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30.7.20

Ana Clara e Natália Matos lançam "Luz de Verão"

O lançamento da canção, uma parceria entre as cantoras e compositoras, ameniza as distâncias e celebra as afinidades artísticas, além da amizade entre elas. Luz de Verão chega às plataformas digitais nesta sexta-feira, 31, e ao YouTube, em lyric vídeo. Os links serão divulgados nas redes sociais das artistas. Ana Clara e Natalia Matos bateram um papo comigo sobre esse "reencontro" musical, os desafios e as novidades de suas carreiras em meio a pandemia.

A letra é de Ana e a música, de Natália. Composta em 2017,  “Luz de Verão” ganhou forma com a criação coletiva do arranjo, que traz memórias afetivas da música paraense e do pop, em parceria com Eduardo Feijó (violão e guitarra) e participação de Márcio Jardim (percussão). A gravação foi feita entre junho e julho do ano passado, por Assis Figueiredo, no Estúdio Apce, em Belém, e Rafael Montorfano, no Estúdio Lamparina, em São Paulo.

Também em 2019, Ana Clara e Natália fizeram um ensaio especial para a música com a fotógrafa Nathalia Almeida. Os registros dessas memórias de verão se transformaram em lyric vídeo produzido por João Vaz. Tirar a faixa da gaveta foi uma busca pela aproximação em tempos de isolamento, e é também um pouco de nostalgia dessa atmosfera de um mês de julho solar.

“É uma forma da gente estar junto, morando em cidades diferentes. E pensando nesse verão tão atípico, esquisito, sem poder estar junto, sem poder estar na rua, isso é uma forma de trazer essa atmosfera, pelo menos em forma de memória, de lembranças”, diz Ana Clara.

Para Natália, a canção revela uma busca pela estética ou linguagem que represente a singularidade da trajetória de cada uma.  “A música tem essa construção melódica do brega, com um riff de guitarra. As duas bebem no brega paraense, a Clara no pop, que é mais rock; eu, nos Boleros, e no pop também. A gente tentou trazer uma linguagem que tenha um frescor, que represente esse encontro. Do olhar uma da outra, da troca”, diz Matos.

Luz de Verão é só a segunda parceria delas, que já teceram inúmeras outras que estão por vir a tona. “Somos muito próximas e já temos vários movimentos de compor juntas, a primeira parceria se chama A Cura, gravada no primeiro CD da Natália. Depois rolaram outros movimentos. Tem letras que enviei pra ela e que talvez venham a virar canções”, comenta Ana.

Mergulho em processos criativos e novos projetos

Foto: Nathalia Almeida
Nestes últimos quatro meses, as duas tem se permitido a processos criativos. Atualmente vivendo no Rio de Janeiro, Natália trabalha na produção de seu terceiro disco, produzido por Alexandre Kassin.

O primeiro single “Tempo Lento”, já lançado em abril, mostra um pouco do que vem por aí: um álbum de canções inéditas com arranjos que dosam o pop do seu segundo disco com a latinidade de seu disco de estreia e avançam na força da diversidade de suas composições. 

A cantora mudou de São Paulo para o Rio de Janeiro, no inicio do processo todo da pandemia. Tinha uma viagem marcada pra Belém, um show marcado no Sesc, onde já iria apresentar parte das músicas do novo disco.

 “Eu tinha feito isso já, num show no BNDS em janeiro, no Rio, e ia fazer também em Belém, e ia aproveitar também a viagem pra gravar o Clipe de Tempo Lento, que é uma música, que inclusive lancei na pandemia, mesmo sem clipe, então, estava num processo, antes de vim tudo isso. Esse é um disco de 08 músicas, que está pronto, são músicas inéditas”, conta Natalia Matos, que permanece no Rio.

Em um primeiro momento, ela diz que foi bastante desafiador, e que deu “uma travada”, mas que depois as coisas começaram a fluir. “Eu comecei a estudar bastante Violão, e nesse último mês, tenho feito lives, tocando minhas próprias músicas, que era uma coisa que eu não fazia antes. Eu também pude entrar mais de cabeça nesse estudo, claro que com esse incomodo, que é uma tragédia o que está acontecendo no entorno, e que afeta muito a gente”, diz.

Além do violão, ela também se dedica a pintura. “Eu já desenhava, mas nunca tinha experimentado pintar. Tenho pintado e gostado bastante desse processo, e acho que devo usar isso, inclusive, pras coisas pro disco”, reflete. 

Foto: Nathalia Almeida
Já Ana Clara tem feio letras e retomado o bordado, além de desengavetar projetos antigos e se manter nas atividades de produção de conteúdo para internet com o Coletivo Parquet (@coletivoparquet), como o quadro “O que traz o futuro?”, que, neste momento de pandemia, traz reflexões sobre o que está por vir.

“Esse ano pegou a gente de surpresa", diz Ana que considera essa situação desafiadora em vários níveis. "A gente, que tem o privilégio de ficar em casa, se vê as voltas com as incertezas, mas também podendo olhar pra alguns processos. Eu me voltei para as atividades criativas de uma forma muito intensa, é o que tem segurado a minha onda, desde o começo".

Ana Clara tem se dedicado muito a escrita, algo que sempre esteve presente em sua produção, mas que agora ela acredita poder se dedicar mais. "Estou tendo a oportunidade de olhar com a devida atenção, lancei, inclusive, uma série de textos sobre este momento nas minhas redes, chamada “Cartas dos Isolamento. É algo que eu já planejava fazer e calhou com esse momento de maior introspecção”, continua.

No bordado ela diz que vem se aprofundando “na variedade das possibilidades criativas”. E musicalmente, resolveu levar adiante um projeto de longa data: gravar um disco com o Meio Amargo, do músico e também compositor Lucas Padilha. “A gente estava aquecendo este processo, entrando já numa etapa mais prática, quando essa situação toda eclodiu. Então a gente está meio que devagarzinho retomando. Passado o susto inicial, os problemas que cada um teve que lidar, nas suas realidades particulares, a gente está cuidando”, conclui Ana Clara.    

Serviço
Lançamento do single Luz de Verão, de Ana Clara e Natália Matos, dia 31 de julho, em todas as plataformas digitais e com lyric video no YouTube. Os links serão divulgados nas redes das artistas.

Instagram:
@anaclara.nm
@natalia_matos

Facebook:
facebook.com/musica.anaclara
facebook.com/nataliamatosoficial

Ficha técnica
Luz de Verão (Ana Clara/Natália Matos)
  • Ana Clara – voz e microkorg
  • Natália Matos – voz
  • Eduardo Feijó – violão e guitarra
  • Márcio Jardim – percussão
  • Gravada por Assis Figueiredo no estúdio Apce Music, em Belém, e por Rafael Montorfano no estúdio Lamparina, em São Paulo, entre junho e julho de 2019. 
  • Mixada e masterizada por Assis Figueiredo.
  • Fotos de divulgação: Nathalia Almeida.
  • Design gráfico: João Vaz.

20.7.21

Naldinho e Ana Clara lançam canção em parceria

Naldinho Freire e Ana Clara
Fotos: Ketlen Santos e Tita Padilha, respectivamente

Ela é paraense e vem galgando uma carreira cheia de sutilezas e personalidade. Ele é paraibano, morou em outras cidades brasileiras até vir cair em Belém em 2016, onde morou até 2020, construindo uma história na cena paraense. De gerações diferentes, mas com afinidades em compartilhar música e poesia com o outro, Ana Clara e Naldinho Freire iniciaram parceira com a música Clareira, letra dela, música dele.

Ambos possuem trajetórias artísticas que já contam com shows e gravações. Ana Clara lançou o primeiro disco em 2015, já Naldinho, lançou o primeiro disco, um vinil, em 1995. Ana o conheceu quando ainda trabalhava na Rádio Cultura e o entrevistou à época em que o cantautor estava lançando, em Belém, o álbum “sem chumbo nos pés”, em maio de 2018, e, desde então vem acompanhando a carreira dele. “Acho o trabalho bem bonito e plural”, diz a cantora e compositora.

Ele tinha acabado de chegar na cidade e fez uma apresentação na Casa do Fauno, no Reduto, e assim concedeu algumas entrevistas na imprensa local. “Ana Clara, que era a apresentadora do programa Conexão, da Rádio Cultura, foi a primeira pessoa em uma rádio no Pará a me entrevistar”, lembra Naldinho que, mais adiante, por conta de sua ligação, também musical, com Natália Matos, acabou conhecendo o trabalho de Ana, pois as duas têm uma parceria também. Gostou do trabalho dela e este ano resolveu convidá-la, para comporem uma canção. 

“Nos comunicávamos de vez em quando, ele mandando atualizações do trabalho dele, e recentemente veio a conversa sobre compormos algo juntos. Eu lembrei dessa letra que eu tinha escrito há um tempinho, acho que fim de 2019 ou começo de 2020, que me pareceu ter a ver pra essa parceria e achamos que ela tinha um sentido forte nesse momento, uma luminosidade esperançosa que acho que calha bem pra agora”, comenta Ana.

A canção "Clareira", explica Naldinho, “traz um texto que condiz com o período que estamos vivenciando e nos convida a ficarmos atentos às fagulhas de esperança, fortalece a filosofia de que trata o multiartista Pedro Osmar - é coisa de poeta, navegar na contramão- , que através da música, das artes, conseguimos espantar o medo, baixar a febre”.

A canção, nessa primeira apresentação, vem com a voz dele, dois violões (cordas de nylon e aço) e uma sutil percussão (Moringa e ganzá). E é mais uma parceria em meio a uma invejável coleção que ele já possui. Residindo, hoje, em Santa Cruz de Cabrália, na Bahia, ele segue realizando inúmeras conexões, como tem feito em sua trajetória.

“Nesse período pandêmico tenho composto muito e construído parcerias à distância, portanto, chegou o momento de concretizarmos eu e Ana Clara uma parceria musical, eu na Bahia e ela em Belém do Pará. Ela me enviou o texto e fomos discutindo a melhor forma de trazê-lo para o universo da canção, chegamos ao formato que percebemos o diálogo texto-canção e que estávamos satisfeitos com a estética do trabalho musical. Após essa fase, iniciei o processo de gravação do registro audiovisual da canção e chegamos ao resultado que foi publicado no meu canal no Youtube”, conta ele.   

Projetos e novas parcerias   

Ana Clara e Lucas Padilha - Meio Amargo 
Foto: Tita Padilha

Ana Clara também coleciona boas parcerias. “Acho que as interações que a música possibilita são a minha parte preferida, entrar em contato com a visão do outro, aprender e contemplar caminhos diferentes, unir concepções.  Ele fez essa gravação que achei que ficou super bonita. Chegamos a pensar de eu colocar alguns elementos, também, só que como tô em fase de encerramento de dois projetos concomitantes, acabei não conseguindo fazer a tempo. Mas falei pra ele que gostaria de gravar junto quando for possível”, diz.

Ela acabou de lançar um clipe com o Meio Amargo, com apoio da Lei Aldir Blanc. A música chama-se "Golpe de Sorte", e está trabalhando o disco por meio de uma emenda parlamentar do então deputado Edmilson Rodrigues. Vem lançamento aí, em breve.

“O álbum já era um plano antigo, então estamos felizes de finalmente conseguir lançar, em breve. E também com o resultado, especialmente porque foi um processo desafiador pra gente produzir nesse período, sem reunir a banda e com cada integrante enfrentando diferentes tipos de dificuldades. Houve momentos em que achamos que não daria certo, por isso ver as músicas tomando forma tem sido muito gratificante”, conta a cantora.

Clareira, para ouvir no Youtube

Já Naldinho Freire,  tem recebido e provocado outros compositoras/es paraibanas/os, baianas/os, gaúchas/os, semeando sementes de sons e palavras para que se tornem árvores e frutificaram. “Em breve teremos um trabalho de composição com a compositora Ezra e o meu primeiro álbum o vinil "Lapidar", que está sendo trabalhado para ser lançado nas plataformas de streaming”, anuncia.

Diante desse corre artístico que cada um possui, por enquanto “Clareira” fica como está, até que as coisas possam convergir novamente. “Em conversas com Ana Clara já pensamos na possibilidade de gravarmos um single, um outro clipe com a participação dela , mas, o melhor é deixar fluir os acontecimentos em torno da canção, curtir esse resultado, divulgar para que as pessoas percebam a força dessa canção e o que ela tem a contribuir com esse momento que necessitamos de construir clareiras”, define Naldinho.

Para ouvir a música:

https://www.youtube.com/watch?v=yy6_CA4Z_7Y&feature=youtu.be

Mais sobre os compositores:

@naldinhofreireoficial

@anaclara.nm

12.10.21

Ana Clara e Meio Amargo lançam o segundo clipe

Ana Clara e Meio Amargo acabam de apresentar mais uma canção em parceria, “Ruído Branco”, faixa-título do disco que vem aí e que, à exemplo de “Golpe de Sorte” (lançada em maio), a nova música também ganhou vídeo dirigido por Erik Lopes e Tita Padilha. Estreia nesta quinta, dia 14.

Realizado de forma independente, o clipe foi pensado com uma abordagem bastante direta e desdobrando a estética das produções anteriores do grupo. Segundo Tita, “o processo veio muito inspirado na atmosfera visual do álbum, com os registros fotográficos que fizemos e a identidade visual criada por mim para o projeto [capas dos singles, peças de divulgação e arte do disco]”.

Pensando na sonoridade do trabalho, Tita e Erik tomaram como referências videoclipes de bandas dos anos 90, segundo ela “mais ‘simples’, com cenas de banda e cenas cantadas”, numa espécie de “homenagem a esse período tão influente nas nossas escolhas artísticas”.

Ainda sobre escolhas estéticas, Tita complementa: “As cores estão todas nesse território do ‘ruído branco’ e o projeto foi todo em parceria constante minha e do Erik. Acho que a gente é meio deslocado dessa criação muito pautada nas redes, em viralizar ou absorver alguma tendência visual que esteja em alta. A gente gosta de poder fazer um vídeo sem grandes ‘pirotecnias’, só com o necessário: a casa, a banda e o duo.”

Banda completa após períodos mais difíceis da pandemia

A participação da banda foi um aspecto especial na concepção do vídeo, sendo o primeiro reencontro da formação completa, que vinha gravando em grupos separados por conta da pandemia. Com o avanço da vacinação e algumas precauções, foi possível reunir todos para o registro.

“Ruído Branco”, composta por Ana Clara e Lucas Padilha entre 2016 e 2017, foi gravada no primeiro semestre por Assis Figueiredo no estúdio Apce Music e traz Ana Clara (voz e microkorg), Lucas Padilha (voz e guitarra), Rodrigo Sardo (guitarra), Eduardo Feijó (guitarra), Manuel Malvar (baixo) e Deni Melo (bateria). 

A mixagem e a masterização são de Iuri Freiberger, também produtor da faixa, junto com Ana Clara e Lucas. A produção do álbum que chegará em breve foi possível graças a um projeto realizado pela UFPA, PROEX, EMUFPA e FADESP, por meio do apoio de emenda parlamentar do então deputado federal Edmilson Rodrigues.

Serviço

Lançamento do videoclipe Ruído Branco, de Ana Clara + Meio Amargo, com direção de Erik Lopes e Tita Padilha, quinta, dia 14 de outubro. O single está disponível nas plataformas digitais.

Canal Ana Clara + Meio Amargo

https://www.youtube.com/channel/UCrJdlAgPoI7ve7oonElc7iQ

Ana Clara: 

https://www.instagram.com/anaclara.nm

Meio Amargo:

https://www.instagram.com/meioamargo


(Holofote Virtual com assessoria de imprensa)

12.4.14

Ana Clara e Meio Amargo lançam EPs no Boulevard

No show ‘Canções simples de depois’, Ana Clara lança seu primeiro EP “Canções de depois” em dois shows no Sesc Boulevard, junto com Meio Amargo, que também lança o EP Canções simples para pessoas complicadas

Ana Clara chega com Canções de depois, seu primeiro EP que anuncia os próximos passos de seu trabalho musical. O disco, gravado no ano passado por Ulysses Moreira e mixado pro Iuri Freiberger, terá lançamento de sua edição em digipack com quatro faixas em dois shows no Sesc Boulevard. 

O primeiro será dia 12 de abril, sábado, às 20h, no teatro, e o segundo dia 25 de abril, às 19h, no Café do Sesc Boulevard. Os dois shows serão junto com o projeto Meio Amargo, do parceiro Lucas Padilha, que também lança o EP de estreia, Canções simples para pessoas complicadas. Os CDs estarão à venda durante o show ‘Canções simples de depois’.

Ana Clara vem acompanhada de sua “banda de ursos”, formada por Marcel Barretto (guitarra), João Lemos (guitarra), Marcelo Damaso (violão e guitarra), Manuel Malvar (baixo) e Ulysses Moreira (bateria). O EP de Ana Clara – realizado com o patrocínio da Sol Informática, por meio da Lei Tó Teixeira & Guilherme Paraense, da Prefeitura Municipal de Belém – traz as músicas Que nem passarinho, O adeus veio depois, Eu mandei meu amor pro espaço e Polaroid sem cor.

Além destas, as apresentações ainda terão canções de outros amigos e parceiros e que estarão no primeiro álbum da cantora, que entra em estúdio no mês de abril para gravar o álbum completo com o produtor gaúcho Iuri Freiberger. Os shows terão participações especiais dos artistas convidados Sammliz e Jacob Franco (Projeto Secreto Macacos).

Em seu primeiro EP, Canções de depois, Ana Clara soube muito bem o que queria e escolheu cuidadosamente quatro canções para lançar, chamando músicos amigos com características particulares para acrescer ao som que buscava: o casamento entre o rock, a delicadeza e as distorções.

As músicas foram arranjadas pela banda com direção da cantora. Que nem passarinho, que já havia sido gravada em disco de seu pai, o compositor Emanuel Matos, ganhou uma versão mais venenosa, com solos barulhentos, três guitarras com pedais analógicos e pegada roqueira; O adeus veio depois é um rock com refrão grudento; Eu mandei meu amor pro espaço é uma leitura David Bowie de Totonho; e a balada pop Polaroid sem cor acaba soando com um flerte entre Camera Obscura e The Smiths.

O EP foi todo gravado por Ulysses Moreira no estúdio carinhosamente apelidado de “Dudu Sessions”, do amigo Eduardo Feijó, e mixado e masterizado por Iuri Freiberger.

Vinil – O EP Canções de depois também vem em uma caprichada edição em vinil de 10 polegadas, que será o primeiro lançamento do selo Discos ao Leo, primeiro selo paraense com lançamentos previstos apenas para vinil. A versão do EP em vinil ainda terá um lançamento especial sem data marcada.

Meio amargo - Meio Amargo é a alcunha do projeto solo do cantor, compositor e produtor Lucas Padilha. O EP Canções simples para pessoas complicadas, com quatro músicas, gravado no Estúdio Quarto Amarelo e produção de Lucas e Ivan Jangoux, terá lançamento físico na mesma ocasião do EP de Ana Clara.

O disco traz as músicas A outra história de Carl e Ellie, Bom rapaz, Conversas com o velho Jack e finaliza com Balada do marginal. A sonoridade do Meio Amargo caminha entre o folk-rock e “parece ter sido muito bem escolhida e trabalhada para ambientar essas reflexões em melodias intimistas, mesmo quando soam mais alegres”, revela Angelo Cavalcante no release do artista.

O Meio Amargo conta com João Lemos (guitarra), Erik Lopes (baixo) e Netto (bateria), integrantes das bandas Molho Negro, A Trip to Forget Someone e Turbo respectivamente. O EP tem também a participação especial do guitarrista Marcel Barretto, na faixa de abertura.

Serviço

Show “Canções simples de depois”.  Lançamento dos EPs de Ana Clara e Meio Amargo. Neste sábado, 12 de abril, às 20h, e dia 25, às 19h, no Sesc Boulevard. Entrada franca. Assessoria de imprensa: Se Rasgum Press: imprensa@serasgum.com.br.

26.1.17

Ana Clara estreia um novo show na Casa do Fauno

Ana Clara  começa seu 2017 com um show, hoje (26), na Casa do Fauno. Desta vez, não será um pocket, formato de apresentação muito utilizado pela artista em 2016. Em quarteto, a cantora terá no palco a companhia de Lucas Padilha (violão e guitarra), Manuel Malvar (baixo) e Ulysses Moreira (bateria), além de trazer em participações, três guitarristas parceiros, Marcelo Damaso, João Lemos e Ed Guerreiro. A apresentação inicia às 22h, na Aristides Lobo, 1061, entre Benjamin e Rui Barbosa.

O repertório vai reunir faixas do EP Canções de Depois, de 2014, lançado em CD em edição independente e vinil pelo selo Discosaoleo, e do álbum homônimo, lançado no ano passado pelo selo Na Music. 

“Nas participações especiais, Marcelo Damaso vai tocar ‘Zelda’, ‘Polaroid sem cor’ e uma versão de ‘Bird on the wire’ (Leonard Cohen), que eu venho cantando nos shows desde o ano passado. O João Lemos vai fazer ‘Flores e Refrigerantes’, ‘Ele sabe dançar’ (parceria nossa) e outra versão que venho fazendo, de “These boots are made for walking” (de Lee Hazlewood, clássico na voz da Nancy Sinatra). O Ed Guerreiro é meu parceiro em “Souvenir” (música composta com a Sammliz), mas nunca a tocamos juntos. É a primeira vez que o Ed vai participar de um show meu e que vai tocar essa música comigo”, diz Ana Clara.

A cantora paralelamente às apresentações que pretende fazer ao longo do ano, também está buscando e preparando repertório para um novo álbum. Diz que ainda não tem nada específico, mas acredita que desta vez haverá mais composições suas no trabalho.

“Possivelmente tocando algo também”, complementa ela que toca “um pouco” de microkorg nos shows, mas que não chegou a gravar no EP nem no disco. “Das gravações todas, só toco em “Zelda”, single que lancei no ano passado em parceria com o Meio Amargo”, revela.

Ana quer iniciar o novo trabalho “de mansinho”. Ainda não há nem previsão para gravar. “Meu disco ainda é recente, ainda vou trabalhá-lo, e vou começar aos poucos a pesquisa pra definir a linha do que vem por aí”, diz. Entre os possíveis compositores para o novo disco, porém, ela já revela nomes.

“Tem muita gente que admiro, ainda tô pensando, mas desde já sei que gostaria de ter de novo algo do Toni Soares (que já gravei no EP e no primeiro disco) e andei conversando com o Ronaldo Silva, gostaria de gravar algo dele”, continua. 

Projetos e antigas parcerias se fortalecem em 2017

Antes do novo disco, Ana Clara pretende desenvolver um novo projeto com Lucas Padilha. “Temos muita afinidade e várias composições juntos, queremos gravar um álbum em parceria”, revela. 

Outra parceria feliz de Ana Clara, que se afirma cada vez mais ao longo dos anos é com o produtor, jornalista e guitarrista Marcelo Damaso.

“Conheço o Marcelo há muito tempo e antes mesmo do nosso relacionamento, já conversávamos bastante sobre música, temos muitos gostos em comum”, diz a cantora. Marcelo participa da banda, gravou o EP e o disco e em ambos há composições com letras dele (“O adeus veio depois” e “Céu em dois”, as duas com música do Marcel Barreto, que também participou das gravações). 

“Mas ele não assinou a produção musical desses trabalhos. Eu fiz a direção geral nos dois e a produção musical no EP ficou com a parceria do Ulysses Moreira (responsável pelas gravações e que é também o baterista que me acompanha) e no disco com o gaúcho Iuri Freiberger”, ressalta.

Marcelo Damaso, porém, está sempre presente, trazendo sempre muitas contribuições. 

“Conversamos muito sobre o assunto, tocamos juntos em casa, trocamos ideias, já compusemos juntos. Ele deve estar presente como parceiro no próximo trabalho, mas devo repetir o formato de assinar a direção geral”, revela. 

“Este ano, a banda vai passar por mudanças, com a ausência de pessoas que vinham trabalhando comigo. Ainda estou refletindo sobre os novos direcionamentos, ainda não defini o formato pra esse momento que vai chegar”, continua.

Trabalho na rádio traz referências e novos horizontes

Junto a tudo isso, Ana Clara também é radialista e leva, na Rádio Cultura, um dos programas mais bacanas, na minha opinião, o Caleidoscópio. “Eu amo trabalhar na Cultura”, diz logo. A também jornalista entrou na emissora pouco depois de se formar, em 2006, depois de fazer um teste, e ficou por lá dois anos até que saiu para fazer outras coisas, entre elas, morar fora um tempo, na Europa. Retornou a Belém, e voltou à rádio em 2012.

“Além de adorar a linguagem do rádio, é uma forma de me manter atualizada sobre a música produzida no Brasil e aqui no Pará. Eu acho que isso se mistura na minha formação. Cresci em casa ouvindo música paraense e brasileira, música erudita, jazz – e muitas vezes ouvindo Rádio Cultura. Na adolescência, comecei a me interessar também pelo pop e o rock”, comenta.

“Acredito que todas essas referências se misturam na minha atuação profissional. E a rádio me enriquece com novas descobertas e me coloca em contato com conteúdos que talvez eu não conhecesse por conta própria, fico a par de coisas que vão além do universo daquilo que gosto, do que ouço em casa. Acho importante”, afirma.

No Caleidoscópio, Ana também fala de outras linguagens que não só a música. Este é outro ponto alto para ela que tem oportunidade de trocar ideias e também se informar sobre outras artes. “Estar em contato com outras linguagens que me interessam e que também fizeram parte da minha formação é um privilégio. Trabalhar pesquisando, divulgando e desbravando expressões de arte e cultura”, finaliza.

Serviço
Show de Ana Clara - nesta quinta-feira, 26, a partir das 22h. Valor: R$ 10,00 - incluso na conta. Casa do Fauno - Na R. Aristides Lobo, 1061, entre Benjamin e Rui Barbosa - Belém-PA. Outras informações: 91 3088.5858.

10.10.17

Ana Clara e Meio Amargo lançam série de vídeos

A dupla gravou quatro músicas com registros em vídeo, que serão divulgar online, nesta terça, 10, logo mais às 11h. Os links serão divulgados nas redes sociais dos artistas  músicas e começa a divulgar os registros online nesta terça (10), logo mais às 11h.

Um bom tempo de amizade e a grande afinidade conduziram à parceria musical entre Ana Clara e Lucas Padilha, da banda Meio Amargo, que têm também alguns pontos em comum nas trajetórias, cada um com um disco na bagagem. Ambos lançaram os EP's de estreia em 2014, inclusive dividindo as noites de shows no Sesc Boulevard na ocasião. Ana Clara lançou o primeiro álbum em 2015, homônimo, pelo selo Na Music – contendo uma composição de Lucas, "Sem Chão". 

Já o primeiro álbum do Meio Amargo veio em 2017, o independente "Tudo o que dissemos que não era". Paralelamente aos lançamentos “solo”, com a longa convivência, os direcionamentos semelhantes e as referências compartilhadas, foi natural o surgimento de várias composições, sintonia que tem resultado em alguns planos.

Em 2015, eles fizeram a primeira gravação conjunta, para a canção "Zelda", com os vocais dos dois, violão de Lucas, teclado de Ana Clara e mais Marcelo Damaso (guitarra), Manuel Malvar (baixo), Ulysses Moreira (bateria) e a mixagem de Murilo Faria (da paulistana Aldo The Band). Desde então, vieram outras composições em dupla e a ideia de gravar um disco em parceria no futuro. Antes de partir para a produção do álbum, Ana Clara e Meio Amargo pensaram em um formato mais compacto para registrar algumas músicas em vídeo. 

Em março de 2017, eles voltaram ao estúdio juntos para registrar quatro faixas, com vozes, teclado e violão. Gravaram "O Adeus Veio Depois" (do disco dela, composta por Marcelo Damaso e Marcel Barretto); "The Johnny Depp Song" (composta por Lucas, do disco dele); uma versão para "Sujeito de Sorte", de Belchior; e uma nova parceria, "Carta ao Descompasso". Eduardo Feijó assina a gravação, mixagem e masterização. Os vídeos foram realizados por Erik Lopes, Tita Padilha e Lucas.

Serviço
Lançamento dos vídeos Ana Clara + Meio Amargo, a partir de 10 de outubro (terça), às 11h, no canal da dupla no YouTube. O link será divulgado nas páginas: facebook.com/musica.anaclara / facebook.com/meioamargomusica.

16.12.11

Celebração no show "Antônimo e O Nome da Coisa"

De volta a Belém, esta semana, depois de dois anos de ausência initerrupta, o músico Antonio Novaes mostra ao público paraense a fusão de dois projetos que foram criados em São Paulo e na Europa. “Antônimo e O Nome da Coisa”, mais do que isso, será para ele uma celebração, pois vai reunir antigos e novos parceiros no mesmo palco. As cantoras Ana Clara, Gláfira Lôbo, Aíla Magalhães e Juliana Sinimbú e os músicos Patrick Florêncio (baixo) e Artur Kunz (bateria) estão confirmados. Além deles, o show ainda conta com participações especiais das guitarras de Renato Torres e Tom Salazar Cano. O show começa às 20h, no Teatro Cuíra.

O convencional nunca foi o forte de Antonio Novaes. Ainda bem. Depois de fundar a célebre banda A Euterpia  no apagar das luzes dos anos 90, surpreendendo a cena musical independente da época, ele se dedicou ao violão erudito e tocou na Orquestra de Violões do Conservatório Souza Lima, na capital paulista, onde também criou o projeto “Antônimo”, utilizando o teclado em estilo “retrô”. 

Depois, ele foi para os Estados Unidos e estudou jazz. Mas não se radicou por lá. Na Itália, onde mora atualmente, ele trabalha com teatro e musicoterapia, e desenvolve o projeto “O Nome da Coisa”, junto à cantora, também paraense, Ana Clara, e em parceria com instrumentistas italianos.

Sempre envolvido com a música, uma filosofia de vida para ele, Novaes quando esteve em São Paulo trabalhou no projeto “Musicando”, no Centro Cultural Banco do Brasil e em fevereiro, de volta à Milão, ele irá realizar um laboratório de educação musical, em um Centro Cultural da Província de Santo Stefano Ticino. O trabalho terá um viés Psicoeducativo, com a participação da psicóloga chilena Lilliete Meniconi, que também vive em Milão. 

Projeto Antônimo, em SP
“Para mim, a música é um caminho para ser um ser humano melhor. É profissão paixão, chega a ser até religião”, diz ele que abaixo fala mais de suas experiências fora do país, do show que será apresentado esta noite e dos projetos para o futuro.  

Holofote Virtual: O que representou pra você, sair de Belém para trabalhar e estudar música?

Antonio Novaes: Foi uma experiência muito enriquecedora, acho que sempre que a gente sai de uma zona de conforto tem-se a oportunidade de autoconhecimento. Sair do nosso país, na minha opinião, pode fazer a gente entendê-lo melhor. Mas acho que isso é uma questão de escolha e de oportunidade, qualquer lugar pode ser um grande lugar pra gente crescer, ser feliz”. 

Holofote Virtual: A sonoridade amazônica te influência? 

Antonio Novaes:  Sim, claro que me influencia, mas não sou um típico compositor da Amazônia, sou totalmente contaminado por todo o tipo de influência que me cerca, e não coloco aqui essa palavra "contaminado" como pejorativa, talvez só como uma forma de acentuar a não pureza quanto a essas referências na minha produção. No entanto, adoro, sou grande apreciador de muito do que se faz aqui, Mestre das Guitarradas, Metaleiros da Amazônia, Carimbó, Retumbão, Marabaixo e por aí vai... 

Holofote Virtual: São Paulo é um mercado aberto às experimentações? 

Antonio Novaes: Tendo já andado em algumas cidades fora do Brasil, e certamente isso não é uma novidade pra ninguém, São Paulo vai muito além de algumas cidades européias, apesar de algumas dessas cidades estrangeiras possuírem uma infraestrutura, digamos que, um pouco superior, em termos de agitação cultural, São Paulo não deixa nada a desejar. Lá eu comecei a trabalhar com teatro de narração e fiz também trilha pra uma peça chamada "Silêncio" com direção de Fabiana Monsalú. 

Novaes e Ana Clara com os músicos parceiros de Milão
Holofote Virtual: Como foram as experiências profissionais nos EUA e agora em Milão? 

Antonio Novaes: Nos EUA, em São Francisco onde fiquei um tempo, tive a honra de estudar um pouco de Jazz com Dee Spencer, uma pianista, arranjadora, cantora, professora e um ser humano de uma generosidade incrível. Também estudei um pouco de composição com Hafez Modirzadeh, um grande mestre, que busca uma música sem limites criativos, mas com clareza de comunicação, parece maluquice né? Mas é isso mesmo, foi uma experiência incrível. 

Na Itália, em Milão, estudo Teatro e Educação, além de fazer também trilha para uma série de monólogos de um ator de Roma que vive a Milão Giulio Valentine. Nesse projeto uso músicas minhas, algumas delas já com partes traduzidas para o italiano. Então, todo esse percurso certamente tem me proporcionado um crescimento pessoal que de alguma forma reflete na minha parte musical. E acho que de novo, trago uma reafirmação, sem falsa modéstia. Como digo numa canção do projeto Antônimo, somos "pequenininhos", apesar de sermos esse mundo de coisas. 

Holofote Virtual: Como funciona a fusão de “Antônimo” e “Nome da Coisa”, dois projetos criados em lugares e momentos diferentes? 

Antonio Novaes: A ideia desse show é trazer esse momento mais recente com a Ana Clara, junto com o Antônimo que comecei a desenvolver em São Paulo, um ano atrás com Bruno Duarte (Bateria) e Guima Mendonça e Fabio Martinez (Contrabaixo). Revezando entre esses dois baixistas, este projeto contou ainda com Isabela Lages, Sammilz e Marisa Brito nos vocais. O Projeto Antônimo, ainda assim, estava em fase de construção. Posso considerar aquele um momento de reinvenção e redescoberta musical. 

Já "O Nome da Coisa" é resultado do encontro com Ana Clara Matos na Itália, onde estou morando e ela também passou um ano por lá. Nesse encontro começamos a compor e junto com dois músicos italianaos, Andrea Pistorio (contrabaixo) e Carlo Attolini (Bateria), entramos em Studio. 

A Euterpia: saudades daquele abajour... no Brechó do Brega.
Holofote Virtual: A experiência com o grupo A Euterpia serve de embrião para todo este momento de agora? 

Antonio Novaes: Certamente! Eu me tornei músico na Euterpia. Ali que eu percebi uma das coisas que mais dava sentido pra minha vida, a música. A moçada da Euterpia na busca de seus objetivos, todos grandes músicos, pessoas formidáveis. O Tom faz uma participação neste show que será uma celebração de parcerias, em "Marylin", com A. Clara Matos e Raquel Leão.

Holofote Virtual: Você fica em Belém por quanto tempo e o que há de novo para 2012? 

Antonio Novaes: Fico em Belém até depois do natal, depois ainda passo umas duas semanas em São Paulo e retorno a Milão, passo ainda esse ano por lá, daí vamos vendo o que acontece. Quero tocar com o Antônimo e com o Nome da Coisa. Estamos fechando umas coisas pela Europa com esses trabalhos. Além é claro das trilhas pra Teatro e de projetos na área educativa. É muito bom voltar pra cá, são quase dois anos sem vir. Adoro esse lugar, minha cidade, aqui tenho família, grandes amigos, isso é insubstituível, mas a gente faz escolhas, mas sempre que puder, estarei por aqui!

11.8.16

Festival Se Rasgum toca a música paraense no Rio

Felipe Cordeiro
Brega, pop, guitarrada, tecno, instrumental, carimbó são sonoridades que vão marcar uma noite paraense em terras cariocas. A pluralidade da música do Pará, aclamada no Brasil e internacionalmente, agora aporta no Rio de Janeiro, no período festivo trazido pelas Olimpíadas e Paralimpiadas 2016. A Se Rasgum Produções, empresa que produz há 10 anos o Festival Se Rasgum em Belém, realiza uma edição especial, o “Festival Se Rasgum nas Olimpíadas”, no dia 17 de setembro na Fundição Progresso, com entrada gratuita. Este projeto integra a Mostra Funarte de Festivais de Música nas Olimpíadas.

A festa é gratuita e terá cinco shows com dez atrações do Pará na Lapa. O evento foi aprovado pelo edital Mostra Funarte de Festivais de Música nas Olimpíadas. A marca do show será uma verdadeira mistura sonora, com encontros inéditos e parcerias que já existem dentro e fora de estúdio, além de promover o encontro de gerações. 

A história e a música tradicional paraense estarão vivas no show de Pinduca; Manoel Cordeiro, que apresentam carimbó com roupagem contemporânea. Os dois trabalharam juntos pela primeira vez em 2016, na produção do 36o disco de carreira de Pinduca, uma bela compilação dos clássicos de carimbós, comacheiras e siriás que marcaram a carreira do cantor. 

Pio Lobato
A guitarrada, outro ritmo típico do norte do Brasil, soa forte no encontro de Félix Robatto & Pio Lobato, que farão uma homenagem ao Mestre Vieira, criador do ritmo. Os dois guitarristas - e pesquisadores da música latino-americana - mostram seus trabalhos de lambada, cumbia, tecnoguitarradas e outras vertentes com o suingue da guitarra paraense.

No festival, a poesia nortista de encantados e da vivência urbana estarão no show de Toni Soares & Ana Clara. Ele é um veterano na música paraense, pesquisador de ritmos tradicionais e propulsor da marujada de Bragança, sua cidade natal. As letras de Toni já encantaram multidões no Arraial do Pavulagem e foram gravadas por vários artistas. 

Uma delas é Ana Clara, que deu seu toque agridoce de rock, pop e profundidade dramática no primeiro disco, lançado em 2015, com estética jovem mas com maturidade musical. Desde então, a parceria dos dois já rendeu participações em shows e pela primeira vez dividem o palco num momento rico que mostra a singularidade da poética amazônica.

Ana Clara
Quem faz pop com traços da música paraense são os jovens Felipe Cordeiro & Luê, que participam da festa. O show contempla o trabalho já consagrado dos dois cantores e instrumentistas, mostrando como soa o experimentalismo de sonoridades e batuques regionais com pop, rock, progressivo de um lado, e lambada, guitarrada, marujada e toadas de boi do outro. 

Pluralizando ainda mais a noite, Strobo & Jaloo fazem um show eletrônico com influências da música tecno paraense e mundial. O instrumental da Strobo experimenta com programações e efeitos de guitarra e bateria que, nesta noite, encontram as batidas criadas por Jaloo, com estética essencialmente brega pop.

Misturas do Pará – A música paraense vêm protagonizando uma explosão criativa desde a primeira década do século XXI, tendo o Festival Se Rasgum grande participação como mostra que incentiva e impulsiona a variedade sonora desse estado. 

Em mais de 10 anos promovendo a música paraense em Belém, o Festival é uma das principais vitrines contemporâneas produzidas na Amazônia, peculiar pela sua regionalidade e originalidade nos flertes com gêneros universais. Artistas paraenses que se destacaram nos últimos anos no cenário nacional já passaram pelo palco do Festival Se Rasgum ao longo de suas dez edições, incluindo Gaby Amarantos, Mestre Vieira, Gang do Eletro, Felipe Cordeiro, Jaloo, Strobo e muitos outros.

Strobo
Uma das principais características do Festival é a de propor shows exclusivos, colocando dois artistas no palco que, mesmo que sejam de gerações e estilos musicais distintos, formam uma unidade para a apresentação. 

Em suas edições, o Festival Se Rasgum já uniu no mesmo palco shows como Violeta de Outono (SP) e Pio Lobato (PA), Mestre Vieira (PA) e João Erbetta (SP), Leoni (RJ) e Suzana Flag (PA), Proe.FX (PA) e Arcanjo Ras (SP), Odair José (GO) e Dead Lover’s Twisted Heart (MG), Los Porongas (AC) e Dado Villa-Lobos (RJ) etc. 

E seguindo esse formato de proposta artística, o Festival Se Rasgum fará a união de artistas paraenses no mesmo palco, tornando essa experiência ainda mais intensa e colocando alguns dos principais gêneros musicais do Pará se apresentando em um show exclusivo, unindo artistas que dialoguem entre si e de diferentes gerações.

Jaloo
Mostra de Festivais - O Se Rasgum integra a programação cultural do rio de Janeiro durante o período das Paraolimpíadas. No espaço da Fundição Progresso passará a música dos cinco cantos do País. 

Seis festivais que representam todas as regiões brasileiras vão participar da Mostra Funarte de Festivais de Música nas Olimpíadas, com shows que contemplam toda a variedade sonora da cultura nacional. 

Da região Sudeste, o selecionado foi “O Menor Festival de Jazz do Mundo”, da região Centro-Oeste o representante é o “Festival Vaca Amarela” e do Sul o “Morrostock”. 

Do Nordeste, foram selecionados o “Festival Coco de Nóis e do Mundo” e o festival “A Hora do Coco” e do Norte o “Festival Se Rasgum”. Cada um com uma programação diferente e gratuita, os eventos serão apresentados no mês de setembro, no período das Paraolimpíadas do Rio de Janeiro. A mostra realizada pela Funarte é realizada de 6 a 17 de setembro, às terças, sextas e sábados, a partir de 19h.

Festival Se Rasgum nas Olimpíadas
17 de setembro, a partir de 22h
Fundição Progresso – Rua dos Arcos, 24 – Lapa
Entrada gratuita

Palco Arena
22h - Toni Soares & Ana Clara
00h - Pinduca & Manoel Cordeiro
02h - Felipe Cordeiro & Luê

Palco São Sebastião
23h - Strobo & Jaloo
01h - Félix Robatto & Pio Lobato

11.12.11

Antonio Novaes volta a Belém com novo projeto

(Fotos: Rod Ferreira)
Depois de fundar uma das bandas mais interessantes surgidas por aqui no final dos anos 90, A Euterpia, e integrar o quarteto instrumental Até Jazz, o músico esteve em São Paulo, Estados Unidos e Milão aperfeiçoando seu talento musical. De volta a Belém, ele mostrará ao público, na próxima sexta-feira, 16, o resultado da junção de dois novos projetos “Antônimo e O Nome da Coisa”. 

Depois de um período na capital paulista, onde entre outros trabalhos, participou da Orquestra de Violões do Conservatório Souza Lima, dedicando-se ao violão erudito, Novaes decidiu ir para os Estados Unidos, estudar a linguagem do jazz, na San Francisco State University, na Califórnia, aproximando-se do piano. 

Antes acostumado a compor ao violão, de volta da experiência americana, com novas referências, Antonio Novaes montou em São Paulo o projeto “Antônimo”, no qual passou a utilizar o teclado em estilo “retrô”. O voo seguinte na carreira do artista foi para Milão, na Itália, onde, com a cantora Ana Clara, também paraense, começou a desenvolver o projeto “O Nome da Coisa” com mais dois instrumentistas italianos. 

O show “Antônimo e o Nome da Coisa”, então, traz a Belém pela primeira vez exatamente uma reunião destes dois projetos recentes da carreira do compositor, reunindo características em comum como o clima jazzístico na sonoridade e a mistura de referências internacionais às raízes amazônicas, sempre fortemente presentes no trabalho de Antonio Novaes.

Marcados pela ideia de promover o diálogo entre diferentes músicos, variando a formação da banda, e o destaque de vozes femininas, nos dois trabalhos, Antonio Novaes canta como solista ou em arranjos vocais, porém sempre ao lado de cantoras. 

Em Belém, as vozes femininas serão de Ana Clara, Gláfira Lôbo, Aíla e Juliana Sinimbú e, além de Antonio Novaes (voz e teclado), a banda contará ainda com Patrick Florencio (baixo) e Artur Kunz (bateria). Os músicos Renato Torres e Tom Salazar Cano também farão participações.

Serviço 
Show “Antônimo e O Nome da Coisa”, dia 16 (sexta), às 20h, no Teatro Cuíra, com Antonio Novaes, Ana Clara, Gláfira Lobo, Aíla, Juliana Sinimbú, Patrick Florencio (baixo) e Artur Kunz (bateria) e participações de Renato Torres e Tom Salazar Cano. Ingressos: R$15,00. Apoio: M.M. Produções e Doceria Abelhuda.

27.3.24

Elisa Arruda representa o Pará em mostra em SP

Fotos: Ana Alexandrino
A mostra "Gravadas no Corpo" traz um mapeamento de mulheres que pesquisam o corpo a partir da gravura e de processos gráficos no Brasil contemporâneo. Com curadoria de Ana Carla Soler, a exposição abre nesta quarta-feira, 27, no Bananal Arte e Cultura Contemporânea, na Barra Funda.

Elisa Arruda, artista paraense, é uma das  convidadas, ao lado de Ana Calzavara, Andrea Hygino, Cleiri Cardoso, Eneida Sanches, Leya Mira Brander, Gabriela Noujaim, Natali Tubenchlak, Nara Amelia, entre outras. 

Com curadoria de Ana Carla Soler, a exposição "Gravadas no Corpo" traz um mapeamento de gravuristas que investigam o corpo a partir da perspectiva da mulher. A mostra reúne o trabalho de 28 artistas em atividade no Brasil, que atuam no campo da gravura e de processos gráficos. 

Estão lá obras de Ana Calzavara, Andrea Hygino, Cleiri Cardoso, Elisa Arruda, Eneida Sanches, Leya Mira Brander, Gabriela Noujaim, Natali Tubenchlak, Nara Amelia, entre outras. A exposição abre hoje (27)  e pode ser visitada até 21 de abril de 2024, no Bananal Arte e Cultura Contemporânea, na Barra Funda, em São Paulo.

O mote propulsor dessa exposição é o corpo de trabalho de Käthe Kollwitz (1867-1945), desenhista, escultora e gravadora alemã, que em um cenário entre a I e a II Guerra Mundial, teve um papel fundamental nos movimentos antiguerra. Seus trabalhos trazem figuras femininas como protagonistas dos horrores causados pelo período bélico. 

São mães protegendo seus filhos, mulheres enfrentando a morte cercando seus entes queridos e a fome e a miséria provenientes das crises econômicas. No Brasil, o trabalho de Kollwitz ganhou projeção nacional no início do século XX, impulsionado pela crítica especializada. Mario de Andrade, Flávio de Carvalho e Mário Pedrosa foram críticos e escritores que escreveram importantes análises sobre sua obra.

O corpo feminino como inspiração e pesquisa

Tendo como inspiração as investigações de gravuristas mulheres sobre o corpo feminino, a exposição é dividida em três eixos. Um deles é "Onde cabe o corpo", que traz trabalhos que questionam as relações do corpo perante a sociedade, o meio ambiente e a natureza, com obras de artistas como Natali Tubenchlak, Andrea Hygino e Marina De Bonis. 

Outro núcleo é "Representação ou Autorrepresentação", que reúne trabalhos de artistas que investigam a própria imagem a partir das artes gráficas, incluindo obras de Ana Calzarava, Gabriela Noujaim e Cleiri Cardoso. O terceiro grupo chama-se "Narrativas gravadas" e trata de obras desenvolvidas a partir de obras literárias, contos, poesias ou que tenham em sua essência a construção narrativa. Nesse grupo estão obras de Nara Amelia, Leya Mira Brander, Hully Roque, entre outras.

O projeto é resultado da pesquisa da curadora, que estuda a presença feminina na gravura nacional. "O Brasil é uma referência mundial na gravura, sendo muito conhecido internacionalmente pela produção entre as décadas de 1940 e 1970, mas que nos últimos anos tem visto nos espaços contemporâneos cada vez menos trabalhos e artistas que exploram essa linguagem. Essa mostra é uma espécie de mapeamento que visa reunir importantes nomes da gravura contemporânea em conjunto. Além disso, carrega a ambição de ampliar o conhecimento tanto do público, como também de pesquisadores, críticos, curadores e agentes do sistema da arte sobre gravadoras que têm pesquisas sólidas em gravura", conta Ana Carla Soler.

Subjetividade, memória e corpo

Elisa transita entre a gravura, desenho, escultura e múltiplas linguagens. Com formação em design, arquitetura e atuação em artes, Elisa entende o trabalho como uma investigação sobre o corpo, espaço habitado, subjetividade e memória. Empresta de diferentes técnicas e suportes a potência da matéria em função da mensagem. 

Dessa maneira, em uma investigação contínua, se empenha sobre sua poética. Possui ampla participação em exposições individuais e coletivas, nacionais, regionais e internacionais. Indicada ao Prêmio PIPA em 2021, premida pelo prêmio Marcelo Grassmann de artes gráficas em 2021. Contemplada pelo 32º programa de exposições do CCSP (2022). Participou da I BIENAL das amazônias como artista convidada (2023). Teve a sua primeira exposição em museus públicos em São Paulo, com a exposição Deslocamento construtivo no Mube, sob a curadoria de Guilherme Wisnik e Olívia Abrahão (2023-24).

Artistas que participam da exposição:

Anabel Antinori (SP), Ana Calzavara (SP), Ana Clara Lemos (RJ), Ana Fátima Carvalho (MG), Andrea Hygino (RJ), Andrea Sobolive, Angela Biegler, Barbara Sotério, Beatriz Lira, Bruna Marassato, Camila Albuquerque, Catarina Dantas, Cleiri Cardoso, Elisa Arruda, Eneida Sanches, Gabriela Noujaim, Hully Roque, Julia Bastos, Julia Contreiras, Letícia Gonçalves, Leya Mira Brander, Luciana Bertarelli, Luiza Nasser, Marina De Bonis, Nara Amelia, Natali Tubenchlak, Patricia Brandstatter

Carla Soler  é curadora e pesquisadora, graduada em Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero (2008), pós-graduada em Direção e Gestão de Marketing pela Universidade de Barcelona (2010), especialista em Marketing Digital pela ESPM (2012) e graduanda em História da Arte pela UERJ (2024). 

Tem sua pesquisa direcionada à presença das mulheres no ensino e sistema da arte e busca trazer reflexões sobre os apagamentos históricos, possibilidades de releituras e novas narrativas para a história e o sistema em que a produção artística está inserida. É cocriadora do projeto digital Elas Estão Aqui (e @elasestaoaquinaarte), curadora no Coletivo Artistas Latinas (@artistaslatinas) e parte do coletivo MOTIM – Mito, rito e cartografias feministas nas artes. Ministra cursos que investigam as relações entre a Arte e a Comunicação (Site: https://anacarlasoler.com/).

Serviço

Exposição de arte "Gravadas no Corpo"

Curadoria: Ana Carla Soler

Data de abertura: 27 de março de 2024 (quarta-feira), das 17h às 20h

Período expositivo: de 27/03 a 21/04/2023

Visitação: quinta e sexta, das 12h às 18h. Sábado, das 10h às 16h

Local: Bananal Arte e Cultura Contemporânea

Endereço: R. Lavradio, 237 - Barra Funda, São Paulo - SP

https://www.instagram.com/bananal.arte

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24.5.14

“Antônimo” na teia musical de Antonio Novaes

Vi o show pela 3ª vez. As duas primeiras, nas apresentações realizadas, este mês, pelo Música na Estrada, em Parauapebas e Curionópolis. E mais uma vez, a performance da música do Antonio Novaes me alumbrou, como fez ao público das cidades do sudeste paraense, e também ao da plateia de Centro Cultural Sesc Boulevard, nesta sexta-feira, 23, oportunidade para ver, de maneira inédita, um show que de certo despontará em outros palcos.

No do Sesc Boulevard, eram 19h05. A cantora Cacau Novais, compõe os vocais, com Antonio, dando ao show os tons de contornos femininos, necessários. Theo Silva, no trompete, Príamo Brandão, no baixo, e Adriano Sousa, na bateria, complementam a banda, montada especialmente para estas apresentações, no Pará.

Aberto com “Calçada da Deselegância” (parceria com o compositor baiano Daniel Mã) o show trouxe no repertório músicas que farão parte do primeiro álbum de Antonio Novaes, “Antônimo”, projeto que ele desenvolve em São Paulo, onde está radicado, há seis anos.

Renato Torres e Puff
A noite seguiu com “Tenha Mais Cuidado”.  E ainda neste início, o público, já caloroso, foi surpreendido pela primeira participação da noite.  

Foi chamado ao palco, o músico, compositor e poeta Renato Torres, que cantou, “Toada Cluster”, parceria de letra e música com Antônio Novaes, a terceira do repertório.

Também foi chamado, para compor a cena com Renato, o saxofonista Marcos Cardoso, o Puff. “Vem pra cá Marcos Cardoso, um músico que admiro e que tem uma inteligência musical, incrível”, falou Novaes. A plateia gostou. E a teia musical construída pelo compositor, neste retorno a Belém, foi se evidenciando cada vez mais.

Cacau Novais
“Emoção de Fibra ótica”, a canção seguinte, chegou arrebatando. Logo no começo, o metal anuncia: 

“A tarde passa logo então te convém valorizar o ócio e esse teu vintém, já da pra ver, que cicatrizou, já da pra ver, que se cicatrizou, mas olha aí, mas olha aí, disfarçando a nostalgia feito um Faqui...”, diz a letra. E o piano chega junto...  e a música segue “... minha emoção de fibra óptica se derramou sobre o ecrã...”, como refrão.

O repertório ainda teve “Gelo”; “Roseado” e “Brechó do Brega”. Gravada originalmente no LP “Revirando o Sótão”, pela A Euterpia, a música, em 2013, ganhou nova versão, com Cacau Novais, no programa “Sala de Ensaio”, com Adamor do Bandolim, Lorena Brabo e Pio Lobato. Antonio ouviu, curtiu e nem pensou duas vezes para convidar a cantora para fazer parte de sua banda, por aqui.

Na plateia, Ana Clara Matos aguardava sua vez. Enquanto isso, vieram “Lixo”, “Dentro da Caixa" (parceria de letra com Rogério Nishizawa), e a participação de Natália. “Eu já vi algumas vezes este show e ainda assistiria muito mais”, comentou Natália Matos, assim que pisou no palco para fazer sua participação.  

Cacau, Natália, Theo
Eu vou chamar a Natália, agora, para uma participação. Ela vai cantar uma música dela, linda”, chamou o compositor. A canção foi “Você me ama, mas...”, executada já no final da apresentação. Era a décima música a ecoar no ouvido do público...

E Antonio Novaes chama Ana para cantar a penúltima música do show daquela noite. “Salve Zé”, já gravada com ela. A música feita em homenagem ao pai de Novaes é uma exaltação