22.8.24

UFPA inaugura obras sobre ancestralidade indígena

A Universidade Federal do Pará (UFPA) vai inaugurar no próximo dia 30, às 16h, uma série de murais que celebram a ancestralidade indígena no prédio do Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL). 

As obras, assinadas pelo artista paraense And Santtos, incluem os murais "Manto Tupinambá", "Território Mairi" e "Jacei Tatá Tupinambá" (Céu Tupinambá), além da já inaugurada Sala Verônica Tembé, foram pintadas ao longo do primeiro semestre. 

Para a coordenadora do PPGL e do Grupo de Estudo Mediações, Discursos e Sociedades Amazônicas (GEDAI), Ivânia dos Santos Neves esta é uma oportunidade de pluralizar ainda mais a universidade, que há bem pouco tempo, com o início da política de cotas, possibilitou a entrada de indígenas.  No PPGL, de acordo com ela, a presença indígena é visibilizada de forma múltipla, tanto politica como esteticamente. 

"Das nossas linhas de pesquisa às nossas paredes, temos compromisso com os povos indígenas da Amazônia. Para nós, é uma felicidade trazer a ancestralidade indígena, por meio da arte, no espaço da Universidade, onde há pouco tempo não se falava sobre práticas culturais e saberes dos povos originários. No PPGL só em 2020 estabelecemos as cotas, a presença das nossas doutorandas indígenas, Márcia Kambeba e Jucicleide Pereira (Whapichana), nos abre a oportunidade para pensar sobre a presença dos saberes indígenas dentro da nossa universidade”, avalia.

Conexão ancestral com a região amazônica

Antes da invasão europeia, a vasta região que hoje abrange os estados do Pará, Maranhão, Amapá e Amazonas era conhecida pelos povos indígenas como Mairi. 

Esse termo, de origem Tupi antigo, refere-se ao território sagrado onde habitavam os filhos de Maíra, o ancestral primordial dos Tupinambá. Para muitas etnias, Maíra é uma figura central na cosmogonia indígena, Maíra, ancestral responsável pela criação de rios, floresta, homens, mulheres e todo o tipo de saberes.

“Desde 2019 a gente vem falando de Mairi, com pesquisa, publicação de artigos, documentários, apresentações artísticas, realização de eventos que possibilitem conhecermos mais detalhes sobre a nossa ancestralidade indígena. Recentemente, durante a realização da SBPC na UFPA, o GEDAI apresentou a roda de conversa ‘Mairi e o Manto Tupinambá: a ancestralidade indígena em Belém’, no mesmo evento havia uma tenda chamada “Mairi”, nós já tivemos projetos da prefeitura intitulados “Mairi”, e agora temos o ‘Território Mairi’ na parede externa do nosso prédio”, enfatiza Ivânia Neves.

And Santtos traz Odivelismo para ressaltar Mairi

O artista visual And Santtos é autodidata, nascido no município de São Caetano de Odivelas, no Pará. Teve sua infância à beira do Mojuim, rio que banha sua cidade natal, onde passou maior parte de sua adolescência produzindo, abrindo letras em canoas e barcos. 

O interesse pela arte veio associado a trinchas, sprays, tintas e pincéis em telas, painéis, fachadas de comércios, barcos de pesca, cenários e muros urbanos, indo aos poucos identificando sua própria técnica e linguagem.

O Odivelismo, estilo criado pelo artista, retrata o imaginário popular amazônico com uma linguagem livre e espontânea, rica em cores e elementos regionais. Inspirado por suas raízes e pelo cotidiano, o artista referencia o “Boi de máscaras” de São Caetano de Odivelas, refletindo um olhar crítico e poético sobre a vida dos moradores dessa região.

“É emocionante trazer este trabalho sobre nossas raízes e ancestralidade”, diz o artista escolhido para grafitar o Manto Tupinambá no PPGL. “Reconhecemos este território como Mairi, e a preservação deve partir de nós, em todos os sentidos: ambiental, cultural e social.”

Mundozito reúne arte e diversão para a criançada

O "Mundozito É Show!" oferece, neste domingo, 25, no Café com Arte, um dia de atividades que vão estimular a criatividade dos pequenos de 0 a 12 anos, garantindo diversão para toda a família. O projeto destaca a importância de criar espaços onde as crianças possam se expressar artisticamente e explorar novos conhecimentos. 

A programação está dividida em dois períodos, cada um pensado para atender diferentes ritmos e preferências das crianças. Inicia às 9h, com uma feira criativa, onde produtos educativos, bonecos e comidinhas saudáveis estarão à venda. 

Na parte da manhã, o "Turno Café com Leite" traz uma série de atividades mais leves, como oficinas sensoriais, yoga, hortinha para crianças e um show interativo com a Tia Ot, figura já conhecida e querida pelos pequenos. No encerramento da manhã tem sessão de cinema especial, exibindo "A Turma da Pororoca", uma animação local que promete encantar os pequenos.

Para quem gosta de agitação, o "Turno Deu Tiltz!" à tarde é a pedida certa. Com oficinas de percussão e bolhas de sabão, e um show com Andro Baudelaire e o Urso Polar Astronauta, a tarde promete ser inesquecível. O destaque fica por conta da estreia da banda "Os Zitz", formada por Camilo Royale e Deni Melo, que vai encerrar o evento com muita música e animação.

O "Mundozito É Show!", que integra o projeto Mundozito, idealizado pelos produtores culturais Gustavo Rodrigues e Cassio Tavernard, é mais uma iniciativa que une educação e diversão para as crianças, por meio da arte e da cultura, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades motoras, sociais e cognitivas de maneira divertida.

Além das atividades culturais, o evento traz conforto e segurança para toda a família, oferecendo um trocador, área de primeiros socorros e serviço completo de bar e cozinha, garantindo que os pais também possam aproveitar o dia de forma tranquila.

Serviço

Evento: Mundozito É Show!

Data: Domingo, 25 de agosto de 2024

Local: Café com Arte - Rua Rui Barbosa, 1437, Bairro Nazaré, Belém

Horário: A partir das 9h

Ingressos:

R$35 - Crianças (0 a 12 anos)

R$15 - Adultos

Mais informações: Instagram @mundozito_

21.8.24

Curtas celebram a cultura popular em Igarapé-Açu

Os realizadores dos documentário
Foto: Divulgação
Igarapé-Açu reforça a importância de valorizar a própria história e lança, neste sábado, 24 de agosto, dois documentários que exploram a memória cultural da região. A programação inicia às 20h, no Espaço Cultural Mangueiras da Neusa.

A colaboração de documentários dedicados a contar a história de mestres da cultura popular, lugares e movimentos culturais é inestimável. Olhar para o passado no presente é a única forma de melhorar o futuro. Não a toa, obras como essas desempenham um papel fundamental na preservação de legados que, de outra forma, poderiam se perder com o tempo.

Neste contexto, trago aqui a notícia do lançamento de dois títulos que chegam à cena independente do audiovisual paraense, realizados com recursos da fundamental Lei Paulo Gustavo do Governo Federal e do apoio da Prefeitura Municipal, da SECTUR e de uma rede de parceiros da comunidade de Igarapé-Açu, cidade localizada no nordeste do estado.

Um deles é "Espaço Cultural Espírito da Coisa: território de Arte e Cultura em Igarapé-Açu", que narra a história de um espaço criado nos anos 90 por um grupo de amigos apaixonados pela música popular brasileira. O espaço rapidamente se tornou um lugar de resistência e berço para a profissionalização de artistas locais. 

As noites memoráveis são relembradas, contadas e cantadas a partir da visão de quem idealizou, construiu, vivenciou e sonhou com aquele lugar. Por meio dessas narrativas, o filme mostra como a cultura popular sobrevive e floresce justamente por ser nutrida pelas pessoas que vivem e respiram essa cultura.

O outro documentário se chama "O legado musical do Mestre Duia", que ilumina a vida de Manoel Flor de Abreu, um home que enquanto consertava bicicletas para sobreviver, aprendeu a tocar chorinho, como um autodidata, apenas observando outros músicos. Mestre Duia, como ficou conhecido, com sua simplicidade, 
tornou-se uma inspiração e influenciou uma geração de jovens músicos.

Produzidos por Fabinho Carréra e Renir Aviz, com direção de Felippe Barros e Brad Netto, o projeto foi gerido por Carol Magalhães. Além dos filmes, o evento contará com uma Feirinha Gastronômica que apresentará o melhor da culinária local e um show com artistas da terra, reforçando a celebração da cultura popular em todos os sentidos.

Serviço

A entrada é gratuita, mas as vagas são limitadas, sendo necessário fazer reserva pelo telefone (91) 98866-1114. O evento acontece neste sábado, 24 de agosto de 2024, no Espaço Cultural Mangueiras da Neusa (Tv. Duque de Caxias, 4154, Centro, Igarapé-Açu), a partir das 20h.

20.8.24

Barbatuques faz duas apresentações no Teatro Sesi

O grupo completa mais de duas décadas, reconhecido pela linguagem singular de percussão e música corporal. Este marco está sendo celebrado em turnê por 15 cidades no Brasil, com patrocínio da Petrobrás. “Barbatuques 25 anos" é o novo show, com estética visual e repertório renovados. Em Belém, o show será neste sábado, 24, às 20h, e no domingo, 25, às 18h,  no Teatro Sesi.

Além dos shows, o grupo ministra oficina gratuita de música corporal, que será no mesmo local, dia 24, com inscrições abertas para todos os públicos, a partir de 14 anos. A turnê 2024 “Barbatuques 25 anos" também é uma homenagem a Fernando Barba, criador do grupo e falecido em fevereiro de 2021.

Esta é a maior circulação realizada pelo Barbatuques em território nacional. O grupo já foi pro Recife, Fortaleza, Campinas, São Paulo, Curitiba, Santos, São José dos Campos, Caraguatatuba, Manaus, Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia e Campo Grande. Segue agora para as duas últimas cidades da tour: Belém e Palmas.

O repertório do show explora a gênese musical do grupo, trazendo um apanhado simbólico da discografia do Barbatuques, como “Barbapapa’s Groove”, primeira peça para percussão corporal composta pelo Barba, hits como Baianá e Baião Destemperado, novos singles que ainda não faziam parte dos shows, como “Eu vou Cantar” e  “Natureza“ (parceria com Russo Passapusso), além dos momentos de improviso e a clássica interação musical com a plateia. 

“Barbatuques 25 anos" percorre a longa trajetória sonora do grupo, dos ritmos e cantos afro-brasileiros no primeiro disco “O Corpo do Som”, passando pelos experimentalismos vanguardistas de “O Seguinte é Esse”, pelas harmonias e polirritmias ricamente elaboradas de “AYÚ”, chegando ao momento atual com o lançamento frequente de singles, onde a canção também ganha força. Uma síntese da sonoridade do Barbatuques desde a sua criação. 

É uma experiência singular ver e ouvir o Barbatuques ao vivo, uma potente orquestra orgânica de música corporal, ressoando a musicalidade de variados cantos do mundo. A turnê 25 anos do Barbatuques é viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Petrobras, realização do Núcleo Barbatuques, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Serviço

Barbatuques 25 anos! Belém

Data: 24 e 25 de agosto de 2024 

Horário: 20h (sábado) e 18h (domingo)

Local: Teatro Sesi Belém

Duração: 90 minutos

Classificação: livre 

Capacidade: 686 lugares 

Acessibilidade: acessível para cadeirantes

Ingressos: R$ 40,00 e R$ 20,00 (meia-entrada)

Vendas on-line: Sympla

Oficinas: 24 de agosto, sábado, das 10h às 12h 

Inscrições e mais informações: Sympla

1o Festival ACEITA celebra a diversidade em Belém

Rawi, entre as atrações
Foto: Divulgação
De 23 a 25 de agosto, Belém será palco do Festival ACEITA, que chega para reafirmar o compromisso com a diversidade, a inclusão e a ancestralidade. A programação mescla shows de artistas nacionais e internacionais, painéis e atividades voltadas para a conscientização social. Assim, o evento pretende se posicionar, sendo um marco na efervescente cena cultural da Amazônia. 

Nesta sexta-feira, 23, a abertura será marcada pela presença de autoridades que simbolizam o apoio às causas LGBTQIAPN+. Entre elas, Márcio França, Sônia Guajajara e a secretária Nacional LGBT Symmy Larat, cuja participação evidencia o compromisso governamental com a promoção da diversidade e do respeito às diferenças.

O festival também se compromete com a sustentabilidade e o empreendedorismo através de sua programação ECOS, que inclui painéis sobre tecnologia, direitos humanos, moda, cinema e artes visuais,  ações que visam educar e inspirar o público a engajar-se em práticas mais conscientes e inclusivas. Nos três dias haverá uma programação musical diversa, feita de performances e entrelaçada com temas que norteiam a cada dia o clima do evento.

Ancestralidade, cosmovisão e família

O line-up de sexta-feira traz a força da ancestralidade amazônica, com Taynara Takua + Guajá e Eloi Iglesias, preparando o terreno para uma noite de celebração. O destaque fica por conta dos shows de Maria Gadú + Arthur Nogueira e Sandra de Sá + Gigi Furtado, que unem diferentes gerações da música. 

O encerramento da noite fica por conta do fenômeno internacional Christian Chávez, ex-integrante do grupo RBD, cuja presença reforça a amplitude do festival em atrair artistas de renome global.

No sábado, 24 de agosto, a programação ganha um toque de cosmovisão, explorando as múltiplas visões de mundo e a riqueza cultural amazônica. O destaque do dia é a apresentação de Billy Porter, estrela da série "Pose", que traz a representatividade negra e LGBTQIAPN+ para o centro do palco. A noite também conta com performances impactantes de Jaloo, Carlos do Complexo + Katu Mirim, além de desfiles de moda que prometem surpreender o público.

Domingo encerra com shows e aparelhagem

Leona Vingativa, no domingo
O domingo, 25 de agosto, o festival encerra com o tema "Família", destacando a importância das redes de apoio e afeto na construção de uma sociedade mais inclusiva. 

As apresentações de Leci Brandão + Iara Mê, Ilê Ayê com Jeff Moraes, e Gaby Amarantos + Leona celebram a diversidade das expressões culturais brasileiras, enquanto Gloria Groove e a Aparelhagem Crocodilo garantem que o festival termine em alta, com muita música e movimento de corpo.

Pontes - O ACEITA afirma a resistência e o direito cultural e social da Amazônia. A presença de artistas como Billy Porter, que personifica a luta pela visibilidade LGBTQIAPN+ nos Estados Unidos, ao lado de nomes icônicos da música brasileira como Sandra de Sá e Gaby Amarantos, demonstra o potencial do festival em criar pontes entre diferentes culturas e gerar diálogos transformadores.

Realizado pela Criattiva&Cavalero em parceria com o Ministério da Cultura e patrocinado por grandes empresas como Nubank e Sebrae Nacional, o ACEITA é uma adição significativa ao calendário cultural de Belém, oferecendo ao público uma experiência única que celebra a diversidade em todas as suas formas.

Serviço

Festival ACEITA @ Belém, PA

Data: 23, 24 e 25 de agosto

Local: Espaço Náutico Marine Club

Endereço: Av. Bernardo Sayão, 5232 - Guamá, Belém - PA

Programação completa: https://www.festivalaceita.com/

Ingressos: https://www.sympla.com.br/evento/festival-aceita/2505996 

Inscrições e informações sobre ECOS: https://www.festivalaceita.com/ 


Gastronomia com música boa e opções culturais

Ao que tudo indica teremos um final de semana bastante movimentado em Belém do Pará, capital da COP 30. Um dos motivos será a realização do Festival Amazônico de Gastronomia, nos dias 24 e 25 de agosto no Parque da Residência. Com curadoria de Thiago Castanho, chef paraense com destaque internacional, o evento é gratuito oferece uma programação musical do tipo imperdível. 

Num evento como esse, sabemos: o que mais se destaca é a vivência de sabores que só a terrinha aqui, ficada na Amazônia, pode oferecer. Com 14 chefs paraenses preparando pratos ao vivo, o público terá a oportunidade de degustar clássicos da culinária regional e experimentar inovações criativas.

Restaurantes como Barraca da Fafá, Tacacá do Renato e Satoshi estão entre os destaques, oferecendo desde delícias tradicionais até fusões gastronômicas inusitadas, como o sushi empanado com tapioca e cumaru e o hambúrguer de feijão Santarém no pão de açaí.

Além disso, o festival contará com duas aulas-show com os chefs Irina Cordeiro e Edvaldo Caribé, que ensinarão receitas como cuscuz no tucupi com peixe amazônico e filhote "de sol" com baião de dois amazônico.

A programação musical é igualmente diversificada, trazendo nomes de peso da cena musical amazônica. No sábado, por exemplo, as apresentações incluem Arraial do Pavulagem, Manoel Cordeiro e Baile do Mestre Cupijó, enquanto no domingo, o público poderá curtir shows de Hamilton de Holanda, Trio Manari e Orquestra Aerofônica. Essa mistura de ritmos celebra a identidade cultural paraense e promete animar todo mundo! 

Dentro do Teatro Gasômetro, uma feira de pequenos produtores destacará marcas locais como Sabor de Bragança e Abelhas Raras, oferecendo produtos como chocolates, geleias e cachaças. Este espaço é uma oportunidade para o público conhecer e apoiar empreendimentos da sociobiodiversidade amazônica.

Thiago Castanho
Foto: Divulgação
Para as crianças, a programação inclui contação de histórias, teatro de bonecos, oficinas de percussão com materiais reciclados e até uma oficina de trufas, garantindo diversão para toda a família.

Thiago Castanho entende tudo isso como uma plataforma de conexão entre chefs, produtores e o público. “Belém é reconhecida internacionalmente por sua gastronomia, e eventos como este ajudam a consolidar nossa cultura no cenário global”, afirma o chef. 

O Festival é realizado pela Sonique Produções e patrocinado pela Agropalma e Instituto Cultural Vale. Tem apoio da Secult-PA e das rádios Cultura e Unama FM.

PROGRAMAÇÃO MUSICAL:

Dia 24 de agosto:

12h às 13h: Os Mansos

14h às 15h: Carimbó Selvagem

15h30 às 16h30: Manoel Cordeiro

17h às 18h: Veropa Sessions + Eduardo du Norte

18h20 às 19h20: Baile do Mestre Cupijó

20h às 21h30: Arraial do Pavulagem

Dia 25 de agosto:

12h às 13h: Charme do Choro

14 às 15h: Sancari

15h30 às 16h30: Priscila Cobra convida Mestre Jaci e Os Caçulas da Vila

17h às 18h: Orquestra Aerofônica

18h20 às 19h20: Trio Manari

20h às 21h30: Hamilton de Holanda

AULAS-SHOW: 

Dia 24 de agosto:

13h00: Chef Irina Cordeiro 

Cuscuz hidratado no tucupi com peixe amazônico e salada de feijão manteiguinha

Dia 25 de agosto:

13h00: Chef Edvaldo Caribé

Filhote "de sol" com baião de dois amazônico.

Uma fusão da cozinha amazônica com nordestina.

Dias 24 e 25 de agosto:

11h00: Trufas: método prático e rápido para crianças, com Rennan Mesquita

Capacidade: 20 crianças 

PROGRAMAÇÃO INFANTIL:

Dia 24 de agosto:

12h20 às 13h: Contação de História com Otânia Freire

14h20 às 15h: Teatro de Bonecos com Leonel Ferreira 

15h30 às 16h30: Pedro Bolhas com Pedro Bolhas

17h às 18h: Oficina de Percussão com material reciclável com Zet

Dia 25 de agosto:

12h20 às 13h: Contação de História com Folhas de Papel

14h20 às 15h: Teatro de Bonecos com Leonel Ferreira 

15h30 às 16h30: Pedro Bolhas com Pedro Bolhas

17h às 18h: Oficina de Percussão com material reciclável com Zet


19.8.24

Baterista amazonense realiza vivência em Belém

Ygor Saunier está realizando trabalhos de pesquisa sobre ritmos amazônicos no Pará e, a convite da Prefeitura de Belém, por meio da Fundação Cultural do Município (Fumbel), ele fará uma Vivência Percussiva na Sala Vicente Salles, no Memorial dos Povos, na próxima quinta-feira, 29 de agosto, a partir das 17h. A entrada é gratuita, mas são apenas 50 vagas, com entrega de certificado mediante inscrição via formulário online.

Destinado a alunos, professores, pesquisadores de música, percussionistas e demais interessados, o encontro promete ser um momento de intensa troca de experiências. 

Doutorando pela Universidade Estadual de São Paulo - UNESP, onde desenvolve estudos sobre o Marabaixo, Ygor Saunier é baterista e percussionista do Boi Caprichoso de Parintins (AM) e da banda italiana Gen Rosso, de pop rock e música étnica. Na vivência ele irá compartilhar com o público, os frutos de seus 15 anos de pesquisa sobre as manifestações culturais da região.

O músico traz uma trajetória conectada com a cultura amazônica, especialmente com o Estado do Pará. “As conexões das minhas pesquisas com Belém já vêm de muitos anos. Eu estive aqui pela primeira vez em 2014, quando vim realizar as pesquisas para o meu primeiro livro, Tambores da Amazônia: Ritmos Musicais do Norte do Brasil”, relembra Ygor. 

Naquela ocasião, ele se dedicou a estudar manifestações culturais como a Marujada de Bragança e o Carimbó de Marapanim, trabalhando diretamente com os mestres dessas tradições. “Eu gosto sempre de, nas minhas viagens de pesquisa, estar com eles, trocar ideias... Foi uma experiência muito especial”, acrescenta. Sua pesquisa se estende também a outras regiões do Pará, como o oeste paraense, onde investigou o Marambiré, em Alenquer. 

Para Ygor, a conexão com Belém e o estado do Pará é especialmente significativa. “Aqui, vejo o quanto vocês dão valor e se orgulham do que é amazônico e do que é de vocês, paraenses. O estado do Pará é muito rico culturalmente, com muitos ritmos e tambores, e isso é o foco de toda a minha pesquisa”, afirma.

No Brasil por seis meses, ele pretende concluir suas pesquisas de doutorado sobre o Marabaixo dos quilombos da capital do Amapá. Durante sua estadia em Belém, visitou o Museu Emílio Goeldi, onde encontrou registros de muitos dos tambores que integram seu estudo. Natural de Maués, no Amazonas, mesmo morando na Europa, ele mantém uma forte ligação com as tradições amazônicas, retornando anualmente para participar da banda oficial de arena do Boi Caprichoso em Parintins. “Este ano foi muito especial, e pretendo voltar sempre. E nunca perco essas ligações com esta região”, finaliza o pesquisador.

Serviço

Vivência sobre Ritmos Amazônicos. Dia 29 de agosto, às 17h, na Sala Vicente Salles - Memorial dos Povos (Av. José Malcher, 257). Entrada gratuita, mediante inscrições para certificados, pelo link: Inscrições gratuitas pelo link https://forms.gle/BMoYKt4N2W6hvDzx8 - 50 Vagas. Os participantes podem levar instrumentos percussivo para a vivência.

27a Feira do Livro traz várias atrações musicais

A 27ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes foi aberta neste sábado, 17, com uma grande revoada de Pássaros e homenagens à mestra de cultura popular, Iracema Oliveira, e ao escritor, Juraci Siqueira. Além da literatura, a música é também um ponto forte na programação que vai até domingo, 25 de agosto, no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém. 

Dividida em três espaços, Arena Multivozes, Arena das Artes e a Arena Amazônia, a programação literária é composta de um circuito de atividades culturais e artísticas. Palco central da feira, a Arena Multivozes será ambientada com intervenções artísticas, rodas de conversa e saraus. Já na Arena das Artes, espaço dedicado às crianças, será celebrado a infância por meio de teatros, histórias e apresentações lúdicas. A entrada é gratuita, das 9h às 21h. A realização é do governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult).

Na Arena Amazônia há shows todos os dias, às 20h, em palco montado no estacionamento do Hangar. Entre as atrações, a Amazônia Jazz Band, o Arraial do Pavulagem; Frutos do Pará e convidados; AQNO; Dona Onete; Carabao; Zaynara; Trilogia; e para encerrar o grande tributo ao Tonny Brasil, “Pai do Tecnobrega”, com produção da Agência Cultural Ampli Criativa.

O tributo reunirá mais de dez artistas, que celebram o legado de Tonny Brasil, reconhecido como um dos grandes ícones da música paraense. Entre as participações, Rebeca Lindsay, Hellen Patrícia, Gang do Eletro, Edilson Morenno, Marcelo Wall, Marcia Rocha, Kiko Neto, Sandro Aragão e Chico Salles. O repertório inclui grandes sucessos eternizados na voz e letras de Tonny Brasil, como “Oração”, “Sonho”, “Doce Mel”, “Cúmbia do Amor” e muito mais.

Artistas paraenses celebram legado de Tonny Brasil

Com 40 anos de carreira, Tonny Brasil faleceu em junho deste ano, aos 57 anos, deixando um legado de mais de duas mil músicas, que foram gravadas por artistas de renome nacional, como Marília Mendonça, Reginaldo Rossi, Gaby Amarantos e Joelma. Tonny é considerado o “Pai do Tecnobrega", gênero musical tradicional do Pará, que mistura batidas eletrônicas ao brega.

A técnica de enfermagem Marisa Siqueira, viúva de Tonny Brasil, aprovou a iniciativa. “Em meio à tanta saudade, fica a nossa gratidão por essa homenagem. A gente tem comentado que o Tonny Brasil não imaginaria o gigante que ele é e o quanto ele é querido pelos paraenses. Não iremos perder esse momento por nada. Lá de cima, ele também deve estar muito feliz”, emociona-se. 

A Gang do Eletro tem em Tonny Brasil uma de suas principais referências. Keila, integrante do grupo formado ainda por DJ Waldo Squash, Marcos Maderito e Will Love, promete um show repleto de sucessos, em celebração ao legado do “Pai do Tecnobrega”, a exemplo de “Una Cosa”, composição de Brasil gravada pela Gang do Eletro no seu álbum de estreia, em 2013.

“Tonny Brasil é um grande compositor, então a galera pode esperar um show com muitos hits. Vamos fazer essa participação com todo nosso carinho, mas também uma dor no coração, porque a gente preferia estar fazendo uma homenagem em vida. Mas é isso que a gente pode fazer agora, porque o Tonny merece muito por toda a sua contribuição para a nossa música”, diz Keila.

Quem acompanha os shows de Rebeca Lindsay sabe que as canções de Brasil fazem parte do repertório da cantora. Segundo ela, será um prazer participar do tributo. "Tonny é um grande nome da nossa música, dono de um acervo de composições incríveis. Ele foi e sempre será uma inspiração para mim e para muitos da nossa cena. Com certeza será um prazer inenarrável participar desse momento", destaca.

Serviço

Show-tributo a Tonny Brasil

Data: 25 de agosto (domingo)

Hora: 20h

Local: Hangar Convenções e Feiras da Amazônia (Av. Dr. Freitas, s/n - Marco)

14.8.24

Márcia Tiburi vem a Belém para congresso na UFPA

A filósofa, escritora, doutora e professora convidada da Université Paris 8, Márcia Tiburi,  confirmou que realizará a conferência de abertura do 1º Congresso dos Professores da Educação Básica em Língua, Linguagem e Literatura da Panamazônia (1º Cllimaz) e do 2º Encontro dos Egressos do ProfLetras da UFPA (2º Letrasvivaz), no dia 24 de setembro, no Centro de Convenções Benedito Nunes/UFPA, em Belém.

A expectativa é de reunir entre 800 a 900 professores e professoras da educação básica e superior para debater a educação ambiental, climática e a formação permanente, sobretudo em linguagens, considerando as realidades dos educadores e dos discentes panamazônicos.  

Márcia Tiburi abordará a temática: Ensinos e saberes das linguagens na Amazônia: entre vozes que gritam e a floresta que se levanta, sinalizando a importância de formação permanente que promova a interlocução política constante da diversidade cultural e da produção intelectual universitária com a educação básica e a sociedade, singularizando-se pelo compromisso efetivo do ensino médio, fundamental e superior com as causas climáticas e das populações da Panamazônia em defesa de um novo projeto de desenvolvimento sustentável para o planeta e para a vida. 

O professor da Universidade Federal do Pará  e presidente dos eventos,  Marcos Cunha, diz  que o 1º Cllimaz promoverá a interlocução entre os diferentes profissionais da área, pensará o ensino da linguagem para além da gramática tradicional e das variantes prestigiadas da língua portuguesa, além de  estimular a relação  com a educação  superior para discutir o ensino de língua, linguagem e literatura como ações de valorização humana dos sujeitos e de suas espacialidades na região panamazônica.

O 2º Letrasvivaz, segundo ele, viabilizará a formação continuada dos docentes da rede pública fundamental e básica a que se propõe o Programa de Mestrado em Rede Nacional em Letras. “Desde 2013, mais de 4,1 mil professores de Língua Portuguesa se tornaram mestres e atuam na área educacional brasileira”, destacando a abrangência desse programa em rede de formação continuada.

Os eventos são organizados pelo Programa de Mestrado em Rede Nacional em Letras (ProfLetras), Unidade Regional Norte, e tem o apoio institucional da Universidade Federal do Pará  (UFPA), do Instituto de Letras e Comunicação (ILC- UFPA) e o patrocínio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação(MEC). 

(Holofote Vrtual, com Kid Reis - Ascom UFPA/ProfLetras-Norte - Foto: Instagram de Márcia Tiburi)

13.8.24

ILQF reúne Abridores de Letras em Belém do Pará

Foto: Nailana Thiely
Dedicado a preservar e fortalecer esse saber popular, o Instituto Letras que Flutuam (ILQF) será lançado em Belém entre os dias 15 e 17 de agosto, com uma programação especial que inclui a exibição do documentário "Marajó das Letras", debates, oficinas para alunos das ilhas de Belém e um encontro inédito entre os artistas abridores de letras do Pará.

A Amazônia é região marcada pela força de suas águas, berço de uma tradição visual única: as caligrafias coloridas que adornam as embarcações ribeirinhas. Essas letras, cuidadosamente esculpidas pelos "abridores de letras", simbolizam uma expressão artística profundamente enraizada na cultura amazônica.

O ILQF, primeiro instituto voltado à cultura ribeirinha no Brasil, surge após 15 anos de pesquisa e promoção desse ofício singular. Fernanda Martins, idealizadora do projeto, enfatiza a importância dessa cultura visual na Amazônia, que, assim como a música e a dança, reflete os saberes locais e a identidade ribeirinha. “O homem amazônico, ao fazer cultura, traz o colorido para se sobrepor ao regime da natureza”, destaca.

Foto: Nailana Thiely
 O Instituto, que conta com um Conselho de Associados formado por profissionais de diversas áreas, visa garantir a preservação e a valorização desses artistas. Além de fortalecer a cultura visual amazônica, o ILQF também busca proteger os direitos autorais dos abridores de letras.

Durante o evento de lançamento, os abridores de letras terão a oportunidade de se reunir pessoalmente pela primeira vez, após anos de conexão virtual. A programação incluirá ainda oficinas de abertura de letras para alunos das escolas públicas das ilhas de Caratateua e Cotijuba, além de uma pintura coletiva com os mestres abridores.

Programação do Ciclo de Atividades

Local: Centro Cultural Bienal das Amazônias, R. Sen. Manoel Barata, 400 - Campina, Belém

15 de agosto (quinta-feira):  

 9h às 18h | Encontro de Formação para os Artistas Abridores de Letras (Sala Multiuso)

16 de agosto (sexta-feira):  

9h às 17h30 | Continuação do Encontro de Formação  

18h30 às 20h | Cine Letras + Bate-Papo com Fernanda Martins, Sâmia Batista e os Abridores de Letras (Hall de Entrada)

17 de agosto (sábado):  

9h às 12h | Ciclo de Oficinas de Abertura de Letras e Abrindo Paisagens para alunos da região das Ilhas de Belém (Sala Pequena/Biblioteca)

O ILQF é uma realização do Mapinguari Design e Letras que Flutuam, em parceria com o Centro Cultural Bienal das Amazônias, Instituto Peabiru e Fundação Escola Bosque (Funbosque), com patrocínio da Equatorial Pará, por meio da Lei Semear.