8.8.19

Batista: leitura dramática na Casa da Linguagem

O monólogo traz os traços da vida e do legado ideológico do Cônego Batista Campos, mentor de uma das maiores revoluções populares da América Latina, a Cabanagem. A leitura dramática será acompanhada por música, nesta sexta-feira, 9, às 19h, na Casa da Linguagem. 

O ator-leitor que conduzirá o público pelos intensos caminhos do revolucionário amazônida é Stéfano Paixão. O autor do texto, Carlos Correia Santos, estará presente apresentado uma trilha musical ao som de violino, além da percussão e violão de Dailton Helder. 

Escrita em 2008 por Correia especialmente para o ator Stéfano Paixão, o texto teatral Batista foi vencedor do Prêmio IAP de Edições Culturais, 2008, na categoria Dramaturgia e foi editado em livro pelo Instituto de Artes do Pará e pela Giostri Editora/SP (edições diferentes). A leitura dramática desta quinta marca o início do processo de montagem que deverá trazer o espetáculo para os palcos até 2020, com direção de Paulo Santana.

A apresentação faz parte do projeto Teatro da Palavra, que já apresentou lituras dramatizadas de Édipo, Antígona e também das obras de Maria Lúcia Medeiros, Max Martins, Paes Loureiro e Dalcídio Jurandir, entre outros, coordenado por Alexandre Rosendo. 

Serviço
Leitura Dramática Musicada do texto dramatúrgico Batista, de Carlos Correia Santos. Com Stéfano Paixão (narração e efeitos), Carlos Correia Santos (violino e efeitos) e Dailton Helder (violão e efeitos). Projeto Teatro da Palavra. Casa da Linguagem. Dia 09 de agosto às 19h. Entrada franca.

Os escritores de Óbidos na Feira Literária do Pará

A FLiPa valoriza a cultura literária do Pará e este ano, além de homenagear Ruy Barata, vai destacar, a partir deste ano, escritores de outros municípios. A 5ª edição será em outubro, mas no dia 15 de agosto, na Livraria da Fox, escritores de Óbidos estarão e foco. Haverá degustação da culinária obidense, com doces, licores e pratos típicos.

Terra de José Veríssimo, Ildefonso Guimarães e Inglês de Souza entre outros, “Óbidos na Flipa” estará no próximo dia 15 de agosto com uma intensa programação que durará o dia inteiro, com palestras sobre seus grandes nomes, debates com os autores atuais, degustação de sua culinária e oportunidade não só de todos os obidenses que hoje vivem em Belém, mas todo o público de confraternizar nessa ação cultural.

A FLiPa é uma reação à falta de projetos culturais voltados para a divulgação da Literatura feita no Pará. Criada por um grupo de escritores, a Feira Literária do Pará é realizada há cinco anos, na Livraria Fox, com o apoio da Editora Empíreo, sempre no terceiro final de semana de outubro.

São dois dias, para que escritores locais confraternizem com seus leitores e vendam seus trabalhos. A cada ano, um escritor é escolhido para ser o patrono e tem sua obra discutida, bem como o relançamento de importantes livros, já esgotados e um concurso e lançamento de um novo escritor. O homenageado de 2019 será o grande poeta Rui Barata.

Programação
  • 9h - Exposição de obras de autores obidenses
  • 9h30 - Apresentação do Coral Julia Mouzinho (integrantes obidenses residentes em Belém)      
  • 11h - Palestra sobre José Veríssimo – José Raimundo Canto
  • 14h30 - Palestra sobre Ildefonso Guimarães – Celio Simões de Souza + Lançamento de obras de Ildefonso Guimarães pelo filho do Autor
  • 16h - Roda Literária com mediação de Tito Barata + Escritores convidados – Ademar Amaral, Bella Pinto, Delio Matos, Nazaré Imbiriba e Eduardo Dias
  • 17h00 - Lançamento do livro de Dino Priante e Nazaré Imbiriba
  • 19h - Palestra sobre Inglês de Souza – Itamar Paulino
Serviço
A Livraria da Fox fica a Dr. Moraes, entre a Av. Conselheiro e a Rua dos Mundurucus. Entrada gratuita.

Se Rasgum inscreve para seletivas e anuncia show

Banda Francisco El Hombre
Foto: Rodrigo Gianesi
Festival abre as inscrições para bandas paraenses e anuncia show de Francisco El Hombre, dia 13 de setembro, no Porto Music. 

A proposta é selecionar quatro nomes que vão fazer parte do line up do 14º Festival Se Rasgum, a ser realizado de 31 de outubro a 3 de novembro, além de um nome que irá tocar na Festa de Lançamento do Festival Se Rasgum com Boogarins, no dia 4 de outubro. 

Criada com o objetivo de apresentar mais bandas autorais paraenses para o público, as Seletivas Se Rasgum reservam um espaço para que muitas bandas se inscrevam, sejam ouvidas por um júri especializado e 10 delas se apresentem e, posteriormente, quatro delas toquem no Festival Se Rasgum. 

A novidade desse ano é que haverá espaço para mais uma 5ª colocada, que tocará na festa de Lançamento do 14º Festival Se Rasgum, dia 4 de outubro, junto com Boogarins e mais uma banda surpresa. A cada edição do Festival Se Rasgum, fica mais evidente a existência de uma pulsação artística autoral na música do estado do Pará, por isso, as Seletivas cumprem seu papel de dar holofote à essa efervescência e de dar espaço de forma justa aos diferentes artistas da música do estado.

Show de lançamento do novo disco "Rasgabeza"
Foto: Rodrigo Gianesi
Além de incentivar o crescimento profissional e provocar uma saudável disputa musical, a Seletivas Se Rasgum levam Belém a atmosfera artística que o evento proporciona, em que grupos competem amigavelmente e têm a oportunidade de se apresentar com tratamento profissional de som, iluminação, assistência de palco, backstage e produção.

O objetivo é recompensar o esforço das bandas que trabalham duro para estarem no mercado e no próprio festival para terem seu trabalho reconhecido pelo público e pela imprensa especializada (local e nacional), mas também reforçar o ideal do evento, que é o de contribuir para a profissionalização da música autoral paraense, incentivando o surgimento de novos artistas de forma democrática e participativa.

Francisco El Hombre - O novo disco da banda, Rasgabeza (Natura Musical), foi pensado a partir das catarses que aconteciam nos shows da banda. Com o intuito de sintetizar a experiência do ao vivo no registro, o grupo partiu para um trabalho que não é de meios termos, nem de meias palavras. Ora soa freak, ora soa punk, ora soa do jeito que tem que soar – fora da caixinha de definições pré-estabelecidas – para fazer reverberar a proposta da banda de expurgar vivências, urgências e o que mais estiver entalado por meio de canções. Agora, o disco chega aos palcos, espaço que tanto serviu de inspiração para a sua concepção.

Serviço
Seletivas Se Rasgum 2019 traz show de El Hombre no dia 13 de setembro, no Porto Music. Ingressos: www.sympla.com.br/serasgum. Inscrições: www.serasgum.com.br/seletivas.

(Holofote Virtual com informações do Festival Se Rasgum)

6.8.19

Comédia carioca em única sessão no Teatro do Sesi

Carlo Simões chega a Belém com o espetáculo "Os Homens Querem Casar e As Mulheres Querem Sexo 2", para apresentação única, dia 10 de agosto, às 20h30, no Teatro do Sesi. Os ingressos estão à venda no site www.eventim.com.br e na bilheteria do teatro. O ator, diretor e autor da peça bateu um papo com o blog, que você confere a seguir.

Carlo Simões traz na bagagem uma experiência de 30 anos. O ator já transitou pelas mais diversas áreas das artes cênicas. Formado pelo Teatro Tablado em 1989, tem trabalhos também na televisão como “Zorra Total”, “Guerra e Paz”, “Páginas da Vida”, “Sob nova direção”, “A Diarista”, “Senhora do Destino”, “Chiquinha Gonzaga”, “Terra Nostra”, “Suave Veneno”, “Que Rei Sou Eu?” e “Rainha da Sucata”, entre outros.

Em cartaz há 11 anos, com esse espetáculo, cuja primeira versão já passou por aqui, Carlo Simões já foi visto por 2 milhões de pessoas em 150 cidades do Brasil, além de Nova York, Miami e Boston. “Os Homens Querem Casar e as Mulheres Querem Sexo 2” repete o mesmo sucesso do primeiro espetáculo, que mostrou Jonas (Carlo Simões) entrando em crise após ser abandonado no altar pela terceira vez. Agora, ele recebe duas revelações que mudam a sua vida.  

Está em cena com Carlo, há três aos, a atriz Drika Mattos, que também atuação em televisão, com participações no Zorra Total, e em espetáculos musicais como “As Noviças Rebeldes”, de Wolf Maia, A Magia dos Livros e Tão Louco Quanto Ir a Marte, ambos com direção de Sylvio Lemgruber. E também fez backing vocal e foi bailarina do cantor Alexandre Pires no DVD e na turnê “Em Casa” (2008/2010). A equipe da peça tem ainda Isabelle Graniso, na direção de produção, com assistência de Rhanna Guimarães, programação visual de Sandro Leal e realização da Playcine Produções.

Foto: Divulgação/Michel Angelo
Holofote Virtual: Ficar onze anos em cartaz, de forma independente, é uma façanha. O fato de ser comédia ajuda? 

Carlo Simões: Nunca achei que fosse possível, principalmente se tratando de cultura. Mas quando você conta boas histórias e principalmente baseado em fatos reais e de forma cômica, há uma identificação imediata da plateia e só assim é possível fazer teatro sem patrocínio durante 11 anos. Foi formando casais na plateia e com um boca a boca que conseguimos fazer isso durante tanto tempo.

Holofote Virtual: O espetáculo sempre foi apresentado com a Drika? O palco é também um tipo de um casamento...

Carlo Simões: Já passaram três atrizes. Hedla Lopes, Danielle Niño e há 3 anos com a Drika. É um casamento. Drika passa mais tempo comigo do que com o marido.

Holofote Virtual: Tua praia é a comédia. Muita coisa em televisão. Formação pelo Tablado. Como o gosto pelo cômico entrou na tua trajetória? 

Carlo Simões: A comédia entrou na minha vida por acaso. Meu foco sempre foi ser galã. Mas quando ia fazer algo sensual, as pessoas riam.  Isso começou na publicidade e acabou se estendendo e foi quando fiquei 10 anos fazendo Zorra Total.

Foto: Divulgação/Michel Angelo
Holofote Virtual: Voltando ao espetáculo. Como surgiu a ideia de trazer essa temática no texto? 

Carlo Simões: A ideia surgiu a partir do aumento de sites de relacionamentos, tipo Tinder e histórias de mulheres que passaram pela minha vida e de amigos que não deram certo. Em seguida, o IBGE publicou uma pesquisa falando sobre a inversão de valores, que a mulher trouxe pra vida pessoal a independência da profissional. Deixando o casamento, filhos e família para segundo plano. Estamos falando hoje de um assunto, o direito de igualdade num texto escrito há 12 anos atrás.

Holofote Virtual: Você já tinha vindo a Belém?

Carlo Simões: Já vim apresentar “Os Homens Querem Casar e as Mulheres Querem Sexo 1”. Mas lembro de outra vez em que estive aqui apresentando “Capitães da Areia”, com Dira Paes, André Gonçalves, Marcelo Farias e Jonas Torres, que me levaram no Lapinha.  E aconteceu um fato engraçado. Assim que cheguei, uma menina começou a me paquerar muito, fora do normal. Até disse pro André, ‘acho que vou casar e vir morar em Belém’. Ela me cobrou 50 reais depois do nosso papo, fiquei arrasado, já achei que estava virando galã.

Foto: Divulgação/Michel Angelo
Holofote Virtual: Chegar até aqui não é fácil. Nunca acessaram as políticas públicas para estas circulações? Aliás as políticas públicas para a cultura estão cada vez menos presente no país de hoje.

Carlo Simões: Sempre fizemos de forma independente, acessar a política pública era entrar numa fila interminável sem a garantia de que iríamos conseguir levantar o espetáculo. Hoje isso está mais pulverizado, mas a política pública tem que ser administrada por pessoas que entendam do que fazem, e a Lei Rouanet é uma concessão pública de arrecadação. Então, não pode ser escolhas de empresas que tenham interesse comercial no produto. Cultura é cara, seja no teatro, cinema, exposições, música... Então, prestigiar os espetáculos é manter a mente de um povo viva, criativa.

Holofote Virtual: O que as pessoas podem esperar do espetáculo? Boas risadas?

Carlo Simões: Cada lugar tem sua peculiaridade.  Como temos 30 minutos de improviso, sempre brinco com coisas que fazem parte do dia a dia da cidade em que estamos.  É uma comédia rasgada, imagina uma história em que de tanto um homem reclamar para Deus que não encontra uma mulher pra casar, Ele então resolve vir como ele sempre sonhou, mulher e cearense. Formamos casais na plateia. Dou beijo na boca e o restante é só indo pra assistir.

Serviço
“Os Homens Querem Casar e as Mulheres Querem Sexo 2”. No Teatro Sesi - Av. Alm. Barroso, 2540 – Marco. Dia 10 de agosto às 20h30. Ingresso: R$100,00 (inteira). Informações: (91)3366-0972. V Capacidade: 417 lugares. Classificação: 14 anos. Duração: 80 min.

5.8.19

Adriano Barroso premiado Melhor Ator no Cine-Pe

Fotos: Divulgação/CinePe
O ator paraense soube neste domingo, em Belém, da premiação na 23ª edição do festival "CinePe", realizado entre 29 de julho e 04 de agosto em Recife, Pernambuco. É o 1º prêmio nacional de Adriano Barroso, em sua estreia como protagonista de um longa metragem. 

"Teoria do Ímpeto", de Marcelo Faria e Rafael Moura, selecionado entre 144 filmes brasileiros, estava entre os seis a entrarem na mostra competitiva. Foram quatro prêmios. Melhor direção, Melhor fotografia (André Carvalheira), Melhor ator (Adriano Barroso) e Melhor ator coadjuvante (Pablo Magalhães). O filme traz a história de uma família de classe média baixa que enfrenta dificuldades financeiras e problemas emocionais após a perda da mãe. 

Filmado em Brasília, há dois anos, já foi exibido em outros festivais na Europa: Londres, na Inglaterra e em Nice, na França, onde levou prêmio de “melhor roteiro” no Film Fest International, em maio, e nos Estados Unidos. Agora segue para Madri Espanha. “Esse foi o primeiro festival brasileiro do qual o filme participou”, diz Adriano Barroso, que estava entre amigos, neste domingo, ao receber a notícia.

“Esse filme é muito especial por diversos motivos. O principal é que é cinema puro. Um drama psicológico. Receber esse prêmio significa muita coisa. Sobretudo no momento péssimo que a gente está vivendo com o imbecil querendo golpear o cinema. E particularmente é bem legal esse prêmio vir em um festival tão importante quanto o CinePe. Dá um gás na carreira e serve de um bom brinde ao filme que fizemos com tanto carinho”. 

Cria do teatro, integrante do Grupo Gruta de Teatro, Adriano Barroso vem mergulhando, nos últimos vinte anos, numa carreira cada vez mais intensa no cinema. Além de “Teoria do Ímpeto”, filmou outro longa ano passado, “Dentes”, com Paola Oliveira, atualmente em fase de montagem, e também está no filme “Amanda”, do diretor Célio Cavalcante (AP), com a Mel Lisboa e Zezé Mota, que interpreta a atriz e ativista do movimento negro, a professora Zélia Amador de Deus.

O cinema parece que o fisgou sem volta. “Sim. Me afastei um pouco do palco pra me dedicar ao cinema. Mas o teatro é minha casa, minha alma. Meu signo. Tudo o que faço é por conta do teatro. Até mesmo minha atuação como escritor. Amo atuar pro cinema. Amo atuar no teatro. Pra mim, são complementares”.

O filme é candango, mas a premiação de Adriano Barroso contempla também o cinema paraense, onde ele iniciou sua carreira na telona. É ator de diversos curtas realizados por diretores do Pará, como “Dias” e “Matinta”, de Fernando Segtowick, “Ribeirinhos do Asfalto”, de Jorane Castro, e também diretor dos filmes “Paradoxos, Paixões e Terra Firme”, e “Antigamente não existia Dia”. 

Ator, Dramaturgo, Roteirista, Documentarista, Produtor de Elenco e Diretor de ator, ele também tem atuações em outros longas realizados na região, como Órfãos do Eldorado – Guilherme Coelho (2015), Serra Pelada, de Heitor Dhalia (2012) e Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios, de Beto Brant (2010). Fez ainda Araguaya, Conspiração do Silêncio, de Ronaldo Duque (2002) e Lendas Amazônicas, de Ronaldo Passarinho e Moisés Magalhães (1999).

Adriano Barroso atualmente também integra a equipe da Secretaria de Cultura do Estado. Leia entrevista com ele publicada no início deste ano: https://holofotevirtual.blogspot.com/search?q=Adriano+Barroso

(Leia mais sobre o 23º CinePe e sobre a premiação : https://glo.bo/2yDuBv0)

Aliança Francesa comemora meio século em Belém

Av. Champs Elyseés, ao fundo o Arco do
Triufo, Paris. Foto de Bruno Pellerin.
Os 50 anos de fundação da Aliança Francesa em Belém serão festejados nesta quinta-feira, 8, a partir das 19h, com inauguração de uma nova unidade, abertura de exposição e recital para piano e clarinete, no salão cultural da instituição. 

Para levar o visitante às belezas da capital da França, passando pela arquitetura, a moda e os ares da “Cidade Luz”, a exposição “Paris, entre linhas e traços” apresenta fotografias feitas entre 1988 e 2004 pelo mais paraense dos fotógrafos franceses, Bruno Pellerin, sob ângulos poucos usuais, não turísticos. 

São registros que mostram modelos de marcas de alta costura internacionalmente conhecidas - como Chanel, Yves Saint Laurent - e também de monumentos símbolos da cidade: a Torre Eiffel e a pirâmide do Museu do Louvre.

O pianista paraense Ariel Lima, estudante da École Normale de Musique de Paris, vai executar obras do compositor francês Francis Poulenc (1899-1963), em colaboração com o clarinetista João Marcos Matos. Ariel iniciou seus estudos na França com o professor Guigla Katsarava, e obteve um feito: o Diplôme Supérieur d’enseignement à unanimidade e com as felicitações do Júri, a menção mais alta da instituição. João Marcos cursa o 3º ano de Bacharelado em Música do Instituto Estadual Carlos Gomes (IECG) e participou de diversos Master Classes com os professores Juan José Pardo (Espanha), Anat Kolodny (Israel), Abby Raymond (USA) e Marcos Cohen (Brasil) dentre outros.

Basilique du Sacré-Cœur, foto de Bruno Pellerin
Café Encontre - Como parte da nova ambientação da Aliança, que recebeu reforma em sua estrutura física e decorativa, também será inaugurado o “Café Encontre”, em parceria com o Armazém 25 - Padaria e Folhateria, com uma opção diferenciada de menu aos alunos e aos visitantes da instituição. O nome é uma homenagem ao membro do conselho diretor André Encontre, ex-diretor da AF, responsável pela aquisição do prédio, com uma charmosa arquitetura, onde até hoje a sede está situada, na Travessa Rui Barbosa, bairro de Batista Campos.

Theatro da Paz - Dando continuidade às celebrações de 50 anos, no dia 17 de setembro, a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP) realiza concerto com a regência do maestro Miguel Campos Neto e participação especial do compositor francês Pierre Thilloy e do percussionista Frédéric Macarez. Este evento é uma parceria com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), com apoio da Embaixada da França e Imerys.

Programação - 50 anos - Aliança Francesa de Belém

Exposição "Paris, entre linhas e traços", de Bruno Pellerin
Recital com Ariel Lima (piano) e João Marcos Matos (clarinete) - obras de Francis Poulenc
Inauguração do Café Encontre - Armazém 25

Data: 08/08/2019
Hora: a partir das 19h
Local: Aliança Francesa de Belém (Tv. Rui Barbosa, 1851, entre rua dos Mundurucus e avenida Conselheiro Furtado - Batista Campos)

Entrada gratuita!
Informações: (91) 3224-3998/3198.
WhatsApp (91) 98433-8252

(com informações da assessoria de imprensa)

Oficina aborda os “Caminhos Poéticos da Escrita”

A escritora Mayara La-Roque
Foto: Débora Flor.
A sala Clarice Lispector, da Livraria Fox Belém, recebe a oficina Caminhos Poéticos da Escrita, ministrada por Mayara La-Rocque, nesta quinta (8) e sexta (9). A seguir a escritora fala um pouco sobre o curso. Veja também como se inscrever.

Diferente de outros cursos e oficinas ministrados pela escritora, este tem por base as publicações de Mayara La-Rocque: "Atravessa a tua viagem" (2016) e "Uma luminária pensa no céu" (2017), em que a autora revela seus processos de criações e lança provocações como forma do participante investigar sua própria poética e chegar ao lugar de sua escrita.

Mayara explica que “cada oficina é única e diferente. Eu vou alterando muito na intuição, pela turma, pelas ideias que vão surgindo”. Com caráter de experimentação, esboço e rascunho, o intuito é provocar/pesquisar o lugar afetivo e poético de cada escritor e escritora como um processo de criação de si mesmo, em consonância com as dinâmicas e vivências trocadas em grupo.

Nossa escrita é nossa morada e cada qual sabe o caminho para se chegar até ela. Para tanto, é preciso sentir o caminhar, fruir de cada passo, experimentar os sentidos da paisagem que se abre em todo percurso criativo.

"... Quanto maior a procura de nossa morada,
mais recôndita é a arqueologia da alma,
mais grave o silêncio que
se abre em caminhos."
 

A escritora é formada em Letras com habilitação em língua francesa pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Colaborou com a revista literária KamikASES, participou da Antologia Literária do III prêmio PROEX da UFPA e, em 2015, ganhou a 4ª edição do mesmo prêmio, na categoria contos. 

Em 2016, produziu o livro artesanal “Atravessa a tua viagem” e, em 2017, publicou a plaquete literária “Uma luminária pensa no céu”, pela Edições do Escriba. Em 2018, participou do curta-metragem do projeto “Literatura por Elas”, produzido pela Fundação Cultural do Pará. Atualmente, ministra cursos voltados para criação e produção literária.

“Em Caminhos Poéticos da Escrita, no formato de minicurso, partilho algumas das metáforas e vias pelas quais percorri e ainda percorro em minha trajetória com a Palavra. Tendo como bússola meus dois trabalhos publicados, além de leituras de obras poéticas de autoras como Hilda Hilst, Wislawa Szymborska, Orides Fontela, entre outras, pretendo dar passagem à provocações, lampejos, inspirações e possíveis veredas para que cada participante encontre os disparos de sua própria poética e descubra o lugar de sua escrita”, finaliza.

Serviço
Oficina “Caminhos Poéticos da Escrita”, com Mayara La-Rocque
Onde: Fox Belém – Travessa Dr. Moraes, 584
Público: a partir de 16 anos
Período: 08 e 09 de agosto
Horário: 18h às 21h
Carga horária: 6 horas
Inscrições: R$ 70,00
Informações: 98010 1771(WhatsApp) ou na Fox: 4008-0007

(Holofote Virtual com informações da assessoria de imprensa de Mayara La-Rocque)

4.8.19

27a edição do Circular convida ao Centro Histórico


Em clima de último final de semana das férias, já em agosto, o Circular Campina Cidade Velha chega hoje (4) a sua 27ª edição, com programação voltada a arte e ao bem-estar, à sustentabilidade e aos cuidados com o nosso patrimônio material e imaterial. Tudo isso movido a arte, música, alimentação saudável e passeios pela nossa história. 

Há seis anos o projeto vem atraindo a atenção de outros espaços e moradores, não só dos bairros históricos, como de toda a cidade de Belém e outros municípios.  A rede de parceiros já tem quase 50 espaços e ações. Calcula-se que cerca de 5 mil pessoas circulem pelos bairros do Reduto, Campina e Cidade Velha, a cada edição. Nesta edição, mais de 40 espaços estarão ativados entre eles novos parceiros do projeto.

Iniciativa da sociedade civil e numa realização em parceria com Associação Amigos de Belém, o Circular tem patrocínio do Banco da Amazônia, Alubar e Fundo Casa, por meio da Lei Rouanet, Ministério da Cidadania, Governo Federal, com copatrocínio da Cultura Rede de Comunicação e apoio do IPHAN, UFPA e Milton Kanashiro.

De naturezas diversas, a rede de espaços parceiros do Circular reúne galerias, restaurantes, museus, porões e coletivos e também residências que abrem as portas como espaços culturais durante as edições. O Parada Saudável, na Frutuoso Guimarães, entre General Gurjão e Riachuelo, é a residência da família França, que resolveu aderir ao projeto, oferecendo lanches naturais e fazendo do pátio deles um lugar de pouso durante a circulação

“Moramos aqui há cinco anos e conhecemos o Circular através da Makiko (Akao), moramos em frente à Galeria (Kamara Kó), ficamos interessados pelo projeto e começamos a participar”, diz Carol França, filha de Roberto e Letícia França. 

Outro exemplo de moradia que se torna espaço cultural, apenas nas edições do Circular, é o Solar da Balburdia, na Ferreira Cantão, um casarão antigo onde reside o poeta Antônio Moura. Em parceria com a poeta Izabela Leal, ele abre as portas do casarão oferecendo uma programação de arte com foco na produção literária.

Na Cidade Velha, o Atelier do Zoca, na Rua Rodrigues dos Santos, que já foi a casa do artista José Fernandes, fica perto do Bar do Rubão, na Gurupá. O cozinheiro famoso é de família muito antiga no bairro. Ambos são espaços que ficam próximos da Galeria  Belchior 95, na Rua Cametá, também moradia do DJ Faca, que reúne artistas do grafitti, Djs, audiovisual e oficinas de culturas sustentáveis. 

Estes, porém, são apenas alguns exemplos dessa teia que o Circular tece numa relação sensorial e educativa, trazendo conceito e prática sobre preservação do patrimônio por meio de um convívio entre moradores, gestores, população da cidade e poder público.

Novos espaços e passeio entram no projeto

A maioria dos espaços desta circulação já são conhecidos do público que frequenta o centro histórico. Cinco destes, porém, são novas iniciativas, que além de um passeio estreiam nesta edição.  

No bairro da Campina, a Casa de Arte e Paisagismo São Folhas vai iniciar a programação, pela manhã, com aula de Yoga, oficina de Kokedama e apresentação do espetáculo “Guerra ao Horror”, do Grupo de Teatro Varieté. De tarde, mais uma oficina, de percussão – carimbó, com Rafael Barros e o show Tambores de Louvação. Fica na Trav. Campos Sales, 668, entre General Gurjão e Carlos Gomes. 

Já o Boteco Grill, um estiloso porão em prédio histórico no bairro da Campina traz no cardápio vários petisco e bebidinhas interessantes. Fica na Trav. Padre Prudêncio, 586, esquina com a Carlos Gomes, rua em que está o Espaço 310, entre Ferreira Cantão e 1º de Março.

A programação traz pela manhã a exposição “Grãos de Maria”, música Instrumental brasileira com o Duo BasSax e feijoada de pirarucu no almoço, seguindo pela tarde com show Equilíbrio, de Leo Cafre, e da Orquestra Aerofônica, que traz uma fusão de música eletrônica e ritmos paraenses. A discotecagem geral fica por conta do DJ ProEfx.

Na Cidade Velha, entre as novidades você confere o projeto Beirando a Moda e o Coletivo M.AR Coletivo de Mulheres Artistas, que estarão juntos no Fórum Landi, na Rua Siqueira Mendes, 60, em frente à Praça do Carmo. Haverá mercado itinerante de moda reunindo 12 marcas autorais paraenses, visita guiada à Maquete do Centro Histórico de Belém e bate-papos sobre “Mulheres na Linha de Frente” e “O que é vídeo mapping?”.

Na Feira Autoral do M.A.R o púbico pode encontrar venda de ilustrações, quadros, desenhos, cadernos personalizados, entre outros trabalhos. A música ambiente fica por conta dos DJs Raul Bentes e Victória Rapsódia, além das projeções de Vídeo Mapping e Cine Paredão, com Walber Castelo.

Outro espaço novo que abraça o Circular na Cidade Velha é a Casa de Jorge. Colaborativo, atua em três pilares da cultura: audiovisual, música e turismo, atrelando isso atividades como Coworking e Hostel. Possui duas salas amplas, outra sala com ambiente mais arrojado e um belo quintal, onde haverá música e feijoada tradicional e sem carne também. 

A programação oferece as oficinas de “Jardim suspenso” e “Criação de luminárias ecológicas”, bate-papos sobre Direitos Humanos e Povos Indígenas”, e sobre audiovisual paraense: “Um panorama sobre recentes mudanças no cenário audiovisual paraense”.  Fica na Rua Capitão Pedro Albuquerque, 395. 

História e arquitetura

Fechando as novidades desta edição, o passeio promovido pelo Laboratório de Historiografia da Arquitetura e Cultura Arquitetônica – LAHCA – FAU/UFPA. “Espaços da Modernidade Arquitetônica” é uma visita guiada a edifícios de uso residencial, misto e institucional da Av. Presidente Vargas e a casas com referências modernas não projetadas por arquitetos ou engenheiros. 

A proposta é mostrar à comunidade como se deu o processo de transformação e modernização da arquitetura no bairro da Campina, desde a década de 1940 até meados dos anos 70, a partir de visita externa a um conjunto de edifícios.

A visita será acompanhada por arquitetos, mestres ou mestrandos que pesquisam o tema, sob a orientação da Profa. Celma Chaves. O ponto de encontro e partida será em frente ao Shopping Pátio Belém, pela Padre Eutíquio, às 9h. Anote o itinerário: Rua Avertano Rocha – Frutuoso Guimarães – Ferreira Cantão – Aristides Lobo – Ó de Almeida – Manoel Barata – Av. Presidente Vargas.

Espaços já conhecidos do público

Para circular e conhecer mais sobre história e patrimônio, o Roteiro Geo Turístico oferece o Passeio Bélle Époque, com saída às 8h30, da Praça das Sereias (em frente ao Cinema Olympia, na Av. Presidente Vagas), na Campina, e o Bike Tour Roteiros, que sai às 9h e às 16h, do Forte do Castelo, na Cidade Velha. 

Também estão com programação, nesta 27ª edição, o Sistema Integrado de Museus, que estarão abertos à visitação e com oficinas e outras atividades no Museu de Arte Sacra. Tudo ali no Complexo Feliz Lusitânia e ainda no Espaço Cultural São José Liberto, na Praça Amazonas, onde está o Museu das Gemas e ainda a exposição “Eu Depois de Ti”, com fotografias de Otávio Henriques. 

A Assembleia Paraense, na Av. Presidente Vargas, traz mais uma edição da exposição do ArteFotoClube e a Associação Fotoativa, ações de música, cinema e bate papo. O Boca da Terra está de volta, com oficinas de alimentação viva. No Centro de Cultura Sesc Ver o Peso tem exposições e exibição da série de animação As Icamiabas na Cidade Amazônia, do estúdio Iluminuras.

A programação da Kamara Kó traz a 4ª edição do projeto Minha Primeira Obra, com trabalhos inéditos de Danielle Fonseca, Keyla Sobral e Flavya Mutran. E das 10h às 14h, o fotógrafo e educador Miguel Chikaoka estará presente, disponível para conversar com o público sobre as duas oficinas que ele ministrará neste segundo semestre. O Espaço Valmir Bispo, na Padre Prudêncio, chega nesta edição trazendo exposições, economia criativa e comidas com produtos orgânicos da Toró Gastronomia, entre outros. 

Ainda na Campina, o Centro Cultural de Justiça Eleitoral realiza mais uma edição do Ciclo de Conversas com Andrea Sanjad, que traz como temática “A Cidade Invisível: Belém e sua conexão com as ilhas”. O espaço terá ainda visita guiada e feirinha de eco joias da Art Genuína e Produtos da Floresta. Já o Instituto Arraial do Pavulagem, na Praça dos Estivadores, realiza oficina, traz música e Café Filosófico. 

Na Cidade Velha, o Atelier Galeria Jupati abre com feirinha, exposições, música e comidinhas. Próximo à Praça do Carmo, o Espaço Vem, na Joaquim Távora, traz mostra de produtos da economia criativa, tatuagens, bate papo, comidinhas e um quintal musical. 

O Citra Arte Café também estará a aberto, a partir das 9h, com a exposição “Decoupagem”, da artista visual Jéssica Modinne. A programação contará com roda de conversa sobre as mulheres a suas produções artísticas.  "Decoupagem é um termo usado para a arte de cobrir superfície "vazia" com colagem. Tendo como método a colagem digital, a exposição Decoupagem busca preencher um espaço vazio com a arte sobre mulheres. Fica na Trav. Capitão Pedro Albuquerque, 300.

O Coletivo Aparelho, com sua ocupação artística no Mercado do Sal oferece ao público oficinas para crianças, exposição e música com o Grupo Mercado do Choro e muito carimbó. E entre a Cidade Velha e Batista Campos, o Casarão do Boneco oferece contação de histórias com o ator Leonel Ferreira e oficina de Bordado com Nanan Falcão. 

No Reduto, o Instituto Peabiru Produto da Floresta, na Rua Ó de Almeida, realiza uma manhã sensorial com Música instrumental, oficina de auriculoterapia e aromaterapia, Pintura corporal e degustação de produtos orgânicos amazônicos, além de preparo de drinks alcoólicos e não-alcoólicos.

O Hotel Le Massilia, na General Henrique Gurjão tem vasta programação, iniciando às 6h30 com café da manhã, exposição de fotos com curiosidades e história do hotel, bazar e almoço com o novo cardápio, além de música com a dupla Otânia Freire e Reebs Carneiro. A Casa do Fauno, na Aristides Lobo, traz entre outras coisas um almoço inspirado nas canções de Ruy Barata e Ronaldo Silva, Carimbó e ritmos regionais.

O Centro de Memória da Amazônia, com visita guiada pelo seu acervo de fotos antigas de Belém e a exposição “As Rosas Marga não Morrem”, sobre a trajetória da ativista pelos direitos humanos Rosa Marga Rothe; e o Comitê de artistas e jornalistas ARTE PELA VIDA, estão situados na Rui Barbosa. O Arte pela Vida é uma ação que apoia pessoas que vivem com HIV, e que realiza bazar, roda de conversa e outras atrações na boate Malícia. 

Para o café da manhã e lanhes, a Tapioquinha da Dona Clea, na Carlos Gomes, já é uma tradição de quem inicia a circulação pela Campina, ode também está o restaurante Dona Joana, na Campos Sales, uma boa dica para almoçar. Na Cidade Velha estão os restaurantes Dom Barrica, Retiro da Sé e Nosso Recanto, na Praça do Carmo, além do Bar do Rubão. São os espaços mais tradicionais, entre as diversas outras opções de almoço durante as circulações. 

Todos os detalhes, com endereços, horários e descrição completa das atividades estão no site www.projetocircular.com.br. Siga o Circular no Instagram: @circularcampinacidadevelha/ Use as Hashtags: #vemcircularbelem e #SerCircular e acesse nossa página no face book.

Outras ações do Circular em 2019

Este ano, além das edições de abril, junho, agosto, outubro e dezembro, sempre no primeiro domingo desses meses, o Circular vai realizar, já a partir de agosto, oficinas e rodas de conversa que fazem parte do núcleo de ações educativas previstas para 2019.  No dia 17 de agosto, por exemplo, haverá mais uma ação ‘História, Café e Bolo’, com o professor e historiador Michel Pinho. Será às 17h, na Praça da Igreja da Trindade, na Campina.

Ainda em agosto, será lançado o quinto número da Revista Digital Circular. Em novembro será realizado o 2º Fórum Patrimônio, Cidadania e Sustentabilidade e, em dezembro, a expectativa é laçar o segundo documentário sobre o projeto e o Mapa do Afeto do Centro Histórico, um trabalho que está sendo desenvolvido desde junho

Serviço
27ª edição do Projeto Circular Campina Cidade Velha. Domingo, 4 de agosto, das 8h às 20h. Informações: www.projetocircular.com.br / 9198134.7719 (WhatsApp).

31.7.19

FCP com inscrições abertas para oficinas e cursos

A Fundação Cultural do Pará abriu inscrições para mais de 100 cursos oferecidos pelo órgão, divididos entre as sedes Espaço Curro Velho, Casa da Linguagem e Casa das Artes. 

As inscrições vão até o dia 12 de agosto – data do início das aulas – e podem ser feitas diretamente na secretaria do núcleo que oferta a oficina pretendida. A taxa de matrícula tem o valor simbólico de 20 reais, com isenção para idosos e estudantes de escola pública e infocentros que comprovem a condição.

O módulo de agosto vai do dia 12 ao dia 30. No Espaço Curro Velho, as oficinas se dividem em sete nichos temáticos: linguagem visual, audiovisual, laboratório de animação, linguagem musical, linguagem cênica, infocentro e núcleo de prática de ofício e produção – totalizando 70 cursos ministrados na tradicional instituição. 

Já na Casa da Linguagem, mais de 30 disciplinas serão ensinadas, passando pelas linguagens verbal, visual, cênica e musical – com destaque para leituras públicas, confecção e interpretação de texto para o ENEM e ensino de línguas estrangeiras. Na Casa das Artes, serão contemplados os eixos cênico e verbal, com duas oficinas diárias: dança inclusiva e literatura em quadrinhos. 

No ato da inscrição, alunos das escolas públicas deverão apresentar o comprovante de matrícula e documentos de identificação (RG, comprovante de residência e CPF), a fim de garantir o direito à gratuidade. Caso o pretendente desista da vaga após a matrícula, é preciso comunicar à secretaria da casa responsável pela atividade – garantindo, assim, seu lugar na próxima edição do curso.

A grade completa dos cursos ofertados está no portal do órgão: fcp.pa.gov.br.

Oficinas Fundação Cultural do Pará
12 a 30 de agosto

Inscrições até 12 de agosto:
Espaço Curro Velho - R. Prof. Nelson Ribeiro, 287
Casa da Linguagem - Av. Nª Sra. de Nazaré, 31
Casa das Artes - Praça Justo Chermont, 236
Mais informações: 3323-0066/ 0048/ 0039

(Holofote Virtual com informações da Fundação Cultural do Pará)

27.7.19

Mirante terá novo um monumento de São Benedito

No domingo passado, a Secretaria de Cultura do Estado divulgou o vencedor do concurso ‘São Benedito de Arte Popular’ que regulamentou a escolha do protótipo da nova estátua, por meio da votação popular. A escultura será reproduzida em escala monumental, substituindo a imagem do santo padroeiro da cidade de Bragança, que desabou em maio deste ano. A expectativa é que o novo monumento fique pronto até dezembro deste ano.

No total, foram apurados 1.563 votos - a maioria de crianças e jovens -, ao longo dos 15 dias de votação. Com 752 votos, o vencedor foi Valdeci dos Santos, de 43 anos, natural da cidade de Viseu, mas que reside no município há 15 anos e já se considera um bragantino. Valdeci é escultor há 25 anos e já havia trabalhado na reforma da antiga imagem. De acordo com o escultor, a inspiração veio da imagem original do Santo Preto, exposta aos fiéis na igreja de São Benedito, na Pérola do Caeté. 

"Os bragantinos têm uma enorme identificação com a imagem de São Benedito que está na igreja. Ela representa, entre tantas coisas, um dos primeiros milagres do Santo, que para ajudar os pobres, levava sempre para eles pães do mosteiro em um saco de tecido. Um dia, seu superior perguntou o que havia no saco e Benedito disse que eram rosas. Desconfiado, pediu pra ver o conteúdo. Ao abrir o saco, os pães haviam se transformado em rosas", e continuou. "Estou muito feliz com o prêmio, principalmente porque agora vou conseguir finalizar meu ateliê, que fica bem ao lado do Mirante. Vou morar e trabalhar bem pertinho de São Benedito".

Ao todo, quinze protótipos de artistas de nove municípios do Pará foram pré-selecionados. A votação aconteceu no Museu Teatro da Marujada e contou com o apoio do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE/PA), pois foi realizada via urna eletrônica.

"A devoção de marujos e marujas, o cuidado com a preservação da memória e da tradição e a dedicação da Irmandade de São Benedito são um exemplo do povo Bragantino para todo o Pará. A Marujada é uma das mais bonitas festas religiosas do país e representa hoje, uma das principais manifestações de nossa cultura popular. É uma alegria para o Governo do Pará promover esta integração da comunidade na escolha do novo monumento, de forma tão democrática: por meio de votação em urna eletrônica. Obrigada aos envolvidos, especialmente ao TRE/PA pela parceria, ao Teatro Museu da Marujada, aos artesãos e à população de Bragança que abraçou a ideia e, democraticamente escolheu a imagem que melhor representa a cultura e a devoção do povo da região", afirmou Ursula Vidal, secretária de Estado de Cultura.

A segunda etapa do projeto é a reforma do Mirante e construção do monumento, que será executada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop),  para que a nova estátua seja inaugurada no período da Marujada, em dezembro, no período da Festa religiosa, um momento tão importante para a cultura e para a devoção dos bragantinos.

(Holofote Virtual com informações da Secult-Pa)