13.8.24

Adolfo Gomes e os cinemas de rua na Kamara Kó

Em um mergulho na memória afetiva dos cinemas de rua de Belém, o jornalista, curador e crítico de cinema Adolfo Gomes apresenta a instalação "Cinema em Cartaz(es)" na Kamara Kó Galeria. A mostra, que tem sua inauguração marcada para este sábado, 17 de agosto, às 10h, propõe uma viagem nostálgica às décadas de 1980 e 1990, quando a experiência cinematográfica era muito diferente da vivenciada nos dias atuais. A entrada é gratuita.

A exposição traz à tona a atmosfera dos cinemas de outrora, onde quase tudo possuía uma presença física tangível: cartazes, fotografias de still, panfletos de divulgação e bilhetes de entrada. A mostra busca resgatar essas memórias e reviver a época em que Belém contava com sete salas de exibição comerciais, como os icônicos cinemas Palácio, Olympia, Nazaré e Iracema, todos parte do circuito Luiz Severiano Ribeiro.

Naqueles tempos, a programação dos filmes era anunciada principalmente através dos jornais impressos, das rádios e de um serviço de "Disque Cinema". O mundo digital ainda era um conceito distante, e as redes sociais, inexistentes. A ida ao cinema era uma experiência comunitária e sensorial, longe da instantaneidade e das telas onipresentes dos dispositivos móveis.

Adolfo Gomes, ao longo de mais de 30 anos, reuniu um acervo valioso composto por cartazes, fotografias, bilhetes e outros itens que serão exibidos numa instalação que convida o público a vivenciar a nostalgia do cinema de rua, proporcionando a oportunidade de folhear revistas e livros de cinema enquanto ouvem trilhas sonoras icônicas.

Além da exposição, a programação contará com uma oficina e visitas mediadas pelo próprio curador, proporcionando uma imersão ainda mais profunda na história do cinema. A instalação estará em cartaz até 28 de setembro, com visitação gratuita de quarta a sexta-feira, das 14h às 18h, e aos sábados, das 9h às 13h.

Adolfo Gomes é uma figura reconhecida no cenário cinematográfico nacional, filiado à Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine). Com uma carreira dedicada à cinefilia, ministrou oficinas e foi curador de festivais e ciclos cinematográficos. Gomes também coordenou o Concurso Estadual de Críticas Cinematográficas "Walter da Silveira" e colaborou com diversas publicações especializadas.

Serviço

Abertura: 17 de agosto de 2024, às 10h

Visitação: Até 28 de setembro de 2024, de quarta a sexta-feira, das 14h às 18h, e aos sábados, das 9h às 13h

Local: Kamara Kó Galeria (Travessa Frutuoso Guimarães, nº 611, Campina, Belém-PA)

Entrada: Franca

Projeto: Selecionado pelo Edital de Artes Visuais – Lei Paulo Gustavo

12.8.24

Dança em Trânsito realiza espetáculos no Pará

Breve (Foto: Renato Mangolin)
Festival também oferece residências e workshops com acesso gratuito, de 16 a 20 de agosto, no Pará. A programação inclui ações na Ilha do Combú e nas cidades do sudeste paraense, além da capital Belém, com produção local da Cia. Waldete Brito. 

Em sua 28ª edição, o Dança em Trânsito, idealizado e realizado pelo Espaço Tápias, se reafirma como um dos maiores e mais abrangentes festivais internacionais de dança contemporânea do país ao percorrer suas cinco regiões, com programação em 33 cidades, envolvendo 31 companhias de dança de 12 países, no período de 20 de junho a 1º de outubro de 2024. 

E assim como no ano passado, retorna ao Pará. A primeira parada no estado ocorre na Ilha do Combu dia 16 de agosto (sexta-feira), a partir das 11h, no Espaço Oryba, com a apresentação dos espetáculos “La Medida Que Nos Ha De Dividir", do QABALUM (Pamplona, Espanha); "Descaminhos", do Afrobunker (Rio de Janeiro, RJ); e o espetáculo resultado da residência de criação realizada por Diego Pazó e Lúcia Burguete (Pamplona, Espanha), de 12 a 15 de agosto, na Casa das Artes. Estes dois últimos espetáculos serão reapresentados mais tarde, às 20h, no Estação das Docas, em Belém.

Foto: Riart Company
[Rafa Arenas - Idoia Rodriguez]
Qabalum Colectivo de danza
Ainda na capital paraense, dia 17 de agosto (sábado), às 10h30, ocorrem apresentações na área aberta em frente ao Teatro Margarida Schivasappa (FCP/Centur), com reapresentação de "Descaminhos", além de “Todo Este Ruído”, do QABALUM, e “Portátil", do Grupo Tápias (Rio de Janeiro, RJ). Ao meio-dia, o público é convidado a adentrar o Schivasappa para assistir ao espetáculo "Breve", da Esther Weitzman Cia de Dança (Rio de Janeiro, RJ).

Nos dias seguintes, o Festival percorre as cidades de Parauapebas (18/08), Canaã dos Carajás (19/08) e Curionópolis (20/08), levando os mesmos espetáculos apresentados em Belém, e ainda, o recém-criado “Fantasmas", do Grupo Tápias.

O 28º Dança em Trânsito é apresentado pelo Ministério da Cultura, através da Lei de Incentivo à Cultura, e conta com patrocínio master do Instituto Cultural Vale e patrocínio da Volkswagen Caminhões e Ônibus e Engie Brasil Energia.

A programação completa pode ser conferida no site:

https://www.dancaemtransito.com.br/para


BAH lança Serena numa jornada de autodescoberta

Intitulado "Serena", o EP estará disponível em todas as plataformas digitais a partir de 15 de agosto, composto por cinco faixas que exploram temas como vulnerabilidade, amadurecimento e autodescoberta.

BAH lança o primeiro trabalho refletindo sua jornada pessoal,  através de composições sinceras e melodias que capturam a essência de sua transformação interna e resultam numa fusão harmoniosa de elementos acústicos e eletrônicos, transitando entre a introspecção e a conexão com o mundo exterior. 

Serena é uma experiência sonora rica e significativa, que chega até nós, por meio do Edital de Música da Lei Paulo Gustavo, promovido pela Secretaria de Cultura do Pará. Cada faixa é uma peça de um quebra-cabeça emocional que BAH constrói, convidando o ouvinte a explorar as complexidades da mente e do coração. 

As quatro primeiras faixas do EP foram lançadas gradualmente como singles, nos meses de junho, julho e agosto de 2024. "Serena (Parte 1)", que marca o início dessa jornada sonora, foi lançada em 14 de junho, revelando o mergulho de BAH em sua escuridão interna em busca de sua verdadeira identidade. Em 23 de julho, o single "O Ar da Cidade" trouxe a angústia de viver em um ambiente sufocante e a busca pela paz interior. 

Já em 31 de julho, "A Chama" guiou os ouvintes por uma jornada de dor, busca interna, e, finalmente, cura e aceitação. "Florescer", lançado em 8 de agosto, celebra o fim das memórias dolorosas e a reconexão de BAH com sua verdadeira essência. O ciclo se completa em 15 de agosto com a faixa "Serena (Parte 2)", uma poderosa afirmação de autoaceitação, autenticidade e renovação.

Um pouco mobre BAH

Foto: Anna Suav
BAH é uma artista não-binária de 28 anos, nascida em Ponta de Pedras, na Ilha do Marajó, e atualmente residente em Belém. Suas músicas, que abordam temas universais como amor, cura e autodescoberta, um reflexo de autocompreensão e aceitação de si mesma. Com uma sonoridade que mescla Indie Pop, Lo-fi e Rock Alternativo, BAH utiliza seu discurso musical como uma ferramenta de diálogo sobre saúde mental, inspirando reflexões sobre autoconhecimento e serenidade.

A abordagem da artista combina seus estudos em musicoterapia cerebral e psicologia, onde  investiga elementos sonoros que evocam sensações de calma, introspecção e relaxamento, oferecendo ao público uma experiência emocional profunda e inspiradora.

Conheça

Instagram: @bah.musica 

Youtube: Youtube/Bahcanta 

Spotify: Spotify/Bah

Apple Music: Music.apple/Bah 

Mostra celebra legado de Paolo Ricci na Amazônia

O Centro Cultural do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) inaugura nesta quarta-feira, 14 de agosto, às 18h30, a exposição "Paolo Ricci: 53 Anos de Cores Ítalo-Amazônicas". 

O evento promete ser uma imersão na trajetória artística de Paolo Ricci, cronista, poeta, romancista e artista plástico de expressão internacional. A exposição, apresentada por sua filha, Marta Ricci, foi uma das propostas selecionadas pelo Edital de Pautas Externas 2024, e tem como objetivo resgatar e celebrar o legado de Paolo Ricci, destacando a intersecção entre suas raízes italianas e a cultura amazônica que tanto o influenciou.

Nascido em Lucca, na Itália, em 1925, Ricci mudou-se ainda jovem para a Ilha do Marajó com sua família, durante o auge do ciclo da borracha. Formado em Direito em Belém, ele exerceu advocacia e jornalismo por várias décadas, mas sempre com um olhar atento à cultura e à arte local. De origem européia, sua vivência no arquipélago marajoara acabou moldando-o como "homem amazônico", e isso refletiu em sua obra artística.

A carreira nas artes visuais, iniciou como autodidata, com apoio do pintor Leônidas Monte. Depois, Ricci prosseguiu seus estudos na Escola de Belas Artes de Salvador. Como um dos mais importantes artistas plásticos do Brasil, segundo o Dicionário de Artes Plásticas do Ministério da Educação, contribuiu significativamente para a cultura paraense, organizando exposições como "Artistas Plásticos Paraenses do Século XIX" e publicando obras de referência como "As Artes Plásticas no Pará".

Membro da Academia Paraense de Letras (APL) desde 1980, Ricci ocupou a cadeira de número 19, onde deixou um legado que continua a inspirar artistas e intelectuais. Faleceu em maio de 2011.  

Serviço

A exposição "Paolo Ricci: 53 Anos de Cores Ítalo-Amazônicas" abre nesta quarta-feira, 14, às 18h30. Visitação até o dia 14 de setembro, no Centro Cultural da Justiça Eleitoral do Pará - Rua João Diogo, 254, bairro da Campina, Belém-PA, ao lado do prédio sede do TRE-PA.

10.8.24

Cordel do Amor Sem Fim em cartaz no Gasômetro

Foto: Ricardo Romero
É a pedida certa para quem gosta de teatro e cultura popular. “O Cordel do Amor sem Fim ou A Flor do Chico", espetáculo da companhia Os Geraldos (Campinas/SP) está em cartaz, neste sábado, 10, às 20h, e no domingo, 11, às 19h, no Teatro Gasômetro. Indicado para toda família, com classificação de 14 anos. Ingressos gratuitos, com retirada 1h antes das apresentações, na bilheteria do teatro, no Parque da Residência. 

O musical brasileiro escrito por Cláudia Barral, dramaturga de Salvador (BA) , traz uma história emocionante com direção de Gabriel Villela, um dos diretores mais premiados do país e que também assina os figurinos e cenários. Mineiro, nascido em 1958, o diretor também assina o figurino e a cenografia do espetáculo, ressaltando a teatralidade barroca e características estéticas do imaginário, que o destacam desde a década de 1990 no cenário das artes cênicas no Brasil.

Além da visualidade, a trilha sonora do espetáculo também é impactante, tocada e cantada ao vivo por 12 pessoas em cena. Canções de Milton Nascimento, Maria Bethânia, Ney Matogrosso, entre outras ajudam a contar, numa narrativa popular, a história de três irmãs que vivem em Carinhanha, no sertão baiano, enfrentando os desafios do amor e do tempo à beira do Rio São Francisco. Um belo dia, a mais nova vai ao cais buscar farinha para o seu noivado e conhece um homem que muda a vida de todas elas.

Foto: Ricardo Romero
“A história se passa numa cidade à beira do rio e que tem tudo a ver com esse clima de Belém e é um espetáculo profundamente brasileiro e musical. Somos mais de 10 pessoas no elenco cantando, tocando. Convidamos a todos e todas para vierem se emocionar com este espetáculo. Estamos muito felizes em chegar a Belém”, conta Paula Guerreiro, atriz do espetáculo que interpreta a irmã mais nova.

Há 16 anos na estrada, o grupo Os Geraldos segue tendo como inspiração a cultura popular brasileira. Já se apresentou em mais de 100 municípios de três países e dez estados brasileiros. A peça em circulação já foi vista por mais de 10 mil pessoas em diversos festivais e cidades do Brasil. 

Em turnê norte e nordeste, além das apresentações, o grupo realiza oficinas numa residência artística que traz como foco a gestão cultural e o teatro musical brasileiro. Em Belém a s atividades foram realizadas na Escola de Teatro e Dança da UFPA. Depois da capital paraense, o projeto segue para São Luís, Recife e Salvador, em turnê que conta com o patrocínio do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Serviço

Espetáculo: "Cordel do Amor sem Fim - ou A Flor do Chico"

Data: 10/08 às 20h, e 11/08, às 19h

Local: Teatro Gasômetro (Av. Gov. Magalhães Barata, 830 - São Brás, Belém - PA)

Ingressos gratuitos retirados na bilheteria do teatro - No sábado, a partir das 19h, e no domingo, a partir das 18h.

Classificação: 14 anos

8.8.24

Memorial dos Povos retoma as ações no anfiteatro

O Memorial dos Povos Imigrantes, em Belém-Pa, retoma suas atividades de forma integral a partir desta sexta-feira, 9 de agosto, às 18h, com a reabertura do anfiteatro e a entrega das obras de revitalização do complexo cultural. Coordenada pela Secretaria de Urbanismo (Seurb) e realizada pela Fundação Cultural de Belém (Fumbel), a reforma recupera a estrutura física do local e reacende seu papel como espaço para a cultura e a arte na cidade.

A reabertura será marcada por uma programação cultural que reflete a diversidade e a riqueza da música amazônica. A partir das 18h, o público poderá visitar uma feira criativa com produtos e alimentos, seguida de apresentações musicais. 

Às 19h, a cantora Anna Suav sobe ao palco acompanhada da MC Bruna BG, trazendo um repertório que mistura hip-hop e reflexões sobre gênero, negritude e resistência. O encerramento, às 20h30, fica por conta da banda Lambada Social Club, que promete um show dançante com influências de guitarrada, brega e ritmos caribenhos.

Inaugurado em 2003, o Memorial dos Povos reúne espaços culturais como o histórico Palacete Bolonha, sede da Fumbel e do Museu Casa Francisco Bolonha, além da Sala Vicente Salles, das casas Dira Paes e Lira Maia, do Cinema Acyr Castro e do anfiteatro Maestro Celso Michiles Barreto. 

O complexo, projetado pelo arquiteto José de Andrade Raiol, foi concebido para abrigar uma vasta gama de eventos culturais, como feiras, exposições, shows e espetáculos de teatro e dança.

A presidente da Fumbel, Inês Silveira, destaca a importância da revitalização como um marco para a cidade: "Após alguns anos de pouca utilização, o Memorial dos Povos volta a ser um espaço ativo, disponível para os produtores culturais que desejam realizar seus projetos aqui". 

A obra de revitalização incluiu a substituição de toda a estrutura metálica, a recuperação do piso de tijolo maciço na área externa, a renovação da pintura interna e externa, além da troca de folhas de vidro da fachada, recuperação do piso de madeira, luminárias e fiação elétrica. 

Entre as novidades, destaca-se a instalação de uma lona tensionada sobre o anfiteatro, garantindo proteção contra intempéries e tornando o espaço ainda mais versátil para eventos ao ar livre.

Além da programação de abertura, o Memorial dos Povos abriga a exposição “Belém dos Imigrantes - História e Memória”, resultado de uma extensa pesquisa conduzida pelo Museu de Arte de Belém. 

A mostra celebra as etnias que ajudaram a moldar a identidade de Belém, com destaque para portugueses, japoneses, barbadianos, italianos, libaneses, ingleses, alemães, franceses, espanhóis e marroquinos. As imagens dos passaportes desses imigrantes, estampadas na fachada de vidro do memorial, lembram a rica herança cultural que esses povos trouxeram à capital paraense.

História - A história do Memorial dos Povos remonta a 1997, quando o Palacete Bolonha foi integrado aos bens da Prefeitura de Belém e passou por um processo urgente de restauração. 

A revitalização se estendeu às ruínas da antiga sede da União Espanhola, hoje a Sala Vicente Salles, e ao terreno ao redor, formando o complexo que homenageia os diversos povos que contribuíram para a formação da cidade. A atual obra contou com apoio de Emenda Parlamentar do Senador Paulo Rocha, e o projeto de paisagismo é da empresa NaMatta.

Serviço

Entrega das obras de revitalização do Memorial dos Povos Imigrantes. Nesta sexta-feira, 9, a partir das 18h, com programação cultural - Feirinha Criativa e Música ao vivo com Anna Suav e Bruna BG e do Lambada Social Club. Na Gov. José Malcher, 257 - Nazaré. 

7.8.24

Os Geraldos trazem residência artística a Belém

Estão abertas as inscrições para a Residência Artística da companhia que chega de Campias (SP) a Belém. Nesta sexta-feira, 9, serão realizadas as oficinas "A música e a Cena" e "Gestão Cultural”da residência artística com Os Geraldos, companhia teatral de Campinas (SP), na Escola de Teatro e Dança da UFPA (ETDUFPA), respectivamente, nas salas 4, às 9h, e sala 6, às 11h – Inscrições abertas. O grupo apresenta também o espetáculo “Cordel do Amor sem Fim - ou A Flor do Chico”, nos dias 10 e 11, às 20h, no Teatro Gasômetro. Gratuito.

A companhia Os Geraldos vem de Campinas, São Paulo em turnê pelas regiões norte e nordeste, iniciando a circulação por Belém, e segue ainda para São Luís, Recife e Salvador, que também receberão oficinas culturais e apresentações gratuitas, com patrocínio do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Com uma longa trajetória o grupo realiza em Belém uma residência artística que reúne duas oficinas: “A Música e a Cena”, que trabalhará a voz falada e cantada como princípio de criação da cena, compartilhando com participantes práticas referentes a elementos como ritmo, resistência respiratória e timbragem vocal, ressaltando aspectos da brasilidade na voz presentes no processo de criação do espetáculo.

E a oficina “Gestão Cultural” , que compartilhará procedimentos e princípios que guiam a gestão e a produção do grupo Os Geraldos, com o foco nos seguintes aspectos: Políticas públicas; Planejamento estratégico (desígnios gerais, objetivos, funções e atividades); Metodologias de controle e avaliação e organização administrativa (produção executiva, organização de eventos culturais, apoios e parcerias); Comunicação (divulgação, assessoria de imprensa e registros); e Elaboração de projetos culturais.

Já no sábado, 10, e domingo, 11, a companhia apresenta “Cordel do Amor sem Fim - ou A Flor do Chico”, sempre às 20h, no Teatro Gasômetro. Os ingressos gratuitos estão disponíveis para retirada no Sympla ou com chegada de 1h de antecedência.

As inscrições para as oficinas:

Inscreva-se aqui!

Ingressos para o espetáculo:

Sympla/OsGeraldos

2.8.24

FotoAtiva celebra 40 anos com vasta programação

Em 2024 a Associação FotoAtiva completa quatro décadas de atuação no campo da imagem, e mais particularmente da fotografia, e em agosto, mês do aniversário, continua realizando uma série de ações abertas, e voltadas ao público em geral, comemorando os 40 anos fazendo o que melhor sabe: construindo relações afetivas com a cidade de Belém, e ora quer contar com a presença e participação da comunidade nos festejos de aniversário.

Uma das atrações é a série Olhares do Norte, que ganha exibição dos nos dias 2, 6, 14, 20 e 27, sempre às 19h, no casarão da FotoAtiva e no Cine Sesc Ver-o-Peso, precedida de bate papo com os protagonistas. Fruto de intensa pesquisa, a série valoriza a fotografia e o audiovisual produzidos na Amazônia.

São 13 episódios, de 26 minutos cada, que trazem relatos e registros dos fotógrafos Claudia Leão, Dirceu Maués, Eduardo Kalif, Elza Lima, Guy Veloso, Luiz Braga, Miguel Chikaoka, Octavio Cardoso, Nailana Thiely, Nay Jinksss, Paula Sampaio, Tarso Sarraf e Walda Marques, e serão distribuídos ao longo do mês, em cada sessão.

Luiz Braga_Bilheteria, 1987
Além da mostra de filmes, a Fotoativa também abre as portas do casarão neste domingo, participando do Circular Campina Cidade Velha e abre, no dia 8, a exposição FotoAtiva 40 anos – teia, fluxos e resistência, com vernissage às 19h, na Galeria Graça Landeira, localizado no Museu de Arte da Unama.

Programação do mês de aniversário da FotoAtiva

Ciclo Olhares do Norte

Dia 2, às 19h - Abertura (com Fernando Segtowick e Miguel Chikaoka). 

Associação FotoAtiva (Praça das Mercês, 19)

Dia 6, 20 e 27 às 19h 

Cine Sesc Ver-o-Peso (Boulevard Castilhos França, 522)

Dia 14, 19h 

Associação FotoAtiva

Dia 4 - Circular-Campina-Cidade Velha na FotoAtiva

9h – Programação infantil com Michel Pinho, Irene Almeida e Moisés Araújo

10 – Vernissage da exposição Navegantes

16h – Performance

17h – Performance

Exposição FotoAtiva 40 anos – teia, fluxos e resistência

Vernissage dia 8, às 19h, na Galeria Graça Landeira do Museu de Arte da Unama

(Trav. Alcindo Cacela, 287. Umarizal)

Mais uma edição Olympia na Rua neste domingo

Foto: Divulgação
O Olympia na Rua retorna para a sua terceira edição no próximo domingo, dia 4 de agosto, a partir das 18h30, trazendo uma sessão de produções premiadas do Pará. 

Em frente ao Cinema Olympia, que passa por obras de requalificação, o evento gratuito promete encantar o público com um mix de videoclipes e curtas-metragens. A estrutura vai acolher 100 pessoas sentadas, mas quem preferir pode levar sua própria cadeira de praia. A programação inclui legendagem em todos os filmes, garantindo acessibilidade a todos.

Marco Antônio Moreira, presidente da Associação de Críticos de Cinema do Pará – ACCPA e curador do evento, destaca a diversidade e riqueza cultural das produções: "Além de concluirmos a trilogia 'Turma da Pororoca' com tecnologia de ponta, temos 'Matinta', um raro filme de terror paraense, e obras que capturam o espírito cotidiano de Santarém e Castanhal."

Para tornar a experiência ainda melhor, o evento contará com banheiros químicos, segurança, intérprete de LIBRAS e sistemas de som e projeção de alta qualidade. E, claro, a pipoca vai garantir o clima de cinema.

O que assistir:

"No meio do Pitiú" - Dona Onete (Videoclipe) | Dir.: Leonardo Augusto | 4 min.

Com 85 anos, Dona Onete é um ícone da música popular paraense e abre a mostra com este videoclipe.

"Allegro pero no Mucho" (Animação) | Dir.: Cássio Tavernard | 24 min.

Este é o último episódio da trilogia "A Turma da Pororoca", onde Camarão e Caranguejo investigam uma misteriosa festa subaquática.

"Matinta" (Ficção) | Dir.: Fernando Segtowick | 20 min. | Classificação: 10 anos

Em uma vila de pescadores na Amazônia, Felício tenta salvar sua esposa de uma doença inexplicável, enfrentando feitiços e assombrações.

"Meu Tempo Menino" (Ficção) | Dir.: Emanoel Loureiro | 25 min.

O cotidiano de um garoto de Santarém que vende picolé e vive pequenas aventuras.

"A Última Maria" (Documentário) | Dir.: Edivaldo Moura | 25 min.

O filme revisita a história da última locomotiva da Estrada de Ferro de Bragança, preservada em Castanhal.

Olympia requalificado

A requalificação do Cinema Olympia é realizada de forma compartilhada entre o Instituto Pedra e Prefeitura de Belém, contando com apoio do IPHAN; patrocínio do Instituto Cultural Vale e co-patrocínio do Banco da Amazônia, por meio da lei Federal de Incentivo à Cultura. A  obra prevê restauração e modernização tecnológica do espaço, além de novas medidas de acessibilidade e um plano de manutenção. O projeto também foi selecionado pelo edital Resgatando a História, do BNDES, e inclui a produção de um videodocumentário sobre o cinema. 

Serviço

Evento: Mostra de Cinema Olympia na Rua

Data: Domingo, 4 de agosto de 2024, às 18h

Local: Rua Arcipreste Manoel Teodoro, 918, Campina (em frente ao Cinema Olympia)

Entrada: Gratuita e por ordem de chegada

Capacidade: 100 pessoas sentadas

Acessibilidade: Intérprete de LIBRAS


1.8.24

Circular celebra patrimônio cultural neste domingo

As Petruccelli, gestoras da Tapi-Óka
Foto: Cláudio Ferreira/CIrcular
A 52ª edição do Circular Campina Cidade Velha promete novas emoções ao velho e ao antigo público. Neste domingo, dia 4 de agosto, das 8h às 20h.

Há sempre gente nova que chega junto, de dois em dois meses, assim como tem quem não perca uma só edição. É que cada uma delas se faz especial, na medida em que vivemos o circuito, feito de educação patrimonial e cultural, no coração histórico da cidade há 10 anos! 

A primeira edição oficial do projeto foi em junho de 2014, mas a ideia nasceu, antes, num experimento em dezembro de 2013, uma longa história, mas que já contei algumas vezes por aqui. O fato é que desde então, o Circular tem sido um ponto de encontro entre as pessoas e com a riqueza cultural e histórica dos bairros da Campina, Cidade Velha e Reduto.

Nesta edição, cerca de 30 espaços culturais, entre galerias, museus, restaurantes, bares, ateliers, espaços colaborativos e institucionais, estarão de portas abertas. A expectativa é que cerca de 5 a 6 mil pessoas circulem pelos três bairros históricos neste domingo, mantendo a média dos últimos 10 anos. 

Balata, espaço no bairro da Campina
Foto: Cláudio Ferreira/Circular
A programação é vasta. Inclui exposições de arte, apresentações musicais, oficinas, e atividades para todas as idades. Além de promover a cultura e o entretenimento, o circuito também reúne o melhor da gastronomia local e a economia criativa.

A partir das 8h30 já encontras o que fazer. Alguns lugares chegam até a oferecer aulas de Yoga. O Roteiro Geoturístico e o Circuitinho, por exemplo, se concentram neste horário em seus locais de partida (falo mais a seguir). 

E para quem não estiver a fim de caminhar, minha dica é tomar um café da manhã na Tapy-óka, tapiocaria que nasceu no pátio de uma casa secular de uma família italiana. Nas iguarias a mistura paraense e italiana é presente. Há misturas de queijo com pupunha e fica uma delícia. Anotem o endereço: Frei Gil, 223, ao lado da Casa Igá, restaurante que também abrirá as portas a partir das 11h. 

Cinema, crianças e música

As crianças contam com boas opções. O Cine Sesc do Centro Cultural Sesc Ver-o-Peso vai exibir, em duas sessões, às 10h e 11h, a série de animação “Os Dinâmicos” sobre qual falei no post anterior. 

Inspirada nas músicas cantadas de Vieira e Seu Conjunto, é uma homenagem ao saudoso Mestre Vieira, músico de Barcarena reconhecido como criador da Guitarrada, gênero musical Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Pará. Ao todo, serão exibidos 6 episódios, cada um com cinco minutos cada: Esse Bode dá Bode, Lambada da baleia,  A Magia da Voz, Monstrinho de Estimação, Lambada do Fantasma e a Dor de Barriga da Cobra Grande. 

E temos ainda a 9ª edição do Circuitinho, projeto de educação patrimonial para crianças, que convida para celebrar o patrimônio e a memória Mairi, conhecendo o entorno do berço da cidade no Forte do Castelo. A concentração será às 8h30 em frente ao forte. Pelo passeio há músicas, brincadeiras e intérpretes de LIBRAS para crianças e adultos. 

E tem mais cinema paraense na circulação. Neste domingo, recebemos o Olympia na Rua, programação que se insere ao circuito, por meio do Instituto Pedra e Prefeitura de Belém, que estão na gestão compartilhada das obras de requalificação do Cinema Olympia. 

No telão, montado sob uma estrutura de cobertura com 100 cadeiras, serão exibidos cinco curta metragens da produção audiovisual paraense:  Videoclipe - No meio do Pitiú - Dona Onete; Matinta - Ficção dirigida por Fernando Segtowick; Meu Tempo Menino”- Ficção dirigida por Emanoel Loureiro; “A Última Maria” – Documentário dirigido por Edivaldo Moura.

Shows Musicais

Para quem gosta de música a edição está mais do que convidativa. É obrigatória se tu curtes música paraense. Vai ter show com Mariza Black, às 11h30, no Calçadão da Presidente Vargas, em frente ao Banco da Amazônia. A cantora é uma das maiores expressões do samba paraense. 

Já de tarde, às 17h, na Casa Apoena, tem show de Guitarrada com a banda histórica  Os Dinâmicos. Formada por Mestre Vieira nos anos 1970, a banda retomou as atividades e lançou o primeiro disco em 2015. Agora se prepara para gravar o segundo álbum, por meio do projeto Baile da Guitarrada - LAB Música, selecionado pelo edital Rouanet Norte. Neste domingo, em especial, eles apresentam o novo guitarrista, Wesley Souza, que assume a guitarra solo. 

E tem mais música e patrimônio na edição. A partir das 18h, o show é na Praça do Carmo, com o Baile do Mestre Cupijó. A banda lançou o primeiro álbum de estúdio, este ano, reunindo 15 faixas com novas versões das músicas clássicas de Mestre Cupijó, saudoso músico de Cametá, que trouxe inovação e genialidade ao Siriá e Banguê. É para se preparar, porque ninguém vai ficar parado! 

Museus e roteiro

Estarão abertos à visitação, gratuitamente, o MEP – Museu do Estado, o MAS – Museu de Arte Sacra, o Forte do Castelo, Museu das Gemas, Museu do Círio, Casa das Onze Janelas, o Mabe - Museu de Arte de Belém e o Museu Casa Francisco Bolonha, entre os espaços institucionais que aderem o circuito.

Nesta edição, estreia o Palacete Pinho, espaço que hoje abriga a Escola de Artes de Belém – NACE/SEMEC. A programação será das 9h às 12h, com contação de história, música e cinema, dando oportunidade também aos adultos de circular pelo casarão que foi recentemente restaurado.

E está de volta, nesta edição, o Roteiro Geoturístico, com o roteiro Pela Estrada de São José. O projeto, do Programa de Pós Graduação em Geografia do PPGEO da UFPA, possui diversas opções de passeios pelo centro histórico e sempre marca presença nas edições do Circular. A concentração é às 8h30, do Pólo Joalheiro (em frente a Praça Amazonas). 

Programação completa

https://projetocircular.org/edicoes/edicao-52/

O projeto é uma realização da Associação Circular, com patrocínio do Banco da Amazônia e Governo Federal, com apoio do Fórum Landi-UFPA.