1.4.15

Documentário conta história do “Balanço do Rock”

Beto Fares acompanha gravação do documentário com a banda Álibi de Orfeu
Produção da TV Cultura do Pará, com direção de Robson Fonseca, o doc traça o perfil do programa Balanço do Rock, veiculado há 25 anos, aos sábados, pela rádio cultura FM. A festa de lançamento, dia 17, no Teatro Waldemar Henrique, comemora também os 30 anos da Rádio Cultura do Pará

Destinados a todas as tribos roqueiras, o primeiro programa foi ao ar em agosto de 1990, como uma série especial sobre a história do rock, e nunca mais saiu da cena do rock paraense.

O documentário "Balanço do Rock, a mais tribal de todas as festas" registra em depoimentos e imagens a trajetória do programa que abriu espaço para dezenas de bandas locais. Direção e edição de Robson Fonseca, fotografia de André Mardock e Samuel Rodrigues, luz de Gilberto Bessa e produção de Felipe Cortez.

"É como reviver a história do rock paraense, desde os lendários shows no Teatro Waldemar Henrique, passando pelas três edições do festival Rock 24 Horas. Depois de gravar as entrevistas, fui pesquisar no arquivo da TV Cultura, que reúne um material incrível. É um acervo que nenhuma outra emissora possui. Nesse sentido, me senti privilegiado”, conta Robson Fonseca, que em 2012 dirigiu o documentário "Pau e Corda - Histórias de Carimbó", também com selo da TV Cultura. 

Idealizado por Beto Fares e Felipe Gillet, o “Balanço do Rock” teve como primeira apresentadora a jornalista Úrsula Vidal. “A ideia era produzir 13 programas contando a história clássica do rock. Mas a repercussão foi tão grande que o programa acabou entrando na grade da emissora”, explica Beto Fares, produtor e diretor musical, ele é a figura central do documentário e um dos principais incentivadores da cena roqueira local. 

Ao longo de mais de duas décadas, o “Balanço do Rock” não apenas divulgou as bandas paraenses, mas colocou boa parte delas no estúdio Edgar Proença, resultando em trabalhos que fizeram história, como “Pequenos Delitos”, dos Delinquentes; e “Mundo Açu”, do Cravo Carbono. “Não temos ideia do número exato, mas certamente mais de 50 bandas paraenses gravaram suas demo-tapes nos estúdios da Cultura FM”, diz Robson Fonseca.  

Músicos de várias bandas gravaram a trilha sonora do doc
Além dos idealizadores e apresentadores do programa, integrantes de várias bandas de rock também deram depoimentos ao documentário, como Roosevelt Bala, do Stress; Jayme Katarro, do Delinquentes; Giovani Villacorta, do Norman Bates; e Sammliz, do Madame Saatan, assim como o empresário Ná Figueredo, outro grande apoiador do rock paraense.

A reunião de tanta gente bacana acabou resultando numa banda para gravar a trilha sonora do documentário, reunindo clássicos como "Metal City", do DNA; "Planeta dos Macacos", do Delinquentes; "Noé", do Norman Bates; e "Beirute", do Insolência Públika. Formada por Camillo Royale (guitarra), Elaine Valente (guitarra), Sydney KC (contrabaixo) e Neto (bateria), a “banda do doc” traz nos vocais Jayme Katarro, Giovani Villacorta, Bruno Carrera, Norah Valente, Roosevelt Bala e Zé Lucas.

Para quem curtiu a ideia, no lançamento do documentário haverá um pocket show, no mesmo local que abrigou performances históricas, o Teatro Waldemar Henrique. O show tem roteiro e direção de Beto Fares e produção de Felipe Cortez e Regina Silva. 

A Rádio Cultura FM fará a transmissão ao vivo, com apresentação de Lucas Padilha e Raul Bentes, que desde 2011 assumiram o "Balanço do Rock". Devido à lotação do teatro, serão destinados apenas 100 ingressos para músicos e convidados e 100 para o público, com sorteio entre os ouvintes da emissora. A TV Cultura (Canal 2) exibe o documentário no mesmo dia.

Serviço
Lançamento do documentário “Balanço do Rock, a mais tribal de todas as festas”, de Robson Fonseca (TV Cultura). Dia 17 de abril, às 20h, no Teatro Waldemar Henrique, com pocket show reunindo integrantes de várias bandas e transmissão ao vivo pela Cultura FM. Entrada franca. Ingressos limitados distribuídos durante a programação da emissora.

(Enviado pela assessoria de imprensa. Fotos: André Mardock)

29.3.15

Chamado coletivo para salvar o Casarão do Boneco

Edificação centenária, datada do século XIX, e localizada na Av. 16 de Novembro, número 815, em Belém do Pará, a sede do In Bust, está precisando de reparos e sério restauro, não só para o grupo continuar desenvolvendo suas atividades de criação, ensaio, guarda de material cênico, administração, planejamento e apresentações, mas para que também siga contribuindo com o movimento artístico-cultural na capital paraense, oferecendo espaço para o desenvolvimento de inúmeros projetos e atividades de grupos de artes da região e de outros estados brasileiros. Você pode ajudar. No próximo 11 de abril, será lançada a campanha "Salve Salve Casarão Boneco", com uma super programação infantil, e apresentação de um projeto para buscar recursos.

Em diferentes momentos de sua existência no meio artístico, desde 2003, o Casarão do Boneco vem sendo ocupado e pequenas reformas e reparos foram feitas pelo grupo In Bust Teatro com Bonecos. Mas garantindo sozinho a manutenção do espaço, o grupo foi percebendo, a cada período de chuva, várias deteriorações, entre elas a da fachada, que neste inverno amazônico agora está chegando ao seu último suspiro. Fora isso, o piso do corredor e das salas não aguentam mais de velhice e aos poucos as atividades ficam parcialmente comprometidas.

Entre na campanha: participe, divulgue, compartilhe!

O In Bust vem alimentando há muitos anos o sonho desse restauro, mas os custos são altos. É aí que surge a ideia de realizar a campanha "Salve Salve Casarão do Boneco". Em 2014, houve uma intensa ocupação, principalmente pelos grupos Vida de Circo, Projeto Vertigem, Produtores Criativos, Coletivo Mia Sombra, Coletivo de Animadores de Caixas, Grupo de Teatro Universitário e o Pirão Coletivo. 

Essa conexão entre os grupos, o cotidiano e a colaboração, criaram um sentimento de apropriação, que hoje estimula a todos, junto ao In Bust, iniciar a campanha Salve Salve! Casarão do Boneco.

Esta semana, a equipe à frente da campanha postou no facebook uma página (https://www.facebook.com/casaraodoboneco) por onde será possível acompanhar a divulgação da programação e se informar melhor de como cada um de nós também  pode ser um colaborador nesta empreitada.

Salve, Salve Casarão do Boneco! 

Há muitas formas de colaborar com a campanha. Uma delas é participando da programação que será realizada até final do ano, iniciando neste mês de abril, dia 11, com apresentações infantis e oficinas de produção e teatro para adultos. A venda de ingressos será toda na base do "Pague quanto puder", mas pague, vai ajudar muito. 

Para as oficinas de formação, o valor de inscrição: R$ 65,00. Leia mais abaixo sobre os conteúdos e ministrantes. As pessoas também poderão colaborar com o Casarão através de doações individuais e na compra dos lanches e artigos em venda. Ou ainda através do sistema sistema crowdfunding. 

O Crowdfunding

Há ainda esta maneira de entrar na campanha. O grupo In Bust e seus parceiros estão elaborando um projeto de restauro para ser postado pelo sistema crowdfunding. No momento, em fase de elaboração, está sendo feito levantamento técnico e de orçamento, mas em breve estará no ar. 

O crowdfunding é uma forma de financiamento coletivo, que vem se consolidando no país, como forma de obtenção de capital para iniciativas de interesse coletivo, através da agregação de múltiplas fontes, em geral pessoas físicas interessadas na iniciativa.

O grupo irá postar um projeto e divulgá-lo sugerindo valores de patrocínio, que pode ser feito via pessoa física ou mesmo por empresas. Quem colabora é recompensado de várias formas, dependendo da ação estabelecida e pelas metas de financiamento. 

O sistema vem se consolidando no país e vários projetos vem alcançando o valor total e se realizando. Para conhecer mais indico o site do CATARSE (nacional) e o Eu Patrocino, site criado aqui mesmo em Belém e no qual há inúmeros projetos paraenses sendo consolidados. 

Doações: Para outras formas de colaboração, entre em contato pelos e-mails: inbust@inbust.com.br e criscosta@inbust.com.br

Oficinas - As oficinas do Salve Salve Casarão vão acontecer de 13 a 29 de abril, mas só segundas e quartas, de 9h a 12h. , quando teremos “Teatro com Bonecos para Professores”, com o ator integrante do in Bust Paulo Ricardo Nascimento (15 vagas), direcionada a docentes do ensino formal e informal. O investimento de R$ 65,00. O que for arrecadado ajudará também na manutenção do casarão.

No mesmo molde, será realizada também a oficina “Elaborando o Planejamento, o Projeto e sua gestão”, com a produtora cultural Fafá Sobrinho, no período de 13 a 16 de abril, das 19h às 21h30, com 10 horas de carga hora'ria. O público alvo, com até 15 vagas, são artistas, produtores, gestores e interessados em geral. O investimento também é de R$ 65,00, com retorno para o casarão.

Inscrições - Os interessados devem enviar email para salvecasarao@inbust.com.br. Quem enviar receberá uma mensagem, confirmando o recebimento do e-mail e informando conta bancária para depósito do pagamento. A inscrição estará confirmada mediante envio do comprovante.

PROGRAMAÇÃO

No dia 11 de abril, o Casarão do Boneco abrirá às 17h, com exposição do In Bust Teatro com Bonecos, loja e lanchinhos. Às 17h30, começa a 1a contação de história, com Vandiléia Foro: “Quem matou Honorato, o Rato?”. 

Em seguida Leonel Ferreira conta "O Pé de Vento" . Depois das histórias muito bem contadas, teremos cine pipoca, que exibirá "Quem vai levar Mariazinha para Passear", animação que traz no elenco Ester Sá e Maurício Franco, com direção de André Mardock. Às 18h30, o In Bust Teatro com Bonecos apresentará "Os 12 Trabalhos de Hércules" e às 20h, o evento encerra com a apresentação musical de Ester Sá e Renato Torres, com repertório infantil do espetáculo "Tambor de Dentro".

27.3.15

O universo dos Periféericos em "Rosa dos Ventos"

Fotos: Rogério Folha
Depois da estreia da nova temporada, semana passada, no Teatro Cláudio Barradas, a Trupe Periféericos está em cartaz novamente neste sábado, 28 de março, e no próximo, 4 de abril, no auditório da Fibra. Inédito, o espetáculo é fruto de bolsa de experimentação e criação artística do extinto IAP, ganha pelo grupo em 2014.  

Em cena, a poética da máscara, do teatro de rua e a sua relação com o cinema. “Rosa dos Ventos: Entre Miragens e Mirações” é uma mistura de cinema, teatro, entidades e máscaras, tudo numa mesma peça, levando ao público o universo dos seres feéricos. É uma fantástica experiência que representa nos palcos um fragmento do próprio sonhar. A peça multimídia une cinema, teatro, máscaras e entidades numa confluência poético-tecnológica.

Peça-cinema, durante o espetáculo é projetado um "filme fantástico" de vinte minutos. Em seguida, as máscaras saem do reino fantasmático das projeções e invadem a realidade.  A partir da pesquisa com a bolsa de experimentação do IAP, surgiu um roteiro e o grupo decidiu criar uma narrativa. 

“A estética pediu que visitássemos o início do cinema, quando ele ainda era mambembe, e se apresentava nas feiras de variedades, ao lado da mulher barbada, do atirador de facas. Revisitamos o velho mestre Melies, entramos em seu mundo feérico, buscamos esse primeiro cinema pra traduzir em linguagem cinematográfica esse mundo que só tínhamos trabalhado até então, em literatura e teatro de rua”, diz Mateus Moura, integrante do grupo.

Rosa dos Ventos: Entre Miragens e Mirações conta a história de uma trupe de teatro mambembe vagando de cidade em cidade apresentando sua arte. Seus atores, no entanto, não são pessoas comuns, mas criaturas nascidas da união entre mortais e seres feéricos. Carregando em seu sangue a descendência de faunos e ninfas, duendes e elementais, esses andarilhos errantes encenam um espetáculo insano, repleto de beleza, magia, sabedoria e enganos.

“O Perifeéricos é um universo mitológico de encantaria, iniciado pelo Rafael Couto e plasmado em máscaras, como na comédia Dell`Arte (Pierrot, Colombina), que no Periféericos é o Satyr, a Fleur, o Dermond (esse Vento), Odorin, Denotan, Era, Tempo, Rosa... são entidades, personas. E vão sendo criadas estórias em torno delas”, explica Mateus Moura.

"Rosa dos Ventos - entre miragens e mirações" foi uma dramaturgia criada ano passado e que conta a história do ritual de iniciação da Rosa, na trupe Perifeéricos, logo depois da saída do Dermond, que acabou de sair da trupe.

“Ele tinha cansado de ser um imortal e foi experimentar a mortalidade. Rosa assume a máscara dele e vira a Rosa dos Ventos. Essa peça-filme traz os fantasmas do relacionamento amoroso dessa Rosa com esse Vento que a libertou das amarras do mundo mortal em que ela estava presa. Ela entra assim nessa trupe encantadora, mas perigosa”, continua Mateus. 

A trupe, agora sem o vento, seu ator principal, prepara Rosa, uma talentosa mortal, para assumir o papel que ele deixou para trás. Essa tarefa, porém, não será fácil, a moça terá que conquistar a confiança de todos, lidar com rivalidades internas e suportar as absurdas demandas exigidas por seres de um mundo cheio de mistérios perigosos e encantos duvidosos, onde se perde facilmente o limite entre sonho e realidade, liberdade e loucura.

Ficha Técnica

Direção Teatral: Mateus Moura e Rafael Couto
Direção de Video: Mateus Moura
Direção de Arte: Maurício Franco
Direção Musical: Jimmy Góes
Música: Jimmy Góes e João urubu
Arte do cartaz: Mael (https://www.facebook.com/aquimael?fref=ts)

Elenco

Rosa — Thainá Cardoso
Satyr — Rafael Couto
Odorin — Evelyn Loyola 
Dermond — Ícaro Gaya
Era — Karimme Silva
Tempo — Jimmy Góes

Serviço
“Rosa dos Vento”, apresentações neste sábado, 28 de março, e no próximo, dia 4 de abril, na Faculdade FIBRA (Av. Gentil Bittencourt (1144) entre Av. Generalíssimo Deodoro e Trav. 14 de Março). A partir das 20h, ingresso R$ 10,00. 

26.3.15

Jazz e MPB abrem concertos didáticos da FCG

A Fundação Carlos Gomes (FCG) dá início nesta sexta-feira (27) ao projeto Concertos Didáticos 2015 com a apresentação do Muiraquitã Jazz e da Orquestra de Choro Uirapuru. Os concertos serão realizados em dois horários, às 10h e às 16h, no Theatro da Paz. 

Pela manhã, os estudantes vão acompanhar o som do Muiraquitã Jazz e à tarde vão entrar em contato com os ritmos brasileiros proporcionado pelos instrumentistas da Orquestra de Choro Uirapuru. Estudantes de dez escolas públicas da Região Metropolitana de Belém devem participar.

O projeto Concertos Didáticos é uma das ações da Coordenadoria de Pesquisa e Extensão da Fundação Carlos Gomes e funciona assim. Os grupos artísticos, formados por professores e alunos da Instituição, apresentam um concerto comentado em que os professores de música explicam o funcionamento dos instrumentos musicais, o timbre, a função que eles têm em uma orquestra, a importância dos compositores para um determinado período da música, a história desse artista, tudo de maneira simples e didática para poder despertar a atenção da plateia.

Durante o ano serão realizados 6 concertos comentados para estudantes de escolas públicas na principal sala de espetáculos do estado, o Theatro da Paz. O objetivo é difundir o ensino musical e aproximar o público infanto-juvenil do universo musical, proporcionar aos estudantes o contato com grandes instrumentistas paraenses e despertar o interesse pela música, além de contribuir com a formação de plateia.

A realização é do Governo do Estado por meio da Fundação Carlos Gomes em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e Secretaria Municipal de Educação (Semec) com apoio do Theatro da Paz.

Serviço
Concertos Didáticos da FCG.  No Theatro da Paz, sexta,  27 de março. Apresentação do Muiraquitã Jazz, às 10h, e às 16h, da Orquestra de Choro Uirapuru.

25.3.15

Projeto multimídia traz trajetória de Padre Vieira

"Vieira – O Céu na Terra" une Teatro, Música, Instalação Multimédia e Conferências em torno da vida e obra de Padre António Vieira, interligando artistas e entidades de Portugal, Guiné Bissau e Brasil.  A instalação multimídia já está aberta à visitação e a conferência será realizada hoje, às 17h30. O espetáculo fica em cartaz nos dias 27 e 28 de março, às 20 horas, no Teatro Universitário Cláudio Barradas (TUCB), em uma realização da companhia de teatro portuguesa Éter - Produção Cultura, em parceria com a Escola de Teatro e Dança (ETDUFPA) e Instituto de Ciências da Arte (ICA) da Universidade Federal do Pará (UFPA).

A temporada do projeto em Belém teve início com a abertura, no dia 23, da instalação multimídia, que está aberta à visitação até o dia 28, com entrada franca. Intitulada O Sal da Terra, ela convida o público a interagir com sons e imagens de etnias guineenses e de índios da Amazónia, bem como elementos da natureza dos 2 países. A relação entre instrumentos musicais e padrões utilizados em artesanato constituem materiais estéticos desta instalação; movimentos e ações de indivíduos em linguagem influenciam imagens ou sons em tempo real. 

Já a conferência, que aborda o tema Vieira e o Quinto Império será realizada nesta quarta-feira, 25, abordando a tradição messiânica portuguesa desenhada na década de 1650, durante a estadia de padre António Vieira no Maranhão e no Grão-Pará. 

Com a Europa em estado de decadência religiosa (cisão Reforma/Contra Reforma), Vieira considerava que a salvação do mundo se encontrava na conversão dos milhões de índios e negros (América e África), como que perfazendo uma tenaz de pureza evangélica que abafaria a corrupção e o vício dominantes na Europa, sob a égide do exemplo de Cristo, instauraria uma época de paz.

O espetáculo - A história de Padre Vieira,  em Lisboa, na corte de D. João IV, e no Brasil, entre colonos ou índios do sertão, revela um homem de plurais atividades - missionário, diplomata, político, orador, profeta, escritor, nacionalista. 

O espetáculo "Vieira – O Céu na Terra" evidencia a atividade profética de Padre António Vieira e a sua intransigente defesa das profecias do Bandarra e do Quinto Império.

Com o ideal de união entre todos os povos num reino cristão de justiça, amor e abundância ele mantinha a atividade de pregador, como o mais insigne orador português, bem como o seu afã de justiça social, corroborado na denúncia contra o tratamento dos escravos, tratados como animais de carga, exigindo dos donos das canavieiras de açúcar um tratamento humano para os negros; na denúncia contra a exploração e escravização dos índios do Brasil promovida abundantemente pelos colonos brancos, e a sua defesa do judeu e cristão-novo. Esta última atividade tornou-o suspeito da Inquisição, tendo sido preso e condenado por este Tribunal.

Numa adaptação que contempla as realidades portuguesa, africana e brasileira, o projeto será apresentado em Belém e na Guiné-Bissau, relacionando artistas e instituições dos 3 países, o espetáculo reúne atores e músicos portugueses, guineenses e brasileiros e contará com a participação de estudantes de teatro da ETDUFPA e com atores e músicos d'Os Fidalgos, na Guiné-Bissau.

Nas diferentes cenas, as personagens, a música e as imagens revelam momentos da vida de Padre António Vieira, integrando cenas passadas em Belém do Pará e em Cacheu (antigo porto africano de transporte de escravos para o Brasil).

Serviço
Os ingressos para o espetáculo teatral será  R$20,00 (com meia entrada para estudantes). Mais informações pelo celular (91) 99601.0745 (Magda Bull - produtora). Teatro Universitário Cláudio Barradas fica localizado na  rua Jerônimo Pimentel, 546 (esquina com D. Romualdo de Seixas) no  bairro Umarizal, em Belém.

22.3.15

Teresa Salgueiro faz único show no Theatro da Paz

Ela já esteve antes em Belém, onde já se apresentou com o Madredeus, grupo lisboeta, que integrou por duas décadas, e com o qual esteve várias vezes no Brasil.  Mais uma vez na capital paraense, Teresa traz seu trabalho de carreira solo e nos apresenta “A Fortaleza”.

Durante 20 anos Teresa integrou o celebrado grupo musical português “Madredeus”, que vendeu mais de cinco milhões de discos em todo o mundo. Participou também, como atriz no filme “Lisbon Story”, de Wim Wenders. Em 2005, em paralelo à atividade do grupo, editou o álbum “Obrigado”, em que reúne muitas das suas participações ao longo de vários anos com artistas como Caetano Veloso, José Carreras, Angelo Branduardi, Aldo Brizzi, Zeca Balero, entre outros.

Após cessar a sua colaboração com o Madredeus, em 2007, Teresa gravou dois álbuns (“Você e Eu” e “La Serena”) em que explorou universos musicais diversos; e, a convite do compositor polaco Zbigniew Preisner, participou como voz solista no álbum “Silence Night and Dreams”. Com estes concertos subiu ao palco em várias cidades da Europa, Israel, Angola, Venezuela, Brasil ou México.

Entre 2008 e 2012 manteve uma série ininterrupta de apresentações com repertório que retratava as diferentes épocas, tradições, regiões e costumes Portugueses; com a Digressão “Voltarei à minha Terra” (baseada no disco “Matriz” que Teresa gravou em 2008), percorreu toda a Europa e visitou o Brasil, Peru, Colômbia e o México, mostrando a sua incrível versatilidade como intérprete. 

Em 2012 lançou “O Mistério”, álbum de músicas e letras autorais, a partir do qual se construiu “A Fortaleza”, que traz novos arranjos escritos pela cantora e a sua banda, para temas de autores portugueses que são referências do seu País, nos convidando a ir ao encontro de um horizonte onde se espelha a profundidade da experiência humana, guiados por uma voz única do panorama musical mundial.

O evento é uma realização do Instituto Cultural Lusófono, da Academia Paraense de Música e do Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult-PA), com apoio do Vice-Consulado de Portugal e Hotel Sagres.

“Aproveitamos esta agenda única de Teresa que contemplou o Brasil, para realizarmos o show em Belém, cidade em que a cantora já foi muito bem recebida pelo público, ao lado de Fafá Belém e Wagner Tiso”, afirma Ana Catarina Brito, diretora de Cultura da Secult. 

Serviço
Show “A Fortaleza”, da cantora portuguesa Teresa Salgueiro, dia 29 de março, às 19 h, no Theatro da Paz (Av. da Paz, s/n – Campina). Venda de ingressos na bilheteria do Theatro da Paz. Informações: (91) 4009- 8758/8759. 

20.3.15

Tributo a Jorge Ben com Juliana e Farofa Black

Ele chega aos 70 anos e a Black Soul Samba manda sua homenagem. Realizado pelo sexto ano consecutivo, o “Tributo a Jorge Ben”, em 2015, será comandando pela banda Farofa Black, com participação da cantora Juliana Sinimbu e sets especiais dos DJs Uirá Seidl, Eddie Pereira, Kauê Almeida e Homero da Cuíca. A festa já começou, desde às 21h, no Tábuas de Maré, corre lá!

Prestando homenagem a Jorge Ben, pela primeira vez, a banda Farofa Black preparou um show com quase duas horas de duração, cheio de canções marcantes como “Jorge da Capadócia”, “Vendedor de bananas” e “Take it easy my brother Charlie”, e emblemáticas como “Minha teimosia, arma pra te conquistar” e “O homem da gravata florida”. "Pegamos as melhores músicas dele de todos os discos, inclusive o considerado pela crítica como o mais conceitual, Tábua de Esmeraldas”, diz Renato Rosas, do Farofa. Juliana Sinimbu entra com gingado em músicas como “Bebete vãobora”. 

“Ela cantará as músicas que mais ama do Jorge Ben e nos declarou que adora a energia musical da banda. Ela sempre quis fazer uma participação conosco e esta será a primeira vez, dentro do nosso conceito de banda fazendo show especial. O ensaio foi genial cheio tem muito balanço", garante o músico.

Com cerca de 7 anos de trabalho, a Farofa Black começou a tocar um repertório de funk, soul, samba de raiz, samba rock, reggae, carimbó, hip-hop, realizando pequenas festas temáticas na casa de pessoas adeptas da música black e nas casas de shows da beira do rio a qual se apresenta todos os finais de semana. Seu próximo passo é o lançamento intitulado “Farofa Brasil Music”, que terá três músicas: "Ela é a tal", samba rock em parceria do vocalista da banda Renato Rosas com Dudu Neves; "Carpe Diem", funk soul em parceria com o poeta João Marcelo Rocha; e "Chega Mais" samba funk em parceria com Tiago Brigadeiro.

O Tributo a Jorge Bem desta sexta, 19 de março, terá ainda os set list dos DJs Uirá Seidl, Eddie Pereira, Kauê Almeida e Homero da Cuíca, levando ao Tábua de Marés não apenas os sucessos dos álbuns de Ben, mas também canções de lado B e muitas faixas dançantes, como “Minha Menina”, “Os Alquimistas estão Chegando”, “Taj Mahal”, “País Tropical”, “Fio Maravilha” e “Cadê Teresa?”; além dos ritmos tradicionais da música brasileira e do universo soul que marcam as festas da Black Soul Samba.

Serviço
Tributo a Jorge Ben na Black Soul Samba – Com Farofa Black e participação de Juliana Sinimbú. Nesta sexta-feira, 19, a partir das 21h, no Tábuas de Maré. Ingressos: R$ 20,00 (com meia para estudantes). Na Rua São Boaventura, 156, na Cidade Velha, próximo à Praça do Arsenal.

19.3.15

“Minha Ilha” leva ações educativas ao Marajó

Contemplado com o XIV Prêmio Marc Ferrez de Fotografia, da Funarte – Ministério da Cultura, o projeto “Milha Ilha – Campos abertos do Marajó” chega neste sábado (21), a Cachoeira do Arari, reunindo alunos do 9º ano da Escola Estadual Adaltino Paraense.

Idealizado pelo fotógrafo Octávio Cardoso, o projeto pretende registrar o vaqueiro e os campos do arquipélago, durante três viagens para fazendas de gado da região. A ideia é fotografar este trabalhador em momentos de transição: tanto do clima, entre as secas e cheias, quanto da própria prática de manejo do boi. Ao final, uma exposição será montada no Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém.

De acordo com Octávio Cardoso, o projeto é a consolidação de uma pesquisa fotográfica de quase 30 anos de viagens às cidades do arquipélago para o registro documental do vaqueiro, trabalhador que maneja o gado com desenvoltura – uma tradição passada de geração em geração e se reconfigura com os períodos de seca e cheia.

“O foco é a própria atividade do vaqueiro, um trabalho que exige habilidade tanto no ato de cavalgar, quanto no ato de laçar a rês, de cima de um cavalo. É um exercício quase ancestral de embate entre homem e natureza. Quero fotografar esse vaqueiro em um momento de transformações”, analisa Octávio.

A ação educativa será realizada com uma exposição com imagens dos vaqueiros e suas práticas cotidianas de trabalho. Os alunos também vão participar de uma oficina de fotografia, em que irão construir câmeras artesanais (chamadas de pinholes) e produzir as próprias imagens do local onde vivem.

Assim como no Liceu Mestre Raimundo Cardoso, em Icoaraci, que recebeu a ação educativa no início deste mês, os alunos com deficiência visual terão uma experiência sensorial para “ver” as fotos a partir placas de cerâmica, que têm o relevo de uma fotografia. O objetivo é reunir todos os alunos, de olhos vendados, para que toquem o objeto e tenham uma nova experiência sensorial.

“A experiência para os jovens que participam da oficina é muito interessante por despertar o olhar sobre a paisagem e a cultura, e pela construção de um objeto, que é a câmera artesanal.

A proposta da exposição com mídias táteis é possibilitar não só a acessibilidade dos portadores de deficiência visual, mas também oferecer a todos a percepção da imagem de outra forma”, diz Simone Moura, professora de arte, que vai conduzir a atividade em Cachoeira do Arari.

O fotógrafo Octavio Cardoso é paraense, nasceu em Belém, onde se formou em Engenharia Civil, pela UFPA. Começou a fotografar em 1984 na Fotoativa e em 1987 trabalhou no estúdio de Luís Braga. No início dos anos 1990 fundou juntamente com Miguel Chikaoka, Patrick Pardini e Ana Catarina Brito, a KamaraKó Fotografias, onde ficou até 1994. Paralelamente, até 1995, trabalhou como cinegrafista e diretor de fotografia na DCampos Produções e no projeto Academia Amazônia da UFPA.

Em 1995 criou a WO Fotografia juntamente com Walda Marques. Foi presidente da Associação Fotoativa de 2000 à 2007. Atualmente tem seu próprio estúdio e desenvolve trabalhos de documentação, publicidade. Possui obras no acervo do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), Centro Cultural Brasil Estados Unidos (CCBEU), em Belém, Museu do Estado do Pará (MEP).

Cia de Intérpretes Independentes chega a Belém

Vinda de Manaus (AM), a companhia apresenta “A vida começa pela memória”, nesta sexta-feira, 20, às 18h, na Fundação Curro Velho (Rua Professor Nelson Ribeiro, 287, Telégrafo), e no sábado, 21, às 20h, no Teatro Waldemar Henrique (Praça da República). A classificação indicativa é 16 anos. Entrada franca. 

De estética cenográfica inspirada na obra do fotógrafo tcheco Jan Saudek, “A vida começa pela memória” é  resultado  de  mais  de  dez  anos  de  investigações  de Ricardo Risuenho. O  interprete, encenador e médico também está em cena, ao lado de Anna  Raphaella. Os dois seguem com seus personagens por cenas, envoltos em uma rede de pesca - uma "rede de lembranças" - na qual projetam memórias  corporais  particulares  e  universais,  num  ambiente de suspensão e sonho.

A Companhia de Intérpretes Independentes surgiu no ano de 2003, a partir de um processo de pesquisa sobre o movimento dos membros superiores, que caracterizaria seu percurso nesses nove anos de existência, fornecendo-lhe uma linguagem estética específica.

Dirigida por Ricardo Risuenho, que trabalha com a expressão da dança contemporânea, paraense e residente um Manaus (AM), há 12 anos, a companhia realiza investigações teórico e práticas, propiciando a difusão desse conhecimento. Com um repertório de 13 espetáculos, que abordam produções com temáticas transversais nas diversas áreas do conhecimento.

Focando a difusão da cultura regional, a Companhia de Intérpretes Independentes trabalha a linha contemporânea na concepção cênica de seus espetáculos. E com isso, vem se consolidando através de expressivas encenações Brasil afora, dando sua contribuição para a formação técnica, processos de criação e pesquisas de caráter teórico e pragmático, fortalecendo aspectos sociais, artísticos e culturais da região amazônica no cenário nacional.

Além das apresentações, até sábado, a companhia também está ministrando uma oficina, das 8h às 10h, na Escola de Teatro e Dança da UFPA (Trav. Dom Romualdo de Seixas, 820, Umarizal). Nesta quinta, depois da oficina será realizada uma palestra, às 10h30, e no dia 20, haverá mesa-redonda, também logo após a aula da oficina, programação que se repetirá de 23 a 25, de 9h às 12h, na Casa das Artes (ex-Instituto de Artes do Pará) - Praça Justo Chermont, 236, ao lado da Basílica. Inscrições gratuitas. Apoio: Escola de Teatro e Dança da UFPA e Fundação Cultural do Pará. Informações: 3184-9110.

(com informações da assessoria de imprensa)

16.3.15

Maher Beauroy Trio em noite de jazz e convidados

O pianista francês Maher Beauroy promete encantar a todos os amantes de jazz, em uma apresentação única na cidade. Nesta quarta, 20, no Teatro Margarida Schivasappa, às 20h, com participação especial de Cacau Novaes, Renata del Pinho e o contrabaixista Minni Paulo Medeiros. Ingressos antecipadados na Aliança Francesa.

O show integra a programação do Mois de la Francophonie - Dia Internacional da Francofonia -, promovido pela Aliança Francesa. Beauroy, que é um dos grandes nomes do jazz contemporâneo. O pianista começou a tocar com 5 anos de idade e logo se familiarizou com o instrumento. 

Em Fort-de-France, aprimorou seus estudos em piano clássico, mas seguiu pelos caminhos do jazz e da música moderna dez anos mais tarde, no Service Municipal d'Action Culturelle (SERMAC), escola de arte criada por Aimé Césaire, na Martinica. 

Após a conclusão do ensino médio, Maher voou para Paris em 2005 e entrou para a faculdade de música e musicologia da Université de Paris Sorbonne e para o Conservatório Maurice Ravel (Paris 13º). Hoje em dia, o músico estuda no renomado Berklee College of Music em Boston e chama atenção da mídia internacional. Formado também por Michel Alibo e Daniel Dantin, o Maher Beauroy Trio surgiu após a descoberta de Beauroy sobre seu interesse em cantar e compor canções. Assim, o primeiro disco do trio veio em 2012, intitulado “Neg'Zagonal”. 

Baixista do trio, o também martiniquense Michel Alibo é graduado em estilos latinos, caribenhos e jazz. O artista se tornou profissional aos 16 anos e até hoje traz consigo uma experiência musical de grande diversidade, que vai do jazz ao funk, das músicas caribenhas às africanas. Com uma característica musical eclética e grande talento, grandes parcerias com artistas como o emblemático africano Salif Keïta ou os famosos europeus Eddy Louiss, Antoine Hervé e Michel Jonasz encorpam ainda mais a carreira de Michel Alibo.

Apaixonado por ritmos caribenhos, o terceiro integrante do trio é Daniel Dantin, baterista e percussionista nascido em Marselha, cidade na costa do mediterrâneo e uma das mais populosas da França.  Assim como Maher Beauroy, Daniel também estudou na escola de arte criada por Aimé Césaire, SEMARC, lugar no qual ele iniciou seus estudos. Após isso, o músico aprofundou o conhecimento no Conservatório Nacional de Havana, em Cuba. Daniel é também um dos apaixonados por ritmos caribenhos e tem uma visível desenvoltura neste estilo musical.

Internacionalmente comemorado no dia 20 de março, a grande festa da diversidade francófona tem por objetivo celebrar as culturas de todos os países que fazem parte do bloco chamado Francofonia, grupo que compartilha não apenas a língua francesa, mas também os valores humanistas disseminados pelo idioma. Assim, as comemorações que acontecem em todo o mundo neste dia, são estendidas durante o mês inteiro em Belém, em uma programação promovida pela Aliança Francesa.

Serviço
Show de jazz - Trio Maher Beayroy. Dia 20 de março, às 20h. Ingressos: R$ 10 inteira e R$ 5 meia-entrada. No Teatro Margarida Schivasappa (Tv. Gentil Bittencourt, 650).  O evento é promovido pela Aliança Francesa de Belém em parceria com a Região Martinica e com o apoio da Fundação Cultural do Pará.