10.5.23

"No Vazio do Ar" está selecionado em dois festivais

Filme da paraense Priscilla Brasil será exibido em dois festivais neste mês de junho, na "Mostra Ecofalante" (competição latino- americana) e 46a Guarnicê de Cinema (competição nacional de longas). O filme mostra a precariedade da aviação na região amazônica.

Discutindo gênero, memória e finitude, um drama intenso, “No Vazio do Ar” une a história familiar da cineasta ao fim do aeroporto Brigadeiro Protásio, fechado definitivamente no dia 31 de dezembro de 2021, a partir do termo de convênio firmado entre a Infraero e o Governo do Estado do Pará. No local, está sendo construído o Parque da Cidade.

No filme, a cineasta acompanha a trajetória de uma piloto iniciante que sofre imensamente com o preconceito de contratantes e colegas. O filme também trata da finitude das construções humanas e do esvaziamento de memórias pessoais e coletivas. 

"A seleção de 'No Vazio do Ar' para a Mostra Ecofalante e para o 46a Guarnicê de Cinema é uma grande honra para mim. São dois festivais muito importantes e longevos que têm como intenção expandir a visão que o Brasil tem sobre a região norte, criando espaço para cineastas amazônicos", diz Priscilla Brasil. 

O festival "Mostra Ecofalante" é um dos mais importantes eventos de cinema do país dedicados à temática ambiental. Já o Guarnicê de Cinema é um dos festivais de cinema mais antigos do Brasil e está em sua 46a edição, sendo um dos mais importantes do Nordeste. A seleção de "No Vazio do Ar" traz reconhecimento ao trabalho audiovisual nortista. A seleção também é uma oportunidade para que mais pessoas possam ver uma Amazônia menos estereotipada nas telas.

Guarnicê híbrido em São Luís e Ecoelefante em SP

A 12ª Mostra Ecofalante de Cinema divulgou esta semana (8) a lista de filmes selecionados. Dos mais de 500 inscritos para esta edição, 33 filmes, entre longas e curtas-metragens, produzidos na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México e Peru, estarão na competição. Além da competição Latino-Americana, também a competição para curta, no Concurso Curta Ecofalante.

Já o festival Guarnicê, anunciou na semana passada a lista com as 70 obras audiovisuais que estarão em sua mostra competitiva, de 9 a 16 de junho. Vindos de 11 estados do país, além do Maranhão, os filmes serão exibidos em formato híbrido, com exibições presenciais em São Luís e virtuais por meio da plataforma e aplicativo CineGuarnicê.

9.5.23

Rita Lee: o feminino irreverente do rock brasileiro

Rita Lee foi vanguarda total, uma das pioneiras do rock brasileiro e referência para as mulheres que desejavam se expressar através da música. O mundo perdeu uma grande artista, uma figura icônica que influenciou gerações com sua arte sagaz e musical de personalidade única.

Rita Lee Jones Carvalho, Rita Lee ou simplesmente, Rita, teve uma trajetória repleta de momentos marcantes, desde a sua participação na banda Os Mutantes até a sua carreira solo, que foi igualmente bem-sucedida e influente. Ela nos presenteou com tantas músicas inesquecíveis, que mesmo agora, depois de tantos anos, ainda emocionam e nos fazem cantar e dançar.

Rita não era apenas uma grande artista, ela era uma mulher corajosa, que sempre defendeu suas ideias e lutou pelo que acreditava, mesmo que isso a colocasse em situações difíceis e controversas. Ela sempre foi autêntica e não se deixava moldar pelos padrões impostos pela sociedade. 

Influenciou muitas outras mulheres que viriam a seguir seus passos no rock brasileiro, como Cássia Eller, Pitty, Karina Buhr, entre outras. Mostrou que as mulheres podiam ser roqueiras, ter sua própria voz e estilo, e quebrar tabus e preconceitos em relação ao papel das mulheres na sociedade e na cultura. Por tudo isso, Rita Lee é considerada uma das grandes referências para as mulheres no rock and roll brasileiro.

A decoberta do câncer, a reinvenção nas redes sociais

Em maio (20) de 2021, soubemos que ela estava com câncer e a partir daí, uma longa jornada começou. Ela estava com 73 anos. Poderia ter sido um fim antecipado, mas não. Poucos meses depois dessa notícia, mais uma vez, Rita performou, desta vez e mais do que nunca, rodeada de afeto. 

E assim ela lançou o single “Change”, em parceria com o compositor e músico Gui Boratto, coincidindo com a estreia da exposição "Samsung Rock Exhibition - Rita Lee", no MIS, em São Paulo, que reuniu memórias das cinco décadas de carreira da cantora. As homenagens seguiram, em vida.

Dias antes, ela havia reaparecido em uma foto compartilhada no Instagram pelo marido, o músico Roberto de Carvalho. E a sua presença digital nos últimos tempos foi uma forma de ficar mais perto de nós, fãs, mesmo longe dos palcos. Seus posts, suas histórias e sua interação com os fãs nas redes sociais eram um lembrete de que ela continuava ali, presente e forte como sempre.

Artista completa, compositora brilhante, ela soube traduzir em palavras e melodias suas emoções e as emoções de uma geração inteira. Suas letras repletas de humor, ironia e irreverência, falavam sobre amor, liberdade, política, drogas e outros tabus. 

Pioneira em muitos aspectos

Rita iniciou a carreira nos anos 60 como vocalista da banda Os Mutantes, que revolucionou a música brasileira com sua mistura de rock psicodélico, música brasileira e experimentalismo. 

Depois de deixar a banda, ela seguiu carreira solo e continuou a inovar, explorando diferentes gêneros musicais e incorporando novas tecnologias em sua música.

Além de sua contribuição para a música brasileira, Rita Lee sempre foi uma defensora da liberdade sexual e da igualdade de gênero, e suas músicas e letras refletiam isso. Ela foi uma das primeiras artistas a falar abertamente sobre sexo e a questionar os papéis tradicionais de gênero, o que a tornou uma referência para mulheres em busca de respeito e autonomia.

Rita foi casada com o músico Roberto de Carvalho. A festa foi em 1976,  uma cerimônia simples realizada em São Paulo. O casal se conheceu no início dos anos 70, quando Roberto ingressou na banda de apoio de Rita, os Tutti Frutti. Juntos, formaram uma das parcerias mais duradouras e bem-sucedidas da música brasileira, compondo muitas das canções de sucesso da carreira solo de Rita Lee. Criaram um legado musical impressionante.

Rita deixou duas biografias, além de sua discografia. Ganhei em 2018, no dia 31 de dezembro, data do aniversário dela e meu também, a primeira biografia, intitulada "Rita Lee: uma autobiografia", publicada em 2016 e que traz narrativa escrita pela própria artista, que conta a história de sua vida, desde a infância até então. Foram várias catarses que tive. 

A outra se chama "Outra Biografia"(a cara dela esse título) e está em pré-venda pela Globo Livros. O lançamento está previsto para 22 de maio, dia de Santa Rita de Cássia. Diferente do primeiro livro, em que a artista relata sua vida, “Outra Autobiografia” foca nos últimos três anos, período que engloba a pandemia e seu diagnóstico de câncer de pulmão. Diferente da primeira biografia, ela não estará aqui, fisicamente para autografar. 

Desde que me entendo por gente, a Rita esteve presente na minha vida, através das suas músicas, das suas entrevistas e do seu jeito irreverente de ser. Ainda bem engasgada, porque por mais fatal que fosse esta noticia, a gente não gosta de aceitar, não poderia deixar de escrever esse momento. Não é um terço de sua vida, mas deixo meu registro. 

Rita Lee, você foi incrível. Que belo espetáculo nesta terra! Fica a saudade e a certeza de que jamais serás esquecida. Que a sua música continue sendo ouvida e apreciada por muitas gerações futuras, e que a sua personalidade irreverente e autêntica sirva de inspiração para todos nós. Descanse em paz, seu legado seguirá vivo em nossos corações e mentes.

Músicas de sucesso que eu amo!

  • Ovelha Negra
  • Lança Perfume
  • Mania de Você
  • Agora Só Falta Você
  • Baila Comigo
  • Esse Tal de Roque Enrow
  • Desculpe o Auê
  • Mutante
  • Doce Vampiro
  • Cor de Rosa Choque
  • Nem Luxo, Nem Lixo
  • Ando Meio Desligado (com Os Mutantes)

Frases polêmicas e divertidas na imprensa!

Rita sempre nos provocou com suas frases, demonstrando com personalidade sua postura em relação a diversos assuntos, como religião, música, juventude, arrependimentos e liberdade. 

  • Deus é uma piada pronta." (em entrevista ao Jornal da Tarde em 1992)
  • Rock é amor, sexo, drogas e juventude. Eu continuo a mesma, uma eterna adolescente. (em entrevista à revista Veja em 1987)
  • Eu sou uma mutante e a minha música também é. (em entrevista à revista Rolling Stone em 2012)
  • Não me arrependo de nada que fiz. Quem nunca errou que atire a primeira pedra. (em entrevista à Folha de S.Paulo em 2016)
  • O que eu defendo é a liberdade total, desde que não se machuque o outro. (em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo em 2016)

Discografia

1. "Build Up" (1970)

2. "Hoje é o Primeiro Dia do Resto da Sua Vida" (1972)

3. "Atrás do Porto Tem uma Cidade" (1974)

4. "Fruto Proibido" (1975)

5. "Entradas e Bandeiras" (1976)

6. "Babilônia" (1978)

7. "Rita Lee" (1979)

8. "Rita Lee e Roberto de Carvalho" (1980)

9. "Saúde" (1981)

10. "Rita e Roberto" (1985)

11. "Flerte Fatal" (1987)

12. "Zona Zen" (1988)

13. "Rita Lee e Virgínia Rosa" (1991)

14. "Rita Lee e Roberto de Carvalho" (1992)

15. "Rita Lee em Bossa 'n Roll" (1993)

16. "Santa Rita de Sampa" (1997)

17. "Aqui, Ali, em Qualquer Lugar" (1998)

18. "Acústico MTV" (1998)

19. "Rita Lee ao Vivo" (1999)

20. "Avenida Brasil" (2000)

21. "Rita Lee MTV ao Vivo" (2004)

22. "Balacobaco" (2006)

23. "Pérolas aos Povos" (2007)

24. "Rita Lee & Tutti Frutti ao Vivo" (2012)

25. "Reza" (2012)

26. "Etc..." (2013)

27. "Multishow ao Vivo - Rita Lee 50 Anos" (2018)

6.5.23

1º Prêmio Amazônia de Música sob nova direção

Roberta Carvalho e Aila
Foto: Julia Rodrigues (Internet)
O PAM - Prêmio Amazônia de Música estreia focando na produção musical paraense em conexão com as sonoridades que ecoam da floresta para o resto do país e do mundo. A convite de Arthur Espíndola e Luty Vasconcelos, da Oriente Multiproduções, Roberta Carvalho e Aila aceitaram fazer a direção artística do evento.

A data da cerimônia de premiação, que seria 24 de maio, foi transferida e confirmada para 6 de junho, mantendo o horário das  20h, no Theatro da Paz, com transmissão ao vivo pela TV Cultura do Pará. Outra novidade é a entrada da cantora Aila e da artista visual Roberta Carvalho, na direção artística.

Elas prometem um espetáculo que reconhece esse caldeirão cultural da Amazônia em formas de sons, cores. Já é uma característica de ambas, essa conexão densa e comprometida com a Amazônia. Aila é cantora e vem desenvolvendo sua carreira solo entre São Paulo, Belém e o resto do mundo, além de dividir com a companheira  Roberta Carvalho, direção e produção em diversos projetos que trazem a região em foco, com toda a sua diversidade. A cantora cresceu na Terra Firme, bairro de periferia de Belém, e vem de movimentos políticos que acabam impressos em suas obras.

Roberta Carvalho é uma artista visual premiada e reconhecida nacional e internacionalmente. Em 2022, foi convidada pela Natura Musical para dirigir o Coletivo Criativo NAVE, no Rock in Rio. E coube a Aila, a direção musical.  Aila e Roberta Carvalho formam um duo artístico potente, que vem somar com o Prêmio Amazônia de Música, em sua missão de reconhecer e difundir a música feita no Pará. 

Foto: Divulgação/Nave (Internet)
"O Prêmio Amazônia de Música é uma iniciativa que busca valorizar e destacar a diversidade musical da região amazônica, em especial do Pará na edição atual. A concepção artística do prêmio fala de uma Amazônia múltipla, envolta de sons e visualidades que expressam essa diversidade que somos. Uma Amazônia contemporânea com os pés na ancestralidade”, explica Roberta Carvalho.

Esse universo será apresentado em um grande espetáculo no Theatro da Paz, em um ambiente de celebração.  "O prêmio é um reconhecimento da nossa cultura como potência. Olhar para nossa história, celebrar nosso presente e reconhecer a possibilidade de futuros para as próximas gerações, dentro de um ambiente cultural diverso e múltiplo”, complementa a artista visual e diretora artística do prêmio. 

Para Aíla, o Prêmio Amazônia de Música chega para preencher uma enorme lacuna. "As premiações de música no Brasil nunca contemplam a Amazônia como parte desse cenário musical. A Amazônia nortista, por exemplo, não existe para a música brasileira, sempre estamos na categoria ‘regional’ quando o prêmio é ‘nacional’. Será que os artistas da região Norte do país estão parados no tempo? Sem lançar nada de interessante no mercado da música? Ou será que é o restante do Brasil que não enxerga essa produção?”, questiona a artista. 

“É fundamental, e urgente, um Prêmio que abrace toda a diversidade da nossa música, das Amazônias. Recebi com enorme prazer esse convite para assinar a direção artística, juntamente com Roberta Carvalho, do Prêmio Amazônia de Música. Faremos uma noite memorável, que vai ecoar para todo o país. E além!", conclui Aíla.

PAM - 300 submissões e novidades

Edgar Augusto na curadoria (Foto: Max Reis)

Idealizado pelo artista Arthur Espíndola, da Oriente Multiproduções, o Prêmio Amazônia de Música conta com o patrocínio da Equatorial Pará, via lei Semear do Governo do Estado. A analista de sustentabilidade da Equatorial Pará, Michelle Miranda, destaca a importância dessa premiação, que tem como foco o fortalecimento da cultura regional e a democratização da arte para todos os públicos. 

“A Equatorial Pará, empresa que mais investe em cultura no estado, acredita no potencial que o Prêmio Amazônia de Música tem para alavancar ainda mais os artistas do Norte. São diversas sonoridades que serão contempladas com esse projeto, o que mostra o compromisso com a diversidade musical e artística da região”, pontua Michelle. 

Curadoria traz nomes reconhecidos na cena musical 

Serão premiados  trabalhos em 31 categorias, selecionados entre os 300 inscritos. Os finalistas serão conhecidos a partir do dia 22 maio, incluindo os três indicados pelo júri à categoria de Artista Revelação e que irão a voto popular. 

Dos três, apenas um será premiado e anunciado juntos demais, na cerimônia de premiação, que será restrita a artistas selecionados, convidados, imprensa e equipe. Fiquem ligados no site e nas redes sociais do prêmio, pois um passarinho me contou que vai rolar um sorteio para acesso ao evento. Enquanto isso é aguarda a curadoria.

Chegaram trabalhos musicais de diversos municípios paraenses e que agora estão nas mãos e ouvidos da curadoria, cujos nomes foram divulgados nesta semana, entre outras novidades do Prêmio Amazônia de Música. 

Analisam os trabalhos, profissionais de diversas vertentes do circuito profissional da música. Além de Marcus Preto, jornalista e produtor musical paulista, já anunciado pelo Prêmio Amazônia de Música – Edição Pará, temos ainda Alexis Ataíde do Carmo, produtor cultural experiente no mercado de eventos e redes de comunicação; Edimilson Santos da Mota e Edgar Augusto, ambos radialistas e conhecedores da música paraense e Jade Guilhon, musicista, compositora, poeta e professora de música.

Também integram o grupo, Jazz Mota, artista, publicitária e produtora cultural na área do audiovisual; Jeft Dias, DJ e produtor cultural, criador e diretor de festival e movimento de cultura periférica e amazônica e Rosalina Melo, nome consagrado no mercado de shows e eventos nacionais de música.

Serviço

Prêmio Amazônia de Música - Edição Pará - Votação para Artista Revelação, de 22 de maio a 2 de junho pelo site premioamazoniademusica.com.br. A cerimônia de premiação será dia 6 de junho, às 20h, no Theatro da Paz, com participação de artistas, imprensa e convidados.  Acompanhem as novidades pelo perfil @premioamazoniademusica, no Instagram.

4.5.23

Peça recria o encontro entre Lennon e MacCartney

O ano era 1976, quando Paul McCartney faz uma visita inesperada a John Lennon em seu apartamento anos após o rompimento dos Beatles. O encontro, um dos acontecimentos mais intrigantes para o imaginário dos fãs da banda, é o mote do espetáculo musical Dois Garotos de Liverpool, do grupo A Liga do Teatro, que realiza quatro apresentações nos dias 6 e 7 de maio, às 17h e 19h30, no Teatro Waldemar Henrique.

A peça, livremente inspirada no filme “Tudo entre nós” (2000), conta sobre o dia 24 de abril de 1976, onde o apresentador de um programa de comédia na tv norte-americana fez a inusitada proposta: “se John Lennon e Paul McCartney aceitarem se apresentar juntos, ao vivo, mais uma vez, pagamos a quantia de 3 mil dólares para eles”. De forma mais inusitada ainda, Lennon e McCartney estavam assistindo ao programa, juntos, no apartamento de John, e quase apareceram no estúdio. 

Os acontecimentos que antecederam este evento, as possíveis conversas, risadas, choros, lembranças do passado e planos para o futuro são a inspiração para este musical assinado por Bárbara Gibson na dramaturgia e direção.

“Eu sou fã dos Beatles há mais de quinze anos, então essas duas pessoas, Lennon e McCartney são os dois artistas que eu mais admiro, duas pessoas que determinaram muito da artista que eu sou hoje, então, acima de tudo, é uma homenagem sincera minha aos dois”, conta a diretora.

No protagonismo da peça, dois gigantes do teatro musical paraense. Lenno Ávila e Filipe Cunha dão vida aos dois ícones da música em uma interpretação marcada pela admiração aos dois artistas. 

“Eu não consigo colocar em palavras o quão assustador e ao mesmo tempo empolgante é estar neste processo enquanto ator, porque é uma responsabilidade gigante, um projeto pensado com muito amor ao teatro, à banda e à relação que construímos com ela, com um laboratório realizado com muito cuidado”, relata Cunha.

O elenco ainda conta com Luiza Imbiriba, Paulo Jaime e Victor Azevedo, produção de Larissa Imbiriba, assistência de direção de Paulo Jaime e apoio cultural do Centro Cultural Atores em Cena.

Dois Garotos de Liverpool é um convite aberto aos fãs de Beatles, para que se sintam contemplados na importância da sua banda, mas também a todos que se identificam com a amizade, a música, os ideais fraternos e a história de dois dos maiores artistas que o mundo já viu.

Ficha Técnica

Dramaturgia Bárbara Gibson 

Direção - Bárbara Gibson 

Assistente de Direção - Paulo Jaime 

Produção - Larissa Imbiriba e Luiza Imbiriba 

Elenco - Filipe Cunha, Lenno Ávila, Luiza Imbiriba, Victor Azevedo, Paulo Jaime.

Arte - Victor Azevedo 

Fotos - Bruno Fadul 

Luz - Marckson Moraes 

Cenografia Cláudio Bastos 

Assessoria de Imprensa Leandro Oliveira 

Apoio Cultural - CCAC – Centro Cultural Atores em Cena

Serviço

Espetáculo Dois Garotos de Liverpool, da A Liga do Teatro - Dias 6 e 7 de maio, às 17h e 19h30, no Teatro Waldemar Henrique (Praça da República, s/n) - Ingressos na bilheteria do teatro ou pela plataforma Sympla:

(www.sympla.com.br/evento/dois-garotos-de-liverpool/1962962)

Informações: 984250317

Instagram: @aligadoteatro

(Holofote Virtual, com assessoria de Imprensa. Siga o @holofotevirtual - agenda - e @holofote_virtual - comunicação e produção)

Um método para aumentar a consciência corporal

Neste sábado, 6 de maio, dia do nascimento de Moshe Feldenkrais (1904-1984), criador de uma das metodologias do campo da Educação Somática, será realizada a vivência “Consciência pelo Movimento", utilizando seu método, com a condução das educadoras somáticas Cissa de Luna, Larissa Lucena e Silmara Frasão. Vai ser das 10h30 às 12h30, na Casa Carmina. As inscrições estão abertas. Vejam as informações de como garantir uma vaga, no final da matéria.

Cuidar do corpo e da mente é essencial para todo mundo, em qualquer ideade ou profissão. Ajuda a desenvolver a sensibilidade e a empatia, tão necessárias para que possamos nos expressar de forma autêntica e significativa. Quando nos esforçamos para cuidar de nossa saúde física e mental, estamos investindo em nossa capacidade de criar e compartilhar nossas visões e ideias com o mundo.

E sobre o método Feldenkrais, já ouviu falar? É uma abordagem somática que ajuda a integrar mente e corpo, promovendo uma maior conexão entre esses dois aspectos da nossa existência. Com uma prática regular, o método ajuda-nos a nos manter conscientes de nossos padrões de movimento e postura, o que nos permite fazer escolhas mais saudáveis em relação à nossa saúde física e emocional. 

Vivemos em um mundo cada vez mais acelerado e estressante, onde a pressão por produtividade e o excesso de estímulos são constantes. E muita gente, como eu, por exemplo, fica horas e horas sentada na frente de um computador. Faz parte do meu oficio, e tem uma hora que a postura desaparece. 

Pois é. Esse estilo de vida pode nos levar a diversos problemas físicos e também emocionais. E nem vou falar de sedentarismo, da falta de atividade física. Este ano, foi uma decisão acertada aqui em casa, focamos na saúde e no bem-estar do corpo e mente. E será que a gente consegue manter isso?

Nesse contexto, o método Feldenkrais surge como uma solução para esses problemas. Ensina movimentos suaves e conscientes e ajuda a melhorar a postura, a flexibilidade e a mobilidade, reduzindo a dor e a rigidez muscular. Por consequência também reduz o estresse e a ansiedade.

Se eu levar para o meu universo mais próximo, o da cultura, eu diria que para os artistas e produtores culturais, a cultura do corpo e da mente pode ser especialmente importante, já que a natureza do trabalho envolve muitas horas de prática e performance. Sem um cuidado adequado, o corpo e a mente podem sofrer desgaste e lesões, prejudicando a carreira a longo prazo. 

E isso vale para quem é apreciador de arte também. Não somente para que a produz. O método pode ser praticado tanto por pessoas que desejam melhorar sua performance física quanto por aqueles que buscam reabilitação de lesões ou doenças crônicas. Em um mundo onde o estresse e a ansiedade são tão comuns, o método Feldenkrais pode ser uma ferramenta valiosa para melhorar a qualidade de vida. 

As facilitadoras

Cissa de Luna - Cantora, Professora de Canto, pesquisadora, Educadora Somática Feldenkrais e arteterapeuta. Idealizadora do coletivo " A voz da Pelve". Membro do núcleo diretor do “Laboratório Corpo-Voz” e da "Rede Feldenkrais Brasil". Facilita aula de canto, Consciência pelo Movimento e atua como preparadora vocal em gravações e espetáculos.

Larissa de Lucena - Psicóloga - CRP: 10/0338. Especialista em Gestalt-terapia. Educadora Somática Feldenkrais, formada pela Feldenkrais Guild of North America ®; Terapia Craniossacral, pelo Upledger Institute. Atua na área clínica e com grupos.

Silmara Frasão - Instrutora de Pilates, Professora de Dança, Educadora. Somática Feldenkrais formada pela Feldenkrais Guild of North America ®.Idealizadora do coletivo " A voz da Pelve". Pesquisa experimentação artística do Corpo em Movimento na promoção da saúde e bem-estar através da Dança e Educação Somática.

Serviço

Data: 6 de maio (sábado)

Horário: 10:30h - 12:30h

Local: Casa Carmina (Rua Arcipreste Manoel Teodoro, 864 - Batista Campos)

Após: R$ 100,00 (há garantia de vagas afirmativas, entrem em contato)

Inscrições: (91) 99806-2754 (Cissa de Luna)

(Fotos enviadas pelas facilitadoras)

29.4.23

Contos Mirabolantes para este domingo, que tal?

"Contos Mirabolantes, o Olho do Mapinguari" estreia neste domingo, 30 de abril, com entrada gratuita ao público. A sessão inicia às 10h, no auditório Eneida de Moraes, no Centro Cultural Palacete Faciola. A ida ao cinema, rende também uma visitinha pelo prédio, que passou por reforma e restauro, reinaugurando no ano passado. Fica ali na Av. Nazaré, esquina com a Dr. Moraes.

O curta-metragem de animação, produzido pelo estúdio paraense Iluminuras tem duração de 8 minutos e é dirigido e roteirizado por Andrei Miralha e Petronio Medeiros. Na história, Maria Estrela, uma menina de 7 anos, adora histórias antes de dormir, mas já cansou de ouvir sempre as mesmas e inventa a sua, um “conto mirabolante”. 

A partir daí, o público acompanha a narrativa da menina que traz de sua imaginação uma história sobre o Terrível Mapinguari da Amazônia, um enorme monstro que perdeu o único olho que tinha. O problema é que um Mapinguari sem olho, causa desequilíbrio na natureza e Maria Estrela sai em busca do olho perdido, montada em Esperança, seu fabuloso Boi-Bumbá alado. 

O curta-metragem foi realizado em animação digital 2D, com 8 minutos de duração, voltado para crianças de 4 a 8 anos de idade. A campanha de divulgação iniciou no início deste mês, com pré-estreias que passaram pela UsiPaz da Cabanagem, pelo Teatro do Curro Velho e na última quarta-feira, chegou à biblioteca Clara Galvão, no Museu Emílio Goeldi, tendo na plateia alunos de escolas púbicas e das comunidades, onde estes espaços estão inseridos. É possível acompanhar essa jornada pelo perfil criado no Instagram @contos_mirabolantes.

A cotação de história como espaço ao imaginário

A ideia de fazer esse curta vem da prática da leitura, diz Andrei Miralha, que tem uma filha de cinco anos que adora ouvir história. "Eu conto historias pra ela, às vezes invento e provoco que ela conte também. E aí pensei, porque não levar isso para filme e absurdas tudo isso?". Após a ideia, o trabalho seguiu em co-criação com Petronio Medeiros, que assina, além de roteiro, a direção junto com Miralha.

A partir desse trabalho coletivo, que vai idealização para o roteiro, e para o anymatic, storiboard, gravação de vozes, até que chega a animação. "É sobretudo um incentivo a cotação histórias, brincar de contar uma historia, é uma brincadeira. É a principal proposta do curta, brincar, a partir desse imaginário amazônico", continua Andrei.

Participação de jovens animadores na equipe

Na equipe, diversos animadores, são jovens que vêm atuando no mercado, muitos deles, a partir de um trabalho de formação em animação que vem sendo desenvolvido pelo Laboratório de Animação do espaço Cultural Curro Velho.

"É muito satisfatório poder ter feito parte desse projeto, porque ele trás elementos da nossa cultura de uma forma mais divertida e encantadora, o que para o público infantil faz uma grande diferença. Espero que quando as crianças assistam ao Contos Mirabolantes queiram saber mais sobre o mapinguari, cobra grande e tantos outros personagens presentes nas nossas histórias, que queiram inventar seus próprios contos, e se divirtam imaginando novos mundos", diz Thalyne Chrystina, animadora que trabalhou no curta.

O diretor chama atenção para a importância que temos em trazer essa pauta para as crianças. "A gente distribui de brinde livrinhos que contam lendas da Amazônia. É legal estar tratando com essas crianças esses referenciais, muitas vezes consumimos referências culturais estrangeiros", alerta.

Linguagem da animação abre inúmeras possibilidade

Esse é um ponto crucial também para Petronio,  usar a linguagem da animação para tratar dos elementos que ãesto inseridos na cultura amazônica, de um jeito potente que o cinema de animação tem, estimulando a criança a pensar e imaginar esse universo fantástico da floresta. Para ele, a cultura e o imaginário são vivos e pulsantes, a medida em que são contados e recontados e essas imagens circulam. 

"A linguagem da animação, por suas várias características ligadas ao fantástico, abrindo a possibilidade de trabalharmos com formas, cores e texturas, contribui para o fortalecimento desse imaginário da cultura amazônica. Trazendo essas figuras, como o Mapinguari, a partir da narrativa de uma criança, a  gente coloca esse lugar da cultura e do imaginário, do popular, no cotidiano", reflete.

A sessão inicia com uma apresentação da equipe, e em seguida à exibição, as crianças são convidadas a contar histórias e a se divertir, com o olho do Mapinguari e o Boi Bumbá Alado no qual quem quiser vai poder vestir e tirar fotos. Para brincar com as crianças, Cleber Cajun e Otânia Freire.

O curta “Contos Mirabolantes – o olho do Mapinguari” foi patrocinado através do Edital de Patrocínio do Banco da Amazônia por meio da Lei de Incentivo à Cultura- Ministério da Cultura do Governo Federal.

Ficha Técnica

 direção e roteiro ANDREI MIRALHA E PETRONIO MEDEIROS produção e produção executiva ANDREI MIRALHA elenco de JULIANA NASCIMENTO, ADRIANA CRUZ E AJ TAKASHI storyboard/animatic ANTÔNIO LOBATO E ANDREI MIRALHA  trilha sonora e desenho de som ANDRÉ MOURA arte conceitual e ilustrações IGOR ALENCAR E FERNANDO CARVALHO setup ERIK PEREIRA rigging GENILSON CARDOSO supervisão de animação ANDREI MIRALHA animação THALYNE CHRYSTYNA, GIZANDRO SANTOS, GENILSON CARDOSO, CARLOS GUSTAVO SANTOS, ARTHUR BRAGA, ANTÔNIO JOAB, CLARA SIERRA  montagem e composite YAGO MENDONÇA assessoria de comunicação LUCIANA MEDEIROS design gráfico CAROL ABREU assessoria contábil FERNANDA FREIRE

Serviço

Estreia do curta “Contos Mirabolantes, o Olho do Mapinguari”, neste domingo, 30 de abril, às 10h, no auditório Eneida de Moraes, no Palacete Faciola – Av. Nazaré, com Dr. Moraes. Faixa etária livre. Gratuito.

25.4.23

Simões abre exposição na Galeria Benedito Nunes

Simões - Foto: Walda Marques

“A Pele da Cor Expandida”, exposição individual de Simões, foi contemplada com o Prêmio Branco de Melo, da Fundação Cultural do Pará. O vernissage é nesta quarta-feira, 26 de abril, a partir das 19h, na Galeria Benedito Nunes, no Centur. Entrada gratuita. A visitação seguirá aberta até dia 26 de maio, sempre de segunda a sexta, das 9h às 17h. O artista celebra, ainda, 47 anos de trajetória, exposições e premiações.

A Pele da Cor Expandida traz sequências de cores e formas. São ao todo 87 obras, todas na técnica da acrílica, sendo 32 sobre tela e 55, sobre papel (Canson). “É a primeira vez que reúno tantas obras assim”, espanta-se o próprio artista, cuja produção sempre foi variada. 

Nesta exposição, as pinturas sobre tela e papel indicam, mais uma vez, mudanças e experimentações.“São suportes com os quais venho desenvolvendo uma pesquisa formal, ancorada na cor, elemento sempre presente na minha obra, porém, aqui, dissociada dos elementos que, de certa maneira, sempre caracterizaram o meu trabalho - a figura humana e elementos do cotidiano - uma obra alicerçada no figurativo. Nesta nova pesquisa eu abandono tudo isso e me lanço em experimentações onde a abstração geométrica ocupa e define o ‘território visual’, sem dispensar a cor, muito pelo contrário, aqui ela afirma-se como centralidade incontornável”, explica Simões.

A Pele da Cor Expandida 
Galeria Benedito Nunes
Foto: Walda Marques

Simões se interessou por arte, cedo, e aos 17 anos realizou a sua primeira exposição. Tornou-se um dos expoentes da geração oitentista da arte paraense. Carregando consigo  “poéticas do misticismo, de naturezas-mortas”, nutre-se do tempo presente. Premiado em vários salões, entre eles, o Salão Pequenos Formatos da Unama, ele despertou o interesse da pesquisadora Vera Pimentel, que o pesquisou para sua tese de Doutorado em Comunicação, Linguagens e Cultura (UNAMA - 2022).

Para ela, o artista é um ser humano inquieto, "que se desconstrói e se desnuda ao transpor para as telas, toda emoção interior que pulsa nas veias, um autodidata e curioso, cujo verbo experimentar é a essência do seu trabalho. Simões apresenta concepções e ideias que se materializam a partir do seu olhar e da técnica da policromia”, continua Vera. 

Simões também possui hiatos em sua produção, como entre 2000 e 2010, quando esteve à frente do emblemático Café Imaginário, bar e espaço cultural temático que fez cena em Belém naquele período e que revelou, ainda, uma outra aptidão do artista, a cozinha. Simões é responsável pelo surgimento da Pizza de Jambú, hoje comum nos estabelecimentos paraenses. De fato, Simões nunca se afastou do seu fazer artístico, que esteve e segue presente em tudo que ele construiu e constrói, hoje, em seu atelier situado na ilha de Mosqueiro, distrito de Belém.

"Convido o público para dividir comigo as emoções que por ventura minhas obras possam despertar. Não acredito na crença ingênua de que as pessoas se elevem espiritualmente só por estarem diante de uma "Obra de Arte". As pessoas podem experimentar essa evolução se forem verdadeiramente educadas no convívio cotidiano com a arte e suas dimensões espirituais. É preciso que a convivência com a Arte seja a mais estreita possível. O Artista e o público devem viver um verdadeiro "caso de amor" e que esses amantes sejam os mais ardentes do Mundo", finaliza Simões.

Serviço

Abertura da exposição “A Cor da Pele Expandida”, de Simões. Nesta quarta-feira, 26 de abril, às 19h, na Galeria Benedito Nunes, do Centur. A mostra segue aberta até 26 de maio. Realização: Prêmio Branco Melo, Galeria Benedito Nunes, Fundação Cultural do Pará e Governo do Estado. 

Projeto para celebrar a trajetória de Edyr Proença

Edyr Proença - Foto: Luiz Braga
O lançamento de “Vida e Obra de Edyr Proença”, projeto que celebra a trajetória do jornalista e compositor, é nesta sexta-feira (28), com a chegada de um single, inédito, nas plataformas digitais de música, e na voz de Andréa Pinheiro. Está previsto também, o lançamento de um portal dedicado ao homenageado, o lançamento de um livro de crônicas, disco e show. 

“Cala a boca, meu bem” é composição de Edyr, em parceria com sua companheira Celeste Proença. Escrita na década de 1980, o samba, suingado, traz letra bem-humorada para falar contra o machismo. “Escolhemos a faixa para puxar esse trabalho por ser uma música extremamente atual. Apesar de ter sido escrita há décadas, ela não envelheceu. Com letra da Celeste, a música tem uma pegada bem antimachista de forma muito divertida, muito irônica e com uma simplicidade e competência poética muito grande”, diz Pedro Vianna, produtor do projeto. 

A história de amor e parceria criativa do casal começa no final de década de 1930, quando eles se conhecem na Rádio Clube. Cantora e radialista, Celeste é uma mulher à frente do seu tempo. Desse amor, surgiram inúmeras composições. Boa parte delas, foram encontradas pela família em fitas caseiras, encontradas nos arquivos depois da morte do casal. O projeto, então, resgata essas obras e a lança ao público pela primeira vez.

“A maioria das músicas do disco que iremos lançar no projeto são parceria entre Edyr e Celeste. Até por isso, por essa força e presença deles juntos como artistas, é que escolhemos ‘Cala boca, meu bem’ como single do projeto”, diz Vianna. Na voz de Andréa Pinheiro, a canção ganhou arranjo de Jacinto Kawage, com Príamo Brandão no baixo, Davi Amorim no violão, Manassés Malcher no trombone e Márcio Jardim na percussão. 

Fundador da Rádio Clube do Pará

Fotografia do acervo da família Proença
Compositor, músico, radialista, advogado, bancário e escritor, marcou época na história do rádio na Amazônia como narrador e comentarista esportivo. Edyr Proença nasceu em 1920, em Belém, filho de Edgar Proença, fundador da Rádio Clube do Pará, poeta e teatrólogo; e Dona Celina, apaixonada por música. Em maio de 2020 comemorou-se o centenário de seu nascimento. No entanto, em decorrência das restrições impostas pela pandemia, as comemorações irão ocorrer em 2023.

Com grande prestígio na imprensa paraense, Edyr passou pelos maiores jornais de Belém. Firmou-se como locutor esportivo a partir de 1946, respeitado por todas as torcidas, apesar de sua declarada devoção ao Clube do Remo e ao Flamengo. Lançou os livros “Coisas do Futebol” e “Nem Pelé, nem Romário, nem Nada”, obras que reúnem inúmeros causos curiosos e folclóricos, acumulados por Edyr ao longo da carreira na crônica esportiva. Em novembro de 1996, foi eleito presidente da Academia Paraense de Jornalismo.

Na música, Edyr criou, ainda muito jovem, o grupo Bando da Estrela. Nos anos 1970 e 1980 compôs sambas-enredo históricos para as agremiações “Quem São Eles” e participou de importantes festivais de música. Foi parceiro musical de poetas da estatura de Ruy Barata e João de Jesus Paes Loureiro. Sua canção mais conhecida, Bom Dia Belém, foi gravada por Fafá de Belém, Jane Duboc e Leila Pinheiro. 

Em 1994, a UFPA lançou o LP “Edyr Proença”, da série Música e Memória, com composições de sua autoria nas vozes de grandes intérpretes paraenses. Integrou o grupo Clube do Camelo, que incluiu composições suas nos discos “Clube do Camelo”, de 1995; e “Poetas que cantam”, de 1998. Edyr Proença faleceu em de 1995. Em sua homenagem, o Império Samba Quem São Eles desfilou no carnaval de 1999 com o tema “Edyr Proença está no ar: a voz que fala e canta para a planície”.

Programação

Edyr e Celeste - Acervo da família
O projeto “Vida e Obra de Edyr Proença” prevê ainda o site dedicado ao homenageado, que vai reunir composições, crônicas, fotos e vídeos; lançamento do livro de crônicas reunidas do autor, intitulado “Opinião não se discute”; um disco com 14 músicas inéditas do artista; e um grande show de encerramento, no dia do aniversário de Proença, 19 de maio, com participação especial de Olivar Barreto, direção musical de Jacinto Kawage e Luiz Pardal, com interpretação de Andréa Pinheiro, no Sesc Ver-o-Peso.

A iniciativa do projeto foi da família de Edyr Proença, que teve a ideia viabilizada através de projeto de extensão da Faculdade de Música da Universidade Federal do Pará. O projeto foi realizado através de emenda parlamentar do à época Deputado Federal, hoje prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues. A Coordenação artística é de Edyr Augusto, a Coordenação de Produção é de Pedro Vianna e a Produção Executiva é de Felipe Proença. É importante ressaltar o apoio cultural da Emufpa, Fadesp, Ufpa, Fumbel, Prefeitura Municipal de Belém, Fundação Cultural do Pará, Governo do Estado do Pará e Sesc Ver-o-Peso.

Serviço

Lançamento do projeto “Vida e Obra de Edyr Proença”, com o single “Cala a boca, meu amor”, que chega às plataformas digitais nesta sexta-feira (28), Acesse aqui: https://www.instagram.com/edyrproenca/

Realidade dos museus é foco de encontro no Pará

Entidades dos museus e da museologia realizam semana de atividades no Pará. A programação iniciou na segunda e se estenderá até sexta, 28 de abril. O evento conta com a presença de órgãos federais do setor, como o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e os Conselhos Federal e Regional de Museologia (COFEM/COREM).

As regiões Centro Oeste e Norte  têm menos museus no  Brasil. O Pará é o estado que, na região Norte, concentra mais museus, aprsentando uma grande diversidade museológica: museus científicos, museus de arte, ecomuseus, museus comunitários  entre outras tipologias. A plataforma museus br indica que há mais de 70 museus mapeados e com grande concentração na cidade de Belém.

O objetivo das atividades é fortalecer o campo museal local, em diálogo com as políticas públicas nacionais, promovendo encontros e debates sobre a relevância dos museus na atualidade e a importância da articulação entre diferentes instâncias e a sociedade para promover, valorizar e impulsionar o setor. Outro objetivo do evento é discutir e reconhecer a valorização dos profissionais de museus, em especial os museólogos.

O tema é levantado em um momento polêmico no Pará, quando o governador Helder Barbalho assina diversas exonerações, muitas delas na área da cultura. Recentemente a exoneração de especialistas e a nomeação de pessoas não qualificadas para os cargos em museus do Estado levou artistas e profissionais das artes e da museologia a difundem uma carta aberta nas redes sociais, exigindo que Helder Barbalho volte atrás. Há quatro dias, um ofício também foi protocolado na SECULT-Pa, assinado por representantes do Movimento em Defesa do Sistema Integrado de Museus, solicitando uma audiência com o governador e com a secretária de cultura, Úrsula Vidal.

Encontros de museologia prevê visitas técnicas

Além dos encontros abertos  com a participação da sociedade, e das entidades, haverá a realização de visitas técnicas ao Ecomuseu da Amazônia, ao Museu Paraense Emílio Goeldi e ao Museu do Marajó. No dia 28, o COFEM e o COREM 1R visitarão o Espaço Cultural Capitão-Mor Pedro Teixeira. 

Os museus possibilitam a fruição de pesquisas e ações educativas  com diferentes públicos e colabora com a preservação do patrimônio. Por isso a ideia é debater com a presidenta Fernanda Castro, Dra. Em Educação e servidora de carreira do IBRAM há mais de 10 anos, a diversidade museológica e a dimensão política, social, inclusiva, educativa e transformadora dos museus diante da sociedade.

O campo museal é bastante fértil de experiências,  de aprendizagem e precisa de políticas  públicas  que garantam o comprometimento com a função social e educativa dos museus. O IBRAM, o COFEM, o COREM r1, os movimentos museológicos  locais, as universidades, as secretarias de cultura e os museus articulados ampliam as   diversas possibilidades de ações integradas com a Amazônia. Este Processo só fortalece a democratização da cultura museal  como instrumento de cidadania.

Os museus possibilitam a fruição de pesquisas e ações educativas  com diferentes públicos e colabora com a preservação do patrimônio. Por isso a ideia é debater com a presidenta Fernanda Castro, Dra. Em Educação e servidora de carreira do IBRAM há mais de 10 anos, a diversidade museológica e a dimensão política, social, inclusiva, educativa e transformadora dos museus diante da sociedade.

O campo museal é bastante fértil de experiências,  de aprendizagem e precisa de políticas  públicas  que garantam o comprometimento com a função social e educativa dos museus. O IBRAM, o COFEM, o COREM r1, os movimentos museológicos  locais, as universidades, as secretarias de cultura e os museus articulados ampliam as   diversas possibilidades de ações integradas com a Amazônia. Este Processo só fortalece a democratização da cultura museal  como instrumento de cidadania.

PROGRAMAÇÃO

Terça-feira, 25, o Ecomuseu da Amazônia sedia uma reunião entre os Pontos de Memória, Museus Comunitários e iniciativas de museologia social e a Presidenta do IBRAM, Fernanda Castro. A atividade conta com a articulação local do Fórum de Museus de Base Comunitária e Práticas Socioculturais da Amazônia e do Ecomuseu da Amazônia, vinculado à Funbosque, e o apoio do Museu Paraense Emílio Goeldi. As Políticas  de Museologia Social que envolvem o fortalecimento comunitário são essenciais para a gestão do patrimônio amazônico e constituem uma das pautas deste evento.

Terça-feira, às 18 horas, no Palacete Faciola, será realizada uma Plenária do Campo Museal Paraense com o IBRAM. A atividade contará com a participação de entidades vinculadas ao setor, profissionais, estudantes, pesquisadoras(es) e sociedade em geral. Em pauta, a retomada das políticas públicas museais e a escuta dos agentes locais acerca de suas demandas e desafios. A ação conta com o apoio do Sistema Integrado de Museus e Memoriais do Pará, vinculado à SECULT PA, da Rede de Educadores em Museus do Pará (REM/PA), do Fórum de Museus de Base Comunitária e Práticas Socioculturais da Amazônia, do COFEM e do COREM 1R.

Quinta-feira, 27, já em Cachoeira do Arari, às 9 horas, o COFEM e o COREM 1R outorgam a Medalha do Mérito Museológico (in memoriam) ao Pe. Giovanni Gallo, em cerimônia ocorrerá na Câmara Municipal. A Medalha reconhece e valoriza profissionais que deram significativas contribuições aos museus e à Museologia no Brasil. A cerimônia contará com a presença da presidenta Fernanda Castro; do Diretor do Sistema Integrado de Museus e Memorias da Secretaria de Cultura do Pará, Armando Sobral, além de pessoas da comunidade e representantes da Associação O Museu do Marajó.

Sexta-feira, 28, às 14:30 horas, os conselhos federal e regional realizam uma Plenária com museólogas(os) e estudantes de Museologia, na Universidade Federal do Pará. Na oportunidade, serão apresentadas as ações das instituições em prol da valorização profissional e dos desafios da atuação das instâncias no contexto paraense. Será também um espaço de escuta e de debate sobre as demandas locais com relação ao campo profissional da Museologia e conta com o apoio do Curso de Museologia da UFPA.

Holofote Virtual (edição). Texto: Saulo Moreno ( Coremr1), Lúcia Santana, Gilma D'Aquino e Graça Santana ( Fórum de Museus de Base Comunitária da Amazônia) 

23.4.23

NAEA lança livro com artigos e estudos fundiários

O Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (UFPA) e a Comissão de Regularização Fundiária da instituição federal de ensino lançam nesta segunda, 24/04, às 16h, no Auditório do Armando Mendes, o livro Organização Fundiária Urbana na Amazônia Legal: Programa Morar, conviver e preservar. 

20 especialistas, que compuseram a primeira turma do curso de Pós-Graduação em Tecnologias Aplicadas à Regularização Fundiária, Prevenção de Conflitos Socioambientais e Melhorias Habitacionais e Sanitárias do Programa Rede Amazônia, serão certificados. A obra e o Programa tiveram o suporte institucional do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), hoje Ministério das Cidades.

Participam do lançamento e da certificação Nelson Souza Júnior, Pró-Reitor de Extensão; Mirleide Chaar Bahia, Diretora-Adjunta do Naea; Myriam Cardoso, Coordenadora do Programa Rede Amazônia; Fábio Carlos da Silva, Coordenador do Programa de Pós-Graduação Lato Sensu do Naea (PPLS); Marlene Alvino, Presidente da CRF-UFPA, e oradora da turma será Andreza Filizzola, que representará, também, os docentes do curso.

Para Myrian Cardoso, coordenadora do Projeto Rede Amazônia e professora do Laboratório de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal do Pará (LAESA/PA), o livro reúne 20 artigos, estudos, reflexões e planos de ações elaborados pelos especialistas residentes nos nove estados amazônicos. Os estudos abordam 17 áreas selecionadas em diferentes escalas de ocupação humana, tais como, vila, cidade, bairro, quadra e lote em 17 municípios pilotos dos nove estados amazônicos. 

Os resultados alcançados pelos especialistas demostram a importância da cooperação interinstitucional e transescalar, tendo 11 universidades amazônicas e 17 prefeituras como corpo articulador e coordenador dessa estrutura, além de atribuir um caráter de continuidade, para além do tempo institucional descontínuo que as administrações públicas apresentam nos períodos eleitorais, reflete Myrian. 

Os especialistas, segundo ela, analisaram tipologias de cidades ribeirinhas, turísticas, margens de rodovias e de grandes projetos e de mineração, formando uma rede de ensino superior e de gestão pública dedicada ao fomento e à difusão de expertises em políticas públicas gratuitas de inovação, assistência técnica e tecnológica, aplicadas à regularização urbana, articulada com medidas de prevenção de conflitos e melhorias de natureza socioambiental, habitacional e sanitária na Amazônia brasileira.

Para Durbens Nascimento, professor e coordenador da Pós-graduação, a realização dos estudos  envolveram os ambientes de gestão, ensino, pesquisa e extensão de forma multi e interdisciplinar com apoio dos professores integrantes dos nove Grupos de Trabalhos Estaduais (GTEs), ligados às 11 universidades públicas da Amazônia Legal, e dos  nove Grupos de Trabalhos dos Municípios Pilotos (GTMs) nas diversas oficinas e seminários realizados de forma presencial e, durante a pandemia da Covid-19, por videoconferência. 

Segundo ele, foi deste intercâmbio de conhecimentos estruturantes que nasceu esta obra composta por servidores das instituições públicas, movimentos sociais, bolsista do Programa Rede Amazônia, além de técnicos sem vinculação institucional em condição de vulnerabilidade social. 

“Eles têm agora como desafio trabalhar as tecnologias aplicadas à regularização fundiária, prevenção de conflitos  socioambientais e melhorias habitacionais e sanitárias  do Programa para construir políticas públicas eficientes e efetivas para garantir o direito à cidade em  suas regiões”, detalha Durbens.

Os especialistas são graduados em diferentes áreas do conhecimento, como: administração, ambiental, engenharia, geografia, geoprocessamento, jurídica, social, urbanística, tecnologia em gestão, turismo, pedagogia, antropologia e ciências sociais. “Eles formam uma rede de profissionais capacitados para atuar de forma multidisciplinar e transversal nas três esferas da federação brasileira, nos movimentos sociais, no setor privado e nas organizações não governamentais no Brasil”, assevera o coordenador. O show musical realizado pelo Coletivo MultiverCidades encerra a atividade.

(Texto: Kid Reis – Ascom - CRF - UFPA / Criação da capa: Ione Sena