17.12.10

Show Catangalo arrecada brinquedos para crianças do Marajó

A semana que vem já começa recheada de atrações. Na segunda-feira, 20, entre várias outras programações, no Teatro Margarida Schivasappa, do Centur, às 20h, acontece a II edição da “Noite do Cantagalo”.

Trata-se de uma ação solidária que reúne educadores culturais, músicos, poetas, artistas plásticos, mestres de cultura popular, grupos de carimbó e parafolclóricos para arrecadar brinquedos, roupas, agasalhos e alimentos não-perecíveis para o Natal das crianças do bairro da Pedreirinha, da comunidade do entorno do lago do Utinga e das crianças de Cachoeira do Arari, na Ilha do Marajó. 

Fruto da iniciativa do Instituto Arraial do Pavulagem, em parceria com a Fundação Curro Velho, o projeto Caixa de Boi Bumbá - Tecnologias e Saberes do Marajó vem sendo desenvolvido há três anos, por meio de oficinas ofertadas à comunidade. Assim surgiu o Cordão do Galo que é um brinquedo lúdico inspirado na história tradicional e contemporânea da cidade de Cachoeira do Arari. O objetivo é a inclusão sócio-cultural das crianças e adolescentes daquela cidade.

Das oficinas, resultaram a construção de 96 instrumentos de percussão com adornos no estilo marajoara, canto popular, ritmos e danças regionais, adereços alegóricos, pesquisa e a realização de cortejos de cultura popular, reunindo bois, pássaros, artistas, mestres de cultura, alunos de rede pública entre outros.

“Neste momento, o nosso empenho está concentrado nos preparativos do Natal das crianças que fazem parte do Cordão do Galo, muitas delas estão ligadas ao programa de erradicação do trabalho infantil – PETI, à banda de música João Viana, à Escola de Música Padre Giovanni Gallo, ao grupo de sócios mirins do Museu do Marajó e a grupos folclóricos locais”, explica Ronaldo Silva, do Instituto Arraial do Pavulagem.

São parceiros do Instituto Arraial do Pavulagem neste projeto: Museu do Marajó; Secretaria de Estado de Cultura (Secult); Fundação Curro Velho; Secretaria de Estado de Educação; Prefeitura Municipal de Cachoeira do Arari, Igreja Nossa Senhora da Conceição, Banda João Viana, Casa da Boa Esperança e Novo Encanto. 

A “II Noite do Cantagalo” terá como convidados a Banda Arraial do Pavulagem, Banda João Viana (Marajó), Grupo Quaderna, Luê Soares, Lucio Mouzinho, Marcos Campelo, Grupo Filhos do Luar, Mestre Madureira, Mestre Piticaia, Boi Orube, Nego Nelson, Grupo de Carimbó Sancari, Grupo de Percussão do projeto Vale Música, Batalhão da Estrela, Boi Malhadinho, Mestre Cardoso e Mestre Faustino (de Ourém), Juraci Siqueira, Marcílio Costa, Mestre Apolo e Grupo Florescendo, Ivan Cardoso e Mário Mouzinho.

Serviço
Show Solidário “II Noite do Cantagalo”. No Teatro Margarida Schivasappa - Centur. Dia 20 de dezembro (segunda-feira), às 20h. Ingresso: brinquedos, 2 kg alimentos não-perecíveis, roupas, agasalhos (adulto e infantil). Informações: (91) 9605-9057 | 8229-4570 | 8120-6634. 

Fonte: Fundação Curro Velho e Instituto Arraial do Pavulagem


16.12.10

Ney Conceição Quarteto para deleite de todos neste final de semana

O músico faz dois shows de "Swingado",  em Belém, nesta sexta e neste sábado, sempre com entrada franca

O contrabaixista paraense Ney Conceição, considerado pela crítica especializada um dos cinco melhores do mundo, esta na área. 

Chegou por aqui no início da semana e rumou para o município de Parauapebas, onde ministrou uma oficina de três dias para músicos da cidade, a ser encerrada nesta quinta, 16, com um show de Ney e seu grupo, formado por Hamleto Stamato (piano e teclados), Cristiano Galvão (bateria) e Esdras de Souza (Sax tenor, Soprano e Flauta).

Para quem está em Belém, haverá duas oportunidades de ver Ney, que segue desde janeiro deste ano, divulgando seu terceiro CD solo 'Swingado', gravado e mixado no ano passado no Studio BR Plus, no Rio de Janeiro, onde Ney mora há 17 anos.

Nesta sexta-feira, 17, o show será no Centro Cultural Sesc Boulevard, a partir das 19h, e no sábado, 18, no Sesc Doca de Souza Franco, a partir das 22h.

O CD traz 10 músicas inéditas de sua autoria, que vem sendo comercializado durante os shows do artista. Mas quem quiser, pode em breve baixar as músicas  do site contrabaixista www.neyconceicao.com, que no momento ainda está em fase de construção. 

Há 20 na estrada da música, Ney vem acompanhando vários artistas nacionais, como João Bosco, Danilo Caymmi, Leny Andrade, Dominguinhos, Fátima Guedes, Sebastião Tapajós, Naná Vasconcelos, Roberto Menescal, Sivuca e Elba Ramalho, entre outros grandes nomes da música brasileira.

Serviço
O Quarteto: Ney Conceição – Contrabaixo; Hamleto Stamato - Piano e teclados; Christiano Glavão – Bateria e Esdras de Souza - Sax Tenor/Soprano e Baritono. Dia 17 (sexta feira), no Centro Cultural Sesc Boulevard, 19h, e dia 18 (sábado), 22h, no Sesc da Doca. Mais informações: (91) 3031-0305 ou 8167-8128 e 9226-7420. Tudo entrada franca.

Portal da Cultura Paraense, canal de entrada para o universo artístico do Estado

O site será lançado nesta quinta-feira, na Casa da Linguagem, com participação de vários artistas. O acesso é aberto ao público.


Onde encontrar informações sobre artistas, grupos, entidades, associações, coletivos e mestres da cultura do Pará? Há muita informação, prontas para serem acessadas sim, mas daqueles que possuem, por exemplo, uma página na internet, poderosa ferramenta de divulgação e interação cultural. 

Muitos deles estão em mídias o Flickr, portal mundial de fotografia; o Vimeo, refinado canal para publicações de vídeos artísticos; no Tumblr e no Twitter, ferramentas de rápida expansão de notícias, sem falar no Orkut e no Facebook.

Mesmo assim, para localizá-los é preciso varrer a net para encontrar o site correto. Foi pensando nisso, entre tantas outras coisas, reconhecendo que a internet é hoje um dos mais importantes suportes da área artístico-cultural, que surge o Portal da Cultura Paraense (www.culturaparaense.com), a ser lançado, nesta quinta, 16, e nesta sexta, 17, com programações que acontecem na Casa da Linguagem, e na sede da Fundação Curro Velho, respectivamente, dentro de suas comemorações de 20 anos da fundação.

Dividido por categoria artística, o portal visa um melhor ordenamento das modalidades artísticas como: música, dança, teatro, circo, fotografia, artes plásticas, folclore, etc. Os artistas podem se cadastrar, gratuitamente, fazendo um cadastro com suas principais informações, inclusive o link de suas páginas na internet, já já possuir.

E assim como Belém é o Portal da Amazônia, o Portal da Cultura Paraense será também o canal de entrada para essa enorme rede de páginas artísticas individuais que embora  sejam muito boas, ainda precisam ser difundidas mais amplamente. Assim, esses artistas poderão ser localizados no universo virtual, a partir de um só endereço. Ao mesmo tempo, construído coletivamente, o portal estará promovendo o mapeamento espontâneo da cultura paraense. 

O Portal da Cultura Paraense quer ser referência enquanto banco de dados, traduzindo a diversidade artística e cultural do estado do Pará, atendendo também a uma carência de um portal com identificações e contatos dos artistas da região, valorizando-os e estimulando sua produção artística. É claro que para alcançar estes objetivos o portal precisa contar com o cadastramento destes artistas e mestres da cultura.

Por isso, além de divulgação, haverá forte articulação com a rede de infocentros implantados pelo NavegaPará,  locais de acesso para artistas e grupos situados em lugares mais distantes e interessados em se cadastrar. Da mesma forma, os infocentros também serão umas das ferramentas de divulgação do portal a fim de aumentar e diversificar seu acervo assim como de acesso ao público, em geral, que poderá fazer suas consultas.

Realizado através do Edital de Ações Colaborativas com o NavegaPará, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará – Fapespa, o projeto foi elaborado pela Associação de Planejamento Estratégico do Curro Velho – ASPE.

Serviço

O lançamento do Portal da Cultura Paraense faz parte da programação de comemoração dos 20 anos da Fundação Curro Velho. O evento acontece nesta quinta-feira, 16, a partir das 19h, na Casa da Linguagem (Av. Nazaré, 31- Nazaré) e, no dia 17, sexta-feira, na Fundação Curro Velho (Rua Nelson Ribeiro, 287- Telégrafo). Mais informações: 91655345 / 32549740 (Mariléia Modesto, Produção Executiva do Projeto).



15.12.10

Edir Gaya comenta o show Invento de Sônia Nascimento

O texto a seguir foi publicado originalmente no Caderno Magazine, de O Liberal, edição desta quarta-feira, 15 de dezembro. As fotos desta postagem são da fotógrafa Ana Flor.

Invento transforma brisa em tempestade

Por Edir Gaya*

A “brisa leve e deliciosa” que Sônia Nascimento começou a soprar com “Invento”, durante as três semanas de temporada no “Reator”, se transformará inevitavelmente em tempestade nesta quarta-feira, 15, quando a cantora que retorna ao palco após um afastamento de 13 anos apresenta o espetáculo de despedida da temporada deste ano, no Teatro Margarida Schiwasappa.

Escrevi a matéria de lançamento da Sônia como cantora na década de 90, com o “Jardim Elétrico”, ao qual se seguiu depois “Florbella Spanka”, sempre ao lado de Renato Torres e Rubens Stanislaw. A garota, muito compenetrada e aparentemente retraída, se revelou, então, um furacão. Sacudiu a cena musical da cidade com um repertório que não fazia concessões ao óbvio e que mergulhou fundo nas raízes do pop-rock para se transformar na trilha sonora dos que faziam o circuito dos bares descolados nos agitados anos 90 em Belém.

O talento cênico e o timbre singular de Sônia, aliados ao repertório ousado e à competência de músicos como Renato e Rubens, explicam o sucesso daquele período.

"Poucas cantoras de Belém, na década de 90, aliaram tão bem a genuína MPB com uma pegada pop. Não foi à toa que se tornou uma das principais cantoras da cidade à época, marcando presença nos principais bares. Até hoje uma galera ao mesmo tempo exigente e 'descolada' lembra com saudade dos shows da Sônia e suas bandas. É a oportunidade de matar a saudade e aguardar novas ousadias", diz o jornalista Edson Coelho, a respeito do retorno de Sônia Nascimento.

Sônia estava devendo ao seu público um show no formato de “Invento”, espetáculo no qual o rock e o pop são a moldura sobre a qual a canção brilha em primeiro plano. Esse mergulho no gênero que caracteriza a singularidade da música brasileira é o grande mérito do espetáculo.

Muita gente de peso já anunciou a morte da canção, mas Sônia mergulha na busca da consistência da palavra cantada, abordando desde o velho tema do que era para ter sido e que não foi, até as ilusões perdidas quanto ao futuro da canção:

“Era pra eu mudar o mundo inteiro ao meu redor/Era pra gritar o que ninguém ainda escutou/Era pra ser bom ou pra ficar muito melhor/Era pra voltar o tempo que ainda não passou/Vou, hei de partir/Aprisionado nas canções/Se sou o escravo dessas ilusões”, anuncia a moça, em “Prisão”, do Moska; e arremata, em “Pérolas aos poucos”, de José Miguel Wisnik: Eu jogo pérolas aos poucos ao mar/Eu quero ver as ondas se quebrar/Eu jogo pérolas pro céu/Pra quem pra você pra ninguém/Que vão cair na lama de onde vêm”. E tudo isso com uma pegada rítmica firme, mas muito suave.

Vi o show na terça (07.12) com a Valéria e as crianças (Gabriel, Leon e Manuela). Ficamos todos encantados e surpresos com as possibilidades cênicas e sonoras do Reator. Nando Lima e o pessoal responsável pelo espaço são realmente geniais.

Quanto a mim, o retorno da Sônia premiou com a inclusão de uma canção recente que fiz em parceria com o Renato Torres, “Algum mar”, harmonia complicada à qual o arranjo apurado do Renato, a execução firme do baixo de Rubens, a delicadeza do bandolin de Diego Xavier e a interpretação de Sônia deram o tom de simplicidade que marca o que é de fato belo. Com “Invento”, Sônia realiza o desejo que Renato Torres manifesta por nós que amamos a canção brasileira, na letra de “Algum Mar”: “ousar ouvir na minha voz/algo mais do que palavras vãs/Algum mar fundo o bastante/Pra se mergulhar”.

*Edir Gaya é jornalista e músico compositor.


Serviço

Show Invento. Nesta quarta-feira, dia 15 de dezembro, a partir das 20h. No Teatro Margarida Schivasappa dentro do projeto Uma Quarta de Música. Ingressos R$ 10 e R$ 5,00. 

Patrocínio do Governo do Estado, Edital Prêmio Secult de Música, Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves. Apoio cultural da Intimidia, Sol Informática, La Maison Du Pain, Apce Música, Na Music, Produtores Criativos e Reator. Mais informações: 91 8134.7719.

14.12.10

Festa para comemorar um ano de realizações cinematográficas

A Caiana Filmes está comemorando um ano de cursos voltados ao cinema e à formação cinematográfica. A festa vai ser neste sábado, a partir das 21h, na sede da produtora. O ingresso custa R$ 30,00.

O convite que vem sendo feito através de listas de e-mail se redes sociais promete comes e bebes até o amanhecer. Mas a programação é muito mais do que isso. Será exibido o filme Luzes da Cidade, de Charles Chaplin com trilha sonora ao vivo, executada pelo pianista Paulo José Campos de Melo.

Paulo, que já recebeu a Rosa de Ouro, na Mostra de cinema de Göttingen, e duas vezes a medalha Metrópolis, em Münster (Alemanha) e Innsbrück (Áustria), pelo mesmo trabalho, vem se apresentando em vários espaços de Belém, sempre criando trilhas sonoras improvisadas para diversos clássicos do cinema. Após a sessão, a pista de dança estará aberta. Haverá também a escolha da melhor fantasia tema de cinema da festa. E o vencedor ganha um ano de curso grátis (um por mês) 2º lugar um curso grátis e 50% o ano todo.

“É com sentimento de vitória que fechamos um ano de atividade de formação em cinema. Uma iniciativa única e sem precedentes no Estado do Pará. Foram realizados durante o ano 32 cursos focados na arte e iniciação ao cinema. Tornando a Caiana no principal ponto de referencia do norte do país na formação e iniciação cinematográfica”, afirma João Inácio, um dos dirigentes da Caiana.

Para o ano que vem, vários cursos já estão programados, como um cursos de férias, em janeiro, e um curso de roteiro e formatação de projetos, em março. Veja aqui.

Serviço
Dia 18 de Dezembro /Início: 21h. Ingresso: R$ 30,00. Para saber mais, entre em contato: Rua Diogo Móia, 986 • Umarizal - Tel: (91)33434252/33434254. 

Espetáculos natalinos na Quarta Cultural da UFPA

Texto: Lorena Claudino – Assessoria de Imprensa da DAC/PROEX

Música, teatro e dança fazem parte da programação cultural da UFPA que celebra uma das épocas mais festivas do ano, o Natal. Espetáculos de Natal da UFPA é o tema da última Quarta Cultural do ano que confraterniza a comunidade acadêmica e a sociedade em geral.

Durante o mês de dezembro a cidade fica com um ar diferente, iluminada e colorida. Comemorado em todo o mundo, o Natal cria uma atmosfera que contagia as pessoas. Para entrar no clima, diversos símbolos e tradições desta festa religiosa estarão representados através de trabalhos de arte e cultura desenvolvidos pela universidade.

Canções natalinas com letras que retratam o nascimento de Jesus, fraternidade e até Papai Noel estarão no repertório dos corais e grupos musicais. Durante todo o ano, a Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida preparou a voz de diversos cantores no Coral do Projeto Riacho Doce do Futuro, Madrigal Flor de Lótus e Iniciação Musical Uirapuru, que prometem encantar o público.

Desafiador foi o trabalho dos experientes professores Vanildo Monteiro e Jefferson Luz, em dois meses eles prepararam 34 cantores que encerram a programação. Resultado da oficina de Canto Coral realizada pela Diretoria de Cultura da Proex em parceria com a Sociedade Amigos da Música.

O Guará Balé Teatro traz para o movimento dos corpos, os elementos natalinos, enquanto a Dance Music dos alunos da Escola de Aplicação pretendem colocar todo o público para dançar numa grande discoteca inspirada no musical Hair, discotecas dos anos 70 e das Raves atuais.

Resgatando o principal motivo da festa, o nascimento de Jesus, terão encenações do Auto de Natal da paróquia de Santa Cruz e da Cantata e Presépio Vivo com alunos da Escola de Aplicação.

Programação

Manhã - 10h
Auto de Natal da Paróquia da Santa Cruz
Coral Riacho Doce do Futuro – Regência de Serguei Firsanov
Cantata e Presépio Vivo com alunos da Escola de Aplicação

Tarde – 17h
Coral da UFPA/SAM – Regência de Vanildo Monteiro
Madrigal Flor de Lótus – Regência de Dion Santos
Iniciação Musical Uirapuru – Regência de Albery Albuquerque
Guará Balé Teatro
Dance Music com alunos da Escola de Aplicação

Serviço
Espetáculos de Natal é a Quarta Cultural do mês de dezembro realizada pela Diretoria de Apóio da Cultura da Proex (DAC), em parceria com a Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida da PROGEP (SQV), com apoio da Escola de Aplicação, da SAM, EMUFPA e ETDUFPA. A Programação acontece no Centro de Convenções Benedito Nunes, no dia 15 (quarta-feira).

Inovacine encerra atividades com filmes de Sérgio Péo

O Inovacine desliga os projetores de sua primeira jornada no próximo dia 15 de dezembro com exibição simbólica dos curtas do paraense Sérgio Péo. Texto da APJCC.

Neste 1º ano e pouco o projeto exibiu e debateu 98 filmes, dos quais 27 foram nacionais e 47 regionais. A exibição deste material continua indispensável para a cidade.

A perspectiva de discussão democrática a partir da construção de uma comunidade de olhar crítico é mais uma vez o viés do debate que será conduzido pelo coordenador do projeto Francisco Weyl, nesta quarta-feira, 15, no Iphan.

Mais de 100 novos cineclubistas nascidos dos 10 municípios visitados neste ano compõem o coro de uma nova cultura cinematográfica no Estado. Mateus Moura agradece, pois, segundo ele, aprendeu muito mais que ensinou. Miguel Haoni assina embaixo, e afirma que “o processo de aprendizagem não pode parar”. Ambos fazem parte da Associação de Jovens Críticos de Cinema – APJCC, parceira do Inovacine.

É com muita alegria e satisfação que mais uma vez o INOVACINE saúda a emergência desta nova cultura cinematográfica no Estado, seja de espectadores, críticos, cineastas ou claquetistas. A convocação para prestigiar os filmes deste paraense é feita a todos que se interessam. A entrada, assim como a conversa, como sempre, são francas. Todos são bem-vindos ao brinde final. Vida longa à cultura.

Filmes – Sérgio Péo

“Rocinha Brasil 77” (18 minutos – 16/35mm): Investigação sobre hábitos e qualidade de vida da maior favela da América Latina. A câmera passeia, enquanto em off, ouve-se reflexões de moradores sobre questões do dia-a-dia da comunidade.

“Ñanderu, Panorâmica Tupinambá” (10 min/35mm): Resgate poético da memória de nossos antepassados Tupinambá. Considerados extintos ainda no século XVI. O filme conta com o depoimento de Verá Miri, Cacique/Pajé da tribo Guarani Mimbiá.

“Marajó, O Movimento das Águas” (20 min/35mm): Filme iniciado em 1991, interrompido, por problemas técnicos e finalizado em 2010. A câmera percorre as margens do Amazonas, focando a diversidade da flora virgem. Caminha entre trilhas de gravetos culminando com a marcha folclórica dos ritmos marajoaras. O filme é uma homenagem a professora Lindalva Caetano, pesquisadora do Folclore Marajoara.

Serviço
Sessão de filmes de Sérgio Péo, na programação de encerramento do projeto Inovacine, da Fapespa. Nesta quarta-feira, 15, a partir das 18h30, no auditório do IPHAN - Tv. Rui Barbosa, esquina da Av. Governador José Malcher. Entrada franca. Informações: (91) 8717-5666.

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FONTE: Ascom/Fapespa

13.12.10

Antologia de Contos Pan-Americanos traz texto do escritor Edyr Augusto

Já está nas livrarias "Antologia Pan-Americana - 48 contos contemporâneos do nosso continente", organizado por Stéphane Chao e lançado pela Editora Record

Foram necessários quatro anos de trabalho para que o agente literário francês radicado no Brasil, Stéphane Chao, lançasse, este mês, Antologia Pan-Americana, reunindo 48 autores de 30 países das Américas.

A obra traz textos de nomes célebres, como Mario Benedetti do Uruguai (ainda vivo quando Chao iniciou o projeto) e Richard Ford (o primeiro escritor norte-americano a receber em um mesmo ano o Pulitzer e o PEN/Faulkner, em 1995, por “Dia da Independência”), e ainda Margaret Atwood, do Canadá, além dos brasileiros, Raimundo Carrero, Ronaldo Correia de Brito, Alberto Mussa, Luiz Ruffato, Marçal Aquino e Edyr Augusto, representando a Região Norte do país. 

O convite ao autor paraense surgiu a partir da coletânea “Todas as Guerras” (Ed. Bertrand), que reuniu dez escritores brasileiros exercitando em seus textos a fantasia e o assombro, resultando em um conto, cada um, sobre uma das dez guerras escolhidas pelo organizador deste primeiro volume, Nelson de Oliveira.

Já em “Antonlogia de Contos Pan-Americanos”, o escritor, diretor e dramaturgo Edyr Augusto aparece com o conto “Sujou”, que faz parte de seu livro “Um Sol Para Cada Um” (Ed. Boitempo). O livro de Stephane Chao sintetiza a produção literária do continente, num mapa de talentos que dialogam com diversas tendências — a norte-americana, a centro-americana, a brasileira, a caribenha, a sul-americana — e as delimita lingüística, política e culturalmente. 

Romper as fronteiras e transgredir os rótulos — América Latina versus América do Norte — é o objetivo de Antologia pan-americana. Uma abertura inusitada para o que se escreve hoje no continente. Uma janela para o que há de melhor no gênero do conto.

Fonte: Holofote Virtual, com informações do Portal de Livros.com.br

“A Travessa da Espera” volta à cena no Teatro Cuíra

Texto de Leandro Oliveira, da assessoria de imprensa do GTU

Quanto tempo demora uma peça? Uma hora? Duas? Seis? Isso não é nada perto dos dias, meses, anos ou mesmo uma vida inteira de esperas para ver um espetáculo pronto! 

As angústias e alegrias da espera, iniciando pelas angústias que aguardam o esperar de um espetáculo, é o mote principal para que o Grupo de Teatro Universitário da UFPA (GTU) convide o público a sentar e aguardar três campas em “A Travessa da Espera”, que depois de uma longa espera volta a ser apresentado na próxima quinta (16), às 21h, no Espaço Cuíra, onde fica até o domingo (19).

Esperar é um fardo que todos enfrentamos, diariamente. Esperar na fila é a travessia eterna por onde passam dramas e sentimentos humanos. Esperar chegadas, partidas, voltas e chegadas podem fazer do nosso cotidiano mais feliz, pois nunca sabemos o que nos aguarda ao final de cada travessia.

Na travessa da espera caminha o casal que não sabe aonde quer chegar. Executa-se a tortura da espera por um atendimento médico. Transitam as fantasias de quem encontra o par perfeito numa sala de espera do dentista. 

Por essa travessa passam despercebidos os amores que duram uma vida inteira sem trocar uma palavra; atravessam sonhos que todos temos e pelos quais ansiamos que um dia se realizem. Espera que causa angustia e tortura a conta-gotas. Espera de uma pizza que irritantemente talvez chegue fria. Esperas que proporcionarão muitas risadas e diversão garantida a quem conseguir aguardar sessenta minutos.

Partindo de um processo colaborativo, que contou com a experiência de cada um dos atores na construção da peça (afinal, espera é inerente a todo ser humano), o que se vê em cena é o retrato artístico - e muito bem humorado - de toda a sociedade que espera, desde que se aguarda nove meses para nascer. A travessia do esperar pode ser menos dolorosa, e até bem prazerosa, se entendermos que ela pode nos render momentos únicos na vida.

A peça conta as desventuras do esperar com muita música, que dá o tom necessário a cada nuance desta travessia e especialmente através do vídeo, que é protagonista e interage com os atores, conduzindo o público a atmosferas diferentes e incríveis a cada situação de espera. 

A direção de Olinda Charone é um convite gostoso a se deliciar com uma peça leve e divertida, junto com um elenco formado por Ana Marceliano, Bárbara Gibson, Delianne Lima, Haroldo França, Ives Oliveira, Caled Garcês, Leandro Oliveira e Patrícia Zulu, que esperam ansiosos esse reencontro. A música fica por conta de Diego Vattos, Ramón Rivera e Rubens Santa Brígida, que guardam uma surpresa a ser conferida na temporada.

"A Travessa da Espera" é um convite para sentar e rever a sua idéia de espera. É só aguardar.

Serviço
Espetáculo "A Travessa da Espera", no Espaço Cuíra (Trav. Riachuelo, esquina com 1º de março), de 16 a 19 de dezembro (quinta a domingo), sempre às 21h. Ingressos: R$20,00 (com direito a meia entrada para estudantes). Maiores informações: (91) 8861-4476 (Olinda Charone).


12.12.10

Ribalta lança primeiros DVDs sobre memória do teatro e da dança no Pará

O lançamento das duas edições será nesta segunda-feira, 13, a partir das 20h, no Teatro Universitário Cláudio Barradas

Simulando programas de entrevistas na TV, as duas gravações foram feitas este ano, em janeiro, com o ator e diretor Cláudio Barradas e, no início do mês de julho, com Eni Corrêa, fundadora e diretora do Grupo Coreográfico da UFPA.

Com objetivo documentar a memória da dança e do teatro paraense, o projeto Ribalta teve na sua primeira edição, a entrevista com Cláudio Barradas, grande representante do teatro no Pará, ator, professor e responsável por criar e dirigir diversos grupos, trazendo contribuições teóricas, estéticas e práticas na forma do fazer teatro.

Com a intermediação do jornalista Sérgio Palmquist, Barradas foi entrevistado pela professora e diretora Maria Silvia Nunes; o poeta, escritor e Doutor em Sociologia da Cultura, João de Jesus Paes Loureiro; Zélia Amador, profª da Universidade Federal do Pará e Doutora em Ciências Sociais; por Wlad Lima, atriz, diretora, cenógrafa, pesquisadora, Doutora em Artes Cênicas e professora de teatro da ETDUFPA; e o jornalista e ator Cleodon Gondin.

Na segunda etapa, a entrevistada foi a professora Eni Corrêa, um dos nomes de destaque da dança paraense e foi entrevistada por outros nomes ilustres da área, como Beth Gomes, Roberta Rezende, Sonia Massoud e Waldete Brito.

Ribalta ainda vai realizar outros registros. Ao final, além dos DVDs com os programas, serão disponibilizados também audiovisuais extras como depoimentos de outras personalidades da dança, fotos e recortes históricos de jornais, entre outros, material que se constituirá em importante fonte de pesquisa para estudantes e professores tanto do campo artístico, quanto comunicacional.

Serviço
O Teatro Cláudio Barradas fica na Jerônimo Pimentel, próximo a D. Romulado de Seixas.