21.6.20

Holofote Virtual coloca no ar o primeiro podcast

O projeto era antigo, mas foi a pandemia e o isolamento social que deram o empurrão para ele sair da gaveta. Gravado de forma caseira, em fase de criação e experimentação, o primeiro podcast do blog está no ar.  Para esta estreia, convidei o ator, professor e arte educador, José Arnaud, criador do canal Na Rede com Claustro

Navegando pelas redes sociais, me deparei com o canal "Na Rede com Claustro", há dez meses no ar, e que acaba de lançar a série “Reflexionando com Claustro por um mundo melhor”. O segundo episódio ele traz como tema a “Resiliência”. Nesse papo a gente conversa sobre a concepção do programa, a criação de um clown e ainda sobre a sociedade pós pandemia, mudanças no planeta, arte e revolução digital. 

Arnaud é Mestre em Artes e atua com arte educação, com experiência em produção teatral e audiovisual. Ele também é coordenador artístico da ONG Rádio Margarida, que desenvolve projetos voltados à defesa dos direitos da criança e do adolescente. E que acabou de lançar também um podcast, com 6 programas de áudio infantis que ensinam e divertem as crianças. 

O Podcast do Holofote Virtual entra no ar em fase experimental, ciente de ajustes necessários, mas não queríamos mais esperar. Por isso, eu e Carlos Canhão Brito resolvemos encarar e dar o ponta pé inicial! A ideia é publicar um novo programa em cada quinze dias, trazendo apresentação minha (Luciana Medeiros). Agradeço ao Arnaud e já planejo o próximo programa, que será em julho. Vamos divulgando as novidades nas redes sociais @holofote_virtual, no Instagram, onde compartilho estes e mais conteúdos. Espero que vocês curtam!

Procast Holofote Virtual 
Apresentação: Luciana Medeiros
Produção: Luciana Medeiros e Carlos Canhão Brito
Edição de áudio: Carlos Canhão Brito

Links



20.6.20

Pavulagem em formato virtual nesta quadra junina

Lives, cortejos virtuais, podcasts e solidariedade
Adversidades só fortaleceram o Arraial do Pavulagem, nestas mais de três décadas de trajetória, realizando uma das manifestações de rua mais intensas da nossa quadra junina. Este ano, porém, o cenário pediu pra #ficaremcasa e, inovando, mais uma vez, o grupo lança neste sábado, 20, o “Arrastão do Pavulagem, Arraial do Futuro”. 

O projeto trouxe para este momento, o encontro “Oralidades”, projeto desenvolvido pelo Arraidl desde 2012, e que será apresentado neste sábado, 20, às 16h, pelo canal do Arraial do Pavulagem, no YouTube. Pesquisadores, artistas, mestres e outros fazedores de cultura foram convidados para debater com o público diversos temas relacionados à cultura popular na Amazônia. Você pode assistirA mediação é do Doutor em Sociologia e Antropologia, Edgar Chagas Júnior; além de estar aberto para receber perguntas do público através da rede social.

Já os tradicionais cortejos juninos do Arraial do Pavulagem que ocorrem nos domingos do mês de junho, serão realizados de forma virtual, até ainda em julho, dias 5 e 12, sempre às 10h, também pelo Youtube. Neste domingo, 21, te liga que a banda vai apresentar algumas de suas músicas mais populares, recebendo Patrícia Bastos e Allan Carvalho. A cada domingo, haverá outros convidados.

E atenção para quem já é brincante e quer participar mais ativamente dos cortejos. Os integrantes do Batalhão da Estrela estão realizando ensaios virtuais. As inscrições estão através de links disponibilizados nas redes sociais do Pavulagem, mas apenas quem já participou de oficinas de Dança, Percussão ou Artes Circenses nos anos anteriores pode se inscrever. Para a percussão também é necessário ter o instrumento.

O projeto é realizado com o patrocínio da Equatorial Energia Pará, por meio da Lei de Incentivo à Cultura - Semear, da Fundação Cultural do Estado do Pará, e apoio cultural da Funtelpa. Para o presidente da Equatorial Energia Pará, Marcos Almeida, o patrocínio da empresa no Arraial vem em um momento de reinvenção. 

“É de extrema importância investir também em cultura nesse cenário em que as pessoas têm que resguardar a saúde, ficando em casa se puderem. E sabemos que o Arraial do Pavulagem é uma das manifestações culturais de maior sucesso no país, por isso não poderíamos deixar de incentivar que o movimento se reinventasse para fazer a alegria dos paraenses mesmo nesse período de distanciamento social”, avalia Marcos. 

Temáticas variadas e campanhas solidárias

Além da diversidade, a cada tema, a live traz um repertório musical, convidados e participações especiais diferentes. A primeira live (21/06), vai falar da brincadeira do boi na Amazônia, no Brasil, e a do Boi Pavulagem. E haverá a “Levantação do Mastro”. Na segunda (28/06), a campanha “Marajó Vivo” discute o encontro do arquipélago com outras cidades paraenses, e a síntese dessas culturas amazônicas, uma característica do Pavulagem.

A terceira live (05/07) traz a campanha “Viva Mestres”, mostrando como os mestres influenciaram e ainda influenciam a construção do Pavulagem, sendo importante a nossa solidariedade com eles nesse momento de pandemia. A última live (12/07) será sobre o “Brincante do Futuro”, abordando as novas gerações que são formadas dentro do Pavulagem. Encerrando, ainda, com a “Derrubada do Mastro”, que é o fechamento da quadra junina e a renovação do ciclo da cultura popular.

Apoie também - A programação também será destinada a promover duas campanhas solidárias. A primeira destina-se a arrecadar fundos de apoio aos mestres de cultura popular, que ao longo das últimas décadas foram parceiros do Arraial do Pavulagem e atualmente encontram-se com dificuldade financeira. Para tanto, será aberta a Vakinha “Viva Mestres”, cujo QR-Code será disponibilizado durante as lives de domingo.

Por fim, o projeto apoia a divulgação da Campanha “Marajó Vivo”, numa parceria entre o Museu Goeldi, o Museu do Marajó, a Prelazia do Marajó, a Diocese de Ponta de Pedras, a Irmandade do Glorioso São Sebastião, a Fundação pela Inclusão do Marajó, o Observatório de Direitos Humanos e Justiça Social do Marajó, vinculado à Universidade Federal do Pará (UFPA), e o Instituto Iacitata Amazônia Viva. Trata-se de uma rede de solidariedade para ajudar os mais vulneráveis no combate ao coronavírus. Quem quiser ajudar, pode entrar em contato com os coordenadores da campanha pelos números: (91) 99989-6061, 98821-6263 e 99192-7741.

Dica: Quem ainda não viu, indicamos assistir ao documentário "Boi Pavbulagem, Boi do Mundo", na MostraÉgua do Filme, no site do Amazonia Doc. Fica disponível até dia 30 de junho.

#ArraialDoFuturo  #LiveArrastao2020  #VivaMestres  #MarajoVivo  #ArraialSolidario 
#PavulagemEmCasa #ArraialDoPavulagemOficial

(Holofote Virtual, com informações da assessoria de imprensa)

18.6.20

Websérie Pretas divulga chamada emergencial

Veja a chamada aqui!
O projeto surge há 4 anos, de forma colaborativa, já lançou 9 episódios premiados e agora vai abordar as vivências da mulher negra no contexto da pandemia. A nova temporada contará com participação da ativista Zélia Amador de Deus e novas atrizes. As inscrições para a seleção vão de 19 de junho a 1o de julho.

Zélia é Coordenadora Geral e vai estrelar a produção em sua primeira obra audiovisual como atriz. A nova edição será coordenada por ela,  que é professora emérita da Universidade Federal do Pará, por meio da aprovação do Edital Prêmio Proex de Arte e Cultura/2019. Ela fala da importância de abordar essa temática na atualidade "É um espaço necessário, para que a sociedade volte seus olhos para a mulher negra, que está na base da pirâmide, ela que é o segmento mais esmagado da sociedade, e quando essa mulher se ergue, ela é capaz de mexer com toda pirâmide", diz.

A produção da obra será realizada pela Negritar Filmes e Produções da jovem cineasta Joyce Cursino (@joycecursino), que participou como atriz e roteirista da primeira temporada realizada pela Invisível Filmes, com direção de Lucas Moraga. Ela agora é quem assume a direção geral da obra que intitula de Edição Emergencial.

"Estamos vivendo uma das maiores crises de saúde mundial e mais uma vez há uma tentativa de apagamento das nossas denúncias, das nossas histórias e do nosso protagonismo enquanto mulheres negras da Amazônia. Essa série é sobre isso", diz a cineasta. Ela afirma que o cinema é um espaço de poder e conhecimento que precisa ser pensado e construído por pessoas negras e por isso escalou uma equipe 100% de mulheres negras.

A websérie contará com 5 episódios e será gravada de forma inovadora e virtual, atendendo os protocolos de segurança da OMS. Para participar, basta se inscrever no formulário, ter no mínimo 18 anos, se identificar como mulher negra, não precisa ter experiência em frente às câmeras, a seleção vai ocorrer por vídeo chamada com a diretora de elenco, de no máximo 3 minutos com uma cena pré-determinada.

Nestes novos episódios, Zélia vai atuar como atriz e será ela quem vai conversa com as mulheres negras, contando sua história, por vídeo chamada. "São mulheres negras, ouvindo mulheres negras, falando sobre mulheres negras, pra um público de mulheres negras. É tipo tudo em casa. ...é tipo um espaço de respiro", diz a Design, Gabriela Monteiro.

Trabalho audiovisual premiado e de resistência 

Zélia e Joyce, em foto de Victor Peixe
As narrativas criadas pelo machismo e racismo ao longo da história universal foram dispositivos disparadores para a construção da websérie Pretas, produção já super premiada. A direção da primeira temporada foi assinada por Lucas Moraga, com roteiros de Joyce Cursino e Priscilla Silva.

Os episódios trouxeram vivências de mulheres negras, discutindo sexualidade, solidão e intolerância religiosa, que trouxeram à tona questões invisibilizadas em nossa sociedade pretensamente branca. Em 2016, o episódio piloto venceu o Festival Osga de Vídeos Universitários, organizado pela Universidade da Amazônia, nas categorias Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Atriz, Melhor Produção, Melhor Figurino e Melhor Edição.

Em 2017, venceu o Festival da Freguesia do Ó, em São Paulo, na categoria Melhor Episódio Piloto. E também foi selecionada para o 39º Festival du Court métrage de Clermont-Ferrand, na França, um dos maiores festivais de cinema do mundo. Em 2018, a produção foi premiada como a Melhor Série de Diversidade no Rio Web Fest 2018, importante festival internacional de webséries.

Lucas Moraga, idealizador da Websérie, decidiu seguir outros caminhos, e Joyce Cursino, já mais  engajada com o cinema, decidiu continuar com o projeto e reformulou a equipe, pela Negritar, a mais nova produtora paraense que chega para fortalecer os diversos trabalhos de artistas negros e amazônidas. A produtora nasceu em novembro de 2019 e já realizou o Telas em Movimento - 1º Festival de Cinema das Periferia.

Inscrições 

A seguir deixo todos os links para você saber mais e, a quem interessar, fazer a inscrição. Fiquem ligadas, meninas, porque estas ficarão abertas a partir desta sexta-feira,  19 de junho, fazendo alusão ao Dia do Cinema Brasileiro, e encerrando no dia 1º de julho.

Para quem ainda não conhece, a websérie, indico que assistam a primeira temporada, disponibilizada  no Youtube, em domínio público.

https://www.youtube.com/channel/UCIA69bSnCTIMxOXAkj_3L9g

Confira a chamada:

https://youtu.be/rirTQWOjbr4

Formulário de inscrição: 

https://bityli.com/13PMY

Código QR Formulário:



16.6.20

Funarte abre inscrições para o Prêmio RespirArte

As obras inscritas devem ser inéditas,  registradas em vídeo, nas áreas das Artes Visuais, Dança, Teatro, Circo, Música e Artes Integradas. Podem se inscrever pessoas físicas ou jurídicas. As inscrições são gratuitas e estarão abertas por 45 (quarenta e cinco) dias, contados a partir desta quarta-feira, 17 de junho. O preenchimento do formulário é feito online e deve ser feito por meio de link disponível no site da Funarte.

Cada categoria recebe 270 prêmios, com exceção de Artes Integradas, para a qual há  250. Ao todo serão selecionados 1.600 trabalhos artísticos. O prêmio individual é de R$ 2.500,00, dos quais serão deduzidos os impostos. O recurso é de R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais). Os vídeos devem estar finalizados para difusão em plataformas digitais de hospedagem aberta.

Em Artes Visuais, estão aptas a concorrer as produções artísticas em Artes Visuais, registradas em vídeo, nas diferentes práticas contemporâneas como: performance, vídeo de artistas, videomapping, arte sonora, entre outras, bem como nas demais práticas convencionais e suas interfaces para veiculação em plataformas digitais, como pintura, escultura, desenho, gravura, fotografia.

Em Dança, o edital aceita todas produções registradas em vídeo, em seus diversos segmentos. Para Teatro, serão aceitos registros de contação de histórias, teatro de bonecos, teatro de fantoches, teatro de sombras, monólogos, leituras dramáticas, drama, humor, entre outras, para veiculação em plataformas digitais. E em Circo, as suas diversas modalidades circenses, para veiculação em plataformas digitais. Na categoria música, o edital abraça performances musicais de artistas ou grupos, sem restrição quanto a estilo ou gênero musical, para veiculação em plataformas digitais. Em Artes Integradas, compreende-se registros audiovisuais que misturem as linguagens de artes visuais, circo, dança, teatro e música. 

Cada proponente pode inscrever apenas um projeto. E há vedações a proponentes que possuam vínculo com os poderes executivo, legislativo ou judiciário, do Ministério Público ou do Tribunal de Contas da União. Também é vedada, como de praxe, a inscrição de servidores, terceirizados ou quaisquer outros profissionais que tenham vínculo de trabalho com a Funarte, com o Ministério do Turismo ou suas vinculadas.

Atenção aos formatos e detalhes na inscrição

Para se inscrever, prepare um currículo que se comprove sua atuação na linguagem artística na qual se inscreveu. Atentos: o vídeo deverá ser disponibilizado na forma de arquivo online, por meio de link com compartilhamento aberto, inserido no respectivo campo do formulário de inscrição. A Funarte sugere a utilização de plataformas de armazenamento de arquivos online ou armazenamento em nuvem, como 4Shared, Google Drive, Dropbox, OneDrive ou outro serviço de preferência do proponente. O link enviado deverá ser mantido ativo e em compartilhamento aberto até o fim do processo de seleção, sob pena de desclassificação do proponente. Caso seja selecionado, deverá permanecer assim por um ano.

Mais atenção aqui: o vídeo deverá conter apresentação no formato HD -1920 x 1080, resolução mínima de 720p, formato Wide, e se filmado com o celular, a imagem no sentido horizontal. A duração dos vídeos, incluindo os créditos obrigatórios, deverá atender a seguinte minutagem: de 01 a 30 minutos para as produções de Artes Visuais, Circo, Música e Artes Integradas; e de 05 a 30 minutos para as produções de Dança e Teatro. 

Acesse o edital, leia com muito cuidado, fiquem atentos aos detalhes e boa sorte!.

9.6.20

Falar de memória, cultura e arte é prazer pra mim

Dentre outras coisas, a vida é feita de desencontros aparentes que te levam a encontros surpreendentes. Foi assim, de maneira inusitada, que vim parar na live que rola hoje, às 20h, com o movimento "Mulher, o que Te impede?". Vou contar aqui como isso aconteceu, e deixo o convite para quem puder, e quiser, vir testemunhar logo mais a noite a estreia desta que vos escreve num bate papo ao vivo em tempos de pandemia. Pelo Instagram.

No início deste ano, Jana Borghi me ligou para falar de um projeto voltado ao poder do empreendedorismo feminino, o Ela Pode, que que por motivos óbvios está sendo redirecionado até que a pandemia acabe. Trata-se de um projeto social idealizado pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora, que tem como propósito estimular a autonomia financeira de mulheres dentro do programa Territórios de Paz (TerPaz).

Jana administra a Casa Sete, um espaço compartilhado de ambiente intimista, pensado para acolher atividades profissionais em um lugar descontraído. Foi lá nosso encontro para falarmos de nossa possível parceria para a comunicação do projeto. Adorei o ambiente e muito mais. Estive lá em janeiro e acabei conhecendo suas parcerias no Ela Pode. Entre estas pessoas estava a Helen Gonçalves

Não conseguimos fechar inteiramente a parceria na comunicação, porque o trabalho me exigia dedicação total e o Circular, além de outros projetos que venho desenvolvendo, me impediriam a fazer as coisas como eu gosto, mergulhando de cabeça, profundo, tudo porque simplesmente me apaixonei pelos propósitos do Ela Pode. E também por estas meninas, mulheres que vêm navegando  no universo de essência feminina no campos do empreendedorismo. 

Elas não sabem, mas digo aqui agora, aquele bate papo salvou meu dia. Naquela manhã a conversa começou com cada uma se apresentando. Acabamos falando de nossas vidas. Eu falei dos meus projetos, sonhos, paixões para uma escuta atenta, valendo brilho nos olhos, nos meus e nos delas. Saímos dali com as energias renovadas e com uma fala que não esqueço. "Tudo bem, não fechamos o trabalho, mas nada é por acaso".

E batata! Algum tempo depois, Helen me liga para marcar um outro bate papo. Fomos tomar um café na livraria da Fox e foi lá que conheci Dreyer Costa, outra extraordinária embaixadora da Rede Mulher Empreendedora. 

O convite desta vez era para participar de um evento presencial fazendo um relato de experiência de vida e profissional. Uma tarde encantadora, onde elas me fizeram falar mais e mais. Tão raro que as pessoas queiram te ouvir, mais do que falar de si. Topei participar do Mulher o que te impede? que seria em abril, mas que precisou ser adiado, primeiro para junho, e agora sem data até que se possa mesmo pensar nisso.

Para que as coisas não se perdessem completamente, o evento têm realizado lives com várias mulheres e sobre abordagens que vão para além da técnica. Na live de hoje, elas me convidaram para conversar sobre valores, costumes e experiências que passam de geração em geração, por meio da arte e da memória, e que promovem mudanças reais na sociedade.  “Uma das formas de se mudar uma sociedade, é mudar a sua cultura enquanto arte. É preciso manter viva a memória de nossa história, das histórias que marcaram uma determinada mudança, como na arte em geral”.

Espero mesmo poder colaborar e também aprender, trocar mais e mais ideias neste campo do feminino infinito, onde há tanto ainda a ser compreendido e praticado. Convido vocês a virem interagir com seus próprios holofotes de vida, memórias, afetos. Dreyer e Helen, gratidão pelo convite.

5.6.20

Vamos circular pelas redes sociais neste domingo

O Circular Campina Cidade Velha surge há seis anos. Em 2017 é contemplado com o Prêmio Rodrigo de Melo Franco Andrade, do IPHAN, em reconhecimento a suas ações de valorização e educação do patrimônio. Construído por uma rede de colaboradores, agrega gestores de espaços culturais, trabalhadores e visitantes do centro histórico de Belém, atraindo gente de outros bairros, cidade e estados nas edições bimestrais. Passei a compor a equipe em 2015, coordenando a área da comunicação.

Este ano, ao invés de chamar todos para rua, o Circular clama para que a gente fique em casa. Em abril, quando seria realizada a primeira edição de 2020 com uma grande programação nos bairros da Campina, Cidade Velha e Reduto, já estávamos enfrentando a pandemia do novo coronavírus. Foi então que se decidiu realizar a edição em formato digital. Foi assim em abril e cá estamos em junho. 

Neste domingo, 7, novas emoções estão reservadas a quem resolver que vai circular pelas redes sociais do projeto, no Facebook (@ocircular) e Instagram (@circularcampinacidadevelha). Das 8h às 22h, haverá mais de 40 conteúdos sendo disponibilizados, em horários previamente definidos, confirme indica a programação acessada também pelo site www.projetocircular.com.br.

Em março, quando tudo começou, pensamos que poderíamos voltar às ruas em junho, mas não será possível e não sabemos até quando, uma vez que a curva da Covid-19 está em plena ascensão, ao contrário do que as autoridades insistem em divulgar, forçando uma situação para abrir o comércio e outros serviços não essenciais.

As edições do Circular ocorrem de dois em dois meses. Ainda teremos ações em agosto, outubro e dezembro, sempre no primeiro domingo de cada um desses meses. Além das edições, o projeto realiza também um fórum de patrimônio, cidadania e sustentabilidade, este ano será a terceira edição, mas ainda não se sabe como será realizada; produzimos também uma revista digital, em que tratamos de todas estas temáticas do fórum e trazemos outros assuntos que dialoguem com os objetivos e premissas do Circular.

Estavam previstas, no projeto deste ano,  oficinas, como já foi feito em 2019. Vamos ver como as coisas se desenrolam, mas uma coisa é certa, creio que mesmo depois que voltarmos às ruas, nossa presença digital continuará sendo um ponto de investimento necessário.

Neste momento, também se sabe que manter o projeto vivo é uma forma de contribuir e se solidarizar com as pessoas, por meio da arte e da cultura. As pessoas são o principal patrimônio que hoje, mais do que nunca, devemos cuidar.

A edição desse domingo, 7 de junho, é fruto de uma construção coletiva; e traz conteúdos exclusivos, ou não, disponibilizados por parceiros e artistas que integram a rede, além dos que vamos em busca realizando uma espécie de curadoria, a fim de dar sentido a cada edição. A programação, com horários estabelecidos de cada postagem, facilita o entendimento do público. É como se eu escolhesse o que eu gostaria de ver neste ou naquele determinado horário. 

O público ganha entretenimento de qualidade, fica em casa, e participa com as interações, comentando e compartilhando. Os artistas também podem ver seus conteúdos circulando numa rede de público diverso e, muitas vezes, isso proporciona que mais gente conheça novos trabalhos. E o bacana é que depois, todos esses conteúdos riquíssimos em cultura ficam disponíveis. Participar em tempo rela, porém, é outra vibe, pois a galera que estará ligada, segue interagindo em tempo real. 

O que vai rolar nesta edição de junho

Artistas e parceiros que integram a rede Circular criaram vídeos, links e fotografias trazendo exposições, passeios virtuais, exercícios de respiração, aula de yoga; curta metragens, oficinas de fotografia; contação de histórias, pocket shows.

A parte da manhã traz um vídeo inspirador com o fotógrafo Miguel Chikaoka, um dos artistas convidados do Programa Convida, do Instituto Moreira Salles. Tem também passeios virtuais pela Casa Rosada, obra de Antonio Landi, e pelo Espaço Valmir Bispo. A Fotoativa oferece mini oficinas, além de um vídeo sobre Padre Bruno e áudio do show na Cuíra para Dançar, apresentado na última edição do Circular, em 2019.

Cleber Cajun, Leonel Ferreira e Lucas Alberto, do Casarão do Boneco, além de Angelo Saci, com seu personagem Seu Pequeno, garantem diversão com contação de histórias para a criançada que vai ver ainda uma série criada por mãe e filhas da família Bermeguy. São cinco episódios que trazem histórias muito pitorescas sobre o nosso cotidiano em Belém.

Entre outras atrações do audiovisual, estará o documentário “Boi Pavulagem é Boi do Mundo”, que acaba de ser lançado na internet, pelo Amazônia Doc, parceiro nesta edição do circular com várias outras obras que integram a Mostra Égua do Filme, como o curta Açaí com Jabá, o média Ópera Cabocla e o curta Promessa em Azul e Branco, além do filme em longa metragem Miguel Miguel.

Haverá homenagens a personalidades da cena cultural paraense que nos deixaram em meio a pandemia, como a poeta Olga Savary, o escritor Cláudio Cardoso, o ativista, músico e luthier Rubens Gomes, a atriz Nilza Maria, Padre Bruno Sechi, da República de Emaús, e a documentarista Ana Lobato, além do professor Roberto França, que costumava abrir as portas de sua casa nas edições do projeto, no bairro da Campina.

Viva a cultura popular e as artes visuais

E falando em período junino e cultura popular, a edição traz a memória da Campanha Carimbó Patrimônio Cultural , em um programa relíquia da TV Cultura do Pará, o Cultura Paidégua; um vídeo sobre a retomada da Vaca Velha, da manifestação do Boi de Máscaras, em São Caetano de Odivelas, além do Pássaro Junino, em filme de Adriano Barroso. O realizador Afonso Gallindo participa com dois video poemas, um deles traz um trecho de Banho de Cheiro, obra de Eneida de Moraes.

A Kamara Kó Galeria traz obras de Flavya Mutran; e o Atelier Jupati reúne trabalhos de 120 fotógrafos, que cederam fotos para ajudar o Pará a enfrentar o Covid-19 por meio da arte, inspirados na iniciativa “150 fotos para São Paulo”. Tem música com Matheus Moura e um vídeo inédito do show completo da Orquestra Aerofônica, feito no Circuito Mangueirosa.  E o Espaço Vem realiza uma feira de economia criativa virtual.

Veja, ainda, entre outras coisas, o filme “Miguel Miguel”, da obra de Haroldo Maranhão, um vídeo especial com declamação de poemas de Olga Savary, de Andrea Sanjad em parceria com o Circular; vídeos do Sistema Integrado de Museus – SIM - , um vídeo rápido com o desenhista, desgner e ilustrador Igor Diniz, do movimento Urban Sketchers Belém, além dos vídeos Mestres Salientes, do Estúdio Reator, e Terra dos Rios, do Espaço Na Casa do Artista.

O Laboratório da Cidade apresenta um de seus podcast discutindo a cidade e a pandemia; e a Associação Amigos de Belém mostra a visita que fez a República de Emaús, logo após a partida de Bruno Sechi. Também para a noite da edição, será exibido um vídeo da projeção especial realizada para o Circular, por Kauê Lima, em prédios de Belém.

Rodas de conversa são as lives do domingo 

Estarão presentes ainda, por meio de lives que serão transmitidas pelo Instagram. “Patrimônio e Memória no Bairro do Reduto” é a live que a professora da Faculdade de Geografia da UFPa, Maria Goretti Tavares, coordenadora do Projeto Roteiro Geo-Turístico, vai realizar, às 11h, com Auriléa Abelém, pelo instagram da professora (@goretti_tavares).

A segunda live do domingo discute a potência do trabalho de criação e das ações coletivas. Tainah Fagundes, sócia criativa da marca sustentável Da Tribu, conversa com Sâmia Batista, conselheira do empreendimento, sobre “Transitivo fluir: travessia coletiva para um outro tempo”, às 16h, pelo Instagram @datribu.

A terceira e última live da programação, esta pelo Instagram do Circular (@circularcampinacidadevelha), traz como tema “Fome de Cultura – Gastronomia e Patrimônio”, com o professor e historiador Michel Pinho, parceiro que promove passeios pelo Centro Histórico nas edições do Circular, às 18h. Participa com ele, a professora Sidiana Ferreira, da UFPa. 

PROGRAMAÇÃO

8h00 – Programa ConVida – IMS – Instituto Moreira Salles
Miguel Chikaoka (4”48”)

8h10 – Yoga – Os Cinco Ritos Tibetanos
Tunga Vidya Devi Dasi (15’00”)

8h30 – Tour Casa Rosada – Alubar
Passeio Virtual

9h00 – Fotoativa – Mini Oficinas
Câmera Obscura em Casa (5’45”)
DSRL em Pinhole (4”30’)

9h30 - Contação de História
O Aniversário do Seu Pequeno – Ângelo Saci (3’55”)

9h35 – Contação de História
Alexandre e Outros Heróis - Cleber Cajun (3’50”)

9h40 – Casarão do Boneco
O misterioso canto do pássaro mágico - Lucas Alberto (4’40”).
Pé de Vento – Leonel Ferreira (12’44”)

10h – Vídeo Homenagem
Rubens Gomes - Ativista, músico e luthier (6’30”)

10h10 – Espaço Valmir Bispo
Visita Digital (48”)

10h10 – Espaço Vem – Feira Virtual
Pelo Instagram @espacovem

10h15 – Novelinha da Família Bermeguy
5 Episódios (11’30”)

10h30 - SIM – Sistema Integrado de Museus
Vídeo Paulo Canto (4’00”)
Vídeo Museu do Círio (4’00”)

10h40 – UsK – Belém
Desenho com Igor Diniz (5’00”)

11h – Live Patrimônio e Memória no Bairro do Reduto
Goretti Tavares e Aurileia Abelém - Instagram @goretti_tavares

11h10 – Homenagem a Cláudio Cardoso
Editor e escritor (3’00”)

11h15 – Mostra Égua do Filme – Amazônia Doc
Promessa em Azul e Branco (17'02") – Dir. Zienhe Castro

12h – Kamara Kó Galeria – Flávya Mutran
Bioshot_Lapso (1’53”)
Lapso  (11’40”)

12h20 – Pocket Show  - Pra que ter medo de não ser feliz? (4’00”)
Larissa Medeiros (voz e percussão), Mateus Moura (voz e violão), Reebs Carneiro (rabeca)

12h25 – Atelier Galeria Jupati - Exposição
Arte Ajudando quem precisa nesse momento

12h30 - Homenagem Nilza Maria
Curta Metragem Açaidinha (7’11”)

12h40 – Mostra Égua do Filme – Amazônia Doc
Curta Açaí com Jabá (11’50) – Homenagem Nilza maria

13h – Carimbó Patrimônio Cultural
Programa Cultura Paidégua (57”00)

14h00 – Estúdio Reator
Mestres Salientes – Dir. Ana Lobato (20’00”)

14h20 – Na Casa do Artista - Homenagem a Ana Lobato
Vídeo Terra dos Rios (13’00”)

14h35 – Mostra Égua do Filme – Amazônia Doc
Miguel Miguel (1h’20’00”) – Da Obra de Haroldo maranhão – Dir. Roger Elarrat

16h00 – Live Transitivo fluir: travessia coletiva para um outro tempo
Tainah Fagundes e Sâmia Batista – Instagram @datribu

16h00 - Da Tribu - Vídeo
Sustentabilidade e Meio Ambiente (2`14”)
Campanha Ponteios (1’00”)

16h00 - Laboratório da Cidade - Podcast
Papo da Cidade é: Como as cidades podem reagir ao Covid-19 com inovação? (23’00”)

16h30 -  SIM – Vídeos
Paulo Canto (4’00”)
Museu do Círio (4’00”)

16h40 – Amigos de Belém
Visita à República de Emaús (1’00”)

16h40 – Fotoativa
Singela Homenagem a Padre Bruno (10’00”)

16h50 - Mostra Égua do Filme – Amazônia Doc
Ópera Cabocla (28’00”) – Direção Adriano Barroso

17h20 – Boi de Máscaras
O retorno da Vaca Velha – (5’00”)

17h25 – Homenagem a Olga Savary
Leitura de Poemas (8’00”)

17h40 – Vídeo poema: Desligada
Olga Savary - Afonso Gallindo (25”)

17h45 – Vídeo poema: Banho de Cheiro
Eneida de Moraes - Afonso Gallindo (2’10”)

18h00 – Live Fome de Cultura – Gastronomia e Patrimônio
 Michel Pinho e Sidiana Ferreira – Instagram @circularcampinacidadevelha

19h00 – Orquestra Aerofônica
Pocket Show - Circuito Mangueirosa (23’00”)

19h30 - Projeção Kauê Pinheiro
Homenagens no concreto

20h00 – Mostra Égua do Filme – Amazônia Doc
Boi Pavulagem é Boi do Mundo (57’00”) – Homero Flávio e Ursula Vidal

21h – Arquivo/Fotoativa
Show Na Cuíra para Dançar

22h –Encerramento
Agradecimentos

Serviço
Circular Campina Cidade Velha, 31a edição. Neste domingo, 7 de junho, das 8h às 22h, pelas redes sociais @ocircular (FB) e @circularcampinacidadevelha (IGtv e Instagram). Mais informações no site www.projetocircular.com.br. Realização: Amigos de Belém e Equipe Gestora Circular, com patrocínio Lei Rouanet, Ministério da Cidadania, Banco da Amazônia e Alubar. Apoio Cultura Rede de Comunicação.

1.6.20

Cacá Carvalho on-line no projeto #EmCasaComSesc

O ator vai encenar de sua casa, em São Paulo, “O Carrinho de Mão”, uma das três histórias de Luigi Pirandello (1867-1936), reunidas no espetáculo “A Poltrona Escura”. A live será transmitida às 21h30, simultaneamente pelo canal de YouTube e Instagram do Sesc Ao Vivo, dentro do #EmCasaComSesc. 

O blog bateu um papo com Cacá Carvalho, que hoje vai pisar num palco, considerado o novo normal também para as artes cênicas. Experiência nova para o ator paraense, que há décadas ganhou o mundo, conquistando  um reconhecimento merecido por suas inúmeras atuações na televisão, no cinema, mas principalmente no teatro, onde reside sua veia de maior identidade artística, também como diretor. 

“A Poltrona Escura”, à exemplo, concedeu a Cacá Carvalho o Prêmio Shell de Melhor Ator. O espetáculo também foi considerado, em 2004, um dos cinco melhores espetáculos do ano pela Associação Paulista de Críticos de Artes. Apresentado em diversas cidades do país e da Itália. Em Belém, foi visto em 2010, no Teatro Cláudio Barradas e há seis anos saiu de cartaz. Retomá-lo agora, é um desafio para o ator. 

“Quando você resgata um espetáculo que há tanto tempo não apresenta, você precisa de tempo e condições. E quando você precisa apresentar ele, não na integridade, mas uma parte dele, o desafio é maior ainda. Como que eu faço pra chegar neste trecho, eu vinha de onde", se pergunta. "Além do mais é um outro contexto, sem o ambiente dele, sem a luz e sem o figurino, que ficam guardados em um galpão, e eu não tenho saído de casa tenho hoje 67 anos de idade”, disse o ator ao Holofote Virtual.

O Carrinho de Mão”, de Pirandello, tem direção de Roberto Bacci, com dramaturgia de Stefano Geraci. Estreou em Pontedera, na Itália, em 1998. No ano seguinte chegou aos palcos do país, no SESC Belenzinho. Em cena, uma advogado confessa um prazer secreto que pratica como vingança dessa vida de trabalho e trabalho. "Grotesco, cômico, patético e poético", define Cacá.

Reflexões sobre o novo momento que vivemos

Um dos criadores da Casa Laboratório, um projeto de cultura que há seis anos deixou de existir fisicamente, Cacá vê com perplexidade atual conjuntura política, em especial para a cultura brasileira.

“A Casa Laboratório continua existindo dentro de todos nós que fizemos, vivemos e participamos dela enquanto projeto que, como tantos outros foi vitimado pela falta de apoio e descaso com a cultura neste país”. 

Para o blog, ele disse como se sente neste novo momento, em relação ao teatro, mas principalmente para a vida de todos nós. “Faremos teatro pelos meios que se pode hoje. Sem Cultura não se vive. É um momento novo e assustador, que nos tira o chão, porque nós temos particularmente no Brasil, dois inimigos, um desconhecido que é esse vírus, essa coisa infinitamente pequena, poderosa e destrutiva que não conhecemos e o outro que  é não saber para que lado estamos indo enquanto nação”.

Quanto a esta pandemia, Cacá Carvalho busca a metáfora para se expressar. “Estamos todos numa mesma tempestade mas não no mesmo barco. Há barcos mais confortáveis e proteção, outros menores que ficam ao sabor da maré e do vento, uns  ficam meio do caminho, e eu não sei como será. O momento futuro não sei, mas agora é um momento para pensar em si, estudar a si próprio e ver o valor que você tem no mundo”, finaliza.

Teatro em quatro apresentações por semana

As lives do #EmCasaComSesc trazem música, às 19h, todos os dias, e teatro, às 21h30, em dias alternados da semana. As cênicas são realizadas sempre às segundas, quartas, sextas e domingos, às 21h30. Nesta semana, além de Cacá Carvalho, estarão em cena, ao vivo, nesta quarta-feira, 3, a atriz Bete Coelho que interpreta a peça "Mãe Coragem", um dos textos mais conhecidos de Bertolt Brecht, e que traz uma reflexão densa sobre a moralidade humana em tempos de conflitos. A direção é de Daniela Thomas e tradução de Marcos Renaux. 

Na sexta-feira, 5, é a vez de Gero Camilo, com "A Casa Amarela", texto de sua autoria, que conta a vida e o sonho do pintor Vincent Van Gogh de construir uma comunidade de artistas no sul da França, bem como sua relação intensa com o pintor Paul Gauguin nesse período.

No domingo, 7, Eduardo Mossri apresenta uma versão do espetáculo "Cartas Libanesas". Em conversa intimista e direta com o telespectador, ele contará, por meio da figura do mascate Miguel Mahfuz, um pouco do processo da imigração sírio-libanesa no Brasil. A direção é de Marcelo.

Serviço
Para conferir a programação de teatro do #EmCasaComSesc, acesse o link youtube.com/sescsp ou siga instagram.com/sescaovivo. Não perca, toda segunda, quarta, sexta e domingos, sempre às 21h30.

31.5.20

Junho abre com Arraial do Pavulagem na internet

As cores e brincadeiras do mês juninos não serão as mesmas em 2020. A pandemia do novo coronavírus não permite aglomeração de pessoas. Uma tradição de mais de 30 anos, o Arrastão do Arraial do Pavulagem, por exemplo, não poderá sair das ruas, mas para quem é apaixonado pela manifestação, temos uma boa notícia. Estreia nesta segunda, 1º de junho, na Mostra Égua do Filme, iniciativa do Amazônia Doc – Festival Pan Amazônico do Cinema, o documentário “Boi Pavulagem É Boi do Mundo”. O lançamento, nacional, será em ambiente virtual, pelo site www.amazoniadoc.com.br

Tudo começou em 1986. O Arraial do Pavulagem que surge como um grupo de música regional, formado pelos músicos Ronaldo Silva, Júnior Soares e Rui Baldez, se expande no ano seguinte para um cortejo realizado aos domingos na praça da República. Carregava na época o boi Pavulagem do teu Coração. O cortejo cresceu, ganhou as ruas, virou um arrastão que, em 2003, também deu inicio ao Instituto Arraial do Pavulagem. 

Anos depois, em 27 de junho de 2017, o brinquedo de rua foi consagrado Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do município de Belém, um reconhecimento justo pelo trabalho de difusão e fortalecimento da cultura brasileira praticada em nossa região. No documentário esta história é tecida pelas lembranças e vivências de Junior Soares e Ronaldo Silva, dois dos principais integrantes fundadores do Arraial. 

Dirigido por Ursula Vidal e Homero Flávio, com realização da Abre-te Cérebro Produções, em coprodução da ZFilmes, a produção paraense chegou a ser exibida, em 2019, mas para um público restrito, que já conferiu as imagens que traduzem o universo encantado das tradições e da fé de Cachoeira do Arari e Bragança, nutrido ainda nas origens da cultura popular do Maranhão.

“Boi Pavulagem é Boi do Mundo” faz um mergulho lúdico e poético nos territórios de afeto e memória dos criadores do brinquedo, para contar a história de uma das maiores manifestações da cultura popular do Norte do Brasil.  “É um passeio pelas memórias afetivas de 2 personagens, compostas de lugares, imagens, símbolos e fluxos contínuos. Tem o tempo do pensamento, das elaborações sobre as complementariedades que formaram o grupo”, diz Úrsula Vidal, jornalista, realizadora e atual Secretária de Cultura do Estado. 

Ronaldo Silva e Junior Soares trazem a cor, a forma e os sons de seus territórios. Para Ursula Vidal, o documentário “é mais sobre esse tecido da memória do que sobre uma cronologia dos 30 anos do Arraial. Mas há muitos relatos também, muitos capítulos marcantes dessa história. A condução da narrativa tem essa intencionalidade contrastante, como é feito de contrastes o coração criativo do grupo”, complementa.

“Ronaldo e Júnior são a paixão da poética e a razão da métrica musical, mas há poesia em toda a composição imagética do documentário: seja nas águas do Arari, do Caeté, seja na beira do Guajará, ou ainda no rio de gente colorida e brincante que transborda nas ruas de Belém”, conclui Vidal.

A ideia de realizar um documentário sobre o Arraial do Pavulagem surge em 2015, a partir de um mini documentário feito com o músico Ronaldo Silva, com direção de Homero Flávio, convidado a fazer o trabalho para o projeto Sonora Pará da Cultura Rede de Comunicação. 

Os recursos eram pequenos e foram investidos  numa viagem com o músico até Cachoeira do Arari. “Ele não nasceu lá, mas todas as suas raízes de mestre da cultura popular foram tecidas na sua infância vivida no Marajó. O material ficou extenso e muita coisa que não entrou no mini documentário de 5 minutos, está agora presente neste documentário, que ficou com 57 minutos”, diz Homero Flávio. 

Os diretores acompanharam os percursos de Ronaldo Silva e Júnior Soares no arrastões entre 2016 e 2017, resultando em um material emocionante e que vai muito além de uma história que agora já tem mais de 30 anos. “Estamos falando de um documento vivo em que mostramos a construção da cultura popular no Arraial do Pavulagem como uma ferramenta social e fundamental, hoje abraçada por uma fatia gigantesca da população, inclusive de fora do Pará”, diz o realizador. 

Documentário ficará disponível até dia 30

Caso você perca ou queria ver várias vezes o filme,  basta acessar a Mostra Égua do Filme, onde "Boi Pavulagem é Boi do Mundo" ficará disponível até dia 30 de junho. Lançada em abril, a mostra traz outras 42 produções paraenses que podem ser vistas a um clic no site do Amazônia Doc.

“É uma honra fazer a estreia nacional desse documentário na Mostra Égua do Filme, que desde que entrou no ar já teve acessos de mais de 10 países e mais de 10 mil visualizações. Estamos alcançando nosso objetivo que era de trazer a atenção do público para o cinema paraense”, comemora Zienhe Castro, diretora do Amazônia Doc.

Boi Pavulagem é Boi do Mundo
Produção e Realização
Abre-te Cérebro Produções

Coprodução
ZFilmes

Lei Tó Teixeira 
Prefeitura de Belém

Patrocínio
Banco do Amazônia
Terra Plena

Ficha Técnica
Direção:
Homero Flávio
Ursula Vidal

Roteiro: 
Zienhe Castro

Produção Executiva
Ursula Vidal

Direção de Fotografia
Homero Flávio
Lucas Escócio

Direção de Arte
Boris Knez

Direção de Produção
Homero Flávio

Produção 
Lorenna Montenegro

Assistente de Produção 
Luiza Chedieck

Câmeras
Homero Flávio
Lucas Escócio
Rodrigo Bitencourt
Marcelo Barbosa

Assistente de Câmera
Cláudio Castro

Operação de Drone
Júlio Cesar
Paulo Henrique Touro

Som Direto
Victor Kato

Microfonista
Junior Castro

Montagem
Zienhe Castro

Edição 
Juca Culatra
Renan Castro

Pós Produção 
Desenho de Som
Estúdio Apce
Assis Figueiredo

Colorização 
Alt Produções
Neto Dias

Design e Motion Graphic
Andrei Miralha

Serviço
Estreia nacional on-line do documentário “Boi Pavulagem é Boi do Mundo”. Nesta segunda-feira, 1º de junho de 2020, às 18h, na Mostra Égua do Filme – site: www.amazoniadoc.com.br

29.5.20

Sábado de guitarrada em casa com Félix Robatto

Depois do grande sucesso da primeira edição, Félix Robatto faz a segunda live Guitarrada em Casa. O passeio pelo repertório do artista traz mistura de guitarradas, lambadas, merengues, cúmbias, bregas e carimbós. Neste sábado, 30, a partir das 19h, no canal de Youtube oficial do artista.

Sucessos de seus dois discos solo Equatorial, Quente e Úmido (2015), não vão faltar. Robatto também vai apresentar músicas que inspiraram o surgimento da Lambada de artistas como Midnight Groovers e Les Aiglons, além de clássicos da Lambada nacional e internacional e Bregas, que é quase unanimidade entre os paraenses.

Por conta do distanciamento social, Félix se apresenta sozinho, com guitarra, voz e bases disparadas. “Na live, eu preciso escolher o repertório, preparar a base antecipadamente para poder tocar a música. Como não estou com banda, tem essa limitação, por isso estou aceitando sugestões prévias pra dar tempo de preparar e tocar no sábado”, explica.

O canal do artista no YouTube é Félix Robatto Oficial. Para acompanhar as novidades, é só se inscrever non canal e acionar o “sino”, que avisa quando tiver novidades. “Eu me empolguei com essas lives e consegui organizar uma estrutura legal aqui em casa. A partir de agora, vou começar a produzir vídeos pro meu canal no YouTube. É só acompanhar lá que vai ter muita novidade”, revela.  

Guitarrista e percussionista, Félix Robatto fundou, em 2004, a banda La Pupuña que apresentou a “Guitarrada Progressiva” para o mundo. Produziu o CD “Treme”, de Gaby Amarantos, indicado ao Grammy Latino 2012, e o DVD Mestre Vieira – 50 anos de Guitarrada. Autor do “The Charque Side of the Moon”, releitura com gêneros amazônicos do “The Dark Side of the Moon” do Pink Floyd. Tem dois álbuns solo “Equatorial, Quente e Úmido” e “Belemgue Banguer”, de música latino-amazônica. É o idealizador do Clube da Guitarrada. 

Em junho de 2016, criou a Lambateria, festa de música paraense realizada toda quinta há dois anos e meio, que entre gêneros como Merengue, Brega e Carimbó, é regada a muita Lambada e Guitarrada. Em 2018, lançou o disco “Guitarrada para Bebês”, que faz releituras de clássicos da Guitarrada com sons de caixinha de música. Atualmente, está trabalhando no DVD “As Origens da Lambada”, que conta com show e documentário sobre essa importante história da  nossa música.

Serviço
A live é gratuita, mas quem quiser colaborar com o artista pode colaborar ou adquirir produtos do artista no www.sympla.com.br/felixrobatto. Além de colaborações, é possível comprar discos, camisas e patrocinar a live. Neste sábado, 30, às 19h. Colaborações: www.sympla.com.br/felixrobatto.

19.5.20

Websérie estreia trazendo receita bem paraense

O nosso tradicional Vatapá é tema do primeiro dos quatro episódios da websérie do projeto Boas Energias. Vai ao ar nesta terça-feira, 19 de maio, a partir das 17h, pelas redes sociais da Equatorial Energia Pará.

Atuando há 11 anos na área gastronômica, a chef Dani Martins abre o ciclo da websérie apresentando um prato muito conhecido na região e de simples preparo, o vatapá paraense. O prato possui algumas peculiaridades que diferem da receita do vatapá baiano. Uma delas, é a adição de jambu á receita e outras delícias paraenses que a incrementam de forma muito saborosa e que será mostrado na websérie.

“A troca de conhecimento sempre foi essencial para o ser humano e nesse período de isolamento, o conhecimento pode se tornar entretenimento. A Equatorial acertou em cheio ao oferecer ao público um pouco mais de cultura e interação durante a quarentena. De forma simples e divertida, vou passar uma receita que todo paraense gosta de degustar e mostrar que se pode preparar até no dia a dia”, diz Dani.

A websérie conta ainda com conteúdo de profissionais de várias áreas com temas pertinentes ao período de distanciamento social. Além da participação de Dani Martins, a chef Verena Aquino também aparecerá para falar sobre receitas paraenses. A personal organizer Aracy Santa Maria, com dicas de como organizar ambientes domésticos e o personal trainer Jhonatas Feio, que fará uma aula de dança especial para ser feita em casa, também serão as atrações da série.

Projeto cultural conta também com lives musicais

Keila Gentil faz live na quinta, 21
Foto: Divulgação
A iniciativa faz parte do projeto cultural Circuito Boas Energias, que vem reunindo artistas da música e profissionais de diversas áreas para fazer apresentações em formato de “lives” e webséries, para entreter o público nesse período de distanciamento social.  

Além da sequência de episódios que irão ao ar sempre às 17h nas próximas terças-feiras, as lives de artistas paraenses que acontecem às quintas-feiras, no mesmo horário. Nesta quinta-feira (21), a cantora Keila Gentil dará continuidade às apresentações “ao vivo” que iniciaram com um super do show artista Félix Robatto, na semana passada.

Onde acompanhar: Instagram da Equatorial Pará, no @equatorial.pa; e na fanpage da empresa, no perfil de facebook Equatorial Pará.

Horários: sempre às 17h das terças e quintas-feiras.