6.12.23

Rap e Carimbó nos 25 anos do MúsicaParaense

Bruno BO
A Mostra Musicaparaense.Org, segue a celebração dos 25 anos do projeto homônimo, nesta sexta-feira, 8, às 20h, no Espaço Na Figueredo, com apresentação de dois artistas do Rap Paraense. E no sábado, 9, a partir das 21h, no espaço Cultural Apoena, na Duque, tem  muito carimbó. Nas duas noites, a discotecagem é de Seu Edvaldo. 

O projeto Mostra Músicaparaense.Org foi contemplado no Edital Prêmio FCP de incentivo à arte e à cultura 2023. A realização é da Fundação Cultural do Estado do Pará – FCP e Governo do Pará e produção da MúsicaParaense.Org e Realizador Cultural. 

A sexta-feira, 8, é noite do RAP. No Espaço Na Figueredo, quem abre a programação é Bruna BG, artista natural do município de Breves, no Marajó, e que já está na cena de Belém, desde 2007. Autodidata, já transitou por diversos estilos musicais, até se encontrar no Rap. “De todas as escolas que já passei, o rap trouxe a minha verdade”, costuma dizer em suas entrevistas. 

Em seguida, teremos Bruno BO, um dos nomes pioneiros. Nascido em Belém, o MC iniciou a carreira musical, em 1994, na banda Carmina Burana, de Hard Core e Rap.  Em carreira solo, desde 2002, o artista faz fusões de estilos como Rock, Rap e Ragga. Bruno tem formação em Ciências Sociais e traz como influências resultados de anos de pesquisa sobre a cultura Hip Hop, em especial o Rap.

O carimbó urbano da Sativos do Mangue

Sativos do Mangue
No sábado, 9, a sonoridade é do carimbó, com o Sativos do Mangue, no Apoena, da Duque. Esperem pra ninguém ficar sentado. O grupo é um conjunto de carimbó urbano que atua nas praças, ruas, feiras e coletivos da cidade de Belém. Trazem consigo vivências e aprendizados com mestres e mestras da capital como Lourival Igarapé, Cuité Marambaia, Neia Smith, Luiz Gonzaga, Thomaz Cruz e outros.  

As letras são voltadas para o cenário da capital, sociedade, religiosidade, a vida cabocla e a mistura rítmica que compõe o carimbó e a textura sonora da cidade. O grupo atua desde 2018 tendo tido algumas formações e sendo também laboratório para vários tocadores da cena. 

Atualmente com 4 integrantes (Cinara Maria, Daniel Cordeiro, Raira Maciel e Uirandê Gomes) o conjunto já se apresentou em festivais, casas de show, e eventos da cidade, mas tem como palco principal os movimentos da praça da república, ver o peso e feira do açaí, sendo parte importante do atual cenário de carimbó urbano e compondo a nova geração do pau e corda, vivendo no dia a dia a cultura de repasse e salvaguarda.

Sobre o Musicaparaense.Org

Bruna BG
Fundado em 1998 por Edvaldo Souza, o projeto propõe  o mapeamento de artistas e a ampliação das ações de pesquisas da musicografia paraense já feita pelo blog Música Paraense, garantindo divulgação de trabalhos dos mais variados estilos, com qualidade de informação e de difusão, gerando oportunidades de contatos ao redor do mundo, preservando a história dos que fizeram e fazem a história da música no Pará.

Edvaldo Souza (AzuL) é produtor cultural, atualmente a frente da Realizador Cultural @realizadorcultural, pela qual idealiza e faz a produção executiva de diversos projetos de artistas da música paraense dentro de leis de incentivos culturais nacional, estadual, municipal e emenda parlamentares. Discente de Museologia (UFPA).

Serviço

Mostra Músicaparaense.Org . Sexta-feira, 8, a partir das 20h, no Na Figueredo e no sábado,9/12, no Apoena, da Duque. Projeto contemplado no Edital Prêmio FCP de incentivo à arte e à cultura 2023. A realização é da Fundação Cultural do Estado do Pará – FCP e Governo do Pará e produção da Músicaparaense.Org e Realizador Cultural. 

1.12.23

Mastarel iluminado neste sábado no Porto do Sal

O Mastro erguido e iluminado, em 2016. A nova
estrutura será entregue neste sábado, 2/12
Foto: Débora Flor
Projeto de arte pública contemporânea possibilitou reforma do telhado e pintura do Mercado do Porto do Sal que, em 2023, celebra 90 de anos de fundação. 

No coração da Cidade Velha, no Centro Histórico de Belém, o Mercado do Porto do Sal traz marcas dos 90 anos de fundação. E a partir do projeto Mastarel, o espaço, que data de 1933, passou por reformas e implementação de acessibilidade e recebe, neste sábado, 2/12, evento de mastreação que marca, por meio da arte, todo o processo de renovação do espaço. 

A iniciativa da artista Elaine Arruda e do Mestre em Carpintaria naval, João Aires, é viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura Rouanet, com patrocínio master do Instituto Cultural Vale e realização do Ministério da Cultura, Apneia Cultural e Tijuquaquara Produtora Cultural.

O Mastarel ousa, persiste e reflete o movimento que vem ocorrendo desde 2016, na comunidade do Porto do Sal, provocado pelos artistas Elaine Arruda e Mestre João Aires que o trazem de volta, com curadoria de Vânia Leal, e iluminação de Lúcia Chedieck, além de uma rede multidisciplinar de profissionais fundamentais para a sua realização.

A iniciativa é viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet, com patrocínio master do Instituto Cultural Vale e realização do Ministério da Cultura, Apneia Cultural e Tijuquaquara Produtora Cultural. O evento de mastreação é aberto a todos os públicos e contará com a abertura da exposição “Mastarel: as águas de dentro”, a apresentação do grupo Mercado do Choro, DJ Leno Martins, Orquestra Aerofônica e vídeo performance com Nando Lima.

Contextualização histórica

Telhado foi todo restaurando, obra realizada, a 
partir do projeto Mastarel. Foto: André Mardock
Inserido no cenário do Mercado do Porto do Sal, contextualizado num bairro histórico de Belém, a Cidade Velha, a estrutura singular que se ergue no quase centenário mercado, desafia o horizonte físico e os limites da expressão artística e cultural. 

O resultado é uma obra de arte monumental e simbólica. Uma vez no topo do mercado, o Mastarel iluminará não só o ambiente físico como as memórias que permeiam as vidas dos moradores ribeirinhos. 

O mastro tem estrutura composta por elementos característicos das embarcações ribeirinhas da Amazônia e vai iluminar o Mercado do Porto do Sal. A mastreação, no entanto, é a culminância de um processo que buscou resgatar a beleza e a funcionalidade do emblemático prédio histórico.  

Reuniões: projeto ganhou adesão e colaboração
da comunidade. Foto: Dudu Lobato
Entre os meses de setembro e novembro desse ano, foram realizadas obras estruturantes no Mercado do Porto do Sal, como a reforma do telhado, já desgastado pela ação do tempo, e a limpeza, pintura e remoção de vegetação. Além disso, foi possível a aquisição de telhas originais da época da construção do mercado, utilizadas na reposição das áreas necessárias.

O projeto parte do desejo de valorizar e promover o respeito pela tradição, pela artesania e pelo patrimônio que moldam a identidade única da comunidade ribeirinha. 

Criado na década de 30, o Mercado do Porto do Sal surgiu para servir como central de abastecimento e escoamento da produção vinda da região das ilhas a partir do chamado “movimento do Porto do Sal” e foi intitulado com este nome, ainda no período colonial, por ser um entreposto de chegada do sal inglês. 

Tradição de final de ano

Lúcia Chedieck, Elaine Arruda, João AIres e 
equipe. Foto: Dudu Lobato.
A primeira intervenção no Mercado do Porto do Sal feita pela artista Elaine Arruda ocorreu em 2016, através da Bolsa de Pesquisa e Experimentação Artística do então IAP (Instituto de Artes do Pará). 

O encontro com João Aires, mestre em carpintaria naval, torna-se uma parceria que resulta na primeira edição do projeto Mastarel, que consiste em uma instalação naval sobre o telhado do Mercado. 

“A tradição de erguer os mastros nas festas de cultura popular, como na Marujada e nas festas de São João, tem tudo a ver com o que estamos propondo com o projeto. Queremos que este mastreamento do Mercado se torne também uma tradição de final de ano no Porto do Sal. Já que não vamos conseguir deixar o Mastarel permanente, por conta do tombamento do prédio, pois, para isso, precisaria pedir o tombamento da obra, desejamos que esse ato do mastreamento se torne uma tradição a cada dezembro, gerando um festejo da comunidade”, diz Elaine Arruda.

Pintura, telhado e acessibilidade

Pintura da área externa
Foto: Dudu Lobato
Durante a execução do projeto, o Mercado do Porto do Sal ganhou, além da revitalização do telhado e a pintura interna e externa, acessibilidade. 

Ao todo, foram construídas cinco rampas, sendo três internas e duas externas, localizadas na entrada principal e na calçada. As rampas foram pintadas de maneira padronizada, facilitando aos visitantes a identificação e reconhecimento nos espaços de distribuição. 

Em 2023, as obras no prédio foram realizadas com todas as autorizações necessárias concedidas pelo IPHAN, SECON e FUMBEL, tendo como arquiteto responsável, Leno Martins. E a comunidade do entorno também foi envolvida na ação por meio de reuniões quinzenais que trataram das etapas da reforma e envolveram moradores das proximidades, a administração do Mercado do Sal e permissionários.

"O projeto Mastarel marca o início de um novo capítulo na história do Mercado do Porto do Sal, no coração de Belém. Por meio da arte, celebramos a importância do espaço, que celebra 90 anos, e a recuperação de mais um destaque do patrimônio da capital paraense. Desde a sua criação, o Instituto Cultural Vale tem olhar voltado para a recuperação e salvaguarda de espaços históricos da capital paraense como a Basílica de Nazaré, o Cine Olympia e o Conjunto Arquitetônico dos Mercedários, e iniciativas culturais que refletem a potência cultural do povo do Pará", afirma o Diretor-Presidente do Instituto Cultural Vale, Hugo Barreto.  

Memórias e conexões com o rio

Equipe do projeto e permissionários do mercado.
Foto: Dudu Lobato
Nesta a área em que está inserido o Mercado do Porto do Sal, a comunidade se entrelaça com as águas do rio, o Mastarel se torna símbolo de conexão entre o passado e o presente. 

Cada encaixe, cada detalhe da sua construção, é uma homenagem à tradição da carpintaria naval, representando não apenas um mastro, mas a linhagem de habilidades transmitidas de geração em geração. 

No mercado, onde estão as transações comerciais e as trocas culturais, o projeto não se resume apenas a instalação de um objeto que ornamenta o telhado do mercado, mas compõe, sim, uma narrativa visual que se mistura com as histórias das pessoas que fazem daquele lugar sua casa e sustento.

Os artistas do projeto e os desdobramentos em 2024

Mestre João Aires e Elaine Arruda
Foto: Dudu Lobato
João Aires é Mestre em Carpintaria Naval. Nasceu em Santa Cruz do Arari (PA) e trabalha há 30 anos na região portuária de Belém. 

É responsável pela construção e manutenção dos barcos do Porto Vasconcelos. Morador do Porto do Sal, mestre João é o único mestre em carpintaria naval da região do Porto do Sal – um dos raros locais da capital paraense onde ainda há a prática da construção de barcos em madeira. Seu conhecimento é, portanto, um patrimônio cultural e imaterial da região Norte do país. 

Já Elaine Arruda, artista visual, é Doutora em Artes pela Universidade de São Paulo (ECA/USP) e professora do curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Pará (FAV/UFPA). Sua produção transita entre a gravura, instalação e projetos de arte pública. Fundadora dos coletivos Atelier do Porto e Aparelho, possui uma trajetória fortemente marcada por ações colaborativas e articulações institucionais. 

O Projeto segue com desdobramentos até março de 2024. Estão previstas ainda ações como o lançamento do Livro Mastarel, de Elaine Arruda. O livro consiste no capítulo principal de sua tese de doutorado, realizada na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo  (ECA-USP) e que traz registros e detalhes técnicos sobre a obra. Também serão realizadas, ainda, duas oficinas, de Carpintaria e Iluminação, para as comunidades da Malvina e Beco do Carmo.

Mastarel - Ficha técnica 

Artistas proponentes: Elaine Arruda e Mestre João Aires

Coordenação geral: Elaine Arruda

Curadoria: Vânia Leal

Mestre de obras: João Aires

Equipe de obras: Maycon Roberto, João Batista, Derivaldo Ramos, Ronildo Ramos, Thiago Félix Batista e Marcos Pimentel

Arquiteto: Leno Martins

Iluminadora: Lúcia Chedieck

Iluminador assistente: Jorge Forjaz

Direção de vídeo e vídeo arte: Nando Lima

Fotografia: Dudu Lobato

Captação de vídeo e áudio: André Mardock

Operador de drone: Paulo Castro

Designer: Elisa Arruda

Designer assistente: Luiz Lopes

Direção de produção: Samia Oliveira

Assistente de produção: BEN, Mauro Joaquim, Joanna Saraiva e Vivian Santa Brígida

Social media: BEN e Vitor Canhotto

Legenda de redes sociais: Mauro Joaquim 

Assessoria de imprensa: Luciana Medeiros/Holofote Virtual – Com. Arte Mídia

Mastarel é um projeto realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura - Lei Rouanet

Patrocínio Master: Instituto Cultural Vale

Realização: Governo Federal, Ministério da Cultural, Tijuquaquara e Apneia Cultural

Apoio: Imperium - materiais de construção, Frida Store, Fotoativa, Ná Figueiredo, Superintendência de assistência estudantil | UFPA,  Coordenadoria de acessibilidade | UFPA e Bienal das Amazônias.

Serviço

Projeto Mastarel - Mastreamento do Mercado do Porto do Sal. No sábado, 2 de dezembro, a partir das 18h – Endereço: Tv. São Boaventura da Silva, com a TV. Gurupá – Cidade Velha. O projeto conta com a Lei Federal de Incentivo à Cultura Rouanet, patrocínio master do Instituto Cultural Vale e realização do Ministério da Cultura, Apneia Cultural e Tijuquaquara.

Sesc inaugura Casa de Artes Cênicas em Belém

Tendo como proposta protagonizar as linguagens artísticas de teatro, dança e circo, o Serviço Social do Comércio (Sesc), abriu as portas da Casa de Artes Cênicas, na última terça-feira, 28, para apresentação do espaço a autoridades, artistas e jornalistas convidados. Nesta sexta, 1/12, a programação de abertura é para o público, a partir das 16h, com saída de um cortejo da frente do Sesc Ver-o-Peso.

A Casa de Artes Cênicas, localizada estrategicamente na Boulevard Castilhos França, fica bem no percurso do corredor de passeio do Boulevard da Gastronomia, sendo uma atração a mais para a população e para somar nas ações de um turismo cultural. 

A abertura de hoje inicia às 16h, com um cortejo que reúne os alunos de dança do Sesc e o Batalhão da Estrela do Arraial do Pavulagem. Na área externa haverá Teatro de Rua e Animação com Lambes, de Aníbal Pacha (Cia In Bust de Teatro com Bonecos).  

O prédio que abriga a Casa de Artes Cênicas é um imóvel tombado pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), restaurado pelo Sesc, que ainda permanece com as características do prédio original.  Embora esteja sendo aberta ao público hoje, a Casa só estará funcionando efetivamente, com programações, a partir de janeiro.

Estão previstas apresentações e ações formativas, como cursos, oficinas, debates, mediações, incentivo à produção, intercâmbios, residências artísticas, leituras dramatizadas, demonstrações de processos/ensaios abertos, realização de práticas de montagem através de cursos e oficinas, festivais e mostras, núcleo de pesquisas e técnicas de atuação, além de danças regionais, manobras circenses, entre outras atividades. 

O espaço fará parte da tríade de cultura do Sesc no Pará, juntamente com o Centro de Cultura e Turismo Sesc Ver-o-Peso e o Sesc Casa da Música e terá como base os princípios de acesso, diversidade, formação, sustentabilidade de valorização da cultura. A proposta tem o objetivo de proporcionar experiências artísticas promovendo a inclusão, o diálogo intercultural e o desenvolvimento do público e de artistas.  

PROGRAMAÇÃO  

16h - Concentração no Sesc Ver-o-Peso 

17h - Saída do Cortejo com os alunos de dança do Sesc e Batalhão da Estrela do Arraial do Pavulagem (músicos, brincantes, pernaltas), no Corredor Gastronômico da Boulevard Castilhos França  

17h30/18h30 - Show da banda Arraial do Pavulagem  

Teatro de Rua e Animação com Lambes, de Aníbal Pacha (Cia In Bust de Teatro com Bonecos), na área externa da Casa de Artes Cênicas do Sesc.

SERVIÇO 

Casa de Artes Cênicas do Sesc (Boulevard Castilhos França, 722). Informações:  (91) 4005-9583 (Fale com o Sesc).

30.11.23

Mostra de Teatro Koringa em ritmo de despedida

A 1ª Mostra Koringa de Teatro é um projeto contemplado no edital 12/2022 - Prêmio FCP de Incentivo à Arte e à Cultura 2023, do Governo do Estado. Neste final de semana ocorrem as últimas atrações desta primeira edição, que reuniu 8 atrações. 

A Mostra de Teatro Koringa apresenta nesta quinta-feira, 30, às 20h, a Leitura Dramática “Médico à Força”, na Biblioteca Pública Municipal Avertano Rocha, onde também serão apresentados os espetáculos Enfim Sós (Koringa/Presságio Produções), na sexta-feira, 1º, também às 20h, e no sábado, 2, a peça infantil Histórias de beira rio: contos para esperar a maré encher (Marvin Muniz e Wagner Abapuru), às 18h. Tudo com entrada gratuita.

Nesta quinta-feira, 30, será uma nova oportunidade para ver Salustiano em cena! Às 20h, ele apresenta a Leitura Dramática “Médico à Força”, com a Má Companhia de Teatro. Um texto de Molière na primorosa leitura dramática desse elenco e acompanhada de música  original de Raimundo Lima.

Salustiano Vilhena, ou simplesmente, Salu, é nome consagrado das artes cênicas paraense. Ao lado do saudoso Henrique da Paz, fundou nos anos 1960, o Grupo Gruta de Teatro. O artista é integrante de uma geração de artistas que inclui Cleodom Gondim, Claudio Barradas, Geraldo Sales, Nilza Maria e Mendara Mariani, entre tantos outros.  Professor aposentado, morador de Icoaraci, ele segue sua trajetória com a Má Companhia.

Na sexta-feira, 1, o espetáculo “Enfim Sós”, traz a marca da Escola Koringa, em parceria com a Presságio Produções, com direção de Elcio Lima e Patricia Rodriguez. Inspirado no conto “A Fogueira”,  de Mia Couto, a peça é uma experimentação dramatúrgica, em formato de cordel, que fala de relações humanas, de micro poder, de resistência. E assim, fala-se de gente e do que nos move no mundo: o desejo (e o direito) de sermos felizes, e das forças contrárias, que nos desestimulam. Como fugir dessa realidade? É a pergunta do espetáculo.

E no sábado, 2, é a vez do público infantil ser contemplado, com a apresentação de “Histórias de Beira Rio: Contos e lendas para esperar a maré encher", com direção e roteiro de Marvin Muniz e Wagner Abapuru. 

O espetáculo é conduzido por Mundico e Muriquinho, personagens que estão num porto, retornando para a ilha onde moram, mas a maré vazante impede a saída de seu barco. A partir daí, sem ter muito o que fazer até a próxima maré alta, decidem compartilhar causos que há muito se tem ouvido na região, histórias curiosas e fantásticas as quais fascinam o imaginário amazônico.

Noites de imersão na cena teatral do distrito

A 1ª Mostra Koringa de Teatro é um projeto contemplado no edital 12/2022 - Prêmio FCP de Incentivo à Arte e à Cultura 2023, do Governo do Estado. 

A programação conta com 8 atrações, que vêm sendo apresentadas desde o dia 9 de novembro, na BPMAR, e que esta semana também chegou à Escola Passo a Passo, em Icoaraci, com a contação de história Ser Diferente é o que nos Une (Raimundo Lima). Trazendo sempre intérpretes de LIBRAS e com entrada gratuita, a mostra ganhou morada na Biblioteca Avertano Rocha, com noites de casa cheia.

O charmoso chalé Tavares Cardoso iluminou-se para receber o público de Icoaraci e de Belém também. “Tivemos a presença de um público empolgado e empolgante, o que nos faz confirmar o que já intuímos: as pessoas querem assistir a teatro em Icoaraci sim”, diz Patricia Rodriguez, da Escola Koringa de Artes, que produz a mostra. 

Para ela, a 1ª mostra serviu como aprendizado e experiência para realizar uma segunda edição. “Os aspectos mais relevantes para pensarmos numa continuidade do evento é a percepção do crescimento no interesse dos jovens de Icoaraci em assistir e estudar Teatro, o apoio e incentivo recebido pelo público para que as produções teatrais circulem dentro da Vila Sorriso, contribuindo para uma maior comodidade dos moradores do distrito”, conclui Patrícia.

PROGRAMAÇÃO

Quinta-feira, 30/11

LEITURA DRAMÁTICA

Médico à Força (Má Companhia de Teatro).

Hora: 20h

Local: Biblioteca Avertano Rocha

 Faixa etária: 12 anos

Sexta-feira, 01/12

ESPETÁCULO

Enfim Sós (Koringa/Presságio Produções) .

Hora: 20h

Local: Biblioteca Avertano Rocha

Faixa etária: 12 anos

Sábado, 02/12

ESPETÁCULO INFANTIL

Histórias de beira rio: contos para esperar a maré encher (Marvin Muniz e Wagner Abapuru)

Hora: 18h

Local: Biblioteca Avertano Rocha

Livre – Infantil.

FICHA TÉCNICA DA MOSTRA

Curadoria: Patricia Rodriguez

Produção: Escola de Artes Koringa

Assistência de Produção: Luma Matos, Rita Lima, Sofia Alvarez

Cenotécnico: Adailton Lopes

Grupos de teatro convidados: CIA2, Má Companhia, Marvin Muniz e Wagner Abapuru, Presságio Produções, Raimundo Lima.

Intérpretes de LIBRAS: Elizama Pereira, Sara Carriço

Música: Raimundo Lima

Sonoplastia: Felipe Guedelha

Técnico de Som: Felipe Guedelha

Técnico de Iluminação: Fabrício Teles

Comunicação: Holofote Virtual - Com. Arte e Mídia

Mostra Koringa de Teatro

Prêmio FCP de Incentivo à Arte e à Cultura

Realização: Fundação Cultural do Pará

Idealização e Produção: Escola de Artes Koringa.

Apoio: Prefeitura de Belém – Fumbel - Biblioteca Pública Municipal Avertano Rocha; Presságio Produções️; Holofote Virtual; ETDUFPA️; Panificadora Fé em Deus️; Escola Teodora Bentes️; CAPROCÊ️; Duarte Centro de Danças️; Baety Magalhães; Escola Passo a Passo e Raimundo Lima.

Músicaparaense.Org celebra 25 anos de atividades

Edvaldo Souza, da Realizador
Cultural e idealizador do 
projeto.
Nesta quinta, 30 de novembro, e nesta sexta, 1º de dezembro, a data será marcada com shows na Casa Apoena. O projeto Mostra Músicaparaense.Org foi contemplado no Edital Prêmio FCP de incentivo à arte e à cultura 2023. A realização é da Fundação Cultural do Estado do Pará – FCP e Governo do Pará e produção da MúsicaParaense.Org e Realizador Cultural. 

A comemoração desses 25 anos de trajetória só poderia ser realizada com muita música. Catalisador e vitrine de iniciativas ligadas ao fomento da produção cultural e musical do estado, o evento conta com alguns artistas que fazem e/ou fizeram parte do casting do MúsicaParaense.Org. 

E assim, a Casa Apoena recebe, nesta quinta-feira, 30, Dayse Addario & Ziza Padilha, que apresentam show reunindo músicas dos seus álbuns solos de Dayse Addario - Monólogo Urbano (2003), Por dentro da noite Prata (2008), Ziza Padilha - Um Coltrane pra nós dois (2023), Dayse Addario & Ziza Padilha – Dois num só (2018) e com a Zarabatana Jazz Band (Melodia das Chuvas, 2018).

A noite será aberta, com o artista Renan que lançou Para sempre com você (2022) com produção e direção musical de Ziza Padilha. E a discotecagem será do Seu Edvaldo, idealizador da Mostra MúsicaParaense.Org e que fará um setlist com músicas cancioneiro paraense.

Já na sexta-feira, 01/12, entra em cena o guitarrista e produtor musical Pio Lobato, que apresentará show com músicas dos álbuns Pio Lobato (2015), Brinquedo (2018), Tecnoguitarradas, 2021 e o inédito Areceúna, com previsão de lançamento em janeiro de 2024. 

Pio Lobato no segundo dia da mostra

Dayse Addario e Ziza Padilha - Foto: Marivaldo
Pascoal
Neste segundo dia da mostra, o show de abertura, conta com GDMs, duo que executará os hits do seu álbum Guamaense como Tema do Matriarcado e Dark Cumbia e algumas inéditas. A Discotecagem será de Toni Link, artista de música eletrônica que procura criar uma identidade sonora com base na síntese de timbres eletrônicos incomuns. Esses timbres são buscados em referências diversas dentro dos estilos contemporâneos de bass music ao redor do mundo, ou em experimentações aleatórias. 

O projeto começou no final de 2014, mas só começou a ter alguma substância em 2016 e possui como características principais a utilização do ritmo do Tecnobrega e Tecnomelody misturados com a sonoridade mais áspera dos sintetizadores, e a busca pela experimentação que provoque a euforia intercalada por momentos de sentimentos intensos nos ouvintes. Atualmente acompanha como DJ da cantora Keila.

Pio Lobato - Foto/Divulgação
A Mostra MúsicaParaense.Org tem como objetivo fomentar a produção e a cena musical paraense, através de shows e para a criação de um mercado cultural auto sustentável na Amazônia, reunindo o melhor da produção musical paraense e artistas convidados.

“Facilitamos também o intercâmbio cultural entre especialistas da área de produção musical no estado, agentes, bookers, produtores e músicos da região amazônica. A cena musical do Pará (segundo maior Estado e um dos mais ricos da Amazônia) foi apontada, pelos maiores especialistas na área da música popular e independente no mundo, como a cena musical brasileira mais efervescente e criativa da primeira década do Século XXI”, lembra Edvaldo Souza (Seu Edvaldo), produtor e idealizador do Músicaparaense.Org.

O projeto da mostra foi contemplado no Edital Prêmio FCP de incentivo à arte e à cultura 2023, com realização da Fundação Cultural do Estado do Pará – FCP e Governo do Pará e produção da MúsicaParaense.Org e Realizador Cultural 

Serviço

Mostra MúsicaParaense.Org, na Casa Apoena – Rua São Boaventura da Silva, Cidade Velha. Nesta quinta, 30, a partir das 20h, e na sexta-feira, 1º de dezembro, às 21h. Tudo com entrada franca.

26.11.23

Jambu Live trasfere apresentações para dezembro

O festival Jambu Live, que faz parte do Circuito Jambu Multicultural, projeto de extensão da Universidade Federal do Pará (UFPA), acaba de transferir para o dia 7 de dezembro, a programação de encerramento que ocorreria hoje (26), no Memorial dos Povos, por causa das chuvas. 

Realizado pela primeira vez fora da universidade, a realização da 4ª edição do festival no Memorial dos Povos é fruto da parceria entre a Fundação Cultural do Município de Belém (FUMBEL) e a UFPA. Para Regina Lima, professora e coordenadora do projeto, a realização do Jambu live no Memorial dos povos é um rito de passagem que marca a reativação de um espaço cultural tão importante na cidade.

"É um novo ciclo que se inicia. Viemos com muita expectativa da universidade para cá. Esse espaço é um termômetro para gente e apostamos que seria sucesso. Ele se tornou um espaço de visibilidade para os artistas do Pará e está com um bom fluxo de público que vem aqui contemplar os seus artistas favoritos”, explica Regina.

Para ela, a parceria da Fumbel com a UFPA é muito importante para abrir portas para todos multiartistas de Belém. "O diálogo entre a universidade e a fundação cultural já acontece há anos e ela só se fortalece com o tempo. Quando pensamos em sair da UFPA, logo entramos em contato com a fundação para nos ajudar com esse projeto que visa divulgar e mostrar para o mundo nossos talentos”, declara Regina.

Retomada do espaço com estrutura e parceria

Marcos Melo, jornalista, coordenador e apresentador do Jambu Live, comenta sobre a importância de ocupar o Memorial dos Povos para a realização de projetos multiculturais. Para ele, é muito gratificante apresentar o memorial para pessoas que não conheciam o espaço, que é um local com uma estrutura de qualidade. 

"A gente conseguiu ocupar um espaço público com cultura. É fundamental, quando a gente pensa em política pública para cultura, utilizar os equipamentos e espaços que são feitos para a população. A gente está muito feliz por toda forma que a Fumbel está abraçando o nosso projeto. A fundação não apenas cedeu o espaço pra gente, mas nos acolheu. Tem sido assim desde o início de nossa parceria", ressalta Marcos. 

Diversidade e múltiplos talentos no palco

EMUFPA - Grupo Vozes (Foto: Carol Maia)
Com diversidade musical, o line-up do festival traz nomes de diferentes gêneros musicais e manifestações culturais para se apresentar no anfiteatro do Memorial dos Povos. 

No sábado, Jotta C, a Hous Of Ver-A-Queen e Anna Suav, que cantaram, dançaram e animaram o público com suas sonoridades. Após dois anos, Eduardo Teixeira retornou ao palco do anfiteatro para performar pela Hous Ver-A-Queen com sua drag "Bunny das Coxinhas".

"A experiência de performar aqui no Memorial dos Povos é incrível. Hoje, junto com as drags da minha casa, performamos por 45 minutos e nos sentimos como divas em êxtase por estar aqui nesse espaço que nos acolheu. Eu não vejo a hora de repetir essa experiência", confessa Eduardo.

Eduardo du Norte e Os Tambores Encantados
Apresentação na sexta-feira (24)
No próximo dia 7, então, o festival contará com grandes nomes da cena musical local, como Tiffany Boo e Pagode das Meninas.  

Suka B, que está marcando presença em todos os dias do Jambu Live, conta que se sente nostálgica ao assistir os artistas que se apresentam no anfiteatro do Memorial dos Povos que, para ela, é um local afetivo e de boas lembranças. Ela comenta que esteve na inauguração do espaço em 2003 e que se sente emocionada ao vê-lo sendo utilizado para a difusão da Arte e Cultura. 

"O festival está sendo incrível e surpreendente. Nunca pensei que estaria um dia aqui no Memorial dos Povos presenciando uma festividade tão diversificada como o Jambu Live. Artistas incríveis estão passando por esse palco e eu me sinto extremamente contemplada por estar aqui consumindo suas sonoridades e vivências. Já estou ansiosa para amanhã e já desejando o próximo evento que será realizado aqui”, diz ela.

PROGRAMAÇÃO - 7 DE DEZEMBRO

18h - Boi de Máscaras Veludinho 

19h - Zara 

20h - Gielly Lima - Aposta Jambu

21h - Tiffany Boo

22h - Pagode das Meninas

22h45: DJ Tiana

O Memorial dos Povos fica na Av. Gov. José Malcher, 257, próximo a Dr. Moraes.

(Holofote Virtual, com informações do jornalista Vagner Mendes e da Agência Belém)

23.11.23

LAPSUS aborda memória e afeto na Mostra Koringa

Nesta sexta-feira, 24, o público confere "Lapsus", mais do que uma leitura dramática, uma leitura espetáculo, com dramaturgia de Mário Zumba e direção de Marton Maués, que será apresentada às 19h, na Biblioteca Pública Municipal Avertano Rocha (BPMAR) e com entrada gratuita. A programação integra a 1ª  Mostra de Teatro Koringa, premiada pelo edital 12/2022 – Prêmio FCP de Incentivo à Arte e à Cultura 2023.

"Lapsus" conta a história de um idoso com Alzheimer e o filho,  expulso de casa por ser gay e agora volta para cuidar do pai. Frente a frente, eles revisitam a trajetória desta relação, relembrando momentos de afeto e mágoa na busca de uma redenção. Um segredo entre eles. Dor, perdão, amor. Lapsus.

“Quando iniciamos as visitas a domicílios levando a leitura-espetáculo "Lapsus", já pensávamos em apresentá-la na biblioteca Avertano Rocha. Então, esse convite para participar da Mostra Koringa veio de encontro a essa vontade. Nossa expectativa é grande e esperamos fazer uma bela apresentação para o público de Icoaraci, neste local de arquitetura ímpar e tão repleto de simbolismo para toda aquela população”, diz Mário Zumba.

O projeto nasceu da leitura informal para os amigos. A intenção era  mostrar o texto recém escrito por Mário Zumba, a partir de um argumento proposto pelo Marton Maués, para ver qual seria a reação dos ouvintes. E as respostas eram surpreendentes. 

“Ao final da leitura as pessoas estavam sempre emocionadas com a história ouvida e  estabelecia-se, naturalmente, uma conversa a respeito dos assuntos tratados no texto. As percepções dos participantes eram extremamente pertinentes apontando caminhos/aspectos valiosos para a montagem do espetáculo”, diz Marton Maués. 

De residências e quintais para a orla de Icoaraci

Os atores perceberam, então, que aqueles encontros poderiam tornar-se algo mais elaborado sendo feito na casa de quem os convidasse. Assim, no início de janeiro de 2023 foi lançada a proposta e logo surgiram os convites, para a leitura em residências, jornadas pedagógicas, centros culturais, pousadas, livrarias e quintais, já tendo sido levado a diversas cidades.

E agora, o público de Belém e Icoaraci terão a oportunidade de participar da leitura que se torna praticamente um espetáculo. O drama, de 35 minutos, indicado a pessoas com 16 anos ou mais, conta com dois experientes atores. 

Marton Maués é professor de EBTT da Universidade Federal do Pará. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Expressão Vocal, Corpo e Máscara, Palhaçaria, atuando principalmente nos seguintes temas: riso, palhaço, cultura popular, comicidade e circo. É fundador da Cia Palhaços Trovadores.

Já Mário Zumba, paraense de Primavera, é um artista inquieto e curioso que transita com facilidade pela literatura, teatro, artes plásticas, literatura de cordel e poesia. Foi vencedor do XV Concurso Nacional de Dramaturgia Infantil - Prêmio Pedro Veiga do Ministério da Cultura com a peça CUIDADO COM O TAMANDUÁ-BANDEIRA. 

Ator, dramaturgo e escritor, teve suas peças encenadas em vários estados do Brasil. Publicou os livros infantis KUKRÃ E O CAMALEÃO, A HISTÓRIA DOS DOIS MOISÉS E A COBRA PAPAGAIO e um de poesia, OLHOS DE LETRA. LAPSUS, é sua mais recente dramaturgia e foi premiada com o Edital Obras Literárias/2023 da Fundação Cultural do Pará.

Mostra Koringa vai até dia 2 de dezembro!

Na próxima terça-feira, 28, haverá a Contação de História “Ser Diferente é o que nos Une” (Raimundo Lima), às 10h, na Escola Passo a Passo. Já no dia 30, a mostra volta à biblioteca com a leitura dramática "Médico à Força", da Má Companhia de Teatro, às 19h. 

No dia 1º de dezembro, a mostra traz o espetáculo “Enfim Sós”, uma parceria entre a Escola Koringa e a Presságio Produções, às 20h, e encerrando amostra, dia 2 de dezembro, com o espetáculo “Histórias de beira rio: contos para esperar a maré encher”, de Marvin Muniz e Wagner Abapuru, a partir das 18h, também na  Biblioteca Avertano Rocha (Livre – Infantil). 

Serviço

1ª Mostra de Teatro Koringa – Apresentação de Lapsus, com roda de conversa após a apresentação, com Marton Maués e Mário Zumba (haverá intérpretes em LIBRAS). Nesta sexta-feira, 24, às 19h, na Biblioteca Pública Municipal Avertano Rocha, no Distrito de Icoaraci. Entrada Franca. Informações: (91) 9 8467-3229/ 9 9922-0848.

22.11.23

Lúcia Helena Galvão palestra sobre a felicidade

A professora de filosofia que se tornou popular na internet nos últimos anos estará em Belém para realizar uma palestra inédita, no dia 25, e apresentar um espetáculo, cuja adaptação é de sua autoria. Tudo no Theatro da Paz, nos dias 24 e 25 de novembro. 

Professora de filosofia, Lúcia Helena Galvão tem mais de 900 palestras, todas publicadas no canal do Youtube da "Nova Acrópole Brasil", instituição na qual atua há mais de 30 anos de forma voluntária. No período da pandemia da COVID-19, ela fez inúmeras lives, com temas filosóficos que ajudaram e orientaram milhares de pessoas. Não teve outra. Viralizou, tornando-se uma filósofa popular. 

No sábado, 25/11, às 10h, no Theatro da Paz, ela apresenta ao público paraense, a inédita O que precisamos saber sobre a felicidade. “Falarei sobre os diversos conceitos da felicidade, para que a gente possa sintetizar uma visão da felicidade que possamos viver e usar na nossa vida”, diz Lúcia Helena Galvão.

Autora de seis livros: “Canções para Despertar Sophia”, “Sonhos trilhando o tempo”, “O Aroma do Lótus”, “Observações matinais” - versão brasileira e portuguesa, “Instantes de um tempo interior” e “Para entender o Caibalion”, prefaciou ainda diversas obras de destaque como “A Guerra da Arte” de Steven Pressfield e “Luz no caminho” de Mabel Collins; escreveu também letras de músicas como Prudência - cantada por Zizi Possi.

Após O Profeta também tem bate papo com a autora

O Profeta - Foto: Marlon Mikon 
Música, texto, filosofia. Em sua produção constam ainda dois roteiros para teatro. Da obra “Blavatsky, peça estrelada por Beth Zalcman, e também adaptou para o teatro,  “O Profeta”, baseada na obra homônima de Khalil Gibran, e que será apresentada nos dias 24 e 25 de novembro, às 20h, no Theatro da Paz, com a presença da autora. 

“Trabalhar com um dos livros mais lidos do mundo significa responsabilidade de torná-lo mais próximo de seus leitores, fazer com que ele se revele trazendo conteúdos que  ainda não foram descobertos, com todo respeito que a obra merece”, comenta a professora e autora do texto.

Trazendo como mensagem que é preciso sabedoria para o crescimento pessoal e espiritual, o espetáculo se mantém fiel ao texto do livro, mas dirigido por Luiz Antônio Rocha ganha performance visual que se utiliza da luz e projeções, que geram atmosferas de reflexão e encantamento no público. O texto e a visualidade, ganham um tom maior com a entrada da música e da narrativa conduzidas pelo cantor libanês Sami Bordokan, acompanhado por William Bordokan.

Próxima de completar seus 59 anos, no dia 22 de dezembro, Lúcia Helena Galvão é palestrante profissional, tanto no Brasil quanto no exterior, ministrando palestras em empresas e órgãos públicos. Seus cursos sobre “Administração do tempo” e “Técnicas de estudo” já foram acessados por mais de vinte mil alunos. Além da palestra que vai ministrar, nos dois dias do espetáculo, a professora também permanece no teatro após a apresentação, para um bate papo com o público.

Serviço 

“O Profeta”

Quando: 24 e 25 de novembro, às 20h 

Ingressos à venda na bilheteria física e virtual do teatro.

Palestra “O que precisamos saber sobre a Felicidade”, com Lúcia Helena Galvão

Quando: 25 de novembro, às 10h 

Ingressos à venda na bilheteria física e virtual do teatro.

PEÇA O PROFETA - Ingressos

PALESTRA LUCIA GALVÃO - Ingressos

Local: Theatro da Paz (Rua da Paz S/N - Centro - Belém-PA)


Jambu Multicultural ocupa Memorial dos Povos

Sala Vicente Salles, no Memorial dos Povos
Foto: Amarilis Marisa
Circuito Jambu Multicultural chega com mais de 20 artistas envolvidos, ocupando a sala Vicente Salles e o Anfiteatro do Memorial dos Povos, de 23 a 26 de novembro.  A abertura é nesta quinta, 23, às 18h, com a Mostra Amazônia Multitelas. Anota o endereço: Av. Gov. José Malcher, 257 - Entrada gratuita.

Cinema da Amazônia, democrático, plural e acessível. Uma combinação perfeita proporcionada pelo Circuito Jambu Multicultural à população paraense na segunda edição da Mostra Amazônia Multitelas, um evento que enaltece obras audiovisuais que discutem a Amazônia de forma aprofundada e sem preconceitos. 

Este ano, a Mostra Amazônia Multitelas antecede a programação musical do Festival Jambu Live, como uma espécie de “abertura” para a programação de shows. 

O objetivo, no entanto, é o mesmo: valorizar os fazedores e fazedoras de cultura locais, seja na música, nas artes cênicas ou no audiovisual. A curadoria das obras foi feita pela equipe organizadora do evento e reúne filmes de gêneros e formatos distintos.

Os filmes escolhidos para a sessão especial são: Leona (2023), de Clara Soria e Hugo Resende, que conta em um minidocumentário a história da artista e youtuber trans paraense; Ventre (2018), de Gaia Bê, que traz o diálogo entre uma mulher e um feto e os dilemas enfrentados na tomada de decisão sobre o próprio corpo e Monteiro Lopes (2022), de Bianca D’Aquino, um curta-metragem que de forma criativa narra a paixão entre duas meninas e remonta a criação do doce paraense Monteiro Lopes.

Também serão exibidos, Mandinga (2023), de Adrianna Oliveira e Raidol, em um romance com músicas envolventes do artista Raidol; e Noites Alienígenas (2022), de Sérgio de Carvalho, que apresenta em um longa a vivência de três jovens do Acre frente aos problemas sociais do Brasil e a tentativa de resgatar a ancestralidade amazônida.

Jambu Live realiza sua 4a edição

Dona Onete: homenagem da EMUFPA
Foto reprodução/Internet
O Festival Jambu Live traz como tema Feitiço da Amazônia e uma line-up que reflete puralidade, com a participação do Pagode das Meninas, Tiffany Boo, Anna Suav e Haus Of Ver-A-Queen, além de show homenagem à Dona Onete e outras atrações. 

Em seu segundo ano sendo realizado presencialmente, o festival amplia sua lista de atrações com mais de 20 nomes, incluindo Gielly Lima e Jotta C, selecionados no Aposta Jambu - concurso cultural realizado pelo Festival que visa impulsionar a carreira de cantores iniciantes da região amazônica.

“Quando eu soube que eu fui selecionada, eu fiquei surpresa, feliz, mas eu confesso que eu fiquei bem mais… Como eu posso dizer? Sabe quando a gente está prestes a correr e está no ponto de largada, esperando cortarem o fio e dizerem ‘já’ pra você correr? Essa é a sensação que eu tive. Então foi mais uma questão de eu me sentir muito mais responsável. Eu espero muito que a música que eu transmito possa se conectar com as pessoas. Esse é o meu objetivo”, comenta Gielly Lima, vencedora do Aposta Jambu. 

O Jambu Live nasceu em 2020, em plena pandemia, após perceber-se que os artistas locais estavam necessitando de fomento e incentivo nos seus trabalhos. Realizamos uma primeira edição totalmente remota, com mais de 70 apresentações remotas de artistas. Foram mais de 2 meses de lives. Já em 2022, houve a primeira edição presencial, no Vadião, na UFPA, Este ano de 2023, as atrações são as mais variadas em gêneros musicais, formas de arte, dança e artes cênicas.

Memorial dos Povos - Foto: Amarilis Marisa
Uma das novidades é o novo palco do Jambu Live. Este ano, o Festival será no Memorial dos Povos, em Belém. O novo espaço é fruto da parceria entre o Jambu e a Fundação Cultural do Município de Belém (FUMBEL), apoiadora do Festival. 

O Festival Jambu Live é uma das atividades do Circuito Jambu Multicultural, projeto de extensão da Universidade Federal do Pará (UFPA), que consiste em uma série de eventos multiculturais que visam o enriquecimento local, ampliando a visibilidade do trabalho dos fazedores e fazedoras de cultura na região amazônica e possibilitando o acesso de artistas pretos, indígenas, quilombolas, LGBTI+ e pessoas com deficiência nas agendas artísticas e culturais do estado.

O Circuito Jambu Multicultural é financiado por emenda parlamentar do Deputado Federal Airton Faleiro, tem apoio do Na Figueredo, Lo Slow 360,  Fumbel e Prefeitura de Belém, e apoio institucional da Faculdade de Comunicação (Facom), do Instituto de Letras e Comunicação (ILC), da Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa e da Pró-Reitoria de Extensão da UFPA.

PROGRAMAÇÃO

DIA 23

Mostra Amazônia Multitelas - 18H

Leona (2023), de Clara Soria e Hugo Resende

Ventre (2018), de Gaia Bê

Monteiro Lopes (2022), de Bianca D’Aquino

Mandinga (2023), de Adrianna Oliveira e Raidol

Noites Alienígenas (2022), de Sérgio de Carvalho\

DIA 24 

17h DJ 1 - Coytada 

18h Vozes EMUFPA - Homenagem Dona Onete + Heloiá 

19h Nirah Duarte BREGA 

20h Luizinho Moura SAMBA 

21h Marina Morai MPB 

22h Eduardo Du Norte e os Tambores Encantados 

23h DJ 1 - Coytada 

DIA 25

17h DJ 2 - Márcio Lins 

18h Haus Of Ver-A-Queen 

19h Anna Suav RAP 

20h Aposta Jambu - Jotta C 

21h Lambada Social Club LAMBADA 

22h Aline Alves ROCK 

23h DJ 2 - Márcio Lins 

DIA 26 

17h DJ 3 - Tiana 

18h Boi de Máscaras Veludinho 

19h Zara MPB 

20h Aposta Jambu - Gielly Lima 

21h Tiffany Boo POP 

22h Pagode das Meninas PAGODE 

23h DJ 3 - Tiana

Serviço 

Jambu Live 2023. De 24 a 26 de novembro. No Memorial dos Povos, na Av. Gov. José Malcher, 257. Bairro Nazaré. Entrada: Gratuita.

Encontarias lança novo episódio na plataforma

By Miti Sawaki
Não há quem resista a uma história de assombração, não é? Ainda mais com trilha, efeitos especiais, sonoplastia e até imagens. 

O podcast “Encontarias” é o mais novo projeto do Grupo Folha de Papel. Idealizado pelo ator e palhaço Ajota Takashi, o produto reúne as histórias de Chico Bara e suas experiências com visagens e assombrações. Estreou nas plataformas digitais e hoje tem episódio novo, intitulado "Quem muito quer, com nada fica". Ao todo são quatro episódios nesta primeira temporada.

O objetivo do projeto é manter viva a tradição da contação de histórias e o legado de Raimundo Bragança, avô de Ajota. O personagem Chico Bara nasceu das aventuras que o idoso contava ao neto quando ele era criança. O podcast é uma forma de reviver essas histórias e contá-las para as novas gerações. 

“Homenagear o meu avô é um sonho antigo. O pouco tempo que convivi com ele foi intenso e cheio de histórias e ensinamentos. Hoje, os netos e bisnetos já não conhecem a suas aventuras nem lembram o seu nome. Então eu tive a ideia de criar esse podcast para contar essas histórias”, explicou o artista.

O projeto “Encontarias” foi contemplado pelo Prêmio FCP de Incentivo à Arte e à Cultura, executado pela Fundação Cultural do Pará. Além de Ajota, a atriz Tais Sawaki também está envolvida na produção do podcast e participará das narrações em dois episódios. Ela ressalta a importância de evidenciar a cultura local.

“Graças a prêmios como esse, a gente se sente incentivado a produzir e distribuir nossas obras. Sem o edital, acho que não conseguiríamos trazer à tona essas histórias nem fazer com que o público as conhecesse. Por isso o prêmio foi de vital importância”, afirmou Ajota.

“É importante que essas histórias sejam difundidas para perpetuar essa memória. As gerações atuais, muitas vezes, não têm o contato que as gerações anteriores tinham com as histórias contadas pelos mais velhos no interior. Então poder contá-las de forma mais lúdica será muito importante”, disse Tais.

A produtora também comentou sobre suas expectativas quanto ao lançamento. “É uma satisfação imensa fazer parte desse trabalho e acompanhá-lo desde o roteiro até a distribuição nas plataformas digitais. Esperamos atingir o máximo de pessoas interessadas no assunto; e que mesmo as que não se interessam tanto possam curtir as histórias também”, comentou. 

O formato de podcast foi escolhido para manter a tradição da oralidade, com a qual as histórias eram passadas. Dessa forma, o Grupo Folhas de Papel espera levar a cultura do Norte do Brasil para as outras regiões.

“Não é só a minha história e a do meu avô. Esse trabalho traz um pouco da tradição e da cultura do nosso povo, dos ribeirinhos. É o costume de pegar uma vela ou uma lamparina e nos juntarmos para ouvir as histórias que eles juram de pés juntos que aconteceram. E a gente ficava fascinado por isso. Então poder falar um pouco sobre esses Franciscos, Josés, Marias e Josefas do interior será muito importante para perpetuar a memória deles”, afirmou Ajota.

Os episódios podem ser acessados em todas as plataformas de streaming de áudio. No canal do YouTube do Grupo Folhas de Papel, o “Encontarias” conta com acessibilidade em Libras e legendas para o lançamento do podcast.

“Espero que as pessoas acompanhem e gostem bastante e que em breve a gente possa trazer mais episódios com outras histórias de outras figuras importantes da nossa cultura”, finalizou Tais.

Podcast Encontarias

Episódios

O Mistério da Luz sob o Rio

O Bode Branco que era Homem

Quem muito quer, com nada fica 

Horas da Matinta é Hora de Matinta  - Estreia no domingo, 26/11, também às 20h.  

Links: Canal no youtube e Spotify