pudesse reviver os climas dos bailes dançantes do Estado. Foi assim que surgiu a Lambateria”, diz o músico. 

1o dia tem carimbó e guitarrada com homengem 

Na quinta-feira, 11, o festival inicia no La Musique, atual casa da Lambateria, trazendo shows da Orquestra Pau e Cordista de Carimbó, com participação de um dos ícones de outro popular gênero musical brasileiro, Arthur Espíndola, que mostrará que samba e carimbó podem tocar na mesma roda. 

Em seguida haverá homenagem a Mestre Vieira, o criador da guitarrada e um dos inspiradores da Lambateria. A banda “Filhos do Mestre Vieira”, formada pelos filhos músicos do guitarrista, mostra um show com releituras de grandes sucessos do guitarrista e lembrando os 40 anos do disco Lambada das Quebradas, o primeiro Lp lançado por Vieira e Seu Conjunto. Na bateria, Waldecir Vieira, no teclado, Wilson Vieira e na percussão, Waldir Vieira. O grupo conta ainda com os guitarristas Dhiosy Marques e Rodrigo Magno. Joaquim de Lima Vieira faleceu em fevereiro deste ano, em Barcarena, onde nasceu e se inspirou para realizar sua obra.  

Encerrando a noite, os “parapernambucanos” da banda Dirimbó apresentam a mistura do Carimbó com os gêneros de Recife como o Frevo, resultando em um gingado quente do Pará e de Pernambucano. A noite contará ainda como show de Félix Robatto e seu Conjunto e, na discotecagem, os DJs Zek Picoteiro, Will Love (produtor musical e integrante da Gang do Eletro), Raul Bentes e Rebarbada.

2º dia do festival é na beira do rio

Na sexta, 12, é na Insano Marina Club, que recebe shows desde cedo, ao por do sol. Ao lado de artistas consagrados como Arraial do Pavulagem e Pinduca, o Festival recebe nomes que, apesar de mais jovens, já conquistaram seu espaço e respeito do púbico. 

É o caso do bando Mastodontes, considerado um dos melhores shows do ano. O grupo faz a abertura, que contará com a participação da artista Liége. Juntos, eles prometem abrir a programação apresentando o talento e inovação de uma nova geração da cena da cidade. Formado por 12 artistas de diferentes linguagens como teatro e audiovisual, o grupo tem uma performance contagiante que também convida a refletir sobre uma sociedade menos violenta e segregadora, menos preconceituosa, homofóbica, misógina e transfóbica. 

Uma proposta que se assemelha ao  trabalho da cantora e compositora Liège, cujo trabalho autoral vem se destacando na cidade e no Brasil (depois de uma turnê nos Estados Unidos, a artista se prepara para uma turnê em São Paulo no segundo semestre desse ano). 

Também estão programados para esta segunda noite, Gaby Amarantos, Lia Sophia, Pinduca, Arraial do Pavulagem, Strobo e Keila. Também terá Félix Robatto, com participação especialíssima da banda “Os Mapinguaris”, grupo de música regional formada recentemente na cena, banda Fruto Sensual. Na discotecagem, DJ Zek Picoteiro, Raul Bentes e Pequí, que vem a Belém para tocar sua playlist paraense que vem conquistando Goiás.

PROGRAMAÇÃO

Quinta-feira, 11 de outubro
Banda Filhos do Mestre Vieira
Orquestra Pau e Cordista de Carimbó + Arthur Espíndola
Félix Robatto e seu Conjunto
Dirimbó (PE)
Djs Zek Picoteiro + Raul Bentes + Will Love + Rebarbada

Sexta-feira, 12 de outubro
Mastodontes + Liège
Arraial do Pavulagem
Strobo
Lia Sophia
Fruto Sensual
Pinduca
Keila
Félix Robatto + Os Mapinguaris
Gaby Amarantos
Djs Zek Picoteiro + Raul Bentes + Pequí (GO)

Ingressos para o dia 11/10: 
Lote promocional: R$ 15, 
1º Lote: R$ 20 e ingresso inteiro: R$ 25. 

Ingressos para o dia 12/10: 
Lote promocional a R$ 30,00, 
1º lote: R$ 40, 2º lote: R$ 50 e ingresso inteiro a R$ 60. 

Vendas antecipadas

Vendas de camarotes e ingressos físicos em breve. Informações: (91) 98026-1595 / www.lambateria.com.br

Serviço
Festival Lambateria no Círio Ano 2. Na quinta-feira, 11, no La Musique - R. Municipalidade, 488 - Centro. Na sexta-feira, 12, na Insano Marina Club - Rua São Boaventura, 268 - Cidade Velha. Apoio cultural: Insano Marina Club e La Musique.

Bianca Levy lança "Aquífera" sua 1a obra literária

Fotos: Beatriz Mafra 
Depois do pré-lançamento realizado em São Paulo, dia 28 de setembro, na livraria Patuscada, a jornalista Bianca Levy lança “Aquífera” em Belém, neste sábado, 6 de outubro, a partir das 16h, no Colab - Espaço autoral. A programação conta com roda de conversa sobre a produção literária feminina, com a participação da escritora Raphíssima; pocket show de Ramón Rivera e de Lariza, e microfone aberto para sarau e intervenções poéticas.


“Aquífera” começou a ser escrito no início de 2014, quando a autora voltou à Belém, após um um breve período em São Paulo. O deslocamento geográfico, cultural e sentimental para a região Sudeste foi um marco na produção literária de Bianca, que passou a se voltar para sentimentos e paisagens do Norte.

“Foi um salto estético e conceitual da minha escrita, que eu batizei de ‘escrita fluxo’. Quando estava fora, senti uma falta enorme do rio, da bréa, dos afetos do Pará. Andava, andava, andava e só via prédio. Me sentia seca. Quando voltei só pra passar o Natal, acabei ficando de vez e me envolvendo com pessoas e movimentos culturais que estavam rolando na cidade”, comenta Bianca.

Dentre as memórias estão as noites de festa e resistência no Bar do 8, a Feira Libertária na Praça do Carmo e o encontro com outros organizadores de movimentos culturais e sociais, que a levaram ao entendimento da necessidade do retorno. “Houve um entendimento do pertencimento. Tudo isso deu vazão a uma escrita cheia de pressa, intensidade e experiências individuais, sociais, coletivas, vividas na cidade”, declara. 

Em “Aquífera”, essa intensidade se revela em forma de textos não homogêneos, que abrangem desde pequenos contos e poesias visuais, passando por textos quase autobiográficos. “Essa produção foi se alinhavando até 2016, em um período realmente bem intenso da minha vida, com essa volta, esses reencontros, a chegada do meu filho, Javier. 

Para Bianca, a obra reúne escritos em forma de prosas poéticas e poemas, mas que juntos ganham unidade para narrar, mesmo que de forma linear, questões político-sociais, casos amorosos, a chegada da maternidade. “É legal entender o fluxo que a própria escrita toma diante desse manancial de vida, como ela se derrama, como ela se contém, seguindo o fluxo do devir”, explica a autora. 

Foram dois anos para escrever e mais dois anos para maturar. O tempo longo se deve em grande parte pela falta de incentivo financeiro mas também pela insegurança de escritora iniciante de entrar no mercado editorial. O encorajamento veio depois que Bianca uma ligação do poeta Paes Loureiro, seu professor na época, para quem ela havia entregado os textos para leitura, dizendo que tinha gostado e que estava muito surpreso com o que tinha lido.

“Ele completou dizendo que se eu lançasse o livro, gostaria de fazer o prefácio. Quase caio da cadeira e me entalo com a água que estava tomando! Só o reconhecimento de um poeta do quilate dele já era suficiente", comenta Bianca, que tomou coragem e enviou os escritos para a seleção de algumas editoras de fora do estado. Em dois meses, recebeu o retorno da Editora Escaleras, de João Pessoa, especializada livros de escritoras mulheres e trans.

"O Aquífera pra mim é a história de uma busca. De uma busca por algo que nem sei se eu quero ou quis encontrar. É a história de um tempo, de vários amigos, tem um pouco de muita gente aí nesses escritos. Pessoas que cruzaram as esquinas comigo. É um presente pra nós, e particularmente pra mim é um divisor de águas na minha escrita, na minha carreira", comenta Bianca.

A obra, que tem o selo da editora Escaleras, conta com ilustrações de Elisa Arruda, prefácio do professor e poeta João de Jesus Paes Loureiro, de Abílio Dantas e Raphíssima, com orelha da também jornalista e escritora Gabriela Sobral e fotos do Rodrigo José e da Beatriz Mafra.

"É uma obra que já carrega a relação com a água, que atualmente eu exploro em outras linguagens dentro do mestrado em artes, e também na minha espiritualidade. É o abre-alas de muito trabalho que tem pela frente, pois como o próprio livro preludia (seja no caráter imagético dos textos ou nos escritos em si), a inquietação das minhas palavras, que querem ser aladas e já não se resumem só às letras, ao objeto livro, desaguando em performances, vídeos, fotos, colagens, instalações”, finaliza Bianca. 

Serviço
Lançamento do Livro Aquífera, da escritora Bianca Levy . Neste sábado, 6, a partir das 19h, no Colab - Espaço autoral -  TV. Campos Sales, 705, entre General Gurjão e Carlos Gomes – Campina. Entrada Gratuita. Valor do livro: R$ 42,00.

(Holofote Virtual com texto enviado pela assessoria do lançamento do livro)

3.10.18

Daniel Leite lança um livro em aquarela e braille

Ler estimula o raciocínio e melhora o conhecimento e, por consequência, promove inclusão social. O hábito da leitura é o meio mais popular para se adquirir conhecimento e assim o escritor Daniel Leite lança nesta quinta, 4, o livro "Burburinho", editado em aquarela e em Braille. O lançamento será a partir das 18h, na Casa das Artes, em Belém, com o patrocínio do Banco da Amazônia para que parte dos exemplares sejam doados a escolas e bibliotecas públicas.

O objetivo é estimular a criatividade e a leitura, além de se contribuir para diminuição da desbraillização, fenômeno que ocorre atualmente por conta da subutilização do Sistema Braille em decorrência dos recursos tecnológicos em áudio. Daniel Leite acredita que mesmo com os recursos digitais, a leitura é fundamental para a aprendizagem e o livro pretende incentivar as pessoas cegas a lerem e se encantarem com a história. 

“Em algumas Feiras de Livro, observamos ausência de livros infantis em Braille. A partir daí veio a ideia do "Burburinho"”. O livro conta a história de Maria, uma menina cega que descobre um "certo mundo pulsante nos olhos de suas mãos” e tem, como ponto de partida, uma forma poética do ato de narrar e chamar a atenção para a inclusão social.

O projeto iniciou com um convite da professora Joana Martins, que desenvolve o trabalho "Projeto Lamparina Acesa: Literatura Acessível". “Em 2014, ela me convidou para fazermos um livro falado de "A história das crianças que plantaram um rio", de minha autoria. Particularmente, devo toda essa minha iniciativa a Joana. Ela me fez ver que podemos efetivamente contribuir para pensar em livros infantis inclusivos em nossa região”, disse Daniel Leite. 

O autor também destaca o apoio do Banco da Amazônia para o desenvolvimento de seu trabalho. “A iniciativa do banco, para mim, representa o quanto podemos fazer do nosso trabalho uma grande partilha para chegar às pessoas e estarmos juntos neste libertador abraço que é a leitura”.

Para o coordenador de Patrocínio do Banco da Amazônia, Ewerton Alencar,  o apoio a projetos voltados para inclusão social faz parte das ações de desenvolvimento executadas pelo Banco da Amazônia na região. “O livro permite que uma parcela significativa de público tenha acesso a este mundo maravilhoso da leitura. E é com grande satisfação que apresentamos mais esta obra do Daniel Leite, a qual, temos certeza, vai agradar a todos”, relatou.

Serviço
Lançamento do livro "Burburinho", de Daniel Leite. Nesta quinta, 4, às 18h, na Casa das Artes –  Praça Justo Chermont, 236 - Nazaré, Belém.