19.8.24

Baterista amazonense realiza vivência em Belém

Ygor Saunier está realizando trabalhos de pesquisa sobre ritmos amazônicos no Pará e, a convite da Prefeitura de Belém, por meio da Fundação Cultural do Município (Fumbel), ele fará uma Vivência Percussiva na Sala Vicente Salles, no Memorial dos Povos, na próxima quinta-feira, 29 de agosto, a partir das 17h. A entrada é gratuita, mas são apenas 50 vagas, com entrega de certificado mediante inscrição via formulário online.

Destinado a alunos, professores, pesquisadores de música, percussionistas e demais interessados, o encontro promete ser um momento de intensa troca de experiências. 

Doutorando pela Universidade Estadual de São Paulo - UNESP, onde desenvolve estudos sobre o Marabaixo, Ygor Saunier é baterista e percussionista do Boi Caprichoso de Parintins (AM) e da banda italiana Gen Rosso, de pop rock e música étnica. Na vivência ele irá compartilhar com o público, os frutos de seus 15 anos de pesquisa sobre as manifestações culturais da região.

O músico traz uma trajetória conectada com a cultura amazônica, especialmente com o Estado do Pará. “As conexões das minhas pesquisas com Belém já vêm de muitos anos. Eu estive aqui pela primeira vez em 2014, quando vim realizar as pesquisas para o meu primeiro livro, Tambores da Amazônia: Ritmos Musicais do Norte do Brasil”, relembra Ygor. 

Naquela ocasião, ele se dedicou a estudar manifestações culturais como a Marujada de Bragança e o Carimbó de Marapanim, trabalhando diretamente com os mestres dessas tradições. “Eu gosto sempre de, nas minhas viagens de pesquisa, estar com eles, trocar ideias... Foi uma experiência muito especial”, acrescenta. Sua pesquisa se estende também a outras regiões do Pará, como o oeste paraense, onde investigou o Marambiré, em Alenquer. 

Para Ygor, a conexão com Belém e o estado do Pará é especialmente significativa. “Aqui, vejo o quanto vocês dão valor e se orgulham do que é amazônico e do que é de vocês, paraenses. O estado do Pará é muito rico culturalmente, com muitos ritmos e tambores, e isso é o foco de toda a minha pesquisa”, afirma.

No Brasil por seis meses, ele pretende concluir suas pesquisas de doutorado sobre o Marabaixo dos quilombos da capital do Amapá. Durante sua estadia em Belém, visitou o Museu Emílio Goeldi, onde encontrou registros de muitos dos tambores que integram seu estudo. Natural de Maués, no Amazonas, mesmo morando na Europa, ele mantém uma forte ligação com as tradições amazônicas, retornando anualmente para participar da banda oficial de arena do Boi Caprichoso em Parintins. “Este ano foi muito especial, e pretendo voltar sempre. E nunca perco essas ligações com esta região”, finaliza o pesquisador.

Serviço

Vivência sobre Ritmos Amazônicos. Dia 29 de agosto, às 17h, na Sala Vicente Salles - Memorial dos Povos (Av. José Malcher, 257). Entrada gratuita, mediante inscrições para certificados, pelo link: Inscrições gratuitas pelo link https://forms.gle/BMoYKt4N2W6hvDzx8 - 50 Vagas. Os participantes podem levar instrumentos percussivo para a vivência.

27a Feira do Livro traz várias atrações musicais

A 27ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes foi aberta neste sábado, 17, com uma grande revoada de Pássaros e homenagens à mestra de cultura popular, Iracema Oliveira, e ao escritor, Juraci Siqueira. Além da literatura, a música é também um ponto forte na programação que vai até domingo, 25 de agosto, no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém. 

Dividida em três espaços, Arena Multivozes, Arena das Artes e a Arena Amazônia, a programação literária é composta de um circuito de atividades culturais e artísticas. Palco central da feira, a Arena Multivozes será ambientada com intervenções artísticas, rodas de conversa e saraus. Já na Arena das Artes, espaço dedicado às crianças, será celebrado a infância por meio de teatros, histórias e apresentações lúdicas. A entrada é gratuita, das 9h às 21h. A realização é do governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult).

Na Arena Amazônia há shows todos os dias, às 20h, em palco montado no estacionamento do Hangar. Entre as atrações, a Amazônia Jazz Band, o Arraial do Pavulagem; Frutos do Pará e convidados; AQNO; Dona Onete; Carabao; Zaynara; Trilogia; e para encerrar o grande tributo ao Tonny Brasil, “Pai do Tecnobrega”, com produção da Agência Cultural Ampli Criativa.

O tributo reunirá mais de dez artistas, que celebram o legado de Tonny Brasil, reconhecido como um dos grandes ícones da música paraense. Entre as participações, Rebeca Lindsay, Hellen Patrícia, Gang do Eletro, Edilson Morenno, Marcelo Wall, Marcia Rocha, Kiko Neto, Sandro Aragão e Chico Salles. O repertório inclui grandes sucessos eternizados na voz e letras de Tonny Brasil, como “Oração”, “Sonho”, “Doce Mel”, “Cúmbia do Amor” e muito mais.

Artistas paraenses celebram legado de Tonny Brasil

Com 40 anos de carreira, Tonny Brasil faleceu em junho deste ano, aos 57 anos, deixando um legado de mais de duas mil músicas, que foram gravadas por artistas de renome nacional, como Marília Mendonça, Reginaldo Rossi, Gaby Amarantos e Joelma. Tonny é considerado o “Pai do Tecnobrega", gênero musical tradicional do Pará, que mistura batidas eletrônicas ao brega.

A técnica de enfermagem Marisa Siqueira, viúva de Tonny Brasil, aprovou a iniciativa. “Em meio à tanta saudade, fica a nossa gratidão por essa homenagem. A gente tem comentado que o Tonny Brasil não imaginaria o gigante que ele é e o quanto ele é querido pelos paraenses. Não iremos perder esse momento por nada. Lá de cima, ele também deve estar muito feliz”, emociona-se. 

A Gang do Eletro tem em Tonny Brasil uma de suas principais referências. Keila, integrante do grupo formado ainda por DJ Waldo Squash, Marcos Maderito e Will Love, promete um show repleto de sucessos, em celebração ao legado do “Pai do Tecnobrega”, a exemplo de “Una Cosa”, composição de Brasil gravada pela Gang do Eletro no seu álbum de estreia, em 2013.

“Tonny Brasil é um grande compositor, então a galera pode esperar um show com muitos hits. Vamos fazer essa participação com todo nosso carinho, mas também uma dor no coração, porque a gente preferia estar fazendo uma homenagem em vida. Mas é isso que a gente pode fazer agora, porque o Tonny merece muito por toda a sua contribuição para a nossa música”, diz Keila.

Quem acompanha os shows de Rebeca Lindsay sabe que as canções de Brasil fazem parte do repertório da cantora. Segundo ela, será um prazer participar do tributo. "Tonny é um grande nome da nossa música, dono de um acervo de composições incríveis. Ele foi e sempre será uma inspiração para mim e para muitos da nossa cena. Com certeza será um prazer inenarrável participar desse momento", destaca.

Serviço

Show-tributo a Tonny Brasil

Data: 25 de agosto (domingo)

Hora: 20h

Local: Hangar Convenções e Feiras da Amazônia (Av. Dr. Freitas, s/n - Marco)

14.8.24

Márcia Tiburi vem a Belém para congresso na UFPA

A filósofa, escritora, doutora e professora convidada da Université Paris 8, Márcia Tiburi,  confirmou que realizará a conferência de abertura do 1º Congresso dos Professores da Educação Básica em Língua, Linguagem e Literatura da Panamazônia (1º Cllimaz) e do 2º Encontro dos Egressos do ProfLetras da UFPA (2º Letrasvivaz), no dia 24 de setembro, no Centro de Convenções Benedito Nunes/UFPA, em Belém.

A expectativa é de reunir entre 800 a 900 professores e professoras da educação básica e superior para debater a educação ambiental, climática e a formação permanente, sobretudo em linguagens, considerando as realidades dos educadores e dos discentes panamazônicos.  

Márcia Tiburi abordará a temática: Ensinos e saberes das linguagens na Amazônia: entre vozes que gritam e a floresta que se levanta, sinalizando a importância de formação permanente que promova a interlocução política constante da diversidade cultural e da produção intelectual universitária com a educação básica e a sociedade, singularizando-se pelo compromisso efetivo do ensino médio, fundamental e superior com as causas climáticas e das populações da Panamazônia em defesa de um novo projeto de desenvolvimento sustentável para o planeta e para a vida. 

O professor da Universidade Federal do Pará  e presidente dos eventos,  Marcos Cunha, diz  que o 1º Cllimaz promoverá a interlocução entre os diferentes profissionais da área, pensará o ensino da linguagem para além da gramática tradicional e das variantes prestigiadas da língua portuguesa, além de  estimular a relação  com a educação  superior para discutir o ensino de língua, linguagem e literatura como ações de valorização humana dos sujeitos e de suas espacialidades na região panamazônica.

O 2º Letrasvivaz, segundo ele, viabilizará a formação continuada dos docentes da rede pública fundamental e básica a que se propõe o Programa de Mestrado em Rede Nacional em Letras. “Desde 2013, mais de 4,1 mil professores de Língua Portuguesa se tornaram mestres e atuam na área educacional brasileira”, destacando a abrangência desse programa em rede de formação continuada.

Os eventos são organizados pelo Programa de Mestrado em Rede Nacional em Letras (ProfLetras), Unidade Regional Norte, e tem o apoio institucional da Universidade Federal do Pará  (UFPA), do Instituto de Letras e Comunicação (ILC- UFPA) e o patrocínio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação(MEC). 

(Holofote Vrtual, com Kid Reis - Ascom UFPA/ProfLetras-Norte - Foto: Instagram de Márcia Tiburi)

13.8.24

ILQF reúne Abridores de Letras em Belém do Pará

Foto: Nailana Thiely
Dedicado a preservar e fortalecer esse saber popular, o Instituto Letras que Flutuam (ILQF) será lançado em Belém entre os dias 15 e 17 de agosto, com uma programação especial que inclui a exibição do documentário "Marajó das Letras", debates, oficinas para alunos das ilhas de Belém e um encontro inédito entre os artistas abridores de letras do Pará.

A Amazônia é região marcada pela força de suas águas, berço de uma tradição visual única: as caligrafias coloridas que adornam as embarcações ribeirinhas. Essas letras, cuidadosamente esculpidas pelos "abridores de letras", simbolizam uma expressão artística profundamente enraizada na cultura amazônica.

O ILQF, primeiro instituto voltado à cultura ribeirinha no Brasil, surge após 15 anos de pesquisa e promoção desse ofício singular. Fernanda Martins, idealizadora do projeto, enfatiza a importância dessa cultura visual na Amazônia, que, assim como a música e a dança, reflete os saberes locais e a identidade ribeirinha. “O homem amazônico, ao fazer cultura, traz o colorido para se sobrepor ao regime da natureza”, destaca.

Foto: Nailana Thiely
 O Instituto, que conta com um Conselho de Associados formado por profissionais de diversas áreas, visa garantir a preservação e a valorização desses artistas. Além de fortalecer a cultura visual amazônica, o ILQF também busca proteger os direitos autorais dos abridores de letras.

Durante o evento de lançamento, os abridores de letras terão a oportunidade de se reunir pessoalmente pela primeira vez, após anos de conexão virtual. A programação incluirá ainda oficinas de abertura de letras para alunos das escolas públicas das ilhas de Caratateua e Cotijuba, além de uma pintura coletiva com os mestres abridores.

Programação do Ciclo de Atividades

Local: Centro Cultural Bienal das Amazônias, R. Sen. Manoel Barata, 400 - Campina, Belém

15 de agosto (quinta-feira):  

 9h às 18h | Encontro de Formação para os Artistas Abridores de Letras (Sala Multiuso)

16 de agosto (sexta-feira):  

9h às 17h30 | Continuação do Encontro de Formação  

18h30 às 20h | Cine Letras + Bate-Papo com Fernanda Martins, Sâmia Batista e os Abridores de Letras (Hall de Entrada)

17 de agosto (sábado):  

9h às 12h | Ciclo de Oficinas de Abertura de Letras e Abrindo Paisagens para alunos da região das Ilhas de Belém (Sala Pequena/Biblioteca)

O ILQF é uma realização do Mapinguari Design e Letras que Flutuam, em parceria com o Centro Cultural Bienal das Amazônias, Instituto Peabiru e Fundação Escola Bosque (Funbosque), com patrocínio da Equatorial Pará, por meio da Lei Semear.

Adolfo Gomes e os cinemas de rua na Kamara Kó

Em um mergulho na memória afetiva dos cinemas de rua de Belém, o jornalista, curador e crítico de cinema Adolfo Gomes apresenta a instalação "Cinema em Cartaz(es)" na Kamara Kó Galeria. A mostra, que tem sua inauguração marcada para este sábado, 17 de agosto, às 10h, propõe uma viagem nostálgica às décadas de 1980 e 1990, quando a experiência cinematográfica era muito diferente da vivenciada nos dias atuais. A entrada é gratuita.

A exposição traz à tona a atmosfera dos cinemas de outrora, onde quase tudo possuía uma presença física tangível: cartazes, fotografias de still, panfletos de divulgação e bilhetes de entrada. A mostra busca resgatar essas memórias e reviver a época em que Belém contava com sete salas de exibição comerciais, como os icônicos cinemas Palácio, Olympia, Nazaré e Iracema, todos parte do circuito Luiz Severiano Ribeiro.

Naqueles tempos, a programação dos filmes era anunciada principalmente através dos jornais impressos, das rádios e de um serviço de "Disque Cinema". O mundo digital ainda era um conceito distante, e as redes sociais, inexistentes. A ida ao cinema era uma experiência comunitária e sensorial, longe da instantaneidade e das telas onipresentes dos dispositivos móveis.

Adolfo Gomes, ao longo de mais de 30 anos, reuniu um acervo valioso composto por cartazes, fotografias, bilhetes e outros itens que serão exibidos numa instalação que convida o público a vivenciar a nostalgia do cinema de rua, proporcionando a oportunidade de folhear revistas e livros de cinema enquanto ouvem trilhas sonoras icônicas.

Além da exposição, a programação contará com uma oficina e visitas mediadas pelo próprio curador, proporcionando uma imersão ainda mais profunda na história do cinema. A instalação estará em cartaz até 28 de setembro, com visitação gratuita de quarta a sexta-feira, das 14h às 18h, e aos sábados, das 9h às 13h.

Adolfo Gomes é uma figura reconhecida no cenário cinematográfico nacional, filiado à Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine). Com uma carreira dedicada à cinefilia, ministrou oficinas e foi curador de festivais e ciclos cinematográficos. Gomes também coordenou o Concurso Estadual de Críticas Cinematográficas "Walter da Silveira" e colaborou com diversas publicações especializadas.

Serviço

Abertura: 17 de agosto de 2024, às 10h

Visitação: Até 28 de setembro de 2024, de quarta a sexta-feira, das 14h às 18h, e aos sábados, das 9h às 13h

Local: Kamara Kó Galeria (Travessa Frutuoso Guimarães, nº 611, Campina, Belém-PA)

Entrada: Franca

Projeto: Selecionado pelo Edital de Artes Visuais – Lei Paulo Gustavo

12.8.24

Dança em Trânsito realiza espetáculos no Pará

Breve (Foto: Renato Mangolin)
Festival também oferece residências e workshops com acesso gratuito, de 16 a 20 de agosto, no Pará. A programação inclui ações na Ilha do Combú e nas cidades do sudeste paraense, além da capital Belém, com produção local da Cia. Waldete Brito. 

Em sua 28ª edição, o Dança em Trânsito, idealizado e realizado pelo Espaço Tápias, se reafirma como um dos maiores e mais abrangentes festivais internacionais de dança contemporânea do país ao percorrer suas cinco regiões, com programação em 33 cidades, envolvendo 31 companhias de dança de 12 países, no período de 20 de junho a 1º de outubro de 2024. 

E assim como no ano passado, retorna ao Pará. A primeira parada no estado ocorre na Ilha do Combu dia 16 de agosto (sexta-feira), a partir das 11h, no Espaço Oryba, com a apresentação dos espetáculos “La Medida Que Nos Ha De Dividir", do QABALUM (Pamplona, Espanha); "Descaminhos", do Afrobunker (Rio de Janeiro, RJ); e o espetáculo resultado da residência de criação realizada por Diego Pazó e Lúcia Burguete (Pamplona, Espanha), de 12 a 15 de agosto, na Casa das Artes. Estes dois últimos espetáculos serão reapresentados mais tarde, às 20h, no Estação das Docas, em Belém.

Foto: Riart Company
[Rafa Arenas - Idoia Rodriguez]
Qabalum Colectivo de danza
Ainda na capital paraense, dia 17 de agosto (sábado), às 10h30, ocorrem apresentações na área aberta em frente ao Teatro Margarida Schivasappa (FCP/Centur), com reapresentação de "Descaminhos", além de “Todo Este Ruído”, do QABALUM, e “Portátil", do Grupo Tápias (Rio de Janeiro, RJ). Ao meio-dia, o público é convidado a adentrar o Schivasappa para assistir ao espetáculo "Breve", da Esther Weitzman Cia de Dança (Rio de Janeiro, RJ).

Nos dias seguintes, o Festival percorre as cidades de Parauapebas (18/08), Canaã dos Carajás (19/08) e Curionópolis (20/08), levando os mesmos espetáculos apresentados em Belém, e ainda, o recém-criado “Fantasmas", do Grupo Tápias.

O 28º Dança em Trânsito é apresentado pelo Ministério da Cultura, através da Lei de Incentivo à Cultura, e conta com patrocínio master do Instituto Cultural Vale e patrocínio da Volkswagen Caminhões e Ônibus e Engie Brasil Energia.

A programação completa pode ser conferida no site:

https://www.dancaemtransito.com.br/para


BAH lança Serena numa jornada de autodescoberta

Intitulado "Serena", o EP estará disponível em todas as plataformas digitais a partir de 15 de agosto, composto por cinco faixas que exploram temas como vulnerabilidade, amadurecimento e autodescoberta.

BAH lança o primeiro trabalho refletindo sua jornada pessoal,  através de composições sinceras e melodias que capturam a essência de sua transformação interna e resultam numa fusão harmoniosa de elementos acústicos e eletrônicos, transitando entre a introspecção e a conexão com o mundo exterior. 

Serena é uma experiência sonora rica e significativa, que chega até nós, por meio do Edital de Música da Lei Paulo Gustavo, promovido pela Secretaria de Cultura do Pará. Cada faixa é uma peça de um quebra-cabeça emocional que BAH constrói, convidando o ouvinte a explorar as complexidades da mente e do coração. 

As quatro primeiras faixas do EP foram lançadas gradualmente como singles, nos meses de junho, julho e agosto de 2024. "Serena (Parte 1)", que marca o início dessa jornada sonora, foi lançada em 14 de junho, revelando o mergulho de BAH em sua escuridão interna em busca de sua verdadeira identidade. Em 23 de julho, o single "O Ar da Cidade" trouxe a angústia de viver em um ambiente sufocante e a busca pela paz interior. 

Já em 31 de julho, "A Chama" guiou os ouvintes por uma jornada de dor, busca interna, e, finalmente, cura e aceitação. "Florescer", lançado em 8 de agosto, celebra o fim das memórias dolorosas e a reconexão de BAH com sua verdadeira essência. O ciclo se completa em 15 de agosto com a faixa "Serena (Parte 2)", uma poderosa afirmação de autoaceitação, autenticidade e renovação.

Um pouco mobre BAH

Foto: Anna Suav
BAH é uma artista não-binária de 28 anos, nascida em Ponta de Pedras, na Ilha do Marajó, e atualmente residente em Belém. Suas músicas, que abordam temas universais como amor, cura e autodescoberta, um reflexo de autocompreensão e aceitação de si mesma. Com uma sonoridade que mescla Indie Pop, Lo-fi e Rock Alternativo, BAH utiliza seu discurso musical como uma ferramenta de diálogo sobre saúde mental, inspirando reflexões sobre autoconhecimento e serenidade.

A abordagem da artista combina seus estudos em musicoterapia cerebral e psicologia, onde  investiga elementos sonoros que evocam sensações de calma, introspecção e relaxamento, oferecendo ao público uma experiência emocional profunda e inspiradora.

Conheça

Instagram: @bah.musica 

Youtube: Youtube/Bahcanta 

Spotify: Spotify/Bah

Apple Music: Music.apple/Bah 

Mostra celebra legado de Paolo Ricci na Amazônia

O Centro Cultural do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) inaugura nesta quarta-feira, 14 de agosto, às 18h30, a exposição "Paolo Ricci: 53 Anos de Cores Ítalo-Amazônicas". 

O evento promete ser uma imersão na trajetória artística de Paolo Ricci, cronista, poeta, romancista e artista plástico de expressão internacional. A exposição, apresentada por sua filha, Marta Ricci, foi uma das propostas selecionadas pelo Edital de Pautas Externas 2024, e tem como objetivo resgatar e celebrar o legado de Paolo Ricci, destacando a intersecção entre suas raízes italianas e a cultura amazônica que tanto o influenciou.

Nascido em Lucca, na Itália, em 1925, Ricci mudou-se ainda jovem para a Ilha do Marajó com sua família, durante o auge do ciclo da borracha. Formado em Direito em Belém, ele exerceu advocacia e jornalismo por várias décadas, mas sempre com um olhar atento à cultura e à arte local. De origem européia, sua vivência no arquipélago marajoara acabou moldando-o como "homem amazônico", e isso refletiu em sua obra artística.

A carreira nas artes visuais, iniciou como autodidata, com apoio do pintor Leônidas Monte. Depois, Ricci prosseguiu seus estudos na Escola de Belas Artes de Salvador. Como um dos mais importantes artistas plásticos do Brasil, segundo o Dicionário de Artes Plásticas do Ministério da Educação, contribuiu significativamente para a cultura paraense, organizando exposições como "Artistas Plásticos Paraenses do Século XIX" e publicando obras de referência como "As Artes Plásticas no Pará".

Membro da Academia Paraense de Letras (APL) desde 1980, Ricci ocupou a cadeira de número 19, onde deixou um legado que continua a inspirar artistas e intelectuais. Faleceu em maio de 2011.  

Serviço

A exposição "Paolo Ricci: 53 Anos de Cores Ítalo-Amazônicas" abre nesta quarta-feira, 14, às 18h30. Visitação até o dia 14 de setembro, no Centro Cultural da Justiça Eleitoral do Pará - Rua João Diogo, 254, bairro da Campina, Belém-PA, ao lado do prédio sede do TRE-PA.

10.8.24

Cordel do Amor Sem Fim em cartaz no Gasômetro

Foto: Ricardo Romero
É a pedida certa para quem gosta de teatro e cultura popular. “O Cordel do Amor sem Fim ou A Flor do Chico", espetáculo da companhia Os Geraldos (Campinas/SP) está em cartaz, neste sábado, 10, às 20h, e no domingo, 11, às 19h, no Teatro Gasômetro. Indicado para toda família, com classificação de 14 anos. Ingressos gratuitos, com retirada 1h antes das apresentações, na bilheteria do teatro, no Parque da Residência. 

O musical brasileiro escrito por Cláudia Barral, dramaturga de Salvador (BA) , traz uma história emocionante com direção de Gabriel Villela, um dos diretores mais premiados do país e que também assina os figurinos e cenários. Mineiro, nascido em 1958, o diretor também assina o figurino e a cenografia do espetáculo, ressaltando a teatralidade barroca e características estéticas do imaginário, que o destacam desde a década de 1990 no cenário das artes cênicas no Brasil.

Além da visualidade, a trilha sonora do espetáculo também é impactante, tocada e cantada ao vivo por 12 pessoas em cena. Canções de Milton Nascimento, Maria Bethânia, Ney Matogrosso, entre outras ajudam a contar, numa narrativa popular, a história de três irmãs que vivem em Carinhanha, no sertão baiano, enfrentando os desafios do amor e do tempo à beira do Rio São Francisco. Um belo dia, a mais nova vai ao cais buscar farinha para o seu noivado e conhece um homem que muda a vida de todas elas.

Foto: Ricardo Romero
“A história se passa numa cidade à beira do rio e que tem tudo a ver com esse clima de Belém e é um espetáculo profundamente brasileiro e musical. Somos mais de 10 pessoas no elenco cantando, tocando. Convidamos a todos e todas para vierem se emocionar com este espetáculo. Estamos muito felizes em chegar a Belém”, conta Paula Guerreiro, atriz do espetáculo que interpreta a irmã mais nova.

Há 16 anos na estrada, o grupo Os Geraldos segue tendo como inspiração a cultura popular brasileira. Já se apresentou em mais de 100 municípios de três países e dez estados brasileiros. A peça em circulação já foi vista por mais de 10 mil pessoas em diversos festivais e cidades do Brasil. 

Em turnê norte e nordeste, além das apresentações, o grupo realiza oficinas numa residência artística que traz como foco a gestão cultural e o teatro musical brasileiro. Em Belém a s atividades foram realizadas na Escola de Teatro e Dança da UFPA. Depois da capital paraense, o projeto segue para São Luís, Recife e Salvador, em turnê que conta com o patrocínio do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Serviço

Espetáculo: "Cordel do Amor sem Fim - ou A Flor do Chico"

Data: 10/08 às 20h, e 11/08, às 19h

Local: Teatro Gasômetro (Av. Gov. Magalhães Barata, 830 - São Brás, Belém - PA)

Ingressos gratuitos retirados na bilheteria do teatro - No sábado, a partir das 19h, e no domingo, a partir das 18h.

Classificação: 14 anos

8.8.24

Memorial dos Povos retoma as ações no anfiteatro

O Memorial dos Povos Imigrantes, em Belém-Pa, retoma suas atividades de forma integral a partir desta sexta-feira, 9 de agosto, às 18h, com a reabertura do anfiteatro e a entrega das obras de revitalização do complexo cultural. Coordenada pela Secretaria de Urbanismo (Seurb) e realizada pela Fundação Cultural de Belém (Fumbel), a reforma recupera a estrutura física do local e reacende seu papel como espaço para a cultura e a arte na cidade.

A reabertura será marcada por uma programação cultural que reflete a diversidade e a riqueza da música amazônica. A partir das 18h, o público poderá visitar uma feira criativa com produtos e alimentos, seguida de apresentações musicais. 

Às 19h, a cantora Anna Suav sobe ao palco acompanhada da MC Bruna BG, trazendo um repertório que mistura hip-hop e reflexões sobre gênero, negritude e resistência. O encerramento, às 20h30, fica por conta da banda Lambada Social Club, que promete um show dançante com influências de guitarrada, brega e ritmos caribenhos.

Inaugurado em 2003, o Memorial dos Povos reúne espaços culturais como o histórico Palacete Bolonha, sede da Fumbel e do Museu Casa Francisco Bolonha, além da Sala Vicente Salles, das casas Dira Paes e Lira Maia, do Cinema Acyr Castro e do anfiteatro Maestro Celso Michiles Barreto. 

O complexo, projetado pelo arquiteto José de Andrade Raiol, foi concebido para abrigar uma vasta gama de eventos culturais, como feiras, exposições, shows e espetáculos de teatro e dança.

A presidente da Fumbel, Inês Silveira, destaca a importância da revitalização como um marco para a cidade: "Após alguns anos de pouca utilização, o Memorial dos Povos volta a ser um espaço ativo, disponível para os produtores culturais que desejam realizar seus projetos aqui". 

A obra de revitalização incluiu a substituição de toda a estrutura metálica, a recuperação do piso de tijolo maciço na área externa, a renovação da pintura interna e externa, além da troca de folhas de vidro da fachada, recuperação do piso de madeira, luminárias e fiação elétrica. 

Entre as novidades, destaca-se a instalação de uma lona tensionada sobre o anfiteatro, garantindo proteção contra intempéries e tornando o espaço ainda mais versátil para eventos ao ar livre.

Além da programação de abertura, o Memorial dos Povos abriga a exposição “Belém dos Imigrantes - História e Memória”, resultado de uma extensa pesquisa conduzida pelo Museu de Arte de Belém. 

A mostra celebra as etnias que ajudaram a moldar a identidade de Belém, com destaque para portugueses, japoneses, barbadianos, italianos, libaneses, ingleses, alemães, franceses, espanhóis e marroquinos. As imagens dos passaportes desses imigrantes, estampadas na fachada de vidro do memorial, lembram a rica herança cultural que esses povos trouxeram à capital paraense.

História - A história do Memorial dos Povos remonta a 1997, quando o Palacete Bolonha foi integrado aos bens da Prefeitura de Belém e passou por um processo urgente de restauração. 

A revitalização se estendeu às ruínas da antiga sede da União Espanhola, hoje a Sala Vicente Salles, e ao terreno ao redor, formando o complexo que homenageia os diversos povos que contribuíram para a formação da cidade. A atual obra contou com apoio de Emenda Parlamentar do Senador Paulo Rocha, e o projeto de paisagismo é da empresa NaMatta.

Serviço

Entrega das obras de revitalização do Memorial dos Povos Imigrantes. Nesta sexta-feira, 9, a partir das 18h, com programação cultural - Feirinha Criativa e Música ao vivo com Anna Suav e Bruna BG e do Lambada Social Club. Na Gov. José Malcher, 257 - Nazaré.