11.12.10

Novidades do show Invento no Projeto Uma Quarta de Música

Com muitas novidades, o show no Margarida Schivasappa promete. Os ingressos estarão à venda a partir desta segunda-feira, 13, na loja Ná Figueredo. E no dia do show, uma hora antes, na bilheteria do teatro.

Depois do aquecimento na temporada que encerrou na terça-feira, 07, no Espaço Reator, o show Invento segue para o Teatro Margarida Schivasappa do Centur, onde será apresentado no dia 15 de dezembro, a partir das 20h, dentro do projeto Uma Quarta de Música.

Quem esteve na platéia, durante a temporada do Reator, não teve dúvida de que a cantora, depois de 13 anos longe dos palcos, voltou com vontade de ficar, seguir carreira solo. 

O tempo ausente, porém, não deixou que ela perdesse a força que esbanjava quando a acompanhávamos, nos anos 90, em shows no extinto bar Go Fish, com a banda Jardim Elétrico/Florbella Spanka. A cantora mostrou que continua mais afinada e performática do que nunca. Sônia tem magnetismo no palco, onde se mostra total, com belos timbres, que contagiam a platéia. 

Uma força vital que não está apenas na hora de cantar. Ela também é uma grande produtora. Inscreveu e aprovou o projeto do show Invento no edital da Secult de Música 2009, resultando no que estamos presenciando agora.

Além disso, preocupa-se com todos os outros detalhes de produção, escolheu um repertório refinado e está bem acompanhada pelos músicos Renato Torres (violões) e Rubens Stanislaw (baixo), velhos companheiros e por Diego Xavier (bandolim e percussão), o mais novo dessa turma, que inclui ainda por trás do pano, Léo Bitar, na produção musical e Nando Lima, na cenografia, além dos retoques visuais do make up de Antonio Maurity.

Ao entrar em cena, Invento vai num fôlego só, durante as primeiras músicas, “Clarear (Renato Villaça), Balada de Agosto (Zeca Baleiro e Fagner), Canção Prisão (Paulinho Moska), Água (Kassin) e Pérolas aos Poucos (José Miguel Wisnik e Paulo Neves).

A partir daí, Sônia interage. Descontraída conversa com seu público, brinca e deixa tudo leve no ar. Mas a impressão que dá é que ela e sua voz não cabem no espaço em que se projetam, querem mais e mais, sempre.

Quando retorna ao microfone, arrasa em Canto (Renato Villaça). Depois enuncia seu talento em “Algum Mar”, de Renato Torres e Edyr Gaya, uma canção de contratempo difícil, bela de ouvir. 

O repertório traz ainda “Quieto um Pouco” (Maurício Pereira), “Cartão Postal” (Rita Lee/Paulo Coelho), lembrando os velhos tempos do Florbella Spanka, Confissão (Nei Lisboa), Délica (Dulce Quental) e Zensider (Edvaldo Santana).

Novas invenções - Mas quem foi ver Invento no Reator e acha que já ouviu tudo é bom esquecer e ir tranqüilo assisti-lo novamente no Margarida Schivasappa, pois haverá inúmeras surpresas, como as já apresentadas na última terça, com “Arrastão", de Edu Lobo e Vinicius de Moraes, simplesmente divina na voz de Sônia, em uma clara homenagem a Iemanjá, e "Fruto Proibido", de Rita Lee, lembrando mais uma vez os anos 90.

Outra novidade, já anunciada pelo músico Renato Torres, em sua página  no Facebook, será  a execução de “O Sonho”, de Egberto Gismonti, que ganhou belos arranjos na tarde deste sábado, 11. E tem mais, o show no Margarida Schivasappa terá participação do tecladista Rodrigo Ferreira.

PARCEIROS - O show Invento tem patrocínio do Governo do Estado, através do Edital Prêmio Secult de Música, Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves e apoio cultural da Intimidia, Sol Informática, La Maison Du Pain, Apce Música, Na Music, Produtores Criativos e Reator. 

Serviço
Show Invento. Nesta quarta-feira, 15, no projeto Uma Quarta de Música, às 20h, no Teatro Margarida Schivasappa do Centur. Ingresso R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia) – à venda a partir desta segunda, 13, na loja Ná Figueredo (Av. Gentil Bittencourt, com Trav. Benjamin Constant). 

Mais informações: 91 8134.7719. O Holofote também está sorteando um par de ingressos por dia, até quarta-feira, ao twiteiros de plantão. Fique atento, sempre a partir das 15h. 


Cineclube Império abre as portas neste domingo exbindo uma raridade

"Saravah", uma verdadeira pérola, será o segundo filme a ser exibido nesta manhã de domingo, na sede da Escola de Samba  Imperio Pedreirense. Dirigido pelo francês Pierre Barouh, o filme foi rodado no final dos anos 60, registrando, em película, aquele momento fértil da música brasileira, com Baden, Pixinguinha, João da Biana, Bethânia e Paulinho da Viola, entre outros.

O primeiro filme da sessão de abertura  será  “Carnaval 2009 - Embaixada de Samba do Império Pedreirense" , de Pedro Olaia. A idéia do novo cineclube foi pensada num encontro entre os agitadores culturais Help Luna e Arthur Leandro, e tem como mote exibir filmes que tratem do carnaval e do samba. 

Logo depis, entra na tela, "Saravah", obra que surge quando desembarca no Brasil, mais exatamente no Rio de Janeiro, em fevereiro de 1969, o diretor de cinema francês Pierre Barouh. Disposto a registrar em película momentos de uma música brasileira que, embora conhecesse pouco, o fascinava intensamente. O olhar do estrangeiro, de coração aberto para a música brasileira, capturou imagens que durante 36 anos permaneceram desconhecidas no país.

Assisti o DVD, que a Biscoito Fino lançou nos anos 2000. É de arrepiar ver os ancestrais Pixinguinha e João da Baiana, então octagenários, além de Maria Bethânia (veja o vídeo), aos 21 anos, uma coisa, vocês precisam ver, e Paulinho da Viola, que juntos mandando vários sambas, na mesa de um bar.

Ela da geração Tropicália, já tinha todo o potencial que conhecemos até hoje, é impressionante. Já Paulinho, que estará entre nós neste natal, fazendo questão de dizer que é compositor de sambas enredos e que aí se diferenciava um tanto da outra turma embora com ela dialogasse.

Mas a costura maior vem com Baden Powell, de fato o grande ídolo de Barouh, fazendo o elo de ligação entre gerações tão distantes e fundamentais da arte brasileira. É de doer de tão linda a abertura num desfile de carnaval no sambódromo do Rio de Janeiro, ao som misturado do batuque da escola de samba, Mangueira, e da música Saravah, o nosso Samba da Benção! A música também encerra tudo, com Baden (vídeo) e Pierre, demais!

Utilizando-se de uma estética do cinema verdade francês, Barouh está interessado nas intervenções culturais e religiosas da presença da África no Brasil, e também entrevista João da Baiana que, acompanhado por Baden ao violão, sapateia e toca prato e faca, enquanto entoa "Okekerê", de sua autoria, e "Yaô", de Pixinguinha.

Cineclube - As parcerias com outros cineclubes e com a ParáCine vão proporcionar o acesso ao acervo de filmes dessas organizações, filmes que atendem a linha editorial do cineclube. Para Help Luna, fazer cineclube dentro da escola de samba valoriza a cultura popular do carnaval e incentiva o público a se envolver nas atividades da escola.

Não vai perder esta sessão de abertura do Cineclube Império Pedreirense, realizada pela Associação Recreativa e Cultural Terceria Idade Pedreirense - ARCTIP, e da Ala das Baianas da ACSBE Embaixada de Samba do Império Pedreirense, com apoio da Federação Paraense de Cineclubes -ParáCine -, da UFPA, do Cineclube Nangetu, juntamente com a rede [aparelho]-:, Cineclube Amazonas d'Ouro, Cineclube ti Bamburucema, Projeto Resistência Marajoara e Idade Mídia.

Serviço
Neste domingo, 12, às 9h, com exibição de “Carnaval 2009 - Embaixada de Samba do Império Pedreirense" , de Pedro Olaia e rede [aparelho]-: (11 min, Belém/PA/BR 2009); e Saravah, de Pierre Barouh (90 min, França/Brasil, 1969). Ao meio dia tem Festival do Tacacá.

10.12.10

Teatro, dança e videodança neste domingo no Circuito das Artes

A programação inicia às 11h, com a estréia de “Os Trágicos da Cidade”, no Anfiteatro da Praça da República. No final da tarde, às 18h, será a vez de Marina Mota, exibir o videodança “Sincronicidade”, no Sesc Boulevard. E às 19h30, será reapresentado o espetáculo “Serpentinas e Poesia”, de Ana Flávia Mendes, na Sala de Dança do IAP.

O Circuito das Artes reúne música, dança, teatro e artes visuais, apresentando ao público o resultado das Bolsas de Pesquisa, Experimentação e Criação Artística 2010. Todas as atrações têm entrada franca.

“Os Trágicos da Cidade” foi criado a partir de uma investigação sobre a cena teatral de rua em Belém, por meio das vivências artísticas dos atores da Entreatos Companhia de Arte, Emerson de Souza, Jhonny Russel, Milton Aires e Lu Maués.

A companhia, que possui em seu repertório espetáculos que muitas vezes colocam o público como protagonista da cena, se propôs a verificar a configuração do teatro de rua em Belém, analisando, inicialmente, espetáculos do próprio grupo, como “O Circo em Família,” “Estórias de Vagalume” e “Carro-céu”.

“Em seguida, iniciamos experimentos com base em conceitos de Brecht, utilizando textos dramáticos e poéticos do autor, como proposição para a criação de cenas de um novo espetáculo”, explica Lu Maués. “Relacionamos a essas experimentações, vivências pessoais e coletivas dos atores”, completa.

Os Trágicos da Cidade
“Os Trágicos da Cidade” é resultado da pesquisa “Soul da Rua - O papel do ator da dramaturgia à cena no teatro de rua em Belém”. A intervenção tem texto de Jhonny Russel e roteiro do elenco.

Videodança - A observação do movimento das pessoas, também chamado de “corpo cotidiano”, nas praças da República, Batista Campos e do Carmo, foi o ponto de partida da pesquisa que deu origem à videodança “SincroniCidade”, de Marina Mota, que buscou ressaltar o que poderia haver de sincrônico nesta movimentação e suas articulações com o corpo artístico do bailarino-pesquisador-intérprete.

“As praças”, diz a artista, “são espaços coletivos que refletem formas determinadas de ocupação e apropriação do espaço, inerentes às sociedades capitalistas, por isso possuem um caráter simbólico no contexto urbano”. No caso das praças escolhidas, além de marcos importantes para a história social de Belém, são espaços de “respiração” em meio ao ritmo acelerado da vida urbana.

A pesquisa utilizou como meio de apropriação de movimento a mimeses corpórea e, posteriormente, laboratórios sistemáticos de desconstrução das ações pesquisadas com a dança contemporânea.

Serpentinas - A obra carnavalesca de João de Jesus Paes Loureiro, inspiração para a criação do espetáculo “Serpentinas e Poesia”, da Companhia Moderno de Dança e o Grupo de Dança Moderno em Cena, será reapresentada às 19h30, na Sala de Dança do Instituto de Artes do Pará (IAP). 

Matinta estreia em Belém repleto de magia e encantamento amazônico

Fotos desta postagem, de Marcelo Lélis, que também assina o Still do filme.

Houve sessão especial pela manhã, mas haverá reapresentação  aberta, logo mais, às 23h20, com entrada valendo um quilo de alimento não perecível.

Os candangos de Melhor Som e Melhor Atriz de “Matinta”, recebidos em Brasília, em seu 43º festival de cinema, foram vistos na manhã desta sexta-feira, na sala 7 do cinema Cinépolis do Doca Boulevard.

Fernando Segtowick fez a primeira exibição do curta, em Belém, para uma platéia de amigos, jornalistas e críticos de cinema. Estiveram presentes, entre outros, Luzia Miranda, Pedro Veriano, Marco Antônio Moreira e Augusto Pacheco. Prestigiaram o lançamento também, o jornalista e diretor de teatro Alberto Silva Neto e as jornalistas Sonia Ferro (Tv Cultura do Pará) e Vilma Reis (Rádio CBN Liberal).

Além de apresentar a equipe técnica do filme, a estreia para convidados contou também com a presença da atriz Dira Paes, que faz o papel de Walkííria.

“Tenho certeza de que estes prêmios estão abrindo outras portas ao cinema paraense. Agora sabemos que podemos fazer um longa com uma equipe toda de paraenses”, disse ao público, com sua premiação em punho.

Em seguida, finalmente, Matinta surge no telão, com excelente projeção, diga-se, da sala 7, do Cinépolis. Logo na sequência de abertura, entende-se a segunda premiação, de melhor som, ganho pelo filme.

Toda a magia da floresta, com seus encantamentos, está explícita ali, uma opção clara dos realizadores que tinham a intenção de levar os espectadores a se transportarem para este universo imaginário e de suspense contidos na história a ser cotada dali por diante, sem recorrer a efeitos especiais.

Veja o trailler aqui.





Dira mais uma vez, surpreende. Sua atuação diante da câmera arrepia ao se transformar numa personagem que, impregnada de misticismo e sedução, encanta o caboclo Felício, personificado pelo Adriano Barroso em ótima atuação.

Destaca-se, ainda, a atuação de Astrea Lucena, no filme, a velha Nazaré, mãe de Felício,  mulher entendida de mandiga de Matinta, que consegue desfazer o feitiço que leva a personagem de Nani Tavares, Antônia, mulher de seu filho, à morte. O desfecho, porém, não seria o melhor. Também no elenco, Andreia Rezende, a comadre do casal, e a menina Marina de Paula, a Jandiara, filha do casal amaldiçoado pela Matinta, ambas muito à vontade em seus papéis.

Ao utilizar a figuração feita com moradores, velhos, crianças, homens e mulheres, da comunidade de Caruaru, em Mosqueiro,  principal set de filmagem de Matinta, o diretor acertou mais uma dentro.  Eles  que vivem em seu cotidiano a magia destas lendas de encantamento, contribuiem ainda mais para a representação de realismo fantástico que envolve o filme durante seus 20 minutos.

“Matinta” consegue reunir excelentes atores, ótimo som, bela fotografia e apuro técnico. Dá um novo rumo à carreira do diretor Fernando Segtowick, que já conhecíamos desde “Dias” e “Dezembro”, filmes que se assemelham em suas estruturas de histórias paralelas e de urbanidade, com montagens próximas da linguagem de videoclipe.

“Acho que temos que contar nossas histórias”, disse Fernando. E assim foi. Em “Matinta”, além da mudança radical de perspectiva, tratando de um tema místico, com história que emerge das entranhas da floresta Amazônica, percebe-se que o tempo da narrativa ganha seu lugar, obtendo um resultado de fôlego curtametragista, o que certamente o levará a vários outros prêmios.

Serviço
Curta “Matinta”. Nesta sexta-feira, 10, às 23h20, no Cinépolis do Cinema Doca Boulevard, na Av. Doca de Souza Franco. Entrada: um quilo de alimento não perecível.

9.12.10

Samba-rock com A-corda Bamba!, Novos Camaleões e o incrível Buscapé Blues

Já ouviu Buscapé Blues? Se ainda não, a sua oportunidade de fazê-lo, ao vivo, está nesta sexta-feira, 10, dando uma chegada em Icoaraci, a Vila Sorriso, mais exatamente no bar Coisas de Negro ou simplesmente no bar do Ray. 

Vai rolar uma mélange musical, um encontro de samba-rock com os grupos A-corda Bamba!, Novos Camaleões e o incrível Buscapé Blues, sim, incrível!

No site da Trama Virtual tem uma boa descrição de seu trabalho construído a partir de sua vivência urbana, de periferia e especialmente na Marambaia, em que cresceu e onde o conheci, ainda nos anos 1980. Para este bairro, Buscapé fez uma de suas canções de mais sucesso, um blues chamado, claro, Marambaia.

“Sob a influência de Raul seixas e de outros roqueiros não menos undergrounds, Buscapé Blues faz um som essencialmente urbano e com um toque absolutamente rural. Seus poemas e melodias são fáceis: ele tem a simplicidade e a profundidade dos grandes poetas. Suas letras são crônicas de uma realidade angustiante: através delas, tece a teia da crítica social, com humor típico dos profetas que sorriem da vida.

Seus acordes têm a singeleza das harpas gregas: suas músicas são lúdicas como os jogos infantis, divertem-nos. Os temas da banda são necessáriamente ambíguos e paradoxas, fazem noss refletir e rir; amor e ódio, filosofia e ironia, hipocrisia e desejo, prazer e violência, política e sacanagem, heroísmo e porcaria, história e mentira, virtude e vício, mar e morte..."

Não deixe de ler também a biografia não autorizada do artista escrita por Zenito Weyl, no blog Música Paraense, com informações sobre o seu CD Andarilho das Galáxias, sucesso aqui em casa também!

É isso aí. E curta Marambaia, aqui!

Serviço
O Bar Coisas de Negro, espaço de resistência a cultura negra, fica na Rua Dr. Lopo de Castro, 1081, em Icoaraci. Início 21h. Até 22h, o ingresso custa R$ 3,00 e após, R$ 5,00.

Filme de Peter Greenaway é boa dica para começar o final de semana



A Sessão Maldita, desta sexta, 10, está muito bem servida. Vai exibir “Zoo - Um z e dois zeros”, do cineasta Peter Greenaway, a partir das 21h30, no Cine Líbero Luxardo.

Peter Greenaway é um diretor consagrado, autor de obras como “O Cozinheiro, o Ladrão, Sua Mulher e o Amante” (1989), “Afogando em Números” (1987), “O Livro de Cabeceira” (1996) e “A Última Tempestade” (1991), para citar os mais conhecidos do público.


“Em Zoo – Um z e dois zeros”, que também entra nesta lista dos mais mais, Greenaway mostra os empregados de um zoológico, os irmãos gêmeos Oswald e Oliver, dedicados aos estudos sobre a evolução das espécies, utilizando animais mortos, após perderem suas esposas em um acidente de carro. Buscando o sentido da vida nessas pesquisas, eles chegam até Alba, a única sobrevivente do acidente de suas mulheres, e acabam se envolvendo em um triângulo amoroso com ela. No elenco, estão Andréa Ferréol, Frances Barber, Brian Deacon, Eric Deacon, Joss Ackland, Jim Davidson, Ágnès Brulet, Guusje van Tilborgh, Gerard Thoolen e Ken Campbell.

Serviço
Zoo - Um Z e dois zeros, de Peter Greenaway (Holanda/Inglaterra, 1985). Nesta sexta, 10, às 21h30, no Cine Líbero Luxardo – Centur. Entrada franca.

Entrevista: Dulce Quental retorna a Belém com show retrospectivo de sua carreira

A cantora chega para fazer um show histórico. “Foi muito difícil chegar até aqui. É hora de comemorar!”, diz ela que se apresenta nesta quinta-feira, 09, a partir das 21h, no Teatro Margarida Schivasappa do Centur (ingresso R$ 30 e R$ 15).

É o mesmo palco em ela pisou há quase 20 anos, pela primeira vez em Belém. Daquela época Dulce Quental recorda que se apresentou com apenas dois músicos e um computador. E cantou músicas inéditas, até hoje nunca gravadas. Noite memorável. Mas o show desta vez, traz um trio de primeira na banda.

Dulce chamou Rafael Elfe, que ela diz ter cara de Jim Morrison e voz de Renato Russo; João Bani, que já havia tocado com ela antes. “A elegância econômica e silenciosa da sua percuteria tomou definitivamente o lugar de um baterista no meu coração”, diz.

E ainda Felipe Barão, na guitarra, que ela considera um “músico nato, de musicalidade que flui sem firulas. “Com esse pequeno trio mais a base dos meus violões, de nylon e aço, tomei a coragem que faltava pra cair na estrada”, revela.

O show que agora comemora seus 28 anos de estrada, quer contemplar principalmente o público que sempre a acompanhou. Mas aqueles que ainda não a conheciam, acredito, sairão do teatro com a certeza de que nunca mais irão deixá-la.

Antes de chegar em Belém, do Rio de Janeiro, onde mora, Dulce Quental conversou com o Holofote Virtual e falou de suas expectativas para este show, sobre a carreira, a nova geração da música no Brasil, sua relação com a internet e relembrou ainda outra noite histórica, quando veio a Belém e encontrou um público enorme, produtores incríveis, seus amigos até hoje e, sem nenhuma coincidência, são os mesmos responsáveis, hoje, mais uma vez por ela estar aqui.

Holofote Virtual: Vamos fazer um rápido flash back? Como foi aquele momento da carreira em que você fez o show aqui?

Dulce Quental: Estive em Belém em 1991, me apresentando no Margarida, mesmo teatro que me apresentarei agora dia 09. Na época, me apresentei apenas com dois músicos e um computador. Me lembro de ter tocado musicas inéditas que acabei nem gravando e fiz duas apresentações na mesma noite. Foi uma ótima temporada principalmente por conta dos produtores locais que acabaram ficando todos meus amigos e é um pouco por causa deles, especialmente por causa do Mariano Klautau, que estou voltando depois de tantos anos. Nós nunca perdemos contato esses anos.

Holofote Virtual: O público daquela época te acompanhou por muito mais tempo. O que se pode esperar?

Dulce Quental: Podem esperar uma artista mais madura e completa. Eu diria que vamos revisitar vários momentos da minha trajetória como artista e principalmente compositora. Será um momento único que pode não se repetir. Esse ano fiz 50 anos e a vida está mudando muito rápido e me apresentando novos caminhos e desafios. Tenho a impressão que esse show vai registrar o fim de um ciclo.

Holofote Virtual: Na época, a década de 80 estava impregnada nas tuas canções, nas tuas parcerias, anos velozes, telúricos. Hoje, o que você está compondo?

Dulce Quental: Tenho composto com dois jovens compositores que conheci esse ano no Paraná. Paulo Monarco e Zé Manoel. Eu diria que eles representam as duas faces da minha personalidade como artista. O lado Moska/Raul e a face bossanovista clássica. Vocês ainda vão ouvir falar desses dois novos talentos. Eles estão se destacando em muitos festivais por onde passam no Brasil todo.

Holofote Virtual: Falando em parcerias, Arnaldo Antunes, Arrigo Barnabé, Frejat eram presentes naquela época. E agora, quem mais te acompanha?

Dulce Quental: Tem um garoto que está tocando comigo e com quem compus canções nesses últimos 5 anos. Ele tem voz de Renato Russo, cara de Jim Morrison, pegada de Nick Drake. Toca gaita, compõe bonitas melodias pop. Vocês vão conhecer ele. E tem o Zé Manoel que é a minha atual paixão musical. Só deu Zé Manoel no meu dial esse ano. Ele toca piano, tem formação erudita e um talento pra compor arretado. É a voz mais doce de homem que eu já escutei. É o João Gilberto da nova geração. É uma questão de tempo o Zé estourar. Ele já é um clássico pra mim. E tem o Paulo Monarco também que é muito interessante. Uma mistura de Caetano, Moska e Raul Seixas.

Holofote Virtual: Neste show há novas composições, mas traz também antigos sucessos. O que temos aí no repertório?

Dulce Quental: Vai ter um pouquinho de tudo. É um show pra quem conhece meu trabalho. Não é um show difícil. Quase só tem sucesso de carreira e de compositora. Coisas que fiz para o Barão Vermelho. Parcerias com Moska e Ana Carolina.

Holofote Virtual: Os tempos andam mais enlouquecidos, mas a plataforma virtual tem facilitado as coisas. Como você se utiliza disso, à exemplo?

Dulce Quental: Esse show não seria possível sem a internet. Toda a produção está sendo feita por mim e pelo Luizão Costa o produtor aí de Belém. Quando a gente conseguiria eliminar os intermediários e fazer um show desse jeito há alguns anos atrás? Vídeos, fotos, vinhetas, toda a produção facilitada pela internet. Uma maravilha. E a divulgação pelas redes. Espero que o povo compareça!

Holofote Virtual: Teus fãs estão espalhados pelo Brasil. Vai dar pra atender todo mundo?

Dulce Quental: Eu tenho a esperança de poder levar esse show para outras regiões do país. Para isso estou montando um projeto que dei o nome de Conatus Coletivos. A idéia é unir talentos de regiões diferentes do Brasil e produzir encontros inéditos. Quero viajar com o Zé Manoel, o Paulo Monarco, o Rafa, enfim, os garotos...

Holofote Virtual: Deste momento da música no Brasil, que tem achado?

Dulce Quental: Muito fértil. Vem uma geração aí muito talentosa. Muito mesmo. Estou impressionada. Estou encontrando talentos com quem dialogar depois de muitos anos de seca. O Zé é um deles. Paulo também. E tem a turma de SP. O Rômulo Froes. Muita gente cabeça feita.

Holofote Virtual: Rápido. O que anda ouvindo, o que vem pela frente e quais as expectativas para o show aqui em Belém?

Dulce Quental: Tenho ouvido Zé Manoel. Compondo para um disco novo. Tenho mais de 30 composições engavetadas. Do ano que vem não passa. E a expectativa é de uma noite histórica na minha carreira. Foi muito difícil chegar até aqui. É hora de comemorar!

8.12.10

"No Trono" está em cartaz no Teatro Cláudio Barradas até domingo

Entra em temporada nesta quarta feira (08) e vai até o dia 12, sempre às 19h, na Escola de Teatro e Dança da UFPA (ETDUFPA), uma comédia absurda que conta a história de uma ilha tropical em que as bananas são abundantes, onde a monarquia e a tirania imperam soberanas nas mãos de um rei exageradamente excêntrico.

O espetáculo “NoTrono” é uma adaptação do texto teatral "Palácio dos Urubús", do premiadíssimo Ricardo Meirelles. A peça é resultado da disciplina Prática de Montagem I e realizada pelos atores - alunos do primeiro ano do Curso Técnico de Formação em Ator, sob direção de Marluce Oliveira e Patrícia Pinheiro. 

Satirizando de maneira bem divertida o cotidiano caótico de Babaneiralle, o elenco convida o público a se reunir no palácio real, o pátio aberto da ETDUFPA, para contemplar um mundo nem tanto surreal quanto parece.

Serviço
"No Trono”, adaptação do texto “Palácio dos Urubus” de Ricardo Meirelles. De  quarta a domingo, 08 a 12, às 19h, na ETDUFPA. Trav. D. Romualdo de Seixas, 820, esquina com Jerônimo Pimentel. Ingresso: 10,00 com meia entrada para estudantes. Mais informações: 8220-1597.

Texto: Jacklene Carréra


O Menor Espetáculo da Terra duas vezes hoje na Casa dos Palhaços

A Casa dos Palhaços (Tv. Piedade, 533,  c/ Tiradentes)  abre as portas  hoje para sessões, às 17h e 19h, do espetáculo “O Menor Espetáculo da Terra”. O ingresso é um brinquedo novo. Abaixo, o texto de um aluno do curso de graduação em Teatro da Escola de Teatro e Dança da UFPA escrito como exercício da disciplina Clown.


Duas linguagens no mergulho da arte circense

Por Luciano Lira

“A magia e a tristeza de uma arte orgânica e viva como o teatro talvez resida em sua principal natureza - a efemeridade. É uma pena, pois, mesmo que quiséssemos manter a memória de uma encenação, uma peça filmada nunca possuiria a qualidade necessária para perpetuar sua história, pois é uma magia que acontece ao vivo entre platéia e artistas. Raramente quando é filmada continua mantendo fidelidade ao que é de fato.” (Cris Urbinatti).

No domingo (28.11.2010), pude ter mais uma dessas experiências ao decidir ver “O Menor Espetáculo da Terra” em um dos mais novos espaços de apresentação de nossa cidade, com uma linha de pesquisa e criação artística voltada diretamente para o estudo da linguagem do Clown - a Casa dos Palhaços, em Belém-Pa.

A peça é um mergulho no universo de duas linguagens, potentes por si só. Digo isto por acreditar que tanto o Clown, quanto o teatro de formas animadas, apresentam regras e especificidades próprias a sua natureza, e que em ambas as forma espetaculares é fácil reconhecer a inerente força que estas possuem de “gritar” aos olhos do espectador.

Portanto, imagino que no processo de pesquisa, experimentação e criação artística do espetáculo, o grande desafio dos idealizadores e realizadores deste trabalho foi encontrar dentro da poética do grupo, um ponto harmônico de convivência e diálogo entre as diferentes linguagens - o clown e o teatro de formas animadas.

“O Menor Espetáculo da Terra” é sobretudo a 14ª produção da Companhia Os Palhaços Trovadores. Com a dramaturgia de Cleice Maciel e Marcelo Villela, direção geral, figurino, adereço e bonecos de Aníbal Pacha (do Grupo In Bust Teatro com Bonecos, que já carrega em sua longa trajetória de 14 anos um forte trabalho de pesquisa com atores e formas animadas em cena), tem no elenco Cleice Maciel (palhaça Pipita), Isac Oliveira (palhaço Xuxo), Marcelo David (palhaço Feijão), Marcelo Villela (palhaço Tchelo) e Alessandra Nogueira (palhaça Neguinha), além de contar com a narração de um dos líderes dos Palhaços Trovadores – Marton Maués (atualmente concluindo o doutorado em artes cênicas).

A peça é uma homenagem ao universo circense e proporciona-nos uma viagem pelas histórias e sonhos dos desolados palhaços que foram abandonados pelo seu circo. Suas histórias, peripécias são norteadas por uma narrativa que por vezes apresenta os personagens palhaços, por vezes conta a história, e por outras, apenas comenta a cena que está se desenrolando. O espetáculo também conta com as canções originais de Marcos Vinícius Lopes, e as gravações e arranjos do músico violonista Ziza Padilha.

A peça se configura com figurinos composto por cores brancas, o que de certa forma pode soar diferente ao estereotipo do palhaço a que o público já está mais acostumado. Segundo a dramaturga e atriz Cleice Maciel, a escolha pela cor dos figurinos passou por um processo de discussão coletiva entre o elenco e o figurinista/cenógrafo, onde vários aspectos foram levados em consideração.

Cito por exemplo, os figurinos e objetos de cenas (malas de mão), que possuíam a cor branca, no entanto, os bonecos e a cenografia apresentavam-se extremamente coloridos. Esta escolha permitiu ao grupo o encontro harmonioso entre o palhaço e o boneco, neutralizando um pouco a figura do palhaço durante a manipulação do boneco.

Outra questão importante a ser levantada é o fato de os palhaços tirarem e colocarem o nariz (branco) por diversas vezes na frente da platéia, quebrando uma regra rígida e própria do universo clownesco, onde o palhaço jamais deve colocar ou por o seu nariz na frente de seu público.

O musico Henry Burnet e o poeta Paulo Vieira em sua canção “Palhaço”, nos dizem o seguinte em um pequeno trecho “... na entrada do meu circo há um aviso: aqui jaz o espectro de um homem. Alquebrado, fraco, mas não lhe tomem por triste, ou derrotado, é mais que isso...”.

Em “O Menor Espetáculo da Terra” o fato de o palhaço se desnudar frente a seu público retirando o seu nariz, de imediato nos revela artistas melancólicos que foram abandonadas por seu circo, num segundo momento, daquela situação aterradora e de abandono, os sonhos e anseios de cada palhaço vêem a tona em um misto de dor e comicidade, próprio do personagem palhaço, pois, só este é capaz de ser cômico em sua dor, a ponto de nos fazer rir apenas pela comicidade de seu corpo e de seu gestus, para o palhaço o sorriso é um verso sem palavra.

Quanto ao universo circense podemos dizer que em “O menor Espetáculo da Terra” todos os palhaços têm como sonho uma função que nos remete a números que fazem ou já fizeram parte dos números e esquetes que compuseram a história do circo, como: o aramista, o domador de leões, a contorcionista, o trapezista e a dançarina, lembrando que na história do circo, o palhaço é uma figura que normalmente já passou por diversas funções dentro do circo e que com o tempo, devido aos desgastes ou problemas físicos adquiridos, passam a exercer a função de palhaço.

Apesar de o espetáculo nos remeter aos sonhos e anseios daquilo que eles não foram e desejariam ser, tomo a liberdade de dizer, que em uma outra interpretação, tudo isto que eles sonham não se limita apenas ao que eles gostariam de ter sido, mas, talvez a uma lembrança do que eles já foram um dia.

Trata-se então de uma obra de grande valor estético e experimental, que a partir de sua força criadora nos deleita ao universo circense e nos transporta imperceptivelmente à criança que somos e ao passado que fica.

7.12.10

Sessão Cult e reflexões sobre a dobradinha Cine Líbero Luxardo e MIS-PA

Ao receber a programação do Festival de Filmes da Sessão Cult do Cine Líbero Luxardo, a memória me trouxe à tona: O Cine Líbero Luxardo é hoje um dos espaços mais antigos do circuito de exibição de cinema de arte ou simplesmente de filmes que não ficariam em cartaz nos cinemas comerciais de Belém.

Não lembro em que mês, mas o Cineminha do Centur foi inaugurado, há 24 anos, mais exatamente em 1986, para alegria dos cinéfilos da cidade, que passaram a ter festivais e mostras de filmes do cinema alemão, francês, italiano.

As programações semanais eram certas e logo nas primeiras gestões nasceu a preocupação com a formação de platéias. Muitos dos aficionados e estudiosos e críticos de cinema e até cineastas paraenses de hoje, nasceram ali, nas sessões malditas e cults do Líbero - sem desmerecer, de forma alguma, os saudosos e inesquecíveis Cinemas 1, 2 e 3, da São Pedro.

Foram muitos, os momentos de extrema fertilidade e outros de total indiferença com este cinema que faz parte da nossa história mais recente. Hoje, as sessões do Líbero vão de quinta a domingo, mantendo o padrão de excelência de uma programação que se reinventa para não sair da linha.

Esta semana, por exemplo, a Sessão Cult realiza um festival com os melhores filmes que esta programação exibiu durante o ano. Na quinta-feira, 09, será mostrado “O Oitavo dia”, de Jaco Van Dormael (Bélgica, França/1996/Drama) e na sexta-feira, 10, “O Vento será tua herança”, de Stanley Kramer (Estados Unidos/1960/Drama).

No sábado haverá duas sessões no Líbero. Na primeira, às 16h, será exibido “Sr. Ninguém, mais um filme de Jaco van Dormael” (Can/Bel/Fra/Ale, 2010), com bate papo após a sessão com os crítico da ACCPA – Associação de Críticos de Cinam do Pará e o público. 

A segunda sessão, às 19h30, terá “Cabaret”, de Bob Fosse (Estados Unidos/1972/Drama, Musical). No domingo, 12, fechando tudo, será mostrado “O Incrível Homem que encolheu”, de Jack Arnold (Estados Unidos, 1957/Ficção científica/terror).

Platéia no cinema no centenário de Líbero Luxardo
 Dobradinha Líbero x MIS – E a memória funciona assim, uma coisa vai trazendo a outra e lá vamos nós tecendo a história. 

É no Museu da Imagem e do Som do Pará que se encontram os filmes do cineasta Líbero Luxardo, que dá nome ao cineminha do Centur. 

Em 2009, o centenário de nascimento de Líbero foi comemorado com um belo evento que reuniu alguns de seus filmes restaurados e uma platéia divina, claro, no cinema que traz seu nome. A iniciativa foi de quem? Do Museu da Imagem e do Som do Pará.

O Museu da Imagem e do Som do Pará, nos anos 1980 e 1990, já fazia uma bela dobradinha com o cineminha, funcionava no quarto andar do Centur. Por conviverem em um mesmo espaço, o MIS gravava, no Líbero Luxardo, depoimentos de personalidades, artistas e políticos, material que faz parte de seu acervo. Por causa também dessa dobradinha, com certeza, é que se viu, em 1998, acontecer o restauro de “Brutos Inocentes”, um dos longas de Luxardo. Ainda tenho o cartaz desta sessão de lançamento.

O Mis-Pa, no MAS - ao fundo, poster com Eneida de Moraes
Muito mais antigo que o Cine Líbero Luxardo, o Mis parece carregar uma espécie de maldição: seguir sem ter sede própria, sendo jogado de lá pra cá, dentro de outros prédios públicos a cada gestão pública que passa.

Atualmente, situado no Museu de Arte Sacra, este importante museu ainda está por ver seu acervo organizado e preservado para o bem da pesquisa e da memória. Um verdadeiro atentado à nossa bagagem histórica audiovisual, que o diga Eneida de Moraes, que o fundou com esta preocupação em 1971.

Há boas notícias, porém. Está em andamento um projeto patrocinado pelo BNDES, com objetivo de digitalizar 20 filmes de seu acervo, dos autores Líbero Luxardo, Milton Mendonça, Alceu Massari e Giovanni Galo. O resultado está previsto para 2011. Um sinal de que resta, sim, preocupação com isso.

Mas como estamos em fase de transição de governo e, embora as especulações sejam muitas, não saibamos ainda quem será o novo secretário de cultura, é bom lembrar que uma parte do orçamento do PAC - Cidades Históricas para o Pará estaria destinado à sede do MIS-PA.

Acervo de películas
De acordo com as notícias e entrevistas veiculadas pela imprensa no mês de junho deste ano, o MIS seria finalmente contemplado, ao ganhar seu espaço próprio e devidamente adequado às suas funções, dentro do projeto de restauração do Teatro São Cristóvão, com uma obra orçada em R$ 4 milhões.

A idéia, segundo o que se divulgou, era iniciar as obras em janeiro de 2011, finalizado tudo até o mês de dezembro do mesmo ano. O que já se esperou por décadas será muito bem recebido, se concluído de fato em um ano.

Com uma sede própria e com um acervo restaurado e organizado quanto todos nós não ganharíamos? E quem sabe as dobradinhas do MIS, com o Cine Líbero Luxardo, não voltam melhores? A Sessão Cult incluiria filmes históricos do acervo do MIS, como o Cine Memória o fez, no curto tempo em que existiu como projeto do MIS, no auditório do Museu de Arte Sacra.

É bom pensar que tudo isso seja possível, assim como é justo dizer,  contudo, que  o Museu da Imagem e do Som ganhou avanços nestes últimos anos. E que seu acervo sonoro, que traz áudios importantíssimos, também está sendo digitalizado, felizmente, através de um outro projeto.

Um Dia Qualquer (Líbero Luxardo), já restaurado
Mas  ainda é pouco, muito pouco diante do que ele representa e do que poderia proporcionar a  todos nós e essa nova e eminente leva de estudantes de cinema da primeira e das muitas outras turmas que serão formadas pela UFPA, enquanto fonte de pesquisa e estudos. Por isso, é sempre bom lembrar...

Serviço
Sessão Cult. De quinta a domingo, às 19h30, com entrada franca. No sábado haverá duas sessões, sendo a primeira, às 16h30, com bate papo após a exibição. O Cine Líbero Luxardo fica no Centur, na Av. Gentil Bitteencourt, entre Quintino e Rui Barbnosa.