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23.9.21

# HOLOFOTANDO POR AÍ COM LUCIANA MEDEIROS #




Cenas criativas e ímpares!

 

A coluna começou na semana passada e segue hoje recheada de notícias sobre a produção artística e a agenda cultural da cidade. Aos poucos, voltamos a respirar por aí,  com máscaras, acessório ainda indispensável.  Aqui, as notinhas trazem o que está rolando não só na capital paraense, mas  em outros municípios desse "país que chama Pará", valendo a citação já que estamos na semana dos 75 anos de Paulo André Barata. Vem comigo! 

 

Fafá canta Paulo André e Ruy Barata


Destaco a foto publicada em 1978, com Paulo André, Ruy e Fafá de Belém! Na semana passada eu disse que estava confirmada a Varanda de Nazaré, não foi? Pois então. Este ano a edição especial vai circular pela cidade em formato híbrido. Em meio a maior manifestação de fé do povo paraense, com ou sem procissão, tá confirmado o show “Foi Assim: a música de Paulo André e Ruy Barata”, um espetáculo que em 2020 não foi possível realizar. Em 2021, anotem, será no Theatro da Paz, nos dias 6 e 7.

E falando no compositor, que completa neste sábado, seus 75 anos de vida, quero comentar com vocês sobre o festival de fotografias que vêm sendo compartilhadas via WhatsApp pelo jornalista Tito Barata, irmão de Paulo André e também filho de Ruy Barata. Todos os dias chegam imagens e informações incríveis que revelam os anos de juventude do músico. Hoje mesmo chegou foto linda mostrando o jovem Paulo André com nada menos que o também jovem João de Jesus Paes Loureiro. Vou mostrar algumas delas em breve no Instagram, quem não segue ainda, pega o perfil @holofote_virtual.


Das ruas para a galeria


Olha que notícia boa para quem ama artes visuais. Marinaldo Santos está em cartaz na cidade com a exposição individual “(H)ouve o Barulho da Pele”, que segue até o dia 10 de outubro, em Belém, na galeria Semente, da Casa Namata. A entrada é franca e a curadoria é de Ney Ferraz Paiva. Nesta exposição, o artista reúne objetos, desenhos e assemblages (colagens feitas com objetos descartados), feitos a partir de materiais como madeira e alumínio, que ele recolhe das ruas em suas caminhadas pela cidade.

“Os desenhos e as assemblages, seguem o mesmo processo dos objetos, só que utilizo recortes de revistas diversas. São trabalhos feitos com liberdade. Todo o ‘lixo’ do meu ateliê nunca é jogado fora. Tudo é transformado em arte”, explica Marinaldo, que iniciou carreira em 1985, expondo no Brasil (Belém, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba, Goiânia) e no exterior, Frankfurt e Munique (Alemanha), Miami (EUA), Roterdã (Holanda). A galeria Semente, da Casa Namata, fica na Av. Conselheiro Furtado, 287, bairro Batista Campos, em Belém.


Nômade insular

A próxima edição do Cidade em Frestas será no bairro da Marambaia, neste sábado, 25, a partir das 19h. Nesta edição #nomadeinsular quem recebe o projeto é a ativivista política e feminista, Milene Lauande, com a apresentação de artistas com forte atuação no bairro da Marambaia, como o grupo de Vivência Percussiva da Marambaia, liderada pelo músico Flávio Gama; e o artista plástico Cuité Marambaia, também arte-educador, compositor de boi bumbá e catimbó. A iniciativa tem apoio da Casa de Estudos Germânicos (CEG), da Universidade Federal do Pará (UFPA), Casulo Cultural e Sibila Filmes. E quem não estiver in locu, poderá acompanhar pelas redes sociais do projeto: @cidadeemfrestas, no Facebook e Instagram. 


À luz de Malu


Transformar dor em arte para compartilhar. A iluminadora Malu Rabelo fez isso e apresenta pra gente “Poética da Partida - Uma Herança de Luz para Theo & Lucca”, no seu canal do YouTube, com estreia neste sábado (25), às 20h. O projeto foi contemplado com a lei Aldir Blanc, através da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), e consiste na revelação poética e lúdica da perda de entes queridos, em decorrência da Covid. Primeiro, a partida da cunhada Thamis, mãe dos sobrinhos, Theo de 5 e Lucca de 2 anos, e logo depois disso, seu pai. 

No vídeo-espetáculo, através da linguagem da iluminação cênica, ela mostra seu processo criativo da construção artesanal desse objeto luminoso que se revela numa árvore genealógica que mostrará a importância da conexão energética entre as pessoas. Profissional atuante há 10 anos, Malu já atuou em diversos espetáculos. Para ela, “a iluminação é além da estética, é uma linguagem que conta uma história”.



2º longa metragem

A cidade está bem agitadinha neste sábado, 25 de setembro, vejam só: a banda Móbile Lunar vai lançar neste dia, o documentário musical "Móbile Lunar - Sonhos", segundo longa-metragem da banda. A exibição será no Teatro do SESI às 20 horas, com entrada gratuita, a classificação é livre. Com roteiro de Laércio Esteves e André Moska, o filme traz a performance ao vivo do álbum, gravado no Teatro do Sesi no final de 2020. Interessou? Então fique atento que o teatro estará recebendo apenas 40% da sua capacidade, para que haja distanciamento seguro. 

Para garantir os ingressos antecipados, é só acessar o Instagram da banda (@mobilelunar) e se inscrever no link que está na bio. E  no local, a lojinha também estará disponível, para quem quiser adquirir camisas, adesivos e postais da banda.  A Móbile Lunar é formada por André Moska (vocalista e violonista), Alê Brandão (vocalista e guitarrista), Igor Gomide (baterista), Laércio Esteves (guitarrista) e Leonardo Vitor (baixista).


Ocimar Manito lança o 1º EP


O EP “Outros Sonhos”, de Ocimar Manito, chega às plataformas digitais em outubro, mas o músico já comemora desde já.  Produzido em pleno auge da pandemia, além da música que dá título ao disco, composta em parceria com o poeta Jorge Andrade, o músico também apresenta “Triste Melodia”, parceria com Messias Lyra, uma homenagem ao compositor Luiz Melodia; “O Meu Chapéu:, um baião em parceria com o poeta Juraci Siqueira,  e o carimbó “Um boto em Marapanim”, parceria com Rosendo Gomes.  Gravado no Zarabatana Produções, sob direção do próprio Ocimar  Manito, junto com o músico e produtor Ziza Padilha, que também assina  todos os arranjos, o álbum contou com a participação dos músicos Ney Rocha (baixo), Bruno Mendes (percussão), Yossef Neto (saxofone e teclados) e Ziza Padilha (guitarra e violão).  

Ocimar Manito é músico, compositor, arranjador e intérprete que iniciou sua carreira na década de 80, apresentando-se em bares da cidade e participando de movimentos culturais no âmbito local e nacional. Atualmente ele dedica-se ao Projeto Multicultural Arca - Arte e Cultura Amazônica, projeto cultural inclusivo que agrega música, gastronomia, literatura e artesanato, dentre outras linguagens. Mais informações nas redes sociais do artista.

 

Depois que o Círio passar

Tô sabendo que vai ter Combú Reggae Fusion - 1ª edição – Eco Futurista Ancestral, logo após Círio, e vai ser tudo no Flor do Combu, ilha do Combú, no dia 11 de outubro. Neste ano, pela primeira vez, o evento será mostrado em plataformas digitais e, com o tema “Eco Futurista Ancestral”, vai discutir as transformações na música, moda, teatro, artesanato, fotografia e grafite e ainda abraçar a culinária paraense, tudo isso trazendo à tona as raízes indígenas e caboclas do sagrado feminino.  

A programação será diversa e vai contar com lives, exposição, teatro, Djs, esporte e gastronomia. Tudo a partir das 11h. Acompanhe tudo no perfil oficial do evento no Instagram (@clan.destinoprodutora) e já garanta seu ingresso. Para mais informações, segue o contato zap: 91 981856518.


Tá no blog - resumo da semana

Ynstalação Cabokètika
Foto: Pierre Azevedo

Para quem não olhou ainda, na semana do blog tem conteúdo sobre a super Mostra Aldir Blanc dos Caetés, reunindo 11 projetos premiados em Bragança e Augusto Corrêa; falei de lançamentos, como o do álbum Mantra, terceiro disco de Lucas Guimarães; e a distribuição das canções do LP Lapidar (1995), de Naldinho Freire, cantautor paraibano de coração paraense e do mundo, vivendo hoje em Santa Cruz de Cabrália, na Bahia. Chega tudo agora nas plataformas da música. 

Tá no blog também o lançamento de um livro super bacana de Feliciano Marques, que aborda memórias e técnicas de porta estandartes do nosso carnaval, e a dica de show presencial de lançamento do EP Raízes Latinas, de Gabriel Dietrich, músico paranaense que vive em Belém já há alguns anos, integrando a banda Farofa Tropikal, que encerrou os trabalhos recentemente. 

21.9.21

Naldinho Freire relança Lapidar em formato digital

Naldinho Freira
Foto: Mikaela Pasa
As canções do LP LAPIDAR, lançado originalmente em forma de vinil, ganharão as plataformas da música nesta sexta-feira, 24, com direito a live, a partir das 19h, com o músico e compositor Naldinho Freire. A transmissão é pelo canal oficial do artista, no youtube. 

Lançado pela primeira vez em 1995, O LP LAPIDAR - selo Caravela Records e distribuição da Warner Music Brasil - contém 10 faixas que falam sobre sua vivência cultural no bairro em que nasceu, em João Pessoa, e suas experiências e anseios como um jovem artista na busca da construção de uma arte transformadora.

Para Naldinho, o momento é de felicidade em poder lançar o LP de uma forma mais acessível buscando trazer a tona suas vivências dos anos 90 em contrapartida ao momento vivenciado hoje de pandemia: "As minhas expectativas são as melhores em trazer essa vivência para esse momento, principalmente por se tratar de uma pandemia, me reconectando com o período em que vivi nos anos 90. Espero que as pessoas gostem dessa remasterização, tanto as que possuem o LP e poderão ter um acesso melhor, quanto as que ainda não conhecem meu trabalho".

Lançar LAPIDAR de forma digital é dar mais acesso ao público de poder conhecer o início da carreira do cantor e de expandir ainda mais o seu trabalho, uma vez que a internet é um dos caminhos que sempre está crescendo e em que todos estão inseridos. É um novo contexto de lançamento comparado ao que se tinha no ano de 1995.

A carreira de Naldinho Freire registra um vinil, três CDs, um DVD, participações em coletâneas músicas, concertos em várias cidades do Brasil e europeias. No ano de 2019, em Belém do Pará, lançou o seu quarto álbum de título “sem chumbo nos pés”, e realizou turnê pelo Nordeste e Sudeste do Brasil, além de apresentá-lo em Cabo Verde, na  Argentina e em Portugal. 

“LAPIDAR” 

- Lançamento: Caravela Records. 

- Distribuição: Warner Music Brasil. 

Link para o pre-save:

https://fpt.fm/app/30266/lapidar

Inscreva -se no canal:

bit.ly/youtubenaldinhofreireoficial

Redes Sociais, Website e Spotify:

Instagram:

https://www.instagram.com/naldinhofreireoficial  

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Twitter:

@naldinhofreire

Website:

www.medium.com/naldinhofreire

Spotify:

bit.ly/spotifynaldinhofreire

Serviço

Live Naldinho Freire - lançamento digital do LP LAPIDAR (1995). Live nesta sexta-feira, 24, às 19h, n no youtube Naldinho Freire Oficial - bit.ly/youtubenaldinhofreireoficial

(Edições do Holofote Virtual, com texto produzido por Pei Shung Fon, estudante de Relações Públicas e voluntária no projeto de extensão Bureau de Comunicação Comunitária da Agerp/Cos/Ufal, sob orientação coordenação da professora Manuela Callou e da adjunta Keka Rabelo).


9.9.21

Mário Lúcio: show-conferência e livro em Belém

Mário Lúcio Sousa
Foto: Jorge Simão

O músico, poeta e escritor cabo-verdiano, Mário Lúcio Sousa, abre hoje (9), no Margarida Schivasappa, o evento municipal Jornadas de Gratidão ao Povo Negro, e lança, pela Universidade Federal do Pará, no sábado, (11), o  livro “Meu Verbo Cultura: escritos amorosos sobre cultura e desenvolvimento”, no Teatro Gasômetro. Lançado originalmente em 2016, pela Editora da Universidade Federal da Bahia, a obra ganha agora uma reedição pela Editora do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA/UFPA), por meio do Projeto de Extensão “Intercâmbio turístico-cultural Belém-Cabo Verde: a cultura como ato de resistência em Mário Lúcio”. 

Ele é referência na música e cultura contemporâneas. Ex-ministro da Cultura de Cabo Verde, o cantor-compositor é também o escritor mais premiado do país, internacionalmente e o poeta que marcou a viragem na nova poesia cabo-verdiana com o livro Nascimento de Um Mundo, um dos conceituados pensadores  da sua geração. É também autor do Manifesto a Crioulização, a obra mais atual sobre o fenómeno  da Crioulização no mundo. 

O livro “Meu Verbo Cultura”, nesta nova edição, traz apresentação de Gilberto Gil que chama atenção para o pensamento contemporâneo e futurista de Mário Lúcio traduzido por uma série de artigos, entrevistas e discussões que o revelam suas articulações na área das artes e gestão artística, através do seu trabalho na frente do Ministério da Cultura de Cabo Verde, entre 2011 e 2016. Mário Lúcio destacou-se em todo continente africano pelas suas parcerias e modelo de trabalho para a criação e desenvolvimento de políticas culturais para a melhoria do seu país. 

Ele está em Belém pela segunda vez e, desde segunda-feira (6), vem cumprindo uma agenda que já envolveu encontros com o reitor da Universidade Federal do Pará, Emmanuel Tourinho, e com o prefeito Edmilson Rodrigues, autor da emenda parlamentar que possibilitou o projeto de extensão do ICSA,  quando ele ainda estava Deputado Federal, em 2018. 

Em 2019, Mário Lúcio esteve por aqui e tive o privilégio de lhe conhecer na ocasião do lançamento do álbum "sem chumbo nos pés", de Naldinho Freire, músico compositor paraibano que na época morava em Belém e que trouxe para nós a conexão não só com Mário Lúcio, mas também com o guitarrista e também político da cultura, Manuel di Candinho, que retornou à capital paraense, em 2020, trazendo mais dois artistas cabo-verdianos, a cantora Mindela Soares e o violonista Paulin Vieira, num momento em que a pandemia permitiu um belíssimo show flutuante pela baía do Guajará. Tenho tudo registrado aqui neste blog. 

Desta vez, Mário Lúcio é o foco artístico central do projeto. Além do lançamento do livro, previsto  para o sábado (11), ele também participará da abertura da programação Jornadas de Gratidão aos Povos Negros, evento da prefeitura de Belém, que será realizado nesta quinta (9), no Teatro Margarida Schivasappa, alusiva ao Dia Internacional do Afrodescendente, comemorado, pela primeira vez, em 31 de agosto, data criada pelas Nações Unidas, para agradecer e dar visibilidade à diáspora africana, a  imigração forçada de africanos. 

Mário Lúcio apresentará um show conferência e haverá ainda um desfile de diversos modelos confeccionados pela Hounsou, marca de Israël Sèwanou Hounsou, empreendedor da moda africana e afro-brasileira. No repertório, ele vai apresentar repertório autoral, mas estará aberto também ao momento, o que fluir, será! O mesmo se dará no dia 11, no Gasômetro.

Intercâmbio gestado desde 2018

2019 | lançamento do álbum "sem chumbo nos pés",
com artistas paraenses.
O intercâmbio entre Belém e Cabo Verde vem sendo fortalecido e a publicação do livro, além de dar visibilidade a essas ações, abre ainda um campo de possibilidades para o acesso de estudantes acadêmicos a um conteúdo precisos acerca do turismo e o processo de internacionalização, em curso na UFPA. 

Como se pode ler no livro que chega ao Pará, a imagem de um entrelace de culturas, é uma manifestação do que ocorre "quando abrimos o olho do coração" e nos expandimos para além da separação entre os limites dos nossos territórios e os dos outros. A cultura e o turismo enquanto possibilidades de expressão cognitiva e de reconhecimento das manifestações mais diversas de pertencimento, respectivamente, proporcionam a flexibilidade da imagem do entrelace. 

E o livro “Meu Verbo Cultura” trata desse manifesto, desse reconhecimento e do amor ao encontro do outro e do que nos parece, ao primeiro olhar, estranho. Manifestar-se ao outro, portanto, é o que conduz a leitura desta obra instigante e desafiadora que deve ser lida tirando-se as vendas dos olhos e as amarras da vergonha do coração. 

Política, cultura e pensamento

Graduado em Direito pela Universidade de Havana, foi deputado no Parlamento cabo verdiano, de 1996 a 2001; Conselheiro do Ministro da Cultura (1992) e Conselheiro Cultural do Comissário da Expo / 92. É autor do projeto musical de Cabo Verde para a  Expo 92 (Sevilha) e 98 (Lisboa), além de embaixador Cultural de Cabo Verde. 

Na área da música, tem nove discos gravados além de uma compilação de 80 canções suas mais escutadas, colaborações com Cesaria Evora, (Cabo Verde), Manu Dibango (Camarões) Touré Kunda (Senegal), Paulinho Da Viola, Gilberto Gil, Milton Nascimento (Brasil), Pablo Milanes (Cuba), Mario Canonge e Ralph  Tamar (Martinica) Teresa Salgueiro, Luis Represas, (Portugal) Toumani Diabate (Mali), Harry Belafonte (EUA), Oliver Mtukudzi (Zimbabué), para além de trilhas sonoras para  filmes, documentários, teatro e dança. 

Já na literatura, entre suas obras constam: Nascimento de Um Mundo (poesia, 1990); Sob os Signos da  Luz (poesia, 1992); Para Nunca Mais Falarmos de Amor (poesia, 1999); Os Trinta Dias do  Homem mais Pobre do Mundo (Prémio do Fundo Bibliográfico da Língua Portuguesa);  Vidas Paralelas (2002); O Novíssimo Testamento (Prémio Carlos de Oliveira, Portugal),  Biografia do Língua (Prémio Miguel Torga- Cidade de Coimbra 2015; Prémio PEN Clube  de Literatura para melhor romance em língua portuguesa de 2016), O Diabo Foi Meu  Padeiro (2019). 

Como dramaturgo é autor das peças: Adão e As Sete Pretas de  Fuligem (2001). Sozinha No Palco (2004). Vinte e Quatro Horas na Vida de um Morto (2006), Um Homem, Uma mulher e um Frigorífico (2007), Adão e Eva (2012), Os Dias de  Birgit (2018).

Serviço

Abertura do evento Jornadas de Gratidão, nesta quinta-feira, 9, às 19h, no Teatro Margarida Schivasappa. E lançamento do livro “Meu Verbo Cultura: escritos amorosos sobre cultura e desenvolvimento”, neste sábado, 11, às 19h, no Teatro Estação Gasômetro – Parque da Residência. De acordo com as novas medidas do Departamento de Vigilância à Saúde, da Sesma, a capacidade dos teatros será limitada a 20% de ocupação e as pessoas deverão apresentar a carteirinha de vacinação o público está limitado em 100 pessoas.

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20.7.21

Naldinho e Ana Clara lançam canção em parceria

Naldinho Freire e Ana Clara
Fotos: Ketlen Santos e Tita Padilha, respectivamente

Ela é paraense e vem galgando uma carreira cheia de sutilezas e personalidade. Ele é paraibano, morou em outras cidades brasileiras até vir cair em Belém em 2016, onde morou até 2020, construindo uma história na cena paraense. De gerações diferentes, mas com afinidades em compartilhar música e poesia com o outro, Ana Clara e Naldinho Freire iniciaram parceira com a música Clareira, letra dela, música dele.

Ambos possuem trajetórias artísticas que já contam com shows e gravações. Ana Clara lançou o primeiro disco em 2015, já Naldinho, lançou o primeiro disco, um vinil, em 1995. Ana o conheceu quando ainda trabalhava na Rádio Cultura e o entrevistou à época em que o cantautor estava lançando, em Belém, o álbum “sem chumbo nos pés”, em maio de 2018, e, desde então vem acompanhando a carreira dele. “Acho o trabalho bem bonito e plural”, diz a cantora e compositora.

Ele tinha acabado de chegar na cidade e fez uma apresentação na Casa do Fauno, no Reduto, e assim concedeu algumas entrevistas na imprensa local. “Ana Clara, que era a apresentadora do programa Conexão, da Rádio Cultura, foi a primeira pessoa em uma rádio no Pará a me entrevistar”, lembra Naldinho que, mais adiante, por conta de sua ligação, também musical, com Natália Matos, acabou conhecendo o trabalho de Ana, pois as duas têm uma parceria também. Gostou do trabalho dela e este ano resolveu convidá-la, para comporem uma canção. 

“Nos comunicávamos de vez em quando, ele mandando atualizações do trabalho dele, e recentemente veio a conversa sobre compormos algo juntos. Eu lembrei dessa letra que eu tinha escrito há um tempinho, acho que fim de 2019 ou começo de 2020, que me pareceu ter a ver pra essa parceria e achamos que ela tinha um sentido forte nesse momento, uma luminosidade esperançosa que acho que calha bem pra agora”, comenta Ana.

A canção "Clareira", explica Naldinho, “traz um texto que condiz com o período que estamos vivenciando e nos convida a ficarmos atentos às fagulhas de esperança, fortalece a filosofia de que trata o multiartista Pedro Osmar - é coisa de poeta, navegar na contramão- , que através da música, das artes, conseguimos espantar o medo, baixar a febre”.

A canção, nessa primeira apresentação, vem com a voz dele, dois violões (cordas de nylon e aço) e uma sutil percussão (Moringa e ganzá). E é mais uma parceria em meio a uma invejável coleção que ele já possui. Residindo, hoje, em Santa Cruz de Cabrália, na Bahia, ele segue realizando inúmeras conexões, como tem feito em sua trajetória.

“Nesse período pandêmico tenho composto muito e construído parcerias à distância, portanto, chegou o momento de concretizarmos eu e Ana Clara uma parceria musical, eu na Bahia e ela em Belém do Pará. Ela me enviou o texto e fomos discutindo a melhor forma de trazê-lo para o universo da canção, chegamos ao formato que percebemos o diálogo texto-canção e que estávamos satisfeitos com a estética do trabalho musical. Após essa fase, iniciei o processo de gravação do registro audiovisual da canção e chegamos ao resultado que foi publicado no meu canal no Youtube”, conta ele.   

Projetos e novas parcerias   

Ana Clara e Lucas Padilha - Meio Amargo 
Foto: Tita Padilha

Ana Clara também coleciona boas parcerias. “Acho que as interações que a música possibilita são a minha parte preferida, entrar em contato com a visão do outro, aprender e contemplar caminhos diferentes, unir concepções.  Ele fez essa gravação que achei que ficou super bonita. Chegamos a pensar de eu colocar alguns elementos, também, só que como tô em fase de encerramento de dois projetos concomitantes, acabei não conseguindo fazer a tempo. Mas falei pra ele que gostaria de gravar junto quando for possível”, diz.

Ela acabou de lançar um clipe com o Meio Amargo, com apoio da Lei Aldir Blanc. A música chama-se "Golpe de Sorte", e está trabalhando o disco por meio de uma emenda parlamentar do então deputado Edmilson Rodrigues. Vem lançamento aí, em breve.

“O álbum já era um plano antigo, então estamos felizes de finalmente conseguir lançar, em breve. E também com o resultado, especialmente porque foi um processo desafiador pra gente produzir nesse período, sem reunir a banda e com cada integrante enfrentando diferentes tipos de dificuldades. Houve momentos em que achamos que não daria certo, por isso ver as músicas tomando forma tem sido muito gratificante”, conta a cantora.

Clareira, para ouvir no Youtube

Já Naldinho Freire,  tem recebido e provocado outros compositoras/es paraibanas/os, baianas/os, gaúchas/os, semeando sementes de sons e palavras para que se tornem árvores e frutificaram. “Em breve teremos um trabalho de composição com a compositora Ezra e o meu primeiro álbum o vinil "Lapidar", que está sendo trabalhado para ser lançado nas plataformas de streaming”, anuncia.

Diante desse corre artístico que cada um possui, por enquanto “Clareira” fica como está, até que as coisas possam convergir novamente. “Em conversas com Ana Clara já pensamos na possibilidade de gravarmos um single, um outro clipe com a participação dela , mas, o melhor é deixar fluir os acontecimentos em torno da canção, curtir esse resultado, divulgar para que as pessoas percebam a força dessa canção e o que ela tem a contribuir com esse momento que necessitamos de construir clareiras”, define Naldinho.

Para ouvir a música:

https://www.youtube.com/watch?v=yy6_CA4Z_7Y&feature=youtu.be

Mais sobre os compositores:

@naldinhofreireoficial

@anaclara.nm

12.3.21

Pa Badja nas plataformas com leveza e suavidade

“Pa Badja” é uma expressão do crioulo falado em Cabo Verde que significa “Pra Dançar” e nomeia a composição de Márcio Macedo, com letra de Naldinho Freire e interpretação de Patrícia Lia.  O single será lançado, junto com um videoclipe, neste sábado, 13, a partir das 19h, em todas as plataformas digitais de música, pela gravadora Na Music e nos perfis de redes sociais da M.M. Produções, Holofote Virtual e artistas envolvidos.

Patrícia Lia iniciou sua carreira profissional no final dos anos 1990, passando por bandas como Tempero da Tribo,  Banda Batom Carmim, Amor Perfeito e Ladymoon, esta última, um projeto de 2010, vivenciando o universo musical  como cantora e produtora. Fez shows em diversas casas de Belém, outros municípios paraenses e cidades brasileiras, com repertórios sempre dançantes. 

Márcio Macedo é músico e produtor cultural, atuante na área da música, pela M.M. Produções. Depois de participar de festivais e adentrar no universo da produção, a música vem sendo retomada, com previsão de lançamento do EP “Mar Adentro”, que ele realiza pela Lei Aldir Blanc, trazendo cinco músicas em parceria com o compositor Ronaldo Silva.

Naldinho Freire é cantautor nascido em João Pessoa - Paraíba, residente agora na cidade de Santa Cruz Cabrália – Bahia, mas que até inicio deste ano tinha Belém como morada. Andarilho, tem carreira com CDs lançados, o último dele “sem chumbo nos pés”, gravado e lançado no Pará. Naldinho é artista que conecta outros artistas, como Márcio e Patrícia.

Pa Badja é um tema musical leve e suave em sua base melódica e harmônica. A música concretiza a primeira parceria entre os compositores, que se conheceram em 2017 e atuaram juntos em vários projetos. Marcio Macedo, compositor da melodia, esteve na equipe de produção executiva de lançamento do álbum “sem chumbo nos pés” (2019), de Naldinho Freire, autor da letra, que tem o título e parte do texto no idioma crioulo caboverdiano. 

Márcio Macedo esbanja e apropria-se das possibilidades sonoras surgidas de um capotraste acoplado ao braço do violão na sexta casa. Ao percorrer a escala do instrumento, o compositor transporta a canção para uma estética cosmopolita, nuances percebida por Naldinho Freire na construção da letra da canção, que apresenta imagens surrealistas, “dois corpos no ar, ao entardecer, alimentam os seus misté - rios, fazem resplandecer, se vão numa nuvem, absoluto ápice, dissolvem...”.

Freire também assina a produção musical e divide os arranjos com a violoncelista Amanda Alencar e a percussionista Loba Rodrigues. Pa Badja  é um trabalho coletivo de gravação, que possibilitou a vivência e a troca de experiências entre artistas de várias gerações e formações, gerando um resultado sonoro, imagético e poético, capaz de conduzir o espectador a sensações agradáveis e eufônicas. 

O projeto foi concebido, realizado e finalizado na cidade de Belém - Pará, as gravações aconteceram no Fluxo Estúdio, durante o mês de novembro de 2020, sob os trabalhos técnicos de Lucas Machado e do músico Delcley Machado, que também participa tocando contrabaixo acústico. A mixagem e masterização foram executadas por Marcel Barreto, no Budokaos Records no mês de dezembro de 2020.

Serviço

Escolhe a tua plataforma, o pré-save da canção “Pa Badja” já está disponível!  https://ffm.to/pabadja - Compositores: Marcio Macedo/ Naldinho Freire Intérprete: Patrícia Lia Lançamento: 13 de março, às 19h, nas plataformas digitais e videoclipe em nossos canais no YouTube e redes sociais dos artistas, da M.M. Produções e Holofote Virtual.

15.1.21

Legítima Defesa chega com clipe nas plataformas

Foto: Mácio Ferreira
Composição de Naldinho Freire, letra de Escurinho, percussão de Loba Rodrigues e interpretação de Mariza Black. Gravado em Belém, em novembro de 2020, mês da Consciência Negra, o trabalho ganha lançamento nesta sexta-feira, 15, com clip e mini doc, nas plataformas digitais da Na Music e dos artistas. 

Legítima Defesa é música inspirada em ritmos afros, oriundos de Cabo Verde e da Nigéria, além de uma mistura cultural brasileira interessante ao reunir artistas do Pará, Paraíba e Pernambuco. A letra fala sobre como é viver num país que foi colonizado como o Brasil, mas embora já tenham se passado séculos, ainda se vive aqui, situações de racismo e violências que se refletem principalmente nas periferias. 

Para Mariza Black, paraense nascida em Belém, foi um prazer gravar a música. “Foi uma honra gravar essa música, ainda mais pela mensagem que ela nos repassa de luta e resistência da cultura negra, em nosso país”, diz ela, que possui voz inconfundível.  A artista, que sempre mergulhou no samba, interpretando obras de grandes compositores, agora segue um caminho mais autoral. Há dezessete anos cantando profissionalmente, em 2019, lançou seu 1º álbum intitulado “Samba Parauara”. 

Mariza Black, uma das maiores intérpretes de samba paraense, tem 17 anos de carreira, com presença marcante nos palcos, cantando e encantando ao som da percussão e do cavaquinho na cadência de composições do samba local, bem como na interpretação de grandes clássicos nacionais. A paraense também é uma das raras mulheres puxadoras de samba enredo com atuação nas escolas de samba Caprichosos da Cidade Nova (Ananindeua), Piratas da Batucada (Belém) e Crias do Curro velho (Belém) e do Bloco Unidos da Pedreira (Belém). Atualmente, ela coordena o Encontro Nacional das Mulheres na Roda de Samba no Estado do Pará. 

Naldinho Freire reuniu talentos na obra

Foto: Léo Eccard
O convite para gravar Legítima Defesa partiu de Naldinho Freire, parceiro do músico e poeta Escurinho, artista paraibano como ele. Compositor e também letrista, o músico lançou em 2019, em Belém, o álbum “sem chumbo nos pés”, como uma das ações de um projeto de intercâmbio realizado pela UFPA, e que aproxima, pelo viés do turismo cultural, Belém e Cabo Verde. Em 2020, o intercâmbio também teve desdobramentos, ocasião em que Mariza Black é convidada para uma de suas ações, estreitando assim a relação profissional entre os artistas. 

“Quando li essa letra, lembrei imediatamente do ritmo da Tabanca, que conheci a partir do meu encontro com o músico cabo-verdiano Mário Lúcio, e que se parece muito com o Ijexá. Pensei imediatamente na Mariza Black para interpretá-la”, diz Naldinho.  “E também convidamos a percussionista Loba Rodrigues”, complementa ele que em 2010, através da Embaixada do Brasil em Cabo Verde, realizou shows na cidade de Praia e São Domingos. 

Loba diz que eles se reuniram para fazer o desenho rítmico da música e ela foi inserindo outros elementos. “Eu me inspirei nos grupos de afoxé, os mais diversos, e também no ritmo da Tabanca, que Naldinho me apresentou. Fiz uma pesquisa e o que ouvi mais, foi o trabalho do grupo Sementeira, do qual participou o músico Mário Lúcio, que esteve em Belém em 2019”, comenta.

A Tabanca é um ritmo binário, executado por tambores, cornetins e búzios, estes geralmente em três registos diferentes (grave, médio e agudo) responsáveis pelo ostinato rítmico-melódico, cuja tessitura geralmente é de uma sexta. Já o Ije’xa, é oriundo da cidade da Nigéria, mas foi trazido para a Bahia pelo enorme contingente de iorubás escravizados que aportou neste estado do final do século XVII. Esse ritmo vem desde então sendo executado na música brasileira por artistas diversos.

O autor da letra, Escurinho, é artista pernambucano radicado na Paraíba. Nascido no Sertão de Pernambuco,  Escurinho acabou se mudando com a família para a cidade Catolé do Rocha, na Paraíba, onde passou a maior parte da infância e adolescência e onde tem os primeiros contatos com o fazer musical.  Foi nesse contexto que conheceu o jovem Chico Cesar que passou a ser um parceiro, e, mais tarde, em João Pessoa, Naldinho Freire, cantautor paraibano, cujo trabalho remonta aos anos 90, quando lançou o LP Lapidar. 

Além do lançamento do single, também será disponibilizado nos canais de Youtube dos artistas, clipe e mini doc mostrando os bastidores da gravação. Os vídeos têm a direção de Vinicius Fleury - Flemi Filmes e a canção tem a participação de Marcel Barretto (violão / Aço, synth bass, gravação e masterização – Budokaos). 

Serviço

Lançamento do single e clipe de Legítima Defesa, música de Naldinho Freire, com letra de Escurinho e interpretação de Mariza Black. Dia 15 de janeiro, às 19h, nas principais plataformas digitais da música e YouTube dos artistas.

2.12.20

Mindela Soares e Mariza Black na Baía do Guajará

Mindela e Mariza Black

Formada pelo encontro da foz dos rios Guamá e Acará, a baía do Guajará será testemunha e cenário de dois shows que vêm fortalecer o intercâmbio turístico cultural entre Belém e Cabo Verde, por meio da música. A iniciativa contará com todas as medidas de prevenção à Covid-19, com lotação de até 70 pessoas, entre convidados, músicos e equipes de coordenação e produção do projeto. 

Duas cantoras, uma paraense e outra cabo-verdiana, se apresentarão nesta quinta-feira, 3, em Belém do Pará, a bordo do barco Tribo dos Kayapós (Vale Verde Turismo). Haverá participação de outros artistas paraenses e também de Cabo Verde.

Pela primeira vez em terras brasileiras, Mindela Soares, vai apresentar ritmos tradicionais de Cabo Verde, como as mornas e coladeiras, que caracterizam a cultura de seu país, que também ama o samba e possui inúmeras outras afinidades culturais com o Brasil. Ela será acompanhada pelos músicos Manuel di Candinho (piano elétrico) e Palinh Vieira (violão), também de Cabo Verde. 

A paraense Mariza Black, cantora com atuação focada no samba, apresentará um repertório formado por músicas do seu primeiro CD, lançado em 2019, “Samba Paraoara”, acompanhada pelos músicos Paulo Robson (violão) e João Paulo Pirez (Percussão). A cantora Natalia Matos, também paraense, fará participação especial nas duas apresentações.

A atividade integra o Projeto de Extensão “Intercâmbio Turístico-Cultural entre Belém – Pará - Brasil e Cabo Verde”, da Universidade Federal do Pará (UFPA), desenvolvido pelo Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA), por meio da Faculdade de Turismo (Factur), em parceria com o Escritório Modelo de Práticas Acadêmicas em Turismo (Empactur). 

Mindela com Manuel di Candinho

Este ano, o projeto que previa apresentações presenciais em Belém, precisou ser adaptado para a plataforma digital, transformando-se em duas rodas de conversa. A primeira, em outubro, trouxe como tema o empreendedorismo feminino na música em Belém e em Cabo Verde. Foi nesta live que Mindela, Mariza e Natália tiveram o primeiro encontro.

A segunda, também  aberta ao público, abordou as políticas públicas de turismo e cultura como fatores de aproximação entre Belém do Pará e Cabo Verde. Teve participação do músico multi instrumentista Manuel di Candinho, que também assume politicamente cargos na área cultural em seu país; e o Prof. Doutor Paulo Pinto, da Factur, que coordena o projeto em 2020. Tudo está on-line e pode ser acessado no Canal de Youtube da M.M. Produções. 

Para Mariza Black, o desfecho, promovendo esse encontro presencial, será uma oportunidade para concretizar o intercâmbio. “Depois de conhecermos o trabalho de Mindela de forma virtual, será um prazer apresentar a ela, e aos músicos cabo-verdianos, um pouco do nosso samba, com sotaque amazônico. O samba é do Brasil, mas a gente tem aqui a nossa própria linguagem”, diz a cantora, que vai aproveitar o momento para lançar música nova.

“Legítima Defesa”,  de autoria de Naldinho Freire (violão/nylon), que assina também a produção musical e executiva, tras letra do músico paraibano Escurinho. Foi gravada em Belém, no Budokaos Records, com participação da percussionista Loba Rodrigues e de Marcel Barretto (violão/aço, synth bass), responsável também pela mixagem e masterização da canção. 

Natália Matos: participação especial

O projeto de extensão iniciou sua primeira etapa em 2019, quando estiveram em Belém, o multi instrumentista Manuel di Candinho e o violonista e escritor, pensador cabo-verdiano, Mário Lúcio. Eles participaram do show de lançamento do CD “sem chumbo nos pés”, do cantautor Naldinho Freire, um paraibano de coração brasileiro e cabo-verdiano, radicado na capital paraense desde 2016. 

A ocasião também foi oportunidade para a realização de um seminário realizado pela Faculdade de Turismo da UFPA e também para que os visitantes tivessem contato mais próximo com músicos do Clube da Guitarrada, gênero musical reconhecido como patrimônio cultural imaterial do Estado do Pará. A ação foi realizada no Núcleo de Conexões Na Figueredo. 

Em 2021, ainda haverá desdobramentos do intercâmbio, com o lançamento do livro "Turismo, Gastronomia e Música: elos entre Belém do Pará e Cabo Verde" e a ideia é que a partir disso, outras conexões sejam possíveis, entre Belém do Pará (Brasil) e Cabo Verde (África), seja no campo cultural, turístico e ainda de formação acadêmica, uma vez que essa experiência vem sendo também vivenciada por estudantes de turismo da UFPA.  

Para ler mais:

Música e empreendedorismo 

Políticas para o Turismo Cultural 

Elo Cultural

(Texto da coluna do Holofote Virtual no site Pará Trip)

20.10.20

Turismo e cultura como políticas de intercâmbio

Depois de discutir o empreendedorismo feminino na música, a próxima live do projeto de extensão “Intercâmbio Turístico-Cultural entre Belém – Pará - Brasil e Cabo Verde” da Factur – Faculdade de Turismo (FACTUR), da Universidade Federal do Pará (UFPA), vai discutir as políticas de turismo e cultura como fatores de aproximação entre Belém e o país africano. 

A conversa com o professor Paulo Pinto, da Faculdade de Turismo da UFPA e coordenador do projeto; e Manuel di Candinho que, além de músico e diretor musical cabo-verdiano, é também Vereador em seu país, será no dia 29 de outubro, às 19h, com transmissão pelo Facebook do EMPACTUR - Escritório Modelo de Práticas Acadêmicas em Turismo/UFPA e pelo Youtube da M.M. Produções. E a mediação será da Bacharel em Turismo, Inês Silveira. 

É a segunda live dessa nova etapa do projeto, retomado no dia 2 de outubro. Tive o prazer de participar da primeira roda de conversa que trouxe como tema o empreendedorismo feminino na música em Belém e em Cabo Verde. Um convite da coordenação do projeto, a que agradeço a oportunidade. Participaram as cantoras Mariza Black e Natália Matos, paraenses, e Mindela Soares, de Cabo Verde, além da pesquisadora turismóloga Auda Piani e da professora, e turismóloga também, Silvia Cruz, da Factur. Nossa mediação foi da Bacharel em Direito Livia Duarte.

O papo foi delicioso, extenso com cada uma contando um pouco do seu fazer profissional. A live foi gravada e ainda pode ser vista na íntegra, no canal de Youtube da M.M., mas destacarei  aqui as questões levantadas para as cantoras sobre os modos de atuação e produção de cada uma em seus respectivos países. Embora tenhamos diferenças em relação ao desenvolvimento local do setor, as semelhanças na construção de uma carreira são muitas e passam pela falta de políticas públicas de incentivo à produção, até a forma de se lidar, hoje, com as novas plataformas de difusão e venda da música. 

Atrativo turístico e intercâmbio cultural

Outra coisa me chamou atenção. Mindela Soares nos contou que por meio da música brasileira, os cabo-verdianos acabam sabendo e se conectando mais com a cultura do nosso país, mas que o contrário (ainda) não é verdadeiro. Ela disse que gostaria que nós também soubéssemos mais sobre eles e pudéssemos trocar mais com a música deles. 

Mindela canta samba como Mariza Black. Ela ainda não conhece ainda muito bem, os ritmos paraenses. "A nossa caldeira lembra um pouco o carimbó", me dizia ela em uma entrevista, antes da live. “Somos culturalmente muito semelhantes em nossa constituição demográfica. A presença da matriz africana está em nossos ritmos musicais, na gastronomia, no sincretismo religioso etc. ”, resumiu o prof. Dr. Paulo Pinto.

E ano passado já tivemos aqui, um pouco disso, e também tive a chance de acompanhar de perto, e fiz diversas postagens aqui no blog. Manuel di Candinho esteve em Belém, participando do  primeiro momento do projeto de intercâmbio, e como músico nos falou sobre a Coladeira e a Morna, e mostrou, na prática, o Funaná, que em muito se aproxima da nossa guitarrada. 

Na ocasião, ele fez uma participação no show de lançamento do álbum "sem chumbo nos pés', do músico paraibana Naldinho Freire, um dos grandes incentivadores do projeto, responsável por apresentar o cenário cultural da música do país africano à Universidade Federal do Pará.

“Penso que devemos intensificar mais esta troca de experiências, sobretudo no setor da cultura, para que os brasileiros conheçam mais sobre Cabo Verde. Vejo que os cabo-verdianos conhecem mais do Brasil, do que vice-versa. Isso porque o Brasil ganhou projeção mundial cedo. Cabo Verde só agora está sendo mais conhecido, e isso é graças à música”, diz Manuel di Candinho que nesta próxima live vai nos trazer uma visão mais ampla sobre as políticas de turismo viáveis em países tão culturais, como Cabo Verde e o Brasil. 

O intercâmbio é um viés dessa política pública necessária ao turismo conectado com a cultura. Cabo Verde vem dando exemplo com a realização de eventos como o AME – Atlantic Music Expo, feira de cultura e negócios da música, criado em 2014, e que vem atraindo artistas e empresários, além de turistas, de todo o mundo. Além da visitação, esse tipo de turismo também abre novas possibilidades ao setor musical do país. Este ano, por causa da pandemia, o evento foi cancelado, mas já tem data para ser realizado, em abril de 2021. Aviso para quem desde já quiser se planejar. Vontade de chegar junto, não me falta.

Turismo cultural e pesquisa acadêmica

Além do viés cultural, o intercâmbio do projeto tem se firmado por meio das conexões do ensino e da pesquisa. Ano passado, na primeira fase do projeto, Paulo Pinto integrou a comitiva que viajou à Cabo Verde. Ele, representando a Universidade Federal do Pará (UFPA), participou de uma extensa programação, que incluiu uma reunião com a Profa. Dra. Judite Medina do Nascimento, Reitora da Universidade de Cabo Verde (UNICV), juntamente com parte de sua equipe de Pró-Reitores.

“Na reunião apresentei o Projeto de Extensão seu objetivo e suas atividades, e ao final saímos com a proposta de firmarmos um protocolo de intenções para a troca de experiências entre a UFPA e UNICV nas áreas do ensino, da pesquisa e da extensão”, continua Paulo Pinto.

O Curso de Turismo da UFPA tem mais de 40 anos de existência. De acordo com Paulo Pinto, “ainda é um curso que tem um grupo de professores pequeno, mas mesmo assim desenvolvemos o ensino de graduação (Bacharelado em Turismo) em Belém e campis da UFPA nos municípios de Soure, Bragança, Breves, Portel, Tucuruí e no distrito de Mosqueiro”, explica.

O turismo cultural vem sendo discutido e posto em prática por alguns projetos que partem da sociedade civil. Além de acreditar na valorização do patrimônio cultural, material e imaterial, o turismo cultural tem como objetivo combater os impactos negativos do turismo “predador”, que deixam um rastro de sujeira e prejuízos. Veja como é importante que haja politicas públicas para o fortalecimento da memória, da história, hábitos e costumes. 

“Sem esses atrativos culturais, naturais etc. não haverá deslocamento turístico. As pessoas não viajam para conhecer lugares no qual não tenha um resquício, pelo menos, dessa memória para ser apreciada”, afirma Paulo Pinto.

O Projeto de Extensão “Intercâmbio Turístico-Cultural entre Belém – Pará - Brasil e Cabo Verde” é financiado pela Emenda Parlamentar Individual (Nº 30870013) do Deputado Federal Edmilson Rodrigues, por meio do Ministério da Educação - Governo Federal, UFPA, PROEX - Pró-Reitoria de Extensão | UFPA, Fadesp - Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa, ICSA - Instituto de Ciências Sociais Aplicadas.

Serviço

Live ““Políticas públicas de turismo e cultura como fatores de aproximação entre Belém do Pará e Cabo Verde”, do projeto de extensão “Intercâmbio Turístico-Cultural entre Belém – Pará - Brasil e Cabo Verde” . Dia 29 de outubro, às 19h, com transmissão pelo Facebook do Empactur – Escritório Modelo de Práticas Acadêmicas em Turismo da UFPA - https://www.facebook.com/Empactur/.  E pelo Youtube da M.M. Produções, link: https://www.youtube.com/user/marciojmacedo .

19.11.19

Casa do Fauno recebe show "sem chumbo nos pés"

Após a realização da turnê pelo nordeste do país, o cantautor paraibano Naldinho Freire, radicado em Belém do Pará, se apresenta nesta quinta-feira, 21, às 21h, na Casa do Fauno. O show traz o repertório do álbum "sem chumbo nos pés", com participação da Flautista Andrea Silveira e do Guitarrista Marcel Barretto. 

Antes mesmo de se tornar um álbum gravado em estúdios, o show˜"sem chumbo nos pés" estreava em Belém do Pará, na Casa do Fauno, no ano de 2017. Dois anos após, o trabalho se concretiza no CD lançado em maio deste ano com um belo show no Teatro Margarida Schivasappa e depois em Cabo Verde, Rio de Janeiro e, mais recentemente, nos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Bahia. 

O  trabalho tem a participação de Pinduca, Chico César, Ana de Hollanda, dos caboverdianos Mario Lucio, Manuel di Candinho e o Rapper Tha Costa, das cantautoras paraenses Natália Matos, Gláfira e Camila Honda, do cantautor Pedro Vianna e dos musicistas Dan Bordallo, Leo Chermont, Beá Santos, Juliana Salgado e Lucas Torres, dos paraibanos Pedro Osmar, Adeildo Vieira, Glaucia Lima, Déa Limeira, do pernambucano Alex Mono e de outros artistas brasileiros, com a produção musical do guitarrista Marcel Barretto. . 

O álbum homônimo traz 12 faixas que propõem um diálogo entre a canção e elementos da música eletrônica, compostas com vários parceiros, entre eles os poetas Lau Siqueira, Ricardo Cabus, Antonio Ronaldo e Ubirajara Almeida. 

Este é o quarto álbum de Freire, que também tem na trajetória o LP “Lapidar”, trabalho de estreia, em 1995, lançado no Brasil e na Europa, além de Viandante, lançado em 2005, no projeto Misa Acústico, parceria com o SESC Alagoas. Em 2006, o músico também lançou o CD Raízes, resultado de sua pesquisa com base na música de tradição oral do nordeste brasileiro que integra a Coleção Memória Musical do SESC. 

O álbum “sem chumbo nos pés” pode ser ouvido e baixado nas plataformas virtuais como Spotify, Deezer, Apple Music, YouTube e Na Music. O disco também está à venda nas Lojas Na Figueredo e Fox. Um pouco mais sobre o trabalho de Naldinho Freire através dos links:


Serviço
Show “sem chumbo nos pés”. Nesta quinta-feira, 21, às 21h, na Casa do Fauno - Tv. Aristides Lobo, 1061, entre Benjamin Constant e Rui Barbosa - Reduto. Couvert: R$15,00. Para mais informações: naldinhofreirei06@gmail.com /Casa do Fauno: +55 91 98838-1808.

15.6.19

Cabo Verde recebe o show “sem chumbo nos pés”

Naldinho Freire no show "sem chumbo nos pés"
Foto: Camila Figueredo
Depois da estreia e intercâmbio com os músicos cabo-verdianos Mario Lucio e Manuel di Candinho, em Belém, chegou a vez do show “sem chumbo nos pés” levar alguns paraenses à Cabo Verde. A comissão segue nesta terça-feira, 18, ao país africano, com o compositor paraibano Naldinho Freire. 

Além dos músicos Lucas Torres (guitarra) e Juliana Salgado (baterista), integram a comissão, o Prof. Dr. Paulo Pinto, vice-diretor do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas da UFPA e o produtor e empresário da área musical, Na Figueredo, da Gravadora Na Music. O guitarrista e a baterista fazem com o cantautor Naldinho Freire, o lançamento do álbum “sem chumbo nos pés”, no dia 21, às 20h, na cidade de Praia, capital cabo-verdiana situada na Ilha de Santiago.

O concerto será realizado no Centro Cultural Português, tendo participação dos artistas Mario Lucio, Manuel di Candinho e do Rapper James Tha Costa, que gravou no álbum, a canção “Hoje não, nada De Tv” (Naldinho Freire/ Álvaro Maciel), cantada por Gláfira, no lançamento em Belém, no último dia 9 de maio, no Teatro Margarida Schivasappa do Centur, que contou ainda com outros artistas paraenses.

O projeto, no Pará, recebeu recursos de emenda parlamentar do Dep. Federal Edmilson Rodrigues em convênio com a UFPA, sendo coordenado pela Profª Drª Sílvia Helena – FACTUR/ EMPACTUR, o que oportunizou a vinda do violonista, pensador e escritor Mario Lucio e do guitarrista Manuel di Candinho a Belém, onde participaram de um seminário na UFPA e do Encontro Do Funaná à Guitarrada, realizado no Núcleo de Conexões Na Figueredo, nos quais houve momentos de intensa troca de experiências culturais.

Expectativas com encontros no palco e na UNICV 

Manuel di Candinho e Mário Lucio, participações em Belém.
Foto: Camila Figueredo
Em Cabo Verde, a comitiva paraense também participará de um encontro com a Reitoria da Universidade de Cabo Verde, com o objetivo de dar continuidade ao intercâmbio turístico-cultural entre o Brasil e Cabo Verde. Entre as expectativas estão não só concretização das ações em Belém, mas o fortalecimento e extensão desse intercâmbio entre o Pará e Cabo Verde.

“Estamos pensando não só na parte cultural, mas no que se refere ao lado turístico entre os dois países, focando as riquezas gastronômicas, passeios e sim, a cultura do Pará. Vamos estreitar os laços da UNICV e a UFPA, e espero que desse encontro possamos proporcionar que outras ações sejam firmadas entre as duas universidades, não só diretamente ligada à academia, mas que se possa chegar à comunidade em geral”, diz Naldinho Freire, que segue em Cabo Verde.

O músico também espera que desse momento se façam conexões musicais, a partir do encontro entre a Na Music, que lança muitos artistas paraenses, com a Lusafrica, gravadora cabo-verdiana que produz artistas importantes da África, e cuida da obra de Cesaria Évora, e da distribuição da obra da cantora Lura, entre outros. 

Lançamento em Belém teve várias participações paraenses.
Foto: Camila Figueredo
“A ideia é fazer essa conexão com a Atlantic Music Export, a AME, a feira de música que realiza um grande festival no mês de abril em Cabo Verde. Estive lá este ano com esse trabalho, ainda não era disco, e ano que vem esperemos que mais artistas paraenses possam também participar. Então, acredito que teremos grandes momentos, não só no palco”, conclui.

Naldinho Freire fará mais dois concertos em Cabo Verde. Um deles no Espaço Quintal da Música, na cidade de Praia, no dia 27, e outro na Sala de Concertos do Centro Cultural de Mindelo, na Ilha de São Vicente, no dia 30. Nas duas ocasiões, ele estará com o guitarrista Manuel di Candinho. Na Ilha de São Vicente, ele também participará, no dia 29, de uma Roda de Conversa com artistas mindelenses, no Espaço Bombu Minino Acústico, ampliando a proposta de intercâmbio cultural.

10.5.19

Naldinho Freire lança CD com várias participações

Após três anos de uma gestação cuidadosa, com apresentações musicais por vários estados brasileiros, além de Cabo Verde e Portugal, Naldinho Freire lança hoje (10), às 20h, no Teatro Margarida Schivasappa, o seu 4o álbum, que traz 12 faixas, que resultam de parcerias diversas com poetas, compositores do Pará,  Rio de Janeiro, Maranhão, Maceió e Paraíba. O Ingresso custa R$ 2,00 na bilheteria.

Os paraenses Ramón Rivera, Lucas Torres, Natália Matos, Juliana Salgado, Gláfira, Pedro Vianna e Andrea Silveira, além dos Mário Lúcio, ex-Ministro da Cultura de Cabo Verde, e Manuel di Candinho, guitarrista, e atual Verador de Cultura e Turismo da Câmara de São Domingo, estarão no palco com Naldinho Freire.

O álbum foi gravado em mais de uma cidade, passando por mais de um estúdio, extrapolando as fronteiras do Brasil. Em Cabo Verde, gravou a guitarra de Manuel di Candinho, a voz guia de Mario Lúcio, e todo o seu violão, também guia para a música "Pretty Down", faixa que com programações eletrônicas da instrumentista e produtora musical paraense, Beá Santos, e do músico e produtor musical, Marcel Barretto, além da participação do músico paraense Leo Chermont (Strobo).

Natalia Matos, que integra a safra de artistas paraenses com trabalhos cosmopolitas, canta “Surreal”, música feita em parceria com a maranhense, Kelcy Ferreira, comunicóloga, psicóloga e especialista em artes visuais. Nesta faixa, Freire mantém responsabilidade pelas bases eletrônicas, as assinaturas de Beá Santos e Marcel Barreto, que também deixou registrado na obra o som de sua guitarra.

Natália Matos
“Hoje não, nada De Tv” é parceria com Álvaro Maciel, artista cultural carioca, que está em Belém para conferir a apresentação de lançamento do disco, nesta sexta-feira.  

A participação de voz é da paraense Glafira, uma das fundadoras do Fórum Nacional de Música, junto com Freire, além do rapper cabo-verdiano James Tha Costa.  A produção musical e as guitarras são de Marcel Barreto, com a participação da baterista paraense Juliana Salgado, graduada em música pela UFPA.

“O Não Lugar” é parceria com o paraense Pedro Vianna, que estará no show. É a primeira parceria entre os dois. A oitava faixa é Oásis, com Pedro Cabral, composta na cidade da Praia em Cabo Verde, por ocasião de uma digressão do compositor Freire. O alagoano Pedro Cabral é poeta, artista visual e arquiteto, um dos autores de Maceió que têm canções em parceria com vários compositores de Alagoas.

Ramon Rivera
Biruta, parceria com o poeta Lau Siqueira, ganhou participação de Pinduca. Composta a partir do poema homônimo que está no livro “Livro Arbítrio”, do poeta gaúcho radicado na Paraíba, a música traz o encontro com o rei do carimbo paraense com Naldinho Freire, sob a regência e programação eletrônica de Marcel Barreto, junto com as guitarras de Lucas Torres.

A canção “Genuflexão”, parceria com Ricardo Cabús, um dos principais poetas de Alagoas na atualidade, é composta a partir da Leitura do Livro Cacos Iconexos. Participam da canção, o guitarrista Alex Mono e cantora paraense Camila Honda, que também assina a direção artística do concerto de lançamento do CD sem chumbo nos pés.

Em “Data Venia”, com Antonio Ronaldo, cantor, compositor, poeta e escritor Potiguar, a participação é da flautista Andrea Silveira, paraense radicada em Natal (RN), que está em Belém para fazer sua participação ao vivo na canção. A produção musical é de Marcel Barreto.

“Eu canto música de amor”, de  Naldinho Freire em parceria com Pedro Osmar, artista multimídia de João Pessoa (PB), que já tocou com Vital Farias, Cátia de França e Zé Ramalho. A faixa traz o paraense Dan Bordallo e sua experiência com sintetizadores.

“Trova de madeira e cordas” traz a parceria com Ubirajara Almeida, poeta nascido no Rio de Janeiro, radicado em Maceió (AL), onde dedicou-se ao ensino da língua portuguesa e publicou os livros Inventário do Silêncio – Editora Graciliano Ramos e Dez Lírios & Tremifusas (edição do autor).

Essa canção tem a participação de Chico César, que integrou o Grupo Jaguaribe Carne e aos 21 anos mudou-se para São Paulo, onde se dedicou ao seu trabalho musical e se tornou um dos principais artistas brasileiros. Nesta canção há programações eletrônicas de Marcel Barretto, músico Nascido em Toulose (França), radicado em Belém.

Camila Honda
A dobradinha com Fernando Mendonça, maranhense, que se radicou no Rio, a canção “A cidade” é uma revisita realizada por Naldinho Freire, a partir da leitura do livro Dinâmica Urbana – Crise Utopia, de Edmilson Rodrigues. Participa da canção, a cantautora Ana de Hollanda, os guitarristas Marcel Barreto, Lucas Torres e Rubens Guilhon que assina a produção musical.

A última canção do disco é Pássaros, que intitula o disco, em outra parceria com Pedro Osmar. A participação é dos paraibanos e musiclubeanos Adeildo Vieira, Glaucia Lima e Déa Limeira.  A violoncelista, também paraibana, Mayra Ferreira passeia pela canção com o seu instrumento em diálogo com o violão de Naldinho Freire, os sintetizadores de Beá Santos, as vozes percussivas, e o aboio de Pedro Osmar. Pássaros propõe voos além horizonte e nos deixa sem chumbos nos pés.

Pedro Viana
O disco conta, ainda, com a produção executiva da MM Produções, iluminação de Patrícia Gondim, projeções do VJ Lobo, apresentação de Marcelo Pinheiro e marketing do projeto Caos e comunicação do Holofote Virtual.

Serviço
Lançamento de “sem chumbo nos pés”. Dia 10 de maio, às 20h, no Teatro Margarida Schivasappa do Centur. Ingressos à venda pelo sympla a R$ 2.50 (http://bit.ly/sympla_semchumbonospes) ou no dia do show, na bilheteria do teatro – R$ 2,00. Mais informações: http://bit.ly/show_lançamento.