16.7.13

Artistas levam manifestação para ruas de Belém

Fotos: Ronaldo Rosa

Depois do ato no palco do Teatro Margarida Schivasappa do Centur, onde acontecia, no dia 09 de julho, mais uma apresentação da Mostra Terruá Pará, artistas se reuniram durante a semana e se mobilizaram também via redes sociais, para sair hoje às ruas. 

A manifestação iniciou por volta das 8h, no bairro da Campina, mais exatamente na Rua Riachuelo esquina da 1º de Março, em frente ao Teatro Cuíra, em Belém do Pará. Antes, os cerca de 150 artistas de várias áreas se reuniram na sala de espetáculo, onde foi lida a carta que pede a saída do secretário de cultura Paulo Chaves. 

"Viva a cultura paraense, o teatro, os pássaros, a ópera". Com estes e outros gritos de ordem a manifestação seguiu pela rua Presidente Vargas passando pela frente dos teatros Waldemar Henrique e da Theatro da Paz, em direção à Secretaria de Estado de Cultura, na Av. Magalhães Barata, chegando lá por volta das 11h e encontrando os portões fechados e com policiamento.

“Não é nada demais que estamos pedindo, a não ser uma política pública decente para a cultura desse Estado”, disse Alberto Silva Neto. “Gestores municipais da cultura, nós vamos até vocês também”, informou o ator.

A manifestação ganhou força quando o ator Adriano Barroso deu início à leitura da carta que pede a demissão do secretário e em seguida foram dados exemplos de descaso com a cultura e o patrimônio público, como as ruínas do São Cristóvão, Teatro símbolo do Cordão de Pássaros, manifestação cultural ímpar do Estado. 

O prédio, que fica em frente à antiga Casa do Governador (hoje, a secretaria de cultura), foi o local escolhido para encerrar o ato e anunciar a próxima ação, na quinta-feira, 18 de julho, em frente ao Theatro da Paz. Os artistas, porém, reforçam que não se trata de acabar com o Festival de Ópera, que vem contemplando em sua equipe músicos, bailarinos, cantores e técnicos paraenses.

O que o movimento entende é que seus gastos poderiam também estar sendo investidos em políticas de editais e bolsas de pesquisa, como as do IAP que vem atendendo um número pequeno de projetos, por falta de outros recursos. “Também não estamos contra o Terruá. Só queremos a democratização da cultura”, focam os manifestantes. "Nossa luta não é excludente, é agregadora", enfatizam.

Não é a primeira vez que acontece uma manifestação dessa natureza, no Pará.

“Já existem, há décadas, inúmeros movimentos de artistas e produtores culturais paraenses defendendo políticas públicas para a cultura. Não somos os primeiros a fazê-lo. Nem seremos os últimos. É uma luta contínua. Mas, de algum modo, nosso grito ecoou: Chega!”, disse o ator, diretor e professor de teatro Alberto Silva Neto ao Holofote Virtual. 

Há críticas também quanto a atual política de leis de incentivo “que coloca o dinheiro público nas mãos dos departamentos de marketing das empresas, deixando os artistas à míngua, com o pires na mão e vazio”, frisa o documento do manifesto, referindo-se na esfera estadual à Lei SEMEAR. 

A lei nº 6.572/03 (Lei Semear) dispõe sobre o incentivo fiscal no estado, oportunizando empresas a patrocinar projetos e descontar 80% deste valor aportado do ICMS devido. E tem duas formas de patrocínio: o incentivo direto ao proponente (o que nós entendemos como Lei Semear) e também o patrocínio em favor do FAPAC (Fundo Especial de Promoção das Atividades Culturais), que já existe em lei, mas falta funcionar. 

Conferências e apoio - A manifestação vem ganhando mais adeptos não só de artistas que moram em Belém ou em cidades do interior, mas de artistas paraenses que moram em outros Estados, como o ator e diretor Cacá Carvalho, que enviou uma carta ao movimento, postada no Facebook. 

Em um dos trechos ele diz: “... a população cresce, multiplica-se e nossas casas de trabalho e apresentações não. Nossas necessidades de conhecimento a cada ano interessam menos e menos aos gestores da Cultura. Como se a Cultura não fosse uma parte do Corpo do Estado. A Cultura repito, plural. Não uma ou outra somente”, disse. Há informações de que outros nomes paraenses em destaque na cultura nacional também vão se posicionar quanto ao movimento.

Além da manifestação, os artistas se preparam para participar ativamente da tão esperada Conferência Estadual de Cultura, que será realizada pela Fundação de Cultura Tancredo Neves, de acordo com matéria publicada na semana passada no jornal Liberal. O evento que vai acontecer no Centur nos dias 11 e 12 de setembro, a fim de eleger os delegados para a Conferência Nacional de Cultura.

Na reportagem também se diz que a Fumbel deve promover nos dias 23 e 24 deste mês as pré-conferências distritais e, nos dias 1° e 2 de agosto as pré conferências setoriais, momentos de debates que servirão para preparar o encontro maior, a Conferência Municipal de Cultura, que ocorrerá até o dia 14 de agosto, também no Centur. 

O Brasil está efervescente. É simples. Os ecos das primeiras manifestações em São Paulo estão em todo o país e se especificaram em várias demandas e setores. 

Não é só aqui que os artistas se manifestam. No Rio de Janeiro também há mobilização, assim como em São Paulo e em outras capitais. A insatisfação é nacional. A manifestação em Belém pôde ser vista ao vivo , com transmissão feita pelos manifestantes pelo Facebook. Todos acordados.

15.7.13

Parceria traz curso de História da Arte para o IAP

Serão apenas três dias, intensos, porém. De 8 a 10 de agosto, o Instituto de Artes do Pará em parceria com o Itaú Cultural, traz o curso “História da Arte – da Moderna à Contemporânea”, de forma gratuita, como parte do programa Rumos Itaú Cultural Artes Visuais 2011/2013, que está percorrendo nove cidades das regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste do país, promovendo cursos com especialistas da área.

Levando em consideração os principais eventos e movimentos artísticos do modernismo até a contemporaneidade, o curso está estruturado para acontecer em três dias, como desdobramento do programa Rumos Artes Visuais do Itaú Cultural. 

São três diferentes ministrantes para abranger em cada um dos módulos períodos que vão da década de 1980 até a atualidade, com Milton Machado; da década de 1950 a 1970, com Felipe Scovino e da década de 1920 a 1940, com Paulo Miyada. A iniciativa tem como objetivo aprimorar os conhecimentos dos profissionais de todas os segmentos artísticos e amplia a parceria que o IAP vem concretizando com Instituto Itaú Cultural. 

 Saiba quem são os ministrantes Felipe Scovino é professor da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi curador das exposições Décio Vieira: investigações geométricas (Centro Universitário Maria Antonia, São Paulo, 2010), O lugar da linha (Paço das Artes, São Paulo e MAC, Niterói, 2010), Lygia Clark: uma retrospectiva (Itaú Cultural, São Paulo, 2012) ao lado de Paulo Sergio Duarte, entre outros. 

É um dos curadores do Rumos Artes Visuais 2011-13. É organizador dos livros: Arquivo Contemporâneo (7Letras, 2009), Cildo Meireles (Azougue Editorial, 2009) e Carlos Zilio (Museu de Arte Contemporânea de Niterói, 2010). Também é curador, ao lado de Pieter Tjabbes, da retrospectiva de Abraham Palatnik para o CCBB de Brasília. 

Milton Machado é artista plástico, escritor e pesquisador. Arquiteto formado pela FAU-UFRJ (1970), Mestre em Planejamento Urbano pelo IPPUR-UFRJ (1985) e PhD em Artes Visuais pelo Goldsmiths College University of London (2000). É Professor Associado do Departamento de História e Teoria da Arte e do PPGAV-Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais, Escola de Belas Artes EBA/UFRJ.

Desde 1970, realizou inúmeras exposições individuais e participou de coletivas, no Brasil e no exterior. Tem textos publicados em meios impressos e digitais. É pesquisador do CNPq. Paulo Miyada é arquiteto e urbanista pela FAU-USP, onde cursa seu mestrado com orientação do Prof. Dr. 

Agnaldo Farias, na área de História e Fundamentos da Arquitetura e Urbanismo. Atualmente coordena o Núcleo de Pesquisa e Curadoria do Instituto Tomie Ohtake. Trabalhou como assistente de curadoria da 29º Bienal Internacional de São Paulo e, como curador, nas exposições coletivas "Em Direto" (Nov 2011) e "É Preciso Confrontar as Imagens Vagas com os Gestos Claros" (Set 2012), ambas na Oficina Cultural Oswald de Andrade em SP.

Além de exposições que incluem a seção brasileira de "Beuys e bem além – Ensinar como Arte" (com Agnaldo Farias, no Instituto Tomie Ohtake, 2011), "Exposição" de Theo Craveiro (Galeria Mendes Wood, 2012) entre outras, Agnaldo também colaborou com o livro "Logo depois da vírgula - Livro de Geo-Grafia", de Mattia Denisse (Portugal, 2011) e publicou ensaio crítico na revista Elástica n.2 (2012). 

Ministra cursos livres no Instituto Tomie Ohtake desde 2011 e apresentou uma série de aulas de história da arte no Centro Cultural Usiminas, em Ipatinga, em 2012. Serviço Curso História da Arte – da Moderna à Contemporânea. No IAP – Instituto de Artes do Pará – Praça Justo Chermont,235, Nazaré. De 8 a 10 de agosto, das 9h às 17h (intervalo: das 12h às 14h) - 70 vagas. Inscrições no IAP. Mais informações (91) 4006-2911.

14.7.13

Carimbó paraense perde mais um de seus mestres

Domingos da Silva, conhecido como Mestre Pelé, faleceu na noite deste sábado, 13, em Belém, deixando seis filhos e um legado de mais de 200 músicas inéditas. O corpo está sendo velado neste domingo na casa da família em Marapanim (R. 7 de setembro, n. 441 – Centro), sua terra natal, de onde sairá um cortejo, ás 9h, desta segunda-feira, 15, em direção à igreja de São Raimundo. Na ocasião será rezada uma missa em sua homenagem. 

Ele tinha acabado de completar 54 anos no dia 28 de junho. O apelido de Pelé vem da infância quando, além de já acompanhar as tocadas de Mestre Lucindo, ícone do carimbó de Marapanim, também curtia uma boa partida de futebol. Foi só depois que passou a se envolver diretamente com o carimbó, que Pelé ganhou também o nome de Mestre. 

Doente desde o início do ano passado, quando passou mal durante uma apresentação no festival de carimbó de Marapanim, Mestre Pelé este ano nem chegou a se apresentar com o Flor da Cidade, grupo que comandava há mais de 15 anos. 

Nesta última semana ficou quatro dias internado no Pronto Socorro de Belém e chegou a ter alta, voltando para seu município, mas depois voltou a passar mal e retornou a Belém, ontem à tarde, mas sem resistir aos problemas pulmonares que já vinha tendo, faleceu ás 22h30. 

Em 2012, os jornais publicaram que Domingos da Silva não recebia aposentaria e dependia do Sistema Único de Saúde (SUS), que muitas vezes não funcionou como devia e ele ficava sem realizar os exames e o tratamento. A situação agravou e Mestre Pelé precisou afastar-se das atividades do grupo de carimbó por sentir-se fraco e sem disposição para fazer o que mais gostava que era cantar. 

“Meu pai está deixando pelo menos 250 músicas inéditas e sem registro. É carimbo, mas também tem brega e forró. Tenho tudo arquivado e vamos precisar de ajuda pra poder concluir este trabalho. 

Queremos organizar este legado para não deixar se perder sua história. Ele gravou quatro discos, o último foi Carimbó Gostoso, lançado em 2012”, disse agora pouco por telefone, Raimundo Rodrigo dos Santos Silva, um dos filhos de Mestre Pelé. 

Homenagem - Neste domingo, a roda de carimbó Coisas de Negro, de Icoaraci, reduto de resistência desta tradição fará uma homenagem ao mestre. “Sempre lembramos do mestre por suas composições pela poética que retrata da natureza a questões sociais”, diz Luizinho Lins do Coisas de Negro. De acordo com o músico, Mestre Pelé tinha um estilo no cantar diferente de muitos cantadores de carimbó e suas letras traziam um compasso também diferente.

“Quando estive em Marapanim, o conheci pessoalmente. Ele me mostrou o banjo e tocou pra mim e ele aprendeu de tanto ver o povo tocar. Ele tinha um sotaque suave na batida, que ainda não tinha ouvido nos outros. O povo do carimbó de Marapanim reconhecia nele um dos grandes compositores e cantores como os mestres Lucindo e Cantídio. No palco ele tinha estilo também”, conta Luizinho. 

No Coisas de Negro, cantando e tocando banjo
Mestre Pelé era pescador. Como todo mestre da cultura popular, sem contar com atenção específicas de políticas que subsidiem a sabedoria ancestral desses tocadores, ele nunca pôde se dedicar somente ao carimbó. Mas desde que adoeceu, nem pescar mais ele podia. 

“E às vezes ainda cantava e tocava por teimosia”, conta o filho Rodrigo. 

Marapanim, no nordeste do estado, é um dos principais berços do carimbó. Não à toa a cidade, considerada a Terra do Carimbó, está de luto. A cultura popular paraense também está. E neste momento em que se luta por direitos e por uma política cultural digna para o Estado, os mestres das culturas tradicionais não serão esquecidos.

13.7.13

Festival vai discutir o audiovisual na Amazônia

É o FAB 2013, o Festival de Audiovisual de Belém, que ainda está com as inscrições abertas para suas mostras competitivas e não competitivas. E até 19 de julho, há desconto de 50% do valor, no ato da inscrição. Enquanto isso, os preparativos para o evento começam a ficar intensos. Ana Carolina Almeida, da equipe do festival conta um pouco mais aqui no blog.

“Os preparativos estão à mil. Estamos organizando vários momentos interessantes na programação, com espaço para profissionalização, troca de experiências e, claro, as mostras dos trabalhos recebidos. Agora estamos cuidando da vinda dos nossos convidados já confirmados e negociando com uma terceira pessoa, que pensamos ser de grande espaço no ambiente audiovisual”, diz Ana.

A ideia de realizar o festival surgiu no ano passado, durante o CLIC em Cena. “Pudemos promover conversas e troca de ideias, com produtores de audiovisual diversos, mas que tinham em comum a necessidade de ter mais espaço aqui, na cidade deles para apresentar seus trabalhos”, explica Ana. 

O jornalista paulista Sérgio Rizzo, também professor e crítico de cinema,é um dos convidados já confirmados para participar do seminário que integra a programação que, além de debates, prevê várias mostras.

Obras para concorrer nas Mostras Competitivas de Curtas e Videoclipes podem ser inscritas até 26 de julho. Até 09 de agosto, às que forem para as Mostras Competitivas de Campanhas Publicitárias, Conteúdo para Web e TV, Crítica de Cinema e Mostras Não Competitivas. Os trabalhos não precisam ser inéditos e exclusivos para o festival. Como premiação, o festival entregará tanto prêmios em dinheiro como cursos e períodos de desenvolvimento de ideias em produtoras.

 “O FAB pretende reunir, não só os produtores da capital, mas buscar produtores de toda a região e do resto país, que se inscrevam e queiram conhecer o que andamos fazendo por aqui”, continua Ana Carolina Almeida, que integra a equipe de imprensa e fala mais sobre o festival, a seguir. 

Holofote Virtual: Já vimos alguns festivais serem iniciados mas não terem continuidade. É muito difícil manter um evento como este em tantas edições? 

Ana Carolina: Fazer um festival demanda um esforço que extrapola o físico. Precisa se cuidar de cada detalhe e imaginar de que maneira ele pode ser viável e realizável, muitas vezes com finanças baixas ou baixíssimas. Logo são poucas pessoas que demandam de tanto gás para levar um Festival para frente. 

Mas é possível dizer que os festivais que já existiam se consolidaram e que a produção, principalmente local, teve excelentes trabalhos nos últimos anos, o que mostra uma demanda de criação muito grande, levando a uma demanda de exibição. 

Holofote Virtual: O que o FAB traz de inovador?

Ana Carolina: A possibilidade de mostrar um diálogo maior entre as mais diversas linguagens do audiovisual, afinal de contas audiovisual não é só cinema, é tv, web, videoarte e muito mais. O FAB pretende mostrar que é possível dar espaço para todos eles e, quem sabe, proporcionar uma troca entre essas linguagens tão únicas, mas que podem ser articuladas para trabalharem juntas. 

Holofote Virtual: Quem são os principais parceiros do projeto?

Ana Carolina: O grande patrocinador do Festival e Audiovisual de Belém é o Banco da Amazônia, que investiu no projeto em sua primeira edição. O Festival teria grande dificuldade de acontecer se não fosse pela parceria com o Cinema Olympia, que recebeu a ideia de portas abertas e que entra na organização juntamente com o CLIC. 

Também temos ótimos parceiros que oferecem seus conhecimentos e premiação para algumas categorias, como: Clarté fotos e cinema; Imagem Filmes, Osga, ACCPA, Cinemateca Paraense, Saraiva Megastore e Museu Emílio Goeldi. 

Holofote Virtual: Qual a visão de vocês sobre a produção audiovisual na Amazônia? 

Ana Carolina: É uma produção em crescimento. Cada vez mais temos mais iniciativas que levam o audiovisual para mais perto das pessoas, mostram soluções criativas (principalmente para o baixo orçamento) e ousam com ideias instigantes. Também pensamos ser uma produção que cada vez mais mostra a cara. Consegue cada vez mais espaço em grandes Festivais (como Cannes). 

Holofote Virtual: As expectativas para  festival...

Ana Carolina: Sempre esperamos pelo melhor. A produção de um festival como esse é trabalhosa, mas a troca de ideias, experiências e contatos é recompensadora. Temos que lembrar que todas as iniciativas tem propósito de fomentar algo que precisa de novas portas, então realmente esperamos que o Festival sirva para isso.

12.7.13

Cinema paraense no verão de Salvaterra e Belém

Neste final de semana o Marajó recebe uma programação de filmes paraenses, entre eles o recém lançado documentário sobre a trajetória de Mestre Damasceno. A mostra também estará na capital na próxima semana.

A Mostra Pará, realização do IAP, leva filmes para Salvaterra, com exibição na Praça Matriz, neste sábado, 13, a partir das 18h, mas também realiza sessão em Belém, dia 16, às 19h, no cine Líbero Luxardo. Entrada franca.

Cinema é diversão garantida sempre. A sessão em Salvaterra vai exibir o “Cultura Animação” (14’09”) na íntegra, trazendo filmes produzidos por meio do Edital Culturaanimação 2013, projeto realizado em parceria pela Funtelpa e IAP. Em seguida, o filme mais aguardado. 

Será exibido pela primeira vez em Salvaterra, onde nasceu Damasceno, tema do filme “Mestre Damasceno - O resplendor da Resistência Marajoara (31’12”)”, dirigido por Guto Nunes. O filme foi lançado em Belém no dia 26 de junho, no Centro Cultural Sesc Boulevard, com presença do músico, que emocionou a plateia com sua serenidade e alegria. 

Nascido no Marajó, ele possui mais de 400 composições próprias, todas gravadas em sua memória e muitas entoadas pelas crianças e moradores de sua terra. 

O filme conta, em 30 minutos, a história de Damasceno Gregório dos Santos, afroindígena, cego, criador do búfalo-bumbá e mestre da cultura popular marajoara. Também está na programação “Mulheres - Documentário Musical (1:43’), de Márcia Freitas.

Parte do filme foi feita em 2005, durante um grande show com as principais cantoras da música paraense. Sete anos depois, músicos, compositores, poetas e produtores, juntamente com essas cantoras dão seus depoimentos sobre o show e a cena da música paraense. 

Paulo André Barata (compositor), João de Jesus Paes Loureiro (pesquisador), Úrsula Vidal (jornalista e documentarista) são alguns dos convidados a refletir sobre a música paraense, suas características e concepções. 

Para enriquecer ainda mais, no documentário temos a participação das intérpretes de percurso e talento como Lia Sophia, Simone Almeida, Lucinha Bastos entre outras. 

Belém – Na capital, a Mostra Pará será realizada na próxima terça-feira, às 19h, no Cine Líbero Luxardo, as 19h, começando a programação com “O Forasteiro” (14’ 56”), uma ficção de Katiuscia de Sá (Belém), que retrata no filme uma lenda urbana. Um rapaz de outra cidade chega a Belém em busca de emprego e de um imóvel para morar, ele aluga um palacete onde coisas estranhas acontecem. 

O Forasteiro
O enredo do filme foi inspirado no conto fantástico “Contos do Reduto Um”, da mesma autora, com livre adaptação feita pela própria diretora do filme. 

Será também mais uma oportunidade para ver “Salvaterra - Terra de Negro” (48’30”), documentário de Priscilla Brasil. 

O filme mostra o dia-a-dia das comunidades negras de Salvaterra, os conflitos de terra, a expectativa da demarcação, as ameaças dos fazendeiros e a luta para manter a cultura viva, representada de uma forma poética neste documentário. Priscilla fez o registro de 12 comunidades tradicionais amazônicas no século XXI.

11.7.13

Natura Musical recebe projetos para patrocínio

Festa que anunciou projetos contemplados em 2012
O edital recebe inscrição de projetos gratuitamente até o dia 26 de julho. Os interessados em participar devem acessar o portal, onde o proponente encontra o regulamento na íntegra e o local para preencher todo o formulário eletrônico. 

O Programa Natura Musical abriu as inscrições no dia 2 de julho para a segunda edição do edital paraense de apoio a projetos culturais com foco na música brasileira. 

O valor destinado para o edital é de R$ 800.000,00 (oitocentos mil reais), a ser dividido entre os projetos selecionados. A iniciativa selecionará projetos relacionados à música que já tenham sido aprovados no Edital 2013 da Lei Semear, Programa Estadual de Incentivo à Cultura, conduzido pela Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves. 

O edital paraense do programa Natura Musical foi criado em 2012, após apoiar as artistas Luê Soares e Lia Sophia por meio de uma seleção direta. “Desde então, o Programa Natura Musical se aproxima cada vez mais da música paraense, ampliando a relação com a diversidade e efervescência musical da região”, lembra Karen Cavalcanti, gerente de marketing institucional da Natura. 

No edital de 2012, oito projetos foram contemplados para gravação de CD. Dois deles, já concluíram o trabalho e fizeram shows de lançamento em Belém, como Balaio Sonoro, de Ronaldo Silva e “Da Lapa ao Mascote”, de Sebastião Tapajós, com composições inéditas. 

Sebastião Tapajós, que lançou o CD em maio
Os outros seis estão em fase de conclusão, como CaBloco Muderno, que vai gravar o primeiro CD; Camila Honda que gravará seu trabalho de estreia, com previsão de lançamento para novembro, Felipe Cordeiro, que produz o segundo CD solo (e terceiro da carreira), previsto para agosto; Juliana Sinimbu, que vai gravar o segundo disco, a ser lançado em novembro; Mestre Solano que grava o álbum em comemoração aos 60 anos de carreira, com sucessos da década de 80, além de canções inéditas, e produção de um site com toda a obra do artista para pesquisa e audição, previsto para agosto e Natália Mattos, que está cuidando da gravação do primeiro disco, com lançamento previsto para novembro. 

O objetivo do Edital Natura Musical Pará é descentralizar o acesso à música por meio do fomento a iniciativas regionais, valorizar e participar do crescimento da efervescente cena da música paraense, e reforçar as características comuns entre artistas e projetos apoiados pelo Programa em outras regiões (principalmente a excelência e a brasilidade). 

Desde sua criação, em 2005, o programa Natura Musical, por meio de seu edital nacional e editais em Minas Gerias, Bahia e Pará, patrocinou mais de 200 projetos. Já foram contemplados pelo Edital Nacional artistas como Ney Matogrosso, projetos de preservação da música com digitalização de acervos como os de Dorival Caymmi, primeiro disco de Marcelo Jeneci, turnê de 50 anos de carreira de Milton Nascimento, CD e turnê de Tom Zé e Otto, por exemplo. 
 
Já lançado em maio
"Procuramos, por meio dos nossos editais, democratizar o acesso aos recursos incentivados, de forma transparente e criteriosa, e assim estimular a produção musical brasileira em múltiplas plataformas", diz a gerente de Marketing Institucional da Natura, Karen Cavalcanti. 

Para a seleção de um projeto, são considerados nove critérios, classificados em três pesos de importância, que se adequem ao conceito Natura Musical: visibilidade, excelência e relevância cultural são peso 3; potencial de mobilização, inovação e democratização do acesso são peso 2; e, abrangência, viabilidade e relação custo-benefício figuram como peso 1. 

O processo de Análise Técnica será realizado entre os meses de agosto e setembro e os projetos inscritos serão analisados quanto ao conteúdo e o cumprimento dos requisitos mínimos estabelecidos no regulamento do Edital. As propostas válidas serão analisadas por uma Comissão de Especialistas independente, formada por formadores de opinião, críticos e produtores da área musical e cultural, que serão os responsáveis em recomendar os projetos para a escolha final que será feita por uma Comissão Estratégica da Natura. 

A divulgação dos resultados está prevista para ocorrer entre os meses de outubro e novembro de 2013. As inscrições podem ser feitas pelo site www.naturamusical.com.br. Para atendimento aos proponentes, ligue: (11) 3060-3139 ou e-mail edital@naturamusical.com.br. O serviço funciona de segunda à sexta, das 9h às 12h30 e das 13h30 às 18h, durante o período de inscrição. Período de seleção dos projetos: agosto e setembro. Divulgação dos selecionados: outubro a novembro de 2013.

9.7.13

Mostra Terruá traz sons plurais para o público

A música autoral feita no Pará é o foco de todas as edições que já passaram pelo palco do Teatro Margarida Schivasappa e das que ainda vão passar. Como de costume, o que não faltam são atrações para todos os gostos. E não podia ser diferente hoje, quando a noite trará os shows de Vinyl Laranja, Turbo, Espoleta Blues, Pedrinho Callado, Coletivo Rádio Cipó e Mestre Vieira.

Mestre Vieira se apresentará com sua banda formada por Wilson Vieira (teclado), Valdecir Vieira (bateria), Roberto Marques (guitarra), Bené (baixo) e Kim Vieira (percussão). Filho de agricultores, Joaquim de Lima Vieira, Mestre Vieira, da guitarrada, arriscou os primeiros acordes ainda na infância e já demonstrava notável habilidade com o bandolim. Mais tarde, ao juntar de forma original elementos do choro, do merengue e de outros ritmos, Mestre Vieira sintetizou na guitarrada uma das mais ricas escolas musicais do país.

Nos anos 2000 o ritmo atravessou fronteiras com o projeto Mestres da Guitarrada, que reuniu Vieira, Curica e Aldo Sena. Com seu estilo genuíno, Mestre Vieira influencia até hoje artistas dos quatro cantos do Brasil. Considerado um dos precursores da guitarrada paraense, Mestre Vieira chega aos 78 anos de idade tendo sua trajetória registrada no documentário “Coisa Maravilha” e grande parte de seu repertório no DVD 50 anos de guitarrada - ao Vivo no Theatro da Paz.

Mestre Vieira encerra a apresentação no Teatro Mragarida Schivasappa, mas quem abre é  a banda Espoleta Blues, criada em 2012, trazendo em sua formação quatro pais, os amigos papais Elder Effe (baixo e voz), Junhão Feitosa (Bateria), Argentino Neto (Teclado, Sax e clarinete) e Fabrício Gaby (Guitarra). 

Espoleta Blues
Eles preparam o terreno para que os filhos Sofia (Voz), Babí (Voz), João (Voz e tambor) e Duda (Voz e guitarrinha) pintem e bordem no palco

Com letras que falam de amizade, cachorrinhos, fantasmas, princesas e tudo que permeia o universo infantil, o Espoleta segue conquistando fãs por onde passa. O rock, funk, country, jovem guarda e até o bolero e o blues estão presentes no repertorio da turma, que tem canções como “A princesa”, “O trem fantasma”, “C.A.M.A.R.Ã.O” (composta para a trilha sonora da animação ‘A Onda – Festa na Pororoca’).

Já o Coletivo Rádio Cipó, é um núcleo de produção que alia à tecnologia digital “caseira” na produção de pesquisas sonoras, vídeos experimentais e artes integradas na capital de Belém do Pará. O grupo é formado pelo produtor Carlinhos Vas (bateria), MC Rato Boy, Renato Chalu (guitarra), Jarede Almeida (baixo) e Rodrigo Jahmant (vocal e efeitos). 

Em fase de pré-produção, o álbum “Faroeste Samba Dub” promete mostrar um amadurecimento e o enriquecimento do Coletivo Rádio Cipó em relação as suas influências musicais: rock´n´roll, funk, afrobeat, reggae, entre outros. Na discografia do grupo o CD “Formigando na calçada do Brasil” de 2005 e o DVD “Eletrofunkdubsocial” de 2009. E entre as apresentações realizadas pelo coletivo houveram as do Festival Se Rasgum 2006, 2007; Sesc Pompéia(SP) 2007 a 2011;; LIFEN (Londres) 2009 e o OI Futuro(RJ) 2010.

Coletivo Rádio Cipó
Outra atração da terça-feira, é Pedrinho Callado, compositor, músico, letrista, banjista de carimbó, produtor musical, ativista cultural e estudou música na Universidade Federal do Pará.

Possui dezenas de composições gravadas por muitos cantores como: Lucinha Bastos, Simone Almeida, Alba Maria e Olivar Barreto. O artista foi premiado em vários festivais paraenses e foi primeiro lugar no Festival de Música de Santarém Novo. 

Também conseguiu premiações importantes Brasil afora nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, entre outros. Pedrinho representou o Estado da Bahia no Festival da Rede Globo (Canta-Nordeste). Em 2004 foi contemplado com uma bolsa de pesquisa pelo Instituto de Arte do Pará, que gerou o CD “Etnomúsica”, e também neste mesmo ano foi agraciado com o I Prêmio Cultura de Música, promovido pela FUNTELPA. 

Elaborou várias trilhas para curtas como o Cartas da Irmã Doroth (com o ator Wagner Moura e Padre Fabio de Melo). Em 2010 lançou o CD “HUM-HUM!” com participações de convidados como Lucio Mouzinho e Mel Ribeiro, e atualmente estará lançando seu novo CD denominado “Música na Rede é Peixe”.

Turbo
A terceira atração é a banda Vinyl Laranja, surguida em 2004, conhecida pela sua irreverência e atitudes inesperadas, que pontuam o post rock feito com competência pela banda, formada atualmente por Andro Baudelaire, Saul Smith, Bruno Folha e Wagner Nugoli. 

O grupo tem um EP (If She Ask) e um CD gravados (Unfaceless Bride), já se apresentou em Festivais como o South by Southwest, e tem músicas conhecidas do público paraense como “Tharuell”, “Jaws”, “Mariane” e “To Love”, sendo que essa última teve videoclipe lançado recentemente.

Diversão, válvulas e guitarra no talo, a banda Turbo é a segunda a se apresentar para mostrar seu som repleto de elementos essenciais do som setentão conhecido por Rock’n’Roll. A banda é composta por Camillo Royalle (vocal e guitarra), Wilson Fujiyoshi (baixo) e Netto B. (bateria). Em quase dez anos, a banda gravou o disco intitulado “Turbo”, a fita k7 “Rajada on the tape Vol. 1” e o compacto em vinil “Gostas do Delírio, baby?”, produzido no ano passado e masterizado no estúdio “Abbey Road”, por onde já passaram artistas como Beatles, Pink Floyd. 

Suas performances são explosivas, possuem composições que falam de loosers e garotas de uma maneira extremamente única e divertida, fogem do padrão estabelecido até mesmo pelos próprios seguidores do gênero que tocam. Agradam tanto quem curte um som mais pop, como a galera do underground de Belém. O trio viajou no início do ano para a cidade de Gotemburgo, localizada na Suécia gravar “Eu Sou Spartacus”, disco que teve produção de Chips Kiesbye.

Allan Carvalho
Em ritmo de despedida

O público já está acostumado, mas já vai entrando em clima de despedida. A partir do espetáculo desta noite, 9 de julho, só restarão mais três noites de Mostra até o final da programação da Mostra.

Na última terça-feira, mais uma vez, os ingressos esgotaram rapidamente e o público lotou o Margarida Schivasappa para assistir as apresentações de Luê, Davi Amorim, Ely Farias, Rafael Lima, Ronaldo Silva e Allan Carvalho, que surpreenderam todos os presentes com a diversidade musical característica da música paraense. 

Até o seu final, a Mostra Terruá terá recebido, entre os meses de maio, junho e julho, no Margarida Schivasappa, 72 artistas que foram selecionados por um júri especializado. As apresentações da mostra recebem a avaliação de uma comissão artística formada pelo publicitário e produtor Gustavo Rodrigues, pelo radialista Beto Fares e do produtor cultural Márcio Macedo. 

Da Mostra Terruá serão selecionados 12 artistas para compor o espetáculo Terruá, que dá início a série de ensaios logo após o final da Mostra, em setembro. Na programação que segue no Schivasappa, as apresentações tem início sempre às 20h. Esta será a quinta noite da Mostra. 

O espetáculo tem transmissão ao vivo pela Rádio e TV Cultura, e pelo site (www.terruapara.com.br/mostraterrua). Os ingressos podem ser retirados na bilheteria do Teatro Margarida Schivasappa no dia das apresentações, a partir das 18h. Mais informações: www.terruapara.com.br/mostraterrua/programacao.

5.7.13

Teatro, música, artes visuais e muito bate papo

Tudo pronto para a abertura de hoje!
Ontem à noite a equipe deu uma virada na montagem para a abertura da exposição, que será nesta tarde de sexta-feira, ás 15h. A programação traz uma roda de conversa sobre a nova cara do Pará, com Nando Lima, Vlad Cunha e DJ Jaloo. Até o final do dia ainda haverá bate papo com Caio Tulio Costa sobre MovimentoSocial e Redes Sociais, além de uma oficina de stencil com Drika Chagas e shows do Projeto Charmoso e Luê. Entrada franca, na Estação das Docas. 

Serão apenas dois dias, e além do que já foi citado, a programação traz ainda a exposição dos trabalhos, projetos e ideias inovadoras que justificam o objetivo do HtSpot, que é revelear novos talentos em diversas áreas da criação. Mais de 300 obras concorrem ao Prêmio de criatividade e inovação do Movimento HotSpot.

Depois da abertura da exposição, acontecerá às 16h30, a roda de conversa “A cena do Pará: de onde surge o novo? Novas identidades, processos, ideias e misturas”, que repune algumas das cabeças pensantes, atuantes e criativas da cidade. Nando Lima, por exemplo, é cenógrafo, diretor de teatro e performer. Ele vai falar sobre a experiência do Estúdio Reator, um espaço independente criado por ele e que hoje reúne um coletivo de criadores que estão em constante estado de criação e concretização. 

“O REATOR é um construto: um modo meu de ver e fazer arte do meu jeito. Embasado nas minhas vivências, e com a colaboração ativa de outros artistas, que aqui também tem um estúdio onde expressar suas visões sem qualquer tipo de cerceamento. É um tipo de universo experimental que usa a favor da criação artística alguns modos e meios da produção convencional, distendendo, distorcendo, questionando na essência, a pergunta central: Isso é arte? Arte é isso?”, explica o artista. 

Jaloo bate papo hoje e encerra o sábado
Também estará participando desta roda de conversa o DJ Waldo Squash, grande impulsionador da Gang do Eletro, banda aliás, que fará o show de encerramento do evento, no sábado, no Anfiteatro da estação. Ano passado, o grupo foi uma das atrações da edição brasileira do festival espanhol Sonar, e agraciado com o Prêmio Multishow 2012 na Categoria "Banda Revelação". 

O quarteto formado por Waldo Squash, Maderito, Keila Gentil e William Love, desponta no cenário musical do Brasil como a mais importante banda de eletromelody. Waldo Squash, fundador da Gang, vai contar na roda de conversa um pouco de como surge a ideia da banda e sobre sua trajetória. 

“Desde pequeno meu pai já gostava de som, cresci ouvindo música com ele e com o passar do tempo fui conhecendo programas de edição que trabalhavam com instrumentos virtuais. A partir daí comecei as primeiras experiências com criação musica”, diz ele. 

Outro integrante desta primeira roda de conversa é Vlad Cunha, jornalista, produtor e documentarista ele vai conversar com o público sobre o documentário Brega S/A, dirigido por ele e por Gustavo Godinho, e que retrata o peculiar fenômeno cultural e social da piataria de CDs e o tecnobrega, através de personagens como DJ Maluquinho, que se auto-pirateia e enriquece sem precisar de empresário ou gravadora. 

Fechando a roda, teremos ainda um novo fenômeno do meio da música eletrônica, com sotaque paraense, DJ Jaloo. Nascido em Castanhal, no interior do Pará, Jaime Melo, o Jaloo, surgiu com seus remixes e faixas próprias no cenário tecnobrega brasileiro por volta de 2010. Intitulando-se também como Produtor Musical autodidata, ele vai falar sobre o crescimento do ritmo tecnobrega. 

Base de produção para montagem na Estação das Docas
A moderação do bate papo é de Graça Cabral, uma das idealizadoras do festival. Jornalista, com mais de 20 anos de experiência no mercado de comunicação e marketing, com foco em pensamento estratégico, branding e projetos especiais.

Sócia fundadora da empresa Luminosidade, Graça é criadora e organizadora do São Paulo Fashion Week, principal plataforma de moda da América Latina e do Hot Spot, primeira incubadora de novos talentos de moda no país. 

“Está cada vez mais claro que a grande estratégia de desenvolvimento hoje está nos negócios criativos. São essas áreas que hoje trazem inovações, abrem portas no mundo inteiro, adicionam valor aos negócios, geram empregos, sintetizam tendências e criam redes não só de negócios como de saber e cultura”, comenta. Artes visuais, jornalismo e redes sociais.

Dentro da programação desta sexta-feira, 05, ainda haverá uma oficina de iniciação básica da técnica do Stencil, com a artista Drika Chagas, direcionada a interessados em desenvolver a prática. Não há inscrição, é chegar e conquistar uma das 15 vagas. O início está marcado para 18h30. 

Moda marca presença!
Na sequencia um dos momentos mais aguardados será o bate papo com o jornalista Caio Tulio Costa, primeiro ombudsman de imprensa no Brasil e um dos fundadores do UOL.

Em Belém, na sexta-feira, dia 05 de julho, ele comandará a Roda de Conversa – “Redes sociais e as mobilizações sociais”, às 19h, no Cine Teatro Maria Sylvia Nunes. 

Será um ótima oportunidade para discutir temas mais que atuais e atuantes, sobre a função das redes sociais nesta manifestações que pipocam pelo país e como os jornalistas estão sabendo trabalhar com isso. 

A programação da sexta também terá shows com a banda Projeto Charmoso, às 18h30, e da cantora Luê, às 20h. Permeando toda a programação, o público vai poder conferir o Projeto Symbiosis, com videomapping em árvores, uma criação da artista e designer Roberta Carvalho, projeto que já rompeu fronteiras do Pará e do país. 

Symbiosis, de Roberta Carvalho
Mais no sábado - Dia 06, a programação inicia pela manhã, às 9h, com Intervenção Grafite de Drika Chagas, em um Casarão anexo do Sesc Boulevard – Av. Boulevard Castilho França. 

Na sequencia, às 10h, haverá Intervenção Urbana na feira do Ver-o-Peso, com o Periféricos, um grupo de teatro de rua que surgiu em 2009 com uma série de trabalhos que trazia entidades fantásticas vagando pelo mundo mortal como uma trupe de teatro itinerante. 

O foco de trabalho do Periféricos é o teatro de rua, com temáticas que integram a cultura urbana e contemporânea ao imaginário popular dos contos, entidades e lendas, pesquisando e experimentando o fazer teatral na rua e usando técnicas de clown, bufão, máscara, mímica e pantomima. A performance deste sábado consiste num misto de esquetes e intervenções urbanas, a interação de seres mitológicos habitando o universo da rua, jogando com o encanto e magia pra desconstruir a lógica cotidiana e revelar o que há por trás das diversas máscaras e à frente de diversos olhares. 

A partir das 14h tem Roda de Conversa “Outras Formas de Financiamento”, com com Ricardo e Mauro Matos, do Site Eu Patrocino, que vem sendo um canal inovador de patrocínio independente para vários tipos de projetos; Renee Chalu, produtora executiva do Festival Se Rasgum e Caio Mota, representando a Casa Fora do EixoAmazônia. 

Obra de Drika Chagas
A Roda de Conversa “A Mulher nas Artes Visuais da Amazônia” inicia às 15h, com integrantes do Coletivo Mulheres Líquidas, e às 16h, mais uma etapa da Intervenção Grafite com o Drika Chagas. 

No Teatro Maria Sylvia Nunes, às 16h30, será realizada a sessão do Cine Nangetu, com exibição do filme “Até oxalá vai à Guerra? – Uma história de racismo e intolerância religiosa (Doc/40 min./2008/ Português), do diretor baiano Carlos Pronzato e Stefano Barbi-Cinti. Após a exibição haverá ainda um bate papo com o sintegrnates do coletivo Nangetu. 

A partir das 18h30, a música entra em cena com o show de Allan Carvalho - Melodia das Ruas e às 19h, da banda Strobo. Haverá mais projeções de Roberta Carvalho e ás 20h, o show da Gang do Eletro se apresenta. O encerrando será a partir das 21h30 com discotecagem de DJ Jaloo. Mais informações: www.movimentohotspot.com.br 

Serviço 
Festival Movimento HotSpost, com apresentação do Ministério da Cultura através da Riachuelo e da Vale. Parceiros: Sebrae, Elle, Super Interessante, Endeavor, Fora do Eixo. Realização: Luminosidadde e In-Mod com. A produção local é da Três – Cultura Produção Comunicação, com apoio cultural da Pará 2000 – Estação das Docas - e da Rede Cultura de Comunicação – Funtelpa. Dias 5 e 6 de julho, em Belém, na Estação das Docas. Entrada franca.

Donatinho e Mg Calibre na Black do Samba Rock

Calibre e Donatinho, na Cidade Velha
O produtor carioca e o músico paraense fazem show e se unem ao coletivo Black Soul Samba, para uma noite de tributo ao samba rock.  É nesta sexta-feira, 05, de volta ao bar Palafita - Cidade Velha.

Não só uma mistura de ritmos, o samba rock se tornou uma cultura, um estilo de vida que continua contagiando adeptos e fãs apaixonados. Não é a primeira vez que a Black Soul Samba rende-se a este swing atraente. 
"A Black Soul Samba tem uma identificação muito forte com o samba rock. Em 2011, com o grupo Sambiose e agora vamos mais uma vez escancarar essa influência em comum em todos os dj´s da black, o samba rock, ou sambalanço, como uma autêntica criação brasileira, surgida nos anos 70, graças a artistas como Bebeto, Erlon Chaves, Jorge Ben e Trio Mocotó, dentre muitos outros", diz o DJ e produtor Uirá Seidl, do coletivo formado junto a Kauê Almeida, Homero da Cuíca, Fernando Wanzeller e Eddie Pereira.

Os sets prometem o melhor do nosso swingman brasileiro e pai do samba-rock,  Jorge Ben Jor, além de Seu Jorge, Trio Mocotó, Os Originais do Samba, Wilson Simonal e Farufyno. Isso nas pick ups. No palco, o show de Donatinho e Calibre conta com o reforço de uma super banda, formada por Edvaldo Anaisse (bateria), Daniel Dú Blues (guitarra e vocal), Juliana Sinimbú, Arthur Espíndola e Liege, nos vocais. 

Será uma noite de encontro entre dois artistas que vêm desenvolvendo um trabalho atuando na cena musical brasileira. Donatinho já tocou com artistas como Vanessa da Mata, Ana Carolina, Sly & Robbie, Fernanda Abreu, João Donato, Paralamas do Sucesso, Gilberto Gil, Djavan, Davi Moraes, Celso Fonseca e Toni Garrido.

O produtor também participa do grupo Afrobeat Abayomy Orquestra e do Fino Coletivo. “Sempre participei de projetos que tentam resgatar o samba rock, esse é um tipo de música linda, bom demais, feita para dançar e todo mundo gosta", diz Donatinho. 

Jorge Bem, o cara do samba rock!
Mg Calibre, contrabaixista, produtor, arranjador e compositor, toca com nomes como Rafael Lima, Metaleiras da Amazônia, Lia Sophia, Cabloco Muderno, Felipe Cordeiro e Dona Onete. 

Em 2005 lançou seu primeiro disco, “Brazzonia”, com temas instrumentais e composições próprias. Toada, carimbó, samba do cacete e outros ritmos regionais ganham levadas jazzísticas pelas mãos do músico. 

“Atualmente estou produzindo o primeiro álbum da banda Enquadro e Metaleiras da Amazônia. Além disso, estou finalizando o primeiro álbum do Grupo Cabloco Muderno participando como baixista, cantor e compositor”, conta o artista. No repertório, pérolas do samba rock, com Jorge Ben, Bebeto, Os Originais do Samba e outros sons. É.. eu acho que a noite vai ser boa!

Serviço
Black Soul Samba - “Tributo ao Samba Rock” - No bar Palafita, a partir das 21h. Ingresso: R$ 15,00 e R$ 8,00 para estudantes. R. Siqueira Mendes, 264, ao lado da Casa das Onze Janelas, Cidade Velha.

(com informações da assessoria de imprensa)

1.7.13

Liah Soares adere campanha pelo Dia da Paz

Ela será uma das atrações da noite do dia 3 de julho, no Teatro Maria Sylvia Nunes, quando será lançada a campanha publicitária Dia da Paz e da Conciliação, que será comemorado todos os anos em 22 de julho. Tudo com entrada franca, à partir das 19h30.

A programação inicia com mesa redonda, seguida da apresentação das peças publicitárias e encerra com o show da cantora, acompanhada por Luiz Pardal, Paulinho Assunção e Jacinto Kahwage.

O lançamento da campanha do Dia da Paz também será uma oportunidade a mais para ver um show da cantora Liah Soares, a paraense que conquistou o país no The Voice. A ultima apresentação dela, em Belém, foi no dia do aniversário da cidade, em show que lotou o Theatro da Paz, em janeiro deste ano. 

Desde então, ela vem realizando algumas campanhas publicitárias para empresas paraenses, e alimenta o desejo de gravar seu primeiro DVD aqui também, com participação de músicos e artistas locais. Tudo ainda em articulação e fase de captação de recursos. Nesta quarta-feira, 03, porém, seus fãs poderão conferir de perto o canto da interprete, que fará o show de encerramento do evento que lança a Campanha da Paz em Belém. Ela estará acompanhada pelos músicos Luiz Pardal, Jacinto Kahwage e Paulinho Assunção, e ainda haverá participação especial de um coral infantil. 

A campanha publicitária pretende promover a data e incentivar práticas de Cultura de Paz, voltadas para convivência pacífica dos indivíduos nos vários espaços da sociedade. 

Na ocasião, o público vai conhecer as peças publicitárias produzidas pela agência DC-3 Comunicação (direção de Haroldo Valente e Alexandre Helmut) para vários formatos de veiculação, como comerciais de TV, spots de rádios, anúncios para jornal e revistas, outdoor e busdoor, com objetivo de divulgar a data e mobilização da sociedade paraense para a solução pacífica de conflitos através de exemplos do cotidiano. 

A ação está sendo feita em parceria com vários os veículos de comunicação que estão cedendo espaços em sua programação para a inserção dos anúncios da campanha, pelo seu caráter educativo e de utilidade pública. 

Seminário - No seminário de lançamento da campanha a Mesa Redonda “Caminhos para uma Cultura de Paz” contará com a participação da Profª Kátia Marly Mendonça (Socióloga, Professora da UFPA), Prof. Jones da Silva Gomes (Sociólogo, Professor do IFPA), Osmar Pancera (Coordenador da ONG Rádio Margarida) e Flávio Mesquita da Silva (Coordenador do Programa Geração da Paz UNESCO / Governo do Ceará). 

Depois de lançada e veiculada em Tvs, rádios e impressos, a campanha também ganhará espaço na Internet, com a propagação de anúncios e mensagens através do Blog e da Fanpage da campanha, onde também serão postadas matérias, fotos e vídeos de diversos conteúdos relacionados ao tema, e incentivando participação voluntária dos cidadãos paraenses, que poderão fazer divulgação espontânea de relatos reais de soluções pacíficas de conflitos.

Osmar Pancera (Rádio Margarida) está na mesa redonda
A ideia em definir o 22 de julho como Dia da Paz surgiu em 2012, quando o Centro Espírita Beneficente União do Vegetal - UDV - apresentou um projeto à Assembleia Legislativa do Estado do Pará solicitando a criação do Dia Estadual da Paz e da Conciliação, o que foi aprovado e promulgado com a Lei Nº 7.654 (14 de setembro de 2012). 

O objetivo é realizar nesta data palestras, apresentações e eventos, trazendo para o debate as consequências positivas que a paz e a conciliação trazem para a sociedade brasileira e sua importância cultural, social, econômica, educativa e espiritual. 

O Projeto “Dia da Paz e da Conciliação” é um movimento de integração de forças voluntárias, organização e formação de redes de indivíduos interessados e disponíveis para a construção de um novo modelo de mundo, mais justo, igualitário e sustentável, que proporcione um modo de vida mais simples e fraterno a partir de práticas pacíficas de convivência e administração de conflitos. 

A campanha se vale da estratégia de propagação de ideias para a mobilização de indivíduos em diversos grupos sociais. Busca sensibilizar para a mudança de práticas e condutas que orientem à construção de novas possibilidades pessoais, de convívio social. As ações de divulgação do “Dia da Paz e da Conciliação” devem somar esforços junto a outras iniciativas que já trabalham a cultura de paz no Estado do Pará para incentivar a cooperação entre as pessoas, o respeito mútuo e a valorização da vida como caminho para a o uso sustentável dos recursos naturais e da paz social. 

Kátia Mendonça (UFPA)
Parcerias  - Esta campanha é fruto da parceria de diversas organizações governamentais e não governamentais, entidades de classe, grupos e congregações religiosas, segmento acadêmico e entidades promotoras de cultura de paz, defesa de direitos humanos, ecologia e educação, entre outras, em torno de trabalhos voluntários das pessoas que compartilham experiências e saberes em prol da causa da paz. 

Além da  UDV, também estão envolvidos e em parceria nesta campanha, o Ministério Público, ONG Rádio Margarida, ProPaz, Casa da Boa Esperança, Assembleia Legislativa do Pará, Ass. Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico, Associação Água Vida, Instituto Amigos da Floresta Amazônica (ASFLORA), Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA), ProPaz, UNICEF Belém, Grande Loja Maçônica do Estado do Pará, Movimento República de Emaús e outros mais que, a cada dia, se agregam a esta rede de Paz. 

PROGRAMAÇÃO –  3 DE JULHO 

19h30 – Abertura

19h35 - Mesa Redonda sobre o tema “Caminhos para uma Cultura de Paz” com:
- Profª Kátia Marly Mendonça (Socióloga, Professora da UFPA)
- Prof. Jones da Silva Gomes (Sociólogo, Professor do IFPA)
- Osmar Pancera (Coordenador da ONG Rádio Margarida)
- Flávio Mesquita da Silva (Coordenador do Programa Geração da Paz UNESCO / Governo do Ceará)

20h45 - Campanha Publicitária

21h - Show musical com a cantora Liah Soares, direção musical de Luiz Pardal e os músicos Jacinto Kahwage e Paulinho Assunção, com participação especial de um coral infantil.

21h30 – Agradecimentos e Encerramento