14.6.13

IAP discute curadoria e arte contemporânea

Ananda  Carvalho virá a Belém
Para discutir a criação de espaços para a produção artística contemporânea, a oficina “Ações Curatoriais na Arte Contemporânea”, ministrada por Ananda Carvalho, será realizada entre os dias 24 e 28 de junho, das 17 às 21 h, gratuitamente, no Instituto de Artes do Pará (IAP), com expedição de certificados ao final do evento. 

A oficina vai analisar a curadoria sob uma perspectiva de rede, na medida em que são espaços comunicacionais em relação aos processos de criação dos artistas. Nos cinco dias da oficina os debates estabelecerão um panorama das ações curatoriais contemporâneas. Ananda enumerou as seguintes questões: 

Conceito de curadoria; Histórico das exposições; Bienal de São Paulo; Ações curatoriais realizadas em instituições (museus e centros culturais); Ações curatoriais realizadas em galerias; Ações curatoriais realizadas em espaços alternativos; "não" curadorias; Ações curatoriais no espaço on line.

"O objetivo é pensar estas perspectivas através de uma reflexão crítica, usando exemplos históricos, e da produção recente a partir de texto curatorial, ‘statement’ curatorial, espaço expositivo e arquivos”, disse. A oficina pretende estimular a análise crítica dos formatos expositivos por artistas, curadores, críticos de arte, produtores e interessados em artes visuais em geral. Os encontros são marcados por apresentação, análise e mostra de trabalhos pela orientadora, seguido de debates pelos participantes. 

Ananda Carvalho é curadora, crítica de arte e professora universitária, com Doutorado e Mestrado em Comunicação e Semiótica pela PUC-­-SP. Em sua pesquisa de doutorado, enfoca os processos de criação e os procedimentos comunicacionais de redes curatoriais, e escreve e pesquisa sobre arte contemporânea, desde 2007, com publicações em exposições e catálogos de jovens artistas e no Canal Contemporâneo, na Revista Dasartes, entre outros. 

Desde 2012, Ananda integra o Núcleo de Críticos do Paço das Artes e participou do júri de pré-seleção da Temporada de Projetos. No mesmo ano, organizou, em conjunto com Ana Maria Maia, publicação “Sobre Artistas como Intelectuais Públicos: respostas a Simon Sheikh” para a finalização do Ciclo de Portfólios 2012 da Casa Tomada. 

Em 2011, participou da residência Ateliê Aberto #5 na Casa Tomada. Foi curadora da exposição“ e se houvesse ainda sempre somente palavras” na dconcept, 2011; assistente de curadoria da exposição “Galeria Expandida”, Luciana Brito Galeria, 2010; curadora da exposição“ [das imagens às coisas]”, Escola São Paulo, 2009. E ainda, professora nos cursos de Produção Audiovisual e Rádio e TV na FMU/FIAM/FAAM(2010-­-2012)e no curso de Produção Multimídia no Instituto Europeo di Design (2012).

Serviço
Ações Curatoriais na Arte Contemporânea. Oficina no Instituto de Artes do Pará, com Ananda Carvalho de 24 e 28 de junho, das 17 às 21h (com exceção do dia 26, que será das 15 às 19h). Mais informações no IAP ou: iap.artesvisuais@gmail.com

12.6.13

Uma história de amor nos tempo do punk rock

Nem pense nisso. Não vamos falar de Sid Vicious e Nancy Spungen, a história de amor explosiva contada nas telas do cinema. A nossa aqui é romântica e doce, contradizendo gritos e movimentos vigorosos ou mesmo violentos do punk rock, estilo musical de Jayme Katarro, vocalista da banda Deliquentes, que por sinal acaba de lançar o primeiro DVD depois de quase três décadas de trajetória. 

As histórias de amor e do rock são inúmeras. E histórias de amor são contraditórias, quase sempre. Quem vê Jayme Katarro no palco durante um show da Delinquentes não imagina que por trás daquele front man combativo exista um homem de essência romântica. Mas a verdade é que o músico é um romântico inveterado, daqueles que não poupa esforços para agradar a amada, Melissa Alencar, com quem é casado há 12 anos. 

Em entrevista especial concedida à jornalista Bianca Levy e publicada aqui no blog, o casal prova que os punks também amam e que todo dia é dia dos namorados. Aproveite e se inspire porque hoje é dia feito para amar!

Holofote Virtual: Quando você conheceu o Jayme, tinha ideia de que ele era um cara romântico? 

Melissa: Não. Quando eu conheci o Jayme, não sabia que nele habitava um homem carinhoso. 

Sabia que muito tempo atrás ele era muito radical, devido ao movimento anarquista, mas a convivência foi revelando a sua alma generosa, sincera e maravilhosa. 

Jayme: Já faz doze anos. Nos vimos e lembro que, a 1ª vez que liguei pra ela, o Word Trade Center tava caindo... 

Melissa: Durante esses doze anos juntos, ele me ensinou muito e que me tornei um ser humano melhor ao lado dele. 

Holofote Virtual: Esse romantismo sempre fez parte de ti ou despertou com o tempo? 

Jayme: Antes eu não ligava muito pra isso (romantismo). No máximo eu preparava a comemoração do aniversário dela, chamava os amigos. Lembro de uma vez que ela chorou quando viu os parentes e amigos em casa. Mas ultimamente tenho me prestado mais a esse tipo de coisa. A gente vai envelhecendo... (risos). 

Holofote Virtual: Há quem se surpreenda com o teu lado romântico? 

Jayme: A galera se surpreende com esse meu lado (romântico) por me associar a banda. Acham que não pode, né? Na verdade todos nós podemos ser assim. E é muito mais digno quando não temos vergonha de assumirmos esse lado. A felicidade é dos dois. 

Holofote Virtual: A propósito, tu já fizestes alguma música dedicada à Melissa? 

Jayme: Não, isso não (risos). Até porque a nossa música não dá brecha para isso. 

Holofote Virtual: Mas já fez outros agrados. Qual foi o que mais te marcou, Melissa? 

Melissa: Ah, o do dia dos namorados do ano passado. Ele me levou para passear na Orla de Belém num iate fretado de um hotel da cidade, depois mais uma surpresa, um belo jantar nos aguardava acompanhado de muita música, e na sequencia, na hora de voltarmos para casa, ele novamente me surpreendeu com as chaves de um dos apartamentos do hotel. Foi lindo demais! Nossa festa terminou só no outro dia... 

Jayme: Foi uma sucessão de surpresas, ela não estava esperando. Não foi nada muito chique, mas para nós foi algo valioso e marcante. 

Holofote Virtual: E esse ano, tem mais? 

Jayme: Pô, Se eu falar, estraga. O lance maior é que o dia dos namorados bate um dia antes do aniversário dela, e às vezes até comemoramos no mesmo dia. Mas quem sabe ela não se surpreende com algo esse ano um dia antes do aniversário dela? (risos).

11.6.13

Gláfira Lobo conta tudo sobre o 8º CCAA FEST

As inscrições para a edição deste ano estão abertas. O regulamento e a ficha de cadastro que deve ser preenchida estão disponíveis até o dia 30 de junho, no site www.ccaafest.com.br, onde estão outros detalhes. 

Em 2013, o festival traz novidades, está mais enxuto em suas etapas e também mais exigente. Confira o texto abaixo seguido de um bate papo com Gláfira Lobo, que comanda a produção deste ano, ao lado de Max Morais, coordenador do evento.

Para se classificar agora, além de ter música boa e inédita para mostrar ao júri nas audições, será preciso necessário provar performance fora dos palcos, como uma atuação interessante nas redes sociais, por exemplo. Antes todas as bandas inscritas iam para a fase de audição, gerando um grande volume de material. 

Desta vez, apenas 45 passarão pelo crivo dos jurados. Por isso já no ato da inscrição, a banda deverá postar, além da música que irá concorrer ao festival, duas outras, que junto com o release da banda, serão avaliados pela comissão julgadora e contarão pontos para a classificação. A ideia é valorizar ainda a trajetória das concorrentes. 

“Nas edições anteriores do CCAA FEST, nós tínhamos em mente que era de extrema importância gerar material para as bandas, principalmente as que estavam iniciando no meio artístico. Agora entendemos que mais importante do que a grande quantidade é a qualidade desse material.

Foi também para atender pedidos dos próprios participantes do festival, que cobravam essa qualidade. Imagina editar 111 áudios e vídeos. De fato o tempo era muito curto, então resolvemos mudar um pouco as regras”, explica Gláfira Lobo, cantora e produtora cultural que há algumas edições vem assumindo a direção de produção do festival. 

O júri vai investigar como as bandas utilizam sua imagem nas redes sociais, como buscam a promoção de seu trabalho junto ao público. Por isso, reforça-se. Além da música concorrente, o histórico da banda será analisado. E isso com certeza vai trazer um resultado ainda maior e melhor para todos.

Em setembro de 2006, quando o recém inaugurado Memorial dos Povos foi palco da primeira edição, o pensamento do CCAA Fest era fomentar e incentivar a maior participação possível de bandas. A maioria chegava ao festival com pouco preparo e muitas vezes não sabiam nem o que era um release.

A ideia era dar chance a todos. No entanto, era esta a ideia. Tentar, de alguma forma, trazer profissionalização aos grupos fornecendo material para sua própria divulgação. Eles podiam sair sem premiação, mas ao menos quem participava das audições levava um vídeo clipe e um pouco mais de responsabilidade pra casa.

“Lembro de uma vez, na hora da audição. Um garoto vira para mim e solta a seguinte pérola: ‘Tia, eu esqueci meu contra baixo’. Jesus me acode! Aff! Como é que uma pessoa, que se diz músico, sai para trabalhar e esquece seu instrumento de trabalho?

Minha vontade foi de desclassificar na hora a banda, mas a Josy Sidrim (também produtora do festival na época) deu uma colher de chá para eles e deixou emprestarem o baixo de uma banda que já tivesse tocado”, conta a produtora, agora já rindo desse passado. 

As coisas mudaram, mas Glárfira continua cercada de razão. "Esse tipo de coisa é inadmissível. Para tanto, esse ano o crivo vai ser mais rigoroso este ano. Queremos investir em bandas que tenham primazia em seu trabalho, que de fato levem a sério a profissão de músicos e sua arte”, continua. 

O CCAA Fest ganhou um espaço importante na cidade e no circuito da música independente. Vem batendo recordes. Grandes números foram alcançados desde seu inicio, quando em sua primeira edição se inscreveram 96 bandas, na ultima edição em 2012 este número chegou a 165 bandas. Quem vem acompanhado as edições, pode dizer que o festival, mais do que um empreendimento, é uma ferramenta de valorização das bandas que dele participam. 

Por isso, devem se submeter a todo um processo seletivo e passar por quatro fases. Primeiro, a de inscrição. Em seguida, vem a de classificação, que as levará à terceira fase, esta de audição, e da qual só participarão as 45 escolhidas pelo júri, e que devem confirmar a inscrição com o pagamento da taxa de R$ 30,00. A última é a grande final, para a qual só irão as 15 melhores na opinião dos jurados. 

Outras novidades  - A fase de audição terá um período de quatro dias e será realizada no Teatro Margarida Schivasappa, entre 28 e 31 de agosto. 

Tudo será captado, áudio e vídeo, para gerar vídeos clips de cada um dos concorrentes, sendo esse material postado no site e na fanpage do CCAA FEST. E é aí que tem mais novidade. Já a partir da postagem, as bandas já começam a concorrer aos prêmios do festival, como o Prêmio Fábrika Stúdio e o Melhor Solo de Guitarra. O vídeo mais curtido ganhará um ano de ensaio grátis. 

Para definir o Prêmio de Melhor Solo de Guitarra será formada uma comissão julgadora só com guitarristas consagrados da cidade. O vencedor leva um pedal de guitarra para casa, ofertado pelo festival. E as 15 bandas que irão para a final do CCAA FEST 2013, que vai acontecer no dia 26 de outubro, no Margarida Schivasappa, de cara já ganham uma bolsa de estudos de 100% de desconto na mensalidade do curso de línguas do CCAA, por um ano. 

Uma coisa não mudou. Os prêmios das finalistas continuam sendo aqueles cobiçados por todas as bandas, como Gravação e prensagem de 1.000 cópias do CD da banda vencedora, ofertada pelo selo NA MUSIC. O segundo lugar leva como "agrado", a gravação de um Vídeo Clip ofertado pelo Stúdio Pub e o terceiro lugar ganha três dias de gravação no estúdio Edgar Proença, da Rádio Cultura. 

Para saber mais um pouquinho de como se constrói esse tipo de coisa, entrevistamos a Gláfira, produtora tão guerreira quanto o próprio festival, por isso mesmo mais uma aliada do projeto que a cada ano conquista ao menos um novo parceiro e que, por sua vez, se junta no negócio para não sair mais. Pelo menos é assim que tem acontecido. Vamos entender por que. 

Holofote Virtual: Este ano, o festival deu uma enxugada em seu processo seletivo. Por que a mudança?

Gláfira Lobo: Antes todas as bandas que se inscreviam faziam a audição, agora somente 45 bandas serão selecionadas para fazer essa etapa. E com isso elas terão um material editado com mais tempo e (por que não dizer?) com mais dedicação. Agora além da música concorrente vamos analisar o histórico da banda, como ela utiliza a imagem da banda, as ferramentas das redes sociais para se promover e seu nível de relacionamento com o público. 

Holofote Virtual: Na tua avaliação como tem sido a sua evolução? 

Gláfira Lobo: Este festival passou de simples evento para se tornar um empreendimento do CCAA Belém. Hoje a administração da empresa vê o festival como parte das ações do grupo. A produção também foi crescendo, e a exigência do Max Moraes (coordenador geral do projeto) é sempre para melhorar, sendo na logística, sendo no material humano, ele sempre prima pela qualidade. Fazer produção é sempre um desafio, principalmente num festival desse tamanho, pois são muitos detalhes com o regulamento, quadro de etapas, equipe técnica etc. É muita gente envolvida e nada pode dar errado. 

Holofote Virtual: Qual a principal evolução do festival? 

Gláfira Lobo: A principal evolução tem sido com as bandas. Tenho visto bandas que cresceram junto com o festival, que tem o CCAA FEST como parte de seu portfólio. Sei de bandas que utilizam nosso material (vídeos da audição e da final) como material de trabalho delas. Hoje elas são bem mais profissionais. No inicio muitas tinham dificuldade até para entender a linguagem técnica usada nas produções. Agora, 99% delas são profissionais e nos surpreendem dando ideias para a formatação do festival. Isso é muito bom. 

Holofote Virtual: Outra coisa que se percebe são as parcerias, constantes e sólidas. Isso demonstra credibilidade. Este ano, além dos parceiros usuais, tem apoio novo, mas ainda estás em busca de outros? 

Gláfira Lobo: Nosso trabalho tem sido muito bem reconhecido. Confirmamos os parceiros dos anos anteriores com Ná Music, FUNTELPA, Studio Pub e o Fábrika Studio e ainda agregamos mais um, o R & Dú Blues Estúdio 24H, que entrou para somar na premiação do segundo lugar. 

Holofote Virtual: Como vocês fazem a captação dos recursos? 

Gláfira Lobo: O festival conta com a Lei Tó Teixeira, mas o nosso gasto é muito maior que o incentivado. É só observar todo o processo, a quantidade de etapas, a qualidade do trabalho e principalmente o beneficio que este empreendimento trás para as bandas autorais. Por isso, apoio e parcerias são sempre bem vindas, principalmente se forem para premiação das bandas vencedoras. 

Holofote Virtual: Do ponto de vista do empreendedorismo, quais os pontos mais importantes desta iniciativa?

Gláfira Lobo: O CCAA é uma marca absolutamente sedimentada em seu ramo e poderia gastar seu dinheiro com a publicidade e o mkt tradicional, mas eles têm em suas ações pensamentos de uma empresa cidadã e ao invés disso, eles investem na música autoral paraense. Essa postura só tem a engrandecer a cena local e a marca deles, mas quem ganha mesmo é o publico que passa a ter acesso democrático a um produto cultural genuíno e legítimo.

10.6.13

Shows inéditos trazem combinações inusitadas

DJ Waldo Squash (foto: divulgação)
O Theatro da Paz e a Estação das Docas vão receber de sexta, 21, a domingo, 23, shows de Mestre Vieira, Dona Onete, Trio Manari, Gang do Eletro, Domênico e Thiago Delegado, entre outros. O evento é uma parceria entre o Ver-o-Peso do Jazz e o Conexão Belém, com patrocínio da Vivo, através da Lei Semear, com gestão e produção partilhada da Ampli Criativa, Cria! Cultura e MM Produções.

Desenvolvendo uma rede de artistas e produtos culturais por todas as regiões do País, o programa Conexão estende suas ações a Belém desde 2010, articulando shows em que as combinações e participações especiais e inusitadas, como vocês vão ver a seguir, e que viraram a característica principal do programa.

A abertura do Theatro da Paz,  dia 21, o show é do violonista mineiro Thiago Delegado, que convida o paraense Sebastião Tapajós, além do show de lançamento do novo CD do Trio Manari, que convida nada menos que o DJ Waldo Squash, da Gang do Eletro. 

No sábado, 22, e no domingo, os shows terão início às 18h, em pleno por do sol na Estação das Docas, com palco montado no anfiteatro São Pedro Nolasco. As duas primeiras apresentações da noite de sábado fazem parte da programação do Ver-o-Peso do Jazz, com Leonardo Coelho e Quarteto, e Delcley Machado e Banda. Depois, tem ainda Pio Lobato, Duelo de MC's da Família da Rua (MG) e Gang do Eletro convidando Madame Saatan.

Mestre Vieira (foto: Renato Chalú)
No domingo, 23, também às 18h, na Estação das Docas, o último dia do Conexão terá Strobo e Mestre Vieira e Banda, apresentados pelo Ver-o-peso do Jazz. 

E em seguida Domenico Lancellotti (RJ) convidando Pio Lobato; Dona Onete convidando Aíla Magalhães e Metaleiras da Amazônia encerrando a festa. 

Tudo muito bom e com entrada franca. 




Programa - Passados 13 anos de sua implantação, o Conexão criou e fortaleceu uma sólida rede de artistas, projetos, agentes e iniciativas diversas no setor cultural brasileiro. 

O Conexão abriga em seu guarda-chuva iniciativas de circulação de shows, festivais, produção de CDs e DVDs individuais e coletivos, videoclipes e atividades de qualificação e profissionalização, entre outras, numa ação continua ao longo do ano que se revela ao público de forma concentrada e contundente quando acontecem os festivais.

Domênico Lancellotti (foto: divulgação)
O programa envolve, de forma pioneira, músicos, produtores, jornalistas, técnicos, radialistas, donos de lojas de disco e casas de espetáculo, numa das primeiras iniciativas coletivas da cadeia produtiva da música.

Em 2001, o discurso foi colocado em prática por meio do patrocínio da Telemig Celular a um projeto aprovado na Lei Estadual de Incentivo à Cultura. 

Entre os anos de 2008 e 2009, a iniciativa teve sua exemplaridade transformada em plataforma nacional de desenvolvimento cultural, expandida para boa parte do Brasil com o patrocínio da Vivo, que reconheceu na iniciativa uma das mais contundentes para o desenvolvimento e projeção de conteúdos musicais de todo o país, chegando a envolver mais de 160 projetos distintos em nove estados brasileiros no ano de 2011.

Sexta-feira, 21
20h - Theatro da Paz
Thiago Delegado convida Sebastião Tapajós
Trio Manari convida DJ Waldo Squash

Sábado, 22
18h - Estação das Docas
Leonardo Coelho e Quarteto (Ver-o-peso do Jazz)
Delcley Machado e Banda (Ver-o-peso do Jazz)
Pio Lobato
Duelo de MC's (MG)
Gang do Eletro (PA) convida Madame Saatan

Domingo, 23
18h - Estação das Docas
Strobo (Ver-o-peso do Jazz)
Mestre Vieira e Banda (Ver-o-peso do Jazz)
Domenico Lancellotti (RJ) convida Pio Lobato
Dona Onete (PA) convida Aíla Magalhães (PA)
Metaleiras da Amazônia

Serviço
A distribuição de ingressos para os shows do Theatro da Paz acontecerão na sexta-feira, 21, a partir das 9h.

Espetáculo traz jogo entre solidão e amor

Baseado na visão poética do escritor gaúcho Caio Fernando Abreu, com sua visão dramática do mundo moderno e a busca incessante pelo prazer de viver, a Cia Cênica de Cínicos está em cartaz com o espetáculo Santo Anjo do Senhor, até 23 de junho na Casa dos Palhaços Trovadores.

Em cena, um homem que contracena com seus medos e desejos personificados na figura de um dragão, revelando e velando suas angústias sobre o mundo. Neste ambiente, este homem vive na expectativa da chegada do outro, ora no plano real, ora no plano imaginário, e cuidadosamente prepara o sagrado ambiente do seu corpo e do seu lar para receber a sublime visita. 

Este primor se mostra em um cenário bordado em detalhes, com características e elementos da cultura amazônica, e que delimita os diversos momentos da encenação: momento de recordação, momento de solidão, momento de brincadeira. Um mergulho na memória e um resgate a simplicidade do fazer teatral. Santo Anjo do Senhor possui uma dramaturgia não linear que, antes de tudo, mostra a importância e delicadeza das relações humanas. 

Ficha Técnica

Em cena: Nilton Cézar Direção Geral: Marckson de Moraes
Preparação de Ator: Adriano Furtado
Concepção de Cenário e Figurino: Beto Benone
Concepção de Iluminação: Marckson de Moraes
Concepção de Trilha Sonora: Adriano Furtado
Operação: Marckson de Moraes Adriano Furtado Beto Benone Breno Monteiro Lauro Sousa
Produção: Companhia Cênica de Cínicos
Apoio: Palhaços Trovadores

Serviço
Até 23 de junho, sextas, sábados e domingos, às 20h. Na Casa dos Palhaços (Tv. Piedade, 522, esquina com a Tv. Tiradentes). Ingressos R$ 20,00.

6.6.13

IAP abre quadra junina com Pássaros e Bichos

Neste sábado, 08, às 17h, quem estiver ali próximo do Centro Arquitetônico de Nazaré, vai testemunhar uma revoada a mais neste junho, mês de céu azul intenso. Além dos queridos periquitos do CAN, terá início um cortejo reunindo 15 grupos de Pássaros e Bichos Juninos, abrindo oficialmente a quadra junina de 2013, na programação promovida pelo governo do Estado. 

Mais de 40 anos depois dos célebres momentos que os grupos de Pássaros e Cordões de Bichos Juninos viveram em Belém, a manifestação ganhará as principais ruas do centro da cidade. A Revoada dos Pássaros e Bichos Juninos reunirá os principais grupos. 

Nascida na Belle Époque, por volta do ano 1900, a manifestação dos Pássaros Juninos surgiu por ocasião dos grandes espetáculos de ópera, dentro do Theatro da Paz. Segundo Tito Barata, um dos organizadores da Revoada no IAP, “foram os camareiros do teatro que, de tanto vestir as estrelas da ópera e ver trechos das encenações nas coxias, resolveram montar suas óperas nos bairros onde moravam, para os seus pares”, explicou. 

Considerado a única manifestação folclórica tipicamente de Belém, os cordões de Pássaros Juninos viveram anos de apogeu, mas nas quatro últimas décadas perderam o incentivo e, principalmente, o local onde se apresentavam: o Teatro São Cristóvão. 

De acordo com Tito Barata, a função do IAP é resgatar o brilho e a importância dos cordões de pássaros e bichos juninos. Assim, desde o ano passado o Instituto vem dando apoio e promovendo cursos e oficinas de aperfeiçoamento aos artistas de Pássaros Juninos. 

Pela primeira vez o cortejo dos grupos chegará às ruas do centro de Belém, saindo do Centro Arquitetônico de Nazaré, e percorrendo a Rua Dom Alberto Ramos, as avenidas Generalíssimo Deodoro e Gentil Bittencourt, a Travessa 14 de Março e terminando no anfiteatro do IAP, ao lado da Basílica Santuário de Nazaré. Lá dentro, no hall, haverá a exposição de figurinos, adereços e indumentárias de 15 grupos, além de fotos que documentam parte da história, desde o início das manifestações. 

Serviço
Revoada de Pássaros e Bichos Juninos. Sábado (8). Exposição: das 09 às 20 h. Cortejo: Saída as 17 h. Local: Instituto de Artes do Pará. Mais informações: (91) 4006-2905.

Mais Jazz no XXVI Festival de Música do Pará

Leonardo Coelho (Foto: Walda Marques)
O jazz instrumental tem dominado as noites do XXVI Festival Internacional de Música do Pará (Fimupa). A programação reservada aos amantes do gênero ocorre sempre no café CamarIN Cultural, onde nestas sexta-feira (7) e sábado (8) se apresentam o pianista paraense Leonardo Coelho de Souza e o saxofonista carioca Leo Gandelman. 

Velho conhecido do público paraense, Gandelman já esteve na cidade várias vezes e retorna agora para realizar o show “Vip Vop”, título de seu último trabalho, lançado em 2012 em CD e DVD.

O show traz temas instrumentais que se baseiam na época áurea da bossa nova e do samba jazz, resgatando uma parte importante da identidade-memória da música brasileira. Gandelman se apresenta no sábado, 8, a partir das 23 horas. 

Por sua vez, o paraense Leonardo Coelho de Souza chega ousando em cima do repertório de seu primeiro disco “Joá”, de repertório totalmente instrumental que ele gravou em 2011 com Ney Conceição (contrabaixo) e Lúcio Vieira (bateria). 

“Eu estou um pouco ‘assanhado’ e trouxe um naipe de metais e um guitarrista para a formação original de piano, contrabaixo e bateria. Isso me animou para cantar duas músicas também”, diz, entre risos empolgados. Estudioso do piano desde os 6 anos de idade e mestre no instrumento pela Universidade de Missouri, Columbia (Estados Unidos), Leleco, como é conhecido entre os amigos, tem um extenso currículo como instrumentista, professor e regente. Foi gerente da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz e criador da Orquestra de Música Latina da UFPA, de onde trouxe a inspiração para os novos arranjos do repertório deste show. 

“O disco (Joá) foi concebido como um trio de jazz. Com o acréscimo de guitarra e sopros, temos uma composição instrumental que traz novas concepções melódicas, rítmicas e harmônicas. Isso dá maior liberdade e possibilidades de improvisação e arranjo, sugerindo um novo balanço e groove para as antigas músicas”, explica o músico. 

Além de Leonardo ao piano, a banda terá Eliezer Soares (contrabaixo), Edvaldo Anaice (bateria), Igor Capela (guitarra) Fabrício Figueira (trompete), Jó Ribeiro (trombone) e Antonio Abenatar (saxofone). O repertório cantado inclui “Eu e a brisa”, de Johnny Alf, e “Porta Entreaberta”, de Ivan Lins. 

Além do repertório instrumental de Joá e das versões para clássicos da música popular brasileira, o show ainda tem espaço para duas composições novas de Leonardo. “Gafieira Belém” é um samba inspirado na tradição do gênero de salão "que os paraense não têm”, brinca Leleco. Já Bellarmino´s Song é uma balada jazz tradicional em homenagem ao jornalista, radialista e grande conhecedor de jazz Oswaldo Bellarmino, da Rádio Cultura FM.

“Acho que ele é um profissional muito importante para uma cena como a nossa, pois, apesar de não ser músico, ele conhece muito e é um incentivador através dos programas que produz na rádio”, opina. 

No dia do show de Leonardo, na sexta-feira, dia 7, também haverá, mais cedo, apresentação do grupo de choro Uirapuru, que se apresenta por volta das 21h. 

Os ingressos são gratuitos para todos os dias, mas a capacidade da casa é de 300 lugares e os ingressos são distribuídos no dia de cada show a partir das 14h no próprio CamarIN Cultural. Com limite de 2 ingressos por pessoa. 

Serviço
Show de jazz com Leonardo Coelho de Souza, na sexta dia 7, às 23h (antes tem Uirapuru às 21h). no sábado, 8, tem Leo Gandelman, também às 23h. Tudo no CamarIN Culturtal, na Rua Senador Lemos, 252 - entre a Avenida Almirante Wandenkolk e a Travessa Dom Romualdo de Seixas. Telefone: 3349-0533.

5.6.13

Gravura contemporânea mexicana na ELF Galeria

Universos Particulares: gravura contemporânea mexicana é uma coletiva de oito jovens artistas da Cidade do México, que expõem pela primeira vez no Brasil. É a exposição que abrirá na galeria, neste sábado,08, para convidados, e a partir do dia 10 para o público. 

Darío Ramirez, Alberto Madrigal, Alejandro Perez, Antonio Domínguez, Emanuel Cárdenas, Irina Vázquez, Mónica Contreras e Teresa Olmedo tem, em média, 30 anos de idade e são formados pela Escuela Nacional de Artes Plasticas da Universidad Nacional Autonóma de Mexico (Unam). 

Em comum, o grupo de artistas tem um caminho traçado pela pesquisa e produção da gravura. O trabalho parte das matrizes tradicionais, como metal e linóleo, fazendo interferências com a pintura. É quando se percebe a assinatura de cada artista e o domínio da técnica nas poéticas desenvolvidas. 

Na exposição Universos Particulares, cada artista expressa questões importantes do seu tempo, refletindo sobre o homem urbano, identidades e urgências do mundo contemporâneo. Alberto Madrigal parte pra uma linguagem neoexpressionista, desenvolvendo uma série com pigmentos fluorescentes. 

Irina Vázquez trabalha a reprodução da imagem num sentido pop, que se refere ao consumo, encontrado também nas sequências em folha A4 de Alejandro Perez e na obra Siluetas Sueltas, apresentada em conjunto por Darío Ramírez e Mónica Contreras, com impressão de caixas de papelão em papel de arroz. Antonio Domínguez, Emanuel e Teresa trabalham a ponta seca, transfer e siligravura, também conhecida como litografia seca, por empregar processos semelhantes aos da impressão em lito, utilizando a chapa offset como matriz. 

Os três são fundadores do ateliê Utopía Grafica, criado em 2006 como um ambiente dedicado a produção e ensino de artes. As imagens vigorosas lembram o sentido social da gravura mexicana, como ficou tradicionalmente conhecida a partir da década de 1930 e a expressão cotidiana da vida do homem latino americano. 

Serviço
Exposição Universos Particulares: Gravura contemporânea mexicana. Abertura para convidados: 8 de junho, das 10 às 14h. Visitação de 10 a 30 de junho, de terça a sábado, das 10 às 13h e das 15 às 19h (exceto feriados). A Elf Galeria fica na Av. Governador José Malcher, Passagem Bolonha, 60, no bairro de Nazaré, em Belém do Pará.

3.6.13

Fotoativa inicia o 9º Colóquio Fotografia e Imagem

O Hot Site com a programação e formulários de inscrição já estão disponíveis aos interessados em participar. Realizado pela Associação Fotoativa desde 2002, o colóquio vai acontecer este ano de 19 a 22 de junho, em Belém do Pará, trazendo palestras, mesas redondas, leituras de portfólio e um workshop, no Sesc Boulevard. 

Provocando e estimulando a reflexão crítica e o diálogo sobre a relação entre a imagem contemporânea e a fotografia em diversos campos do conhecimento, a nona edição do Colóquio foi contemplada pelo Edital Conexão Artes Visuais Minc/Funarte/Petrobras por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. 

Desde a sua última edição, conta também com o apoio do Centro Cultural Sesc Boulevard, local em que serão realizadas as atividades. Este ano, o Colóquio homenageará as “Autografias”, momentos de reflexão coletiva a partir de uma leitura sobre a obra ou parte do trabalho de um autor significativo para a história da fotografia. 

Organizadas pelos fundadores dos grupos FotoPará e Fotoativa, esses espaços de discussão marcaram a trajetória de muitos artistas e pesquisadores da cidade, que apresenta uma história singular e de relevância nacional desde a década de 1980.

A programação está tão diversificada quanto reflexiva e é toda gratuita. Em quatro dias esta edição contempla o público com duas mesas redondas, uma sequência de autografias, um minicurso teórico e duas séries de leituras de portfólio com artistas reconhecidos nacional e internacionalmente, como Luiz Braga, Alexandre Sequeira, Patrick Pardini, Mariano Klautau Filho, Alexandre Belém e João Castilho. 

Serviço
A inscrição e a programação do “9º Colóquio Fotografia e Imagem: Autografias” está disponível no website http://fotoativa.org.br/coloquio. Para assistir e participar é preciso se inscrever por meio do formulário online disponível na página do evento. Como as vagas são limitadas, as confirmações serão enviadas por email, assim como as informações a respeito das listas de espera.

São Caetano de Odivelas vai produzir um curta

Em 2012 foram realizadas as primeiras oficinas
O projeto Olhar Odivelas  vai realizar oficinas de audiovisual com jovens e ensiná-los  a fazer um filme, da ideia inicial para o roteiro até a exibição. Os trabalhos vão até julho,  resultando em um curta metragem. 
 
Junho é especial no município. Neste mês quando todos se voltam à produção da festa junina, uma manifestação chama atenção, o boi de máscara. Neste sábado, 8 de junho, por exemplo, o Boi Faceiro sairá pelas ruas da cidade, a partir das 16h, colorindo e animando moradores e visitantes. O encontro dele com outros bois marca um dos momentos mais simbólicos da cidade. E os alunos das oficinas com certeza estarão atentos. 

Desenvolvido pela jornalista, documentarista e produtora cultural Angela Gomes, o projeto que prevê a realização destas oficinas foi selecionado através do edital cultural 2013 do Banco da Amazônia e garantiu patrocínio para sua realização, com apoio da Prefeitura Municipal de São Caetano, através da Secretaria de Cultura. 

Alguns jovens já receberam iniciação
A de “Introdução ao Universo Audiovisual” começou dia 1º, e está oferecendo aos alunos um panorama do audiovisual e da história do cinema no Brasil, noções de linguagem cinematográfica, as novas possibilidades de produção audiovisual com as novas mídias e tecnologias digitais, e a utilização de diferentes plataformas de comunicação para a difusão de conteúdo. 

Em seguida, na oficina “Audiovisual em Pequenos Formatos”, eles serão capacitados a utilizar mídias como o telefone celular e câmera digital para executar pequenos projetos que podem ser difundidos principalmente na internet. E como fazer esse uso da internet será o assunto do módulo “Web e Mídias Sociais”, onde as próprias oficinas serão objeto de exercício com a criação de blogs, páginas nas mídias sociais e outras formas de divulgação online. 

O módulo “Contar uma Estória Audiovisual” vai trazer aos participantes a noção de desenvolvimento de roteiro audiovisual. É neste momento que um argumento será escolhido para um roteiro que será filmado, já durante a oficina de “Realização Audiovisual”, a última etapa do programa, resultando em um filme de curta-metragem. 

O Faceiro, que vai sair neste sábado, 08 às 16h30
Como forma de aplicar os conhecimentos obtidos durante o projeto, serão utilizados recursos da comunicação multiplataforma onde os alunos irão criar blog, site, webdocs, canal de vídeo no youtube, e perfis nas mídias sociais para divulgar o resultado das oficinas. 

O objetivo é oferecer a possibilidade desses jovens vivenciarem todas as etapas de uma produção audiovisual, para a partir daí poderem idealizar, planejar e realizar seus próprios projetos, principalmente a partir de pequenos formatos para internet, que hoje podem ser produzidos com câmeras digitais simples ou celular. 

São Caetano de Odivelas fica no litoral nordeste a cerca de 120 quilômetros de Belém. Possui 17 mil habitantes e é um dos municípios mais carentes socioeconomicamente no Pará. Sua população vive basicamente da pesca, extração de caranguejo, aposentadoria dos idosos e funcionalismo público. Uma de suas maiores riquezas, porém, vem da área cultural. 

É de lá um dos maiores símbolos do folclore paraense, o boi de máscaras, que alegra as festas juninas no município e em todo o estado. Também possui duas das mais tradicionais bandas de música do Pará, as centenárias Rodrigues dos Santos e Milícia Odivelense, que mantém duas escolas de música que formam gerações inteiras de músicos, fazendo com o município seja um polo da cultura musical sinfônica. 

Pierrots dançam até o anoitecer. É uma festa!
Para a produtora do projeto, a expectativa é que a linguagem audiovisual passe a ser uma nova possibilidade de expressão para os jovens do município, e até mesmo de profissão.

"Realizar um projeto desta natureza é também uma oportunidade de contribuir para a formação do pensamento crítico desses cidadãos através da linguagem audiovisual, mostrando meios para que a comunidade possa refletir, analisar e trabalhar sobre diversos aspectos de seu ambiente, estimulando seu auto reconhecimento e auto estima, incentivando o trabalho em grupo e a cooperação através de projetos artísticos e culturais”, finaliza.

Inscrições na Secretaria de Cultura do Município ou pelo email visionariafilmes@gmail.com.