2.9.24

Fecant realizará a décima edição em novembro

O X Festival Canção da Transamazônica (Fecant) será realizado nos dias 7, 8 e 9 de novembro, em Altamira, região do Xingu, no Pará. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 15 de setembro através do site oficial do festival, fecant.com.br.

Nesta edição especial de 10 anos, o Fecant distribuirá R$ 44 mil em prêmios para os vencedores de três categorias: “Fecant Kids”, “Fecant Regional” e “Fecant Nacional”, consolidando-se como um importante palco para novos talentos e músicos consagrados, atraindo participantes de diversas partes do país. 

Recentemente, o Fecant foi incluído no TOP 10 dos Melhores Festivais Lusófonos e Hispânicos e está em processo de ser reconhecido como patrimônio cultural e imaterial do Pará pela Assembleia Legislativa do Estado.

Anualmente, o festival atrai visitantes à Altamira, movimentando o turismo e impulsionando a economia local. Além disso, promove a inclusão social ao incentivar a participação de crianças e adolescentes de famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica na região de Altamira e Volta Grande do Xingu.

Durante o festival, também ocorre a Feira Indígena de Economia Criativa, que oferece aos nove povos indígenas do Xingu uma oportunidade de expor e vender seus produtos, valorizando a cultura e a economia das comunidades locais.

A programação é diversificada e contempla diferentes faixas etárias e estilos musicais. Na noite de abertura, 7 de novembro, acontecerá o “Fecant Kids”, competição dedicada a jovens intérpretes entre 6 e 17 anos, moradores de Altamira e comunidades próximas. 

No dia seguinte, 8 de novembro, é a vez do “Fecant Regional”, que destaca composições originais de músicos das cidades ao longo da Transamazônica e do Xingu. Para encerrar, no dia 9 de novembro, o “Fecant Nacional” apresentará canções de compositores de outras regiões do Pará e de todo o Brasil, celebrando a rica diversidade musical do país.

Como participar

Para os jovens interessados em participar do Fecant Kids, é necessário estar matriculado na escola e residir em Altamira ou nas comunidades adjacentes há pelo menos um ano. Doze candidatos serão selecionados para a competição, com duas vagas determinadas por votação popular online no canal do festival no YouTube, e as demais decididas por uma comissão interna.

Já nas categorias “Fecant Regional” e “Fecant Nacional”, os candidatos podem inscrever até duas músicas originais, que podem ser em português ou em idiomas indígenas. As composições devem ser de autoria ou co-autoria própria e não podem ser plágio. Não há restrições quanto ao gênero musical, oferecendo uma plataforma ampla para a expressão artística.

Premiações - Fecant Kids

1° lugar – R$3.000

2° lugar – R$2.500

3° lugar – R$1.500

Cada participante não classificado nos três primeiros lugares, receberá R$ 500 pela participação.

Fecant Regional

1° lugar – R$7.000

2° lugar – R$5.000

3° lugar – R$3.000

Melhor Intérprete: R$1.500

Fecant Nacional 

1° lugar – R$10.000

2° lugar – R$5.000

3° lugar – R$4.000

Melhor Intérprete: R$1.500,00

Serviço

X Fecant - Inscrições gratuitas até 15 de setembro através do site: fecant.com.br.

(Com informações enviadas pela assessoria de imprensa)

27.8.24

Samba de Cacete patrimônio cultural do Pará

Doc "Samba de Cacete , Alvorada Quilombola"
Foto/Still
A Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) aprovou, nesta terça-feira (27), por unanimidade, o Projeto de Lei n° 825/2023, que reconhece o Samba de Cacete como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Pará. 

Manifestação cultural ainda preservada em comunidades quilombolas do baixo rio Tocantins, abrangendo os municípios de Abaetetuba, Igarapé-Miri, Limoeiro do Ajuru, Cametá, Mocajuba, Baião e Oeiras do Pará, o Samba A proposta, de autoria do deputado Bordalo (PT-PA), reconhece a cultura afro-brasileira e sua história de resistência cultural na Amazônia.

A expressão “Samba de Cacete” refere-se aos pequenos bastões de madeira utilizados pelos tocadores de tambores para marcar o ritmo e o contratempo, compondo uma celebração que une música, canto e dança com elementos dos batuques afro-brasileiros. A dança, muitas vezes improvisada, acompanha as variações de velocidade das melodias, que vão de um ritmo lento a uma aceleração progressiva. 

O projeto de Lei de autoria do Deputado Carlos Bordalo, que reconhece o Samba de Cacete como uma história de resistência e ancestralidade negra na Amazônia. Após o reconhecimento da Alepa, o PL agora segue para o poder executivo para ser sancionado e promulgado para que a Lei entre em vigor, declarando a manifestação um patrimônio cultural imaterial do Pará. 

É importante saber que as leis que declaram manifestações e obras como patrimônio cultural, têm um caráter mais simbólico e político. É uma forma de valorizar e proteger determinada prática cultural, mas não necessariamente implica em uma pesquisa aprofundada ou na aplicação de políticas de salvaguarda específicas.

É diferente do reconhecimento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que envolve um processo técnico de avaliação, que envolve uma série de levantamentos históricos e que geralmente resultam em ações práticas e políticas de salvaguarda. Ambos, porém, são importantes para a valorização e preservação das manifestações culturais.

Ancestralidade e Resistência

Doc "Samba de Cacete, Alvorada Quilombola"
Foto/Still
O documentário "Samba de Cacete Alvorada Quilombola", produzido pela Lamparina Filmes, oferece um olhar profundo sobre essa expressão cultural, que se mantém viva nas comunidades quilombolas da região. 

Originado entre os afrodescendentes da região amazônica, o Samba de Cacete tradicionalmente embalava os mutirões comunitários, começando na véspera dos eventos e se estendendo até a manhã seguinte, quando os participantes seguiam para o trabalho. As canções, muitas vezes remontando ao período da escravidão, têm resistido ao tempo, sendo transmitidas por até quatro gerações entre os quilombolas da região.

O documentário foi contemplado pelo Edital CURTA AFIRMATIVO 2014, do Ministério da Cultura, com foco no protagonismo de cineastas afro-brasileiros, destacando o Samba de Cacete, como um elemento da identidade cultural do Pará.

(As fotos que ilustram a postagem são still do filme Samba de Cacete, Alvorada Quilombola, da Lamparina Filmes).

Mostra Paisagens Mineradas no Dia da Amazônia

Carajás
O Dia da Amazônia, 5 de setembro, marca a abertura, em Belém, da exposição “Paisagens Mineradas: Marcas no Corpo-Território”, que ocupará o espaço da Associação FotoAtiva até 5 de outubro. Programação e visitação gratuitas.

O projeto reúne onze artistas mulheres cujas obras se conectam nas reflexões sobre memória, corpo e paisagem em um contexto exploratório. Na agenda de abertura, nos dias 5, 6 e 7 de setembro, haverá exibição de filmes e debates relacionados ao tema.

Pinturas, gravuras, videoartes, instalações, fotografias e performances artísticas fazem a tessitura dessas paisagens, onde cabem denúncias, imagens impactantes, dores e também delicadezas. Sob o olhar dessas mulheres, “Paisagens Mineradas” pensa sobre a onipresença da mineração na vida contemporânea, mas também sobre a paisagem adoecida pela lógica da mercantilização da Terra e da vida. 

“Acho que as pessoas não estão conscientes do quão grande são esses movimentos de mineração, de como eles são destruidores. Eles destroem a vida, para produzir coisas mortas”, avalia a artista e educadora paulista Beá Meira, uma das participantes da mostra com uma série de gravuras que registram plantas de seis grandes minas em operação na região amazônica.

Ao mesmo tempo, a exposição aborda como as mulheres permanecem sofrendo mais nessa sociedade exploratória. “A gente consegue fazer um paralelo muito claro entre o corpo da montanha, o corpo do território, que é explorado pela mineração, e também o corpo da mulher. Ambos sofrendo por uma lógica de objetificação, de mercantilização da vida. E nesse sentido, para a gente pensar em futuros possíveis, para a gente cocriar outras narrativas”, explica Isadora Canela, uma das artistas e também curadora da mostra.

Além de Isadora e Beá, também integram a mostra, as artistas Julia Pontés, Shirley Krenak, Luana Vitra, Isis Medeiros, Mari de Sá, Lis Haddad, Silvia Noronha e, do Pará, as artistas Murapijawa Assurini, do Coletivo Kujỹ Ete Marytykwa'awa, e Keyla Sobral. 

Cristina Serra participa de Debate ambiental

Obra de Julia Pontés 
A mostra chega à capital paraense, quando a cidade está prestes a receber pessoas de todo o mundo para refletir sobre meio ambiente, durante a COP 30, a 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em novembro de 2025.  

Temas como "Greenwashing" - expressão usada para designar a “maquiagem verde” feita por empresas e marcas para dar à opinião pública uma falsa ideia de que há sustentabilidade em seus negócios – e mudanças e impactos nos territórios causados por grandes projetos de exploração minerária estão na pauta da programação de abertura do evento, que terá convidados como a jornalista Cristina Serra e também as artistas Beá Meira, Isis Medeiros, Lis Haddad e Mari de Sá.

A exposição é uma realização do Instituto Camila e Luiz Taliberti, ONG voltada para ações educativas e culturais sobre sustentabilidade ambiental, criada para homenagear os irmãos Camila e Luiz, vítimas do rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), em 2019. 

“É importante fazer as pessoas perceberem o mundo em que nós estamos vivendo, como a mineração age junto às comunidades. Isso precisa ser dito, as pessoas precisam ter essa consciência. É preciso falar. O Instituto foi criado para ser voz, nossa e de quem mais precisar falar”, diz a presidente do Instituto, Helena Taliberti, que é mãe de Camila e Luiz.

Em Belém, o evento tem a parceria da Associação FotoAtiva, Kujỹ Ete Marytykwa'awa – Coletivo de Mulheres da Família Marytykwa'awa, Instituto Janeraka, Constelar Ancestral – Rede Cocriativa entre Povos da Floresta, Herbário da UFPA, e apoios da Apiência Ambiental, Instituto Cordilheira, Observatório da Mineração e Conectas Direitos Humanos. 

VISITE

Paisagens Mineradas: Marcas no Corpo-Território

Abertura: 5 de setembro de 2024, às 18h.

Visitação: Até 5 de outubro de 2024, de terça a sexta-feira, das 14h às 17h, e sábado, de 9h às 13h.

Onde: Associação FotoAtiva (Praça das Mercês, 19, Bairro da Campina – Belém/PA)

Programação de Abertura

Quinta-feira, 5 de setembro:

- 18h: Presença das artistas Beá Meira, Isis Medeiros, Lis Haddad e Mari de Sá para visitação.

- 18h30: Performance "Evocação ao Rio" com Lis Haddad.

- 20h: Roda de saberes e práticas - Itakui Re'e Urujumugyta.

Sexta-feira, 6 de setembro:

- 18h: Presença das artistas para visitação.

- 18h30: Performance "Evocação ao Rio" com Lis Haddad.

- 19h15: Exibição do curta-metragem "Solastalgia" de Lucas Bambozzi.

- 19h30: Roda de conversa "A propaganda na era do Greenwashing" com Carla Romano, Isis Medeiros e Renée Chalu. Mediação de Marina Kilikian.

Sábado, 7 de setembro:

- 11h: Aula aberta - "Ure Petywu Ape I'lka'a - Vozes e perspectivas da floresta".

- 14h: Roda de conversa "Arte e luto: somos sementes" com Time'i Awaete, Mari de Sá, e Beá Meira. Mediação de Lis Haddad.

- 16h: Exibição do filme "Na fronteira do fim do mundo - mineração no sudeste do Pará".

- 17h: Roda de conversa "Local e global: os impactos da mineração no Pará" com Ismael Machado, Mário Santos, e Rosane Steinbrenner. Mediação de Cristina Serra.

Ingressos: Gratuitos

Curtas Infantis Mercosul em mostra no Cine Apuí

O Centro Cultural Rosa Luxemburgo, via edital Mercosul Audiovisual Mostra de Curtas Infantis-Minc, foi contemplado como polo de exibição no Estado do Pará e em parceria com a Fundação Centro Cultural Parque Vila Maguary - FPM, traz a programação ao Cine Apuí nesta quarta-feira, 28, às 16h, com entrada gratuita.

A Mostra de Curtas Infantis do Mercosul Audiovisual traz seis filmes em curta-metragem produzidos com temas contextualizados na realidade de Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil, países-membros do Mercosul. E países associados, como a Colômbia. 

Na programação estão os brasileiros “Meu nome é Malaaum” (2021), dirigido por Luísa Copetti, “Sobre amizades e bicicletas” (2022), dirigido por Júlia Vidal e “Téo, o menino Azul” (2022), de Hygor Amorim. “Não estão sozinhos” (2022), produzido no Paraguai e dirigido por Mathias Maciel; O argentino “Esta lã é minha” (2018), dirigido por Duilio Gatti. De Juan Camilo Fonnegra, filme colombiano "A sistina” (2022).

Após a exibição dos filmes haverá roda de conversa com a atriz e cineasta Célia Maracajá; o realizador e cineclubista Francisco Weyl - o Capinteiro da Poesia; Luiz Adriano Damimello, professor da Faculdade de Artea Visuais da Universidade Federal do Pará; o escritor e roteirista Porakê Munduruku, a Presidente da FPM, Dani Franco; o cineasta e professor Cássio Tavernard. Fátima Afonso, fundadora e coordenadora do Centro Rosa Luxemburgo faz a mediação.

A coordenadora do  centro cultural, Dani Franco, diz que a “a ideia de reunir estes profissionais é porque eles podem contribuir muito para do debate sobre os temas abordados nos filmes exibidos e também para um diálogo a respeito deste edital, que é de inclusão e que hoje conta com os países do Mercosul.”

Serviço

Mercosul Audiovisual - Mostra de Curtas Infantis no Cine Apuí

Dia: 28 de agosto (quarta-feira)

Hora: 16h

Local: Teatro Municipal de Ananindeua

Entrada Franca

24.8.24

Theatro da Paz pode se tornar patrimônio mundial

Entre os dias 26 e 28 de agosto, Belém recebe a II Oficina de Mobilização para a preparação da candidatura dos Teatros da Amazônia a Patrimônio Mundial, organizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). 

Após a etapa Manaus, onde o Teatro Amazonas passou pela mesma avaliação, chegou a vez do Theatro da Paz. A cerimônia de abertura, aberta ao público, acontecerá no dia 26 de agosto, às 9h30, e contará com a presença de importantes autoridades, incluindo o presidente do Iphan, Leandro Grass, e o secretário de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, Marcos Apolo Muniz. 

A candidatura dos Teatros da Amazônia é uma iniciativa que busca reconhecer a importância cultural, histórica e arquitetônica dessas edificações construídas no século XIX, durante o ciclo da borracha, um período de grande crescimento econômico na Amazônia. Ambos os teatros são ícones da modernização e urbanização da região, sendo os primeiros teatros brasileiros com estrutura arquitetônica preparada para óperas.

O processo de reconhecimento pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) envolve a justificativa dos valores universais dos bens, que devem demonstrar importância não apenas local, mas para toda a humanidade. O Iphan, como órgão coordenador, é responsável pela elaboração do Dossiê de candidatura que será apresentado ao Centro do Patrimônio Mundial da Unesco.

Durante os três dias de oficina, serão discutidos temas fundamentais para a elaboração do dossiê, incluindo os conceitos, princípios e procedimentos para a apresentação da candidatura. Além disso, a programação incluirá apresentações sobre a proteção, conservação e gestão dos teatros, visitas técnicas e debates.

No dia 27 de agosto, serão realizadas visitas técnicas, tanto no entorno da área de amortecimento do Theatro da Paz, como dentro do teatro, para avaliar o entorno do teatro e garantir que todos os aspectos de preservação sejam levados em conta na candidatura, assim como dentro do teatro para que os participantes conheçam de perto as particularidades do edifício histórico e compreendam melhor os desafios e as necessidades de conservação e gestão que o teatro enfrenta. 

Já no dia 28 de agosto, haverá uma reunião na sala Vicente Salles, no Palacete Bolonha, onde serão discutidas as próximas etapas da candidatura. Serão definidos critérios e estratégias para a elaboração do dossiê e as responsabilidades de cada instituição envolvida no processo.

Programação

Dia 26 de agosto (Segunda-feira)

9h: Credenciamento

9h30: Abertura com autoridades no Theatro da Paz

10h: 1ª Apresentação – Conceitos, princípios e procedimentos para a candidatura

11h: 2ª Apresentação – Contextualização histórica e embasamentos conceituais

12h às 14h: Intervalo de almoço

14h: Apresentações sobre a proteção, conservação e gestão do Teatro Amazonas e Theatro da Paz

17h às 18h: Debate

19h: Atração cultural

Dia 27 de agosto (Terça-feira)

9h30: Visita técnica à área de amortecimento do Theatro da Paz

12h às 14h: Intervalo de almoço

14h: Visita técnica ao Theatro da Paz

17h às 18h: Debate sobre a visita técnica e encaminhamentos

DIA: 28 de agosto (Quarta-feira)

Local: Sala Vicente Salles – Palacete Bolonha

9h30 – Próximas Etapas da Candidatura

12h às 14h - Intervalo de Almoço

14h – Instituição dos Grupos de Trabalho de Elaboração da Candidatura

16h às 17h – Encerramento: Debate e Encaminhamentos

Teatro musical estreia no XVIII Festival de Ópera

O XVIII Festival de Ópera do Theatro da Paz inovou este ano ao trazer um espetáculo musical em sua programação. "O Príncipe do Egito" é uma parceria entre o projeto Ópera Estúdio, da Fundação Carlos Gomes e a companhia Liga do Teatro. Teve pré-estreia ontem e fica em cartaz neste sábado, 24, às 19h, e domingo, às 17h. Ingressos na bilheteria.

"O Príncipe do Egito" não poupou esforços para entregar uma experiência visual e sonora de tirar o fôlego. Na pré-estreia realizada nesta sexta-feira, 23, o público foi conduzido a uma jornada épica pelo Egito antigo, onde a história de dois irmãos separados por um destino inexorável se desenrola com intensidade e paixão. A estreia para o público, neste final de semana, promete ser igualmente arrebatadora.

Combinando música, dança e drama, a encenação conta com a competência de jovens atores que integram o projeto Ópera Estúdio, um projeto de extensão da FCG. São quase 100 profissionais envolvidos. Ao todo, 58 músicos e mais 47 artistas, entre elenco e produção para realizar um musical, ambientado no Egito antigo. A direção geral e musical é de Pedro Messias, pela FUndação carlos Gomes. 

A direção teatral e adaptação dramatúrgica de Bárbara Gibson, com assisteência de direção de Theo Oliveira, produção executiva de Larissa Imbiriba; direção de palco, de Luiza Imbiriba e direção coreográfica de Paola Pinheiro e preparação de elenco de Paulo Jaime, que integram a Liga do Teatro.

Um pouco mais sobre a história

O Príncipe do Egito é uma história épica vivida por Moisés e Ramsés, que cresceram como irmãos na corte do faraó, em meio ao esplendor e poder do império egípcio. 

Apesar de suas origens distintas — Moisés nasceu hebreu, enquanto Ramsés é o herdeiro do trono egípcio — os dois desenvolveram um laço profundo de fraternidade e amizade. Porém, à medida que crescem, suas diferenças se tornam cada vez mais evidentes, culminando em um momento crucial quando Moisés descobre sua verdadeira identidade como hebreu e o sofrimento de seu povo, que vive como escravo sob o jugo egípcio.

Esse segredo abalador rompe o vínculo fraternal entre Moisés e Ramsés. Moisés, compelido por uma visão divina, decide abandonar a vida privilegiada que conhecia para liderar os hebreus rumo à liberdade. Ramsés, por outro lado, sente-se traído pela partida de Moisés e, agora como faraó, está determinado a manter seu poder e as tradições de seu povo, opondo-se ferozmente à libertação dos hebreus.

O confronto entre Moisés e Ramsés representa o choque de duas culturas e crenças, bem como uma luta pessoal entre dever, destino e identidade. Moisés é guiado por sua fé e pelo desejo de justiça, enquanto Ramsés, ainda preso às expectativas de seu papel como faraó, é motivado pela preservação de seu reino e legado.

A narrativa aborda temas profundos como o poder do perdão, a busca por identidade e a força da fé. Ao final, a travessia do Mar Vermelho simboliza a vitória de Moisés na condução de seu povo à liberdade, mas também o profundo impacto emocional de um confronto entre irmãos que, mesmo separados por seus caminhos opostos, compartilham um passado de amor e camaradagem.

Serviço

O Príncipe do Egito. Apresentações nos dias 24 de agosto, às 19h, e 25 de agosto, às 17h. Mais informações podem ser obtidas na bilheteria do Theatro da Paz pelo telefone (91) 3252-860. Av. Da Paz  - Presidente Vargas - Belém-Pa.

23.8.24

CCBA com exposições, música e teatro em agosto

Mestre Ney Lima Foto: Divulgação/CCBA
As duas exposições em cartaz no Centro Cultural Bienal das Amazônias (CCBA) estão na reta final. As obras do artista plástico Carlos Cruz-Diez e da fotógrafa Paula Sampaio, que marcaram a abertura do Centro Cultural, podem ser visitadas até o dia 1° de setembro de forma gratuita. Além disso, as duas últimas semanas de agosto no CCBA reúnem intensa programação cultural aberta ao público. 

A exposição "RGB: As Cores do Século”, no primeiro piso do CCBA, celebra o centenário do renomado artista venezuelano Carlos Cruz-Diez, sendo a primeira exposição individual do artista no Norte do Brasil. Conhecido por suas obras inovadoras no campo da arte cinética e óptica, Cruz-Diez oferece aos espectadores, em “RGB”, uma experiência cromática única. A curadoria é de Michel Gauthier, do Centre Pompidou, museu de arte moderna da França e de Ana Clara Simões. 

Já a instalação fotográfica “Para que não se acabe: catar memórias”, da fotógrafa Paula Sampaio, percorre os principais sítios históricos de Belém localizados no bairro da Cidade Velha, atravessando o Complexo do Ver-o-Pesoe os bairros da Campina/Comércio. O espaço reúne fotografias de família, objetos pessoais da fotógrafa e ambientes interativos. 

Programação 

Elias Coutinho
Foto: Divulgação/CCBA
Além das exposições, o Centro Cultural Bienal das Amazônias promove nos fins de semana uma programação cultural diversa. Nesta sexta-feira (23), a partir das 18h, o CCBA recebe Elias Coutinho, maestro, saxofonista e improvisador. 

O músico possui carreira na cena musical da região amazônica. Como maestro é titular da aclamada Amazônia Jazz Band e desempenha papel fundamental na promoção do jazz na região. 

No sábado (24) o grupo “Os falsos do Carimbó” volta ao CCBA com o show "Brinquedo Pop", às 18h30. A apresentação marca também o pré-lançamento do EP “O lugar, o momento e o motivo”, de Mestre Ney Lima Pela Paz. O EP faz parte de um álbum homônimo ao show que sairá ao longo do ano, em primeiro momento em formato de EP's com intuito de explorar as individualidades e potências dos compositores do grupo.

A agenda de agosto encerra no sábado (31) com a in Bust Teatro com Bonecos, que apresentará o espetáculo “Aguar o tempo”, às 18h30. Em uma noite imaginária, todas as pessoas participantes do espetáculo se reúnem em roda para um encontro com as memórias que submergem e emergem em um rio-tempo. Aguar o Tempo é conduzido por Adriana Cruz, AnibalPacha, Cincinato Jr e Paulo Ricardo Nascimento. 

Serviço

Centro Cultural Bienal das Amazônias - Rua Manoel Barata, n° 400. Entrada franca 

FotoAtiva chega aos 40 com música e fotovaral!

Irene Almeida, atual presidente da associação
Foto: Cláudio Ferreira
Os 40 anos de criação da Associação FotoAtiva ganha festa com atrações musicais, fotografia e interação com o público.  Tudo neste sábado, 24, a partir das 18h, na Praça das Mercês, bairro da Campina. Evento gratuito.

Um fotovaral gigante será montado na praça em frente à associação, lembrando a chegada de Miguel Chikaoka a Belém, nos anos 1980 e sua imediata inserção na cena artística da cidade.  Primeiro ele atuou no grupo Agir, que reunia artistas de várias frentes e categorias, e no fotojornalismo. 

Depois de ministrar uma oficina de fotografia, Miguel se viu organizando grupos em torno de um ideal fotográfico que superou expectativas técnicas e ampliou a relação de muitos profissionais com a cidade, dando origem, em 1984, na FotoAtiva.

Hoje, em um casarão no centro histórico de Belém, a associação segue seus propósitos e vem, por meio de oficinas, mostras e fotovarais, encontros de aprofundamento sobre a imagem, dentre outras ações de interação com o público em geral, atuando dentro e fora do estado, propondo um alargamento do olhar, e se relacionando com pessoas e coisas sob a égide dos direitos humanos.


Passadas quatro décadas, a Associação FotoAtiva hoje é uma instituição reconhecidamente de utilidade pública municipal e estadual, que se mantém ativa no cenário artístico local, expandindo o escopo de pesquisa, estímulo e difusão da fotografia. No mês de aniversário a programação que já trouxe exposição, mesas redondas e sessões audiovisuais com temas fotográficos, agora culmina.

O público vai ter uma programação pensada cuidadosamente para receber amigos e fotoativistas: quem abre a festa é o som instrumental de Delcley Machado e Quarteto abalando as estruturas do Casarão com a mescla choro, jazz e bossa nova.

Em seguida, a cantora e compositora Ana Clara apresenta um repertório autoral, acompanhada no violão por Eduardo Feijó, e na guitarra por Erik Lopes. E quem gosta de dançar vai se encantar com os DJ Da Terra e DJ Meia Boca, que assumem o som para um outro nível de vínculo!

Na galeria da associação segue a exposição Navegantes, com curadoria do professor e pesquisador John Fletcher. Um grande fotovaral vai abraçar a Praça das Mercês, e será construído ao longo da noite, com a participação do público, que está convidado a trazer uma fotografia, em tamanho médio e tema livre, para compor a grande mostra. 

No programa tem ainda Flash Tatoo com Gabruxa, videoprojeções, intervenções com fotografia em grande formato, e outras surpresas para quem for conferir este grande momento. 

Serviço

FotoFesta FotoAtiva 40 anos

Com Ana Clara, Delcley Machado e Quarteto, DJ Da Terra, DJ Meia Boca e Gabruxa.

Exposições /FotoVaral /Videoprojeções /Intervenções em fotografia de grande formato

Dia 24 de agosto de 2024, a partir de 18h

Sede da Associação FotoAtiva

Praça das Mercês (ou Visconde do Rio Branco), 19. Campina.

Mestre Verequete recebe homenagens no domingo

Pinduca, Grupo de Carimbó Grão Pará, Encanto do Tambor, Os Falsos do Carimbó, Sancari, Tambores Encantados e o Coletivo Cidade Tambor vão interpretar o repertório do Mestre Verequete, neste domingo, 25 de agosto, na primeira edição do Carimboulevard, no Boulevard da Gastronomia, a partir das 17h. O evento é gratuito.

Com o tema “Mestre Verequete Vive”, o evento celebra o Dia Municipal do Carimbó, comemorado no dia 26 de agosto, em homenagem ao nascimento de Augusto Gomes Rodrigues, mais conhecido como Mestre Verequete. O show será conduzido pelo Grupo de Carimbó Uirapuru e, também, será uma grande homenagem a todos músicos e artistas que disseminam a cultura do carimbó, patrimônio cultural imaterial do Brasil, na cidade das mangueiras.

“Vamos celebrar o dia do carimbó e a data de aniversário de meu pai, o mestre Verequete.  Esperamos todos os amantes de carimbó e vamos tocar os grandes sucessos do mestre e de outros reis e rainhas paraenses. Será um momento para o público matar a saudade do carimbó raiz. O evento é uma oportunidade para manter viva a tradição que é passada de geração para geração”, conta Lucimar Pinheiro, filha do Mestre Verequete e integrante do Grupo Uirapuru.

Verequere recebeu a maior honraria na
área cultural, em 2006
O Mestre dedicou sua trajetória na composição do carimbó e foi um dos responsáveis pela popularização do gênero no estado do Pará e por sua projeção nacional no período de 1970 e 1980. Chamado Augusto Gomes Rodrigues, mais conhecido como Mestre Verequete, o músico compôs cerca de 200 músicas, além de lançar dez discos e quatro CDs. Entre os sucessos do estão: “O carimbó não morreu”, “Morena penteia o cabelo”, “Xô peru” e o grande hit  “Chama Verequete”.

“O público não pode perder esse momento de celebração ao nosso eterno rei do carimbó. O Carimboulevard será um verdadeiro encontro de reis e rainhas do carimbó. Eu me farei presente alegrando e homenageando ao Verequete, que já se foi, mas deixou esse incrível legado em nossas mãos. Vai ser a coisa mais bonita”, reforça Pinduca, o Rei do Carimbó.

Serviço
Carimboulevard. Neste domingo, 25 de agosto, no  Boulevard da Gastronomia, a partir das 17h. Gratuito.

22.8.24

Espetáculo une dança e música na orla de Icoaraci

Ana Unger estreia neste sábado, 24,  "Motirô", espetáculo multimídia que combina dança, música e videografia para conscientizar sobre a preservação ambiental. A apresentação será às 20h na Orla de Icoaraci (Concha Acústica). A entrada é gratuita.

Dirigido por Ana Unger, "Motirô" – que significa "mutirão" em Tupi-Guarani – traz à tona a necessidade urgente de preservação das águas dos rios e mares da Amazônia. O espetáculo faz uso de diversas linguagens artísticas para explorar essa temática, destacando a importância da ação coletiva em prol do meio ambiente.

Com trilha sonora original de Thiago D’Albuquerque, composta especialmente para o projeto, "Motirô" utiliza a música para intensificar a mensagem do espetáculo. Ana Unger enfatiza a importância desse elemento: "A música é fundamental para transmitir a mensagem que queremos passar, tocando o coração das pessoas e sensibilizando. O espetáculo possui momentos que realmente apertam o peito, dão aquele nó na garganta", revela a bailarina.

As imagens projetadas durante o espetáculo foram captadas pelo fotógrafo Marcos Hermes, que imortalizou paisagens naturais do Pará, como as praias e furos de Algodoal, a Ilha do Pilão em Salinópolis, a orla de Icoaraci e o Portal da Amazônia. "Eu quero mais estar aqui, o Pará tem muita riqueza musical e artística", reflete o fotógrafo, destacando o impacto das belezas naturais do estado.

Figurinos e coreografia

Os figurinos, assinados por Ana Luiza Gabbay e confeccionados por mulheres de cooperativas sob a coordenação de Norma Andrade do Instituto Lixo Zero, também se alinha com a mensagem do espetáculo. Foram elaborados com atenção aos princípios de sustentabilidade, integrando estética e funcionalidade para a dança.

A coreografia de "Motirô" foi desenvolvida por meio de uma pesquisa de movimento realizada por Jonathan Costa, Ivan Franco e pela própria Cia de Dança Ana Unger. A abordagem colaborativa reflete o conceito de mutirão, simbolizando o esforço coletivo em prol de um bem maior. A direção criativa do espetáculo é de Silvia Quadros, com Alan Kardec na direção de imagem e Mário Costa na edição.

Contemplado pelo edital da Lei Paulo Gustavo, o projeto "Motirô", em 2025, o espetáculo percorrerá outras cidades paraenses, como São Caetano de Odivelas, Salinas e Alter do Chão, com novas cenas e música instrumental ao vivo, continuando sua missão de sensibilizar o público sobre a importância da preservação ambiental.

Oficina: Antes da apresentação principal, no dia 23 de agosto, Thiago D’Albuquerque e o artesão Zete conduzirão uma oficina de percussão para os alunos da Escola Liceu Mestre Raimundo Cardoso de Icoaraci, das 10h às 12h. A atividade permite que os jovens interajam diretamente com o espetáculo, vivenciando na prática a proposta de "Motirô".

Serviço

Espetáculo "Motirô"

Data: 24 de agosto (sábado)

Horário: 20h

Local: Anfiteatro da Orla de Icoaraci (Concha Acústica)

Endereço: Tv. do Cruzeiro, 276 - Cruzeiro, Belém

Entrada: Gratuita

Oficina de Percussão

Data: 23 de agosto (sexta-feira)

Horário: 10h às 12h

Local: Escola Liceu Mestre Raimundo Cardoso de Icoaraci

Público: Alunos da escola, com interação durante o espetáculo "Motirô"