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9.2.19

Itinerância e fase de estudio sem chumbo nos pés

Naldinho Freire, no estúdio Budokaos
Foto: Gabriel Freire
Após três anos germinado em estúdios e palcos no país e no exterior, o projeto “sem chumbo nos pés”, de Naldinho Freire, músico e compositor paraibano, radicado em Belém, chega ao formato de álbum. O blog passou uma tarde no estúdio Budokaos, onde o produtor Marcel Barreto está realizando a edição e pré-mixagem das 12 faixas do disco, e conversamos com o compositor, que prevê o lançamento para maio, em Belém do Pará, com participações especiais.

Naldinho Freire, 53, passou 6 anos afastado dos palcos até que iniciasse um processo inverso para gravar este que será seu quarto álbum. Em 1996, lançou, ainda em vinil, o LP Lapidar; em 2005, o CD Viandante e, em 2006, o CD Raízes, do qual se desdobrou o artigo “Quando as palavras são raízes”. Em 2008, lançou o DVD “Raízes Traços Contemporâneos”, que faz um diálogo entre a música de tradição oral do Nordeste Brasileiro e a música moderna, já trazendo o namoro do músico  com música eletrônica, presente neste novo trabalho.

De espírito poético e repleto de liberdade, envolvendo cerca de 30 artistas, alguns deles com participação no disco, até chegar nesta fase de estúdio, “sem chumbo nos pés” foi apresentado em Recife (PE), Belém e Icoaraci (PA), Rio de Janeiro e Niterói (RJ), Maceió (AL), João Pessoa (PB), Natal e Pium (RN), e ainda por Praia e Tarrafal, em Cabo Verde, Lisboa, Braga e Porto, em Portugal.

Nessa espécie de laboratório itinerante, por onde passava, Naldinho Freire não perdia a oportunidade de gravar com os músicos que encontrava pelo caminho e assim, o disco traz gravações feitas em estúdios de João Pessoa, Natal, Fortaleza e Praia, além de Belém, onde já está no terceiro estúdio, de onde já sairá para masterização e prensagem. Aqui, ele gravou também inúmeras participações, como da baterista Juliana Salgado e Gláfira, além de Lucas Torres (guitarra) entre outras, que ele ainda quer guardar surpresa.

Marcel Barreto
Foto de Naldinho Freire
Marcado pela canção, utilizando violão de madeira, corda de aço e nylon, em diálogo com a música eletrônica, sem chumbo nos pés consolida o flerte com os elementos dos sintetizadores e os bits eletrônicos, que já estavam de certa forma presentes no trabalho do Raízes Traços Contemporâneos. Tive oportunidade de ver o show, em outubro de 2017, no Teatro do Centro de Artes da UFF, última etapa do projeto Territórios da Arte, realizado pela universidade em parceria com a Funarte. 

O músico já estava acompanhado pela instrumentista paraense, Beá Santos. Já o tinha conhecido, antes, durante a passagem do projeto Territórios da Arte, por Belém em agosto daquele ano, e depois do desfecho nesta apresentação em Niterói, que contou com participação especialíssima da cantora e compositora Kátia de França e o do músico Pierre Caprez, o blog passou a acompanhar sua trajetória.

O artista fez apresentações em Belém, no Sesc Boulevard, no Núcleo de Conexões Na Figueredo e na Livraria da Fox Video, além de Icoaraci, no espaço Na Casa do Artista, numa parceria com a pesquisadora e produtora cultural Auda Piani, que viajou com o artista a Cabo Verde para participar de um evento de música e gastronomia. 

Um projeto de liberdade

Na entrevista a seguir, Naldinho conta mais detalhes sobre o surgimento e desdobramentos de um trabalho “sem chumbo nos pés”.


Naldinho Freire
Foto de Juliana Salgado
Holofote Virtual: Três anos num processo que, ao que tudo indica, não deve finalizar com o lançamento do álbum. Como foi tirar o chumbo dos pés e se lançar neste trabalho?

Naldinho Freire: Em 2016, eu ainda estava na representação da Funarte, mas chegava à noite em casa e ia abrindo as gavetas para revisitar coisas que eu tinha feito ao longo dos anos. Já no final daquele ano, comecei a fazer novas composições, e já recebia poemas de amigos, o que daria o norte do projeto que é cheio de parcerias. Foi quando vim de férias para Belém e mostrei as canções à Inês Silveira (produtora), entreguei a ela para ler, ouvir algumas coisas. Precisei ficar um pouco longe disso. Ela fez uma curadoria, e no universo de umas 60 composições, chegamos a umas 20.

O intuito era de chegar num repertório para um concerto, que finalmente acabei estreando, em janeiro de 2017, no Teatro Mamulengo, em Recife (PE). Fui experimentando. A cada momento, colocava uma, tirava outra, ia observando isso, a reação da plateia, os músicos que eu chamava para fazer participações e foi assim chegamos às 12 músicas do álbum.

Holofote Virtual: E como foi esse processo de gravar de forma itinerante com os músicos que você convidava a participarem dos shows nas cidades por onde passou o “sem chumbo nos pés”?

Naldinho Freire: Quando eu estava na cidade que eu queria e pretendia uma participação de um ou mais artistas, conseguíamos um estúdio e eu já gravava ali mesmo. Em João Pessoa, gravei com Pedro Osmar, e Adeildo Vieira, pessoal do Musiclube da Paraíba, as meninas Déa Limeira, Glaucia Lima, que são da minha época, anos 1990. Esse momento foi quando estava na circulação do show com Beá Santos, que inclusive fez a direção no estúdio dessas gravações, na Paraíba. 

Em Cabo Verde eu gravei a guitarra de Manuel di Candinho, a voz guia de Mario Lucio, e todo o meu violão guia. A guitarra ficou tão legal que a gente está utilizando essa guitarra mesmo no disco. Candinho toca muito é um virtuose da guitarra, mas também toca piano, é um grande músico.  O Mario Lucio, depois esteve em Fortaleza para um concerto dele, e lá ele colocou a voz definitiva. O Ivan Ferrarro, criador da Feira da Música de Fortaleza, nos ajudou a arrumar um estúdio. Esse trabalho traz muitas energias. Eles dois, aliás, virão para o lançamento do álbum aqui em Belém. 

Gláfira
Foto de Juliana Salgado
Holofote Virtual: Como é esse negócio de mostrar o trabalho antes e gravar depois? E de onde vem o nome do disco?

Naldinho Freire: Gravei meu primeiro vinil foi em 1993, lançado em 1995, e eu ainda não tinha experimentado essa situação. Mas depois me afastei e fui pra gestão pública, durante seis anos, quando saí da Funarte em 2017 precisava  mostrar outra coisa, o que eu tinha de novo, em outra proposta de trabalho, pois o que eu tinha era música ao vivo e resolvi me largar a compor na estrada. 

Já o nome do disco “sem chumbo nos pés”, vem de uma canção que traz essa frase. “Pássaros sem chumbo nos pés, nós somos pássaros também”, e é isso, temos essa possibilidade de voar de outra forma. Então isso foi naturalmente se formando a partir dessa experiência e eu adorei o processo. Não foi algo de caso pensado, direcionado para isso, de fazer processo inverso, foi naturalmente.

Holofote Virtual: Como você está conseguindo realizar esta fase de estúdio e lançamento, você conta com algum apoio?

Naldinho Freire: Ao residir em Belém e realizar a estreia do "sem chumbo nos pés" em 2017, tive a oportunidade de apresentar esse projeto que traz o intercâmbio cultural com artistas caboverdeanos ao Deputado Federal Edmilson Rodrigues. Assim, a proposta foi contemplada através de emenda parlamentar para a realização das gravações, da fabricação e do lançamento do CD, incluindo a vinda dos caboverdeanos para o concerto e ainda para  participarem de um seminário onde trataremos desse intercâmbio, tudo isso em convênio com a FACTUR e PROEX/ FADESP - UFPA.

Lucas Torres
Foto de Naldinho Freire
Holofote Virtual: Além da circulação de show você também difunde suas canções pelas redes sociais. As plataformas digitais estão acabando com a tradição de se gravar um disco fisicamente?

Naldinho Freire: Sim, difundo pelas redes sociais e estou em plataformas digitais, mas percebi que as pessoas quando vão a um show, elas querem levar algo do artista, quando elas gostam do trabalho. Mas é claro que as plataformas digitais são fundamentais na forma de distribuição, sem dúvida. 

Aliás, há mais 150 plataformas de música no mundo, e eu trabalho assim desde 2010. Naquele ano, durante a Feira Música Brasil, em BH, fiz contrato com a Quae, e acho que sou o único artista que não é de Minas que tem trabalho com esta empresa, que distribui seu trabalho para diversas plataformas. Este ano, por exemplo, recebi um link de uma plataforma da Rússia e outra da Coreia que têm música minha.

Acompanhe o trabalho do artista em suas redes sociais:

19.2.18

Concerto “sem chumbo nos pés” no palco do Sesc

Propondo um diálogo entre a canção e a música eletrônica, o espetáculo de Naldinho Freire em parceria com a paraense Beá Santos está de volta a Belém, no Centro Cultural Sesc Boulevard. Nesta quarta-feira, 21 de fevereiro, às 19h, com entrada franca.

O show traz informações musicais diversas, acumuladas por uma trajetória de mais 30 anos de fazer artístico. Filtrado por uma viagem pela poesia e pelas formas musicais adotadas pelo duo, o concerto traz canções inéditas como “Biruta” (Naldinho Freire e Lau Siqueira), “Surreal” (Naldinho Freire/ Kelcy Ferreira) e “Pretty Down” (Mario Lucio), entre outras, também compostas por vários parceiros e trabalhadas ao longo de 2016.

“Estabelecer conexões é a melhor forma de estar em todos os lugares ao mesmo tempo, ainda que simbolicamente. A arte nos proporciona essa vivência, Brasil, África, Europa… Minhas raízes têm um pouquinho de cada lugar”, diz Naldinho Freire.

“Sem chumbo nos pés”, o novo projeto do músico paraibano, com direção e produção musical da instrumentista Beá Santos, é o retorno de Naldinho Freire a composições mais pautadas pelo violão, como o instrumento norteador para as melodias e textos das canções, numa constante interlocução com a música eletrônica, proporcionando nuances que levam a patamares e recortes contemporâneos. 

“Todo artista é um pássaro”, afirma Naldinho. “E creio que nós precisamos dessas asas que nos levam a criar. 

O mundo é um espaço com seus pesos e cabe-nos fazer florescer a essência da leveza, pois a arte é uma das poucas coisas que nos abrem os olhos, a mente e o coração. É disso que eu trato neste novo projeto, marcado pelo meu momento pessoal e afetivo, mas também pelo contexto político que estamos vivendo”, comenta o artista.

Intitulado a partir da canção “Pássaros”, parceria de Freire com Pedro Osmar do grupo Jaguaribe Carne, no final de 2016, o projeto foi apresentado à produtora cultural paraense Inês Silveira, que realizou a curadoria musical e sugeriu canções que fazem parte do show que está em circulação, experimentação e em fase de produção fonográfica. 

O show estreou no Recife (PE), em janeiro de 2017, e foi apresentado no mês de abril na cidade de Praia, capital de Cabo Verde, e no município do Tarrafal – Ilha de Santiago/CV. No mês de agosto, estreou em Belém, e em outubro seguiu em turnê por alguns estados do Brasil, chegando ao Rio de Janeiro (RJ), Niterói (RJ), Recife (PE), J. Pessoa (PB), Pium (RN), Natal (RN) e Maceió (AL).

Em Alagoas (Foto: Divulgação)
Sobre o artista - Músico-educador, compositor e pesquisador, Naldinho Freire é paraibano, mas está radicado em Belém do Pará. Em 1995 lançou o LP Lapidar; com show homônimo. Viajou por várias capitais do Brasil e países da Europa. Participou dos Festivais realizados pelo SESC no Brasil durante os anos de 1995 a 2004. 

Em 2005, no projeto Misa Acústico, lançou o CD Viandante, gravado ao vivo no Teatro SESC Jofre Soares – Alagoas (BR). Em 2006 publicou, através do CD Raízes, sua pesquisa na música de tradição oral do Nordeste, integrando a Coleção Memória Musical do SESC (AL). Participou do CD Sound of Alagoas lançado em Berlim/GER por ocasião da POPKOMM. 

No período 2008 a 2010 realizou tournée de lançamento do CD RAÍZES na África, pelas Ilhas de Cabo Verde (Santiago, São Vicente e Sal), em Paris/FR, Toulouse/FR, Portugal (nas cidades de Tavira e Castro Marim) e em Rotterdam/NL.  Em 2010 através da Embaixada do Brasil em Cabo Verde, realizou concertos na cidade de Praia e São Domingos, e em 2011 e 2012, no Brasil, publicando o DVD Raízes: Traços Contemporâneos. Em maio de 2011, assumiu a representação da Fundação Nacional de Arte (Funarte/MinC), para as Regiões Norte e Nordeste do Brasil, permanecendo na função até dezembro de 2016. 

Serviço
Espetáculo musical "sem chumbo nos pés", de Naldinho Freire. Nesta quarta-feira, 21, às 19h. Entrada franca.

(Holofote Virtual com assessoria de imprensa do artista).

29.12.17

Tem músico paraibano na cena cultural paraense

Naldinho Freire é músico, educador, compositor e pesquisador. Nasceu na Paraíba (PB) e depois de ter passado por algumas cidades brasileiras, entre elas Maceió, em Alagoas, este ano passou a morar em Belém do Pará, onde já mergulha na cena cultural. O artista topou participar da retrospectiva do blog e falar do cenário da cultura no Brasil e do projeto  “Sem chumbo nos pés”, com o qual viajou o país este ano.

30 anos de carreira. Parcerias com poetas, escritores, compositores e músicos do Brasil e de Cabo Verde (país que o músico mantém um intercâmbio permanente). A ideia de residir em Belém veio por questões familiares.  “Minha companheira é belenense e decidimos que este ano, o Pará seria a nossa base e os planos se estenderão a 2018”, diz o músico.

Desde que se estabeleceu na capital paraense, o músico vem fazendo conexões, uma delas com Beá Santos, musicista paraense que o acompanha nos teclados e sintetizadores. Juntos já fizeram várias apresentações, numa turnê em outubro por algumas cidades brasileiras. Nas apresentações, a instrumentista também mostra seu trabalho autoral.

“Eu e o meu trabalho musical fomos e temos sido recebidos com muito carinho e respeito. Já conhecia algumas pessoas ligadas às artes, tenho ampliando esse território, construído parcerias e criado com muito esmero um tecido que vem me possibilitando atuar no estado do Pará, em outros estados do Brasil e outros Países”, diz Naldinho Freire.

Com Beá Santos, no Teatro Glauce Rocha da UFF em Niterói
Na discografia do artista está o LP Lapidar (1995) e o CD Viandante, em Alagoas (AL), lançado em 2005, através do projeto Misa Acústico. No CD Raízes, integrando a coleção Memória Musical do Sesc Alagoas (AL), em 2006, publicou pesquisa na área de música sobre tradição oral do Nordeste.

Naldinho também participa do CD Sound of Alagoas, lançado em Berlim (GER), na POPKOMM, e realizou turnê com o CD Raízes, na África, França, Portugal e Rotterdam (de 2008 a 2010). Realizou concertos na cidade de Praia e São Domingos, em Cabo Verde.

No campo das políticas públicas, o artista traz conhecimentos sobre as realidades e demandas culturais do Nordeste e Norte. Entre 2011 e 2016, Naldinho foi representante da Fundação Nacional de Artes – Funarte nestas duas regiões. Em agosto deste ano, o músico participou do Territórios da Arte, projeto trazido a Belém pela Funarte e UFF, no qual o blog também participou. Nos reencontramos em Niterói para a etapa final do mapeamento, no Territórios da Arte - Interculturalidades, onde tive a oportunidade de vê-lo em ação, já com Beá Santos. 

Foto: Elcimar Neves
Holofote Virtual: Como você analisa o ano de 2017 do ponto de vista cultural, dentro do atual contexto político? 

Naldinho Freire: 2017 foi ano em que percebemos com mais firmeza que as políticas públicas para área cultural no Brasil não é prioridade para o grupo que forçadamente está desgovernando o Brasil. Pois, com a extinção do Ministério da Cultura - MinC, e após sua recriação a partir da mobilização dos artistas, agentes culturais, políticos contrários à proposta, gestores e pessoas ligadas aos segmentos culturais, o MinC segue sem musculatura, vive desidratado, sem o diálogo com os que atuam nas áreas da cultura em nosso País. 

Diálogo que pelo qual lutamos muito e exercitamos na gestão do Ministro Gilberto Gil, e que vínhamos mesmo com dificuldades tentando manter nas outras gestões do MinC.  Em 2017 mesmo que algumas ações pontuais tenham acontecido através do MinC, as mesmas não tiveram lastro e nem perspectiva de construção coletiva. Temos servidores efetivos no Sistema MinC com grande potencial de conhecimento e envolvimento com a missão do Ministério, mas infelizmente sem investimento em ações transformadoras, esse recurso humano não é valorizado, e é perceptível o desestímulo de alguns servidores.  

Holofote Virtual: O que você citaria como exemplo de resistência diante desse quadro?

Naldinho Freire: Cito a tentativa grandiosa de sobrevivência dos que fazem a Funarte, o IPHAN, outros institutos, fundações, os que trabalham em escritórios regionais do sistema MinC que ainda não foram extintos, e que diariamente saem de suas casas, e se deparam com as consequências desse desgoverno. 

Portanto, diante desse contexto, os artistas, produtores culturais, agentes culturais, gestores e coletivos que atuam na área cultural, buscaram durante o ano de 2017 ferramentas de resistência, realizaram seus projetos independentes, com recurso financeiro mínimo, extraindo frutos das profundezas dos seus universos culturais, numa constante luta contra as intempéries geradas por essa descontinuidade governamental.

Holofote Virtual: Neste momento, como você tem trabalhado sua carreira?

Naldinho Freire: Também sou um resistente e nesse aspecto externei o trabalho musical que iniciei sua construção no ano de 2016, estreei no Recife/PE, em janeiro de 2017 o show “Sem chumbo nos Pés”, circulei com ele pela Ilha de Santiago - Cabo Verde/ África, por cidades do Sudeste, Norte e Nordeste do Brasil, e o mantenho ainda em processo de construção, a cada apresentação, estudando as possibilidades, percebendo como o público reage a cada canção apresentada, retirando ou acrescentando o que se faz necessário, e paralelamente sem pressa registrando as canções através de gravações em estúdio. 

Essa vivência mostrou-me vários caminhos, trouxe-me vários parceiros e amigos que contribuíram muito com essa construção. Reafirmou em mim o poder de voos infinitos que temos a partir do que idealizamos e buscamos praticar.

Holofote Virtual: Que projetos e ações você acredita que tem feito a diferença neste cenário e quais foram tuas principais conquistas e aprendizados?

Naldinho Freire: Os projetos que incluem o intercâmbio cultural. Entre minhas conquistas está a construção do trabalho “Sem chumbo nos Pés”, com ele permanece o aprendizado que é constante: a percepção do outro, de seus universos, e a nossa posição nesses universos, a forma de agir, interagir e dialogar com as diferenças e os diferentes.

Holofote Virtual: O que esperar para a cultura em 2018?   

Naldinho Freire: Percebo que 2018 não deve ser um ano de espera, penso que deveremos potencializar o uso das nossas ferramentas de resistência. Será um ano que teremos eleições em vários níveis e o nosso trabalho deverá multiplicar-se, para que o voto que é uma das nossas armas possa de fato contribuir com a transformação da realidade política que vivenciamos.

A cultura, seus agentes e suas ações diárias serão de fundamental importância nesse processo. Pessoalmente, darei continuidade ao trabalho musical “sem chumbo nos pés” e continuarei a trabalhar com ações que gerem o intercâmbio cultural.

20.7.21

Naldinho e Ana Clara lançam canção em parceria

Naldinho Freire e Ana Clara
Fotos: Ketlen Santos e Tita Padilha, respectivamente

Ela é paraense e vem galgando uma carreira cheia de sutilezas e personalidade. Ele é paraibano, morou em outras cidades brasileiras até vir cair em Belém em 2016, onde morou até 2020, construindo uma história na cena paraense. De gerações diferentes, mas com afinidades em compartilhar música e poesia com o outro, Ana Clara e Naldinho Freire iniciaram parceira com a música Clareira, letra dela, música dele.

Ambos possuem trajetórias artísticas que já contam com shows e gravações. Ana Clara lançou o primeiro disco em 2015, já Naldinho, lançou o primeiro disco, um vinil, em 1995. Ana o conheceu quando ainda trabalhava na Rádio Cultura e o entrevistou à época em que o cantautor estava lançando, em Belém, o álbum “sem chumbo nos pés”, em maio de 2018, e, desde então vem acompanhando a carreira dele. “Acho o trabalho bem bonito e plural”, diz a cantora e compositora.

Ele tinha acabado de chegar na cidade e fez uma apresentação na Casa do Fauno, no Reduto, e assim concedeu algumas entrevistas na imprensa local. “Ana Clara, que era a apresentadora do programa Conexão, da Rádio Cultura, foi a primeira pessoa em uma rádio no Pará a me entrevistar”, lembra Naldinho que, mais adiante, por conta de sua ligação, também musical, com Natália Matos, acabou conhecendo o trabalho de Ana, pois as duas têm uma parceria também. Gostou do trabalho dela e este ano resolveu convidá-la, para comporem uma canção. 

“Nos comunicávamos de vez em quando, ele mandando atualizações do trabalho dele, e recentemente veio a conversa sobre compormos algo juntos. Eu lembrei dessa letra que eu tinha escrito há um tempinho, acho que fim de 2019 ou começo de 2020, que me pareceu ter a ver pra essa parceria e achamos que ela tinha um sentido forte nesse momento, uma luminosidade esperançosa que acho que calha bem pra agora”, comenta Ana.

A canção "Clareira", explica Naldinho, “traz um texto que condiz com o período que estamos vivenciando e nos convida a ficarmos atentos às fagulhas de esperança, fortalece a filosofia de que trata o multiartista Pedro Osmar - é coisa de poeta, navegar na contramão- , que através da música, das artes, conseguimos espantar o medo, baixar a febre”.

A canção, nessa primeira apresentação, vem com a voz dele, dois violões (cordas de nylon e aço) e uma sutil percussão (Moringa e ganzá). E é mais uma parceria em meio a uma invejável coleção que ele já possui. Residindo, hoje, em Santa Cruz de Cabrália, na Bahia, ele segue realizando inúmeras conexões, como tem feito em sua trajetória.

“Nesse período pandêmico tenho composto muito e construído parcerias à distância, portanto, chegou o momento de concretizarmos eu e Ana Clara uma parceria musical, eu na Bahia e ela em Belém do Pará. Ela me enviou o texto e fomos discutindo a melhor forma de trazê-lo para o universo da canção, chegamos ao formato que percebemos o diálogo texto-canção e que estávamos satisfeitos com a estética do trabalho musical. Após essa fase, iniciei o processo de gravação do registro audiovisual da canção e chegamos ao resultado que foi publicado no meu canal no Youtube”, conta ele.   

Projetos e novas parcerias   

Ana Clara e Lucas Padilha - Meio Amargo 
Foto: Tita Padilha

Ana Clara também coleciona boas parcerias. “Acho que as interações que a música possibilita são a minha parte preferida, entrar em contato com a visão do outro, aprender e contemplar caminhos diferentes, unir concepções.  Ele fez essa gravação que achei que ficou super bonita. Chegamos a pensar de eu colocar alguns elementos, também, só que como tô em fase de encerramento de dois projetos concomitantes, acabei não conseguindo fazer a tempo. Mas falei pra ele que gostaria de gravar junto quando for possível”, diz.

Ela acabou de lançar um clipe com o Meio Amargo, com apoio da Lei Aldir Blanc. A música chama-se "Golpe de Sorte", e está trabalhando o disco por meio de uma emenda parlamentar do então deputado Edmilson Rodrigues. Vem lançamento aí, em breve.

“O álbum já era um plano antigo, então estamos felizes de finalmente conseguir lançar, em breve. E também com o resultado, especialmente porque foi um processo desafiador pra gente produzir nesse período, sem reunir a banda e com cada integrante enfrentando diferentes tipos de dificuldades. Houve momentos em que achamos que não daria certo, por isso ver as músicas tomando forma tem sido muito gratificante”, conta a cantora.

Clareira, para ouvir no Youtube

Já Naldinho Freire,  tem recebido e provocado outros compositoras/es paraibanas/os, baianas/os, gaúchas/os, semeando sementes de sons e palavras para que se tornem árvores e frutificaram. “Em breve teremos um trabalho de composição com a compositora Ezra e o meu primeiro álbum o vinil "Lapidar", que está sendo trabalhado para ser lançado nas plataformas de streaming”, anuncia.

Diante desse corre artístico que cada um possui, por enquanto “Clareira” fica como está, até que as coisas possam convergir novamente. “Em conversas com Ana Clara já pensamos na possibilidade de gravarmos um single, um outro clipe com a participação dela , mas, o melhor é deixar fluir os acontecimentos em torno da canção, curtir esse resultado, divulgar para que as pessoas percebam a força dessa canção e o que ela tem a contribuir com esse momento que necessitamos de construir clareiras”, define Naldinho.

Para ouvir a música:

https://www.youtube.com/watch?v=yy6_CA4Z_7Y&feature=youtu.be

Mais sobre os compositores:

@naldinhofreireoficial

@anaclara.nm

21.9.21

Naldinho Freire relança Lapidar em formato digital

Naldinho Freira
Foto: Mikaela Pasa
As canções do LP LAPIDAR, lançado originalmente em forma de vinil, ganharão as plataformas da música nesta sexta-feira, 24, com direito a live, a partir das 19h, com o músico e compositor Naldinho Freire. A transmissão é pelo canal oficial do artista, no youtube. 

Lançado pela primeira vez em 1995, O LP LAPIDAR - selo Caravela Records e distribuição da Warner Music Brasil - contém 10 faixas que falam sobre sua vivência cultural no bairro em que nasceu, em João Pessoa, e suas experiências e anseios como um jovem artista na busca da construção de uma arte transformadora.

Para Naldinho, o momento é de felicidade em poder lançar o LP de uma forma mais acessível buscando trazer a tona suas vivências dos anos 90 em contrapartida ao momento vivenciado hoje de pandemia: "As minhas expectativas são as melhores em trazer essa vivência para esse momento, principalmente por se tratar de uma pandemia, me reconectando com o período em que vivi nos anos 90. Espero que as pessoas gostem dessa remasterização, tanto as que possuem o LP e poderão ter um acesso melhor, quanto as que ainda não conhecem meu trabalho".

Lançar LAPIDAR de forma digital é dar mais acesso ao público de poder conhecer o início da carreira do cantor e de expandir ainda mais o seu trabalho, uma vez que a internet é um dos caminhos que sempre está crescendo e em que todos estão inseridos. É um novo contexto de lançamento comparado ao que se tinha no ano de 1995.

A carreira de Naldinho Freire registra um vinil, três CDs, um DVD, participações em coletâneas músicas, concertos em várias cidades do Brasil e europeias. No ano de 2019, em Belém do Pará, lançou o seu quarto álbum de título “sem chumbo nos pés”, e realizou turnê pelo Nordeste e Sudeste do Brasil, além de apresentá-lo em Cabo Verde, na  Argentina e em Portugal. 

“LAPIDAR” 

- Lançamento: Caravela Records. 

- Distribuição: Warner Music Brasil. 

Link para o pre-save:

https://fpt.fm/app/30266/lapidar

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Serviço

Live Naldinho Freire - lançamento digital do LP LAPIDAR (1995). Live nesta sexta-feira, 24, às 19h, n no youtube Naldinho Freire Oficial - bit.ly/youtubenaldinhofreireoficial

(Edições do Holofote Virtual, com texto produzido por Pei Shung Fon, estudante de Relações Públicas e voluntária no projeto de extensão Bureau de Comunicação Comunitária da Agerp/Cos/Ufal, sob orientação coordenação da professora Manuela Callou e da adjunta Keka Rabelo).


15.1.21

Legítima Defesa chega com clipe nas plataformas

Foto: Mácio Ferreira
Composição de Naldinho Freire, letra de Escurinho, percussão de Loba Rodrigues e interpretação de Mariza Black. Gravado em Belém, em novembro de 2020, mês da Consciência Negra, o trabalho ganha lançamento nesta sexta-feira, 15, com clip e mini doc, nas plataformas digitais da Na Music e dos artistas. 

Legítima Defesa é música inspirada em ritmos afros, oriundos de Cabo Verde e da Nigéria, além de uma mistura cultural brasileira interessante ao reunir artistas do Pará, Paraíba e Pernambuco. A letra fala sobre como é viver num país que foi colonizado como o Brasil, mas embora já tenham se passado séculos, ainda se vive aqui, situações de racismo e violências que se refletem principalmente nas periferias. 

Para Mariza Black, paraense nascida em Belém, foi um prazer gravar a música. “Foi uma honra gravar essa música, ainda mais pela mensagem que ela nos repassa de luta e resistência da cultura negra, em nosso país”, diz ela, que possui voz inconfundível.  A artista, que sempre mergulhou no samba, interpretando obras de grandes compositores, agora segue um caminho mais autoral. Há dezessete anos cantando profissionalmente, em 2019, lançou seu 1º álbum intitulado “Samba Parauara”. 

Mariza Black, uma das maiores intérpretes de samba paraense, tem 17 anos de carreira, com presença marcante nos palcos, cantando e encantando ao som da percussão e do cavaquinho na cadência de composições do samba local, bem como na interpretação de grandes clássicos nacionais. A paraense também é uma das raras mulheres puxadoras de samba enredo com atuação nas escolas de samba Caprichosos da Cidade Nova (Ananindeua), Piratas da Batucada (Belém) e Crias do Curro velho (Belém) e do Bloco Unidos da Pedreira (Belém). Atualmente, ela coordena o Encontro Nacional das Mulheres na Roda de Samba no Estado do Pará. 

Naldinho Freire reuniu talentos na obra

Foto: Léo Eccard
O convite para gravar Legítima Defesa partiu de Naldinho Freire, parceiro do músico e poeta Escurinho, artista paraibano como ele. Compositor e também letrista, o músico lançou em 2019, em Belém, o álbum “sem chumbo nos pés”, como uma das ações de um projeto de intercâmbio realizado pela UFPA, e que aproxima, pelo viés do turismo cultural, Belém e Cabo Verde. Em 2020, o intercâmbio também teve desdobramentos, ocasião em que Mariza Black é convidada para uma de suas ações, estreitando assim a relação profissional entre os artistas. 

“Quando li essa letra, lembrei imediatamente do ritmo da Tabanca, que conheci a partir do meu encontro com o músico cabo-verdiano Mário Lúcio, e que se parece muito com o Ijexá. Pensei imediatamente na Mariza Black para interpretá-la”, diz Naldinho.  “E também convidamos a percussionista Loba Rodrigues”, complementa ele que em 2010, através da Embaixada do Brasil em Cabo Verde, realizou shows na cidade de Praia e São Domingos. 

Loba diz que eles se reuniram para fazer o desenho rítmico da música e ela foi inserindo outros elementos. “Eu me inspirei nos grupos de afoxé, os mais diversos, e também no ritmo da Tabanca, que Naldinho me apresentou. Fiz uma pesquisa e o que ouvi mais, foi o trabalho do grupo Sementeira, do qual participou o músico Mário Lúcio, que esteve em Belém em 2019”, comenta.

A Tabanca é um ritmo binário, executado por tambores, cornetins e búzios, estes geralmente em três registos diferentes (grave, médio e agudo) responsáveis pelo ostinato rítmico-melódico, cuja tessitura geralmente é de uma sexta. Já o Ije’xa, é oriundo da cidade da Nigéria, mas foi trazido para a Bahia pelo enorme contingente de iorubás escravizados que aportou neste estado do final do século XVII. Esse ritmo vem desde então sendo executado na música brasileira por artistas diversos.

O autor da letra, Escurinho, é artista pernambucano radicado na Paraíba. Nascido no Sertão de Pernambuco,  Escurinho acabou se mudando com a família para a cidade Catolé do Rocha, na Paraíba, onde passou a maior parte da infância e adolescência e onde tem os primeiros contatos com o fazer musical.  Foi nesse contexto que conheceu o jovem Chico Cesar que passou a ser um parceiro, e, mais tarde, em João Pessoa, Naldinho Freire, cantautor paraibano, cujo trabalho remonta aos anos 90, quando lançou o LP Lapidar. 

Além do lançamento do single, também será disponibilizado nos canais de Youtube dos artistas, clipe e mini doc mostrando os bastidores da gravação. Os vídeos têm a direção de Vinicius Fleury - Flemi Filmes e a canção tem a participação de Marcel Barretto (violão / Aço, synth bass, gravação e masterização – Budokaos). 

Serviço

Lançamento do single e clipe de Legítima Defesa, música de Naldinho Freire, com letra de Escurinho e interpretação de Mariza Black. Dia 15 de janeiro, às 19h, nas principais plataformas digitais da música e YouTube dos artistas.

10.5.19

Naldinho Freire lança CD com várias participações

Após três anos de uma gestação cuidadosa, com apresentações musicais por vários estados brasileiros, além de Cabo Verde e Portugal, Naldinho Freire lança hoje (10), às 20h, no Teatro Margarida Schivasappa, o seu 4o álbum, que traz 12 faixas, que resultam de parcerias diversas com poetas, compositores do Pará,  Rio de Janeiro, Maranhão, Maceió e Paraíba. O Ingresso custa R$ 2,00 na bilheteria.

Os paraenses Ramón Rivera, Lucas Torres, Natália Matos, Juliana Salgado, Gláfira, Pedro Vianna e Andrea Silveira, além dos Mário Lúcio, ex-Ministro da Cultura de Cabo Verde, e Manuel di Candinho, guitarrista, e atual Verador de Cultura e Turismo da Câmara de São Domingo, estarão no palco com Naldinho Freire.

O álbum foi gravado em mais de uma cidade, passando por mais de um estúdio, extrapolando as fronteiras do Brasil. Em Cabo Verde, gravou a guitarra de Manuel di Candinho, a voz guia de Mario Lúcio, e todo o seu violão, também guia para a música "Pretty Down", faixa que com programações eletrônicas da instrumentista e produtora musical paraense, Beá Santos, e do músico e produtor musical, Marcel Barretto, além da participação do músico paraense Leo Chermont (Strobo).

Natalia Matos, que integra a safra de artistas paraenses com trabalhos cosmopolitas, canta “Surreal”, música feita em parceria com a maranhense, Kelcy Ferreira, comunicóloga, psicóloga e especialista em artes visuais. Nesta faixa, Freire mantém responsabilidade pelas bases eletrônicas, as assinaturas de Beá Santos e Marcel Barreto, que também deixou registrado na obra o som de sua guitarra.

Natália Matos
“Hoje não, nada De Tv” é parceria com Álvaro Maciel, artista cultural carioca, que está em Belém para conferir a apresentação de lançamento do disco, nesta sexta-feira.  

A participação de voz é da paraense Glafira, uma das fundadoras do Fórum Nacional de Música, junto com Freire, além do rapper cabo-verdiano James Tha Costa.  A produção musical e as guitarras são de Marcel Barreto, com a participação da baterista paraense Juliana Salgado, graduada em música pela UFPA.

“O Não Lugar” é parceria com o paraense Pedro Vianna, que estará no show. É a primeira parceria entre os dois. A oitava faixa é Oásis, com Pedro Cabral, composta na cidade da Praia em Cabo Verde, por ocasião de uma digressão do compositor Freire. O alagoano Pedro Cabral é poeta, artista visual e arquiteto, um dos autores de Maceió que têm canções em parceria com vários compositores de Alagoas.

Ramon Rivera
Biruta, parceria com o poeta Lau Siqueira, ganhou participação de Pinduca. Composta a partir do poema homônimo que está no livro “Livro Arbítrio”, do poeta gaúcho radicado na Paraíba, a música traz o encontro com o rei do carimbo paraense com Naldinho Freire, sob a regência e programação eletrônica de Marcel Barreto, junto com as guitarras de Lucas Torres.

A canção “Genuflexão”, parceria com Ricardo Cabús, um dos principais poetas de Alagoas na atualidade, é composta a partir da Leitura do Livro Cacos Iconexos. Participam da canção, o guitarrista Alex Mono e cantora paraense Camila Honda, que também assina a direção artística do concerto de lançamento do CD sem chumbo nos pés.

Em “Data Venia”, com Antonio Ronaldo, cantor, compositor, poeta e escritor Potiguar, a participação é da flautista Andrea Silveira, paraense radicada em Natal (RN), que está em Belém para fazer sua participação ao vivo na canção. A produção musical é de Marcel Barreto.

“Eu canto música de amor”, de  Naldinho Freire em parceria com Pedro Osmar, artista multimídia de João Pessoa (PB), que já tocou com Vital Farias, Cátia de França e Zé Ramalho. A faixa traz o paraense Dan Bordallo e sua experiência com sintetizadores.

“Trova de madeira e cordas” traz a parceria com Ubirajara Almeida, poeta nascido no Rio de Janeiro, radicado em Maceió (AL), onde dedicou-se ao ensino da língua portuguesa e publicou os livros Inventário do Silêncio – Editora Graciliano Ramos e Dez Lírios & Tremifusas (edição do autor).

Essa canção tem a participação de Chico César, que integrou o Grupo Jaguaribe Carne e aos 21 anos mudou-se para São Paulo, onde se dedicou ao seu trabalho musical e se tornou um dos principais artistas brasileiros. Nesta canção há programações eletrônicas de Marcel Barretto, músico Nascido em Toulose (França), radicado em Belém.

Camila Honda
A dobradinha com Fernando Mendonça, maranhense, que se radicou no Rio, a canção “A cidade” é uma revisita realizada por Naldinho Freire, a partir da leitura do livro Dinâmica Urbana – Crise Utopia, de Edmilson Rodrigues. Participa da canção, a cantautora Ana de Hollanda, os guitarristas Marcel Barreto, Lucas Torres e Rubens Guilhon que assina a produção musical.

A última canção do disco é Pássaros, que intitula o disco, em outra parceria com Pedro Osmar. A participação é dos paraibanos e musiclubeanos Adeildo Vieira, Glaucia Lima e Déa Limeira.  A violoncelista, também paraibana, Mayra Ferreira passeia pela canção com o seu instrumento em diálogo com o violão de Naldinho Freire, os sintetizadores de Beá Santos, as vozes percussivas, e o aboio de Pedro Osmar. Pássaros propõe voos além horizonte e nos deixa sem chumbos nos pés.

Pedro Viana
O disco conta, ainda, com a produção executiva da MM Produções, iluminação de Patrícia Gondim, projeções do VJ Lobo, apresentação de Marcelo Pinheiro e marketing do projeto Caos e comunicação do Holofote Virtual.

Serviço
Lançamento de “sem chumbo nos pés”. Dia 10 de maio, às 20h, no Teatro Margarida Schivasappa do Centur. Ingressos à venda pelo sympla a R$ 2.50 (http://bit.ly/sympla_semchumbonospes) ou no dia do show, na bilheteria do teatro – R$ 2,00. Mais informações: http://bit.ly/show_lançamento.

15.6.19

Cabo Verde recebe o show “sem chumbo nos pés”

Naldinho Freire no show "sem chumbo nos pés"
Foto: Camila Figueredo
Depois da estreia e intercâmbio com os músicos cabo-verdianos Mario Lucio e Manuel di Candinho, em Belém, chegou a vez do show “sem chumbo nos pés” levar alguns paraenses à Cabo Verde. A comissão segue nesta terça-feira, 18, ao país africano, com o compositor paraibano Naldinho Freire. 

Além dos músicos Lucas Torres (guitarra) e Juliana Salgado (baterista), integram a comissão, o Prof. Dr. Paulo Pinto, vice-diretor do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas da UFPA e o produtor e empresário da área musical, Na Figueredo, da Gravadora Na Music. O guitarrista e a baterista fazem com o cantautor Naldinho Freire, o lançamento do álbum “sem chumbo nos pés”, no dia 21, às 20h, na cidade de Praia, capital cabo-verdiana situada na Ilha de Santiago.

O concerto será realizado no Centro Cultural Português, tendo participação dos artistas Mario Lucio, Manuel di Candinho e do Rapper James Tha Costa, que gravou no álbum, a canção “Hoje não, nada De Tv” (Naldinho Freire/ Álvaro Maciel), cantada por Gláfira, no lançamento em Belém, no último dia 9 de maio, no Teatro Margarida Schivasappa do Centur, que contou ainda com outros artistas paraenses.

O projeto, no Pará, recebeu recursos de emenda parlamentar do Dep. Federal Edmilson Rodrigues em convênio com a UFPA, sendo coordenado pela Profª Drª Sílvia Helena – FACTUR/ EMPACTUR, o que oportunizou a vinda do violonista, pensador e escritor Mario Lucio e do guitarrista Manuel di Candinho a Belém, onde participaram de um seminário na UFPA e do Encontro Do Funaná à Guitarrada, realizado no Núcleo de Conexões Na Figueredo, nos quais houve momentos de intensa troca de experiências culturais.

Expectativas com encontros no palco e na UNICV 

Manuel di Candinho e Mário Lucio, participações em Belém.
Foto: Camila Figueredo
Em Cabo Verde, a comitiva paraense também participará de um encontro com a Reitoria da Universidade de Cabo Verde, com o objetivo de dar continuidade ao intercâmbio turístico-cultural entre o Brasil e Cabo Verde. Entre as expectativas estão não só concretização das ações em Belém, mas o fortalecimento e extensão desse intercâmbio entre o Pará e Cabo Verde.

“Estamos pensando não só na parte cultural, mas no que se refere ao lado turístico entre os dois países, focando as riquezas gastronômicas, passeios e sim, a cultura do Pará. Vamos estreitar os laços da UNICV e a UFPA, e espero que desse encontro possamos proporcionar que outras ações sejam firmadas entre as duas universidades, não só diretamente ligada à academia, mas que se possa chegar à comunidade em geral”, diz Naldinho Freire, que segue em Cabo Verde.

O músico também espera que desse momento se façam conexões musicais, a partir do encontro entre a Na Music, que lança muitos artistas paraenses, com a Lusafrica, gravadora cabo-verdiana que produz artistas importantes da África, e cuida da obra de Cesaria Évora, e da distribuição da obra da cantora Lura, entre outros. 

Lançamento em Belém teve várias participações paraenses.
Foto: Camila Figueredo
“A ideia é fazer essa conexão com a Atlantic Music Export, a AME, a feira de música que realiza um grande festival no mês de abril em Cabo Verde. Estive lá este ano com esse trabalho, ainda não era disco, e ano que vem esperemos que mais artistas paraenses possam também participar. Então, acredito que teremos grandes momentos, não só no palco”, conclui.

Naldinho Freire fará mais dois concertos em Cabo Verde. Um deles no Espaço Quintal da Música, na cidade de Praia, no dia 27, e outro na Sala de Concertos do Centro Cultural de Mindelo, na Ilha de São Vicente, no dia 30. Nas duas ocasiões, ele estará com o guitarrista Manuel di Candinho. Na Ilha de São Vicente, ele também participará, no dia 29, de uma Roda de Conversa com artistas mindelenses, no Espaço Bombu Minino Acústico, ampliando a proposta de intercâmbio cultural.

12.3.21

Pa Badja nas plataformas com leveza e suavidade

“Pa Badja” é uma expressão do crioulo falado em Cabo Verde que significa “Pra Dançar” e nomeia a composição de Márcio Macedo, com letra de Naldinho Freire e interpretação de Patrícia Lia.  O single será lançado, junto com um videoclipe, neste sábado, 13, a partir das 19h, em todas as plataformas digitais de música, pela gravadora Na Music e nos perfis de redes sociais da M.M. Produções, Holofote Virtual e artistas envolvidos.

Patrícia Lia iniciou sua carreira profissional no final dos anos 1990, passando por bandas como Tempero da Tribo,  Banda Batom Carmim, Amor Perfeito e Ladymoon, esta última, um projeto de 2010, vivenciando o universo musical  como cantora e produtora. Fez shows em diversas casas de Belém, outros municípios paraenses e cidades brasileiras, com repertórios sempre dançantes. 

Márcio Macedo é músico e produtor cultural, atuante na área da música, pela M.M. Produções. Depois de participar de festivais e adentrar no universo da produção, a música vem sendo retomada, com previsão de lançamento do EP “Mar Adentro”, que ele realiza pela Lei Aldir Blanc, trazendo cinco músicas em parceria com o compositor Ronaldo Silva.

Naldinho Freire é cantautor nascido em João Pessoa - Paraíba, residente agora na cidade de Santa Cruz Cabrália – Bahia, mas que até inicio deste ano tinha Belém como morada. Andarilho, tem carreira com CDs lançados, o último dele “sem chumbo nos pés”, gravado e lançado no Pará. Naldinho é artista que conecta outros artistas, como Márcio e Patrícia.

Pa Badja é um tema musical leve e suave em sua base melódica e harmônica. A música concretiza a primeira parceria entre os compositores, que se conheceram em 2017 e atuaram juntos em vários projetos. Marcio Macedo, compositor da melodia, esteve na equipe de produção executiva de lançamento do álbum “sem chumbo nos pés” (2019), de Naldinho Freire, autor da letra, que tem o título e parte do texto no idioma crioulo caboverdiano. 

Márcio Macedo esbanja e apropria-se das possibilidades sonoras surgidas de um capotraste acoplado ao braço do violão na sexta casa. Ao percorrer a escala do instrumento, o compositor transporta a canção para uma estética cosmopolita, nuances percebida por Naldinho Freire na construção da letra da canção, que apresenta imagens surrealistas, “dois corpos no ar, ao entardecer, alimentam os seus misté - rios, fazem resplandecer, se vão numa nuvem, absoluto ápice, dissolvem...”.

Freire também assina a produção musical e divide os arranjos com a violoncelista Amanda Alencar e a percussionista Loba Rodrigues. Pa Badja  é um trabalho coletivo de gravação, que possibilitou a vivência e a troca de experiências entre artistas de várias gerações e formações, gerando um resultado sonoro, imagético e poético, capaz de conduzir o espectador a sensações agradáveis e eufônicas. 

O projeto foi concebido, realizado e finalizado na cidade de Belém - Pará, as gravações aconteceram no Fluxo Estúdio, durante o mês de novembro de 2020, sob os trabalhos técnicos de Lucas Machado e do músico Delcley Machado, que também participa tocando contrabaixo acústico. A mixagem e masterização foram executadas por Marcel Barreto, no Budokaos Records no mês de dezembro de 2020.

Serviço

Escolhe a tua plataforma, o pré-save da canção “Pa Badja” já está disponível!  https://ffm.to/pabadja - Compositores: Marcio Macedo/ Naldinho Freire Intérprete: Patrícia Lia Lançamento: 13 de março, às 19h, nas plataformas digitais e videoclipe em nossos canais no YouTube e redes sociais dos artistas, da M.M. Produções e Holofote Virtual.

7.6.18

A sexta tem gosto de África Na Casa do Artista

O Espaço Na Casa do Artista é um lugar de trocas de saberes e experiências diversas no campo da arte, em Icoaraci. “Diário de Viagens à Cabo Verde” vem afirmar isso e traz as experiências do músico Naldinho Freire e da turismóloga Auda Piani, em terras africanas. Nesta sexta, 8, eles compartilham com o público as vivências que tiveram na África. Tudo regado a milho, tucupi, tapioca e audição do show “sem chumbo nos pés”. O ingresso custa R$ 40,00.

Naldinho Freire mantém um diálogo permanente com Cabo Verde e ao ser convidado novamente, este ano, a participar do Atlantic Music Expo - AME, um dos maiores festivais da África, com cerca de 40 países participantes, o músico paraibano radicado em Belém, estendeu o convite também a Auda Piani, Dan Bordallo, ambos do Pará, e ainda Ymaraz Ameida, contadora de histórias, que vive no Rio de Janeiro.

Durante as comemorações dos 101 anos do Tarrafal no dia 25 de Abril, Naldinho Freire e Dan Bordallo realizaram mais uma apresentação, os tarrafalenses assistiram ao “sem chumbo nos pés” no Mercado de Artesanato. "A ida a Cabo Verde em 2018 tem uma nova configuração, porque partiu da Região Norte. Venho desenvolvendo esse intercâmbio desde 2005, mas a partir do Nordeste. Estive lá em 2017, já residindo aqui e coloquei para os gestores que a partir daquele momento a gente inseriria nova região nas ações", diz Naldinho.

Em 1995, o músico levou o show Lapidar (LP) para capitais do Brasil e países da Europa. Depois iniciou um período de participação em festivais no Brasil. Naquele mesmo ano retoma as gravações fonográficas com o CD Viadante, em 2006 o CD Raízes e a participação no CD Sound of Alagoas lançado em Berlim/GER por ocasião da PopKomm.

Entre 2008 e 2010 realizou tournée na África, por Ilhas de Cabo Verde, na França, em Portugal e na Holanda. Nesse período gravou o DVD Raízes: traços contemporâneos, fruto de sua pesquisa na música de tradição oral do Nordeste. Em maio de 2011 assumiu a representação da Fundação Nacional de Artes (Funarte/MinC), para as Regiões Norte e Nordeste do Brasil, permanecendo até dezembro de 2016.

Atualmente dedica-se ao concerto: “sem chumbo nos pés”, que estreou no Recife/PE em janeiro de 2017, percorreu cidades brasileiras e caboverdianas; traz canções inéditas compostas com vários parceiros, num diálogo entre a poesia, o violão, a música eletrônica e informações musicais diversas, acumuladas por Naldinho Freire em mais de 30 anos de fazer artístico.

Um pouco da ancestralidade da cozinha africana

Auda Piani Tavares é turismóloga e possui uma vasta pesquisa na área de Patrimônio Imaterial e Saberes Tradicionais. Para Cabo Verde, ela levou sua experiência com o projeto "Entre Panelas, Memórias e Sentidos” e vivenciou a cozinha africana em Tarrafal, a tradição do terra-terra (comida caboverdiana), preparou um frango com tucupi e realizou uma palestra na Universidade de Santiago para os estudantes do curso de Ecoturismo.

“Experimentei lá, a massa de milho e o Xerém. Fizemos algumas trocas de saberes, levei para cozinhar, o tucupi e a mandioca, elas trabalhavam o milho. Eu fiz o frango no tucupi, da forma que faço, deixando o frango de molho, fervendo o tucupi na lenha. Elas fizeram um cuscuz, com o milho em flocos e usaram uma vasilha de barro, eu fiz as broinhas de farinha de tapioca, tomamos um café após o almoço. Elas não conheciam nem a farinha d’água e nem a de tapioca”, comenta Auda Piani.

“Faz algum tempo que eu desenvolvo o projeto Entre Panelas, Memórias e Sentidos, onde faço a relação do cozinhar com a ancestralidade. Quando comecei a minha pesquisa, reunia mulheres para cozinhar e trocar experiências. Trocávamos receitas e falávamos de coisas do feminino, de nossas historias de amor. Era um grupo restrito, e depois começou a ampliar. Mas eu tinha dentro do projeto outras vertentes, de fazer contato com pessoas que produzissem alimentos de forma ancestral", conta a pesquisadora.

Ela já havia mergulhado na cultura ancestral da culinária de etnias indígenas. A viagem à Cabo Verde lhe trouxe uma nova oportunidade, de conhecer um pouco mais de perto a ancestralidade da cozinha africana. "Nós temos uma visão da África meio resumida nessa questão da cozinha africana, sempre relacionada com a questão religiosa. Cozinhar com mulheres africanas foi uma experiência  maravilhosa", relata.

Auda Piani tem livros publicados e é premiada com o projeto “A Memória na Fala dos Mestres de Cultura de Icoaraci", que resultou no livro Mestres da Cultura e os documentários Arte de Mestre (Cerâmica), Brincadeira de Mestre (folguedos), Música de Mestre (Carimbó) e Festa de Mestre (festas religiosas populares). Atualmente, trabalha como produtora do espaço Na Casa do Artista. 

Serviço
Diário de Viagem a Cabo Verde com Auda Piani e Naldinho Freire
Ao sabor africano (Xerém, Massa de Milho e Arroz de Marisco)
Show “sem chumbo nos pés” 
(apresentado no Atlantic Music Expo – AME/2018 – Cabo Verde)
Local: Na Casa do Artista
End. Rua Pe. Julio Maria (3ª Rua de Icoaraci, 163)
Tel. + 55 91 3247 2813/ 98092 9392
Ingresso do show com menu degustação, R$40,00

3.5.19

Intercâmbio traz músicos caboverdianos a Belém

Manuel di Candinho, também vereador da cultura em seu país
De 7 a 10 de maio, Manuel di Candinho, guitarrista compositor  da ilha de Santiago, e Mário Lucio, compositor, pintor e poeta, estarão em Belém para participar de seminário cultural, encontro musical com a guitarrada e do show de lançamento do CD "sem chumbo nos pés", de Naldinho Freire, paraibano radicado em Belém. Ingressos para o show (10/5) já disponíveis pelo sympla: a R$ 2.50.  

Tudo isso integra o projeto “Intercâmbio Turístico e Cultural Brasil-Cabo Verde”, realizado, por meio do Programa de Extensão Escritório Modelo de Práticas Acadêmicas em Turismo (Empactur).

A programação dos músicos em Belém inicia na terça-feira, 7 de maio, num seminário que se propõe a debater, refletir e estimular as práticas de intercâmbio, estreitando os laços entre os dois países, pela difusão da cultura e do turismo, que será realizado no Auditório José Vicente Miranda Filho, no Instituto de Ciências Jurídicas (ICJ), no Campus Profissional da UFPA.

No mesmo dia, a partir das 19h, eles estarão no Núcleo de Conexões Na Figueredo, participando do “Encontro da Guitarrada com o Funaná”, aberto ao público. Haverá mesa com os músicos e compositores cabo-verdianos Manuel de Candinho e Mario Lucio, Mestre Curica, membros do Clube da Guitarrada, com mediação de Bruno Rabelo e apresentação do cantor Naldinho Freire. O debate abordará as nuances que aproximam os  acordes da Guitarrada do Pará o Funaná, típico do país africano Cabo Verde. 

Participação no lançamento de “sem chumbo nos pés”

Mario Lucio, ex Ministro da Cultura de Cabo Verde
Após o encontro com a guitarrada, Manuel di Candinho e Mario Lucio ficam em Belém para os ensaios (8 e 9 de maio) e preparativos do show de lançamento de “sem chumbo nos pés”, de Naldinho Freire, no dia 10 de maio, às 20h, no Teatro Margarida Schivasappa do Centur. Além deles, a apresentação contará ainda com participação dos paraenses, Ramón Rivera, Lucas Torres, Natália Matos, Camila Honda, Juliana Salgado, Gláfira, Pedro Vianna, Andrea Silveira e Pinduca.

Mario Lucio é uma das figuras mais reconhecidas da cena cultural e musical caboverdiana, tanto local como internacionalmente. É o escritor mais premiado do país internacionalmente. O poeta, que marca a viragem na nova poesia caboverdiana com o livro “Nascimento de Um Mundo”, é também um dos mais conceituados pensadores da sua geração, autor do “Manifesto a Crioulização”, a obra mais atual sobre o fenómeno no mundo.  Foi Ministro da Cultura de Cabo Verde, e lançou a nova epistemologia sobre a Cultura, com a obra “Meu Verbo Cultura”.

Ícone da guitarra cabo-verdiana, Manuel di Candinho é atuante no circuito musical de seu país, fazendo a direção de shows como de Cesária Évora e Mayra Andrade. Formou o primeiro grupo em Cabo Verde, em 1977, Os Camponeses, mas foi no início dos anos 1980 que ele começou a se firmar com uma carreira profissional. É vereador da cultura, em seu país.

Fixou residência, por dois anos, em Portugal, onde integrava o Africa Star. Em terras lusitanas, paralelamente, tocou ao lado de músico angolanos e moçambicanos, no grupo musical Jóia Bantu. 

Partiu em seguida para a Holanda, onde morou por 30 anos. Tocando em diversos grupos, entre eles o Tropical Show, em 1985, rodou pela Europa e esteve na Espanha, onde integrou, em 1988, o “Safari”. 

Retornou a Holanda e, na década de 1990, participou do grupo Master Blaster, Gil&Perfect e Coladance. Em 2008, fundou o Escoladera, com mestres e professores do ensino superior de música em Holanda. Neste ano também dá início a parceria com Naldinho Freire, em Países da Europa e em Cabo Verde.

PROGRAMAÇÃO

Terça-feira, 7 de maio
9h às 18h - Seminário Intercâmbio Turístico e Cultural Brasil-Cabo Verde - Auditório do Instituto de Ciências Jurídicas (ICJ) – UFPA.
19h - Encontro da Guitarrada com o Funaná – com produtores, músicos paraenses - Núcleo de Conexões Na Figueredo - Av. Gentil Bittencourt, próx. a Trav. Benjamin Constant.

Sexta-feira, 10 de maio
20h – Show de lançamento do álbum “sem chumbo nos pés” - No Teatro Margarida Schivasappa do Centur. Ingressos já estão disponíveis pelo sympla (R$ 2,50): http://bit.ly/sympla_semchumbonospes  No dia do show, na bilheteria do teatro, a R$ 2,00.